


 |
Apocalipse 3:7-13
3:7 Ao anjo da igreja
em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo,
o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o
que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém
abre:
3:8 Conheço as tuas obras
(eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, que
ninguém pode fechar), que tens pouca força,
entretanto guardaste a minha palavra e não negaste
o meu nome.
3:9 Eis que farei aos da sinagoga
de Satanás, aos que se dizem judeus, e não
o são, mas mentem, - eis que farei que venham,
e adorem prostrados aos teus pés, e saibam que
eu te amo.
3:10 Porquanto guardaste a palavra
da minha perseverança, também eu te guardarei
da hora da provação que há de vir
sobre o mundo inteiro, para pôr à prova os
que habitam sobre a terra.
3:11 Venho sem demora; guarda o
que tens, para que ninguém tome a tua coroa.
3:12 A quem vencer, eu o farei
coluna no templo do meu Deus, donde jamais sairá;
e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da
cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce
do céu, da parte do meu Deus, e também o
meu novo nome.
3:13 Quem tem ouvidos, ouça
o que o Espírito diz às igrejas.
:
Nota: Filadélfia, que quer dizer amor fraternal,
representa a última parte do século XVIII
e a primeira do século XIX, com o nascimento da expansão
missionária e a organização das Sociedades
Bíblicas. Começa a estudar-se Daniel e Apocalipse
e surgem os maiores reavivamentos da História.
O Grande Conflito - Profecias Alentadoras
|
| |
Na parábola de Mateus 25, o tempo de espera e sono
é seguido pela vinda do Esposo. Isto concordava com
os argumentos que acabam de ser apresentados, tanto da profecia
como dos símbolos. Produziram profunda convicção
quanto à sua veracidade; e o "clamor da meia-noite"
foi proclamado por milhares de crentes.
Semelhante à vaga da maré, o movimento alastrou-se
pelo país. Foi de cidade em cidade, de aldeia em aldeia,
e para os lugares distantes, no interior, até que o
expectante povo de Deus ficou completamente desperto. Desapareceu
o fanatismo ante essa proclamação, como a geada
matutina perante o Sol a erguer-se. Viram os crentes suas
dúvidas e perplexidades removidas, e a esperança
e coragem animaram-lhes o coração. A obra estava
livre dos exageros que sempre se manifestam quando há
arrebatamento humano sem a influência moderadora da
Palavra e do Espírito de Deus. Assemelhava-se, no caráter,
aos períodos de humilhação e regresso
ao Senhor que, entre o antigo Israel, se seguiam a mensagens
de advertência por parte de Seus servos. Teve as características
que distinguem a obra de Deus em todas as épocas. Houve
pouca alegria arrebatadora, porém mais profundo exame
de coração, confissão de pecados e abandono
do mundo. O preparo para
Pág. 401
encontrar o Senhor era a grave preocupação do
espírito em agonia. Havia perseverante oração
e consagração a Deus, sem reservas.
Dizia Miller, ao descrever aquela obra: "Nenhuma grande
expressão de alegria existe: esta se acha, por assim
dizer, reservada para uma ocasião futura, em que todo
o Céu e a Terra se regozijarão, juntamente,
com indizível gozo cheio de glória. Não
há aclamações: estas também estão
reservadas para as aclamações do Céu.
Os cantores estão em silêncio: esperam para se
unir às hostes angélicas, o coro celestial.
... Não há divergência de sentimentos:
todos são de um mesmo coração e espírito."
- Bliss.
Outro participante do movimento testificou: "Produziu
por toda parte o mais profundo exame de coração
e humilhação da alma perante o Deus dos Céus.
Resultou em desapego das coisas deste mundo, afastamento de
controvérsias e animosidades, confissão de faltas,
em contrição perante Deus, e súplicas,
de coração arrependido e quebrantado, para que
o Senhor lhes perdoasse e os aceitasse. Causou humilhação
pessoal e contrição da alma, tais como nunca
dantes testemunhamos. Conforme Deus ordenara por meio de Joel,
para quando o grande dia do Senhor estivesse próximo,
produziu o rasgar de corações e não do
vestuário, a conversão ao Senhor em jejum, pranto
e lamentações. Conforme dissera Deus por Zacarias,
sobre os Seus filhos foi derramado um espírito de graça
e súplica; eles olharam para Aquele a quem haviam ferido,
houve grande pranto na Terra, ... e os que esperavam pelo
Senhor afligiram a alma perante Ele." - Bliss.
De todos os grandes movimentos religiosos desde os dias dos
apóstolos, nenhum foi mais livre de imperfeições
humanas e dos enganos de Satanás do que o do outono
de 1844. Mesmo hoje, depois de transcorridos muitos anos,
todos os que participaram do movimento e que permanecem firmes
na plataforma da verdade, ainda sentem a santa influência
daquela obra abençoada, e dão testemunho de
que ela foi de Deus.
Pág. 402
Ao brado: "Aí vem o Esposo; saí-Lhe ao
encontro", os expectantes "se levantaram, e repararam
as suas lâmpadas"; estudavam a Palavra de Deus
com interesse mais intenso do que nunca. Eram enviados anjos
do Céu para despertar os que se haviam desanimado e
prepará-los para receber a mensagem. A obra não
se mantinha pela ciência e saber dos homens, mas pelo
poder de Deus. Não foram os mais talentosos os primeiros
a ouvir e obedecer à chamada, mas os mais humildes
e dedicados. Lavradores deixaram as colheitas nos campos,
mecânicos depuseram as ferramentas, e com lágrimas
e regozijo saíram a dar a advertência. Os que
anteriormente haviam dirigido a causa foram dos últimos
a unir-se a este movimento. As igrejas, em geral, fecharam
as portas a esta mensagem, e numeroso grupo dos que a receberam
cortou sua ligação com elas. Na providência
de Deus, esta proclamação se uniu com a mensagem
do segundo anjo, conferindo poder à obra.
A mensagem: "Aí vem o Esposo" - não
era tanto uma questão de argumento, se bem que a prova
das Escrituras fosse clara e conclusiva. Ia com ela um poder
impulsor que movia a alma. Não havia discussão
nem dúvidas. Por ocasião da entrada triunfal
de Cristo em Jerusalém, o povo que de todas as partes
do país se congregara a fim de solenizar a festa, foi
em tropel ao Monte das Oliveiras, e, unindo-se à multidão
que acompanhava a Jesus, deixou-se tomar pela inspiração
do momento e ajudaram a avolumar a aclamação:
"Bendito O que vem em nome do Senhor." Mat. 21:9.
De modo semelhante, os incrédulos que se congregaram
nas reuniões adventistas - alguns por curiosidade,
outros meramente com o fim de ridicularizar - sentiram o poder
convincente que acompanhava a mensagem: "Aí vem
o Esposo."
Naquele tempo houve fé que atraía resposta à
oração - fé que tinha em vista a recompensa.
Como aguaceiros sobre a terra sedenta, o espírito de
graça descia aos que ardorosamente o buscavam. Os que
esperavam em breve estar face a face com seu Redentor, sentiram
uma solene e inexprimível
Pág. 403
alegria. O poder enternecedor do Espírito Santo conferiu
aos fiéis rica medida de bênçãos,
sensibilizando-lhes o coração.
Cuidadosa e solenemente os que receberam a mensagem chegaram
ao tempo em que esperavam encontrar-se com o Senhor. Sentiam
como primeiro dever, cada manhã, obter a certeza de
estar aceitos por Deus. De corações intimamente
unidos, oravam muito uns com os outros e uns pelos outros.
A fim de ter comunhão com Deus, reuniam-se muitas vezes
em lugares isolados, e dos campos ou dos bosques as vozes
de intercessão ascendiam ao Céu. A certeza da
aprovação do Salvador era-lhes mais indispensável
do que o pão cotidiano; e, se alguma nuvem lhes toldava
o espírito, não descansavam enquanto não
fosse dissipada. Sentindo o testemunho da graça perdoadora,
almejavam contemplar Aquele que de sua alma era amado.
|