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FERIMENTOS
:
Lave com água e sabão, desinfete com água oxigenada.
Se houver algum corpo estranho (caco de vidro, farpa, espinho, etc.) remova-o
com a pinça, se puder fazê-lo com facilidade, se não,
deixe esta tarefa para o médico. Depois da aplicação
de água oxigenada, seque o ferimento com um pouco de algodão
e aplique Mercúrio Cromo. Se o ferimento for pequeno cubra com
um Band-Aid, se for maior coloque uma atadura de gaze esterilizada e prenda
com esparadrapo. Quando o ferimento for um pouco profundo ou não
muito pequeno pode se aplicar um pó cicatrizante após ter
passado o Mercúrio Cromo, cobrindo então com a atadura.
TEMPERATURA
:
A temperatura é o grau do calor que o corpo possui. Quando a temperatura
de uma pessoa está alta (o normal está entre 36,5 e 37 graus
centígrados), dizemos que ela está com febre. A febre, em
si mesma, não é uma doença, mas pode ser o sinal
de alguma doença. Pode-se identificar vários sintomas de
febre:
· Sensação de frio; · Mal-estar geral;
· Respiração rápida; · Rubor de face;
· Sede; · Olhos brilhantes e lacrimejantes; · Pele
quente.
A febre alta
é perigosa, pois pode provocar delírios e convulsões.
Quando uma pessoa tiver febre, podem-se tomar as providências a
seguir.
·
Se estiver acamada, retire o lençol ou cobertor. Se for criança
pequena, desagalhe-a, deixando apenas roupa leve até que a temperatura
chegue ao normal.
· Ofereça líquidos à vítima. Toda pessoa
com febre deve beber bastante líquido, como sucos.
· É importante saber quando a febre começa, quanto
tempo ela dura e como acaba, para melhor informar ao médico.
· Ponha panos molhados com água e álcool (meio a
meio) sobre o peito e a testa. Troque-os com freqüência, para
mantê-los frios, e continue fazendo isso até que a febre
abaixe.
· Se houver condições, dê um banho morno prolongado,
em bacia, banheira ou chuveiro. Você pode ter idéia da temperatura
colocando as costas de uma de suas mão na testa da pessoa doente
e a outra na sua testa, Se a pessoa doente tiver febre, você sentirá
a diferença. A febre muito alta e persistente é perigosa,
se não for controlada e abaixada. Dependendo do caso, você
deverá procurar socorro médico.
ENTORSE
:
Os ossos do esqueleto humano estão unidos aos outros através
dos músculos, mas as superfícies de contato são mantidas
umas de encontro às outras por meio dos ligamentos. A vítima
de entorse sente dor intensa na articulação afetada. Acompanhando
a dor, surge o edema (inchação). Quando os vasos sangüíneos
são rompidos apele da região pode ficar, de imediato, com
manchas arroxeadas. Quando a mancha escura surge 24 ou 48 horas após
o acidente, pode ter havido fratura e, nesses casos, deve-se providenciar
ajuda médica, de imediato. As entorses mais comuns são as
do punho, do joelho e do pé. O Socorrista de uma vítima
com entorse deve imobilizar a articulação afetada como no
caso de uma fratura, e pode colocar gelo ou compressas frias no local
antes da imobilização. Podemos também imobilizar
a articulação através de enfaixamento, usando ataduras
ou lenços. Não se deve permitir que a vítima use
a articulação machucada. Após o primeiro dia, podem-se
fazer compressas quentes e mergulhar a parte afetada em água quente,
na temperatura que a vítima suportar. Fazendo aplicações
de calor várias vezes por dia e mantendo-a imóvel, a articulação
atingida por uma entorse normalmente recupera-se dentro de uma semana.
Isso se não houver outras complicações, como derrame
interno , ruptura dos ligamentos ou mesmo fratura.
HEMORRAGIAS:
Conceito: É
a perda de sangue devido ao rompimento de um vaso sangüíneo.
HEMORRAGIA EXTERNA - É resultante
de um ferimento com exteriorização sangüínea.
Primeiros socorros: Compreensão
à distancia, elevação de membrot, amponamento e garrote.
HEMORRAGIA INTERNA - É resultante
de um ferimento profundo com lesão de órgão interno.
Sintomas:
Pulso
fraco e rápido, pele fria, suadores, sede e tonteira .
TIPOS
DE HEMORRAGIA INTERNA
ESTOMATORRAGIA
:
Hemorragia proveniente da boca : Dar
líquidos gelado para a vitima beber.
Primeiros socorros: Manter a vítima
em repouso . Aplicar compressas geladas ou bolsas de gelo sobre o baixo
ventre; . providenciar socorro médico.
HEMOPTISE
:
Hemorragia proveniente dos pulmões: O
sangue sai em golfadas pela boca, vermelho vivo e espumoso.
Primeiros socorros: Bolsa de gelo
no tórax . Deitar a vitima de forma que a cabeça fique mais
baixa que o corpo . Garrote em três membros em rodízio no
intervalo de 2 minutos.
HEMATÊMESE:
Hemorragia proveniente do estômago.
Sintomas: O sangue sai pela boca como
se fosse borra de café, pode vir ou não com restos de alimentos.
Primeiros socorros: Bolsa de gelo
abaixo do umbigo.
OTÓRRAGIA:
Hemorragia proveniente do ouvido.
Classificação: Simples, Composta - TCE ( traumatismo crânio
encefálico).
Simples
- Sangra muito e o sangue sai normal.
Primeiros socorros: Compressão
à distancia ( temporal ou facial) . Tapar com algodão ou
gaze seca.
Composta - Sangra pouco e o sangue
sai com liguor.
Primeiros socorros: Lateralizar a
cabeça de forma que o sangue saia.
EPISTAXE
:
Hemorragia proveniente do nariz.
Primeiros socorros: Jamais vire a
cabeça para trás, pois o sangue pode descer para o pulmão
. Tapar com algodão ou gaze seco . Comprimir a narina.
AFOGAMENTO:
Afogar-se não é risco exclusivo dos que não sabem
nadar. Muitas vezes até um bom nadador se vê em apuros por
algum problema imprevisto: uma cãibra, um mau jeito, uma onda mais
forte. Outras vezes a causa é mesmo a imprudência de quem
se lança na água sem saber nadar. E pode ocorrer, ainda,
uma inundação ou enchente, daí surgindo vítimas
de afogamento. Existem dois tipos de materiais que servem para auxiliar
a retirar da água uma vítima de afogamento:
materiais nos quais a vítima pode agarrar-se para ser resgatada:
cordas, pedaços de pau, remo, etc.; . materiais que permitem que
a vítima flutue até chegar o salvamento: barcos, pranchas,
bóias, etc.
Evidentemente ninguém irá atirar-se à água
ao primeiro grito de socorro que ouvir. Você deve proceder de modo
exposto a seguir. Providencie uma corda, barco, bóia ou outro material
que possa chegar até a vítima. Caso não disponha
de nada disso, parta para outras alternativas. Se souber nadar bem, procure
prestar socorro adequadamente. Verifique a existência ou não
de correnteza ou de água agitadas. Certifique-se do estado da vítima:
se está imóvel ou debatendo-se. Mesmo os melhores nadadores
encontrarão dificuldades em nadar contra uma correntezas e águas
agitadas e qual a melhor maneira de chegar até a vítima.
Uma vítima de afogamento pode estar desacordada quando o salvamento
chegar. Se não estiver inconsciente e desacordada, certamente estará
em pânico e terá grande dificuldades de raciocinar. Procure
segurá-la por trás, de forma qual a mesma não possa
se agarrar a você e impedi-lo de nadar. Quando você chegar
à margem com a vítima, seu trabalho de salvamento ainda
não terá terminado. Caso o afogado esteja consciente e só
tenha engolido um pouco de água, basta confortá-lo e tranquilizá-lo.
Se estiver sentindo frio, procure aquecê-lo. Em qualquer circunstância,
é aconselhável encaminhá-lo a Socorro médico.
Se a vítima, no entanto, estiver inconsciente, é muito provável
que apresente a pele arroxeada, fria e ausência de respiração
e pulso. Nesses casos, a reanimação tem de ser rápida
e eficiente , e pode começar a ser feita enquanto você estiver
retirando a vítima da água. Vire-a e passe a aplicar-lhe
a respiração boca-a-boca. Se necessário, faça
também massagem cardíaca. Assim que a vítima estiver
melhor e consciente, providencie sua remoção para um hospital.
É um acidente de asfixia, por imersão prolongada em um meio
liquido com inundação e enxarcamento alveolar. O termo asfixia,
indica concomitância de um baixo nível de oxigênio
e um excesso de gás carbônico no organismo. Classificação
e sintomas do grau de afogamento:
Grau I ou Benigno: É o chamado afobado. É aquele
que entra em pânico dentro d'água, ao menor indicio de se
afogar. Esse afogado, muitas das vezes, não chega a aspirar a água,
apenas apresenta-se: Nervoso, Cefaléia (dor de cabeça),
Pulso rápido, Náuseas/vômitos, Pálido , Respiração
e Trêmulo
Primeiros Socorros: Muitas das vezes, o afogado é retirado da água,
não apresentando queixas. Neste caso, a única providência
é registrá-lo e orientá-lo. O Repouso e o Aquecimento.
Grau II ou Moderado: Neste caso já são notadas sinais
de agressão respiratória e por vez, repercussão no
Aparelho Cárdio Circulatório, mas consciência mantida,
os sintomas são: Ligeira Cianose, Secreção Nasal
e Bucal com pouca espuma , Pulso Rápido, Palidez, Náuseas/vômitos,
Tremores, Cefaléia.
Primeiros Socorros: Repouso , Aquecimento, Oxigênio e observação
no CRA.
Grau III ou Grave: Neste caso o afogado apresenta os seguintes
sintomas: Cianose, Ausento de secreção Nasal e Bucal, Dificuldade
Respiratória, Alteração Cardíaca, Edema Agudo
do Pulmão, Sofrimento do Sistema Nervoso Central.
Primeiros Socorros: Deitar a vítima em decúbito dorsal
e em declive. Aquecimento, Hiper - estender o pescoço, Limpar secreção
Nasal e Bucal, Providenciar remoção para CRA.
Grau IV ou Gravíssimo: A vítima apresenta-se em parada
Cárdio - Respiratória, tendo como sintomas: Ausência
de Respiração, Ausência de Pulso, Midríase
Paralítica, Cianose, Palidez Primeiros Socorros: Desobstrução
das Vias Aéreas Superiores. Apoio Circulatório . Apoio Respiratório.
Providenciar remoção para CRA.
CHOQUE
ELÉTRICO
Os choques elétricos podem acontecer com freqüência,
mesmo porque vivemos cercados por máquinas, aparelhos e equipamentos
elétricos. Em casos de alta voltagem, os choques podem ser fortes
e causar queimaduras fortes ou até mesmo a morte. Os choques causados
por correntes elétricas residenciais, apesar de apresentarem riscos
menores, devem merecer atenção e cuidado. Em qualquer acidente
com corrente elétrica, o tempo gasto para prestar socorro é
fundamental. Qualquer demora poderá ocasionar sérios problemas.
Muitas vezes a pessoa que leva um choque elétrico fica presa à
corrente elétrica. Não toque na vítima sem antes
desligar a corrente elétrica. Se o Socorrista tocar na pessoa,
a corrente irá atingi-lo também. Por isso, é necessário
tomar todo o cuidado. Antes de mais nada, o Socorrista deve desligar a
chave geral, ou tirar os fusíveis ainda, desligar a tomada. Se
por acaso não for possível tomar nenhuma dessas providências,
há ainda alternativas: afastar a vítima do fio elétrico
com um cabo de vassoura ou com uma vara de madeira, bem secos. Antes,
porém, verifique se os seus pés estão secos e se
você não está pisando em chão molhado. Para
afastar a vítima, use algum material que não conduza corrente
elétrica, como por exemplo, madeira seca, borracha, etc. Em seguida,
inicie imediatamente o atendimento à vítima. Deite-a e verifique
se ela está respirando, ou se precisa de respiração
artificial e/ou massagens cardíacas. Se necessário, aja
imediatamente. Observe se a língua não está bloqueando
a passagem do ar. Logo após, verifique se a vítima sofreu
alguma queimadura. Cuide das queimaduras, de acordo com o grau que elas
tenham sido atingidas. Tendo prestado os primeiros socorros você
deve providenciar a assistência médica. As correntes de alta
tensão passam pelos cabos elétricos que vemos nas ruas e
avenidas. Quando ocorre em fios de alta tensão, na rua, só
a central elétrica pode desligá-los. Nestes casos, procure
um telefone e chame a central elétrica, os bombeiros ou a polícia.
Indique o local exato em que está ocorrendo o acidente. Procedendo
desta maneira você poderá evitar novos acidentes. Enquanto
a corrente não for desligada, mantenha-se afastado da vítima,
a uma distância mínima de 4 metros. Não deixe que
ninguém se aproxime ou tente ajudá-la. Somente após
a corrente de alta tensão ter sido desligada você deverá
socorrer a vítima.
CONVULSÃO
EPILÉTICA
A crise convulsiva caracteriza-se pela perda repentina de consciência,
acompanhada de contrações musculares violentas. A vítima
de uma crise convulsiva sempre cai e seu corpo fica tenso e retraído.
Em seguida ela começa a se debater violentamente e pode apresentar
os olhos virados para cima e os lábios e dedos arroxeados. Em certos
casos, a vítima baba e urina. Estas contrações fortes
duram de dois a quatro minutos. Depois disto, os movimentos vão
enfraquecendo e a vítima recupera-se lentamente. A crise convulsiva
pode acontecer em conseqüência de febre muito alta, intoxicação
ou, ainda, devido a epilepsia ou lesões no cérebro. Diante
de um caso de convulsão, tome as providências seguintes:
. Deite a vítima no chão e afaste tudo o que esteja ao seu
redor e possa machucá-la (móveis, objetos, pedras, etc.)
não impeça os movimentos da vítima. Retire as próteses
dentárias, óculos, colares e outras coisas que possam se
quebradas ou machucar a vítima. . Para evitar que a vítima
morda a língua ou se sufoque com ela, coloque-lhe um lenço
ou pano dobrado na boca entre os dentes. No caso de a vítima já
ter cerrado os dentes, não tente abrir-lhe a boca. Desaperte a
roupa da vítima e deixe que ela se debata livremente; coloque um
pano debaixo de sua cabeça, para evitar que se machuque. A pessoa
que está tendo convulsões apresenta muita salivação.
O estado de inconsciência não permite que ela engula a saliva.
Por isso, é preciso tomar mais uma providência para evitar
que fique sufocada: deite-a com a cabeça de lado e fique segurando
a cabeça nesta posição. Desta forma a saliva escoará
com facilidade. Não dê a vítima nenhuma medicação
ou líquido pela boca, pois ela poderá sufocar. Cessada a
convulsão, deixe a vítima em repouso até que recupere
a consciência. Após a convulsão, a pessoa dorme e
este sono pode durar segundo ou horas. Coloque-a na cama ou em algum lugar
confortável e deixe-a dormir. Em seguida, encaminhe-a à
assistência médica. Nunca deixe de prestar socorro à
vítima de uma crise epilética convulsiva, pois sua saliva
(baba) não é contagiosa.
INSOLAÇÃO
Pode manifestar-se de diversas maneiras: subitamente, quando a pessoa
cai desacordado, maneando a pulsação e a respiração;
ou após o aparecimento de sintomas e sinais como tonturas, enjôos,
dor de cabeça, pele seca e quente, rosto avermelhado, febre alta,
pulso rápido, respiração difícil. Os sintomas
e sinais de insolação nem sempre aparecem ao mesmo tempo.
Normalmente podemos verificar apenas alguns. O importante então
é que você saiba exatamente o que fazer no caso de uma pessoa
passar muito tempo exposta ao sol e apresentar algum sinal de insolação.
Enquanto você aguarda o socorro médico, procure colocar a
vítima à sombra, fazer compressas frias sobre a sua cabeça
e envolver seu corpo em toalhas molhadas. Isso é feito para baixar
a temperatura. Em seguida deite a pessoa de costas, apoiando a cabeça
e os ombros para que fiquem mais altos que resto do corpo. O ideal é
que a temperatura desça lentamente, para que não ocorra
o colapso, próprio de quedas bruscas de temperatura. Após
ter prestado os primeiros socorros, deve se procura ajuda médica,
com urgência.
QUEIMADURAS
Denomina-se queimadura toda e qualquer lesão ocasionada no organismo
humano pela ação curta ou prolongada de temperaturas extremas
sobre o corpo humano. As queimaduras podem ser superficiais ou profundas
e é possível dividi-las em diferentes tipos, de acordo com
a gravidade. A gravidade de uma queimadura não se mede somente
pelo grau de lesão, mas também pela extensão da área
atingida. São consideradas grandes queimaduras aquelas que atingem
mais de 15% do corpo, no caso de adultos. Para crianças de até
10 anos, são considerados grandes queimaduras aquelas que atingem
mais de 10% do corpo. Para avaliar melhor a gravidade de uma queimadura,
você pode adotar a tabela abaixo Cabeça 9% Pescoço
1% Tórax e abdômen, inclusive órgãos genitais
18% Costas e região lombar 18% Membro superior direito (braço)
9% Membro superior esquerdo (braço) 9% Membro inferior direito
(perna) 18% Membro inferior r esquerdo (perna) 18% Se o socorrista souber
classificar uma grande queimadura e encaminhar a vítima para um
pronto socorro, já será de grande valia. Vamos conhecer
e especificar cada caso e saber como agir em cada um deles.
Queimadura
de 1º Grau - É a queimadura mais comum, geralmente
deixa a pele avermelhada e provoca ardor e ressecamento da pele. Uma queimadura
de 1º grau nem sempre é grave. Porém se ela atingir
mais da metade do corpo, pode vir a tornar-se ate muito grave. Se uma
queimadura de 1º grau não for muito extensa, o socorrista
pode tomar algumas medidas: Oferecer água, para hidratar a vítima;
· Em seguida, tentar aliviar a dor, deixando um tempo em água
fria (chuveiro, torneira) ou aplicando compressas de água fria.
Queimadura de 2º Grau - As queimaduras
de 2º grau são aquelas que atingem as camas um pouco mais
profundas da pele. Caracterizam-se geralmente pela formação
de bolhas e desprendimento das camadas da pele; provocando dor e ardência
local. Estas queimaduras são mais graves que as de primeiro grau
porque a perda de água que elas podem provocar eventualmente leva
à desidratação. Nesses casos, dê líquidos
por via oral, aplique compressas frias no local e providencie assistência
médica imediatamente.
Queimadura de 3º Grau - As queimaduras
de 3º grau são aquelas em que todas as camadas da pele são
atingidas , podendo ainda alcançar os músculos e os ossos,
provocando feridas profundas e dores muito fortes. As queimaduras de 3º
grau são as mais graves e representam sérios riscos para
a vítima, sobretudo se atingirem grande extensão do corpo.
Para tratar de queimaduras, em geral, mantenha a vítima deitada.
Lave bem as mãos antes de tratar das queimaduras, para não
provocar infecções. Em seguida , corte todas as roupas que
estão perto das regiões queimadas. Não desloque ou
retire a roupa que ficou sobre as queimaduras, para não aumentar
as feridas. Cubra as feridas com gaze ou com um pano limpo, sem apertar,
umedecendo continuamente. Não use outro tipo de material, porque
pode grudar e piora ainda mais o estado da vítima. Nunca fure as
bolhas nem toque na parte queimada. Isto poderá causar uma infecção
e piorar o estado da vítima. Se a vítima estiver consciente,
dê-lhe de beber bastante água (de preferência com sal)
e providencie ajuda médica. Não aplique nenhuma substância
sobre a queimadura, que não seja hidratante.
QUEIMADURA
POR FOGO
Quando a queimadura for causada por fogo e as roupas estiverem se incendiando,
a primeira providência é, naturalmente, apagar o fogo. Dependendo
do local do acidente e dos recursos disponíveis, de imediato pode-se
usar um cobertor para sufocar as chamas ou rolar a vítima no chão.
Se as queimaduras atingirem o tórax, abdômen ou costas, pode-se
jogar água fria sobre as feridas, para aliviar as dores. Em seguida,
remover a vítima para um hospital. Se a vítima estiver consciente,
dê-lhe bastante líquido para beber: água, chá
ou sucos. Anime-a e tranqüilize-a.
QUEIMADURA
POR SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS
(tintas, ácidos, detergentes, etc.) Antes de cuidar dos ferimentos,
é preciso molhar todas as peças de roupa que estejam impregnadas
pela substância para remove-las sem causar maiores danos. Isso porque
o contato com a roupa pode gerar novas queimaduras . Depois, devemos lavar
o local queimado com água em abundância, durante 10 a 15
minutos, para que não reste qualquer resíduo da substância
química e, em seguida, proteger as feridas com gaze ou pano limpo.
A queimadura nos olhos é um caso muito especial. A ação
deve ser rápida, para evitar a perda parcial o total da visão.
Neste caso, devemos lavar o olho da vítima com bastante água.
Depois que a ferida estiver limpa, deve-se colocar sobre ela um curativo
de gaze ou pano limpo.
CORPOS
ESTRANHOS
Pequenas partículas de poeira, carvão, areia ou limalha,
grãos diversos, sementes ou pequenos insetos (mosquitos, formigas,
mosca, besouros, etc.), podem penetrar nos olhos, no nariz ou nos ouvidos.
Se isso ocorrer, tome os seguintes cuidados:
Olhos - Nunca esfregue o olho Não tente retirar corpos estranhos
escravos no globo ocular. Primeiras providências Faça a vítima
fechar os olhos para permitir que as lagrimas lavem e removam o corpo
estranho. Se o processo falhar, lave bem as mãos e adote as seguintes
providências: pegue a pálpebra superior e puxe para baixo,
sobre a pálpebra inferior, para deslocar a partícula; Irrigue
o olho com água limpa, de preferência usando conta-gotas
peça à vítima para pestanejar. Se, ainda assim não
resolver passe às terceiras providências: Puxe para baixo
a pálpebra inferior, revirando para cima a pálpebra superior,
conforme ilustração: descoberto o corpo estranho, tente
retirá-lo com cuidados, tocando-o de leve com a ponta úmida
de um lenço limpo. SE O CISCO ESTIVER
SOBRE O GLOBO OCULAR, NÃO TENTE RETIRÁ-LO. COLOQUE UMA COMPRESSA
OU PANO LIMPO E LEVE A VÍTIMA AO MÉDICO. OS MESMOS CUIDADOS
DEVE, SER TOMADOS QUANDO SE TRATAR DE CORPO ESTRANHO ENCRAVADO NO OLHO.
Nariz -
Comprima com dedo a narina não obstruída. Com a boca fechada
tente expelir o ar pela narina em que se encontra o corpo estranho. Não
permita que a vítima assoe com violência. Não introduza
instrumentos na narina (arame, palito, grampo, pinça etc.). Eles
poderão causar complicações. Se o corpo estranho
não puder ser retirado com facilidade, procure um medico imediatamente.
Ouvidos - Não introduza no
ouvido nenhum instrumento (ex.: arame, palito, grampo, pinça, alfinete),
seja qual for a natureza do corpo estranho a remover. No caso de pequeno
inseto, o socorro imediato consiste em colocar gotas de azeite ou óleo
comestível no ouvido, a fim de imobilizar e matar o inseto. Conserve
o paciente deitado de lado, com o ouvido afetado voltado para cima. Mantenha-o
assim, com o azeite dentro, por alguns minutos, após os quais deve
ser mudada a posição da cabeça para escorrer o azeite.
Geralmente, nessa ocasião, sai também o inseto morto. Se
o copo estranho não puder ser retirado com facilidade melhor mesmo
é procurar logo o médico.
FRATURAS
Fratura é uma lesão em que ocorre a quebra de um osso do
esqueleto. Há dois tipos de fratura, a saber: a fratura interna
e a fratura exposta.
Fratura interna ou fechada - Ocorre
quando não há rompimento da pele. Suspeitamos de que há
fratura quando a vítima apresenta: · Dor intensa; ·
Deformação do local afetado, comparado com a parte normal
do corpo; · Incapacidade ou limitação de movimentos;
· Edema (inchaço) no local; este inchaço poderá
ter cor arroxeada, quando ocorre rompimentos de vasos e acúmulo
sangue sob a pele (hematoma); · Crepitação, que provoca
a sensação de atrito ao se tocar no local afetado. A providência
mais recomendável a tomar nos casos de suspeita de fratura interna
é proceder à imobilização, impedindo o deslocamento
dos ossos fraturados e evitando maiores danos. Como imobilizar ·
Não tente colocar o osso "no lugar"; movimente-o o menos
possível. Mantenha o membro na posição mais natural
possível, sem causar desconforto para a vítima. Improvise
talas com o material disponível no momento: uma revista grossa,
madeira, galhos de árvores, guarda-chuva, jornal grosso e dobrado.
Acolchoar as talas com panos ou quaisquer material macio, a fim de não
ferir a pele. O comprimento das talas deve ultrapassar as articulações
acima ou abaixo do local da fratura e sustentar o membro atingido; elas
devem ser amaradas com tiras de pano em torno do membro fraturado. Não
amarrar no local da fratura. Toda vez que for imobilizar um membro fraturado,
deixe os dedos para fora, de modo a poder verificar se não estão
inchados, roxos ou adormecidos. Se estiverem roxos, inchados ou adormecidos,
as tiras deves ser afrouxadas. Em alguns casos, como no da fratura do
antebraço, por exemplo, deve-se utilizar um tipóia, dobre
um lenço em triângulo, envolvendo o antebraço, e prenda
as pontas deste atrás do pescoço da vítima. Observe
atentamente a ilustração. Para imobilizar uma perna, você
também deve utilizar duas talas longas. Elas devem atingir sempre
o joelho e o tornozelo, de modo a impedir qualquer movimento destas articulações.
Muitos cuidados deve ser tomado em relação à vítima
com perna fraturada. Não deixe que ela tente andar. Se for necessário
transportá-la, improvise uma maca e solicite a ajuda de alguém
para carregá-la. NOS CASOS DE FRATURAS
DE CLAVÍCULA, BRAÇO E OMOPLATA, BEM COMO LESÕES DAS
ARTICULAÇÕES DE OMBRO E COTOVELO, DEVE-SE IMOBILIZAR O OSSO
AFETADO COLOCANDO O BRAÇO DOBRADO NA FRENTE DO PEITO E SUSTENTANDO-O
COM UMA ATADURA TRIANGULAR DOBRADA COMO INDICA A ILUSTRAÇÃO.
Fratura exposta ou aberta - A fratura
é exposta ou aberta quando o osso perfura a pele. Nesse caso, proteja
o ferimento com gaze ou pano limpo antes de imobilizar, a fim de evitar
a penetração de poeira ou qualquer outras substância
que favoreça uma infecção. Não tente colocar
os ossos no lugar. Ao contrário, evite qualquer movimento da vítima.
Procure atendimento médico imediato.
FRATURAS
ESPECIAIS
Há casos que exigem cuidados especiais. São as fraturas
de crânio, coluna, costelas, bacia e fêmur. É muito
importante que o socorrista saiba identificar os sintomas e sinais prováveis
de cada uma dessas fraturas. Fratura do crânio Dores, inconsciência,
parada respiratória, hemorragia pelo nariz (Epistaxe), boca (Estomatorragia)
ou ouvido (otorragia) Fratura de coluna Dores,, formigamento e incapacidade
de movimento dos membros (braços e pernas).
Fratura de costelas - Respiração difícil, dor a cada
movimento respiratório.
Fratura de fêmur e bacia - dor no local, dificuldade de movimentar-se
e de andar. Ao suspeitar de uma dessas fraturas: Mantenha a vítima
imóvel e agasalhada; · Não mexa nem permita que ninguém
mexa na posição da vítima até a chegada de
pessoal habitado (médico ou enfermeiro). Caso não seja possível
contar com pessoal habitado, transporte a vítima sem dobrá-la,
erguendo-a horizontalmente com a ajuda de três pessoas. Coloque
a vítima deitada de costas sobre uma superfície dura, como:
maca, porta, tábuas, etc. Observe a respiração e
verifique o pulso da vítima. Se necessário, faça
massagem cardíaca e repiração artificial. No caso
de fratura no crânio, os procedimentos devem ser os mesmos, mas
com o cuidado de não movimentar a cabeça da vítima,
de jeito nenhum. Providencie transporte adequado e atendimento médico
assim que tiver terminado a imobilização. Lembre-se de que
a vítima sempre deve ser transportada deitada. Durante o transporte,
peça ao motorista para evitar freadas bruscas ou buracos, que poderão
agravar o estado da vítima.
CÂIBRA
O estímulo nervoso possui determinada eletricidade que, em contato
com uma substância gelatinosa que banha o músculo, encaminha
uma partícula de cálcio para dentro das fibras; o cálcio,
então, ativa enzimas próprias do músculo que quebram
a ATP. A única questão é haver moléculas de
ATP em quantidade suficiente. Existem três fontes de ATP. A primeira
seria uma espécie de estoque particular do músculo. A segunda
é a glicólise: reações dentro do músculo
transformam a glicose das fibras ou trazidas pelo sangue em ATP e ácido
lático. Esta é uma substância inibidora que, ao se
acumular nas fibras, causa tanta dor que a pessoa não agüenta
mais contrair o músculo. Esse processo produz grande quantidade
de energia, mas por tempo limitado. Por isso, é um metabolismo
para atividades que exigem velocidade. Os atletas atenuam os efeitos do
ácido lático e por isso suportam melhor um acúmulo
de da substância. Mas quem não é atleta cede a dor
e logo pára. Do contrário, corre o risco de sentir uma cãibra.
Nesses casos de cãibra, dá-se açúcar (glicose)
para o paciente, para que rapidamente acabe com a cãibra. A Cãibra
também atacam em plena madrugada, quando se está quieto,
dormindo . Mas aí, o problema é neurológico, uma
ordem equivocada para o músculo se contrair a toda velocidade,
provocada muitas vezes por estresse psicológico.
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