Breve An lise do Material Intitulado “10 Perguntas que os Adventistas Precisam Responder”

 

 

Por Leandro Soares de Quadros

 

 

Ao retornar para o trabalho ap¢s minhas f‚rias encontrei no correio eletr“nico e-mails contendo algumas perguntas “apolog‚ticas”, direcionadas aos Adventistas do 7o Dia, que visavam “combater” a observƒncia do S bado. Durante este tempo em que trabalho na Escola B¡blica do Sistema Adventista de Comunica‡ão (SISAC) tenho deparado-me com diversos libelos e distor‡ões b¡blicas; entretanto, a “argumenta‡ão” apresentada pelos oponentes são essencialmente as mesmas e raramente h  algo de novo.

A seguir, farei algumas considera‡ões acerca das “10 Questões que os Adventistas precisam responder” enviadas a mim por alguns alunos. Meu desejo ‚ que todos os leitores possam tirar algum proveito do que foi escrito e que tenham sua f‚ ainda mais solidifica nas “sagradas letras, que podem tornar-nos s bios para a salva‡ão pela f‚ em Cristo Jesus”[1]

 

1. Se o s bado ‚ tão importante, por que então não h  um mandamento sequer para guard -lo desde Adão at‚ Mois‚s?

A importƒncia do S bado ‚ por demais clara nas Escrituras Sagradas. De todos os dias da semana, este foi o ÚNICO a receber um nome da parte do Eterno e a ser chamado por Ele de "meu Santo dia" (cf. Isa¡as 58:13; Marcos 2:28). S¢ pelo fato de ser chamado de "Santo dia do Senhor" j  deveria convencer-nos de que sua observƒncia ‚ muito importante. Afirmar o contr rio ‚ blasfemar contra Deus, pois ao estabelecer o 7§ dia como sendo de repouso o Senhor separou-o como um MEMORIAL DE SEU PODER CRIADOR E REDENTOR. O S bado ‚ muito importante PORQUE FOI ABEN€OADO E SANTIFICADO POR DEUS: "E aben‡oou Deus o dia s‚timo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera." Gˆnesis 2:3.

O fato de o mandamento do S bado não ser repetidamente ordenado, em especial no Novo Testamento (NT), de modo algum ‚ evidˆncia de que este mandamento, escrito "pelo dedo do pr¢prio Deus", (ver Êxodo 31:18) tenha perdido sua validade. Se analisarmos por este prisma, teremos de admitir tamb‚m que o sistema de d¡zimos perdeu sua importƒncia, sendo que no NT NÃO HÁ UMA ORDEM ESPECEFÍCA A RESPEITO DE SUA DEVOLU€ÃO, conquanto seja apoiada em alguns textos.

O mandamento do S bado (e tamb‚m do d¡zimo) não foi repetido no NT porque isto não era necess rio; os judeus (e demais cristãos) sabiam tanto do assunto que mencion -lo não seria adequado (lembre-se que os judeus eram fan ticos na observƒncia do mandamento). Al‚m disso, não devemos esquecer que A BÍBLIA DELES ERA O QUE CHAMAMOS DE ANTIGO TESTAMENTO. Os escritos do NT não existiam! Paulo, Jesus, Pedro, entre outros, usavam constantemente o escritos do Antigo Testamento, prova inequ¡voca de que eles eram bem informados sobre o tema.

Entretanto, apesar de não ser diretamente ordenada a observƒncia do S bado, o NT, de modo a não deixar d£vidas, relata que os cristãos (mesmo ap¢s a cruz...) E O PRÓPRIO JESUS, no poder do Esp¡rito Santo, guardavam o S bado: “Então, Jesus, no poder do Esp¡rito, regressou para a Galil‚ia, e a sua fama correu por toda a circunvizinhan‡a. E ensinava nas sinagogas, sendo glorificado por todos. Indo para Nazar‚, onde fora criado, entrou, num s bado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.” Lucas 4:14-16, grifos acrescidos. “Era o dia da prepara‡ão, e come‡ava o s bado. As mulheres que tinham vindo da Galil‚ia com Jesus, seguindo, viram o t£mulo e como o corpo fora ali depositado. Então, se retiraram para preparar aromas e b lsamos. E, no s bado, descansaram, segundo o mandamento.” Lucas 23:54-56. “Ao sa¡rem eles, rogaram-lhes que, no s bado seguinte, lhes falassem estas mesmas palavras. Despedida a sinagoga, muitos dos judeus e dos pros‚litos piedosos seguiram Paulo e Barnab‚, e estes, falando-lhes, os persuadiam a perseverar na gra‡a de Deus.  No s bado seguinte, afluiu quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus.” Atos 13:42-44. “No s bado, sa¡mos da cidade para junto do rio, onde nos pareceu haver um lugar de ora‡ão; e, assentando-nos, falamos …s mulheres que para ali tinham concorrido.” Atos 16:13. “E, posto que eram do mesmo of¡cio, passou a morar com eles e ali trabalhava, pois a profissão deles era fazer tendas. E todos os s bados discorria na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos... E ali permaneceu um ano e seis meses[2], ensinando entre eles a palavra de Deus.” Atos 18:3-4 e 11.

Deste modo, honestamente não podemos chegar a uma conclusão que não seja a de que o dia de S bado deve ser observado pelos cristãos da atualidade e que a Palavra de Deus não ap¢ia a mudan‡a do dia de repouso: "Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: at‚ que o c‚u e a terra passem, nem um i ou um til jamais passar  da Lei, at‚ que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, ser  considerado m¡nimo no reino dos c‚us; aquele, por‚m, que os observar e ensinar, esse ser  considerado grande no reino dos c‚us." Mateus 5:17-19.

 

2. Se o s bado não era somente para o judeu, então por que Deus diz que era um sinal entre Deus e Israel somente? (leia Ezequiel 20:12, 20).

Afirmar que o S bado foi estabelecido apenas para os judeus ‚ o mesmo que dizer que Adão e Eva foram criados judeus, sendo que este mandamento foi estabelecido na cria‡ão e dado a eles (ver Gˆnesis 2:1-3. Certamente eles "descansaram" com Deus e estiveram em Sua doce companhia naquele dia; não ficaram trabalhando enquanto Deus cessava Suas atividades...). Al‚m disso, ‚ ir contra a B¡blia (algo bem do gosto de satan s) que afirma que este dia deveria ser santificado por todas as pessoas, independente de sua nacionalidade: "Assim diz o SENHOR: Mantende o ju¡zo e fazei justi‡a, porque a minha salva‡ão est  prestes a vir, e a minha justi‡a, prestes a manifestar-se.  Bem-aventurado o homem que faz isto, e o filho do homem que nisto se firma, que se guarda de profanar o s bado e guarda a sua mão de cometer algum mal.  Não fale o estrangeiro que se houver chegado ao SENHOR, dizendo: O SENHOR, com efeito, me separar  do seu povo; nem tampouco diga o eunuco: Eis que eu sou uma  rvore seca.  Porque assim diz o SENHOR: Aos eunucos que guardam os meus s bados, escolhem aquilo que me agrada e abra‡am a minha alian‡a,  darei na minha casa e dentro dos meus muros, um memorial e um nome melhor do que filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagar .  Aos estrangeiros que se chegam ao SENHOR, para o servirem e para amarem o nome do SENHOR, sendo deste modo servos seus, sim, todos os que guardam o s bado, não o profanando, e abra‡am a minha alian‡a,  tamb‚m os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Ora‡ão; os seus holocaustos e os seus sacrif¡cios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa ser  chamada Casa de Ora‡ão para todos os povos." Isa¡as 56:1-7.

Deus disse que os estrangeiros e eunucos que guardassem o S bado estavam fazendo aquilo que agrada Lhe agrada. Como afirmar que s bado era um dia a ser guardado apenas pelos judeus? Imposs¡vel! Leia-se tamb‚m Êxodo 20:10 e N£meros 15:16 para que não haja d£vidas.

O S bado ‚ um memorial do Criador; sendo que cada ser humano foi criado por Deus e não apenas os judeus, todos devemos observ -lo.

Os judeus foram sim os deposit rios da lei, incumbidos de lev -las …s outras na‡ões, bem como o conhecimento do Deus Verdadeiro, mas não os £nicos a terem o dever de guard -la. Se assim o fosse, ter¡amos de admitir o mesmo em rela‡ão aos outros 9 mandamentos e que no C‚u (imagine a confusão que seria: uns exaltando-se por terem sido salvos pela lei e outros por terem sua presen‡a no C‚u devido … gra‡a de Jesus...) haverão pessoas “salvas pela lei” (Israelitas, pois o S bado seria apenas para eles) e outras “salvas pela gra‡a” (cristãos, “não obrigados a obedecer”). Obviamente h  apenas um plano de salva‡ão que ‚ pela gra‡a de Deus manifesta no sacrifico de Jesus; conseqentemente, durante este processo de salva‡ão, o Esp¡rito Santo trabalha no ser humano de modo a transform -lo cada dia … imagem moral de Deus (santifica‡ão), ou seja, o cristão convertido não pode continuar sendo a mesma pessoa; tem de ter sido transformado por Deus. Assim, conquanto tenha sido salvo pela f‚ em Jesus, o cristão não pode “pecar deliberadamente” (cf. Hebreus 10:26-31), pois o poder que h  nele ir  transform -lo. Isto impede-nos de aceitar que o S bado seja apenas para os judeus, pois todos o Esp¡rito Santo atua em todos os seres humanos de modo a santific -los. (ler atentamente Ef‚sios 2:8-10)

Sendo assim, Ezequiel 20:12 e 20, ao mencionar que o S bado era um sinal entre Deus e Israel, est  dizendo que o ‚ tamb‚m entre Ele e n¢s, pois como igreja somos uma continua‡ão do povo de Deus. Do mesmo modo que Deus disse ao judeu para não matar, roubar ou mentir, o faz em rela‡ão a todos. Os cristãos (que o permitem) são transformados pelo Esp¡rito Santo; deste modo, todos devem guardar os mandamentos morais de Deus que, sob a Nova Alian‡a, serão impressos na mente destes fi‚is e escritos em seu cora‡ão (ver Jeremias 31:31-34 e Hebreus 8:10).

 

 

3. Se o s bado existia desde o den, então por que Deus diz que ele foi dado no deserto?

Se quisermos negar que o mandamento do S bado existiu desde o den, devemos rasgar de nossa B¡blia Gˆnesis 2:1-3 (comentado anteriormente) e tamb‚m Êxodo 20:8-11 que remonta o mandamento … cria‡ão (“... porque em seis dias fez o Senhor os C‚us e a Terra..."). Creio que fazer isto seria mais honesto.

O relato do man  em Êxodo 16 ‚ uma grande prova de que o S bado era conhecido "antes mesmo do Sinai" indicando, portanto, que este foi dado no Sinai apenas de forma escrita (cf. G latas 3:17); j  existia antes.

 

4. Se o s bado tem for‡a de lei para a igreja, então por que nunca vimos a igreja primitiva se reunir no s bado, mas sempre no 1§ dia da semana? (leia Atos 20:7 e I Cor¡ntios 16:2).

J  vimos anteriormente que os cristãos primitivos observavam o S bado (23:54-56; Atos 13:42-44, 16:13, 17:2, 18:3-4, etc). Assim, Atos 20:7 e I Cor. 16:2 não podem estar insinuando nem de perto que o dia guardado pela igreja apost¢lica fosse o domingo. Vejamos:

 

Primeiro texto

“No primeiro dia da semana, cada um de v¢s ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e v  juntando, para que se não fa‡am coletas quando eu for”. I Cor¡ntios 16:2.

A explica‡ão a seguir, referente a I Cor. 16:2 (e tamb‚m a alguns par grafos do estudo de Atos 20:7), foi extra¡da do livro Sutilezas do Erro, de A.B. Christianini, p gs. 211- 215:

Os dominguistas empregam muito o surrado texto de I cor. 16:2, falso pilar, tão falso quanto os que mais o sejam nessa ingl¢ria tentativa de justificar, pela B¡blia, a guardado domingo. Muito de ind£stria valem-se da versão Almeida comum, que omite a expressão “em casa” consignada no original do texto. E argumentam: “Ora, se cada um pudesse de parte ‘em sua casa’o dinheiro, teria que ser feita a coleta quando Paulo chegasse e era justamente isto o que ele queria evitar”!.

“Veremos como isso se pulveriza a um simples sopro da verdade. Nem haveria necessidade de argumentar, pois o pr¢prio texto de Almeida na versão Revista e Atualizada no Brasil, com uns grifos que poder¡amos p“r, se encarregaria de fulminar a falsidade. Ei-la: “Quanto … coleta para os santos, fazei v¢s como tamb‚m ordenei …s igrejas da Gal cia. No primeiro dia da semana cada um de v¢s ponha de parte, em casa conforme a sua prosperidade, e v  juntando, para que se não fa‡am coletas quando eu for.”

“Maior clareza não pode haver! Torna-se dispens vel qualquer coment rio! A simples leitura do texto nos convence de que: a) não se tratava de culto nem reunião de esp‚cie alguma no primeiro dia da semana; b) a coleta não era feita na igreja; c)a coleta não era parte do culto nem se destinava … igreja local; d) era uma separa‡ão de dinheiro que cada um devia fazer em sua casa; e) quando Paulo viesse, cada um lhe entregaria o total de sua separa‡ão semanal, que Paulo levaria ou mandaria para os crentes pobres de Jerusal‚m.  Não se faria coleta alguma quando Paulo viesse, porquanto esta j  fora feita, j  estivera pronta. Paulo somente a tomaria para encaminha-la ao seu destino.

“Notemos no texto a expressão “p“r de parte”, separar, reservar, depois de um balan‡o na situa‡ão, conforme a prosperidade”. Ora se tratasse-se de coleta feita no culto, Paulo não usaria destas expressões. Notemos mais a demolidora expressão “em casa” que est  no texto original, e tamb‚m nas melhores tradu‡ões.Isto liquida a pretensão de ser coleta feita na igreja.Notemos ainda a expressão “e v  juntando”, o que indica a acumula‡ão que se formava gradativamente mediante reservas de dinheiro. Tudo tão claro e contundente!

“Porque num primeiro dia da semana”? Porque com um s bado findava-se a semana. Os cristãos eram previdentes e organizados. Era costume, no in¡cio  da semana, logo no seu primeiro dia, planejarem suas atividades seculares, considerarem os gastos para a nova semana. Uma questão de contabilidade  dom‚stica.

“Paulo lhes recomenda que ao fazerem a costumeira provisão no in¡cio da semana,não se esquecerem de separar, o que fosse poss¡vel, em dinheiro para os pobres de Jerusal‚m, colocando o donativo numa caixa em seus lares.

“A id‚ia de culto ou de reunião dominical ‚ completamente estranha ao texto, e seria uma deslealdade … B¡blia for‡ -la aqui.

“O The Cambridge bible for Schools and Colleges, autorizado coment rio das Escrituras publicado pela “Cambridge University Press” dos prelados da igreja Anglicana, declara, comentando este texto, que “não podemos inferir desta passagem que os cristãos se reuniam no primeiro ia da semana”.E prossegue:...Cada um ponha de lado; isto ‚, em casa, no lar, não em reuniões como geralmente se supõe. Ele (Paulo) fala aqui de um costume que havia naquele tempo, de se colocar uma pequena caixa ao lado da cama, e dentro dela se depositavam as ofertas, depois de se fazer a ora‡ão”. - Parte “The first Epistle to Corinthians” editado por J.J.Lias, p g . 164.

“Notemos que este coment rio ‚ insuspeito, porque ‚ da lavra de ardorosos advogados do repouso dominical.

“A seguir citaremos interessante testemunho cat¢lico. O c“nego Hugo Bressane de Ara£jo, em seu op£sculo Perguntas e Respostas, vol.1 p g. 23, escreve o seguinte:

“Pergunta: Mas dizem os protestantes que S.Paulo manda guardar o domingo.

“Resposta: Não. S.Paulo, na Ep¡stola aos Cor¡ntios,cap XVI, s¢ ordena que se fa‡a uma coleta para os pobres no primeiro dia da semana; eis as palavras do ap¢stolo: vers.2O ‘Ao primeiro dia da semana, cada um de v¢s ponha  de parte alguma coisa em casa, guardando assim o que bem lhe parecer, para que se não fa‡am coletas quando eu chegar.’Por ventura esta determina‡ão do ap¢stolo Paulo acerca das esmolas para os pobres de Jerusal‚m anula a observƒncia do S bado?”- Edi‡ões 1931,p gs.23 e 24 (grifos nossos).

“Este coment rio tamb‚m ‚ insuspeito, por ser de origem da institui‡ão respons vel pela observƒncia dominical religiosa.

“Alinhemos ainda alguns testemunhos de pessoas guardadoras do domingo:

“Sir William Domville, em seu livro The Sabbath, entre outras considera‡ões diz: “ estranh vel que um texto que nada diz a respeito de qualquer prop¢sito, venha a ser usado para provar um costume de reunir com finalidades religiosas!...”

“Se ‚ insustent vel inferir do texto um costume de reunir - pois nele não se menciona reunião alguma - parece ainda mais insustent vel, e mais incoerente inferir dele... que a ordem de se reservar um donativo em casa signifique que o mesmo deveria ser dado na igreja...”

“A tradu‡ão em nossas B¡blias comuns ‚ exatamente como o original: ‘Cada um de v¢s ponha em parte em casa’. Uma tradu‡ão ainda mais literal da palavra original thesaurizon (acumulando), mostra de um modo mais claro que ceda irmão contribuinte deveria ir ajuntando por si mesmo, e não entregar a oferta de semana em semana uma outra pessoa”.-The Sabbath, p gs. 101 -104.

“Diz Neander: “Contudo não podemos de modo algum ver aqui qualquer observƒncia especial do dia, afirma Osiander.”

“John Peter Lange, outro comentarista muito citado, conclui: “A expressão ‚, pois, conclusiva contra a opinião prevalecente de que a coleta se fazia na igreja. Era ela um neg¢cio individual e privado”. E mais adiante: “E v  juntando... Em virtude de todo domingo alguma contribui‡ão ser posta   parte, formaria, sem d£vida uma acumula‡ão”.

Era,sem d£vida, esta “acumula‡ão” que Paulo tomaria e enviaria de uma s¢ vez, j  pronta, para Jerusal‚m.

“A Enciclop‚dia B¡blica (em inglˆs), de Cheyne and Black, no artigo “dia do Senhor”, comenta esta passagem, chegando … seguinte conclusão:

“Não devemos, no entanto, passar por alto o fato de que a d diva de cada um deveria ser separada particularmente isto ‚, em seu pr¢prio lar, e não em alguma assembl‚ia de adora‡ão”.

“Outro fato digno de nota ‚ que antes do fim do quarto s‚culo de nossa era, ningu‚m se lembrou de valer-se deste texto para pretender corroboar a guarda do domingo. O primeiro a fazˆ-lo foi Cris¢stomo, em sua Homilia 43 sobre I Cor¡ntios. No entanto, o pr¢prio Cris¢stomo admite que a coleta não se fazia na igreja. Eis textualmente seu coment rio:

“S. Paulo não afirmou que trouxessem suas ofertas … igreja, para que não se envergonhassem de pequenez da quantia; mas, aumentando-a aos poucos  em casa, que a tragam, quando eu chegar; por hora, vão juntando, e fa‡am de suas  casas uma igreja, e de seu mealheiro um cofre.”

“Eis o silogismo:

“Premissa Maior:O dia em que o crente, em sua casa, põe de parte um donativo para os pobres, ‚ dia de guarda;

“Premissa menor: Ora, os crentes de Corinto faziam isso no primeiro dia da semana;

“Conclusão: Logo, o primeiro dia da semana ‚ dia de guarda.

Estar  certa a premissa maior? Seria esta forma de se estabelecer uma doutrina? Ser  sincero este modo de proceder com as coisas divinas?

“Pensaram acaso os leitores como deveriam sentir-se os crentes de Corinto, se lhes fosse dado saber, naquela ocasião, que alguns professos cristãos do s‚culo XX haviam de se estabelecer a doutrina do domingo, no simples fato de eles, os crentes cor¡ntios, colocarem moedas em cofres dom‚sticos com a inten‡ão de ajudar os pobres de Jerusal‚m? Com certeza estes amigos de Paulo ficariam estarrecidos!E talvez bem aborrecidos tamb‚m!”

 

Segundo texto

No primeiro dia da semana, estando n¢s reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso at‚ … meia-noite”. Atos 20:7.

Veja o que diz o Dr. Augusto Neander, abalizado escritor eclesi stico, insuspeito por ser observador do domingo, sobre Atos 20:7:

“A passagem não ‚ absolutamente convincente (como prova da guarda do domingo), porque a partida iminente do ap¢stolo era motivo para reunir a pequenina igreja, em uma ceia fraternal, ocasião em que fez seu £ltimo discurso, embora não fosse culto especial de domingo nesse caso”.[3]

Vemos no texto que o motivo que levou Paulo a reunir-se com os cristãos naquele dia foi o fato dele precisar partir no dia seguinte.

Não ‚ o fato de reunir-se em um dia que o torna santo, pois se assim o fosse, todos os dias tinham de ser santos, pelo fato de eles reunirem-se todos os dias (Atos 5:42).  O que torna um dia Santo ‚ o fato de Deus o ter santificado.

Fa‡amos algumas an lises teol¢gicas e contextuais acerca das expressões deste verso:

*Primeiro dia da semana. Nesta expressão em nenhum dos versos h  a conota‡ão de “santidade”.  

*Partir o pão. Ver Atos 2:46 - partir o pão não era um ato lit£rgico, mas era um ato di rio deles (cf.Lucas 24:30; 22:15-18).

Portanto, o partir o pão não caracteriza alguma cerim“nia eucar¡stica.

*Meia-noite. Se Paulo estiver usando o c“mputo romano para a contagem dos dias, ter¡amos Paulo discursando (terminando) na segunda-feira. (come‡aria no domingo e terminaria na segunda).

No c“mputo judaico (que conta os dias de um p“r do sol a outro e não de meia-noite a meia-noite), Paulo estaria discursando no s bado   noite.

Isto quer dizer que, ou ele est  terminando seu discurso no s bado   noite ou na segunda feira.

Os seguintes coment rios de outros te¢logos são importantes para nosso estudo:

“Era o anoitecer que sucedia o s bado judaico. No domingo de manhã o navio devia partir... Ele (Paulo) continuo sua solit ria viagem naquele domingo, depois do meio-dia, na primavera, entre os carvalhais e c¢rregos de Ida” [4]

Robertson, tamb‚m batista, admite: “Com toda a probabilidade se reuniram em nosso s bado   noite - o in¡cio do primeiro dia ao p“r de sol” [5]

Paulo era judeu; e um judeu não navegaria no s bado. Como o domingo era o dia de sua viajem, este não era o dia de guarda. Paulo seguia estritamente a lei dos judeus, da qual o s bado fazia parte:“Por‚m confesso-te que, segundo o Caminho, a que chamam seita, assim eu sirvo ao Deus de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas”. Atos 24:14.“Paulo, por‚m, defendendo-se, proferiu as seguintes palavras: Nenhum pecado cometi contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra C‚sar”. Atos 25:8.

 

5. Se o s bado se revestiu de tamanha importƒncia, então por que Jesus não realizou sua maior obra nele - a ressurrei‡ão?

A Ressurrei‡ão de Cristo não foi Sua £nica grande obra: Sua morte na cruz em favor dos pecadores tamb‚m. Se Ele não tivesse morrido por nossos pecados, Sua ressurrei‡ão seria invi vel e assim não poder¡amos ser salvos; no caso de apenas ter morrido e não ressuscitado, estar¡amos perdidos da mesma forma, como bem salientou o ap¢stolo Paulo (cf. I Cor¡ntios 15:13, 14, 17 e 18). Assim, tanto Sua morte quanto Sua ressurrei‡ão são important¡ssimas.

Levando em conta este ponto de vista dos "observadores" do primeiro dia, devo perguntar-lhes: se o domingo ‚ tão importante, por que Jesus não escolheu morrer neste dia? Por a¡ se vˆ que a argumenta‡ão em favor da santidade do domingo baseada no fato de Cristo ter neste per¡odo ressuscitado chega a ser rid¡cula, ainda mais se levarmos em conta que o pr¢prio Cristo não mudou a lei (Mateus 5:17-19) e que os cristãos, mesmo ap¢s a cruz, guardaram o S bado (conforme vimos em Lucas 23:54-56 e nos textos de Atos supracitados).

Jesus morreu na sexta-feira, descansou na sepultura no dia de S bado e ressuscitou no domingo; isto em nada altera a lei de Deus. Muito pelo contr rio: exalta a santidade do S bado.

 

6. Se o s bado era assim de tamanha importƒncia, então por que os evangelistas registram sempre as apari‡ões no 1§ dia da semana e não no s‚timo? (leia Mateus 28:1; Marcos 16:1; Lucas 24:1 e João 20:1).

A este questionamento posso apresentar a mesma pergunta citada anteriormente que fiz aos oponentes: se o domingo ‚ importante, por que Jesus não morreu neste dia?

por demais ¢bvio que o Senhor apareceu aos disc¡pulos no primeiro dia porque neste ressuscitara e não havia necessidade alguma de esperar chegar o S bado para que pudesse confort -los e dar-lhes suas £ltimas instru‡ões antes da ascensão. As apari‡ões do Mestre no domingo em nada afetam a lei de Deus. IMPOSSÍVEL de acordo com Mateus 5:17-19 (entre muitos outros textos) apoiarmos a absurda id‚ia de que o dia de guarda foi mudado. A palavra “cumprir” no v. 17 vem da palavra grega “pleros” e significa “completar”, “encher”. Uma lei que foi completada e aperfei‡oada por Cristo não pode ser abolida ou chegar em algum momento que não mais seja v lida. Gostaria que os cr¡ticos analisassem isto com sinceridade e ora‡ão.

Os padrões Morais do Criador, que nos ensinam acerca de nossas obriga‡ões para com Ele (4 primeiros mandamentos do dec logo) e de nossos deveres para com o pr¢ximo (6 £ltimos mandamentos do dec logo) tˆm de vigorar enquanto houver seres humanos e o pr¢prio Deus. J  algumas leis civis que foram aperfei‡oadas por Cristo (como podemos ver no contexto de Mateus 5:17 - cf. v. 38-42), que não tˆm aplica‡ão universal, podem sofrer altera‡ões desde que os princ¡pios divinos não sejam feridos. J  as cerimoniais não mais tˆm razão de ser (cf. Ef‚sios 2:15; Colossenses 2:14 e 16), pois Jesus, o verdadeiro "cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29) j  foi sacrificado em nosso lugar, cumprindo assim aquela simbologia.

Se o domingo ‚ tão importante assim para os seus “observadores”, por que Deus não teve o trabalho de pelo menos nome -lo? Por que Jesus nunca tocou neste assunto enquanto esteve com os disc¡pulos, mesmo ap¢s Sua ressurrei‡ão? Ainda mais: por que não ‚ devidamente guardado por seus defensores? Os atos falam muito mais do que as palavras...

 

7. Por que ap¢s a morte dos ap¢stolos a igreja continuou se reunindo aos domingos e não no s bado?

Esta questão j  foi esclarecida anteriormente, mais de uma vez. Prefiro aceitar o que diz a B¡blia quando salienta que os cristãos primitivos, inclusive o ap¢stolo Paulo, reuniam-se no S bado. Parafraseando o ap¢stolo (Romanos 3:4), digo: "Seja Deus verdadeiro, e, mentirosos, todos os oponentes … verdade".

 

8. Por que nesta ‚poca a hist¢ria registra que o s bado era guardado somente por seitas do judeu-cristianismo?

Por esta declara‡ão posso chegar apenas a duas conclusões: (1) o opositor ignora alguns fatos hist¢ricos ou (2) sua pesquisa foi incompleta.

Basta examinar de forma acurada para perceber que não foram apenas seitas judaicas cristãs que observaram o S bado. Eis alguns exemplos: a professora John Traske (s‚c. 17), que passou por 15 anos na Prisão de Gatehouse, em Londres, a pão,  gua, ra¡zes e verduras, por decidir guardar o S bado do Senhor. Columba, (por volta do sexto s‚culo) um grande mission rio que copiou o Novo Testamento umas 300 vezes a fim de espalhar o evangelho, tamb‚m guardou o S bado, segundo o historiador Andrew Lang. As igrejas celtas da Irlanda, bem como na Esc¢cia, guardavam o S bado antigamente, segundo o historiador Moffat. O ministro Francis Bampfield em 1662, chegou … prisão de Dorchester por causa de suas cren‡as. L  ele convenceu-se a respeito do S bado e passou a ensinar muitos puritanos. Theophilus Brabourne era pastor de uma igreja em 1650 e guardava o s bado. Se quiseres ler a respeito destas lindas hist¢rias que demonstram a FIDELIDADE DE MUITOS CRISTÃOS NO DECORRER DOS SCULOS EM RELA€ÃO À OBSERVÂNCIA DO SÁBADO, entre na p gina

www.sisac.org.br/site/ee_mostra_palestras.cfm?cod_palestra=3677 . Esta palestra ‚ do Pastor Mark Finley e foi dela que extra¡ estas informa‡ões.

Ainda poderia acrescentar mais a esta lista, mas creio que ‚ o suficiente.

Por a¡ vemos que a insinua‡ão de que o S bado foi guardado apenas por Judeus cristãos ‚ bem tendenciosa.

 

 

 

 

 

 

9. Por que homens de Deus como Lutero, Calvino, Wesley, Moody, Finey e tantos outros citados por Ellen White, guardaram o domingo e não o s bado?

Estes grandes homens de Deus não guardavam o S bado porque não tinham luz sobre o assunto. Em sua sinceridade e zelo pela Palavra de Deus, certamente teriam santificado o s‚timo dia se tivessem aprendido a respeito. Gra‡as a Deus por levar em conta em Seu julgamento este aspecto!

Se os cr¡ticos realmente seguissem o exemplo de Lutero e Calvino, seriam contra a estanha tese de que o Salmo 118: 22- 24 refere-se ao domingo...

A compreensão da verdade ‚ progressiva (cf. Prov‚rbios 4:18). Conquanto tivessem sido usados por Deus, os reformadores não foram deposit rios de toda a verdade da Palavra de Deus.

Muitos cristãos viveram (e vivem) de acordo com a luz que receberam e não podem ser questionados por isto. Entretanto, isto não significa que devamos aderir a alguns procedimentos equivocados deles, pois nosso exemplo Supremo ‚ o Senhor Jesus Cristo (João 13:15; I João 2:6). Sendo que Ele guardou o S bado (Lucas 4:16; João 15:10), como seus seguidores faremos o mesmo.

 

10. Se o s bado fosse parte de uma lei moral poderia uma lei cerimonial quebrant -lo, como era o caso da circuncisão? (leia João 7:22, 23).

Vejamos o que diz na realidade o texto citado: “Pelo motivo de que Mois‚s vos deu a circuncisão (se bem que ela não vem dele, mas dos patriarcas), no s bado circuncidais um homem. E, se o homem pode ser circuncidado em dia de s bado, para que a lei de Mois‚s não seja violada, por que vos indignais contra mim, pelo fato de eu ter curado, num s bado, ao todo, um homem?” João 7:22-23.

Em nenhum lugar estes versos afirmam que uma lei cerimonial poderia quebrantar o S bado de forma a anul -lo da experiˆncia cristã. O assunto em questão era a respeito da forma como deveria ser observado o s‚timo dia e Jesus rebate uma id‚ia farisaica de que não se poderia curar nos s bados (se observamos com aten‡ão, em todas as ocasiões em que Jesus debateu com os fariseus a respeito do S bado a questão girava em torno da maneira como este deveria ser observado e não de sua observƒncia ou não). Jesus arrazoou o seguinte: se era permitido circuncidar uma pessoa no dia de s bado para que a lei da circuncisão fosse cumprida, de muito mais importƒncia seria curar uma pessoa doente neste per¡odo.

Se um ser humano não pode mudar a lei de Deus (cf. Prov‚rbios 30:5-6, Eclesiastes 3:14,) e o pr¢prio Jesus não autorizou tal coisa (Mateus 5:17-19), como uma lei cerimonial teria for‡a para tal?

 

Seria o S bado do s‚timo dia cerimonial?

De forma alguma. Como veremos a seguir, tal conjetura não condiz com a realidade. Certo ‚ que na B¡blia podemos ver a existˆncia de dois tipos de s bados: moral e cerimonial, dias de festas judaicos, não mais obrigat¢rios aos cristãos. J  o s bado semanal e moral de forma alguma foi abolido por Jesus, bem como os demais mandamentos que fazem parte do mesmo dec logo dado por Deus.

Clara distin‡ão entre os dois tipos de s bado encontramos, por exemplo, em Lev¡tico 23: 3 (s bado semanal, moral) e 24 e 25 (anual, cerimonial).

Que na B¡blia h  distin‡ão de leis, pode ser percebido facilmente. A palavra “lei” corresponde ao hebraico torah, que significa "ensinamento" "instru‡ão", etc... Todas as instru‡ões de Deus são perfeitas; Sua vontade encontra-se resumida nos Dez Mandamentos ‚ deve ser acatada. Esta lei moral deve ser obedecida por todos, pois todos os seres humanos tˆm o dever de ser moralmente aceit veis a Deus e não apenas um povo em particular. Isto indica que a lei moral de Deus não ‚ apenas os 10 mandamentos, mas sim “todos os ensinos revelados por Deus”. Os Dez Mandamentos são um resumo da Lei moral de Criador.

“A palavra ‘lei’ ‚ usada na B¡blia em diferentes sentidos. Na frase ‘a lei e os profetas’ significa mais uniformemente os livros de Mois‚s; em seus escritos as leis de Deus são especialmente apresentadas. Algumas vezes ‚ usada sem referˆncia a qualquer c¢digo particular, mas sim como um termo coletivo para designar toda e qualquer lei. Outras vezes ‚ a palavra lei usada para designar um c¢digo particular, como por exemplo, a lei moral, ou a lei cerimonial...”.[6]

Apesar de os Dez Mandamentos fazerem parte do “livro da lei”, estes preceitos morais não dependiam do mesmo; tinham existˆncia pr¢pria. Apenas constavam como parte integrante da totalidade da lei judaica. Isto nem de perto traz a id‚ia de que faziam parte do cerimonialismo. Lei cerimonial ‚ aquela cujos ritos tˆm a ver com a expia‡ão dos pecados. Pelo fato de Jesus ter vindo morrer na cruz e realizar completa expia‡ão pelos pecados da humanidade, tais leis cerimoniais que apontavam para Cristo não mais precisam ser observadas. Isto porque Jesus, “o cordeiro de Deus” j  pagou o pre‡o pelo resgate humano. Quando Ele morreu na cruz, o v‚u do santu rio rasgou-se em dois (Marcos 15:38; Lucas 23:45), dando testemunho assim de que não mais precisar¡amos demonstrar f‚ no salvador atrav‚s do sacrifico de animais.

prim rio que todos os preceitos cerimoniais foram introduzidos ap¢s a queda. O S bado existe desde a cria‡ão, antes da queda. Então, não pode ser cerimonial. Para que o s bado seja um preceito cerimonial, temos de supor que o pecado na terra exista desde a semana da cria‡ão, ou seja, Deus estabeleceu o s bado cerimonial porque havia criado Adão e Eva pecadores. Isto seria uma blasfˆmia! Veja a que conclusão temos de chegar se levarmos em conta este tipo de argumenta‡ão apresentada pelos oponentes!

Portanto, o s bado semanal não faz parte do processo de expia‡ão; se o fato de o “v‚u do santu rio ter rasgado-se em dois”, abolisse a lei moral, então o cristão ficaria livre para roubar, matar, adulterar, etc.

Repito: Se dissermos que o s bado semanal ‚ cerimonial, teremos de aceitar que o pecado passou a existir logo ap¢s Deus ter conclu¡do Sua cria‡ão, ao estabelecer o s‚timo dia (Gˆnesis 2:1-3), pois estaria criando uma ‘lei cerimonial” para expiar o pecado do homem rec‚m-criado, (isto implicaria tamb‚m em que o pecado teria sido criado juntamente como o homem) – tal seria uma heresia.

“Sustentar que toda vez que a B¡blia usa a palavra ‘lei’ queira significar o mesmo c¢digo ‚ como sustentar que toda a vez que a B¡blia usa a palavra ‘dia’ est  indicando o mesmo per¡odo de tempo. O fato ‚ que ‘dia’ pode significar (1) a parte clara do ciclo de vinte e quatro horas, como dia em contraste com noite, ou (2) todo o per¡odo de vinte e quatro horas, como sete dias da semana, ou (3) um per¡odo indefinido de tempo, como ‘hoje ‚ o dia da salva‡ão’. Que pensar¡amos de um homem que, raciocinando que porque certos textos da B¡blia falem do fim do dia, o dia da salva‡ão est  necessariamente findo?... A B¡blia diz que ‘a lei’ foi por Cristo ‘desfeita’ (ver Ef‚sios 2:15). Mas Paulo, que escreveu esta afirma‡ão, declara tamb‚m: ‘Anulamos, pois, a lei pela f‚? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei’. Romanos 3:31. O contraste entre as afirma‡ões ‚ n¡tido quando se chama a aten‡ão para o fato de que Paulo usou a mesma raiz grega para as palavras aqui traduzidas por ‘desfez’ e ‘anulamos’. Esta raiz ‚ Katargeo, significa ‘tornar inoperante’, ‘fazer cessar’, ‘afastar’ alguma coisa, ‘anular’, ‘abolir’. Mas o escritor inspirado Paulo diz a uma determinada igreja que a ‘lei’ est  ‘desfeita’, e a outra igreja exclama: ‘De maneira nenhuma (Deus nos livre, ‚ o sentido original)’, ao pensamento mesmo de que ‘a lei’ esteja abolida, e se refere … mesma lei em cada caso? Obviamente Paulo deve estar falando de duas leis diferentes. Esses dois textos são suficientes em si mesmos para expor a fal cia do argumento de que a B¡blia fala de uma s¢ lei”.[7]

Infelizmente, a rebeldia contra Deus e o erro tˆm expandido-se como nunca nos tempos de hoje atrav‚s dos diversos ve¡culos de comunica‡ão. Como cristãos precisamos dedicar nossas vidas ao Senhor integralmente e estar aptos a dar “razão de nossa f‚” de modo que outros sigam a Jesus plenamente. Entretanto, nem todos irão aceitar: muitos, por sua pr¢pria escolha (e para sua ru¡na) escolherão o caminho errado, pois preferem permanecer com seus equ¡vocos; afinal, “muita coisa est  em jogo” e por isto, um posicionamento ao lado da verdade b¡blica ou uma mudan‡a no modo de pensar pode causar constrangimento e vergonha.

Gra‡as a Deus por existirem pessoas sinceras que, depois de acurado estudo da B¡blia, aceitam o dia do Senhor como sendo o S bado e tˆm a coragem de segu¡-Lo custe o que custar. A estes Deus tem uma coroa reservada nos C‚us.

Se fores algu‚m que não aceita a santidade do S bado, convido-o em nome de Deus para que revejas seus conceitos tendo sua pesquisa enraizada unicamente na Palavra de Deus. Mesmo que seja doloroso reconhecer um erro, decida-se pelo que ‚ certo assim como muitos tˆm feitos diariamente e Deus ficar  muito orgulhoso de ti. Jamais esque‡as de que “... Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens.” Atos 5:29.

 

 

Um grande abra‡o.

 

 



[1] Segunda Carta de Paulo a Tim¢teo, 3:15, adaptado.

[2] Isto significa que Paulo guardou 78 S bados em Corinto, 24 anos ap¢s a cruz. 

[3] CHRISTIANINI, A.B. Sutilezas do Erro, p. 206.

[4] CONYBEARE and HOWSON. Life and Epistles of the Apostle Paul, (ed. Antiga), p. 629. Citado por A.B. Christianini em Sutilezas do Erro, edi‡ão de 1965, p.p. 181-182.

[5] ROBERTSON, Archibald Thomas. Word Pictures, vol. 3, p. 339. Citado por A.B. Christianini em Sutilezas do Erro, edi‡ão de 1965, p. 182.

[6] NICHOL, Francis D. Obje‡ões Refutadas. Santo Andr‚, SP: Casa Publicadora Brasileira, Primeira Edi‡ão p. 3 – adaptado.

[7] Ibidem, pp. 3 e 4.