Breve An lise do Material Intitulado “10 Perguntas que os Adventistas Precisam Responder”
Ao retornar para o trabalho ap¢s
minhas f‚rias encontrei no correio eletr“nico e-mails contendo algumas
perguntas “apolog‚ticas”, direcionadas aos Adventistas do 7o Dia,
que visavam “combater” a observƒncia do S bado. Durante este tempo em que
trabalho na Escola B¡blica do Sistema Adventista de Comunica‡ão (SISAC) tenho
deparado-me com diversos libelos e distor‡ões b¡blicas; entretanto, a
“argumenta‡ão” apresentada pelos oponentes são essencialmente as mesmas e
raramente h algo de novo.
A seguir, farei algumas considera‡ões
acerca das “10 Questões que os Adventistas precisam responder” enviadas a mim
por alguns alunos. Meu desejo ‚ que todos os leitores possam tirar algum
proveito do que foi escrito e que tenham sua f‚ ainda mais solidifica nas “sagradas
letras, que podem tornar-nos s bios para a salva‡ão pela f‚ em Cristo Jesus”[1]
1. Se o s bado ‚ tão importante, por
que então não h um mandamento sequer para guard -lo desde Adão at‚ Mois‚s?
A importƒncia do S bado ‚ por demais
clara nas Escrituras Sagradas. De todos os dias da semana, este foi o ÚNICO a
receber um nome da parte do Eterno e a ser chamado por Ele de "meu Santo
dia" (cf. Isa¡as 58:13; Marcos 2:28). S¢ pelo fato de ser chamado de
"Santo dia do Senhor" j deveria convencer-nos de que sua observƒncia
‚ muito importante. Afirmar o contr rio ‚ blasfemar contra Deus, pois ao
estabelecer o 7§ dia como sendo de repouso o Senhor separou-o como um MEMORIAL
DE SEU PODER CRIADOR E REDENTOR. O S bado ‚ muito importante PORQUE FOI
ABEN€OADO E SANTIFICADO POR DEUS: "E
aben‡oou Deus o dia s‚timo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra
que, como Criador, fizera." Gˆnesis
2:3.
O fato de o mandamento do
S bado não ser repetidamente ordenado, em especial no Novo Testamento (NT), de
modo algum ‚ evidˆncia de que este mandamento, escrito "pelo dedo do
pr¢prio Deus", (ver Êxodo 31:18) tenha perdido sua validade. Se analisarmos
por este prisma, teremos de admitir tamb‚m que o sistema de d¡zimos perdeu sua
importƒncia, sendo que no NT NÃO HÁ UMA ORDEM ESPECEFÍCA A RESPEITO DE SUA
DEVOLU€ÃO, conquanto seja apoiada em alguns textos.
O mandamento do S bado (e tamb‚m do d¡zimo) não foi repetido no NT porque isto não era necess rio; os judeus (e demais cristãos) sabiam tanto do assunto que mencion -lo não seria adequado (lembre-se que os judeus eram fan ticos na observƒncia do mandamento). Al‚m disso, não devemos esquecer que A BÍBLIA DELES ERA O QUE CHAMAMOS DE ANTIGO TESTAMENTO. Os escritos do NT não existiam! Paulo, Jesus, Pedro, entre outros, usavam constantemente o escritos do Antigo Testamento, prova inequ¡voca de que eles eram bem informados sobre o tema.
Entretanto, apesar de não
ser diretamente ordenada a observƒncia do S bado, o NT, de modo a não deixar
d£vidas, relata que os cristãos (mesmo ap¢s a cruz...) E O PRÓPRIO JESUS, no
poder do Esp¡rito Santo, guardavam o S bado: “Então, Jesus, no poder do Esp¡rito, regressou para a Galil‚ia,
e a sua fama correu por toda a circunvizinhan‡a. E ensinava nas sinagogas,
sendo glorificado por todos. Indo para Nazar‚, onde fora criado, entrou, num
s bado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.” Lucas 4:14-16, grifos acrescidos. “Era o dia da prepara‡ão, e
come‡ava o s bado. As mulheres que tinham vindo da Galil‚ia com Jesus,
seguindo, viram o t£mulo e como o corpo fora ali depositado. Então, se
retiraram para preparar aromas e b lsamos. E, no s bado, descansaram, segundo o
mandamento.” Lucas 23:54-56. “Ao sa¡rem eles, rogaram-lhes que, no
s bado seguinte, lhes falassem estas mesmas palavras. Despedida a sinagoga,
muitos dos judeus e dos pros‚litos piedosos seguiram Paulo e Barnab‚, e estes,
falando-lhes, os persuadiam a perseverar na gra‡a de Deus. No s bado seguinte, afluiu quase toda a
cidade para ouvir a palavra de Deus.” Atos 13:42-44. “No s bado, sa¡mos
da cidade para junto do rio, onde nos pareceu haver um lugar de ora‡ão; e,
assentando-nos, falamos …s mulheres que para ali tinham concorrido.” Atos
16:13. “E, posto que eram do mesmo of¡cio, passou a morar com eles e ali
trabalhava, pois a profissão deles era fazer tendas. E todos os s bados
discorria na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos... E ali permaneceu
um ano e seis meses[2], ensinando
entre eles a palavra de Deus.” Atos 18:3-4 e 11.
Deste modo, honestamente
não podemos chegar a uma conclusão que não seja a de que o dia de S bado deve
ser observado pelos cristãos da atualidade e que a Palavra de Deus não ap¢ia a
mudan‡a do dia de repouso: "Não penseis que vim revogar a Lei ou os
Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo:
at‚ que o c‚u e a terra passem, nem um i ou um til jamais passar da Lei, at‚
que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que
dos menores, e assim ensinar aos homens, ser considerado m¡nimo no reino dos
c‚us; aquele, por‚m, que os observar e ensinar, esse ser considerado grande no
reino dos c‚us." Mateus 5:17-19.
2. Se o s bado não era somente para o
judeu, então por que Deus diz que era um sinal entre Deus e Israel somente?
(leia Ezequiel 20:12, 20).
Afirmar que o S bado foi
estabelecido apenas para os judeus ‚ o mesmo que dizer que Adão e Eva foram
criados judeus, sendo que este mandamento foi estabelecido na cria‡ão e dado a
eles (ver Gˆnesis 2:1-3. Certamente eles "descansaram" com Deus e
estiveram em Sua doce companhia naquele dia; não ficaram trabalhando enquanto
Deus cessava Suas atividades...). Al‚m disso, ‚ ir contra a B¡blia (algo bem do
gosto de satan s) que afirma que este dia deveria ser santificado por todas as
pessoas, independente de sua nacionalidade: "Assim diz o SENHOR:
Mantende o ju¡zo e fazei justi‡a, porque a minha salva‡ão est prestes a vir, e
a minha justi‡a, prestes a manifestar-se.
Bem-aventurado o homem que faz isto, e o filho do homem que nisto se
firma, que se guarda de profanar o s bado e guarda a sua mão de cometer algum
mal. Não fale o estrangeiro que se
houver chegado ao SENHOR, dizendo: O SENHOR, com efeito, me separar do seu
povo; nem tampouco diga o eunuco: Eis que eu sou uma rvore seca. Porque assim diz o SENHOR: Aos eunucos
que guardam os meus s bados, escolhem aquilo que me agrada e abra‡am a minha
alian‡a, darei na minha casa e
dentro dos meus muros, um memorial e um nome melhor do que filhos e filhas; um
nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagar . Aos estrangeiros que se chegam ao
SENHOR, para o servirem e para amarem o nome do SENHOR, sendo deste modo servos
seus, sim, todos os que guardam o s bado, não o profanando, e abra‡am a minha
alian‡a, tamb‚m os levarei ao meu
santo monte e os alegrarei na minha Casa de Ora‡ão; os seus holocaustos e os
seus sacrif¡cios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa ser chamada
Casa de Ora‡ão para todos os povos." Isa¡as 56:1-7.
Deus disse que os estrangeiros e
eunucos que guardassem o S bado estavam fazendo aquilo que agrada Lhe agrada. Como
afirmar que s bado era um dia a ser guardado apenas pelos judeus? Imposs¡vel!
Leia-se tamb‚m Êxodo 20:10 e N£meros 15:16 para que não haja d£vidas.
O S bado ‚ um memorial do
Criador; sendo que cada ser humano foi criado por Deus e não apenas os
judeus, todos devemos observ -lo.
Os judeus foram sim os
deposit rios da lei, incumbidos de lev -las …s outras na‡ões, bem como o
conhecimento do Deus Verdadeiro, mas não os £nicos a terem o dever de
guard -la. Se assim o fosse, ter¡amos de admitir o mesmo em rela‡ão aos outros
9 mandamentos e que no C‚u (imagine a confusão que seria: uns exaltando-se por
terem sido salvos pela lei e outros por terem sua presen‡a no C‚u devido …
gra‡a de Jesus...) haverão pessoas “salvas pela lei” (Israelitas, pois o S bado
seria apenas para eles) e outras “salvas pela gra‡a” (cristãos, “não obrigados
a obedecer”). Obviamente h apenas um plano de salva‡ão que ‚ pela gra‡a de
Deus manifesta no sacrifico de Jesus; conseqentemente, durante este processo
de salva‡ão, o Esp¡rito Santo trabalha no ser humano de modo a transform -lo
cada dia … imagem moral de Deus (santifica‡ão), ou seja, o cristão
convertido não pode continuar sendo a mesma pessoa; tem de ter sido
transformado por Deus. Assim, conquanto tenha sido salvo pela f‚ em Jesus,
o cristão não pode “pecar deliberadamente” (cf. Hebreus 10:26-31), pois o poder
que h nele ir transform -lo. Isto impede-nos de aceitar que o S bado seja
apenas para os judeus, pois todos o Esp¡rito Santo atua em todos os seres
humanos de modo a santific -los. (ler atentamente Ef‚sios 2:8-10)
Sendo assim, Ezequiel
20:12 e 20, ao mencionar que o S bado era um sinal entre Deus e Israel, est
dizendo que o ‚ tamb‚m entre Ele e n¢s, pois como igreja somos uma continua‡ão
do povo de Deus. Do mesmo modo que Deus disse ao judeu para não matar, roubar
ou mentir, o faz em rela‡ão a todos. Os cristãos (que o permitem) são
transformados pelo Esp¡rito Santo; deste modo, todos devem guardar os
mandamentos morais de Deus que, sob a Nova Alian‡a, serão impressos na mente
destes fi‚is e escritos em seu cora‡ão (ver Jeremias 31:31-34 e Hebreus 8:10).
3. Se o s bado existia desde o den,
então por que Deus diz que ele foi dado no deserto?
Se quisermos negar que o mandamento
do S bado existiu desde o den, devemos rasgar de nossa B¡blia Gˆnesis 2:1-3
(comentado anteriormente) e tamb‚m Êxodo 20:8-11 que remonta o mandamento …
cria‡ão (“... porque em seis dias fez o Senhor os C‚us e a Terra...").
Creio que fazer isto seria mais honesto.
O relato do man em Êxodo 16 ‚ uma
grande prova de que o S bado era conhecido "antes mesmo do Sinai"
indicando, portanto, que este foi dado no Sinai apenas de forma
escrita (cf. G latas 3:17); j existia antes.
4. Se o s bado tem for‡a de lei para
a igreja, então por que nunca vimos a igreja primitiva se reunir no s bado, mas
sempre no 1§ dia da semana? (leia Atos 20:7 e I Cor¡ntios 16:2).
J vimos anteriormente
que os cristãos primitivos observavam o S bado (23:54-56; Atos 13:42-44, 16:13,
17:2, 18:3-4, etc). Assim, Atos 20:7 e I Cor. 16:2 não podem estar insinuando
nem de perto que o dia guardado pela igreja apost¢lica fosse o domingo.
Vejamos:
“No primeiro dia da
semana, cada um de v¢s ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e
v juntando, para que se não fa‡am coletas quando eu for”. I Cor¡ntios 16:2.
A explica‡ão a seguir, referente a I
Cor. 16:2 (e tamb‚m a alguns par grafos do estudo de Atos 20:7), foi extra¡da
do livro Sutilezas do Erro, de A.B. Christianini, p gs. 211- 215:
“Os dominguistas
empregam muito o surrado texto de I cor. 16:2, falso pilar, tão falso quanto os
que mais o sejam nessa ingl¢ria tentativa de justificar, pela B¡blia, a
guardado domingo. Muito de ind£stria valem-se da versão Almeida comum, que
omite a expressão “em casa” consignada no original do texto. E argumentam:
“Ora, se cada um pudesse de parte ‘em sua casa’o dinheiro, teria que ser feita
a coleta quando Paulo chegasse e era justamente isto o que ele queria evitar”!.
“Veremos como isso se pulveriza a um
simples sopro da verdade. Nem haveria necessidade de argumentar, pois o pr¢prio
texto de Almeida na versão Revista e Atualizada no Brasil, com uns grifos que
poder¡amos p“r, se encarregaria de fulminar a falsidade. Ei-la: “Quanto …
coleta para os santos, fazei v¢s como tamb‚m ordenei …s igrejas da Gal cia. No
primeiro dia da semana cada um de v¢s ponha de parte, em casa conforme a sua
prosperidade, e v juntando, para que se não fa‡am coletas quando eu for.”
“Maior clareza não pode haver!
Torna-se dispens vel qualquer coment rio! A simples leitura do texto nos
convence de que: a) não se tratava de culto nem reunião de esp‚cie alguma no
primeiro dia da semana; b) a coleta não era feita na igreja; c)a coleta não era
parte do culto nem se destinava … igreja local; d) era uma separa‡ão de
dinheiro que cada um devia fazer em sua casa; e) quando Paulo viesse, cada um
lhe entregaria o total de sua separa‡ão semanal, que Paulo levaria ou mandaria
para os crentes pobres de Jerusal‚m.
Não se faria coleta alguma quando Paulo viesse, porquanto esta j fora
feita, j estivera pronta. Paulo somente a tomaria para encaminha-la ao seu
destino.
“Notemos no texto a expressão “p“r de
parte”, separar, reservar, depois de um balan‡o na situa‡ão, conforme a
prosperidade”. Ora se tratasse-se de coleta feita no culto, Paulo não usaria
destas expressões. Notemos mais a demolidora expressão “em casa” que est no
texto original, e tamb‚m nas melhores tradu‡ões.Isto liquida a pretensão de ser
coleta feita na igreja.Notemos ainda a expressão “e v juntando”, o que indica
a acumula‡ão que se formava gradativamente mediante reservas de dinheiro. Tudo
tão claro e contundente!
“Porque num primeiro dia da semana”?
Porque com um s bado findava-se a semana. Os cristãos eram previdentes e
organizados. Era costume, no in¡cio
da semana, logo no seu primeiro dia, planejarem suas atividades
seculares, considerarem os gastos para a nova semana. Uma questão de
contabilidade dom‚stica.
“Paulo lhes recomenda que ao fazerem
a costumeira provisão no in¡cio da semana,não se esquecerem de separar, o que
fosse poss¡vel, em dinheiro para os pobres de Jerusal‚m, colocando o donativo
numa caixa em seus lares.
“A id‚ia de culto ou de reunião
dominical ‚ completamente estranha ao texto, e seria uma deslealdade … B¡blia
for‡ -la aqui.
“O The Cambridge bible for Schools
and Colleges, autorizado coment rio das Escrituras publicado pela “Cambridge
University Press” dos prelados da igreja Anglicana, declara, comentando este
texto, que “não podemos inferir desta passagem que os cristãos se reuniam no
primeiro ia da semana”.E prossegue:...Cada um ponha de lado; isto ‚, em casa,
no lar, não em reuniões como geralmente se supõe. Ele (Paulo) fala aqui de um
costume que havia naquele tempo, de se colocar uma pequena caixa ao lado da
cama, e dentro dela se depositavam as ofertas, depois de se fazer a ora‡ão”. -
Parte “The first Epistle to Corinthians” editado por J.J.Lias, p g . 164.
“Notemos que este coment rio ‚ insuspeito, porque ‚ da lavra de ardorosos advogados do repouso dominical.
“A seguir citaremos interessante
testemunho cat¢lico. O c“nego Hugo Bressane de Ara£jo, em seu op£sculo Perguntas
e Respostas, vol.1 p g. 23, escreve o seguinte:
“Pergunta: Mas
dizem os protestantes que S.Paulo manda guardar o domingo.
“Resposta:
Não. S.Paulo, na Ep¡stola aos Cor¡ntios,cap XVI, s¢ ordena que se fa‡a uma
coleta para os pobres no primeiro dia da semana; eis as palavras do ap¢stolo:
vers.2O ‘Ao primeiro dia da semana, cada um de v¢s ponha de parte alguma coisa em casa, guardando
assim o que bem lhe parecer, para que se não fa‡am coletas quando eu chegar.’Por
ventura esta determina‡ão do ap¢stolo Paulo acerca das esmolas para os pobres
de Jerusal‚m anula a observƒncia do S bado?”- Edi‡ões 1931,p gs.23 e 24
(grifos nossos).
“Este coment rio tamb‚m ‚ insuspeito,
por ser de origem da institui‡ão respons vel pela observƒncia dominical
religiosa.
“Alinhemos ainda alguns testemunhos
de pessoas guardadoras do domingo:
“Sir William Domville, em seu livro
The Sabbath, entre outras considera‡ões diz: “ estranh vel que um texto que
nada diz a respeito de qualquer prop¢sito, venha a ser usado para provar um
costume de reunir com finalidades religiosas!...”
“Se ‚ insustent vel inferir do texto
um costume de reunir - pois nele não se menciona reunião alguma - parece ainda
mais insustent vel, e mais incoerente inferir dele... que a ordem de se
reservar um donativo em casa signifique que o mesmo deveria ser dado na
igreja...”
“A tradu‡ão em nossas B¡blias comuns
‚ exatamente como o original: ‘Cada um de v¢s ponha em parte em casa’. Uma
tradu‡ão ainda mais literal da palavra original thesaurizon (acumulando),
mostra de um modo mais claro que ceda irmão contribuinte deveria ir ajuntando
por si mesmo, e não entregar a oferta de semana em semana uma outra
pessoa”.-The Sabbath, p gs. 101 -104.
“Diz Neander: “Contudo não podemos de
modo algum ver aqui qualquer observƒncia especial do dia, afirma Osiander.”
“John Peter Lange, outro comentarista
muito citado, conclui: “A expressão ‚, pois, conclusiva contra a opinião
prevalecente de que a coleta se fazia na igreja. Era ela um neg¢cio individual
e privado”. E mais adiante: “E v juntando... Em virtude de todo domingo alguma
contribui‡ão ser posta parte, formaria, sem d£vida uma acumula‡ão”.
Era,sem d£vida, esta “acumula‡ão” que
Paulo tomaria e enviaria de uma s¢ vez, j pronta, para Jerusal‚m.
“A Enciclop‚dia B¡blica (em inglˆs),
de Cheyne and Black, no artigo “dia do Senhor”, comenta esta passagem, chegando
… seguinte conclusão:
“Não devemos, no entanto, passar por
alto o fato de que a d diva de cada um deveria ser separada particularmente
isto ‚, em seu pr¢prio lar, e não em alguma assembl‚ia de adora‡ão”.
“Outro fato digno de nota ‚ que antes
do fim do quarto s‚culo de nossa era, ningu‚m se lembrou de valer-se deste
texto para pretender corroboar a guarda do domingo. O primeiro a fazˆ-lo foi
Cris¢stomo, em sua Homilia 43 sobre I Cor¡ntios. No entanto, o pr¢prio
Cris¢stomo admite que a coleta não se fazia na igreja. Eis textualmente seu
coment rio:
“S. Paulo não afirmou que trouxessem
suas ofertas … igreja, para que não se envergonhassem de pequenez da quantia;
mas, aumentando-a aos poucos em
casa, que a tragam, quando eu chegar; por hora, vão juntando, e fa‡am de
suas casas uma igreja, e de seu
mealheiro um cofre.”
“Eis o silogismo:
“Premissa Maior:O
dia em que o crente, em sua casa, põe de parte um donativo para os pobres, ‚
dia de guarda;
“Premissa menor: Ora,
os crentes de Corinto faziam isso no primeiro dia da semana;
“Conclusão: Logo,
o primeiro dia da semana ‚ dia de guarda.
Estar certa a premissa maior? Seria
esta forma de se estabelecer uma doutrina? Ser sincero este modo de proceder
com as coisas divinas?
“Pensaram acaso os leitores como
deveriam sentir-se os crentes de Corinto, se lhes fosse dado saber, naquela
ocasião, que alguns professos cristãos do s‚culo XX haviam de se estabelecer a
doutrina do domingo, no simples fato de eles, os crentes cor¡ntios, colocarem
moedas em cofres dom‚sticos com a inten‡ão de ajudar os pobres de Jerusal‚m?
Com certeza estes amigos de Paulo ficariam estarrecidos!E talvez bem
aborrecidos tamb‚m!”
“No
primeiro dia da semana, estando n¢s reunidos com o fim de partir o pão, Paulo,
que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso at‚
… meia-noite”. Atos 20:7.
Veja o que diz o Dr. Augusto Neander,
abalizado escritor eclesi stico, insuspeito por ser observador do domingo,
sobre Atos 20:7:
“A passagem não ‚ absolutamente
convincente (como prova da guarda do domingo), porque a partida iminente do
ap¢stolo era motivo para reunir a pequenina igreja, em uma ceia fraternal,
ocasião em que fez seu £ltimo discurso, embora não fosse culto especial de
domingo nesse caso”.[3]
Vemos no texto que o motivo que levou
Paulo a reunir-se com os cristãos naquele dia foi o fato dele precisar partir
no dia seguinte.
Não ‚ o fato de reunir-se em um dia
que o torna santo, pois se assim o fosse, todos os dias tinham de ser santos,
pelo fato de eles reunirem-se todos os dias (Atos 5:42). O que torna um dia Santo ‚ o fato de
Deus o ter santificado.
Fa‡amos algumas an lises teol¢gicas e contextuais acerca das expressões deste verso:
*Primeiro dia da semana.
Nesta expressão em nenhum dos versos h a conota‡ão de “santidade”.
*Partir o pão. Ver
Atos 2:46 - partir o pão não era um ato lit£rgico, mas era um ato di rio deles
(cf.Lucas 24:30; 22:15-18).
Portanto, o partir o pão não caracteriza
alguma cerim“nia eucar¡stica.
*Meia-noite.
Se Paulo estiver usando o c“mputo romano para a contagem dos dias, ter¡amos
Paulo discursando (terminando) na segunda-feira. (come‡aria no domingo e
terminaria na segunda).
No c“mputo judaico (que conta os dias
de um p“r do sol a outro e não de meia-noite a meia-noite), Paulo
estaria discursando no s bado noite.
Isto quer dizer que, ou ele est
terminando seu discurso no s bado noite ou na segunda feira.
Os seguintes coment rios de outros
te¢logos são importantes para nosso estudo:
“Era o anoitecer que sucedia o s bado
judaico. No domingo de manhã o navio devia partir... Ele (Paulo) continuo sua
solit ria viagem naquele domingo, depois do meio-dia, na primavera, entre os
carvalhais e c¢rregos de Ida” [4]
Robertson, tamb‚m batista, admite: “Com
toda a probabilidade se reuniram em nosso s bado noite - o in¡cio do primeiro
dia ao p“r de sol” [5]
Paulo era judeu; e um judeu não
navegaria no s bado. Como o domingo era o dia de sua viajem, este não era o dia
de guarda. Paulo seguia estritamente a lei dos judeus, da qual o s bado fazia
parte:“Por‚m confesso-te que, segundo o Caminho, a
que chamam seita, assim eu sirvo ao Deus de nossos pais, acreditando em todas
as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas”. Atos 24:14.“Paulo, por‚m, defendendo-se, proferiu as
seguintes palavras: Nenhum pecado cometi contra a lei dos judeus, nem contra o
templo, nem contra C‚sar”. Atos 25:8.
5. Se o s bado se revestiu de tamanha
importƒncia, então por que Jesus não realizou sua maior obra nele - a
ressurrei‡ão?
A Ressurrei‡ão de Cristo
não foi Sua £nica grande obra: Sua morte na cruz em favor dos pecadores tamb‚m.
Se Ele não tivesse morrido por nossos pecados, Sua ressurrei‡ão seria invi vel
e assim não poder¡amos ser salvos; no caso de apenas ter morrido e não
ressuscitado, estar¡amos perdidos da mesma forma, como bem salientou o ap¢stolo
Paulo (cf. I Cor¡ntios 15:13, 14, 17 e 18). Assim, tanto Sua morte quanto Sua
ressurrei‡ão são important¡ssimas.
Levando em conta este
ponto de vista dos "observadores" do primeiro dia, devo
perguntar-lhes: se o domingo ‚ tão importante, por que Jesus não escolheu
morrer neste dia? Por a¡ se vˆ que a argumenta‡ão em favor da santidade do
domingo baseada no fato de Cristo ter neste per¡odo ressuscitado chega a ser
rid¡cula, ainda mais se levarmos em conta que o pr¢prio Cristo não mudou a lei
(Mateus 5:17-19) e que os cristãos, mesmo ap¢s a cruz, guardaram o
S bado (conforme vimos em Lucas 23:54-56 e nos textos de Atos supracitados).
Jesus morreu na
sexta-feira, descansou na sepultura no dia de S bado e ressuscitou
no domingo; isto em nada altera a lei de Deus. Muito pelo contr rio: exalta
a santidade do S bado.
6. Se o s bado era assim de tamanha
importƒncia, então por que os evangelistas registram sempre as apari‡ões no 1§
dia da semana e não no s‚timo? (leia Mateus 28:1; Marcos 16:1; Lucas 24:1 e
João 20:1).
A este questionamento posso
apresentar a mesma pergunta citada anteriormente que fiz aos oponentes: se o
domingo ‚ importante, por que Jesus não morreu neste dia?
por demais ¢bvio que o Senhor
apareceu aos disc¡pulos no primeiro dia porque neste ressuscitara e não havia
necessidade alguma de esperar chegar o S bado para que pudesse confort -los e
dar-lhes suas £ltimas instru‡ões antes da ascensão. As apari‡ões do Mestre no
domingo em nada afetam a lei de Deus. IMPOSSÍVEL de acordo com Mateus 5:17-19
(entre muitos outros textos) apoiarmos a absurda id‚ia de que o dia de guarda
foi mudado. A palavra “cumprir” no v. 17 vem da
palavra grega “pleros” e significa “completar”, “encher”. Uma lei que
foi completada e aperfei‡oada por Cristo não pode ser abolida ou
chegar em algum momento que não mais seja v lida. Gostaria que os cr¡ticos
analisassem isto com sinceridade e ora‡ão.
Os padrões Morais do
Criador, que nos ensinam acerca de nossas obriga‡ões para com Ele (4 primeiros
mandamentos do dec logo) e de nossos deveres para com o pr¢ximo (6 £ltimos
mandamentos do dec logo) tˆm de vigorar enquanto houver seres humanos e o
pr¢prio Deus. J algumas leis civis que foram aperfei‡oadas por Cristo (como
podemos ver no contexto de Mateus 5:17 - cf. v. 38-42), que não tˆm aplica‡ão
universal, podem sofrer altera‡ões desde que os princ¡pios divinos não sejam
feridos. J as cerimoniais não mais tˆm razão de ser (cf. Ef‚sios 2:15;
Colossenses 2:14 e 16), pois Jesus, o verdadeiro "cordeiro de Deus que
tira o pecado do mundo” (João 1:29) j foi sacrificado em nosso lugar,
cumprindo assim aquela simbologia.
Se o domingo ‚ tão
importante assim para os seus “observadores”, por que Deus não teve o trabalho
de pelo menos nome -lo? Por que Jesus nunca tocou neste assunto enquanto esteve
com os disc¡pulos, mesmo ap¢s Sua ressurrei‡ão? Ainda mais: por que não ‚
devidamente guardado por seus defensores? Os atos falam muito mais do que as
palavras...
7. Por que ap¢s a morte dos ap¢stolos
a igreja continuou se reunindo aos domingos e não no s bado?
Esta questão j foi esclarecida
anteriormente, mais de uma vez. Prefiro aceitar o que diz a B¡blia quando salienta
que os cristãos primitivos, inclusive o ap¢stolo Paulo, reuniam-se no S bado.
Parafraseando o ap¢stolo (Romanos 3:4), digo: "Seja Deus verdadeiro, e,
mentirosos, todos os oponentes … verdade".
8. Por que nesta ‚poca a hist¢ria
registra que o s bado era guardado somente por seitas do judeu-cristianismo?
Por esta declara‡ão posso chegar
apenas a duas conclusões: (1) o opositor ignora alguns fatos hist¢ricos ou (2)
sua pesquisa foi incompleta.
Basta examinar de forma acurada para perceber que não foram apenas seitas judaicas cristãs que observaram o S bado. Eis alguns exemplos: a professora John Traske (s‚c. 17), que passou por 15 anos na Prisão de Gatehouse, em Londres, a pão, gua, ra¡zes e verduras, por decidir guardar o S bado do Senhor. Columba, (por volta do sexto s‚culo) um grande mission rio que copiou o Novo Testamento umas 300 vezes a fim de espalhar o evangelho, tamb‚m guardou o S bado, segundo o historiador Andrew Lang. As igrejas celtas da Irlanda, bem como na Esc¢cia, guardavam o S bado antigamente, segundo o historiador Moffat. O ministro Francis Bampfield em 1662, chegou … prisão de Dorchester por causa de suas cren‡as. L ele convenceu-se a respeito do S bado e passou a ensinar muitos puritanos. Theophilus Brabourne era pastor de uma igreja em 1650 e guardava o s bado. Se quiseres ler a respeito destas lindas hist¢rias que demonstram a FIDELIDADE DE MUITOS CRISTÃOS NO DECORRER DOS SCULOS EM RELA€ÃO À OBSERVÂNCIA DO SÁBADO, entre na p gina
www.sisac.org.br/site/ee_mostra_palestras.cfm?cod_palestra=3677 . Esta palestra ‚ do Pastor Mark Finley e foi dela que extra¡ estas informa‡ões.
Ainda poderia
acrescentar mais a esta lista, mas creio que ‚ o suficiente.
Por a¡ vemos
que a insinua‡ão de que o S bado foi guardado apenas por Judeus cristãos ‚ bem
tendenciosa.
9. Por que homens de Deus como
Lutero, Calvino, Wesley, Moody, Finey e tantos outros citados por Ellen White,
guardaram o domingo e não o s bado?
Estes grandes homens de Deus não
guardavam o S bado porque não tinham luz sobre o assunto. Em sua sinceridade e
zelo pela Palavra de Deus, certamente teriam santificado o s‚timo dia se
tivessem aprendido a respeito. Gra‡as a Deus por levar em conta em Seu
julgamento este aspecto!
Se os cr¡ticos realmente seguissem o
exemplo de Lutero e Calvino, seriam contra a estanha tese de que o Salmo 118:
22- 24 refere-se ao domingo...
A compreensão da
verdade ‚ progressiva (cf. Prov‚rbios 4:18). Conquanto tivessem sido usados por
Deus, os reformadores não foram deposit rios de toda a verdade da Palavra de
Deus.
Muitos cristãos viveram (e vivem) de
acordo com a luz que receberam e não podem ser questionados por isto.
Entretanto, isto não significa que devamos aderir a alguns procedimentos
equivocados deles, pois nosso exemplo Supremo ‚ o Senhor Jesus Cristo (João
13:15; I João 2:6). Sendo que Ele guardou o S bado (Lucas 4:16; João 15:10),
como seus seguidores faremos o mesmo.
10. Se o s bado fosse parte de uma
lei moral poderia uma lei cerimonial quebrant -lo, como era o caso da
circuncisão? (leia João 7:22, 23).
Vejamos o que diz na
realidade o texto citado: “Pelo
motivo de que Mois‚s vos deu a circuncisão (se bem que ela não vem dele, mas
dos patriarcas), no s bado circuncidais um homem. E, se o homem pode ser
circuncidado em dia de s bado, para que a lei de Mois‚s não seja violada, por
que vos indignais contra mim, pelo fato de eu ter curado, num s bado, ao todo,
um homem?” João 7:22-23.
Em nenhum lugar estes
versos afirmam que uma lei cerimonial poderia quebrantar o S bado de forma a
anul -lo da experiˆncia cristã. O assunto em questão era a respeito da forma
como deveria ser observado o s‚timo dia e Jesus rebate uma id‚ia farisaica de
que não se poderia curar nos s bados (se observamos com aten‡ão, em todas as
ocasiões em que Jesus debateu com os fariseus a respeito do S bado a questão
girava em torno da maneira como este deveria ser observado e não de sua observƒncia
ou não). Jesus arrazoou o seguinte: se era permitido circuncidar uma pessoa
no dia de s bado para que a lei da circuncisão fosse cumprida, de muito mais
importƒncia seria curar uma pessoa doente neste per¡odo.
Se um ser humano não
pode mudar a lei de Deus (cf. Prov‚rbios 30:5-6, Eclesiastes 3:14,) e o pr¢prio
Jesus não autorizou tal coisa (Mateus 5:17-19), como uma lei cerimonial teria
for‡a para tal?
Seria o S bado do
s‚timo dia cerimonial?
De forma alguma. Como
veremos a seguir, tal conjetura não condiz com a realidade. Certo ‚ que na
B¡blia podemos ver a existˆncia de dois tipos de s bados: moral e cerimonial,
dias de festas judaicos, não mais obrigat¢rios aos cristãos. J o s bado
semanal e moral de forma alguma foi abolido por Jesus, bem como os demais
mandamentos que fazem parte do mesmo dec logo dado por Deus.
Clara distin‡ão entre
os dois tipos de s bado encontramos, por exemplo, em Lev¡tico 23: 3 (s bado
semanal, moral) e 24 e 25 (anual, cerimonial).
Que na B¡blia h
distin‡ão de leis, pode ser percebido facilmente. A palavra “lei” corresponde
ao hebraico torah, que significa "ensinamento"
"instru‡ão", etc... Todas as instru‡ões de Deus são perfeitas; Sua
vontade encontra-se resumida nos Dez Mandamentos ‚ deve ser acatada. Esta lei
moral deve ser obedecida por todos, pois todos os seres humanos tˆm o dever
de ser moralmente aceit veis a Deus e não apenas um povo em particular. Isto
indica que a lei moral de Deus não ‚ apenas os 10 mandamentos, mas sim “todos
os ensinos revelados por Deus”. Os Dez Mandamentos são um resumo da Lei moral
de Criador.
“A palavra ‘lei’ ‚ usada na B¡blia
em diferentes sentidos. Na
frase ‘a lei e os profetas’ significa mais uniformemente os livros de Mois‚s;
em seus escritos as leis de Deus são especialmente apresentadas. Algumas vezes
‚ usada sem referˆncia a qualquer c¢digo particular, mas sim como um termo
coletivo para designar toda e qualquer lei. Outras vezes ‚ a palavra lei usada
para designar um c¢digo particular, como por exemplo, a lei moral, ou a lei
cerimonial...”.[6]
Apesar de os
Dez Mandamentos fazerem parte do “livro da lei”, estes preceitos morais não
dependiam do mesmo; tinham existˆncia pr¢pria. Apenas constavam como parte
integrante da totalidade da lei judaica. Isto nem de perto traz a id‚ia de que
faziam parte do cerimonialismo. Lei cerimonial ‚ aquela cujos ritos tˆm a ver
com a expia‡ão dos pecados. Pelo fato de Jesus ter vindo morrer na cruz
e realizar completa expia‡ão pelos pecados da humanidade, tais leis
cerimoniais que apontavam para Cristo não mais precisam ser observadas. Isto
porque Jesus, “o cordeiro de Deus” j pagou o pre‡o pelo resgate humano. Quando
Ele morreu na cruz, o v‚u do santu rio rasgou-se em dois (Marcos 15:38; Lucas
23:45), dando testemunho assim de que não mais precisar¡amos demonstrar f‚ no
salvador atrav‚s do sacrifico de animais.
Portanto, o
s bado semanal não faz parte do processo de expia‡ão; se o fato de o “v‚u do santu rio ter rasgado-se em dois”, abolisse a lei
moral, então o cristão ficaria livre para roubar, matar, adulterar, etc.
Repito: Se dissermos que o
s bado semanal ‚ cerimonial, teremos de aceitar que o pecado passou a existir
logo ap¢s Deus ter conclu¡do Sua cria‡ão, ao estabelecer o s‚timo dia (Gˆnesis
2:1-3), pois estaria criando uma ‘lei cerimonial” para expiar o pecado do homem
rec‚m-criado, (isto implicaria tamb‚m em que o pecado teria sido criado
juntamente como o homem) – tal seria uma heresia.
“Sustentar que
toda vez que a B¡blia usa a palavra ‘lei’ queira significar o mesmo c¢digo ‚
como sustentar que toda a vez que a B¡blia usa a palavra ‘dia’ est indicando o
mesmo per¡odo de tempo. O fato ‚ que ‘dia’ pode significar (1) a parte clara do
ciclo de vinte e quatro horas, como dia em contraste com noite, ou (2) todo o
per¡odo de vinte e quatro horas, como sete dias da semana, ou (3) um per¡odo
indefinido de tempo, como ‘hoje ‚ o dia da salva‡ão’. Que pensar¡amos de um
homem que, raciocinando que porque certos textos da B¡blia falem do fim do dia,
o dia da salva‡ão est necessariamente findo?... A B¡blia diz que ‘a lei’ foi
por Cristo ‘desfeita’ (ver Ef‚sios 2:15). Mas Paulo, que escreveu esta
afirma‡ão, declara tamb‚m: ‘Anulamos, pois, a lei pela f‚? De maneira nenhuma,
antes estabelecemos a lei’. Romanos 3:31. O contraste entre as afirma‡ões ‚
n¡tido quando se chama a aten‡ão para o fato de que Paulo usou a mesma raiz
grega para as palavras aqui traduzidas por ‘desfez’ e ‘anulamos’. Esta raiz ‚
Katargeo, significa ‘tornar inoperante’, ‘fazer cessar’, ‘afastar’ alguma
coisa, ‘anular’, ‘abolir’. Mas o escritor inspirado Paulo diz a uma determinada
igreja que a ‘lei’ est ‘desfeita’, e a outra igreja exclama: ‘De maneira
nenhuma (Deus nos livre, ‚ o sentido original)’, ao pensamento mesmo de que ‘a
lei’ esteja abolida, e se refere … mesma lei em cada caso? Obviamente Paulo
deve estar falando de duas leis diferentes. Esses dois textos são suficientes
em si mesmos para expor a fal cia do argumento de que a B¡blia fala de uma s¢
lei”.[7]
Infelizmente, a
rebeldia contra Deus e o erro tˆm expandido-se como nunca nos tempos de hoje
atrav‚s dos diversos ve¡culos de comunica‡ão. Como cristãos precisamos dedicar
nossas vidas ao Senhor integralmente e estar aptos a dar “razão de nossa f‚” de
modo que outros sigam a Jesus plenamente. Entretanto, nem todos irão aceitar:
muitos, por sua pr¢pria escolha (e para sua ru¡na) escolherão o caminho errado,
pois preferem permanecer com seus equ¡vocos; afinal, “muita coisa est em jogo”
e por isto, um posicionamento ao lado da verdade b¡blica ou uma mudan‡a no modo
de pensar pode causar constrangimento e vergonha.
Gra‡as a Deus por
existirem pessoas sinceras que, depois de acurado estudo da B¡blia, aceitam o
dia do Senhor como sendo o S bado e tˆm a coragem de segu¡-Lo custe o que
custar. A estes Deus tem uma coroa reservada nos C‚us.
Se fores algu‚m que
não aceita a santidade do S bado, convido-o em nome de Deus para que revejas
seus conceitos tendo sua pesquisa enraizada unicamente na Palavra de Deus.
Mesmo que seja doloroso reconhecer um erro, decida-se pelo que ‚ certo assim
como muitos tˆm feitos diariamente e Deus ficar muito orgulhoso de ti. Jamais
esque‡as de que “... Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens.”
Atos 5:29.
Um grande abra‡o.
[1] Segunda Carta
de Paulo a Tim¢teo, 3:15, adaptado.
[2] Isto
significa que Paulo guardou 78 S bados em Corinto, 24 anos ap¢s a cruz.
[3] CHRISTIANINI,
A.B. Sutilezas do Erro, p. 206.
[4] CONYBEARE and HOWSON. Life and Epistles of the Apostle Paul,
(ed. Antiga), p. 629. Citado por A.B. Christianini em
Sutilezas do Erro, edi‡ão de 1965, p.p. 181-182.
[5] ROBERTSON, Archibald Thomas. Word Pictures, vol. 3, p.
339. Citado por A.B. Christianini em Sutilezas do Erro,
edi‡ão de 1965, p. 182.
[6] NICHOL,
Francis D. Obje‡ões Refutadas. Santo Andr‚, SP: Casa Publicadora
Brasileira, Primeira Edi‡ão p. 3 – adaptado.
[7] Ibidem,
pp. 3 e 4.