QUE  SIGNIFICA  "POIS  O  PAI    MAIOR  DO  QUE  EU"  EM  S.  JOÃO  14:28?

 

Este texto ‚ um dos favoritos das Testemunhas de Jeov , porque afirma ser o Pai maior do que Cristo.

Comentam-no assim: "Meu Pai ‚ maior do que eu, este maior não quer dizer apenas em posi‡ão, mas tamb‚m maior como pessoa."

Seja Deus Verdadeiro, p g. 110.

 

"A B¡blia mostra que h  somente um Deus.... maior do que Seu Filho... E que o Filho como o primogˆnito, unigˆnito e criado por Deus, teve um come‡o. Que o Pai ‚ maior e mais velho do que o Filho ‚ algo racional, f cil de ser entendido e ‚ o que a B¡blia ensina."

Do Para¡so Perdido ao Para¡so Resgatado, p g. 164.

 

Os arianos antigos e modernos tˆm predile‡ão por este verso, porque crˆem que ele confirma sua cren‡a na inferioridade de Cristo, mas João e outros escritores neotestament rios sempre defendem a divindade do nosso Salvador.

Precisamos partir do princ¡pio que João, em seu Evangelho enfatizou tanto a humanidade, como a divindade de Cristo. Pela encarna‡ão Cristo se tornou humano e nesta situa‡ão era inferior ao Pai (João 5:19; 7:16; 10:29; 14:28); enviado pelo Pai (João 3:16) para falar as palavras do Pai (João 14:10; 17:8) e executar as obras do Pai (João 14:10). João de maneira alguma com estas afirma‡ões autoriza heresias antigas e modernas que proclamam ser Cristo somente um homem ou uma criatura de Deus.

Se os arianistas modernos seguissem os princ¡pios hermenˆuticos e exeg‚ticos não se fixariam em textos isolados para tirar suas conclusões, pois o mesmo João proclama a divindade de Cristo ao declarar que ele ‚ Deus (João 1:1), ‚ um com o Pai (João 10:30), ‚ igual a Ele (João 5:18).

A aceita‡ão da exegese das Testemunhas de Jeov  sobre vers¡culo coloca Cristo em contradi‡ão consigo mesmo e com a Teologia Paulina. Basta conferir João 5:18, 10:30; Filip. 2:6. Deus requer de n¢s que aceitemos a unicidade b¡blica e a Analogia da F‚.

 

Que Dizem os Coment rios sobre S. João 14:28?

 

G. C. Berkouwer em A Pessoa de Cristo, p ginas 138-139 analisando esta passagem lembra o coment rio de Lutero.

"O 'ser maior' do que o Pai, est  aqui integrado num contexto autenticamente especial: o Filho do Homem humilhado, atrav‚s da paixão partir  para o Pai que h  de glorific -Lo... O contexto fala da humilha‡ão em destaque contra a exalta‡ão posterior . . . O coment rio de Lutero do texto de João 14:28: 'Ir  ao Pai significa ocupar o reino do Pai, porque l  se torna igual ao Pai, sendo reconhecido e glorificado na majestade do Pai. Por isso vou para o Pai, porque serei maior do que sou presentemente. S¢ assim Cristo podia falar corretamente sobre a atual fun‡ão na Terra: o Pai ‚ maior do que eu, que, no momento, sou servo. Chegar , por‚m, o tempo quando deverei me juntar ao Pai e então ficarei maior, isto ‚, tão grande como o Pai, com Ele reinando em igualdade de poder e majestade."

Sabatini Lalli em O Logos Eterno, p g. 61 pondera: "Todos os textos que nos falam desta submissão devem ser considerados … luz do estado de humilha‡ão a que Cristo, livre e espontaneamente se submeteu, quando se encarnou".

Ant“nio Neves Mesquita no livro A Doutrina da Trindade, p g. 35 asseverou: "A Divindade tem economia pr¢pria, o seu governo. Nesta economia, Deus Pai, representa (mal diria) o "chefe" da Divindade . Ele que manda o Filho, e ordena ao Esp¡rito Santo. Ora, estas ordens são puramente econ“micas, são modos de dizer coisas divinas em palavras humanas. São modos de administrar, que s¢ entendemos por compara‡ão".

L. Boettner no livro The Doctrine of Trinity, p g. 64 escreveu: "Na economia da reden‡ão, e para cumprimento dum objetivo espec¡fico Ele aceitou volunt ria e temporariamente, uma posi‡ão subordinada ao Pai." – Apud Radiografia do Jeovismo, p g. 187.

Concluiremos com a s¡ntese do argumento bastante elucidativo, apresentado por Walter R. Martin no livro The Kingdom of the Cults, p g. 104-105.

O uso da palavra "meizon" - maior, comparativo de megas - grande, parece ser um forte argumento para as Testemunhas de Jeov , por‚m, um exame mais detido do contexto e dos princ¡pios hermenˆuticos, que governam o correto estudo exeg‚tico do Novo Testamento, rapidamente revelam que não passa, na verdade, de fraco argumento a ˆnfase nesta palavra grega.

A refuta‡ão ‚ achada ao compar -la com Heb. 1:4, que afirmou: "tendo-se tornado tão superior aos anjos...". Uma pesquisa da palavra no original nos mostrar  que o termo usado ‚ bem diferente do que se encontra em João 14:28. Esta palavra ‚ krei~~tton - kreitton e as gram ticas e dicion rios nos mostram que ‚ um comparativo de avgaqovv - agath¢s, bom, por isso na King James Version e no The Interlinear Greek - English ‚ traduzida por "better".

Confrontando as duas compara‡ões, a de Jesus com o Pai em João 14:28 e a de Jesus com os anjos em Heb. 1:4, um surpreendente fato nos atrai a aten‡ão. O contexto de João nos revela que o Filho do Homem se tinha esvaziado de suas prerrogativas da divindade, Fil. 2: 6-8, e, tomado sobre si a forma de um servo, por isso Cristo podia verdadeiramente dizer: "Meu Pai ‚ maior do que eu". Maior, como um termo quantitativo descritivo de posi‡ão, neste com texto, de modo nenhum poderia ser constru¡do como um comparativo de natureza ou qualidade.

A compara‡ão feita em Heb. 1:4; entre Cristo e os anjos ‚ claramente de natureza. O grego "kreitton" ‚ um voc bulo descritivo de qualidade, portanto, Cristo era qualitativamente melhor do que os anjos, porque ele era o seu Criador (Col. 1:16-17), como tal existia antes de todas as coisas (Col. 1:17-19). Desde que nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Col. 2:9), qualitativamente ele era Deus manifesto na carne, enquanto quantitativamente falando ele estava limitado como um homem e podia com toda a veracidade declarar: "Meu Pai ‚ maior do que eu".

Quando a compara‡ão de posi‡ão em João 14:28, e a compara‡ão de natureza em Heb. 1:4 são claramente compreendidas, o argumento tentado pelas Testemunhas de Jeov , para despojar a Cristo de sua divindade ‚ reduzido a uma bagatela, diante de uma das maiores verdades reveladas nas Escrituras, isto ‚, que Deus que fez o mundo e todas as coisas tanto nos amou que apareceu na forma humana (João 1:1, 14) para que filhos dos homens, pudessem atrav‚s de sua incomensur vel gra‡a, tornar-se finalmente os Filhos de Deus.

Cristo em João 14:28 est  falando como homem e não como a segunda pessoa da Trindade.

                                                 Pr. Pedro Apolin rio

                                       “Pretensiosas Testemunhas de Jeov ”