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Os
Estados Unidos atravessaram o longo século 20 como a nação mais
bem sucedida em quase todos os quesitos de análise, projetando-se
como um verdadeiro império mundial. Eles venceram a Segunda Guerra
Mundial, liderando os países aliados, numa derrota completa sobre
o nazismo. No desfecho da Guerra Fria, os americanos desintegraram
a antiga União Soviética, pavimentando o Leste Europeu para a democracia
e para o capitalismo ocidental.
Com a revolução tecnológica, eles também conseguiram
larga vantagem econômica e cultural. A maioria dos equipamentos
tecnológicos e informatizados é vendida por eles, embora boa parte
seja produzida fora do território americano. A maior parte do conteúdo
ideológico e cultural transmitido através das produções cinematográficas
e da rede de computadores dá suporte e privilegia o modo de vida
americano.
Com tudo isso, os americanos que somam apenas 5% da
população mundial detêm nada menos que um em cada três dólares de
toda riqueza do planeta. Eles consomem 33% de toda energia produzida
na Terra. Compram e consomem 25% de todo produto industrializado.
São donos de 244 dos 500 maiores grupos empresariais de todo o planeta.
Das pouco mais de 400 pessoas que possuem acima de um bilhão de
dólares no mundo, 254 delas estão nos EUA.
O presidente americano George W. Bush, porém, quer mais.
Ele e os falcões que integram seu governo desejam consolidar os
Estados Unidos como o isolado Império Mundial. A última guerra,
contra o regime da Saddan Hussein, ofereceu elementos muito claros
para essa análise.
Desde quando os Estados Unidos como nação têm essa pretensão
imperialista e em que ela está fundada? Existe alguma base religiosa-utópica
para o projeto de poder que os Estados Unidos desenvolveram para
o mundo?
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