|
Monografia
Apresentada em Cumprimento Parcial dos Requisitos do Curso de Lar
e Família Estudo
em Grupo Dirigido
Por
Evaldo
Vilar, Filipi dos Santos Ribeiro, Isaías
Santos Santana, Wiliam Braun
Setembro
de 2002
Arquivo
Word - 22k
INTRODUÇÃO
O
adultério tem sido um tema que sempre vem à tona na vida social
da Igreja. Longe de ser um pecado recente, ele possui raízes antigas
e complexas, tanto sociais quanto religiosas. O presente estudo
pretende esclarecer dúvidas e fatos sobre o adultério e está dividido
em cinco partes. A primeira identifica as definições de adultério
no Antigo e Novo Testamento. A segunda parte trata das causas e
razões do adultério. A terceira parte trata das conseqüências físicas
e emocionais do adultério. A quarta parte lida com as soluções
e prevenções. A quinta e ultima dá a posição da Igreja sobre o
adultério.
O
que é definido na Bíblia como adultério? Quais são as causas e
conseqüências? Os adúlteros possuem ainda solução para seu casamento
e vida espiritual? Qual a posição da Igreja, e o que ela faz ao
descobrir entre seus membros pessoas que vivem em adultério?
Propósito
e Justificativa
Desde
o inicio da revolução sexual dos anos sessenta, o adultério tem
crescido em larga escala no mundo religioso e secular. Deixando
de ser um ato vergonhoso para se tornar uma atitude aceita e comum,
as práticas adúlteras têm tomado proporções incríveis, tornando-se
comum até na Igreja. Todavia, alguns
defensores
da liberdade sexual, têm dito que o adultério foi condenado na Bíblia
devido à época em que ela foi escrita, sendo uma prática condicionada
a cultura do lugar. Outros dizem que Deus, por ser um Deus de amor,
não leva em conta o pecado do adultério, devido o fim da lei do
Antigo Testamento, através da morte de Cristo na Cruz. Pior ainda,
é atitude tomada por algumas igrejas e alguns adventistas, que não
dão o devido valor ao adultério, negligenciando-o e não tratando
corretamente os irmãos que caem no erro. Pensando nisto é que o
presente artigo lida com este assunto tão delicado e controvertido
no meio religioso e secular.
CAPÍTULO
I
Este
é um assunto polêmico tanto no âmbito social quanto no religioso.
O que será que as pessoas pensam a respeito desse assunto? Quais
as causas e conseqüências desse tipo de comportamento? Estas e
outras questões serão tratadas neste artigo.
A
palavra hebraica usada para adultério no Antigo Testamento é na’ap, [3] que é derivada das palavras aramaicas na’ªpûp
e ni’ûp, e aparece somente na Bíblia Hebraica.
[4] Na’ap significa exclusivamente relações
sexuais ilícitas entre pessoas casadas ou comprometidas. A palavra
adultério e derivadas ocorre 34 vezes no
Antigo
Testamento. Na’ap pode ter sentido literal, como em Lv 20:10 [5] , ou figurado, ao
ser comparado à idolatria, como em Ez 16:1-43.
[6]
Além
da conotação sexual, o adultério também é definido no Antigo Testamento
como uma ofensa às leis acerca do matrimônio. Além de quebrar a
união matrimonial, ele é encarado, quando o adúltero é casado, como
uma ofensa ao marido da amante, e quando a adúltera é casada, como
uma ofensa ao seu próprio marido. [7] Também ele é definido como uma
atitude contra Deus (Jo 31:11), contra a sociedade, como uma desonra
a Deus ao colocar a vontade humana sobre a vontade divina (Gn 2:24),
um ato de rebeldia, um meio de destruir a própria reputação (Pv
6:32-33) e um jeito de prejudicar a própria mente (Os 4:11-14). [8]
No
Novo Testamento, a primeira adição ao assunto está em Mt 5:27-28.
O texto traduzido literalmente diz: “Mas eu digo a vós que, qualquer
um que olhar para uma mulher para cobiçar após ela, já tem cometido
adultério com ela em seu coração”. [9] Na ocasião Jesus
discursa sobre a fidelidade própria do reino. [10] Em seu discurso faz a diferença
entre moralismo externo e os desejos do coração. [11]
Aqui,
epithumeo está em um tempo pontilinear.
[12] Significa cobiçar e no Novo Testamento aparece
dezesseis vezes. [13] Destas, com freqüência faz
referência ao décimo mandamento. No versículo fala de uma mulher
casada [14] e nesta situação ela era considerada
propriedade do marido (Ex 20:17).
[15] Portanto, Jesus estava realmente se referindo
ao décimo mandamento [16] uma negação de fidelidade que
engloba desejar uma mulher casada ou comprometida sem consumar o
adultério. [17]
A
palavra moicheuo pode ser traduzida como “cometer adultério
com”. [18] Aparece, ao todo, quinze vezes
no Novo Testamento [19] referindo-se ao sétimo mandamento, adultério
espiritual da Igreja Cristã e relacionado com o divórcio. Nesses
casos descritos, pelo menos uma das partes está comprometida com
uma outra pessoa.
|