Apocalipse 2
Em
grego
. 12 Ao anjo da igreja em Pérgamo escreve: Isto diz
aquele que tem a espada aguda de dois gumes:
13 Sei onde habitas, que é onde está
o trono de Satanás; mas reténs o meu nome
e não negaste a minha fé, mesmo nos dias de
Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós,
onde Satanás habita.
14 entretanto, algumas coisas tenho contra
ti; porque tens aí os que seguem a doutrina de Balaão,
o qual ensinava Balaque a lançar tropeços
diante dos filhos de Israel, introduzindo-os a comerem das
coisas sacrificadas a ídolos e a se prostituírem.
15 Assim tens também alguns que de
igual modo seguem a doutrina dos nicolaítas.
16 Arrepende-te, pois; ou se não, virei
a ti em breve, e contra eles batalharei com a espada da
minha boca.
17 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito
diz às igrejas. Ao que vencer darei do maná
escondido, e lhe darei uma pedra branca, e na pedra um novo
nome escrito, o qual ninguém conhece senão
aquele que o recebe.
Nota: Pérgamo cobre os séculos
IV, V e a primeira metade do VI. Como Satanás não
póde destruir a igreja com as perseguições,
tratou de corrompê-la e colocá-la em compromisso
com o Estado, introduzindo na igreja pagãos não-convertidos
e que conservaram parte de suas idéias. Esse paganismo
introduzido na igreja, foi tirando sua força espiritual.
O Grande Conflito - O Valor dos Mártires
Satanás, portanto, formulou seus planos para guerrear
com mais êxito contra o governo de Deus, hasteando
sua bandeira na igreja cristã. Se os seguidores
de Cristo pudessem ser enganados e levados a desagradar
a Deus, falhariam então sua força, poder
e firmeza, e eles cairiam como presa fácil.
O grande adversário se esforçou então
por obter pelo artifício aquilo que não
lograra alcançar pela força. Cessou a perseguição,
e em seu lugar foi posta a perigosa sedução
da prosperidade temporal e honra mundana. Levavam-se idólatras
a receber parte da fé cristã, enquanto rejeitavam
outras verdades essenciais. Professavam aceitar a Jesus
como o Filho de Deus e crer em Sua morte e ressurreição;
mas não tinham a convicção do pecado
e não sentiam necessidade de arrependimento ou
de uma mudança de coração. Com algumas
concessões de sua parte, propuseram que os cristãos
fizessem outras também, para que todos pudessem
unir-se sob a plataforma da crença em Cristo.
A igreja naquele tempo encontrava-se em terrível
perigo. Prisão, tortura, fogo e espada eram bênçãos
em comparação com isto. Alguns dos cristãos
permaneceram firmes, declarando que não transigiriam.
Outros eram favoráveis a que cedessem, ou modificassem
alguns característicos de sua fé, e se unissem
aos que haviam aceito parte do cristianismo, insistindo
em que este poderia ser o meio para a completa conversão.
Foi um tempo de profunda angústia para os fiéis
seguidores de Cristo. Sob a capa de pretenso cristianismo,
Satanás se estava insinuando na igreja a fim de
corromper-lhe a fé e desviar-lhe a mente da Palavra
da verdade.