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A Pornografia e sua MenteEllen G. White |
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Gravuras impuras
têm influência corruptora. Novelas são avidamente ouvidas
por muitos, e em resultado, a imaginação torna-se-lhes manchada. |
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"A
sensualidade tem extinguido o desejo de santidade, e ressecado o
viço espiritual."
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Foi-me mostrado
que vivemos em meio dos perigos dos últimos dias. Por se "multiplicar
a iniqüidade, o amor de muitos esfriará". Mat. 24:12.
A palavra "muitos" refere-se aos professos seguidores de Cristo.
Eles são afetados pela iniqüidade dominante, e se afastam
de Deus; não é, porém, necessário que eles
assim sejam afetados. A causa desse declínio é eles não
se manterem limpos da iniqüidade. O fato de seu amor para com Deus
estar esfriando por se "multiplicar a iniqüidade" (Mat.
24:12), mostra que eles são em certo sentido participantes dessa
iniqüidade, do contrário ela não lhes afetaria o amor
para com Deus, e seu zelo e fervor em Sua causa.
Foi-me apresentado terrível quadro da condição do
mundo. A iniqüidade alastra-se por toda parte. A licenciosidade é
o pecado especial desta época. Jamais ergueu o vício a cabeça
disforme com tal ousadia como o faz agora. O povo parece estar entorpecido,
e os amantes da virtude e da verdadeira piedade acham-se quase desanimados
por sua ousadia, força e predominância. A abundante iniqüidade
não se limita apenas aos incrédulos e zombadores. Quem dera
que assim fosse, mas não é! Muitos homens e mulheres que
professam a religião de Cristo, são culpados. Mesmo alguns
que professam estar esperando Seu aparecimento não estão
mais preparados para esse acontecimento do que o próprio Satanás.
Não se estão purificando de toda poluição.
Têm por tanto tempo servido a sua concupiscência, que lhes
é natural pensar impuramente e ter corruptas imaginações.
É tão impossível fazer com que sua mente demore nas
coisas puras e santas, como seria desviar o curso do Niágara, e
fazer com que suas águas jorrassem para cima.
Jovens e
crianças de ambos os sexos se entregam à poluição
moral, e praticam este repulsivo vício, destruidor da alma e do
corpo. Muitos professos cristãos acham-se tão embotados
pela mesma prática, que suas sensibilidades morais não podem
ser despertadas para compreender que isto é pecado, e que se nisto
continuam, os seguros resultados serão completa ruína do
corpo e da mente. O homem, o ser mais nobre da Terra, formado à
imagem de Deus, transforma-se em animal! Faz-se grosseiro e corrupto.
Todo cristão terá de aprender a refrear as paixões,
e a ser regido por princípios. A menos que assim faça, é
indigno do nome de cristão.
Alguns que fazem alta profissão de fé, não compreendem
o pecado da masturbação e seus seguros resultados. O hábito
longamente arraigado lhes tem cegado o entendimento. Eles não avaliam
a excessiva malignidade deste degradante pecado que lhes enerva o organismo
e destrói a energia nervosa do cérebro. Os princípios
morais são demasiado fracos quando em luta com um hábito
arraigado. Solenes mensagens vindas do Céu não podem impressionar
fortemente o coração não fortalecido contra a condescendência
com esse degradante vício. Os sensitivos nervos do cérebro
perderam o saudável tono devido à estimulação
doentia para satisfazer um desejo não natural de satisfação
sensual. Os nervos cerebrais que se comunicam com todo o organismo, são
os únicos meios pelos quais o Céu se pode comunicar com
o homem, e influenciar sua vida mais íntima. Seja o que for que
perturbe a circulação das correntes elétricas no
sistema nervoso, diminui a resistência das forças vitais,
e o resultado é um amortecimento das sensibilidades da mente. Em
atenção a isto, como é importante que pastores e
povo que professam piedade se apresentem limpos e imaculados quanto a
tal vício degradante da alma!
Minha alma se tem curvado em angústia, ao ser mostrada a débil
condição do professo povo de Deus. A iniqüidade é
abundante e o amor de muitos esfria. Não há senão
poucos professos cristãos que consideram esse assunto em seu devido
aspecto, e que mantêm sobre si mesmos o justo governo quando a opinião
pública e o costume os não condena.
Quão poucos refreiam suas paixões por se sentirem sob obrigação
moral de fazê-lo, e porque o temor de Deus está diante de
seus olhos! As faculdades mais elevadas do homem são escravizadas
pelo apetite e por paixões corruptas.
Alguns reconhecerão
o mal das condescendências pecaminosas, todavia se desculparão
dizendo que não lhes é possível vencer as paixões.
Isso é coisa terrível de ser admitida por qualquer pessoa
que profere o nome de Cristo. "Qualquer que profere o nome de Cristo
aparte-se da iniqüidade." II Tim. 2:19. Por que essa fraqueza?
É porque as propensões animais têm sido fortalecidas
pelo exercício, até que tomaram ascendência sobre
as faculdades superiores. Homens e mulheres carecem de princípios.
Estão morrendo espiritualmente, por haverem tão longamente
nutrido seus apetites naturais, que sua capacidade de governar-se parece
haver desaparecido. As paixões inferiores de sua natureza têm
tomado as rédeas, e o que devia ser o poder dirigente tem-se tornado
o servo da paixão corrupta. A alma é mantida na mais baixa
servidão. A sensualidade tem extinguido o desejo de santidade,
e ressecado o viço espiritual.
Minha alma
lamenta pelos jovens que estão formando o caráter nesta
época degenerada. Tremo também por seus pais; pois me foi
mostrado que, em geral, eles não compreendem suas obrigações
de educar os filhos no caminho que devem trilhar. Consultam-se os costumes
e a moda, e os filhos em breve aprendem a ser controlados por estes, e
são corrompidos; enquanto os indulgentes pais se acham por sua
vez entorpecidos, e dormindo quanto ao seu perigo. Mas bem poucos dos
jovens se acham livres de hábitos corruptos. São [os jovens]
em grande parte liberados do exercício físico por medo de
que trabalhem demais. Os próprios pais assumem responsabilidades
que deviam estar sobre os filhos. O excesso de trabalho é mau;
mas os resultados da indolência devem ser mais temidos.
A ociosidade leva à condescendência com hábitos corruptos.
O trabalho não cansa e consome a quinta parte do que o faz o pernicioso
hábito da masturbação. Se o trabalho simples e bem
regulado aborrece vossos filhos, estai certos, pais, de que há
alguma coisa mais que lhes está enervando o organismo e produzindo
uma sensação de constante cansaço. Dai trabalho físico
a vossos filhos, que exija a atividade dos nervos e músculos. A
fadiga resultante desse trabalho lhes diminuirá a inclinação
para condescenderem com os hábitos viciosos. A ociosidade é
uma maldição. Produz hábitos licenciosos.
Muitos casos me têm sido apresentados e, ao ter eu uma visão
de sua vida interior, minha alma ficou acabrunhada e desgostada, e com
repugnância do apodrecimento do coração dos seres
humanos que professam piedade e falam de trasladação para
o Céu. Tenho-me perguntado freqüentemente: Em quem posso confiar?
Quem está isento de iniqüidade?
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"Se
eu atender à iniqüidade no meu coração,
o Senhor não me ouvirá." Sal. 66:18
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Meu marido
e eu assistimos uma vez a uma reunião em que nossa atenção
foi solicitada para um irmão que sofria grandemente com a tuberculose.
Achava-se magro e pálido. Ele pedia as orações do
povo de Deus. Disse que a família estava doente, e que perdera
um filho. Falava com sentimento acerca dessa perda. Disse que havia tempos
esperava poder ver o irmão e a irmã White. Acreditava que,
se orassem por ele, seria curado. Terminada a reunião, os irmãos
chamaram-nos a atenção para o caso. Disseram que a igreja
os estava ajudando, que a esposa estava doente, e lhe morrera o filho.
Os irmãos se haviam reunido em sua casa, e orado pela família
afligida. Nós estávamos muito fatigados, e tínhamos
sobre nós a preocupação do trabalho durante a reunião,
e desejávamos ser dispensados.
Eu havia resolvido não me empenhar em oração por
ninguém, a menos que o Espírito do Senhor assim indicasse.
Havia-me sido mostrado que havia tanta iniqüidade, mesmo entre os
professos observadores do sábado, que não desejava tomar
parte em oração por pessoas cuja história me era
desconhecida. Declarei minha razão. Foi-me assegurado pelos irmãos
que, tanto quanto eles sabiam, ele era um irmão digno. Conversei
alguns momentos com a pessoa que solicitara nossas orações
a fim de obter a cura, mas não me pude sentir livre. Ele chorou
e disse que esperara que chegássemos, e estava certo de que, se
orássemos por ele, seria restaurado à saúde. Dissemos-lhe
que não estávamos familiarizados com sua vida; que preferíamos
que aqueles que o conheciam orassem com ele. Ele nos importunou tão
encarecidamente, que decidimos considerar seu caso, e apresentá-lo
perante o Senhor aquela noite; e se o caminho nos parecesse aberto, havíamos
de satisfazer-lhe o pedido.
Curvamo-nos naquela noite em oração, e apresentamos seu
caso perante o Senhor. Rogamos que pudéssemos conhecer a vontade
de Deus a seu respeito. Todo o nosso desejo era que Deus fosse glorificado.
Queria o Senhor que orássemos por este enfermo? Deixamos o caso
com o Senhor, e recolhemo-nos para descansar. Num sonho o caso daquele
homem me foi claramente apresentado. Foi mostrado o seu procedimento desde
a infância, e que, se orássemos, o Senhor não nos
ouviria; pois ele atendia à iniqüidade em seu coração.
Na manhã seguinte o homem veio para que orássemos por ele.
Nós o tomamos à parte, e dissemos-lhe que sentíamos
ser forçados a recusar o seu pedido. Contei-lhe meu sonho, que
ele reconheceu ser a verdade. Ele praticava a masturbação
desde a infância, e continuara nessa prática através
de sua vida de casado, mas disse que procuraria romper com ela.
Esse homem tinha um hábito longamente arraigado a vencer. Estava
na metade da existência. Seus princípios morais estavam tão
fracos que, quando postos em conflito com a condescendência há
tanto arraigada, eram vencidos. As paixões inferiores haviam adquirido
ascendência sobre a natureza superior. Interroguei-o quanto à
reforma de saúde. Disse que não podia vivê-la.Sua
esposa jogaria fora a farinha integral, caso ela fosse introduzida em
casa. Essa família havia sido ajudada pela igreja. Haviam-se feito
orações em seu favor também. Seu filho morrera, a
esposa estava doente, e o marido e pai deixava seu caso sobre nós,
para o levarmos perante o puro e santo Deus, para que Ele operasse um
milagre, e o restabelecesse. As sensibilidades morais desse homem estavam
embotadas.
Quando os jovens adotam práticas vis enquanto o espírito
é tenro, eles nunca obterão força para desenvolver
plena e corretamente personalidade física, intelectual e moral.
Ali estava um homem que se degradava diariamente, e todavia ousava arriscar-se
a entrar na presença de Deus, e pedir um acréscimo da força
que ele vilmente dissipara, e que se concedida, consumiria em sua concupiscência.
Que paciência a de Deus! Se Ele lidasse com o homem segundo seus
caminhos corruptos, quem poderia viver à Sua vista? Que seria se
houvéssemos sido menos cautelosos e levado diante de Deus o caso
desse homem, enquanto ele praticava iniqüidade, teria o Senhor ouvido
e atendido? "Porque Tu não és um Deus que tenha prazer
na iniqüidade, nem contigo habitará o mal. Os loucos não
pararão à Tua vista; aborreces a todos os que praticam a
maldade." Sal. 5:4 e 5. "Se eu atender à iniqüidade
no meu coração, o Senhor não me ouvirá."
Sal. 66:18.
Esse não é um caso isolado. Mesmo as relações
matrimoniais não foram suficientes para preservar esse homem dos
hábitos corruptos de sua adolescência. Quisera poder convencer-me
de que casos como o que apresento são raros; sei, porém,
que são freqüentes. Os filhos nascidos de pais dominados por
paixões corruptas, são sem valor. Que pode ser esperado
de filhos tais, senão que desçam mais baixo na balança,
que seus pais? Que se pode esperar desta geração? Milhares
são vazios de princípios. Esses mesmos transmitem a sua
descendência as próprias paixões miseráveis,
corruptas. Que herança! Milhares arrastam a existência destituída
de princípios, manchando seus companheiros e perpetuando suas baixas
paixões ao transmiti-las aos filhos. Tomam a responsabilidade de
neles gravar seu próprio caráter.