18 - Desligado
na Terra, Desligado no Céu?
Há algum tempo, um irmão escreveu-nos uma carta queixosa,
na qual expunha as razões pelas quais julgava a Comissão
da Igreja onde congrega, havia recomendado injustamente a exclusão
de sua filha e de seu genro da comunhão da igreja. Seu coração
de pai parecia especialmente ferido porque, segundo entendia, a filha
e o genro haviam sido excluídos não apenas do seio da
igreja, mas também "do livro da vida no Céu".
De fato, é bastante generalizada a idéia de que a exclusão
de um nome do livro da igreja acarreta fatalmente a exclusão
desse nome do livro da vida. Este conceito se baseia nas palavras de
Cristo a Pedro, em Mateus 16:19, e repetidas depois aos discípulos
em Mateus 18:18: "E tudo o que ligares na Terra será ligado
nos Céus, e tudo o que desligares na Terra será desligado
nos Céus."
A Igreja Católica tem-se valido desta declaração
bíblica para supervalorizar sua autoridade, tendo-a usado inclusive
como instrumento de intimidação contra os dissidentes,
ao afirmar que Cristo, com essas palavras, teria conferido a Pedro e
seus sucessores o poder de "abrir ou fechar o acesso ao Reino dos
Céus, por meio da Igreja" (Ver Bíblia de Jerusalém,
nota de rodapé sobre Mateus 16:19).
Em 1864, o Papa Pio IX promulgou um documento, no qual negava acesso
à salvação a todas as pessoas que não estivessem
em comunhão com o trono de São Pedro. (Ver Review and
Herald, February 16, 1984, pág. 13).
A Igreja Adventista, porém, crê que os seus atos na Terra
só são ratificados no Céu se forem observadas as
instruções contidas na Palavra de Deus. Comentando Mateus
18:18, a Sr.ª. White afirma:
"Assim, até a autoridade celeste ratifica a disciplina da
igreja, com relação a seus membros, uma vez que tenha
sido seguida a regra bíblica." - Testemunhos Seletos, vol.1,
pág. 390.
Notem a ressalva: uma vez que tenha sido seguida a regra bíblica.
Isto coloca as coisas em seu devido lugar, desautorizando a pretensão
de que a Igreja pode fazer o que bem entende, e ainda contar com a aprovação
divina.
A mesma advertência é também repetida com as palavras:
"Ao tratar com os membros da igreja que erram, os filhos de Deus
devem seguir cuidadosamente as instruções dadas pelo Salvador
no capítulo 18 de São Mateus." - Testimonies, vol.
7, pág. 260.
Entretanto, a igreja é administrada por homens falíveis,
que nem sempre dão os passos bíblicos, que fazem julgamentos
errôneos baseados em informações incompletas, em
testemunhos preconcebidos, ou mesmo em total desconhecimento. às
vezes há na Comissão da Igreja elementos simpáticos
ou antipáticos ao membro faltoso, que prejudicam a imparcialidade
que deveria haver. Além disso, pode reinar na Comissão
um espírito de intolerância, falta de amor cristão,
ou falta de lucidez causada por intemperança no comer. (Ver Conselhos
Sobre Saúde, pág. 578).
Por esses e outros motivos, a igreja pode errar na administração
de medidas disciplinares, bem como na admissão de pessoas que
se unem à igreja. Muitos se deixam batizar por motivos outros
que a verdadeira conversão: porque os pais querem, para poderem
casar-se, para obterem desconto em nossas escolas, ou para usufruírem
desta ou daquela vantagem.
Pronunciando-se a respeito dessa realidade, escreveu a mensageira do
Senhor:
"Unir-se à igreja é uma coisa, e estar ligado a Cristo
é outra coisa bem diversa. Nem todos os nomes registrados nos
livros da igreja são registrados no livro da vida do Cordeiro.
Muitos, embora aparentemente sejam crentes sinceros, não mantêm
viva a ligação com Cristo. Seus nomes foram arrolados.
seus nomes foram inscritos nos livros de registro, mas a obra interior
da graça não se operou no coração."
- Testimonies, vol. 5, pág. 278.
"Nomes são registrados nos livros da igreja, mas não
no livro da vida. Vi que não existe um entre vinte jovens que
saiba o que seja a religião experimental." - Mensagens aos
Jovens, pág. 384.
Ora, se nem todos os nomes registrados nos livros da igreja são
registrados no livro da vida, é óbvio que nem todos os
nomes excluídos do livro da vida, pois jamais constaram dele.
Vamos, portanto, que há ressalvas para que o que a Igreja liga
ou desliga na Terra, ficando sua ratificação no Céu
condicionada a um "assim diz o Senhor". Acreditar na incondicionalidade,
nesse caso, equivale a crer que Deus sanciona tanto os nossos acertos
como os nossos erros, o que é absurdo. Equivale também
a pretender ditar normas a Deus, indicando-Lhe os que podem se salvar
e os que não podem, o que é igualmente inadmissível,
pois "Deus conhece os que Lhe pertencem". II Tim. 2:19.
O que nos interessaria saber agora, é como ter o nome escrito
no livro da vida, e sob que circunstâncias ele pode ser riscado
de lá.
Segundo o Comentário Bíblico Adventista, no livro da vida
"são registrados os nomes de todos os que professam ser
filhos de Deus. Os que se afastam de Deus, e que em virtude de sua relutância
em abandonar o pecado se tornam endurecidos contra a influência
do Espírito Santo, terão seus nomes apagados do livro
da vida, e serão destruídos". - SDABC, vol. 1, pág.
668.
Da declaração acima conclui-se que o pecado contra o Espírito
Santo é que determina a exclusão de um nome do livro da
vida (a relutância em abandonar o pecado, e o endurecimento do
coração contra a influência do Espírito Santo
levam o indivíduo a cometer o pecado imperdoável). Deduz-se
também que a exclusão do livro da vida é definitiva,
isto é, determina a eterna perdição da pessoa.
Isto nos coloca diante de mais um caso em que o ser excluído
da igreja não implica exclusão do livro da vida: quando
a igreja age corretamente, mas a falta cometida pelo membro não
representa pecado contra o Espírito Santo. Se uma pessoa aceita
a Cristo como seu Salvador pessoal, é recebida na igreja pelo
batismo, e depois, por algum motivo, é excluída, mas apesar
disso continua sentindo o desejo de permanecer fiel a Deus, e de adorá-Lo
congregado ao Seu povo, tal desejo deve ser considerado como evidência
e que o Espírito Santo continua trabalhando em seu coração,
e que o seu nome não foi apagado do livro da vida.
Se Moisés, Abraão e Davi tivessem vivido em nossos dias,
e fossem membros da igreja, teriam sido, sem sombra de dúvida,
excluídos - o primeiro por homicídio, o segundo por adultério,
e o terceiro por homicídio e adultério.
E o que fez Deus? Riscou-os do livro da vida? Não. Deu-lhes antes
oportunidade de arrependimento. Eles se arrependeram, e foram reintegrados
no favor divino. Enquanto Abraão e Davi aguardam no pó
da terra o cumprimento das promessas (ver Hebreus 11), Moisés
já se acha fruindo vida eterna.
Por outro lado, pode-se dar também o caso de alguém cometer
pecado contra o Espírito Santo, ser riscado do livro da vida,
mas continuar constando no livro da igreja.
Disso não se deve inferir que a exclusão seja destituída
de importância. Trata-se antes de uma medida disciplinar válida,
utilizada pela igreja, para proteger suas normas e demonstrar publicamente
sua desaprovação ao comportamento condenável. É
também uma maneira de chamar a atenção do membro
faltoso para a necessidade de redirecionar sua vida. "Tendo se
corrigido e humilhado através da punição, o pecador
pode ser novamente convidado a viver uma vida de virtude e fé.
O objetivo da punição, por parte da igreja, nunca deve
ser a vingança, e sim a recuperação do membro faltoso.
O membro excluído deve ser objeto de profunda consideração
por parte da igreja, e ingentes esforços devem ser feitos para
promover sua recuperação espiritual." - SDABC, vol.
6, pág. 690.
Ora, se o objetivo da exclusão é recuperar espiritualmente
o membro faltoso, não seria contraproducente afirmar categoricamente
que o seu nome foi riscado do livro da vida? - R.M.S.
*
19.A - O que significa "Fogo Eterno" relatado
em São Mateus 18:8? Significa isto: que os ímpios ficaram
eternamente sendo queimados?
As palavras "eterno,
todo o sempre, e pelos séculos dos séculos", não
significam necessariamente que nunca terão fim.
Quando esta palavras são encontradas no Novo Testamento, vêm
do grego "aion" que vêm do adjetivo "aionios"
que ao traduzir-se seu significado, não representam algo que
nunca terá fim. Exemplo: Sodoma e Gomorra sofreram a pena do
fogo eterno (aionios) S. Judas 7, II Pedro 2:6. O fogo de Sodoma e Gomorra
terminaram, assim como o fogo do juízo final, também terá
fim.
No Velho Testamento, a palavra "olam" tem o mesmo sentido
que o termo grego "aion". Êxodo 21:1-6 (leia o texto).
Após ler este texto, você vai verificar que o servo não
fica escravo para sempre, pois é evidente que vai morrer, mas
se subentende que enquanto viver, será sempre o escravo do seu
senhor.
O termo grego "aion" e "aionios" tem o significado
de algo eterno e para sempre, quando estão ligados a Deus ou
algo que provêm de Deus. Conclui-se que o "fogo eterno"
relatado no texto em questão, não será interminável,
mas, produzirá efeitos de duração eterna.
Em Apocalipse 21, a Bíblia fala de um novo céu e uma nova
terra; que não haverá mais morte, nem pranto, nem dor
... seria difícil que os salvos na eternidade iriam presenciar
os ímpios se queimando por toda a eternidade ...
O fogo eterno, significa queimar os ímpios enquanto houver combustível,
mas seus efeitos são de duração eterna.
19.B
- O que significam as palavras de Jesus: "Se o teu olho escandalizar,
arranca-o e atira para longe ... e se tua mão direita te faz
tropeçar, é melhor que se perca um dos teus membros do
que todo o teu corpo para o inferno." São Mateus 5:28 e
29.
É preciso
analisar o contexto. O povo judeu vivia muito baseado nos seus atos
exteriores, e Cristo mostrava que o pecado já começa na
mente, entra também pelos olhos, conforme sua palavras que quem
olhasse para um mulher com pensamentos impuros, já adulterou
com ela. Arrancar o olho, significa ir além da ação.
É preciso controlar nossa vida antes do ato se consumar. Cristo
está usando uma metáfora, não para pedir que mutilemos
nosso corpo, mas para que controlemos o pensamento.
Arrancar o olho ou cortar a mão, são expressões
para as pessoas guardarem-se do mal, a autonegação cristã
e domínio próprio. Os olhos representam o desejo, e a
mão a ação.
Em uma análise contextual de Mateus 5 e de toda a Bíblia,
verificar-se-á que em nenhum momento Deus pede para sacrificar
partes de nosso corpo para sermos salvos. A Bíblia tem harmonia
em sua mensagem, e nada pode ser analisado fora de contexto. A mensagem
da Bíblia é que Deus pede de nós obediência
e não sacrifício. Veja os textos: I Sam. 15:22, Salmos
51:16 e 17, Isaías 1:11, Mateus 9:13, Hebreus 9:9.
Concluímos então, que seria ilógico termos atitudes
de cortar ou tirar qualquer parte do corpo. Deus tem uma fonte de poder
maior que este sacrifício, é o Seu poder, que o apóstolo
Paulo diz: "Tudo posso Naquele que me fortalece", Fil. 4:13.
Portanto Deus nos ajuda a vencer as tentações, sem precisar
de nos auto-mutilarmos. Ele demonstra, por toda a Bíblia, que
ninguém precisou fazer isso, pois Ele tem mais de mil maneiras
de ajudar os que o amam e guardam os seus sentimentos.
*
20 - O que Jesus quis dizer ao pronunciar os seguintes
versos registrados em São Mateus 24:19 e 20: "Mas ai das
que estiverem grávidas, e das que amamentarem naqueles dias!
Orai para que a vossa fuga não suceda no inverno nem no sábado."
Vamos analisar inicialmente
o contexto. Era o grande sermão da montanha. No livro de Mateus,
capítulo 24. Jesus estava revelando os sinais de sua segunda
vinda. Apresenta Ele neste texto, a grande tribulação
que os fiéis passariam nos últimos dias. Vamos entender
mais um importante detalhe: Esta profecia, dos últimos acontecimentos
aqui registrados, tem um duplo sentido. A primeira interpretação
se refere aos acontecimentos da iminente destruição da
cidade de Jerusalém. E a segunda aplicação desta
profecia, refere-se aos terrores dos acontecimentos finais que antecedem
ao dia do Juízo Final.
Analisemos inicialmente, a primeira interpretação: Jesus
alertando Seu povo, sobre a destruição de Jerusalém,
os sinais deste acontecimento e sua folga.
Diversas passagens da Bíblia, mostram qual era a situação
e o destino de Jerusalém: Jesus proferiu uma sentença
que é marcante, registrada em Mateus 23:37: "Jerusalém,
Jerusalém, que metas os profetas, e apedrejas os que a ti são
enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha
ajunta os seus pintos debaixo das asas, e não o quisestes!"
Mateus 23:38: "Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta."
Mateus 24:2: "Em verdade vos digo que não ficará
pedra sobre pedra que não seja derrubada." O profeta Miquéias,
cap. 3:12 predisse: "... Jerusalém se tornará montões
de pedras, e o monte desta casa em lugares altos num bosque."
Escrevem os historiadores, que Jerusalém naquela época,
era uma cidade terrível.
Como eles rejeitavam e odiavam a Cristo e seus discípulos, Satanás
teve mais domínio sobre aqueles que o escolheram como líder.
Tornaram-se satânicos em sua crueldade. Na família e na
sociedade, havia suspeita de inveja, ódio, contenda, rebelião,
assassino. Não havia segurança em parte alguma. Amigos
e parentes traíam-se de forma mútua. Pais matavam os filhos
e filhos os pais. Os príncipes não tinham poder para governar.
Paixões desenfreadas, os tornavam tiranos. Mesmo a santidade
do templo, não lhes refreava a terrível ferocidade. Os
adoradores eram assassinos diante do altar, e o santuário contaminava-se
com o sangue dos mortos. Subornavam profetas falsos para anunciarem
mensagens que desejassem. E com tudo isto, ainda se engrandeciam, pois
Jerusalém não era somente bela, mas também forte,
pois havia torres, muralhas e fortalezas, tornara-se aparentemente uma
cidade indestrutível. Quem proclamasse a destruição
de Jerusalém seria comparado mais ou menos com Noé, um
louco.
Como a cidade estava cheia de pecados, e esgotara a misericórdia
de Deus, haveria um castigo, mas os Seus seguidores, que lhe seguiam,
deviam ser preservados. Então Jesus dá um sinal, registrado
em Lucas 21:20 e 21: "Mas quando virdes Jerusalém cercada
de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação.
Então os que estiverem na Judéia fujam para os montes,
os que estiverem dentro da cidade, saiam, e os que estiverem no campo,
não entrem nela." Isto era um sinal para o remanescente
que ainda amava e seguia o Salvador Jesus Cristo para fugir da cidade.
E tudo se cumpriu exatamente. Depois que os romanos, sob Céstio,
cercaram a cidade para atacá-la, inesperadamente abandonaram
o cerco, quando tudo parecia favorável ao ataque. E este foi
o sinal para os seguidores de Cristo abandonarem a cidade. E exatamente
aqui, está a primeira aplicação de Mateus 24:19
e 20. "Mas ai das que estiverem grávidas, e dos que amamentarem
naqueles dias! Orai para que a vossa fuga não seja no inverno
e nem no sábado."
Diante da necessidade de escapar da destruição de Jerusalém,
seria difícil para uma mulher grávida fugir ou para uma
mãe distante de sua casa, amamentar o seu recém nascido.
E a semelhança de Abraão que intercedeu pelos justos que
poderiam haver em Sodoma, quando ele disse: "Se houver 50 justos,
45, 40, 30, 20, 10 ... por causa dos dez não a destruirei."
Jesus então sugere que se aplique um pouco este castigo de Deus,
para que não ocorra num período difícil como no
inverno, ou nas horas sagradas do santo dia de Sábado.
Jesus estava revelando que fugir de Jerusalém, seria algo inevitável
para se manterem vivos, e que alguns teriam mais dificuldades que outros,
e que dependendo da época inverno ou qualquer outra estação,
poderia complicar ou amenizar a fuga.
A misericórdia de Deus mesclada com justiça, se percebe
claramente neste acontecimento. De um lado, os ímpios que o rejeitaram
e ainda zombaram de seus profetas, e de outro lado, os seguidores de
Cristo, sendo avisados do perigo eminente, com um sinal claro para serem
salvos do terrível castigo. Todos os que creram nas palavras
de Jesus, estavam atentos aos sinais, e seguiram sua palavra, foram
salvos. Fugiram para a cidade de Pela, na terra de Peréia, alem
do Jordão. E os demais, foram vítimas de um novo cerco,
que ocorreu não muito tempo depois, agora sob o domínio
de Tito, no ano 70 de nossa era. Foi por ocasião da páscoa:
Milhões de judeus estavam reunidos dentro de seus muros. E com
tanta gente cercada sob um exército inimigo, os alimentos foram
terminando, com isto os problemas trouxeram terríveis conseqüências:
roubos, atrocidades, disputas, inclusive mães que cozeram os
próprios filhos ... muitos morreram dentro da cidade torturados,
açoitados, crucificados, tantos mortos, tantas cruzes havia no
vale de Josafá e no Calvário, que quase não havia
espaço para caminhar entre elas. Foi um castigo, pois eles mesmos
disseram perante o tribunal de Pilotas: "O seu sangue caia sobre
nós e sobre os nossos filhos." Tudo foi destruído.
Tanto a cidade como o templo, foram arrasados até ao fundamento
e o local onde era um templo, virou um campo ... não ficou pedra
sobre pedra. Poderia ser descrito muitos outros detalhes assombrosos
e curiosos, mas não quero me demorar, mas se alguém desejar
mais detalhes sobre este acontecimento, posso recomendar um ótimo
livro. (E. G. White, O GRANDE CONFLITO, Casa Publicadora Brasileira,
o primeiro capítulo. Quem solicitar a cópia desta palestra,
poderá obter mais informações).
Amigo ouvinte, Jesus preveniu os Seus discípulos sobre a destruição
de Jerusalém, due-lhes um sinal para escapar, também advertiu
o mundo da destruição final. E Ele revelou vários
sinais que estão se cumprindo, que está chegando o dia
da "Grande ira de Deus", que a destruição que
aconteceu com Jerusalém não será nem uma sombra
tênue da terrível destruição final dos ímpios.
São Marcos 13:35 está escrito: "Vigiai pois, ..."
e I Tessalon. 5:2 diz que os que não vigiarem "o dia do
Senhor virá como um ladrão de noite." e então
o texto de Mateus 24:19 e 20 "Ai das que estiverem grávidas,
e das que amamentam naqueles dias, orai para que a vossa fuga não
suceda no inverno e nem no sábado." Portanto, estejamos
atentos, estudando mais e mais a Bíblia, para que saibamos qual
é o sinal de Deus, e qual o momento para agir como fizeram os
seus seguidores diante da destruição de Jerusalém,
e nós diante da destruição deste mundo. Vigiar
e orar, estar atento, e orarmos para que estejamos preparados para os
solenes acontecimentos finais, lembrando sempre que temos um céu
a ganhar e um inferno a evitar.
CONCLUSÃO:
Duas aplicações
do verso citado na pergunta; uma para a época, a destruição
de Jerusalém, e outra para os nossos dias, quando Jesus irá
retornar a este mundo para retribuir a cada um segundo as suas obras.
Preparemo-nos, e estudemos mais a Bíblia, para que ao se cumprirem
os seus sinais, saibamos interpretá-los à luz de Sua Palavra,
e que no devido tempo, sejamos poupados da terrível ira dos ímpios
e de seu castigo.
*
21 - São Mateus 26:39 diz que Jesus orava no
getsemani e pediu ao Pai "se possível afaste de mim este
cálice." Será que Jesus teve medo da morte? O que
quer dizer o texto?
O conflito entre
Cristo e Satanás deve ser o referencial para entendermos este
verso e o seu contexto. Cristo veio com a missão de salvar o
homem que estava perdido. E Satanás sempre tentando destruir
a Cristo e seu plano de salvação. Note, a perseguição
que Satanás moveu contra o Salvador, começou com o seu
nascimento em Belém, e após fracassar em sua tentativa
de matar o bebê Jesus, o diabo usou de lisonja para fazer o menino
pecar, quando tinha 12 anos ao discutir com os mestres, por ocasião
da páscoa, já tinha ele acesso a pessoas que tinham muitas
fraquezas e inclinações pecaminosas. Depois como adulto,
quantas vezes, o inimigo armava armadilhas, dificuldades, chegando a
tal ponto, de inclusive Jesus chorar por Jerusalém tentando vencê-lo.
Nas tentações do deserto, Satanás tentou de novo
através de manipulações mentais e enganosa astrícia,
desviar o caráter de Cristo, para que não conseguisse
a perfeição que o plano de redenção exigia.
O arqui inimigo, sabia que se Jesus morresse sem pecado, Jesus seria
o vencedor, pois o homem teria acesso a salvação, e ele
seria fracassado.
Devemos lembrar
que Satanás era depois de Jesus, o melhor entre os anjos. Sua
sabedoria e inteligência não podem ser subestimados. Por
isto, após diversas tentativas sem êxito, inclusive a tríplice
tentação no deserto, ele agora faz outra investida.
Tenta ele a Jesus, que sua morte não terá valor; e se
ficasse vivo, faria muitos milagres, multidões seriam ajudadas
... Era novo ainda, e tinha um potencial para trazer alívio e
alegria para muitas pessoas. Se morrer, o trabalho que só está
no começo, morrerá também.
No Getsemâni,
Satanás teve mais uma oportunidade para exercer suas astuciosas
tentações. Procurava ele mostrar a absoluta falta lógica
de Cristo morrer na cruz. Satanás sabia que esta era sua última
hora, se Jesus passasse dali, o inimigo estaria derrotado para sempre.
Instigava que se morresse, estaria para sempre separado do Pai. Satanás
ainda instigou mais: "Tua nação te rejeita. Um dos
teus mais chegados discípulos te trairá. Outro zeloso
por ti te negará. O restante dos discípulos te abandonarão.
Valerá a pena?"
Nessa hora de grande conflito para Cristo, experimentava o peso do pecado.
Sempre andara em comunhão com o Pai. Os milagres, ele operava
em harmonia com Deus o Pai. Nas madrugadas, orava e estava em comunhão
com Deus o Pai. E agora, no Getsemâni, sente o peso do pecado
de todo o mundo, e experimenta a separação de Deus o Pai.
Paga ele um preço valiozíssimo para redimir o homem.
Imagine, separado
de Deus o Pai, os discípulos dormindo, Satanás instigando
que seu sacrifício será em vão, suando gotas de
sangue, ele diz: "Pai, se possível afasta de mim este cálice."
Tal situação, só mesmo por um grande amor poderia
ser suportada. Não é uma tarefa fácil, poder descrever
a grande luta que ocorreu com Cristo naqueles instantes. Uma pálida
idéia podemos ter ao imaginarmos aquilo que conseguimos do que
lemos e ouvimos.
O pensamento de a morte trazer separação eterna de Deus
o Pai, era uma das grandes armas do inimigo.
Satanás não desanima fácil. Mesmo na cruz, Jesus
é tentado quando lhe dizem "Desce da cruz ... salvou a tantos
e não pode salvar a si mesmo." Se Jesus tivesse uma única
falta, o plano da redenção fracassaria, e a raça
humana estaria para sempre, nas posses do inimigo.
Graças ao amor de Deus o Pai, e o sacrifício de Seu filho,
ao dizer Jesus: "Está consumado". Concluiu ele, vitoriosamente
Sua missão redentora. Através dele, qualquer homem ou
mulher, pode obter a salvação e retornar ao Lindo Jardim
que outrora Deus lhes havia dado. Mesmo os que viveram antes dele, mas
por símbolos o aceitaram, tem a oportunidade de salvação.
Na morte de Cristo, ainda sim, Satanás procurou de alguma forma,
não se sentir derrotado, mantendo o corpo de Jesus, como sendo
sua propriedade. Mas pela Glória e Graça Divina, Ele ressuscitou,
vencendo o inimigo, a morte, e voltando para Deus o Pai, onde hoje intercede
por você e por mim, e prepara mansões eternas para os redimidos.
Este mesmo Jesus, voltará pela segunda vez, para buscar os que
crerem Nele, seguirem os seus passos, dar ao ser humano, sua recompensa
a cada um segundo as suas obras. E então destruirá o inimigo
que já está derrotado. E então porá fim
ao grande conflito entre Cristo e Satanás. E vivendo então
num lugar de paz, felicidade, sem morte, sem dor, sem problemas, sem
dívidas, sem mentiras, um novo céu e uma nova terra. Para
sempre com Jesus e todos os remidos.
*
22
- A Ressurreição de Jesus é contada de maneira
diferente nos quatro evangelhos, compare:
* Mateus 28:1,9, escreve que no primeiro dia, Maria Madalena e outra
Maria foram ao sepulcro, e elas o abraçaram e o adoraram. (2
mulheres);
* Marcos 16:1, diz que Maria Madalena, Maria mãe de Tiago e Salomé
foram ao sepulcro. (3 mulheres);
* Lucas 24:10, escreve que Maria Madalena, Joana e Maria mãe
de Tiago e as outras. (mais de 3 mulheres);
* João 20:1 afirma que apenas Maria esteve lá de madrugada
e viu a pedra removida ... (só Maria).
Não é esta a única diferença que aparece
entre os 4 evangelhos. Outro exemplo:
* Mateus 8:28, lemos que dois possessos gerasenos saíram dos
sepulcros;
* Marcos 5:1 e 2 lemos apenas um geraseno vindo dos sepulcros;
* E Lucas 8:27, fala de um geraseno vindo da cidade.
E então, são dois ou são um? Ele ou eles vem dos
sepulcros ou da cidade?
Outros exemplos ainda poderiam ser citados como um paradoxo dentro dos
quatro evangelhos. Como entender estas diferenças dentro da Bíblia?
Não seria isto uma prova para se descrer dos escritos sagrados?
O comentarista e
autor do livro Manual Bíblico Henry H. Halley, afirma que os
quatro evangelhos são a parte mais importante da Bíblia,
pois os livros que os precedem são preparatórios, e os
que seguem, são explicativos. É a única parte da
Bíblia onde há quatro livros acerca de um só pessoa:
Jesus Cristo.
As diferenças encontradas entre os escritos dos quatro evangelistas,
são antes uma prova de originalidade e credibilidade do que um
motivo para descrença.
Quatro pessoas diferentes, de culturas diferentes, de ângulos
diferentes, podem notar detalhes que outro não perceba, ou ainda,
destacar o que julga mais interessante para o seu público. Reflita
amigo ouvinte: Porque 4 evangelista? Não bastava só um?
Será que um dos motivos de Deus ter inspirado a quatro homens
diferentes, a escrever sobre a vida de Jesus, não nos revela
alguma intenção de Deus? O que um autor reprimisse, o
outro poderia mencionar, dando mais detalhes, ou fortalecendo os objetivos
principais.
Mais um detalhe precioso, note, se a preocupação fosse
que os quatro evangelistas fossem literalmente igualzinhos, não
seria mais fácil um copiar do outro? Os copistas, que foram ao
longo dos séculos montando e traduzindo a Bíblia, não
poderiam eles corrigir estas diferenças e deixar os quatro evangelhos
iguais sem nenhuma diferença? Poderiam, mas isto não aconteceu,
o que é uma prova fantástica da originalidade dos autores.
Foi respeitado o que cada um relatou, ao seu modo, sem alterar por gosto
ou por correção. Isto é uma prova clara que os
evangelhos que lemos hoje, são de fato, o texto integral que
os evangelistas escreveram, com todas as suas peculiaridades particulares.
Um escrito fidedigno.
Surge então uma dúvida, será que os Escritores
da Bíblia, no caso dos Evangelistas, não omitiram alguma
verdade fundamental, ou acrescentaram a seu gosto algo comprometedor?
Se estudarmos as diferenças encontradas entre os evangelistas,
iremos notar que os pontos de contradição são questões
secundárias de detalhes que não acrescentam ou depreciam
qualquer verdade fundamental. Notamos que a verdade principal e doutrinária
não se altera em nenhum dos evangelhos. Temos que entender que
os evangelistas estavam escrevendo sobre a vida de Jesus e os seus ensinos,
e o demais, não é o principal. E nenhum deles, se contradiz
ao relatar quem era Jesus, o que fazia, e qual era a sua missão.
No caso da pergunta do ouvinte, João relatou que Maria Madalena
foi ao sepulcro após a ressurreição de Jesus, outros
evangelistas declaram que eram duas ou mais, o que devemos extrair deste
texto que nos interessa para a nossa salvação, não
é quantas mulheres foram ao túmulo vazio, mas sim o fato
que Jesus venceu a morte, venceu o seu arqui inimigo, Ele ressuscitou,
esta é a verdade principal. E note, o próprio evangelista
João também dá a entender que não era só
Maria, o verso seguinte, mostra o plural: v. 2 "não sabemos
onde o puseram".
No caso dos dois possessos Gerasenos ou de Gadara, quando um evangelista
diz que era apenas um homem possesso, e outro diz que eram dois, o fato
principal a se destacar, é o milagre da transformação
que Jesus operou, libertando o homem da posse do inimigo, deixando-o
calmo, e em perfeito juízo, ou seja, o poder transformador de
Jesus.
A explicação que os comentaristas bíblicos apresentam
sobre um evangelista dizer que era um, outro evangelista dizer que eram
dois que estavam presentes no milagre; ou no caso da ressurreição,
um dizer que eram duas mulheres, outro dizer que eram mais do que duas
que foram ao sepulcro, pode ser entendida, que entre os participantes
deste milagre, um ou mais se destacassem, fazendo com que o evangelista
retrate o fato, mencionando somente o personagem que se destacou, e
o outro evangelista, mencione todos os envolvidos naquele acontecimento.
E isto não altera a verdade principal do fato em si, que ocorreu
de qualquer forma, seja com um, ou dois, ou três ou mais. Dependeu
do ângulo que o autor preferiu escrever, ou o que desejou destacar.
Se hoje pegássemos quatro pessoas diferentes, e pedíssemos
para escrever a vida de alguém, será que encontraríamos
tudo igualzinho nos 4 relatórios? Com certeza não, pois
cada um irá relatar o que achar mais necessário e colocará
detalhes que o outro de repente, não tenha se percebido. A inspiração
de Deus entre os evangelistas é comprovada, pois somente dois
deles, foram companheiros pessoais de Jesus, que foram Mateus e João.
Os outros dois, escreveram o que ouviram, e alguma coisa que viram.
E se pesarmos as semelhanças e as diferenças, notaremos
que os pontos fundamentais da fé e da salvação
são iguais em todos os evangelhos e em toda a Bíblia,
o que varia são pequenos detalhes que não devem jamais
comprometer a nossa fé.
Ao termos este prisma, notaremos que as diferenças até
são muito poucas, e nada que comprometa a verdade principal de
Jesus ser o Messias enviado por Deus, para redimir a raça humana
ao reino dos céus, ao reino de Deus.
Lembro ao amigo ouvinte, que os ataques do inimigo a Palavra de Deus
sempre foram vigorosos, mas fracassaram. Primeiro o arqui inimigo tentou
eliminar as Bíblias, impedir que o homem pudesse lê-la
e descobrir a verdade, era proibido ler, as Bíblias eram queimadas,
as pessoas eram perseguidas. Depois que as pessoas tiveram livre acesso
a Bíblia, o inimigo tenta combater seu conteúdo, dizendo
que não é verdadeiro. Mas as profecias e seu conteúdo,
se cumprem de maneira mais fiel a cada dia, confirmando a sua veracidade
e sua origem Divina. Então resta ao inimigo, procurar encontrar
defeitos na Bíblia, na maneira como foi escrita, seus autores,
seus ensinos, aparentes contradições, enfim, procura o
inimigo de todos os meios, afastar o homem do livro Sagrado, que o desmascara,
e mostra que está derrotado. Há um ditado que diz que
a mais poderosa arma dos fracos, é a crítica.
E note, o inimigo conhece as Escrituras, pois quando tentou a Jesus
no deserto, ele mesmo usou a Bíblia de maneira errada, quando
lhe disse: "Se tu és o filho de Deus, lança-te daqui
para baixo. Pois está escrito: Aos seus anjos dará ordens
a teu respeito e eles te tomarão nas mãos, para que não
tropeces em alguma pedra".
*
23
- Estes sinais seguirão aos que crêem em Meu nome, expulsarão
demônios, pegarão nas serpentes, se beberem coisa mortífera
não lhes fará dano algum e porão as mãos
sobre os enfermos e os curarão, Marcos 17:18.
Milagres = Dúnamis
= Poder = manifestação do Poder Divino;
Semeíon = Sinal = confirmação da Autoridade de
Deus;
Têras = maravilhas;
Thaumásion = coisa admirável;
Êndoxom = coisa gloriosa;
Paradóxom = coisa estranha;
Érga = obras.
MILAGRE
Definição:
Ato do poder divino Superior a ordem natural e das forças humanas.
Num sentido espiritual é a intervenção extraordinária
da providência divina.
ORIGEM NO LATIM
MIRACULUM = Objeto
de admiração, coisa maravilhosa, estranha, a.
A medida que se aumenta o conhecimento e a compreensão, algumas
coisas deixam de ser milagres.
Por exemplo, quando se inventou a Imprensa, a Televisão, o Rádio,
as Mágicas e os Truques, se atribuiu até ao "Diabo".
Há um milagre maior do que a cura, é uma vida transformada.
A vida é o maior dos milagres, pois o salário do pecado
é a morte mas o Dom de Deus é a Vida Eterna, Rom. 6:23,
7:21.
Por que Jesus fez milagres? Cada um teve um propósito definido:
* Nunca para satisfazer uma curiosidade ociosa;
* Nunca para revelar que tinha poder para se mostrar;
* Nunca para se beneficiar.
Todos para benefício de outras pessoas, suprindo uma necessidade
verdadeira.
Para haver um milagre é necessário que:
* A necessidade supere a sabedoria;
* Haja um profundo sentimento de necessidade;
* Não haver intenção de honras ao receber ou ao
realizar;
* Crer que Deus ajudará - ter FÉ;
* Haver disposição do corpo e da mente para avançar
na fé;
* Sentir disposição para ordenar a vida em harmonia com
os princípios de Deus estabelecidos na Bíblia.
Hoje há abusos, cultos de manuseio de serpentes. Os dons espirituais
existirão sempre, não foi só para aquela época,
Efé 4; e Rom. 12; Cor. 12:14.
Todavia não seja necessário da mesma maneira que naquela
época, o Dom de Línguas teve um abuso, e é necessário
cautela.
Deus pode operar um milagre quando há necessidade e não
há licença para pular no Pináculo do Templo para
os anjos segurarem, nada de "SHOWS".
Os verdadeiros milagres parecem ser raros, e acontecem não para
esporte ou exibições carnais ou para mostrar uma elevada
espiritualidade.
Marcos 16:17 diz: E estes sinais acompanharão aos que crerem
em meu nome e expulsarão demônios, falarão novas
línguas, pegarão em serpentes, e se beberem alguma coisa
mortífera, não lhes fará dano algum e porão
as mãos sobre enfermos e estes serão curados.
Aqueles que crêem - os que entregam sua vida para Cristo para
serem transformados e usados por ele.
CONTRAFAÇÃO
Milagre não
é sinal que é de Deus, nem tampouco uma prova.
Moisés, Faraó e os mágicos Janes e Jmabres imitaram
a Cobra.
Jesus advertiu falsos Cristos, falsos Profetas operando sinais e maravilhas
que enganariam se possível até os próprios escolhidos.
Mateus 24:24.
Na volta de Jesus a sentença é: Mateus 7:21-23
O maior Dom não é falar línguas, nem curar, é
o AMOR. I Cor. 13.
*
24 - A parábola do rico e Lásaro me tem
confundido pois tenho entendido que, segundo a Bíblia, os mortos
permanecem inconscientes na tumba até o dia da ressurreição
geral, mas aqui o rico e Lásaro falam um ao outro imediatamente
após a morte deste último (ver São Lucas 16:19-31).
Esta parábola
nada diz das almas imortais que saem do corpo depois da morte. Ademais,
é um princípio de interpretação bíblica
que não se pode basear doutrinas sobre parábolas ou alegorias.
Eis aqui algumas razões que impedem tomar esta parábola
literalmente:
I - Se esta parábola for tomada em forma literal as Sagradas
Escrituras estariam se contradizendo quanto à inconsciência
dos mortos até o dia em que ressuscitem (ver Eclesiastes 9:5,
6 e 10; São João 11:11-14; 5:28; 29).Os mortos não
estão no Céu, nem no purgatório, nem no inferno
(Atos 2:29 e 34; Jó 3:11-19; 17:13). Cremos que o Espírito
Santo não pode contradizer-se (II Timóteo 3:15-17; II
São Pedro 1:21);
II - Se esta parábola for tomada literalmente, aceitaremos que
o Céu e o inferno estão tão próximos que
os salvos e os condenados podem ver-se e ouvir-se. Este seria o maior
castigo que poderiam receber todos quantos se salvem, pois estariam
vendo e ouvindo seus seres queridos que se perderam em sofrimento! A
Bíblia declara abertamente que os maus serão totalmente
destruídos (Malaquias 4:1-3; São Pedro 2:6). "Porque
os malfeitores serão exterminados ... Os ímpios, no entanto,
perecerão, e os inimigos do Senhor serão como o viço
das pastagens: serão aniquilados e se desfarão em fumaça"
(Salmo 37:9 e 20).
III - Se esta parábola for interpretada literalmente, contradiz-se
a crença popular de que a alma abandona o corpo no momento da
morte para receber só sua recompensa; mas na parábola
é dito que Lásaro e o rico estão presentes corporalmente,
pois se mencionam o "dedo" de um e a "língua"
do outro. Todos sabemos que o corpo permanece na tumba e se desintegra
totalmente. Além disso, a sede que sente o rico é própria
do corpo, e, afinal de contas, de que serviria um "dedo" molhado
"em água" para aliviar os rigores extremos de um fogo
verdadeiro? Por estas razões concluímos que é uma
parábola, e que faz parte de uma série de cinco que Jesus
pronunciou (São Lucas 15 e 16) para destacar verdades básicas.
Jesus baseou esta parábola numa crença comum entre os
judeus - mas contrária às Escrituras - que esses haviam
aprendido de Babilônia, Egito, Média-Pérsia e nações
circunvizinhas. Jesus tomou muito das coisas conhecidas por Seus ouvintes
para apresentar Sua parábolas; uma maneira fácil de chegar
ao coração, mas não necessariamente uma aceitação
incondicional do material ou argumento que servia de meio para destacar
um ensino.
Por outro lado, os judeus colocavam Abraão acima de Jesus: "Nosso
pai é Abraão ... És maior do que o nosso pai Abraão
... ?" (São João 8:39 e 53; São Mateus 3:9).
Jesus põe na boca de Abraão as palavras que este haveria
de ter dito em pessoa: "Se não ouvem a Moisés e aos
profetas, tão pouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite
alguém dentre os mortos" (São Lucas 16:29-31).
É comum a Bíblia personificar as bestas como coisas inanimadas:
as árvores se reúnem para nomear um rei (Juízes
9:8-15); "O cardo ... mandou dizer ao cedro ... Dá tua filha
por mulher a meu filho" (II Reis 14:9); "Porque a pedra clamará
da parede, e a trave lhe responderá do madeiramento" (Habacuque
2:11); "Se eles se calarem, as próprias pedras clamarão"
(São Lucas 10:40; São Mateus 3:9; ver Jó 12:7 e
8).
Dois princípios gerais se destacam nesta parábola: que
a recompensa se baseará na conduta que se observe enquanto se
vive, e que o importante é obedecer à Palavra divina,
e não confiar em nossa raça ou origem, nem mesmo sendo
carnalmente "filhos de Abraão".
*
25.A - Batismo é o nascer de novo com Cristo?
I - Vencer a natureza
carnal com a espiritual. São João 3:6 diz: "O que
é nascido da carne é carne." e Romanos 8:7 e 8 está
escrito: "E o penhor (inclinação) da carne é
inimizade contra Deus, pois não está sujeito a lei de
Deus, nem mesmo pode estar. Portanto os que estão na carne não
podem agradar a Deus. Quem se batiza, se reveste de Cristo" segundo
está escrito em Gálatas 3:27: "Porque todos quantos
fostes batizados em Cristo, de Cristo vos revestistes."
II - O batismo é enterrar o velho homem e nascer de novo: Romanos
6:4 diz: "Fomos pois sepultados com Ele na morte pelo batismo."
e II Coríntios 5:17 afirma: "Se alguém está
em Cristo é nova criatura, as cousas antigas já passaram,
eis que se fizeram novas."
III - Batismo vem do grego "baptizo" que significa imergir,
mergulhar. Após o batismo de Jesus no Rio Jordão, diz
o texto que "Ele saiu da água". Conclui-se então
que o batismo é o ato de imergir na água, trancando a
respiração, fechando os olhos, mergulhando o corpo na
água, representando a morte do velho homem, e em seguida, saindo
d'água como um novo homem, sem pecado, zero quilômetro.
IV - É uma ordenança de Jesus Cristo pois ele disse: "Ide,
portanto, fazei discípulos de todas as nações,
batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo."
São Mateus 28:19.
V - É a porta de entrada para a igreja.
25.B
- Qual sua importância, é essencial?
I - Jesus afirma
em São João 3:3: "Em verdade te digo, que se alguém
não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus."
Ao que se indica é essencial à salvação.
São Marcos 16:16 está escrito o seguinte: "Quem crer
e for batizado será salvo; quem porém não crer,
será condenado."
II - Se não fosse importante, Jesus que não tinha pecado
não precisava ser batizado, Ele o fez para o nosso exemplo.
III - Nossa natureza é carnal, se não formos batizados,
não nos revestimos de Cristo, como já vimos em Gálatas
5:22, 23 e 3:27, sem Cristo, não temos força para vencer
o mal. Romanos 3:23: "Todos pecaram, e carecem da Glória
de Deus."
IV - O Batismo é uma demonstração pública
do arrependimento dos pecados, e a revelação pública
que desejo começar uma nova vida com Cristo.
V - O Batismo apaga os nossos pecados, por pior que tenham sido. Atos
22:6 relata estas palavras de Ananias a Saulo de Tarso: "E agora
porque te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e LAVA OS TEUS PECADOS
invocando o nome dEle." Atos 2:38 também está escrito:
"Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado para a REMISSÃO
DOS PECADOS."
VI - O Batismo, nos reveste de Cristo e seu Espírito Santo que
produz os frutos contrários aos da carne. Os frutos da carne,
o velho homem, são prostituição, impureza, lascívia,
idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras,
discórdias, invejas, bebedices, glutonarias, ... Gal 5:19-21
e os frutos do Espírito, o novo homem em Cristo são: Amor,
alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão,
domínio próprio." Gál. 5:22 e 23.
25.C
- Batismo em nome de Jesus ou em nome da trindade?
São Mateus
28:19 diz: "Ide, portanto, ensinai a todas as nações,
batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo."
já em Atos 2:38 afirma: "... arrependei-vos, e cada um de
vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão
dos seus pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo."
Porque o batizamos em nome da Trindade aparece em Mateus e em diversas
passagens do Novo Testamento aparecem várias vezes o batismo
só no nome de Jesus?
Várias explicações podem ser dadas. A mais satisfatória,
é que na época, haviam várias escolas e mestres,
como Gamaliel, e outros que possuíam seus seguidores, e quem
aceitasse a Cristo, aceitava-o como o Messias, o filho de Deus enviado
ao mundo, e também o Espírito Santo, pois o próprio
João Batista, já afirmava que ele batizava com água,
mas após ele, viria quem batizasse com fogo, que é o Espírito
Santo conforme foi derramado no Pentecostes.
Então é fácil entender, que naquela época,
ao se efetuar um "batismo em nome de Jesus" estava se aceitando
implicitamente toda a Trindade.
A Igreja Cristã, já nos seus primórdios, adotou
efetuar o batismo mencionando a Trindade, por julgar seguir o mais próximo
possível a ordenança de Cristo em São Mateus 28:19,
que afirma: "Ide, portanto, ensinai a todas as nações,
batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo."
e pelo fato do Espírito Santo ser o agente principal enviado
por Deus para nós em nossos dias. Mencionar a Trindade no ato
de batismo, não é uma simples formalidade, mas sim uma
demonstração de total entrega e confiança a um
Deus Trino: Pai, Filho e Espírito Santo.
25.D
- Efésios 4:5 diz: "Um só Senhor, uma só fé,
um só batismo." Significa isto que devo ser batizado somente
uma vez? Posso ou não ser rebatizado?
Atos capítulo
19 dá o exemplo que uma pessoa pode ser batizada mais de uma
vez.
Paulo quando chegou a Éfeso, encontrou alguns discípulos,
que se diziam seguidores de Jesus, e que foram rebatizados por Paulo,
pois não conheciam o Espírito Santo. Paulo perguntou-lhes
em que fostes batizados? E a resposta deles, demonstrou que possuíam
um conhecimento incompleto que não satisfazia as normas de um
candidato de Batismo, não conheciam os fundamentos básicos
para a salvação e vida cristã, e também
porque possuíam uma experiência espiritual deficiente devido
a sua falta de conhecimento, pois nem tinham ouvido falar do Espírito
Santo. Eles provavelmente nem se davam conta que lhes faltava alguma
coisa, se achavam completos, e no entanto não estavam.
Quando conheceram uma luz maior, foram rebatizados por Paulo.
Logo, é possível concluir, que se uma pessoa obteve um
tipo de conhecimento, e depois, caso mude de religião conheça
novas verdades que crê fundamentais para a Salvação,
parece-nos óbvio que um novo batismo tem o seu lugar, pois ela
tem novas razões para se arrepender de pecados que antes não
conhecia, e deseja então começar uma nova vida com Cristo.
Em diversas igrejas cristãs, quando uma pessoa convertida se
desvia, rejeita a fé e volta para o mundo, isto indica que o
velho homem ressuscitou, foram violados os votos batismais, e daí
no futuro se ela se arrepende e deseja ser readmitida na Igreja, deve
ser reabitada em reconhecimento público que morreu novamente
para o pecado, e deseja sepultar de novo sua velha vida. É bom
lembrar que o batismo em si, não tem poder algum de purificar
a alma, é apenas um símbolo da situação
do coração.
Não quer dizer que qualquer negligência ou falta, deva
ser motivo para o rebatismo. O rebatismo não deve ser tratado
de maneira trivial. Para estas circunstâncias já existe
uma purificação simbólica que é a cerimônia
do lava-pés e da santa-ceia.
Uma vez salvo, não se está salvo para sempre, e o batismo
traz o mesmo significado, uma vez batizado, não quer dizer que
nunca mais precisará ser batizado novamente.
Concluímos então que o rebatismo tem condições
de ser aceito nestas duas circunstâncias, ao se mudar de fé
e conhecer novas verdades que outrora não conhecia, ou após
ter abandonado claramente o caminho da fé.
25.E
- O que significa Efésios 4:5 então ao afirmar: "Um
sé Senhor, uma só fé e um só batismo"?
O contexto do capítulo,
ou seja a idéia do texto no seu todo, nos mostra quais são
as características da unidade da fé, mencionando os itens
em geral sem se ater a detalhes de cada um; por exemplo, no versículo
anterior, fala-se de um só corpo e um só Espírito,
o que não significa que o Espírito Santo não seja
repartido entre todos, mas que um só Espírito usa e capacita
a todos. Um só Deus, está implícito a Trindade
Divina, e uma só fé ao conjunto de crenças em Deus,
e um só batismo, significa aquele que é feito de acordo
com os princípios bíblicos básicos para o batismo,
o batismo para Cristo, e não outro tipo de batismo que não
seja feito em nome de Cristo. Um só batismo, não está
se referindo a quantidade de vezes que seja necessário se batizar,
mas sim que só há um batismo verdadeiro, é aquele
que traz o verdadeiro arrependimento e mudança de vida à
semelhança do caráter de Jesus, quando o velho homem abandona
por completo os desejos carnais e recebe o Poder de Deus para produzir
os frutos do Espírito.
O batismo em algumas ocasiões especiais não pode ser realizado
como o exemplo do Ladrão na cruz, ou quando uma pessoa tem problemas
de saúde, etc.
*
26
- Porque Deus não perdoou Adão e Eva? Eles eram tão
ingênuos, porque Deus não lhes deu outra chance? Parece
que Deus ensina uma coisa e faz outra ...
Deus não
muda, Seu caráter é imutável da mesma forma como
são suas leis. Em Romanos 6:23, Deus coloca claro uma de suas
leis: "O salário do pecado é a morte". O que
é pecado? I São João 3:4 diz que o pecado é
a transgressão da lei Adão e Eva, como nós e os
anjos caídos, pecaram e todos são igualmente condenados
à morte.
Adão e Eva não eram ingênuos com respeito ao perigo
do fruto do pecado. Anjos e o próprio Deus lhes advertiram que
no dia que comessem do fruto, certamente morreriam. Eles foram advertidos.
Porque Deus não os perdoou? Porque não lhes deu outra
chance?
As conseqüências da escolha deles, de desobedecerem a Deus,
já mostra a resposta: após eles comerem do fruto proibido,
eles sentiram o pecado, diz a escritora Ellen G. White no livro "Patriarcas
e Profetas", capítulo 4, eles sentiram o ar mais pesado,
a glória que cobria o corpo deles desapareceu, eles ficaram nus.
Diz a Bíblia, que foi o homem que fugiu de Deus após o
pecado, pois Deus é quem tomou a iniciativa e os chamou: "Adão,
onde estás?" Foi o homem que fugiu e se escondeu de Deus.
A consciência do pecado, da desobediência os enfraqueceu.
O pecado ganhou acesso à mente deles, que antes era pura e limpa.
O pecado disseminou tão profundamente que logo já deram
prova disto, quando Adão "desculpou-se" do seu erro
jogando a culpa em Eva, e Eva na serpente, e assim por diante ... começou
a discórdia. Deus criou Adão e Eva com liberdade para
pecar, mas não com tendências para o pecado. Após
o pecado, Satanás ganhou acesso à mente deles, diminuindo
suas forças para resistirem ao mal.
Porque Deus os expulsou do jardim do Éden?
Foram expulsos do Éden por um ato de misericórdia de Deus.
Se ali permanecessem, e comessem do fruto da árvore da vida,
o pecado seria perpétuo, pois este fruto lhes proporcionava a
eternidade. Deus tinha que cumprir sua lei, o salário do pecado
é a morte. Por isto, como eles, nós também temos
que pagar o mesmo preço. Deus age com justiça igual a
todos.
Nós temos oportunidade de perdão e eles também
tiveram. Logo após o pecado, quando Deus os encontrou, um animal
foi morto, para cobrir a nudez deles. Aquele animal puro e perfeito,
morto para fazer vestes para o casal, representava Cristo, que sem pecado,
morreria pela raça humana para resgatá-los.
Deus poderia ter abandonado o homem por ter escolhido servir a Satanás.
Mas "Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu filho unigênito,
para que todo aquele que nEle crer, não pereça, mas tenha
a vida eterna." São João 3:16. Só a morte
de quem fez a lei, para resgatar os transgressores da lei.
Adão e Eva morreram, assim como toda a humanidade em todas as
épocas, está condenada à morte. A chance que hoje
temos, eles também tiveram. Na segunda vinda de Cristo, os sepulcros
irão se abrir, e todos os mortos irão ressuscitar, uns
para a salvação e outros para a condenação
eterna. Deus não livra da conseqüência do erro, mas
dá a chance da vida eterna. Podemos morrer, mas Ele pode nos
ressuscitar, como a Adão e Eva, e nos levar para o Éden
restaurado, o novo céu e a nova terra, onde diz Números
1:9: "Não se levantará por duas vezes a angústia".
A escritora Ellen G. White, escreve que Adão estará no
Éden restaurado.
Deus diz em Ezequiel 18:38, que não tem prazer na morte do ímpio.
Deus quer que o seu povo se arrependa dos seus maus caminhos, e se volte
para Ele. Vamos então nos voltar para o nosso Criador, e permitirmos
que Ele nos restabeleça para o nosso lar original, juntamente
com todos de todas as épocas, que desde o início, se converteram
a Cristo.
*
27
- Em Romanos 14:26 está escrito: "Bem aventurado é
aquele que não se condena naquilo que aprova." O que quer
dizer este texto? Será que a minha consciência é
o que deve nortear as decisões? Cada um, pode aprovar ou reprovar
o que achar certo de acordo com a sua maneira?
Este verso bíblico
só pode ser entendido junto com o seu contexto. O capítulo
quatorze de Romanos, está apresentando um aparente dilema entre
os fortes e os fracos na fé. Ou seja, os mais maduros e os mais
novatos.
Um dos dilemas naquela época, era se podia ou não comer
carne sacrificado aos ídolos. Alguns achavam que podia e outros
achavam que não.
Note, a discussão não se tratava de comer ou não
carnes imundas condenadas pela Bíblia, mas sim das carnes que
eram sacrificadas aos ídolos.
Os mais novos na fé, achavam que não deveriam comer estas
carnes, e os mais veteranos, achavam que não tinha nada haver
em comer estas carnes, uma vez que os ídolos não são
deuses de verdade, mas apenas rochas ou madeiras trabalhadas.
Assim, alguns cristãos se tornavam pedra de tropeço para
outros cristãos, que pensavam diferente.
Houve polêmica entre os cristãos por causa disto. Cada
um queria impor sua posição ou pensamento sobre o outro,
e parece que ninguém queria ceder. Neste momento, chega Paulo
para apaziguar a situação.
No verso 13 de Romanos capítulo 14, Paulo diz para não
julgarmos uns aos outros, e nem ser um tropeço para o irmão.
Diz ele no verso 14 "Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus que
nenhuma coisa é de si mesmo imunda a não ser para aquele
que a tem por imunda; para esse é imunda."
Paulo estava neste contexto de carnes sacrificadas aos ídolos,
querendo dizer que quem come não julgue quem não come.
Ou seja, neste ponto, não traia a sua consciência.
Paulo não deu um veredicto final, ou não se posicionou
de maneira radical, pois o cristianismo era algo ainda novo, e os princípios
judaicos e pagãos ainda estavam bem arraigados às pessoas,
e Paulo sabia que aos poucos estes rituais, como os 7 dias de descansos
anuais, celebrados pelos judeus, e também a decisão de
comer ou não as carnes sacrificadas dos ídolos, e outros
costumes mais, iriam se perder e terminar, não de maneira brusca,
ma paulatina, ou seja, a medida que iam aprendendo e conhecendo, assim
iam mudando a vida.
Por isto Paulo diz no verso 19 e 20 "Sigamos pois as coisas que
servem para a paz e para a edificação de uns para com
os outros. Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem
fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize,
ou enfraqueça."
E o capítulo termina com o verso que a ouvinte perguntou, que
fecha perfeitamente neste contexto, ou seja, Bem aventurado ou feliz,
é aquele que faz as coisas de acordo com a sua consciência,
e não age contra seus próprios princípios que conhece.
Ou seja, comer algo, que na consciência se condena, mas por influências
de outros, se come, é ser uma pessoa infeliz.
Quando fazemos as coisas certas como nossa consciência orienta,
isto é um prazer, e não um tardo. Bem aventurados são
estes. Mas quando agimos contra nosso conhecimento, contra nossa consciência,
somos pessoas não realizadas, não satisfeitas, e por isto
infelizes.
Paulo recomenda neste contexto, a não fazer nada daquilo do que
tiver dúvida. E logicamente, buscar crescer na graça e
no conhecimento de Jesus Cristo, que é o contexto de todo o Livro
de Romanos.
Sua consciência às vezes pode deixar em dúvida sob
que decisão tomar, e então algumas dicas de como você
pode tomar decisões:
I - Tenha o problema
bem claro em sua mente. Esteja seguro que sabe perfeitamente no que
compreende ou do que se trata o problema;
II - Ore e peça sabedoria a Deus. Tiago 1:5: Orar antes de tomar
decisões importantes, não é somente um privilégio,
é um dever, uma necessidade;
III - Reuna todos os fatos do problema. O que é, porque, onde,
como, quando, quem. Em posse de todas estas informações,
vai ficando mais claro, a origem do problema e já clareando sua
solução;
IV - Escreva os fatos descobertos, e após analise-os;
V - Confie na sua experiência, você tem capacidade para
sair deste problema sim. A Bíblia afirma que ninguém sofre
tentações acima do suportável. Veja I Coríntios
10:13, destaque este verso em sua Bíblia ou apontamentos: "...
fiel é Deus que vos não deixará tentar acima do
que podeis, antes com a tentação dará também
o escape, para que possais suportar.";
VI - Procure respostas hipotéticas. Das mais absurdas até
as mais coerentes. Imagine e crie soluções, várias,
para trabalhar com elas;
VII - Analise as vantagens e desvantagens de cada solução
que você encontrou;
VIII - Procure conselhos, quando possível e necessário,
com pessoas experientes e gabaritadas. Geralmente, as pessoas do seu
nível, não são sempre as melhores, pois estão
enfrentando quem sabe, os mesmos problemas. É fundamental procurar
pessoas mais experientes, e profissionais, responsáveis, e se
possível ainda, mais que uma, para estar bem seguro, de qual
decisão tomar;
IX - Não se apresse a tomar decisões. Existem decisões
que podem esperar. Durma sobre o assunto quando possível. Estar
descansado, após ter abusado o auxílio Divino, deixa a
mente mais clara, mais disposta para resolver problemas;
X - Quando você não está seguro da solução,
não decida, espere. A placa de trânsito deve ser lembrada
aqui "Na dúvida não ultrapasse". Melhor que
tomar uma decisão insegura e apressada, é esperar. Um
dia ou pouco mais tarde, poderá vir uma decisão melhor;
XI - Assuma o que decidiu. Não transfira a culpa para outros.
Você é o responsável pelas suas decisões.
Nem Deus tem direito de decidir no seu lugar. Seja humilde ao reconhecer
que errou, e esteja pronto para evitar a repetição deste
ato. E se sua decisão foi correta, e trouxe resultados positivos,
não se exalte, agradeça a Deus, e não super valorize
seu potencial, siga sempre os mesmos passos, para não se decepcionar
amanhã ou depois;
XII - Após ter passado por todos estes passos anteriores, lembre-se
de Romanos 8:28 "Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que
amam a Deus". Se você amar a Deus e andar como Ele andou,
tudo, tudo o que lhe acontecer ou sobrevier, será para o seu
bem. Creio nisto, pois a Bíblia assim o diz.
*
28
- Os dons do Espírito Santo, a manifestação de
falar línguas estranhas, isto é a língua dos anjos?
Este é um
assunto bastante controvertido. O que apresentarei aqui, é o
resultado de um estudo e pesquisas, com o único propósito
de mostrar o que a Bíblia diz. As Sagradas Escrituras, são
uma espada de dois gumes que nos ensina o caminho que temos de trilhar,
e temos que estar preparados não somente para os textos bíblicos
que nos trazem conforte e esperança, mas também para aqueles
que nos advertem e nos corrigem.
O estudo das diversas línguas, vem da palavra grega Glossolalia,
glossa = língua, lalia = o ato de falar (do verbo láleo)
significando assim falar línguas.
A Bíblia traz uma resposta bem ao ponto desta questão,
pois o mesmo problema já existia nos dias de Paulo.
A cidade de Corinto, uma cidade da Grécia, que era uma cidade
portuária, um centro comercial, que tinha muitos problemas, os
deuses pagãos eram encontrados ali como Afrodite, a deusa do
amor, cujo culto deu origem proverbial a imoralidade na cidade. Inclusive
a expressão. Inclusive a expressão "corintianizar",
vem da cidade de corinto, que significa orgias, imoralidade, depravar.
Esta cidade foi palco de problemas com respeito aos dons. Os pagãos
também imitavam o dom de línguas. Platão fala da
Sacerdotisa pagã de Delfos, que o espírito entrava por
baixo, e ela na sua loucura, espumava pela boca e falava palavras desconexas.
Entre os pagãos havia o falso dom de línguas, e na igreja
cristã muito se orgulha quem possuía o dom de línguas,
para uma super valorização deste dom em relação
aos demais. Neste contexto, Paulo entra em cena para por ordem na Igreja.
Ele começa a explicar tim-tim por tim-tim como é, e como
não é o dom de línguas.
Esta na primeira carta de Paulo aos Coríntios o discurso que
fez para explicar o que era certo, e eliminar o que estava errado na
Igreja.
I - O Espírito Santo e seus dons:
O Espírito Santo concede dons aos homens conforme escrito em
I Coríntios 12:4 em diante. "Ora há diversidade dos
dons mas o espírito é o mesmo, ... é dada a cada
um para o que for útil. porque para um pelo Espírito é
dada a palavra da Sabedoria,
e a outro, pelo mesmo Espírito a palavra da ciência,
e a outro, pelo mesmo espírito, a fé,
a outro pelo mesmo espírito dos dons de curar,
e a outro, a operação de maravilhas,
e a outro, a profecia,
e a outro o dom de discernir os dons,
e a outro, a variedade de línguas,
e a outro a interpretação das línguas.
Mas um só é o Espírito opera em todas estas coisas,
repartindo particularmente a cada um como quer."
Note amigo ouvinte, que o dom de línguas não é
o único dom do Espírito Santo, existem vários dons.
Paulo coloca o dom de línguas em último lugar na lista
dos dons. Outros textos da Bíblia ainda ampliariam mais os frutos
do Espírito Santo. Isto indica inicialmente alguns aspectos importantes:
A - O Espírito Santo é quem concede os dons, diz o tecto
"Mas a manifestação do Espírito é dada
a cada um para o que for útil" I Cor. 12:7. Não é
algo que nós pegamos quando bem entendermos, é Deus quem
nos concede. E Deus concedeu o dom de línguas quando houve necessidade;
B - Nenhum dom é mencionado neste texto, como sendo vital, ou
característico que todos devam possuir. O Espírito Santo
sim, este, todos devem estar em comunhão com ele. Mas nem o dom
de profetizar, ou de curar, ou falar línguas, é fundamental
ou essencial que todos devam possuir. O texto e o contexto são
claros ao declarar "a um o Espírito Santo concede o dom
de ... a outro ... e ao outro ... e ao outro ..." Ou seja, há
diversidade dos dons, mas o Espírito é o mesmo;
C - Mais um detalhe precioso. Os dons são concedidos para o que
for útil. Está no verso 7 do capítulo 12. Com respeito
ao falar línguas, o que seria ser ou não útil?
A Bíblia mesmo responde em I Cor. 14:7 em diante: "Da mesma
sorte, se as coisas inanimadas que fazem som, seja flauta, seja cítara,
não formarem sons distintos, como se conhecerá o que se
toca com a flauta ou com a cítara? Porque se a trombeta der sonido
incerto, quem se preparará para a batalha? Assim também
vós, se com a língua não pronunciardes palavras
bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? Porque
estareis como falando ao ar". Concluímos obviamente, que
o falar em línguas, tem que ter uma utilidade, tem que ser ao
menos inteligível. O verso seguinte explica ainda mais: "Há
por exemplo, tantas espécies de vozes no mundo, e nenhuma delas
sem significação." Ou seja, entende-se que ao receber
o dom de línguas, seja inteligível para algum idioma conhecido.
Atos 2 relata o pentecostes, porque houve necessidade de converter os
estrangeiros.
A diversidade dos dons para pessoas diferentes, é reforçada
em I Coríntios 12:13: "Pois todos fomos batizados em um
Espírito Santo formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer
servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito. Porque
também o corpo não é um só membro mas muitos".
Se o pé disser: "Porque não sou a mão, não
sou do corpo; não será isto do corpo? ..." A mesma
coisa com a orelha, o olho ... Se todos fossem um só membro onde
estaria o corpo? Agora pois há muitos membros mas um só
corpo. Ou seja, os dons são diferentes, todos tem seu valor,
sua importância, sua parte a desempenhar, que juntos, formam o
conjunto como membros formam o corpo. Como só o olho, que é
uma importantíssima de nosso corpo, não é o corpo,
assim também, um só dom não é a missão
completa do Espírito Santo.
Sabendo que o dom de línguas é um dos dons do Espírito
Santo, e não vital a qualquer cristão, e que é
concedido por Deus, para fins úteis, analisemos o primeiro acontecimento
de pentecostes.
Atos 2:1-13, que relata o pentecostes, mostra que o dom de línguas
foi dado para evangelizar, que ouviram os apóstolos falarem em
línguas cheios do Espírito Santo. No verso 6 declara que
"cada um ouvia falar na sua própria língua"
e no verso 8 ainda confirma: "Como pois ouvimos cada um em nossa
própria língua em que somos nascidos?" Afirmam os
comentaristas que pelo menos 16 nações diferentes estavam
ali presentes. Note, que eles não falaram a esmo, palavras ou
sílabas sem sentido. Eram compreendidas em outros idiomas. Nota-se
então que a manifestação do dom de línguas
era inteligível para os estrangeiros. Dois aspectos importantes
aqui:
A - Teve um propósito de evangelizar os estrangeiros, a finalidade
era a edificação dos crentes e o desenvolvimento da causa
de Deus;
B - E foi compreendido por eles. Logo, concluímos que se conheciam
as línguas do passado, deve ser assim hoje também. Não
eram expressões ininteligíveis ou que provinham de algum
êxtase sentimental descontrolado.
Aqui deve-se salientar um ponto importante. O falar em novas línguas,
pode significar nova língua para quem fala, mas uma língua
já existente, como um brasileiro de repente começar a
falar japonês, que é uma nova língua para ele; ou
falar uma nova língua pode significar falar palavras e frases
de uma nova língua desconhecida no mundo todo. O que significa
falar uma nova língua na Bíblia? O texto original grego
responde. Pois há duas palavras gregas diferentes para descrever
nova língua - néos e kainós. Néos é
novo no sentido de tempo, recente e Kainós é novo na forma
ou na qualidade. E o que Jesus diz em São Marcos 16:17 é
"Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem
em meu nome e expelirão demônios; falarão novas
línguas." A palavra novas línguas que Jesus aqui
diz, é do grego kainos, que se refere a línguas estrangeiras,
que eram novas, mas já eram conhecidas na sua forma em outros
países. Portanto, falar novas línguas, é falar
idiomas que já existem, e não criar uma língua
que ninguém do mundo conheça.
Afirmar que o dom de línguas é característica essencial
do batismo do Espírito Santo, seria não aceitar várias
pessoas que se batizaram no Novo Testamento e não falaram em
línguas. Tais como os sete diáconos, que foram cheios
do Espírito Santo, mas não diz que falaram em línguas.
Os samaritanos ao crerem na Palavra de Deus, mas também não
falaram línguas. O próprio Jesus, que a Bíblia
não menciona em nenhum dos evangelho, que ao ser batizado, falou
línguas estranhas.
Uma pesquisa bíblica, indica dezoito notáveis batismos
com o Espírito Santo, e quatorze não apresentam nenhuma
referência a línguas.
Deus concede o dom que for conveniente para cada pessoa, e para cada
necessidade.
O termo "Línguas dos Anjos", só aparece em I
Cor. 13:1, quando Paulo assim diz: "Ainda que eu fale a língua
dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze
que soa, ou como o címbalo que retine." Neste verso há
detalhes preciosos. Tenhamos em mente, que Paulo está botando
ordem na confusão de dons e de línguas na Igreja de Corinto.
Ele salienta que mais importante do que falar línguas dos homens
ou de anjos, é ter amor. Este sim, é o maior dos dons.
I Cor. 13:13 diz claramente: "Agora pois permanecem a fé,
a esperança e o amor. Porém o maior deste, é o
amor." Note, que revolução para a igreja de Corinto,
que se orgulhava do dom de línguas como sendo o mais importante,
ouvir agora do apóstolo Paulo, que o dom mais importante não
é falar línguas, mas sim o amor. A expressão "címbalo
que retine" de I Cor. 13:1, tem duas características, mais
barulho e pouca harmonia. Ou seja, Igreja com muito barulho e pouco
amor. Paulo, foi ao ponto com o povo da cidade de Corinto. Nem ele,
Paulo, falou a língua dos anjos. Mas mostrou para toda a Igreja
que o mais importante de tudo, é o amor.
Efésios 4:12 declara que os dons são concedidos para o
aperfeiçoamento dos santos e para o desempenho de seu serviço,
para a edificação do corpo de Cristo. Ou seja, não
é simples estado de emoção sentimental, é
um poder que vem contribuir para o crescimento do Evangelho.
Muitos outros detalhes poderiam ainda ser colocados, como o espaço
é reduzido, indica um livro que faz uma pesquisa profunda sobre
o assunto:
Robert G. Gromacki, Movimento Moderno de Línguas, JUERP, 1980.
Este livro editado pelos batistas, é ótimo, foi recomendado
a mim pelo meu professor de Teologia em minha faculdade. Recomendo a
quem desejar mais detalhes sobre o assunto.
*
29
- Como interpretar o verso bíblico: "as mulheres estejam
caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar,
mas estejam submissas como também ordena a lei." I Coríntios
14:34. Será que Paulo proíbe as mulheres de falarem na
Igreja? Será que a Bíblia ensina que as mulheres não
podem falar na Igreja? Como explicar isto?
CONTEXTO DA ÉPOCA:
As mulheres eram tidas em baixa conta entre o povo judeu. Diz o comentarista
Russeli Champlim, que as mulheres naquela época, eram proibidas
de freqüentar escolas de Teologia, na realidade os rabinos afirmavam:
"É preferível queimar a lei do que ensiná-la
a uma mulher." Era costume dos gregos e dos judeus, determinar
que a mulher permanecesse em segundo plano nos afazeres públicos.
Era ordenança judaica, que as mulheres não pudessem falar
nas assembléias, e nem mesmo fazerem perguntas. Um escravo do
sexo masculino poderia ler, mas a mulher não. A Bíblia
demonstra o menosprezo da sociedade de então ao seco feminino,
quando se fazia um censo, ou a contagem de um povo, que só eram
contados os homens, não se incluíam mulheres nem crianças.
As próprias geneologias, não aparecem mencionando o nome
de mulheres com a mesma freqüência que menciona os homens.
Um exemplo mais, quando Maria Madalena foi apanhada em adultério:
Porque os homens só levaram a mulher e não o homem que
estava com ela, que também era um adúltero? Isto demonstra
a sociedade machista, e o descaso com a mulher. O próprio divórcio,
naquele tempo, se dava por qualquer problema, se a mulher queimasse
o pão, ou não cumprisse com as expectativas do marido,
o divórcio era feito com facilidades, por isto Jesus disse: "O
que Deus ajuntou não separe o homem". Dizem alguns comentaristas,
que as mulheres naquele contexto, eram tidas em tão baixa estima,
que o judeu tinha uma oração que era mais ou menos assim:
"Obrigado Senhor, porque não nasci camelo, nem mulher e
nem samaritano".
Neste contexto, Paulo realmente declarou que uma mulher não deveria
falar na Igreja, pois o cristianismo, que estava sendo difundido, não
podia cair em descrédito, sendo divulgado por mulheres que não
tinham o respaldo necessário da sociedade.
Paulo realmente quis dizer o que está escrito, mas exclusivamente
para a sua época, e para o seu contexto. É importante
destacar, que a igreja cristã não surgiu para produzir
um revolução social, mas sim uma transformação
espiritual pelo poder de Deus. As mudanças sociais deveriam surgir
como conseqüência natural das transformações
espirituais nos indivíduos que aceitassem a Cristo.
Como posso diferenciar o que Paulo disse para sua época, e o
que é para nós nos dias de hoje? Olhando o CONTEXTO DA
BÍBLIA. Existe uma harmonia na Bíblia, Isaías escreveu:
"Um pouco aqui um pouco ali". As verdades fundamentais da
Bíblia, não estão isoladas e únicas, elas
se completam, se reafirmam de outras formas e em outros contextos.
E qual é o contexto da mulher na Bíblia então?
Inicialmente foi criada para estar ao lado do homem, após o pecado
porém, houve inimizade e esta ficou sujeita a seu marido. Isto
não significa que ela ficou esquecida e muito menos desprezada,
pois a Bíblia dá exemplos da importância da mulher,
e como o homem deve respeitá-la. A Bíblia registra mulheres
que foram relevantes na sociedade, pela escolha Divina, como as profetisas:
Hilda, Débora, Miriã, as 4 filhas de Felipe, e ainda a
importância das mesmas como mães, como foi a mãe
de Moisés, mãe de João Batista, de Jesus, etc.
O próprio Jesus restabeleceu o lugar da mulher na sociedade,
pois em diversos momentos foi criticado por quebrar barreiras da época:
quando conversou com uma mulher samaritana junto ao poço de Jacó;
quando permitiu que seus pés fossem lavados com perfume caríssimo
num banquete; quando perdoou a uma mulher adúltera, etc. Logo,
temos que deixar claro, a diferença entre um "Assim diz
o Senhor" e o que Paulo falou para o seu público definido
para sua época.
No último capítulo do livro de Provérbios, o sábio
Salomão descreve o valor da mulher virtuosa, que o "seu
valor muito excede ao de jóias preciosas". Provérbios
31:10, parafraseando os versículos seguintes, diz a Bíblia,
que a mulher virtuosa é econômica, faz bem e não
mal todos os dias de sua vida, ela é trabalhadora, não
mede esforços para garantir o pão, mesmo à noite
ela trabalha para sustentar sua família e suas servas, cuida
da semeadura, do campo, da colheita, é esforçada, prova
e demonstra seus bons resultados, é uma luz que não se
apaga de noite, ajuda aos necessitados, não tem medo de imprevistos,
e muitas outras qualidades que o capítulo 31 de Provérbios
encerra assim: "Enganosa é a graça, e vã a
sua formosura; mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada."
CONCLUSÃO:
Paulo não
sabia nem imaginava o potencial das mulheres, sua época não
permitia pensar corretamente neste particular. Hoje porém, a
maior igreja do mundo, de Paul Yang Choo, é um sucesso devido
aos grupos familiares, que os homens não conseguiram liderar
com êxito, mas sim as mulheres, que fizeram com sua dedicação,
a Igreja de paul Yang Choo na Coréia, a maior igreja do mundo.
Portanto quase que 100% das igrejas cristãs, aceitam o fato de
as mulheres participarem em suas atividades, ainda que, em muitos casos,
os homens ocupem os cargos de maior responsabilidade.
* *
30
- Qual a interpretação de Colossenses 2:16-17 que está
escrito assim: "Ninguém pois vos julgue pelo comer ou pelo
beber, ou por causa de festa, ou de lua nova ou de sábados, que
são sombras das coisas vindouras; mas o corpo é de Cristo."
Seria o sábado uma sombra do Velho Testamento?
Antes de entrar
em detalhe do verso, analisemos o contexto histórico do Velho
Testamento. No tempo de Moisés, haviam dois tipos de Leis: A
Lei de Deus, e a Lei de Moisés que seriam as leis cerimoniais.
A distinção entre as duas leis é ampla e clara.
O sistema cerimonial era constituído de símbolos que apontavam
para Cristo, para seu sacrifício e seu sacerdócio. Mas
com respeito a Lei de Deus, declara o salmista: "Para sempre, ó
Senhor, a Tua palavra permanece no Céu." Salmos 119:89.
E foi Jesus quem disse: "Não vim destruir a lei ... em verdade
vos digo, ... que até que o céu e a terra passem, nem
um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido."
Mateus 5:17 e 18. A Lei de Deus é imutável. Veja algumas
das diferenças principais entre a Lei de Deus e a Lei de Moisés
ou Cerimoniais:
= A Lei de Deus,
foi escrita pelo próprio Deus em tábuas de pedra. Êxodo
34:1;
- A Lei de Moisés foi escrita num livro, conforme Deuteronômio
31:24.
= A Lei de Deus que foi escrita em pedra, são apenas os dez mandamentos,
conforme Deut. 10:4;
- E o que Moisés e não Deus escreveu, foram as leis e
orientações cerimoniais, sociais. Deut. 31:9.
= A Lei que Deus escreveu foi colocada dentro da arca. Deut. 10:4 e
5;
- E o que Moisés escreveu, foi colocado ao lado da arca. Deut.
31:25 e 26.
= A Lei de Deus, (Salmos 19:7 e 8) "é perfeita e refrigera
a alma, ... dá sabedoria aos simples, os preceitos do Senhor
são retos, e alegram o coração, o mandamento do
Senhor é puro, e ilumina os olhos.";
- Já as leis cerimoniais que Moisés escreveu, eram leis
de holocausto, para o povo oferecer ofertas ao Senhor.
= O propósito da Lei de Deus está em Eclesiastes 12:13:
"Este é o fim do discurso; tudo já foi ouvido; Teme
a Deus e guarda os seus mandamentos, porque isto é o dever de
todo homem.";
- O propósito das Leis de Moisés eram apontar a crucificação
de Cristo. Confira em Col. 2:14 e 17 e Heb. 9:9.
= Até quando duraria a Lei de Deus? Salmos 111:7 e 8 "...
fiéis são os seus preceitos, firmados para todo o sempre
..." Salmos 119:89 e 144 "... Justos são os seus testemunhos
para sempre." E ainda, São Mateus 5:17 e 18 ...Jesus disse:
"Porque em verdade vos digo, que até o céu e a terra
passem de modo nenhum passará da lei um só i ou til, até
que tudo seja cumprido.";
- Até quando durariam as leis de Moisés? Até a
cruz de Cristo. Col. 2:14.
E assim poderíamos
prolongar o estudo sobre as diferenças das Leis de Moisés
em paralelo com a Lei de Deus, os Dez Mandamentos; no entanto, o assunto
em questão, exige outras explicações dos versos
bíblicos que o ouvinte perguntou.
Quando Paulo se
dirigiu aos colossos, em sua carta, no capítulo 2:16 e 17, e
diz que ninguém vos julgue pelo que come, ... ou pelos dias de
festas, ou sábados, ele estava se referindo às festas
e cerimonias do judaísmo. Já vimos as diferenças
entre a Lei de Deus e as leis cerimoniais, mas há também
uma diferença entre os sábados das festas e o sábado
da Lei de Deus: Os sábados festivos vieram do tempo de Moisés,
e o sábado, dia santo do Senhor, vem desde a criação,
precedido de um imperativo "Lembra-te do dia de sábado para
o santificar ..."
Estes sábados aí de Colossenses 2:16 e 17, estão
associados à dias de festa e lua nova, que eram solenes festividades
nacionais judaicas, ou feriados fixos. O sábado dos dez mandamentos,
não tem esta natureza, não era festivo e nem típico.
As festas e os sábados que são relatados neste texto de
Colossenses, referiam-se a um acontecimento futuro, que seria a morte
de Cristo como expiação pelos nossos pecados, já
o Sábado do dez mandamentos, nos leva ao passado, à criação,
como um memorial do que Deus criou. São duas situações
bem diferentes e distintas.
Logo, concluímos que, quando Paulo escreveu este texto aos Colossenses,
ele não estava sob hipótese alguma anulando o quarto mandamento
de Deus, mas sim as leis cerimoniais que apontavam a expiação
de Cristo na cruz, fossem as festas de lua nova ou sábados, etc.
Gostaria agora de fazer algumas perguntas para você ouvinte:
I - Será que Deus iria abolir as leis dos dez mandamentos que
escreveu com o seu próprio dedo, e segundo diversos textos bíblicos
que dizem ser a lei perfeita e eterna?
II - Será que hoje poderíamos então matar, roubar,
pois os mandamentos foram abolidos?
III - Tiago 2:10 diz: "Pois qualquer que guardar toda a lei, mas
tropeçar em um só ponto, torna-se culpado de todos. Pois
aquele que disse: "Não adulterás", também
disse : "Não matarás". Ora, se não adulteras,
mas matas, torna-te transgressor da lei." É clara a mensagem
deste texto, que não adianta guardar um mandamento e transgredir
outro, é preciso ser um cristão completo.
Vem outra pergunta: Existe alguém que consegue guardar todos
os dez mandamentos? A resposta é que perfeito só foi um:
Jesus, mas há uma diferença entre nós sempre, há
aqueles que se contentam como são, não buscam a santidade,
não se preocupam em seguir os caminhos de Deus, estes sim, são
imperfeitos e não buscam mudar, estão satisfeitos longe
de Deus, e não tem paz, e um outro grupo de pessoas imperfeitas
que buscam constantemente o perdão, a justificação
pala fé, por conhecer a lei, e notar os seus defeitos, e então
rogar que a graça de Cristo, venha cobrir os seus erros e imperfeições,
fato este que de contínuo vai aperfeiçoando o cristão,
como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia
perfeito.
A função da Lei não é salvar. A Lei não
salva. A Lei de Deus mostra o pecado, e a necessidade de um Salvador,
que é Cristo. É pela lei que vem o conhecimento do pecado
e o sentimento de necessidade de um Salvador. A Lei aponta o pecado
e o Salvador do pecado. Esta é a função da Lei.
Só observando a lei, seremos como os fariseus, jamais seremos
salvos, e só dizer que amamos a Jesus também não
nos trará salvação, pois muitos dirão naquele
dia: Senhor, Senhor, em ti não fizemos milagres ... etc. no entanto
Jesus vai responder: "Apartai-vos de mim, nunca vos conheci."
Portanto amigo ouvinte, esta é a função da Lei,
não salvar, mas apontar o pecado, e nos indicar o Salvador do
pecado, que nos dará o poder de vivermos uma vida mais pura e
santa diante de Deus e diante dos homens.
*
31 - Por ocasião da segunda vinda de Jesus terão
lugar os seguintes acontecimentos:
I - Os justos mortos
ressuscitarão - I Tessalonicenses 4:16 diz: "Porquanto o
Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo,
e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os
mortos em Cristo ressuscitarão primeiro." Esta também
é chamada a PRIMEIRA RESSURREIÇÃO, conforme Apocalipse
20:6 onde está escrito: "Bem aventurado e santo é
aquele que tem parte na primeira ressurreição..."
II - Os santos (justos)
vivos serão transformados. I Coríntios 15:52 diz: "Num
momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta.
A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis,
e nós seremos transformados."
III - Todos os justos
(os que estavam vivos e os que ressuscitarem) serão levados ao
céu. I Tessalonicenses 4:17 diz: "Depois nós os vivos,
os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens,
para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com
o Senhor."
IV - Os ímpios
vivos serão destruídos (mortos) pelo resplendor da manifestação
de Deus. II Tessalonicenses 2:8 diz que o Senhor matará o iníquo
com o sopro de Sua boca.
V - Esta Terra ficará
desolada, vazia. Jeremias 4:23-26 relata: "Olhei para a terra,
e ei-la sem forma e vazia; para os céus, e não tinha luz.
Olhei para os montes, e eis que tremiam, e todos os outeiros estremeciam.
Olhei, e eis que não havia homem nenhum, e todas as aves dos
céus haviam fugido. Olhei ainda, e eis que a terra fértil
era um deserto, e todas as suas cidades estavam derrubadas diante do
Senhor, diante do furor de sua ira."
VI - Satanás
será preso. Diz Apocalipse 20:1-3 - "Então vi descer
do céu um anjo, tinha na mão a chave do abismo e uma grande
corrente. Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é
o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no
abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais
enganasse as nações até se completarem os mil anos.
Depois é necessário que ele seja solto pouco tempo."
A palavra abismo vem do grego ABYSSOS e é a mesma que descreve
o estado caótico da Terra mencionado em Gênesis 1:2. "A
Terra, porém, era sem forma e vazia; havia trevas sobre a face
do abismo". Evidentemente os acontecimentos finais - as convulsões
da Natureza mencionadas em Apocalipse 16:18-21 - reduzirão a
Terra a um estado semelhante ao descrito em Gênesis 1:2.
Durante mil anos ou um milênio, Satanás não terá
seres humanos para tentar: estará preso por uma cadeia de circunstâncias.
"Durante mil anos vagueará de um lugar para outro na Terra
desolada, para contemplar os resultados de sua rebelião contra
a lei de Deus."
Onde estarão os justos durante esses mil anos? Os justos que
estiverem vivos por ocasião da volta de Cristo e os justos que
ressuscitarem estarão todos no CÉU durante os mil anos.
I Tessalonicenses 4:17 (já lemos o texto anteriormente) diz que
subirão para o encontro com Cristo entre as nuvens. Apocalipse
20:4 diz mais: "Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles
aos quais foi dada autoridade de julgar. E viveram e reinaram com Cristo
durante mil anos."
Portanto, durante os mil anos, ou milênio, os justos se ocuparão
da obra de julgamento dos ímpios. A Bíblia diz: "Ou
não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? ... Não
sabeis que havemos de julgar os próprios anjos?" I Cor.
6:2 e 3.
Juntamente com Cristo, o grande Juiz, eles examinarão o relatório
da vida de cada um, contido no livro do Céu (Apoc. 20:15) e comparar-lo-ão
com o divino código - a santa lei de Deus, determinando a extensão
do castigo. Evidentemente julgarão também os anjos caídos.
Deus permitirá a participação dos salvos na obra
de julgamento dos ímpios para que vejam a justiça divina
e não haja dúvida quanto ao castigo aplicado. Então
irão declarar: "Justos e verdadeiros são os Teus
caminhos. ó Rei das nações". Apocalipse 15:3.
Completados os mil anos, a Jerusalém celestial será transferida
para a Terra, juntamente com os salvos. Apocalipse 21:2 diz: "Vi
também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do
céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu
esposo." Os pés de Cristo pousarão no monte da Oliveiras
o qual se fenderá e aquela região será a capital
do novo governo de Cristo (Zacarias 14:4,5).
Em seguida todos os ímpios, desde o princípio do mundo,
ressuscitarão para receberem o castigo merecido.
Os justos estarão dentro da cidade - os ímpios fora dela.
Voltando os ímpios à existência, Satanás
será solto pouco tempo. (Apocalipse 20:3 última parte),
pois terá novamente pessoas para enganar. Diz a Bíblia
em Apocalipse 20:8 e 9 - "E sairá a seduzir as nações
... a fim de reuni-los para a peleja. O número desses é
como a areia do mar. Marcharam então pela superfície da
Terra e situaram o acampamento dos santos e a cidade; DESCEU, PORÉM,
FOGO DO CÉU E OS CONSUMIU."
Satanás moverá os seus anjos e as hostes dos ímpios
a um último e desesperado ataque contra o povo de Deus. Mas ...
fogo desceu do céu. A terra inteira será transformada
num lago de fogo (II Pedro 3:10; Apocalipse 20:10). Nesse lago perecerão
Satanás, seus anjos e todos os ímpios. Diz a Bíblia:
"E se alguém não foi achado inscrito no livro da
vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo." Apocalipse
20:15.
Portanto, Ricardo, o milênio, os mil anos, serão no Céu
- os justos que estiverem vivos por ocasião da volta de Cristo
mais os justos que ressuscitarem nesse dia. Com relação
a Zacarias 14:16-21 é muito simples. A maioria das promessas
feitas através dos profetas do Velho Testamento é de duplo
cumprimento: um local e o outro futuro. Um refere-se ao Israel literal,
outro ao Israel espiritual. Zacarias, bem como Isaías e outro
descrevem novos céus e nova terra que Deus se proporia instaurar
se Israel atendesse às mensagens dos profetas e cumprisse o propósito
divino, após o livramento do cativeiro. Porém, Israel
falhou. Não cumpriu a sua parte. Em Israel não se cumpriram
as condições da Nova Terra. Temos, então, de buscar
a aplicação secundária. Uma leitura atenta de Zacarias
14:16-21 revela que as promessas ali feitas referiam-se ao Israel literal.
O povo que falhou e não pôde receber a bênção
prometida.
"Os ímpios
ficarão sofrendo eternamente num lago de fogo?"
Essa pergunta é
importante. E a resposta é NÃO. Certas expressões
das Escrituras podem dar a impressão de que o tormento do ímpio
não terá fim.
Referimo-nos às expressões "PARA SEMPRE", "PARA
TODO O SEMPRE" e a palavra "ETERNO" que a Bíblia
emprega com respeito ao castigo do ímpio. Temos também
a expressão "FOGO QUE NUNCA SE APAGA" ou "FOGO
INEXTINGUÍVEL". Vejamos o sentido a elas dado na Bíblia:
A - "PARA SEMPRE". Onésimo, servo de Filemon, devia
ser possuído por seu senhor "para sempre". Filemon,
verso 15. O menino Samuel deveria permanecer no tabernáculo "para
sempre". I Sam. 1:22. O sentido de "para sempre" nestes
casos é a duração de uma vida humana;
B - "PARA TODO O SEMPRE". O castigo do ímpio será
"para sempre", ou "pelos séculos dos séculos".
(Apoc. 14:11; 20:10). Também a terra de Edom, ao sul da Palestina,
seria queimada com fogo cuja fumaça subiria "para sempre",
e ninguém passaria por Edom "para sempre". Isaías
34:9 e 10. Entretanto, quem queria poderia passar hoje (1994) por Edom.
O sentido é que a destruição do país seria
completa e completa seria a sua desolação, por um determinado
espaço de tempo;
C - O ímpio sofrerá a pena do "fogo eterno".
Mateus 25:41. Sadoma e Gomorra também sofreram a ação
do "fogo eterno" e foram até postos por exemplo dos
que terão de sofrer a mesma pena (Judas 7). Foram, porém,
totalmente destruídas, reduzidas a cinzas (II Pedro 2:6). Não
estão queimando até hoje;
D - Jesus falou do fogo ao qual será lançado o ímpio,
como "fogo que nunca se apaga" Marcos 9:47 e 48. Jerusalém
foi queimada com "fogo que nunca se apaga" (Jeremias 17:27.)
Mas Jerusalém não continua queimando. O sentido de "fogo
que nunca se acaba" é: fogo que não se pode extinguir,
que executa plenamente a sua obra destruidora. consumada a destruição,
ele cessa de arder.
A Bíblia diz que o "salário do pecado é a
morte. Não um tormento sem fim. O castigo dos ímpios é
chamado A SEGUNDA MORTE. Apoc. 20:14. Os ímpios sofrerão
no lago de fogo, depois dos mil anos, tanto quanto mais graves tenham
sido os seus pecados. MAS NÃO SOFRERÃO PARA TODA A ETERNIDADE.
Eles serão reduzidos a cinzas. Malaquias 4:1-3 diz: "Pois
eis que vem o dia, e arde como fornalha; todos os soberbos, e todos
os que cometem perversidade, serão como o restolho; o dia que
bem os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte
que não lhes deixará nem raiz nem ramo. Mas para vós
outros que temeis o Meu nome nascerá o sol da justiça,
trazemos salvação nas suas asas; saireis e saltareis como
bezerros soltos da estrebaria. Pisareis, os perversos porque SE FARÃO
CINZAS debaixo das plantas de vossos pés naquele dia que prepararei,
diz o Senhor dos Exércitos." Sim, os ímpios queimarão.
Virarão cinzas. Deixarão de existir.
O castigo dos ímpios é chamado nas Escrituras "obra
estranha" a Deus. Isaías 28:21. Infligir sofrimento, destruir,
não é segundo os sentimentos de Deus, porque não
tem "prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta
do seu mau caminho e viva". Ezequiel 33:11. Em tocantes palavras
Ele pede: "Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos;
pois por que haveis de morrer, ó casa de Israel?"
Que admirável revelação de Deus! "Ele é
longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça,
senão que todos cheguem ao arrependimento" II Pedro 3:9.
Todo o interesse do Céu está concentrado em salvar pecadores.
Para salvar - e não para destruir - Deus deu o melhor que teve,
o Seu divino Filho, o Senhor Jesus Cristo. Para salvar Deus faz pregar
o evangelho, faz anunciar aos homens - a todos os homens - que em Cristo
há remissão dos pecados, e há vida eterna. Para
salvar Deus estende o tempo de graça - Ele espera, dá
nova oportunidade, até que o coração do homem chegue
ao arrependimento.
Os ímpios, lançados no lago do fogo serão os que
tiverem rejeitado a salvação e preferiram seguir o Mal.
A sua destruição será um ato de misericórdia
da parte de Deus, para os justos viverem em paz e segurança.
E um outro detalhe importante: o fogo que destruirá Satanás
e os ímpios, purificará a Terra das conseqüências
do pecado. Diz II Pedro 3:10 e 13. "... e a Terra, e as obras que
nela há, se queimarão ... Mas nós, segundo a Sua
promessa, aguardamos novos céus e nova Terra, em que habita a
justiça".
Então Deus vestirá o nosso planeta de edênica beleza
(Is. 35:1 e 2) e estabelecerá nele o Seu Reino. O plano original
de que este mundo fosse habitado por uma raça perfeita (Isaías
45:18), será por fim executado.
Diz a Bíblia: "O efeito da justiça será paz,
e o fruto da justiça repouso e segurança para sempre.
O Meu povo habitará em moradas de paz, em moradas bem seguras,
e em lugares quietos e tranqüilos." Isaías 32:17 e
18. "Não se levantará por duas vezes a angústia."
Naum 1:9.
Livres do pecado e suas conseqüências, a doença, a
morte; livres dos sofrimento que elas acarretam e sem nenhum adversário
para os tentar ao esquecimento do seu Criador, os salvos se deleitarão
no amor e dádivas de Deus através da eternidade.
(aldm-ECV-12)
32 - São Tiago 5:14 fala sobre a Unção.
Deverão receber a Unção somente os doentes?
No livro A Ciência
do Bom Viver há um capítulo inteiro sobre o assunto, e
é leitura muito linda, que recomendamos; ali encontramos trechos
interessantes que guiam os anciões, ministros e outros que participam
na oração aos doentes, e também há orientação
segura e divina para o próprio enfermo.
O orar pelos doentes é um assunto tão importante que não
deve ser feito descuidadamente. Eu creio que devemos levar cada caso
ao Senhor, e revelar a Deus todas as nossas fraquezas e especificar
todas as nossas perplexidades. Quando em tristeza, quando incertos com
referência ao caminho a tomar, dois ou três que estão
acostumados a orar deviam se unir e pedir ao Senhor que sua luz brilhe
sobre eles, e que conceda sua graça especial; e ele atenderá
suas petições, responderá a suas orações
... Eu entendo que o texto em Tiago deve ser aplicado quando uma pessoa
está doente, de cama, e chama os anciões da igreja, e
eles, seguindo a orientação de Tiago, ungem o doente com
óleo no nome do Senhor e oram sobre ele a oração
da fé ... Não é nosso dever chamar os anciãos
da igreja por qualquer pequena enfermidades que temos, por que assim
sobrecarregaríamos os anciões ...; mas o Senhor nos dá
o privilégio de buscá-lo individualmente em oração
fervorosa, descansando nele o peso de nossa alma ... Oh! Quão
gratos devíamos ser pelo fato de que Jesus está desejoso
e é capaz de levar todas as nossas enfermidades e fortalecer-nos,
e curar todos os nossos males se isto for para o nosso bem e para sua
glória! Alguns morreram nos dias de Cristo e dos apóstolos
por que o Senhor sabia exatamente o que seria melhor para eles.
O doente ao ser ungido deve saber o que está pedindo, deve ter
confessado os seus pecados, deve estar disposto a seguir a reforma pró-saúde,
etc., se Deus o curar. Vemos assim que o doente pode estar consciente.
Entendo que a unção deve ser feita quando os recurso humanos
tenham chegado ao seu limite, mas esta pode ser uma opinião minha,
particular.
*
33.A
- A Nova Terra será o Jardim do Éden restaurado ou uma
cidade?
Introdução:
É preciso
lembrar que um dos princípios de interpretação
da Bíblia é não especular o que não está
revelado. Vez por outra, surgem perguntas ou dúvidas que não
são fundamentais ou vitais para a nossa salvação
e não devem nos causar desânimo ou falta de fé,
pois tudo o que precisamos saber para obter o perdão e a salvação
pela fé em Jesus e sua graça, está amplamente escrito
por toda a Bíblia nas suas diferentes formas e maneiras.
Portanto, saibamos os limites do que a Bíblia diz, pois são
suficientes para nos orientar o caminho para a Salvação,
e aquilo que não estiver escrito claramente na Bíblia,
é melhor guardar silêncio. Esperar para ver é uma
atitude prudente, sábia e coerente para qualquer cristão.
A Nova Terra: uma cidade ou um jardim?
Diversas passagens bíblicas, são claras em apresentar
a Nova Terra como sendo uma cidade. Veja algumas delas:
A - Apoc. 21:2: "E vi a santa cidade, a nova Jerusalém,
que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma
noiva ataviada para o seu noivo";
B - Referindo-se a Abraão, em Hebreus 11:10 está escrito:
"Porque esperava a cidade que tem fundamentos, do qual o artífice
e construtor é Deus."
C - Apoc. 21:16: "E a cidade estava situada em quadrado ... e mediu
a cidade com a cana até doze mil estádios."
D - O Profeta Isaías no capítulo 60 de seu Livro, no final
do verso 14 diz: "... e chamar-te-ão a cidade do Senhor,
a Sião do santo de Israel."
E outras passagens que poderiam ser somadas a estas para mostrar que
a Nova Jerusalém será de fato uma cidade.
Segue agora a pergunta: Não será então a Nova Terra
o Jardim do Éden restaurado?
Veja o que a Bíblia responde:
Apoc. 22:1 e 2: "E mostrou-me o rio puro de água da vida,
claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. No
meio de sua praça, e de uma e outra banda do rio, estava a árvore
da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês;
e as folhas da árvore são para cura das nações."
A Bíblia é clara em apresentar que na Nova Jerusalém,
haverá um rio, uma praça, uma árvore ... O que
nos faz imaginar que as belezas do Jardim do Éden, poderão
fazer parte da cidade de Jerusalém.
O escritor do Livro de Apocalipse, o apóstolo João, revela
a medida da cidade, conforme Apocalipse 21:16: "... e mediu a cidade
com a cana até doze mil estáfios."
Decifrar a medida exata do que significa doze mil estádios, é
um tanto desafiador, pois existem várias hipóteses de
medidas em metros, porém há uma medida que alguns comentaristas
e teólogos consideram ser aproximada que 12 mil estádios:
seriam mais ou menos como o tamanho do Estado de São Paulo. Pergunto
então: Não caberia nesta cidade o Jardim do Éden?
Esforcemo-nos e oremos para estar lá para vermos.
33.B
- Porque vamos precisar de abrigo na céu?
Vamos ter casa no
céu para nos abrigarmos de quê?
O Livro de Apocalipse, que nos oferece muitos dados sobre o fim dos
tempos e da Nova Terra, diz que na Nova Jerusalém "não
entrará coisa alguma impura, nem o que pratica abominação
ou mentira". conforme Apoc. 22:27, o que permite entendermos que
no céu não haverá ladrões, bandidos, etc.
Está escrito também que "a cidade não necessita
nem de Sol nem da Lua, para que resplandeçam, porque a Glória
de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua Lâmpada."
Porque então casas? Isaías 65:21 diz: "E edificarão
casa e as habitarão, plantarão vinhas e comerão
o seu fruto." Para responder esta pergunta, vamos olhar para o
início de nossa história.
Quando Deus criou Adão e Eva, lhes deu também um Lar:
o jardim do Éden. Toda a terra era bela, tudo o que Deus havia
feito era muito bom. Mas Adão e Eva tinham o seu cantinho, o
seu Lar. Deus criou para eles um jardim, o Jardim do Éden, toda
a terra e os animais estavam sob seu domínio, mas o Jardim do
Éden era o lar deles.
A privacidade, o senso de ter o seu espaço próprio, o
seu lugar, parece-nos que sempre foi o plano de Deus. Note: Jesus, certa
ocasião, mostrou a falta deste espaço particular, como
diz o Evangelho de Mateus 8:20 "As raposas tem covis, e as aves
do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem
onde reclinar a cabeça."
Fiquemos portanto, com o que a Bíblia diz: "E edificarão
casa e as habitarão" o restante são inquietudes;
vamos nos empenhar em estarmos lá para ver não adianta
conjectuar o que Deus não revelou.
33.C
- Como será o relacionamento de marido, esposa e filhos no céu?
O Evangelho de Mateus
no capítulo 22 a 33, relata-nos quando os saduceus em certa ocasião,
interrogaram Jesus propondo-lhe uma questão de uma mulher que
teve 7 maridos, e após a ressurreição de todos,
com quem a mulher ficaria? Jesus então respondeu: "Errais
não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus; pois na ressurreição
nem se casam nem se dão em casamento; mas serão como os
anjos no céu."
E a Bíblia confirma isto, quando diz que nosso corpo será
transformado num piscar de olhos, e o que é corruptível
se revestirá da incorruptibilidade, e que isto que é mortal,
se revista da imortalidade, conforme está escrito em I Cor. 15:52
e 53.
Os salvos serão transformados, e serão como os anjos,
onde não haverá casamentos nem procriação.
Portanto, estaremos numa esfera mais elevada, pois o homem foi criado
segundo a Bíblia um pouco inferior aos anjos, conforme Hebreus
2:7, que diz: "Fizeste-o um pouco menor do que os anjos, de honra
e glória os coroaste ..."
O idioma que vamos falar no céu, será a língua
dos anjos. Em I Cor. 13:1, o apóstolo Paulo menciona que os anjos
tem a sua linguagem peculiar.
CONCLUSÃO:
Amigo ouvinte, encerro
esta Consultoria Bíblica com o texto de I Cor. 2:9: "Mas
como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido
não ouviam, e não subiram ao coração do
homem, são as que Deus preparou para os que O amam."
Ou seja, o que conseguirmos imaginar, assim não será o
Céu; pois, o que Deus está nos preparando, não
há como descrever com palavras. Está além de nossa
compreensão. Fiquemos, portanto, com os dados que a Bíblia
nos oferece, alegremo-nos com a certeza de que Deus está preparando
um lugar para aqueles que o amam.
Vamos pois, amar a Jesus, seguí-lo de todo o coração,
lembrando que amar não significa apenas dizer "Eu o amo",
mas seguir os seus mandamentos, pois Ele disse, conforme o Evangelista
João, no capítulo 14:15, as seguintes palavras: "Se
me amais guardareis os meus mandamentos."
Amigo ouvinte, vamos seguir os passos de Jesus, Ele nos deu o exemplo,
e a recompensa será muito além de nossas expectativas.
Lembre-mo-nos que vale a pena seguir a Cristo. Temos um Céu a
ganhar; e um inferno a evitar. Gostaria você de sempre seguir
a Jesus?
*
34
- Qual a origem da raça negra? Deus teria criado o homem de qual
cor?
A discussão
da origem da raça negra, corre por séculos com muitas
teorias ou hipóteses diferentes. E não se encontra com
facilidade material para pesquisa, que tenha profundidade e coerência,
sem tomar partido racista. Vamos apresentar aqui, o que encontramos
e que julgamos ter muita coerência e precisão.
Antes de responder Biblicamente como surgiu, vamos conhecer algumas
poucas das muitas teorias que correm por aí, que são erradas,
sobre a origem da raça negra, e também o nosso parecer:
1ª Teoria -
A raça negra se originou num local que possuía um clima
especial ou alimentação diferente. ERRADO. Esta é
uma tese evolucionista, que não tem fundamento bíblico,
e nem científico, pois hoje notamos que pessoas de cor branca
ou negra, vivem perfeitamente em lugares quentes ou frios, sem mudar
a cor fundamental de sua pele. Nem os japoneses que formam suas colônias
no Brasil, deixam de ter suas características de sua raça.
Perde-se as características quando se cruzam as raças,
mas não quando se muda de um lugar frio para um lugar quente,
ou vice-versa. Nem a alimentação tem a ver com esta variação
da cor da pele. Pode haver doenças causadas pela deficiência
alimentar, pode haver manchas, e levar até a morte, mas não
alterar a cor fundamental da pele, passando ainda isto para outras gerações.
Portanto, a raça negra, não tem origem por causas climáticas
ou de nutrição.
2ª Teoria -
A raça negra surgiu com Caim, como um sinal de Deus. ERRADO.
Não têm nenhuma confirmação bíblica.
O sinal que Deus deu para Caim, também para Jonas, que após
passar pelo ventre da Baleia, pregou em Nínive e as pessoas notavam
um sinal que ele possuía, ou qualquer outra aplicação
que caracterize castigo ou sinal especial, é mera especulação,
e não tem nenhum fundamento Bíblico. Não é
nestes contextos que encontramos alguma prova.
3ª Teoria -
A raça negra surgiu após a torre de Babel, quando todos
se espalharam, cada um para um canto, e formaram cada povo do mesmo
idioma, seu clã, e assim formaram suas características.
ERRADO. A torre de Babel é a origem dos idiomas e línguas
diferentes, mas não tem nada haver com a cor da pele. Se formaram
povos e sociedades diferentes caracterizados pelo idioma de cada um,
mas como já vimos na primeira hipótese, o clima ou o ambiente,
não tem nada haver com a cor da pele.
Assim poderíamos
enumerar outras tantas teorias e hipóteses que correm por aí,
mas vamos agora tentar achar na Bíblia a origem das raças
diferentes. Estas colocações que faço a seguir,
são fundamentadas em uma tese de Mestrado, de um amigo, o Pr.
Natanael Morais, que abordou exatamente este tema da origem das raças,
que se formou com a nota máxima, e agora está concluindo
o Doutorado. Vejamos então:
Em Gênesis capítulo 10, encontramos os descendentes de
Noé, que iniciaram o povoamento da Terra. Sem, Cão e Jafé.
Há consenso entre os eruditos, que estes três deram origens
aos seguintes povos:
Sem - Origem aos Árabes e Israelitas - Morenos;
Cão - Que logo depois gerou a Cuse ou Cuxe, deu origem a raças
coloridas, amarelas e escuras, os povos da África, Egito, Etiópia.
Um texto Bíblico que os eruditos afirmam concordar com esta idéia
está em Jeremias 13:23, onde diz "Pode o etíope mudar
a sua pele?,..."
Jafé - Origem aos brancos, Europeus.
Em Gênesis 10:6, lemos que os filhos de Cão são
Cuse, Mizraim, Pute e Canaã.
De Cuse vem a cor negra, de Mizraim os egípcios, de Pute os líbios.
A esposa de Moisés, Zípora, era cusita. No verso 17 de
Gênesis, capítulo 10, um dos descendentes de Cão,
é o sineu, que os eruditos em consenso, propõem ser a
origem dos chineses. Documentos arqueológicos encontrados no
Egito, confirmam estas origens, apresentando os jafeitas que tinham
a pele de cor branca, cabelos lisos, e olhos azuis.
Relembrando rapidamente, de Sem vieram os morenos, de Cuse o Cuxe vieram
os de cor negra, e de Jafé vieram os mais claros.
A explicação para a origem desta variedade de cores, que
ainda ao cruzar as raças formam outras tantas cores e tipos diferentes,
é a carga genética. Deus não criou tudo uniforme.
As montanhas não deixam que o visual seja tudo plano. A variedade
de cores das plantas fazem a beleza dos jardins, a própria cor
verde das plantas, quantos tons e variedades trazem uma beleza sem igual.
Assim também com a raça humana, Adão e Eva, criados
por Deus, do barro, tinham uma cor rosada, rubra, pois vieram da argila,
mas Deus carregou sua carga genética, para que ao se proliferarem
gerações, variedades fossem surgindo para haver mais beleza
e não uma uniformidade única.
Concluímos assim, que a variedade de cor da pele, de raças,
é também plano de Deus. Não tenho nenhum privilégios
ou castigos, mas todas tem origem no próprio plano de Deus, na
carga genética do homem, que ao longo dos séculos, tem
dado um colorido diferente e agradável a população
humana. Somos todos irmãos, filhos de Adão e Eva, e todos
criados a Imagem de Deus, com um colorido de variedade especial.
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