18 - Desligado na Terra, Desligado no Céu?


Há algum tempo, um irmão escreveu-nos uma carta queixosa, na qual expunha as razões pelas quais julgava a Comissão da Igreja onde congrega, havia recomendado injustamente a exclusão de sua filha e de seu genro da comunhão da igreja. Seu coração de pai parecia especialmente ferido porque, segundo entendia, a filha e o genro haviam sido excluídos não apenas do seio da igreja, mas também "do livro da vida no Céu".
De fato, é bastante generalizada a idéia de que a exclusão de um nome do livro da igreja acarreta fatalmente a exclusão desse nome do livro da vida. Este conceito se baseia nas palavras de Cristo a Pedro, em Mateus 16:19, e repetidas depois aos discípulos em Mateus 18:18: "E tudo o que ligares na Terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na Terra será desligado nos Céus."
A Igreja Católica tem-se valido desta declaração bíblica para supervalorizar sua autoridade, tendo-a usado inclusive como instrumento de intimidação contra os dissidentes, ao afirmar que Cristo, com essas palavras, teria conferido a Pedro e seus sucessores o poder de "abrir ou fechar o acesso ao Reino dos Céus, por meio da Igreja" (Ver Bíblia de Jerusalém, nota de rodapé sobre Mateus 16:19).
Em 1864, o Papa Pio IX promulgou um documento, no qual negava acesso à salvação a todas as pessoas que não estivessem em comunhão com o trono de São Pedro. (Ver Review and Herald, February 16, 1984, pág. 13).
A Igreja Adventista, porém, crê que os seus atos na Terra só são ratificados no Céu se forem observadas as instruções contidas na Palavra de Deus. Comentando Mateus 18:18, a Sr.ª. White afirma:
"Assim, até a autoridade celeste ratifica a disciplina da igreja, com relação a seus membros, uma vez que tenha sido seguida a regra bíblica." - Testemunhos Seletos, vol.1, pág. 390.
Notem a ressalva: uma vez que tenha sido seguida a regra bíblica. Isto coloca as coisas em seu devido lugar, desautorizando a pretensão de que a Igreja pode fazer o que bem entende, e ainda contar com a aprovação divina.
A mesma advertência é também repetida com as palavras: "Ao tratar com os membros da igreja que erram, os filhos de Deus devem seguir cuidadosamente as instruções dadas pelo Salvador no capítulo 18 de São Mateus." - Testimonies, vol. 7, pág. 260.
Entretanto, a igreja é administrada por homens falíveis, que nem sempre dão os passos bíblicos, que fazem julgamentos errôneos baseados em informações incompletas, em testemunhos preconcebidos, ou mesmo em total desconhecimento. às vezes há na Comissão da Igreja elementos simpáticos ou antipáticos ao membro faltoso, que prejudicam a imparcialidade que deveria haver. Além disso, pode reinar na Comissão um espírito de intolerância, falta de amor cristão, ou falta de lucidez causada por intemperança no comer. (Ver Conselhos Sobre Saúde, pág. 578).
Por esses e outros motivos, a igreja pode errar na administração de medidas disciplinares, bem como na admissão de pessoas que se unem à igreja. Muitos se deixam batizar por motivos outros que a verdadeira conversão: porque os pais querem, para poderem casar-se, para obterem desconto em nossas escolas, ou para usufruírem desta ou daquela vantagem.
Pronunciando-se a respeito dessa realidade, escreveu a mensageira do Senhor:
"Unir-se à igreja é uma coisa, e estar ligado a Cristo é outra coisa bem diversa. Nem todos os nomes registrados nos livros da igreja são registrados no livro da vida do Cordeiro. Muitos, embora aparentemente sejam crentes sinceros, não mantêm viva a ligação com Cristo. Seus nomes foram arrolados. seus nomes foram inscritos nos livros de registro, mas a obra interior da graça não se operou no coração." - Testimonies, vol. 5, pág. 278.
"Nomes são registrados nos livros da igreja, mas não no livro da vida. Vi que não existe um entre vinte jovens que saiba o que seja a religião experimental." - Mensagens aos Jovens, pág. 384.
Ora, se nem todos os nomes registrados nos livros da igreja são registrados no livro da vida, é óbvio que nem todos os nomes excluídos do livro da vida, pois jamais constaram dele.
Vamos, portanto, que há ressalvas para que o que a Igreja liga ou desliga na Terra, ficando sua ratificação no Céu condicionada a um "assim diz o Senhor". Acreditar na incondicionalidade, nesse caso, equivale a crer que Deus sanciona tanto os nossos acertos como os nossos erros, o que é absurdo. Equivale também a pretender ditar normas a Deus, indicando-Lhe os que podem se salvar e os que não podem, o que é igualmente inadmissível, pois "Deus conhece os que Lhe pertencem". II Tim. 2:19.
O que nos interessaria saber agora, é como ter o nome escrito no livro da vida, e sob que circunstâncias ele pode ser riscado de lá.
Segundo o Comentário Bíblico Adventista, no livro da vida "são registrados os nomes de todos os que professam ser filhos de Deus. Os que se afastam de Deus, e que em virtude de sua relutância em abandonar o pecado se tornam endurecidos contra a influência do Espírito Santo, terão seus nomes apagados do livro da vida, e serão destruídos". - SDABC, vol. 1, pág. 668.
Da declaração acima conclui-se que o pecado contra o Espírito Santo é que determina a exclusão de um nome do livro da vida (a relutância em abandonar o pecado, e o endurecimento do coração contra a influência do Espírito Santo levam o indivíduo a cometer o pecado imperdoável). Deduz-se também que a exclusão do livro da vida é definitiva, isto é, determina a eterna perdição da pessoa.
Isto nos coloca diante de mais um caso em que o ser excluído da igreja não implica exclusão do livro da vida: quando a igreja age corretamente, mas a falta cometida pelo membro não representa pecado contra o Espírito Santo. Se uma pessoa aceita a Cristo como seu Salvador pessoal, é recebida na igreja pelo batismo, e depois, por algum motivo, é excluída, mas apesar disso continua sentindo o desejo de permanecer fiel a Deus, e de adorá-Lo congregado ao Seu povo, tal desejo deve ser considerado como evidência e que o Espírito Santo continua trabalhando em seu coração, e que o seu nome não foi apagado do livro da vida.
Se Moisés, Abraão e Davi tivessem vivido em nossos dias, e fossem membros da igreja, teriam sido, sem sombra de dúvida, excluídos - o primeiro por homicídio, o segundo por adultério, e o terceiro por homicídio e adultério.
E o que fez Deus? Riscou-os do livro da vida? Não. Deu-lhes antes oportunidade de arrependimento. Eles se arrependeram, e foram reintegrados no favor divino. Enquanto Abraão e Davi aguardam no pó da terra o cumprimento das promessas (ver Hebreus 11), Moisés já se acha fruindo vida eterna.
Por outro lado, pode-se dar também o caso de alguém cometer pecado contra o Espírito Santo, ser riscado do livro da vida, mas continuar constando no livro da igreja.
Disso não se deve inferir que a exclusão seja destituída de importância. Trata-se antes de uma medida disciplinar válida, utilizada pela igreja, para proteger suas normas e demonstrar publicamente sua desaprovação ao comportamento condenável. É também uma maneira de chamar a atenção do membro faltoso para a necessidade de redirecionar sua vida. "Tendo se corrigido e humilhado através da punição, o pecador pode ser novamente convidado a viver uma vida de virtude e fé. O objetivo da punição, por parte da igreja, nunca deve ser a vingança, e sim a recuperação do membro faltoso. O membro excluído deve ser objeto de profunda consideração por parte da igreja, e ingentes esforços devem ser feitos para promover sua recuperação espiritual." - SDABC, vol. 6, pág. 690.
Ora, se o objetivo da exclusão é recuperar espiritualmente o membro faltoso, não seria contraproducente afirmar categoricamente que o seu nome foi riscado do livro da vida? - R.M.S.

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19.A - O que significa "Fogo Eterno" relatado em São Mateus 18:8? Significa isto: que os ímpios ficaram eternamente sendo queimados?

As palavras "eterno, todo o sempre, e pelos séculos dos séculos", não significam necessariamente que nunca terão fim.
Quando esta palavras são encontradas no Novo Testamento, vêm do grego "aion" que vêm do adjetivo "aionios" que ao traduzir-se seu significado, não representam algo que nunca terá fim. Exemplo: Sodoma e Gomorra sofreram a pena do fogo eterno (aionios) S. Judas 7, II Pedro 2:6. O fogo de Sodoma e Gomorra terminaram, assim como o fogo do juízo final, também terá fim.
No Velho Testamento, a palavra "olam" tem o mesmo sentido que o termo grego "aion". Êxodo 21:1-6 (leia o texto). Após ler este texto, você vai verificar que o servo não fica escravo para sempre, pois é evidente que vai morrer, mas se subentende que enquanto viver, será sempre o escravo do seu senhor.
O termo grego "aion" e "aionios" tem o significado de algo eterno e para sempre, quando estão ligados a Deus ou algo que provêm de Deus. Conclui-se que o "fogo eterno" relatado no texto em questão, não será interminável, mas, produzirá efeitos de duração eterna.
Em Apocalipse 21, a Bíblia fala de um novo céu e uma nova terra; que não haverá mais morte, nem pranto, nem dor ... seria difícil que os salvos na eternidade iriam presenciar os ímpios se queimando por toda a eternidade ...
O fogo eterno, significa queimar os ímpios enquanto houver combustível, mas seus efeitos são de duração eterna.

19.B - O que significam as palavras de Jesus: "Se o teu olho escandalizar, arranca-o e atira para longe ... e se tua mão direita te faz tropeçar, é melhor que se perca um dos teus membros do que todo o teu corpo para o inferno." São Mateus 5:28 e 29.

É preciso analisar o contexto. O povo judeu vivia muito baseado nos seus atos exteriores, e Cristo mostrava que o pecado já começa na mente, entra também pelos olhos, conforme sua palavras que quem olhasse para um mulher com pensamentos impuros, já adulterou com ela. Arrancar o olho, significa ir além da ação. É preciso controlar nossa vida antes do ato se consumar. Cristo está usando uma metáfora, não para pedir que mutilemos nosso corpo, mas para que controlemos o pensamento.
Arrancar o olho ou cortar a mão, são expressões para as pessoas guardarem-se do mal, a autonegação cristã e domínio próprio. Os olhos representam o desejo, e a mão a ação.
Em uma análise contextual de Mateus 5 e de toda a Bíblia, verificar-se-á que em nenhum momento Deus pede para sacrificar partes de nosso corpo para sermos salvos. A Bíblia tem harmonia em sua mensagem, e nada pode ser analisado fora de contexto. A mensagem da Bíblia é que Deus pede de nós obediência e não sacrifício. Veja os textos: I Sam. 15:22, Salmos 51:16 e 17, Isaías 1:11, Mateus 9:13, Hebreus 9:9.
Concluímos então, que seria ilógico termos atitudes de cortar ou tirar qualquer parte do corpo. Deus tem uma fonte de poder maior que este sacrifício, é o Seu poder, que o apóstolo Paulo diz: "Tudo posso Naquele que me fortalece", Fil. 4:13. Portanto Deus nos ajuda a vencer as tentações, sem precisar de nos auto-mutilarmos. Ele demonstra, por toda a Bíblia, que ninguém precisou fazer isso, pois Ele tem mais de mil maneiras de ajudar os que o amam e guardam os seus sentimentos.

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20 - O que Jesus quis dizer ao pronunciar os seguintes versos registrados em São Mateus 24:19 e 20: "Mas ai das que estiverem grávidas, e das que amamentarem naqueles dias! Orai para que a vossa fuga não suceda no inverno nem no sábado."

Vamos analisar inicialmente o contexto. Era o grande sermão da montanha. No livro de Mateus, capítulo 24. Jesus estava revelando os sinais de sua segunda vinda. Apresenta Ele neste texto, a grande tribulação que os fiéis passariam nos últimos dias. Vamos entender mais um importante detalhe: Esta profecia, dos últimos acontecimentos aqui registrados, tem um duplo sentido. A primeira interpretação se refere aos acontecimentos da iminente destruição da cidade de Jerusalém. E a segunda aplicação desta profecia, refere-se aos terrores dos acontecimentos finais que antecedem ao dia do Juízo Final.
Analisemos inicialmente, a primeira interpretação: Jesus alertando Seu povo, sobre a destruição de Jerusalém, os sinais deste acontecimento e sua folga.
Diversas passagens da Bíblia, mostram qual era a situação e o destino de Jerusalém: Jesus proferiu uma sentença que é marcante, registrada em Mateus 23:37: "Jerusalém, Jerusalém, que metas os profetas, e apedrejas os que a ti são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e não o quisestes!" Mateus 23:38: "Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta." Mateus 24:2: "Em verdade vos digo que não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada." O profeta Miquéias, cap. 3:12 predisse: "... Jerusalém se tornará montões de pedras, e o monte desta casa em lugares altos num bosque."
Escrevem os historiadores, que Jerusalém naquela época, era uma cidade terrível.
Como eles rejeitavam e odiavam a Cristo e seus discípulos, Satanás teve mais domínio sobre aqueles que o escolheram como líder. Tornaram-se satânicos em sua crueldade. Na família e na sociedade, havia suspeita de inveja, ódio, contenda, rebelião, assassino. Não havia segurança em parte alguma. Amigos e parentes traíam-se de forma mútua. Pais matavam os filhos e filhos os pais. Os príncipes não tinham poder para governar. Paixões desenfreadas, os tornavam tiranos. Mesmo a santidade do templo, não lhes refreava a terrível ferocidade. Os adoradores eram assassinos diante do altar, e o santuário contaminava-se com o sangue dos mortos. Subornavam profetas falsos para anunciarem mensagens que desejassem. E com tudo isto, ainda se engrandeciam, pois Jerusalém não era somente bela, mas também forte, pois havia torres, muralhas e fortalezas, tornara-se aparentemente uma cidade indestrutível. Quem proclamasse a destruição de Jerusalém seria comparado mais ou menos com Noé, um louco.
Como a cidade estava cheia de pecados, e esgotara a misericórdia de Deus, haveria um castigo, mas os Seus seguidores, que lhe seguiam, deviam ser preservados. Então Jesus dá um sinal, registrado em Lucas 21:20 e 21: "Mas quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação. Então os que estiverem na Judéia fujam para os montes, os que estiverem dentro da cidade, saiam, e os que estiverem no campo, não entrem nela." Isto era um sinal para o remanescente que ainda amava e seguia o Salvador Jesus Cristo para fugir da cidade. E tudo se cumpriu exatamente. Depois que os romanos, sob Céstio, cercaram a cidade para atacá-la, inesperadamente abandonaram o cerco, quando tudo parecia favorável ao ataque. E este foi o sinal para os seguidores de Cristo abandonarem a cidade. E exatamente aqui, está a primeira aplicação de Mateus 24:19 e 20. "Mas ai das que estiverem grávidas, e dos que amamentarem naqueles dias! Orai para que a vossa fuga não seja no inverno e nem no sábado."
Diante da necessidade de escapar da destruição de Jerusalém, seria difícil para uma mulher grávida fugir ou para uma mãe distante de sua casa, amamentar o seu recém nascido. E a semelhança de Abraão que intercedeu pelos justos que poderiam haver em Sodoma, quando ele disse: "Se houver 50 justos, 45, 40, 30, 20, 10 ... por causa dos dez não a destruirei." Jesus então sugere que se aplique um pouco este castigo de Deus, para que não ocorra num período difícil como no inverno, ou nas horas sagradas do santo dia de Sábado.
Jesus estava revelando que fugir de Jerusalém, seria algo inevitável para se manterem vivos, e que alguns teriam mais dificuldades que outros, e que dependendo da época inverno ou qualquer outra estação, poderia complicar ou amenizar a fuga.
A misericórdia de Deus mesclada com justiça, se percebe claramente neste acontecimento. De um lado, os ímpios que o rejeitaram e ainda zombaram de seus profetas, e de outro lado, os seguidores de Cristo, sendo avisados do perigo eminente, com um sinal claro para serem salvos do terrível castigo. Todos os que creram nas palavras de Jesus, estavam atentos aos sinais, e seguiram sua palavra, foram salvos. Fugiram para a cidade de Pela, na terra de Peréia, alem do Jordão. E os demais, foram vítimas de um novo cerco, que ocorreu não muito tempo depois, agora sob o domínio de Tito, no ano 70 de nossa era. Foi por ocasião da páscoa: Milhões de judeus estavam reunidos dentro de seus muros. E com tanta gente cercada sob um exército inimigo, os alimentos foram terminando, com isto os problemas trouxeram terríveis conseqüências: roubos, atrocidades, disputas, inclusive mães que cozeram os próprios filhos ... muitos morreram dentro da cidade torturados, açoitados, crucificados, tantos mortos, tantas cruzes havia no vale de Josafá e no Calvário, que quase não havia espaço para caminhar entre elas. Foi um castigo, pois eles mesmos disseram perante o tribunal de Pilotas: "O seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos." Tudo foi destruído. Tanto a cidade como o templo, foram arrasados até ao fundamento e o local onde era um templo, virou um campo ... não ficou pedra sobre pedra. Poderia ser descrito muitos outros detalhes assombrosos e curiosos, mas não quero me demorar, mas se alguém desejar mais detalhes sobre este acontecimento, posso recomendar um ótimo livro. (E. G. White, O GRANDE CONFLITO, Casa Publicadora Brasileira, o primeiro capítulo. Quem solicitar a cópia desta palestra, poderá obter mais informações).
Amigo ouvinte, Jesus preveniu os Seus discípulos sobre a destruição de Jerusalém, due-lhes um sinal para escapar, também advertiu o mundo da destruição final. E Ele revelou vários sinais que estão se cumprindo, que está chegando o dia da "Grande ira de Deus", que a destruição que aconteceu com Jerusalém não será nem uma sombra tênue da terrível destruição final dos ímpios.
São Marcos 13:35 está escrito: "Vigiai pois, ..." e I Tessalon. 5:2 diz que os que não vigiarem "o dia do Senhor virá como um ladrão de noite." e então o texto de Mateus 24:19 e 20 "Ai das que estiverem grávidas, e das que amamentam naqueles dias, orai para que a vossa fuga não suceda no inverno e nem no sábado." Portanto, estejamos atentos, estudando mais e mais a Bíblia, para que saibamos qual é o sinal de Deus, e qual o momento para agir como fizeram os seus seguidores diante da destruição de Jerusalém, e nós diante da destruição deste mundo. Vigiar e orar, estar atento, e orarmos para que estejamos preparados para os solenes acontecimentos finais, lembrando sempre que temos um céu a ganhar e um inferno a evitar.

CONCLUSÃO:

Duas aplicações do verso citado na pergunta; uma para a época, a destruição de Jerusalém, e outra para os nossos dias, quando Jesus irá retornar a este mundo para retribuir a cada um segundo as suas obras.
Preparemo-nos, e estudemos mais a Bíblia, para que ao se cumprirem os seus sinais, saibamos interpretá-los à luz de Sua Palavra, e que no devido tempo, sejamos poupados da terrível ira dos ímpios e de seu castigo.

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21 - São Mateus 26:39 diz que Jesus orava no getsemani e pediu ao Pai "se possível afaste de mim este cálice." Será que Jesus teve medo da morte? O que quer dizer o texto?

O conflito entre Cristo e Satanás deve ser o referencial para entendermos este verso e o seu contexto. Cristo veio com a missão de salvar o homem que estava perdido. E Satanás sempre tentando destruir a Cristo e seu plano de salvação. Note, a perseguição que Satanás moveu contra o Salvador, começou com o seu nascimento em Belém, e após fracassar em sua tentativa de matar o bebê Jesus, o diabo usou de lisonja para fazer o menino pecar, quando tinha 12 anos ao discutir com os mestres, por ocasião da páscoa, já tinha ele acesso a pessoas que tinham muitas fraquezas e inclinações pecaminosas. Depois como adulto, quantas vezes, o inimigo armava armadilhas, dificuldades, chegando a tal ponto, de inclusive Jesus chorar por Jerusalém tentando vencê-lo. Nas tentações do deserto, Satanás tentou de novo através de manipulações mentais e enganosa astrícia, desviar o caráter de Cristo, para que não conseguisse a perfeição que o plano de redenção exigia.
O arqui inimigo, sabia que se Jesus morresse sem pecado, Jesus seria o vencedor, pois o homem teria acesso a salvação, e ele seria fracassado.

Devemos lembrar que Satanás era depois de Jesus, o melhor entre os anjos. Sua sabedoria e inteligência não podem ser subestimados. Por isto, após diversas tentativas sem êxito, inclusive a tríplice tentação no deserto, ele agora faz outra investida.
Tenta ele a Jesus, que sua morte não terá valor; e se ficasse vivo, faria muitos milagres, multidões seriam ajudadas ... Era novo ainda, e tinha um potencial para trazer alívio e alegria para muitas pessoas. Se morrer, o trabalho que só está no começo, morrerá também.

No Getsemâni, Satanás teve mais uma oportunidade para exercer suas astuciosas tentações. Procurava ele mostrar a absoluta falta lógica de Cristo morrer na cruz. Satanás sabia que esta era sua última hora, se Jesus passasse dali, o inimigo estaria derrotado para sempre. Instigava que se morresse, estaria para sempre separado do Pai. Satanás ainda instigou mais: "Tua nação te rejeita. Um dos teus mais chegados discípulos te trairá. Outro zeloso por ti te negará. O restante dos discípulos te abandonarão. Valerá a pena?"
Nessa hora de grande conflito para Cristo, experimentava o peso do pecado. Sempre andara em comunhão com o Pai. Os milagres, ele operava em harmonia com Deus o Pai. Nas madrugadas, orava e estava em comunhão com Deus o Pai. E agora, no Getsemâni, sente o peso do pecado de todo o mundo, e experimenta a separação de Deus o Pai. Paga ele um preço valiozíssimo para redimir o homem.

Imagine, separado de Deus o Pai, os discípulos dormindo, Satanás instigando que seu sacrifício será em vão, suando gotas de sangue, ele diz: "Pai, se possível afasta de mim este cálice." Tal situação, só mesmo por um grande amor poderia ser suportada. Não é uma tarefa fácil, poder descrever a grande luta que ocorreu com Cristo naqueles instantes. Uma pálida idéia podemos ter ao imaginarmos aquilo que conseguimos do que lemos e ouvimos.
O pensamento de a morte trazer separação eterna de Deus o Pai, era uma das grandes armas do inimigo.
Satanás não desanima fácil. Mesmo na cruz, Jesus é tentado quando lhe dizem "Desce da cruz ... salvou a tantos e não pode salvar a si mesmo." Se Jesus tivesse uma única falta, o plano da redenção fracassaria, e a raça humana estaria para sempre, nas posses do inimigo.
Graças ao amor de Deus o Pai, e o sacrifício de Seu filho, ao dizer Jesus: "Está consumado". Concluiu ele, vitoriosamente Sua missão redentora. Através dele, qualquer homem ou mulher, pode obter a salvação e retornar ao Lindo Jardim que outrora Deus lhes havia dado. Mesmo os que viveram antes dele, mas por símbolos o aceitaram, tem a oportunidade de salvação.
Na morte de Cristo, ainda sim, Satanás procurou de alguma forma, não se sentir derrotado, mantendo o corpo de Jesus, como sendo sua propriedade. Mas pela Glória e Graça Divina, Ele ressuscitou, vencendo o inimigo, a morte, e voltando para Deus o Pai, onde hoje intercede por você e por mim, e prepara mansões eternas para os redimidos.
Este mesmo Jesus, voltará pela segunda vez, para buscar os que crerem Nele, seguirem os seus passos, dar ao ser humano, sua recompensa a cada um segundo as suas obras. E então destruirá o inimigo que já está derrotado. E então porá fim ao grande conflito entre Cristo e Satanás. E vivendo então num lugar de paz, felicidade, sem morte, sem dor, sem problemas, sem dívidas, sem mentiras, um novo céu e uma nova terra. Para sempre com Jesus e todos os remidos.

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22 - A Ressurreição de Jesus é contada de maneira diferente nos quatro evangelhos, compare:


* Mateus 28:1,9, escreve que no primeiro dia, Maria Madalena e outra Maria foram ao sepulcro, e elas o abraçaram e o adoraram. (2 mulheres);
* Marcos 16:1, diz que Maria Madalena, Maria mãe de Tiago e Salomé foram ao sepulcro. (3 mulheres);
* Lucas 24:10, escreve que Maria Madalena, Joana e Maria mãe de Tiago e as outras. (mais de 3 mulheres);
* João 20:1 afirma que apenas Maria esteve lá de madrugada e viu a pedra removida ... (só Maria).
Não é esta a única diferença que aparece entre os 4 evangelhos. Outro exemplo:
* Mateus 8:28, lemos que dois possessos gerasenos saíram dos sepulcros;
* Marcos 5:1 e 2 lemos apenas um geraseno vindo dos sepulcros;
* E Lucas 8:27, fala de um geraseno vindo da cidade.
E então, são dois ou são um? Ele ou eles vem dos sepulcros ou da cidade?
Outros exemplos ainda poderiam ser citados como um paradoxo dentro dos quatro evangelhos. Como entender estas diferenças dentro da Bíblia? Não seria isto uma prova para se descrer dos escritos sagrados?

O comentarista e autor do livro Manual Bíblico Henry H. Halley, afirma que os quatro evangelhos são a parte mais importante da Bíblia, pois os livros que os precedem são preparatórios, e os que seguem, são explicativos. É a única parte da Bíblia onde há quatro livros acerca de um só pessoa: Jesus Cristo.
As diferenças encontradas entre os escritos dos quatro evangelistas, são antes uma prova de originalidade e credibilidade do que um motivo para descrença.
Quatro pessoas diferentes, de culturas diferentes, de ângulos diferentes, podem notar detalhes que outro não perceba, ou ainda, destacar o que julga mais interessante para o seu público. Reflita amigo ouvinte: Porque 4 evangelista? Não bastava só um? Será que um dos motivos de Deus ter inspirado a quatro homens diferentes, a escrever sobre a vida de Jesus, não nos revela alguma intenção de Deus? O que um autor reprimisse, o outro poderia mencionar, dando mais detalhes, ou fortalecendo os objetivos principais.
Mais um detalhe precioso, note, se a preocupação fosse que os quatro evangelistas fossem literalmente igualzinhos, não seria mais fácil um copiar do outro? Os copistas, que foram ao longo dos séculos montando e traduzindo a Bíblia, não poderiam eles corrigir estas diferenças e deixar os quatro evangelhos iguais sem nenhuma diferença? Poderiam, mas isto não aconteceu, o que é uma prova fantástica da originalidade dos autores. Foi respeitado o que cada um relatou, ao seu modo, sem alterar por gosto ou por correção. Isto é uma prova clara que os evangelhos que lemos hoje, são de fato, o texto integral que os evangelistas escreveram, com todas as suas peculiaridades particulares. Um escrito fidedigno.
Surge então uma dúvida, será que os Escritores da Bíblia, no caso dos Evangelistas, não omitiram alguma verdade fundamental, ou acrescentaram a seu gosto algo comprometedor?
Se estudarmos as diferenças encontradas entre os evangelistas, iremos notar que os pontos de contradição são questões secundárias de detalhes que não acrescentam ou depreciam qualquer verdade fundamental. Notamos que a verdade principal e doutrinária não se altera em nenhum dos evangelhos. Temos que entender que os evangelistas estavam escrevendo sobre a vida de Jesus e os seus ensinos, e o demais, não é o principal. E nenhum deles, se contradiz ao relatar quem era Jesus, o que fazia, e qual era a sua missão.
No caso da pergunta do ouvinte, João relatou que Maria Madalena foi ao sepulcro após a ressurreição de Jesus, outros evangelistas declaram que eram duas ou mais, o que devemos extrair deste texto que nos interessa para a nossa salvação, não é quantas mulheres foram ao túmulo vazio, mas sim o fato que Jesus venceu a morte, venceu o seu arqui inimigo, Ele ressuscitou, esta é a verdade principal. E note, o próprio evangelista João também dá a entender que não era só Maria, o verso seguinte, mostra o plural: v. 2 "não sabemos onde o puseram".
No caso dos dois possessos Gerasenos ou de Gadara, quando um evangelista diz que era apenas um homem possesso, e outro diz que eram dois, o fato principal a se destacar, é o milagre da transformação que Jesus operou, libertando o homem da posse do inimigo, deixando-o calmo, e em perfeito juízo, ou seja, o poder transformador de Jesus.
A explicação que os comentaristas bíblicos apresentam sobre um evangelista dizer que era um, outro evangelista dizer que eram dois que estavam presentes no milagre; ou no caso da ressurreição, um dizer que eram duas mulheres, outro dizer que eram mais do que duas que foram ao sepulcro, pode ser entendida, que entre os participantes deste milagre, um ou mais se destacassem, fazendo com que o evangelista retrate o fato, mencionando somente o personagem que se destacou, e o outro evangelista, mencione todos os envolvidos naquele acontecimento.
E isto não altera a verdade principal do fato em si, que ocorreu de qualquer forma, seja com um, ou dois, ou três ou mais. Dependeu do ângulo que o autor preferiu escrever, ou o que desejou destacar.
Se hoje pegássemos quatro pessoas diferentes, e pedíssemos para escrever a vida de alguém, será que encontraríamos tudo igualzinho nos 4 relatórios? Com certeza não, pois cada um irá relatar o que achar mais necessário e colocará detalhes que o outro de repente, não tenha se percebido. A inspiração de Deus entre os evangelistas é comprovada, pois somente dois deles, foram companheiros pessoais de Jesus, que foram Mateus e João. Os outros dois, escreveram o que ouviram, e alguma coisa que viram. E se pesarmos as semelhanças e as diferenças, notaremos que os pontos fundamentais da fé e da salvação são iguais em todos os evangelhos e em toda a Bíblia, o que varia são pequenos detalhes que não devem jamais comprometer a nossa fé.
Ao termos este prisma, notaremos que as diferenças até são muito poucas, e nada que comprometa a verdade principal de Jesus ser o Messias enviado por Deus, para redimir a raça humana ao reino dos céus, ao reino de Deus.
Lembro ao amigo ouvinte, que os ataques do inimigo a Palavra de Deus sempre foram vigorosos, mas fracassaram. Primeiro o arqui inimigo tentou eliminar as Bíblias, impedir que o homem pudesse lê-la e descobrir a verdade, era proibido ler, as Bíblias eram queimadas, as pessoas eram perseguidas. Depois que as pessoas tiveram livre acesso a Bíblia, o inimigo tenta combater seu conteúdo, dizendo que não é verdadeiro. Mas as profecias e seu conteúdo, se cumprem de maneira mais fiel a cada dia, confirmando a sua veracidade e sua origem Divina. Então resta ao inimigo, procurar encontrar defeitos na Bíblia, na maneira como foi escrita, seus autores, seus ensinos, aparentes contradições, enfim, procura o inimigo de todos os meios, afastar o homem do livro Sagrado, que o desmascara, e mostra que está derrotado. Há um ditado que diz que a mais poderosa arma dos fracos, é a crítica.
E note, o inimigo conhece as Escrituras, pois quando tentou a Jesus no deserto, ele mesmo usou a Bíblia de maneira errada, quando lhe disse: "Se tu és o filho de Deus, lança-te daqui para baixo. Pois está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito e eles te tomarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra".

*

23 - Estes sinais seguirão aos que crêem em Meu nome, expulsarão demônios, pegarão nas serpentes, se beberem coisa mortífera não lhes fará dano algum e porão as mãos sobre os enfermos e os curarão, Marcos 17:18.

Milagres = Dúnamis = Poder = manifestação do Poder Divino;
Semeíon = Sinal = confirmação da Autoridade de Deus;
Têras = maravilhas;
Thaumásion = coisa admirável;
Êndoxom = coisa gloriosa;
Paradóxom = coisa estranha;
Érga = obras.

MILAGRE

Definição: Ato do poder divino Superior a ordem natural e das forças humanas. Num sentido espiritual é a intervenção extraordinária da providência divina.

ORIGEM NO LATIM

MIRACULUM = Objeto de admiração, coisa maravilhosa, estranha, a.
A medida que se aumenta o conhecimento e a compreensão, algumas coisas deixam de ser milagres.
Por exemplo, quando se inventou a Imprensa, a Televisão, o Rádio, as Mágicas e os Truques, se atribuiu até ao "Diabo".
Há um milagre maior do que a cura, é uma vida transformada. A vida é o maior dos milagres, pois o salário do pecado é a morte mas o Dom de Deus é a Vida Eterna, Rom. 6:23, 7:21.
Por que Jesus fez milagres? Cada um teve um propósito definido:
* Nunca para satisfazer uma curiosidade ociosa;
* Nunca para revelar que tinha poder para se mostrar;
* Nunca para se beneficiar.
Todos para benefício de outras pessoas, suprindo uma necessidade verdadeira.
Para haver um milagre é necessário que:
* A necessidade supere a sabedoria;
* Haja um profundo sentimento de necessidade;
* Não haver intenção de honras ao receber ou ao realizar;
* Crer que Deus ajudará - ter FÉ;
* Haver disposição do corpo e da mente para avançar na fé;
* Sentir disposição para ordenar a vida em harmonia com os princípios de Deus estabelecidos na Bíblia.
Hoje há abusos, cultos de manuseio de serpentes. Os dons espirituais existirão sempre, não foi só para aquela época, Efé 4; e Rom. 12; Cor. 12:14.
Todavia não seja necessário da mesma maneira que naquela época, o Dom de Línguas teve um abuso, e é necessário cautela.
Deus pode operar um milagre quando há necessidade e não há licença para pular no Pináculo do Templo para os anjos segurarem, nada de "SHOWS".
Os verdadeiros milagres parecem ser raros, e acontecem não para esporte ou exibições carnais ou para mostrar uma elevada espiritualidade.
Marcos 16:17 diz: E estes sinais acompanharão aos que crerem em meu nome e expulsarão demônios, falarão novas línguas, pegarão em serpentes, e se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum e porão as mãos sobre enfermos e estes serão curados.
Aqueles que crêem - os que entregam sua vida para Cristo para serem transformados e usados por ele.

CONTRAFAÇÃO

Milagre não é sinal que é de Deus, nem tampouco uma prova.
Moisés, Faraó e os mágicos Janes e Jmabres imitaram a Cobra.
Jesus advertiu falsos Cristos, falsos Profetas operando sinais e maravilhas que enganariam se possível até os próprios escolhidos. Mateus 24:24.
Na volta de Jesus a sentença é: Mateus 7:21-23
O maior Dom não é falar línguas, nem curar, é o AMOR. I Cor. 13.

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24 - A parábola do rico e Lásaro me tem confundido pois tenho entendido que, segundo a Bíblia, os mortos permanecem inconscientes na tumba até o dia da ressurreição geral, mas aqui o rico e Lásaro falam um ao outro imediatamente após a morte deste último (ver São Lucas 16:19-31).

Esta parábola nada diz das almas imortais que saem do corpo depois da morte. Ademais, é um princípio de interpretação bíblica que não se pode basear doutrinas sobre parábolas ou alegorias. Eis aqui algumas razões que impedem tomar esta parábola literalmente:
I - Se esta parábola for tomada em forma literal as Sagradas Escrituras estariam se contradizendo quanto à inconsciência dos mortos até o dia em que ressuscitem (ver Eclesiastes 9:5, 6 e 10; São João 11:11-14; 5:28; 29).Os mortos não estão no Céu, nem no purgatório, nem no inferno (Atos 2:29 e 34; Jó 3:11-19; 17:13). Cremos que o Espírito Santo não pode contradizer-se (II Timóteo 3:15-17; II São Pedro 1:21);
II - Se esta parábola for tomada literalmente, aceitaremos que o Céu e o inferno estão tão próximos que os salvos e os condenados podem ver-se e ouvir-se. Este seria o maior castigo que poderiam receber todos quantos se salvem, pois estariam vendo e ouvindo seus seres queridos que se perderam em sofrimento! A Bíblia declara abertamente que os maus serão totalmente destruídos (Malaquias 4:1-3; São Pedro 2:6). "Porque os malfeitores serão exterminados ... Os ímpios, no entanto, perecerão, e os inimigos do Senhor serão como o viço das pastagens: serão aniquilados e se desfarão em fumaça" (Salmo 37:9 e 20).
III - Se esta parábola for interpretada literalmente, contradiz-se a crença popular de que a alma abandona o corpo no momento da morte para receber só sua recompensa; mas na parábola é dito que Lásaro e o rico estão presentes corporalmente, pois se mencionam o "dedo" de um e a "língua" do outro. Todos sabemos que o corpo permanece na tumba e se desintegra totalmente. Além disso, a sede que sente o rico é própria do corpo, e, afinal de contas, de que serviria um "dedo" molhado "em água" para aliviar os rigores extremos de um fogo verdadeiro? Por estas razões concluímos que é uma parábola, e que faz parte de uma série de cinco que Jesus pronunciou (São Lucas 15 e 16) para destacar verdades básicas.
Jesus baseou esta parábola numa crença comum entre os judeus - mas contrária às Escrituras - que esses haviam aprendido de Babilônia, Egito, Média-Pérsia e nações circunvizinhas. Jesus tomou muito das coisas conhecidas por Seus ouvintes para apresentar Sua parábolas; uma maneira fácil de chegar ao coração, mas não necessariamente uma aceitação incondicional do material ou argumento que servia de meio para destacar um ensino.
Por outro lado, os judeus colocavam Abraão acima de Jesus: "Nosso pai é Abraão ... És maior do que o nosso pai Abraão ... ?" (São João 8:39 e 53; São Mateus 3:9). Jesus põe na boca de Abraão as palavras que este haveria de ter dito em pessoa: "Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tão pouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos" (São Lucas 16:29-31).
É comum a Bíblia personificar as bestas como coisas inanimadas: as árvores se reúnem para nomear um rei (Juízes 9:8-15); "O cardo ... mandou dizer ao cedro ... Dá tua filha por mulher a meu filho" (II Reis 14:9); "Porque a pedra clamará da parede, e a trave lhe responderá do madeiramento" (Habacuque 2:11); "Se eles se calarem, as próprias pedras clamarão" (São Lucas 10:40; São Mateus 3:9; ver Jó 12:7 e 8).
Dois princípios gerais se destacam nesta parábola: que a recompensa se baseará na conduta que se observe enquanto se vive, e que o importante é obedecer à Palavra divina, e não confiar em nossa raça ou origem, nem mesmo sendo carnalmente "filhos de Abraão".

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25.A - Batismo é o nascer de novo com Cristo?

I - Vencer a natureza carnal com a espiritual. São João 3:6 diz: "O que é nascido da carne é carne." e Romanos 8:7 e 8 está escrito: "E o penhor (inclinação) da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito a lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto os que estão na carne não podem agradar a Deus. Quem se batiza, se reveste de Cristo" segundo está escrito em Gálatas 3:27: "Porque todos quantos fostes batizados em Cristo, de Cristo vos revestistes."
II - O batismo é enterrar o velho homem e nascer de novo: Romanos 6:4 diz: "Fomos pois sepultados com Ele na morte pelo batismo." e II Coríntios 5:17 afirma: "Se alguém está em Cristo é nova criatura, as cousas antigas já passaram, eis que se fizeram novas."
III - Batismo vem do grego "baptizo" que significa imergir, mergulhar. Após o batismo de Jesus no Rio Jordão, diz o texto que "Ele saiu da água". Conclui-se então que o batismo é o ato de imergir na água, trancando a respiração, fechando os olhos, mergulhando o corpo na água, representando a morte do velho homem, e em seguida, saindo d'água como um novo homem, sem pecado, zero quilômetro.
IV - É uma ordenança de Jesus Cristo pois ele disse: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo." São Mateus 28:19.
V - É a porta de entrada para a igreja.

25.B - Qual sua importância, é essencial?

I - Jesus afirma em São João 3:3: "Em verdade te digo, que se alguém não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus." Ao que se indica é essencial à salvação. São Marcos 16:16 está escrito o seguinte: "Quem crer e for batizado será salvo; quem porém não crer, será condenado."
II - Se não fosse importante, Jesus que não tinha pecado não precisava ser batizado, Ele o fez para o nosso exemplo.
III - Nossa natureza é carnal, se não formos batizados, não nos revestimos de Cristo, como já vimos em Gálatas 5:22, 23 e 3:27, sem Cristo, não temos força para vencer o mal. Romanos 3:23: "Todos pecaram, e carecem da Glória de Deus."
IV - O Batismo é uma demonstração pública do arrependimento dos pecados, e a revelação pública que desejo começar uma nova vida com Cristo.
V - O Batismo apaga os nossos pecados, por pior que tenham sido. Atos 22:6 relata estas palavras de Ananias a Saulo de Tarso: "E agora porque te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e LAVA OS TEUS PECADOS invocando o nome dEle." Atos 2:38 também está escrito: "Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado para a REMISSÃO DOS PECADOS."
VI - O Batismo, nos reveste de Cristo e seu Espírito Santo que produz os frutos contrários aos da carne. Os frutos da carne, o velho homem, são prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, invejas, bebedices, glutonarias, ... Gal 5:19-21 e os frutos do Espírito, o novo homem em Cristo são: Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio." Gál. 5:22 e 23.

25.C - Batismo em nome de Jesus ou em nome da trindade?

São Mateus 28:19 diz: "Ide, portanto, ensinai a todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo." já em Atos 2:38 afirma: "... arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos seus pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo." Porque o batizamos em nome da Trindade aparece em Mateus e em diversas passagens do Novo Testamento aparecem várias vezes o batismo só no nome de Jesus?
Várias explicações podem ser dadas. A mais satisfatória, é que na época, haviam várias escolas e mestres, como Gamaliel, e outros que possuíam seus seguidores, e quem aceitasse a Cristo, aceitava-o como o Messias, o filho de Deus enviado ao mundo, e também o Espírito Santo, pois o próprio João Batista, já afirmava que ele batizava com água, mas após ele, viria quem batizasse com fogo, que é o Espírito Santo conforme foi derramado no Pentecostes.
Então é fácil entender, que naquela época, ao se efetuar um "batismo em nome de Jesus" estava se aceitando implicitamente toda a Trindade.
A Igreja Cristã, já nos seus primórdios, adotou efetuar o batismo mencionando a Trindade, por julgar seguir o mais próximo possível a ordenança de Cristo em São Mateus 28:19, que afirma: "Ide, portanto, ensinai a todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo." e pelo fato do Espírito Santo ser o agente principal enviado por Deus para nós em nossos dias. Mencionar a Trindade no ato de batismo, não é uma simples formalidade, mas sim uma demonstração de total entrega e confiança a um Deus Trino: Pai, Filho e Espírito Santo.

25.D - Efésios 4:5 diz: "Um só Senhor, uma só fé, um só batismo." Significa isto que devo ser batizado somente uma vez? Posso ou não ser rebatizado?

Atos capítulo 19 dá o exemplo que uma pessoa pode ser batizada mais de uma vez.
Paulo quando chegou a Éfeso, encontrou alguns discípulos, que se diziam seguidores de Jesus, e que foram rebatizados por Paulo, pois não conheciam o Espírito Santo. Paulo perguntou-lhes em que fostes batizados? E a resposta deles, demonstrou que possuíam um conhecimento incompleto que não satisfazia as normas de um candidato de Batismo, não conheciam os fundamentos básicos para a salvação e vida cristã, e também porque possuíam uma experiência espiritual deficiente devido a sua falta de conhecimento, pois nem tinham ouvido falar do Espírito Santo. Eles provavelmente nem se davam conta que lhes faltava alguma coisa, se achavam completos, e no entanto não estavam.
Quando conheceram uma luz maior, foram rebatizados por Paulo.
Logo, é possível concluir, que se uma pessoa obteve um tipo de conhecimento, e depois, caso mude de religião conheça novas verdades que crê fundamentais para a Salvação, parece-nos óbvio que um novo batismo tem o seu lugar, pois ela tem novas razões para se arrepender de pecados que antes não conhecia, e deseja então começar uma nova vida com Cristo.
Em diversas igrejas cristãs, quando uma pessoa convertida se desvia, rejeita a fé e volta para o mundo, isto indica que o velho homem ressuscitou, foram violados os votos batismais, e daí no futuro se ela se arrepende e deseja ser readmitida na Igreja, deve ser reabitada em reconhecimento público que morreu novamente para o pecado, e deseja sepultar de novo sua velha vida. É bom lembrar que o batismo em si, não tem poder algum de purificar a alma, é apenas um símbolo da situação do coração.
Não quer dizer que qualquer negligência ou falta, deva ser motivo para o rebatismo. O rebatismo não deve ser tratado de maneira trivial. Para estas circunstâncias já existe uma purificação simbólica que é a cerimônia do lava-pés e da santa-ceia.
Uma vez salvo, não se está salvo para sempre, e o batismo traz o mesmo significado, uma vez batizado, não quer dizer que nunca mais precisará ser batizado novamente.
Concluímos então que o rebatismo tem condições de ser aceito nestas duas circunstâncias, ao se mudar de fé e conhecer novas verdades que outrora não conhecia, ou após ter abandonado claramente o caminho da fé.

25.E - O que significa Efésios 4:5 então ao afirmar: "Um sé Senhor, uma só fé e um só batismo"?

O contexto do capítulo, ou seja a idéia do texto no seu todo, nos mostra quais são as características da unidade da fé, mencionando os itens em geral sem se ater a detalhes de cada um; por exemplo, no versículo anterior, fala-se de um só corpo e um só Espírito, o que não significa que o Espírito Santo não seja repartido entre todos, mas que um só Espírito usa e capacita a todos. Um só Deus, está implícito a Trindade Divina, e uma só fé ao conjunto de crenças em Deus, e um só batismo, significa aquele que é feito de acordo com os princípios bíblicos básicos para o batismo, o batismo para Cristo, e não outro tipo de batismo que não seja feito em nome de Cristo. Um só batismo, não está se referindo a quantidade de vezes que seja necessário se batizar, mas sim que só há um batismo verdadeiro, é aquele que traz o verdadeiro arrependimento e mudança de vida à semelhança do caráter de Jesus, quando o velho homem abandona por completo os desejos carnais e recebe o Poder de Deus para produzir os frutos do Espírito.
O batismo em algumas ocasiões especiais não pode ser realizado como o exemplo do Ladrão na cruz, ou quando uma pessoa tem problemas de saúde, etc.

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26 - Porque Deus não perdoou Adão e Eva? Eles eram tão ingênuos, porque Deus não lhes deu outra chance? Parece que Deus ensina uma coisa e faz outra ...

Deus não muda, Seu caráter é imutável da mesma forma como são suas leis. Em Romanos 6:23, Deus coloca claro uma de suas leis: "O salário do pecado é a morte". O que é pecado? I São João 3:4 diz que o pecado é a transgressão da lei Adão e Eva, como nós e os anjos caídos, pecaram e todos são igualmente condenados à morte.
Adão e Eva não eram ingênuos com respeito ao perigo do fruto do pecado. Anjos e o próprio Deus lhes advertiram que no dia que comessem do fruto, certamente morreriam. Eles foram advertidos.
Porque Deus não os perdoou? Porque não lhes deu outra chance?
As conseqüências da escolha deles, de desobedecerem a Deus, já mostra a resposta: após eles comerem do fruto proibido, eles sentiram o pecado, diz a escritora Ellen G. White no livro "Patriarcas e Profetas", capítulo 4, eles sentiram o ar mais pesado, a glória que cobria o corpo deles desapareceu, eles ficaram nus. Diz a Bíblia, que foi o homem que fugiu de Deus após o pecado, pois Deus é quem tomou a iniciativa e os chamou: "Adão, onde estás?" Foi o homem que fugiu e se escondeu de Deus.
A consciência do pecado, da desobediência os enfraqueceu. O pecado ganhou acesso à mente deles, que antes era pura e limpa. O pecado disseminou tão profundamente que logo já deram prova disto, quando Adão "desculpou-se" do seu erro jogando a culpa em Eva, e Eva na serpente, e assim por diante ... começou a discórdia. Deus criou Adão e Eva com liberdade para pecar, mas não com tendências para o pecado. Após o pecado, Satanás ganhou acesso à mente deles, diminuindo suas forças para resistirem ao mal.
Porque Deus os expulsou do jardim do Éden?
Foram expulsos do Éden por um ato de misericórdia de Deus. Se ali permanecessem, e comessem do fruto da árvore da vida, o pecado seria perpétuo, pois este fruto lhes proporcionava a eternidade. Deus tinha que cumprir sua lei, o salário do pecado é a morte. Por isto, como eles, nós também temos que pagar o mesmo preço. Deus age com justiça igual a todos.
Nós temos oportunidade de perdão e eles também tiveram. Logo após o pecado, quando Deus os encontrou, um animal foi morto, para cobrir a nudez deles. Aquele animal puro e perfeito, morto para fazer vestes para o casal, representava Cristo, que sem pecado, morreria pela raça humana para resgatá-los.
Deus poderia ter abandonado o homem por ter escolhido servir a Satanás. Mas "Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu filho unigênito, para que todo aquele que nEle crer, não pereça, mas tenha a vida eterna." São João 3:16. Só a morte de quem fez a lei, para resgatar os transgressores da lei.
Adão e Eva morreram, assim como toda a humanidade em todas as épocas, está condenada à morte. A chance que hoje temos, eles também tiveram. Na segunda vinda de Cristo, os sepulcros irão se abrir, e todos os mortos irão ressuscitar, uns para a salvação e outros para a condenação eterna. Deus não livra da conseqüência do erro, mas dá a chance da vida eterna. Podemos morrer, mas Ele pode nos ressuscitar, como a Adão e Eva, e nos levar para o Éden restaurado, o novo céu e a nova terra, onde diz Números 1:9: "Não se levantará por duas vezes a angústia". A escritora Ellen G. White, escreve que Adão estará no Éden restaurado.
Deus diz em Ezequiel 18:38, que não tem prazer na morte do ímpio. Deus quer que o seu povo se arrependa dos seus maus caminhos, e se volte para Ele. Vamos então nos voltar para o nosso Criador, e permitirmos que Ele nos restabeleça para o nosso lar original, juntamente com todos de todas as épocas, que desde o início, se converteram a Cristo.

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27 - Em Romanos 14:26 está escrito: "Bem aventurado é aquele que não se condena naquilo que aprova." O que quer dizer este texto? Será que a minha consciência é o que deve nortear as decisões? Cada um, pode aprovar ou reprovar o que achar certo de acordo com a sua maneira?

Este verso bíblico só pode ser entendido junto com o seu contexto. O capítulo quatorze de Romanos, está apresentando um aparente dilema entre os fortes e os fracos na fé. Ou seja, os mais maduros e os mais novatos.
Um dos dilemas naquela época, era se podia ou não comer carne sacrificado aos ídolos. Alguns achavam que podia e outros achavam que não.
Note, a discussão não se tratava de comer ou não carnes imundas condenadas pela Bíblia, mas sim das carnes que eram sacrificadas aos ídolos.
Os mais novos na fé, achavam que não deveriam comer estas carnes, e os mais veteranos, achavam que não tinha nada haver em comer estas carnes, uma vez que os ídolos não são deuses de verdade, mas apenas rochas ou madeiras trabalhadas.
Assim, alguns cristãos se tornavam pedra de tropeço para outros cristãos, que pensavam diferente.
Houve polêmica entre os cristãos por causa disto. Cada um queria impor sua posição ou pensamento sobre o outro, e parece que ninguém queria ceder. Neste momento, chega Paulo para apaziguar a situação.
No verso 13 de Romanos capítulo 14, Paulo diz para não julgarmos uns aos outros, e nem ser um tropeço para o irmão. Diz ele no verso 14 "Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus que nenhuma coisa é de si mesmo imunda a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda."
Paulo estava neste contexto de carnes sacrificadas aos ídolos, querendo dizer que quem come não julgue quem não come. Ou seja, neste ponto, não traia a sua consciência.
Paulo não deu um veredicto final, ou não se posicionou de maneira radical, pois o cristianismo era algo ainda novo, e os princípios judaicos e pagãos ainda estavam bem arraigados às pessoas, e Paulo sabia que aos poucos estes rituais, como os 7 dias de descansos anuais, celebrados pelos judeus, e também a decisão de comer ou não as carnes sacrificadas dos ídolos, e outros costumes mais, iriam se perder e terminar, não de maneira brusca, ma paulatina, ou seja, a medida que iam aprendendo e conhecendo, assim iam mudando a vida.
Por isto Paulo diz no verso 19 e 20 "Sigamos pois as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros. Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou enfraqueça."
E o capítulo termina com o verso que a ouvinte perguntou, que fecha perfeitamente neste contexto, ou seja, Bem aventurado ou feliz, é aquele que faz as coisas de acordo com a sua consciência, e não age contra seus próprios princípios que conhece. Ou seja, comer algo, que na consciência se condena, mas por influências de outros, se come, é ser uma pessoa infeliz.
Quando fazemos as coisas certas como nossa consciência orienta, isto é um prazer, e não um tardo. Bem aventurados são estes. Mas quando agimos contra nosso conhecimento, contra nossa consciência, somos pessoas não realizadas, não satisfeitas, e por isto infelizes.
Paulo recomenda neste contexto, a não fazer nada daquilo do que tiver dúvida. E logicamente, buscar crescer na graça e no conhecimento de Jesus Cristo, que é o contexto de todo o Livro de Romanos.
Sua consciência às vezes pode deixar em dúvida sob que decisão tomar, e então algumas dicas de como você pode tomar decisões:

I - Tenha o problema bem claro em sua mente. Esteja seguro que sabe perfeitamente no que compreende ou do que se trata o problema;
II - Ore e peça sabedoria a Deus. Tiago 1:5: Orar antes de tomar decisões importantes, não é somente um privilégio, é um dever, uma necessidade;
III - Reuna todos os fatos do problema. O que é, porque, onde, como, quando, quem. Em posse de todas estas informações, vai ficando mais claro, a origem do problema e já clareando sua solução;
IV - Escreva os fatos descobertos, e após analise-os;
V - Confie na sua experiência, você tem capacidade para sair deste problema sim. A Bíblia afirma que ninguém sofre tentações acima do suportável. Veja I Coríntios 10:13, destaque este verso em sua Bíblia ou apontamentos: "... fiel é Deus que vos não deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que possais suportar.";
VI - Procure respostas hipotéticas. Das mais absurdas até as mais coerentes. Imagine e crie soluções, várias, para trabalhar com elas;
VII - Analise as vantagens e desvantagens de cada solução que você encontrou;
VIII - Procure conselhos, quando possível e necessário, com pessoas experientes e gabaritadas. Geralmente, as pessoas do seu nível, não são sempre as melhores, pois estão enfrentando quem sabe, os mesmos problemas. É fundamental procurar pessoas mais experientes, e profissionais, responsáveis, e se possível ainda, mais que uma, para estar bem seguro, de qual decisão tomar;
IX - Não se apresse a tomar decisões. Existem decisões que podem esperar. Durma sobre o assunto quando possível. Estar descansado, após ter abusado o auxílio Divino, deixa a mente mais clara, mais disposta para resolver problemas;
X - Quando você não está seguro da solução, não decida, espere. A placa de trânsito deve ser lembrada aqui "Na dúvida não ultrapasse". Melhor que tomar uma decisão insegura e apressada, é esperar. Um dia ou pouco mais tarde, poderá vir uma decisão melhor;
XI - Assuma o que decidiu. Não transfira a culpa para outros. Você é o responsável pelas suas decisões. Nem Deus tem direito de decidir no seu lugar. Seja humilde ao reconhecer que errou, e esteja pronto para evitar a repetição deste ato. E se sua decisão foi correta, e trouxe resultados positivos, não se exalte, agradeça a Deus, e não super valorize seu potencial, siga sempre os mesmos passos, para não se decepcionar amanhã ou depois;
XII - Após ter passado por todos estes passos anteriores, lembre-se de Romanos 8:28 "Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus". Se você amar a Deus e andar como Ele andou, tudo, tudo o que lhe acontecer ou sobrevier, será para o seu bem. Creio nisto, pois a Bíblia assim o diz.

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28 - Os dons do Espírito Santo, a manifestação de falar línguas estranhas, isto é a língua dos anjos?

Este é um assunto bastante controvertido. O que apresentarei aqui, é o resultado de um estudo e pesquisas, com o único propósito de mostrar o que a Bíblia diz. As Sagradas Escrituras, são uma espada de dois gumes que nos ensina o caminho que temos de trilhar, e temos que estar preparados não somente para os textos bíblicos que nos trazem conforte e esperança, mas também para aqueles que nos advertem e nos corrigem.
O estudo das diversas línguas, vem da palavra grega Glossolalia, glossa = língua, lalia = o ato de falar (do verbo láleo) significando assim falar línguas.
A Bíblia traz uma resposta bem ao ponto desta questão, pois o mesmo problema já existia nos dias de Paulo.
A cidade de Corinto, uma cidade da Grécia, que era uma cidade portuária, um centro comercial, que tinha muitos problemas, os deuses pagãos eram encontrados ali como Afrodite, a deusa do amor, cujo culto deu origem proverbial a imoralidade na cidade. Inclusive a expressão. Inclusive a expressão "corintianizar", vem da cidade de corinto, que significa orgias, imoralidade, depravar. Esta cidade foi palco de problemas com respeito aos dons. Os pagãos também imitavam o dom de línguas. Platão fala da Sacerdotisa pagã de Delfos, que o espírito entrava por baixo, e ela na sua loucura, espumava pela boca e falava palavras desconexas. Entre os pagãos havia o falso dom de línguas, e na igreja cristã muito se orgulha quem possuía o dom de línguas, para uma super valorização deste dom em relação aos demais. Neste contexto, Paulo entra em cena para por ordem na Igreja. Ele começa a explicar tim-tim por tim-tim como é, e como não é o dom de línguas.
Esta na primeira carta de Paulo aos Coríntios o discurso que fez para explicar o que era certo, e eliminar o que estava errado na Igreja.
I - O Espírito Santo e seus dons:
O Espírito Santo concede dons aos homens conforme escrito em I Coríntios 12:4 em diante. "Ora há diversidade dos dons mas o espírito é o mesmo, ... é dada a cada um para o que for útil. porque para um pelo Espírito é dada a palavra da Sabedoria,
e a outro, pelo mesmo Espírito a palavra da ciência,
e a outro, pelo mesmo espírito, a fé,
a outro pelo mesmo espírito dos dons de curar,
e a outro, a operação de maravilhas,
e a outro, a profecia,
e a outro o dom de discernir os dons,
e a outro, a variedade de línguas,
e a outro a interpretação das línguas.
Mas um só é o Espírito opera em todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer."
Note amigo ouvinte, que o dom de línguas não é o único dom do Espírito Santo, existem vários dons. Paulo coloca o dom de línguas em último lugar na lista dos dons. Outros textos da Bíblia ainda ampliariam mais os frutos do Espírito Santo. Isto indica inicialmente alguns aspectos importantes:
A - O Espírito Santo é quem concede os dons, diz o tecto "Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil" I Cor. 12:7. Não é algo que nós pegamos quando bem entendermos, é Deus quem nos concede. E Deus concedeu o dom de línguas quando houve necessidade;
B - Nenhum dom é mencionado neste texto, como sendo vital, ou característico que todos devam possuir. O Espírito Santo sim, este, todos devem estar em comunhão com ele. Mas nem o dom de profetizar, ou de curar, ou falar línguas, é fundamental ou essencial que todos devam possuir. O texto e o contexto são claros ao declarar "a um o Espírito Santo concede o dom de ... a outro ... e ao outro ... e ao outro ..." Ou seja, há diversidade dos dons, mas o Espírito é o mesmo;
C - Mais um detalhe precioso. Os dons são concedidos para o que for útil. Está no verso 7 do capítulo 12. Com respeito ao falar línguas, o que seria ser ou não útil? A Bíblia mesmo responde em I Cor. 14:7 em diante: "Da mesma sorte, se as coisas inanimadas que fazem som, seja flauta, seja cítara, não formarem sons distintos, como se conhecerá o que se toca com a flauta ou com a cítara? Porque se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha? Assim também vós, se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? Porque estareis como falando ao ar". Concluímos obviamente, que o falar em línguas, tem que ter uma utilidade, tem que ser ao menos inteligível. O verso seguinte explica ainda mais: "Há por exemplo, tantas espécies de vozes no mundo, e nenhuma delas sem significação." Ou seja, entende-se que ao receber o dom de línguas, seja inteligível para algum idioma conhecido. Atos 2 relata o pentecostes, porque houve necessidade de converter os estrangeiros.
A diversidade dos dons para pessoas diferentes, é reforçada em I Coríntios 12:13: "Pois todos fomos batizados em um Espírito Santo formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito. Porque também o corpo não é um só membro mas muitos". Se o pé disser: "Porque não sou a mão, não sou do corpo; não será isto do corpo? ..." A mesma coisa com a orelha, o olho ... Se todos fossem um só membro onde estaria o corpo? Agora pois há muitos membros mas um só corpo. Ou seja, os dons são diferentes, todos tem seu valor, sua importância, sua parte a desempenhar, que juntos, formam o conjunto como membros formam o corpo. Como só o olho, que é uma importantíssima de nosso corpo, não é o corpo, assim também, um só dom não é a missão completa do Espírito Santo.
Sabendo que o dom de línguas é um dos dons do Espírito Santo, e não vital a qualquer cristão, e que é concedido por Deus, para fins úteis, analisemos o primeiro acontecimento de pentecostes.
Atos 2:1-13, que relata o pentecostes, mostra que o dom de línguas foi dado para evangelizar, que ouviram os apóstolos falarem em línguas cheios do Espírito Santo. No verso 6 declara que "cada um ouvia falar na sua própria língua" e no verso 8 ainda confirma: "Como pois ouvimos cada um em nossa própria língua em que somos nascidos?" Afirmam os comentaristas que pelo menos 16 nações diferentes estavam ali presentes. Note, que eles não falaram a esmo, palavras ou sílabas sem sentido. Eram compreendidas em outros idiomas. Nota-se então que a manifestação do dom de línguas era inteligível para os estrangeiros. Dois aspectos importantes aqui:
A - Teve um propósito de evangelizar os estrangeiros, a finalidade era a edificação dos crentes e o desenvolvimento da causa de Deus;
B - E foi compreendido por eles. Logo, concluímos que se conheciam as línguas do passado, deve ser assim hoje também. Não eram expressões ininteligíveis ou que provinham de algum êxtase sentimental descontrolado.
Aqui deve-se salientar um ponto importante. O falar em novas línguas, pode significar nova língua para quem fala, mas uma língua já existente, como um brasileiro de repente começar a falar japonês, que é uma nova língua para ele; ou falar uma nova língua pode significar falar palavras e frases de uma nova língua desconhecida no mundo todo. O que significa falar uma nova língua na Bíblia? O texto original grego responde. Pois há duas palavras gregas diferentes para descrever nova língua - néos e kainós. Néos é novo no sentido de tempo, recente e Kainós é novo na forma ou na qualidade. E o que Jesus diz em São Marcos 16:17 é "Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem em meu nome e expelirão demônios; falarão novas línguas." A palavra novas línguas que Jesus aqui diz, é do grego kainos, que se refere a línguas estrangeiras, que eram novas, mas já eram conhecidas na sua forma em outros países. Portanto, falar novas línguas, é falar idiomas que já existem, e não criar uma língua que ninguém do mundo conheça.
Afirmar que o dom de línguas é característica essencial do batismo do Espírito Santo, seria não aceitar várias pessoas que se batizaram no Novo Testamento e não falaram em línguas. Tais como os sete diáconos, que foram cheios do Espírito Santo, mas não diz que falaram em línguas. Os samaritanos ao crerem na Palavra de Deus, mas também não falaram línguas. O próprio Jesus, que a Bíblia não menciona em nenhum dos evangelho, que ao ser batizado, falou línguas estranhas.
Uma pesquisa bíblica, indica dezoito notáveis batismos com o Espírito Santo, e quatorze não apresentam nenhuma referência a línguas.
Deus concede o dom que for conveniente para cada pessoa, e para cada necessidade.
O termo "Línguas dos Anjos", só aparece em I Cor. 13:1, quando Paulo assim diz: "Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine." Neste verso há detalhes preciosos. Tenhamos em mente, que Paulo está botando ordem na confusão de dons e de línguas na Igreja de Corinto. Ele salienta que mais importante do que falar línguas dos homens ou de anjos, é ter amor. Este sim, é o maior dos dons. I Cor. 13:13 diz claramente: "Agora pois permanecem a fé, a esperança e o amor. Porém o maior deste, é o amor." Note, que revolução para a igreja de Corinto, que se orgulhava do dom de línguas como sendo o mais importante, ouvir agora do apóstolo Paulo, que o dom mais importante não é falar línguas, mas sim o amor. A expressão "címbalo que retine" de I Cor. 13:1, tem duas características, mais barulho e pouca harmonia. Ou seja, Igreja com muito barulho e pouco amor. Paulo, foi ao ponto com o povo da cidade de Corinto. Nem ele, Paulo, falou a língua dos anjos. Mas mostrou para toda a Igreja que o mais importante de tudo, é o amor.
Efésios 4:12 declara que os dons são concedidos para o aperfeiçoamento dos santos e para o desempenho de seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo. Ou seja, não é simples estado de emoção sentimental, é um poder que vem contribuir para o crescimento do Evangelho.
Muitos outros detalhes poderiam ainda ser colocados, como o espaço é reduzido, indica um livro que faz uma pesquisa profunda sobre o assunto:
Robert G. Gromacki, Movimento Moderno de Línguas, JUERP, 1980. Este livro editado pelos batistas, é ótimo, foi recomendado a mim pelo meu professor de Teologia em minha faculdade. Recomendo a quem desejar mais detalhes sobre o assunto.

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29 - Como interpretar o verso bíblico: "as mulheres estejam caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar, mas estejam submissas como também ordena a lei." I Coríntios 14:34. Será que Paulo proíbe as mulheres de falarem na Igreja? Será que a Bíblia ensina que as mulheres não podem falar na Igreja? Como explicar isto?

CONTEXTO DA ÉPOCA: As mulheres eram tidas em baixa conta entre o povo judeu. Diz o comentarista Russeli Champlim, que as mulheres naquela época, eram proibidas de freqüentar escolas de Teologia, na realidade os rabinos afirmavam: "É preferível queimar a lei do que ensiná-la a uma mulher." Era costume dos gregos e dos judeus, determinar que a mulher permanecesse em segundo plano nos afazeres públicos. Era ordenança judaica, que as mulheres não pudessem falar nas assembléias, e nem mesmo fazerem perguntas. Um escravo do sexo masculino poderia ler, mas a mulher não. A Bíblia demonstra o menosprezo da sociedade de então ao seco feminino, quando se fazia um censo, ou a contagem de um povo, que só eram contados os homens, não se incluíam mulheres nem crianças. As próprias geneologias, não aparecem mencionando o nome de mulheres com a mesma freqüência que menciona os homens. Um exemplo mais, quando Maria Madalena foi apanhada em adultério: Porque os homens só levaram a mulher e não o homem que estava com ela, que também era um adúltero? Isto demonstra a sociedade machista, e o descaso com a mulher. O próprio divórcio, naquele tempo, se dava por qualquer problema, se a mulher queimasse o pão, ou não cumprisse com as expectativas do marido, o divórcio era feito com facilidades, por isto Jesus disse: "O que Deus ajuntou não separe o homem". Dizem alguns comentaristas, que as mulheres naquele contexto, eram tidas em tão baixa estima, que o judeu tinha uma oração que era mais ou menos assim: "Obrigado Senhor, porque não nasci camelo, nem mulher e nem samaritano".
Neste contexto, Paulo realmente declarou que uma mulher não deveria falar na Igreja, pois o cristianismo, que estava sendo difundido, não podia cair em descrédito, sendo divulgado por mulheres que não tinham o respaldo necessário da sociedade.
Paulo realmente quis dizer o que está escrito, mas exclusivamente para a sua época, e para o seu contexto. É importante destacar, que a igreja cristã não surgiu para produzir um revolução social, mas sim uma transformação espiritual pelo poder de Deus. As mudanças sociais deveriam surgir como conseqüência natural das transformações espirituais nos indivíduos que aceitassem a Cristo.
Como posso diferenciar o que Paulo disse para sua época, e o que é para nós nos dias de hoje? Olhando o CONTEXTO DA BÍBLIA. Existe uma harmonia na Bíblia, Isaías escreveu: "Um pouco aqui um pouco ali". As verdades fundamentais da Bíblia, não estão isoladas e únicas, elas se completam, se reafirmam de outras formas e em outros contextos.
E qual é o contexto da mulher na Bíblia então?
Inicialmente foi criada para estar ao lado do homem, após o pecado porém, houve inimizade e esta ficou sujeita a seu marido. Isto não significa que ela ficou esquecida e muito menos desprezada, pois a Bíblia dá exemplos da importância da mulher, e como o homem deve respeitá-la. A Bíblia registra mulheres que foram relevantes na sociedade, pela escolha Divina, como as profetisas: Hilda, Débora, Miriã, as 4 filhas de Felipe, e ainda a importância das mesmas como mães, como foi a mãe de Moisés, mãe de João Batista, de Jesus, etc. O próprio Jesus restabeleceu o lugar da mulher na sociedade, pois em diversos momentos foi criticado por quebrar barreiras da época: quando conversou com uma mulher samaritana junto ao poço de Jacó; quando permitiu que seus pés fossem lavados com perfume caríssimo num banquete; quando perdoou a uma mulher adúltera, etc. Logo, temos que deixar claro, a diferença entre um "Assim diz o Senhor" e o que Paulo falou para o seu público definido para sua época.
No último capítulo do livro de Provérbios, o sábio Salomão descreve o valor da mulher virtuosa, que o "seu valor muito excede ao de jóias preciosas". Provérbios 31:10, parafraseando os versículos seguintes, diz a Bíblia, que a mulher virtuosa é econômica, faz bem e não mal todos os dias de sua vida, ela é trabalhadora, não mede esforços para garantir o pão, mesmo à noite ela trabalha para sustentar sua família e suas servas, cuida da semeadura, do campo, da colheita, é esforçada, prova e demonstra seus bons resultados, é uma luz que não se apaga de noite, ajuda aos necessitados, não tem medo de imprevistos, e muitas outras qualidades que o capítulo 31 de Provérbios encerra assim: "Enganosa é a graça, e vã a sua formosura; mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada."

CONCLUSÃO:

Paulo não sabia nem imaginava o potencial das mulheres, sua época não permitia pensar corretamente neste particular. Hoje porém, a maior igreja do mundo, de Paul Yang Choo, é um sucesso devido aos grupos familiares, que os homens não conseguiram liderar com êxito, mas sim as mulheres, que fizeram com sua dedicação, a Igreja de paul Yang Choo na Coréia, a maior igreja do mundo.
Portanto quase que 100% das igrejas cristãs, aceitam o fato de as mulheres participarem em suas atividades, ainda que, em muitos casos, os homens ocupem os cargos de maior responsabilidade.

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30 - Qual a interpretação de Colossenses 2:16-17 que está escrito assim: "Ninguém pois vos julgue pelo comer ou pelo beber, ou por causa de festa, ou de lua nova ou de sábados, que são sombras das coisas vindouras; mas o corpo é de Cristo." Seria o sábado uma sombra do Velho Testamento?

Antes de entrar em detalhe do verso, analisemos o contexto histórico do Velho Testamento. No tempo de Moisés, haviam dois tipos de Leis: A Lei de Deus, e a Lei de Moisés que seriam as leis cerimoniais. A distinção entre as duas leis é ampla e clara. O sistema cerimonial era constituído de símbolos que apontavam para Cristo, para seu sacrifício e seu sacerdócio. Mas com respeito a Lei de Deus, declara o salmista: "Para sempre, ó Senhor, a Tua palavra permanece no Céu." Salmos 119:89. E foi Jesus quem disse: "Não vim destruir a lei ... em verdade vos digo, ... que até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido." Mateus 5:17 e 18. A Lei de Deus é imutável. Veja algumas das diferenças principais entre a Lei de Deus e a Lei de Moisés ou Cerimoniais:

= A Lei de Deus, foi escrita pelo próprio Deus em tábuas de pedra. Êxodo 34:1;
- A Lei de Moisés foi escrita num livro, conforme Deuteronômio 31:24.
= A Lei de Deus que foi escrita em pedra, são apenas os dez mandamentos, conforme Deut. 10:4;
- E o que Moisés e não Deus escreveu, foram as leis e orientações cerimoniais, sociais. Deut. 31:9.
= A Lei que Deus escreveu foi colocada dentro da arca. Deut. 10:4 e 5;
- E o que Moisés escreveu, foi colocado ao lado da arca. Deut. 31:25 e 26.
= A Lei de Deus, (Salmos 19:7 e 8) "é perfeita e refrigera a alma, ... dá sabedoria aos simples, os preceitos do Senhor são retos, e alegram o coração, o mandamento do Senhor é puro, e ilumina os olhos.";
- Já as leis cerimoniais que Moisés escreveu, eram leis de holocausto, para o povo oferecer ofertas ao Senhor.
= O propósito da Lei de Deus está em Eclesiastes 12:13: "Este é o fim do discurso; tudo já foi ouvido; Teme a Deus e guarda os seus mandamentos, porque isto é o dever de todo homem.";
- O propósito das Leis de Moisés eram apontar a crucificação de Cristo. Confira em Col. 2:14 e 17 e Heb. 9:9.
= Até quando duraria a Lei de Deus? Salmos 111:7 e 8 "... fiéis são os seus preceitos, firmados para todo o sempre ..." Salmos 119:89 e 144 "... Justos são os seus testemunhos para sempre." E ainda, São Mateus 5:17 e 18 ...Jesus disse: "Porque em verdade vos digo, que até o céu e a terra passem de modo nenhum passará da lei um só i ou til, até que tudo seja cumprido.";
- Até quando durariam as leis de Moisés? Até a cruz de Cristo. Col. 2:14.

E assim poderíamos prolongar o estudo sobre as diferenças das Leis de Moisés em paralelo com a Lei de Deus, os Dez Mandamentos; no entanto, o assunto em questão, exige outras explicações dos versos bíblicos que o ouvinte perguntou.

Quando Paulo se dirigiu aos colossos, em sua carta, no capítulo 2:16 e 17, e diz que ninguém vos julgue pelo que come, ... ou pelos dias de festas, ou sábados, ele estava se referindo às festas e cerimonias do judaísmo. Já vimos as diferenças entre a Lei de Deus e as leis cerimoniais, mas há também uma diferença entre os sábados das festas e o sábado da Lei de Deus: Os sábados festivos vieram do tempo de Moisés, e o sábado, dia santo do Senhor, vem desde a criação, precedido de um imperativo "Lembra-te do dia de sábado para o santificar ..."
Estes sábados aí de Colossenses 2:16 e 17, estão associados à dias de festa e lua nova, que eram solenes festividades nacionais judaicas, ou feriados fixos. O sábado dos dez mandamentos, não tem esta natureza, não era festivo e nem típico.
As festas e os sábados que são relatados neste texto de Colossenses, referiam-se a um acontecimento futuro, que seria a morte de Cristo como expiação pelos nossos pecados, já o Sábado do dez mandamentos, nos leva ao passado, à criação, como um memorial do que Deus criou. São duas situações bem diferentes e distintas.
Logo, concluímos que, quando Paulo escreveu este texto aos Colossenses, ele não estava sob hipótese alguma anulando o quarto mandamento de Deus, mas sim as leis cerimoniais que apontavam a expiação de Cristo na cruz, fossem as festas de lua nova ou sábados, etc.
Gostaria agora de fazer algumas perguntas para você ouvinte:
I - Será que Deus iria abolir as leis dos dez mandamentos que escreveu com o seu próprio dedo, e segundo diversos textos bíblicos que dizem ser a lei perfeita e eterna?
II - Será que hoje poderíamos então matar, roubar, pois os mandamentos foram abolidos?
III - Tiago 2:10 diz: "Pois qualquer que guardar toda a lei, mas tropeçar em um só ponto, torna-se culpado de todos. Pois aquele que disse: "Não adulterás", também disse : "Não matarás". Ora, se não adulteras, mas matas, torna-te transgressor da lei." É clara a mensagem deste texto, que não adianta guardar um mandamento e transgredir outro, é preciso ser um cristão completo.
Vem outra pergunta: Existe alguém que consegue guardar todos os dez mandamentos? A resposta é que perfeito só foi um: Jesus, mas há uma diferença entre nós sempre, há aqueles que se contentam como são, não buscam a santidade, não se preocupam em seguir os caminhos de Deus, estes sim, são imperfeitos e não buscam mudar, estão satisfeitos longe de Deus, e não tem paz, e um outro grupo de pessoas imperfeitas que buscam constantemente o perdão, a justificação pala fé, por conhecer a lei, e notar os seus defeitos, e então rogar que a graça de Cristo, venha cobrir os seus erros e imperfeições, fato este que de contínuo vai aperfeiçoando o cristão, como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.
A função da Lei não é salvar. A Lei não salva. A Lei de Deus mostra o pecado, e a necessidade de um Salvador, que é Cristo. É pela lei que vem o conhecimento do pecado e o sentimento de necessidade de um Salvador. A Lei aponta o pecado e o Salvador do pecado. Esta é a função da Lei. Só observando a lei, seremos como os fariseus, jamais seremos salvos, e só dizer que amamos a Jesus também não nos trará salvação, pois muitos dirão naquele dia: Senhor, Senhor, em ti não fizemos milagres ... etc. no entanto Jesus vai responder: "Apartai-vos de mim, nunca vos conheci."
Portanto amigo ouvinte, esta é a função da Lei, não salvar, mas apontar o pecado, e nos indicar o Salvador do pecado, que nos dará o poder de vivermos uma vida mais pura e santa diante de Deus e diante dos homens.

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31 - Por ocasião da segunda vinda de Jesus terão lugar os seguintes acontecimentos:

I - Os justos mortos ressuscitarão - I Tessalonicenses 4:16 diz: "Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro." Esta também é chamada a PRIMEIRA RESSURREIÇÃO, conforme Apocalipse 20:6 onde está escrito: "Bem aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição..."

II - Os santos (justos) vivos serão transformados. I Coríntios 15:52 diz: "Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados."

III - Todos os justos (os que estavam vivos e os que ressuscitarem) serão levados ao céu. I Tessalonicenses 4:17 diz: "Depois nós os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor."

IV - Os ímpios vivos serão destruídos (mortos) pelo resplendor da manifestação de Deus. II Tessalonicenses 2:8 diz que o Senhor matará o iníquo com o sopro de Sua boca.

V - Esta Terra ficará desolada, vazia. Jeremias 4:23-26 relata: "Olhei para a terra, e ei-la sem forma e vazia; para os céus, e não tinha luz. Olhei para os montes, e eis que tremiam, e todos os outeiros estremeciam. Olhei, e eis que não havia homem nenhum, e todas as aves dos céus haviam fugido. Olhei ainda, e eis que a terra fértil era um deserto, e todas as suas cidades estavam derrubadas diante do Senhor, diante do furor de sua ira."

VI - Satanás será preso. Diz Apocalipse 20:1-3 - "Então vi descer do céu um anjo, tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois é necessário que ele seja solto pouco tempo."
A palavra abismo vem do grego ABYSSOS e é a mesma que descreve o estado caótico da Terra mencionado em Gênesis 1:2. "A Terra, porém, era sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo". Evidentemente os acontecimentos finais - as convulsões da Natureza mencionadas em Apocalipse 16:18-21 - reduzirão a Terra a um estado semelhante ao descrito em Gênesis 1:2.
Durante mil anos ou um milênio, Satanás não terá seres humanos para tentar: estará preso por uma cadeia de circunstâncias. "Durante mil anos vagueará de um lugar para outro na Terra desolada, para contemplar os resultados de sua rebelião contra a lei de Deus."
Onde estarão os justos durante esses mil anos? Os justos que estiverem vivos por ocasião da volta de Cristo e os justos que ressuscitarem estarão todos no CÉU durante os mil anos. I Tessalonicenses 4:17 (já lemos o texto anteriormente) diz que subirão para o encontro com Cristo entre as nuvens. Apocalipse 20:4 diz mais: "Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. E viveram e reinaram com Cristo durante mil anos."
Portanto, durante os mil anos, ou milênio, os justos se ocuparão da obra de julgamento dos ímpios. A Bíblia diz: "Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? ... Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos?" I Cor. 6:2 e 3.
Juntamente com Cristo, o grande Juiz, eles examinarão o relatório da vida de cada um, contido no livro do Céu (Apoc. 20:15) e comparar-lo-ão com o divino código - a santa lei de Deus, determinando a extensão do castigo. Evidentemente julgarão também os anjos caídos. Deus permitirá a participação dos salvos na obra de julgamento dos ímpios para que vejam a justiça divina e não haja dúvida quanto ao castigo aplicado. Então irão declarar: "Justos e verdadeiros são os Teus caminhos. ó Rei das nações". Apocalipse 15:3.
Completados os mil anos, a Jerusalém celestial será transferida para a Terra, juntamente com os salvos. Apocalipse 21:2 diz: "Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo." Os pés de Cristo pousarão no monte da Oliveiras o qual se fenderá e aquela região será a capital do novo governo de Cristo (Zacarias 14:4,5).
Em seguida todos os ímpios, desde o princípio do mundo, ressuscitarão para receberem o castigo merecido.
Os justos estarão dentro da cidade - os ímpios fora dela.
Voltando os ímpios à existência, Satanás será solto pouco tempo. (Apocalipse 20:3 última parte), pois terá novamente pessoas para enganar. Diz a Bíblia em Apocalipse 20:8 e 9 - "E sairá a seduzir as nações ... a fim de reuni-los para a peleja. O número desses é como a areia do mar. Marcharam então pela superfície da Terra e situaram o acampamento dos santos e a cidade; DESCEU, PORÉM, FOGO DO CÉU E OS CONSUMIU."
Satanás moverá os seus anjos e as hostes dos ímpios a um último e desesperado ataque contra o povo de Deus. Mas ... fogo desceu do céu. A terra inteira será transformada num lago de fogo (II Pedro 3:10; Apocalipse 20:10). Nesse lago perecerão Satanás, seus anjos e todos os ímpios. Diz a Bíblia: "E se alguém não foi achado inscrito no livro da vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo." Apocalipse 20:15.
Portanto, Ricardo, o milênio, os mil anos, serão no Céu - os justos que estiverem vivos por ocasião da volta de Cristo mais os justos que ressuscitarem nesse dia. Com relação a Zacarias 14:16-21 é muito simples. A maioria das promessas feitas através dos profetas do Velho Testamento é de duplo cumprimento: um local e o outro futuro. Um refere-se ao Israel literal, outro ao Israel espiritual. Zacarias, bem como Isaías e outro descrevem novos céus e nova terra que Deus se proporia instaurar se Israel atendesse às mensagens dos profetas e cumprisse o propósito divino, após o livramento do cativeiro. Porém, Israel falhou. Não cumpriu a sua parte. Em Israel não se cumpriram as condições da Nova Terra. Temos, então, de buscar a aplicação secundária. Uma leitura atenta de Zacarias 14:16-21 revela que as promessas ali feitas referiam-se ao Israel literal. O povo que falhou e não pôde receber a bênção prometida.

"Os ímpios ficarão sofrendo eternamente num lago de fogo?"

Essa pergunta é importante. E a resposta é NÃO. Certas expressões das Escrituras podem dar a impressão de que o tormento do ímpio não terá fim.
Referimo-nos às expressões "PARA SEMPRE", "PARA TODO O SEMPRE" e a palavra "ETERNO" que a Bíblia emprega com respeito ao castigo do ímpio. Temos também a expressão "FOGO QUE NUNCA SE APAGA" ou "FOGO INEXTINGUÍVEL". Vejamos o sentido a elas dado na Bíblia:
A - "PARA SEMPRE". Onésimo, servo de Filemon, devia ser possuído por seu senhor "para sempre". Filemon, verso 15. O menino Samuel deveria permanecer no tabernáculo "para sempre". I Sam. 1:22. O sentido de "para sempre" nestes casos é a duração de uma vida humana;
B - "PARA TODO O SEMPRE". O castigo do ímpio será "para sempre", ou "pelos séculos dos séculos". (Apoc. 14:11; 20:10). Também a terra de Edom, ao sul da Palestina, seria queimada com fogo cuja fumaça subiria "para sempre", e ninguém passaria por Edom "para sempre". Isaías 34:9 e 10. Entretanto, quem queria poderia passar hoje (1994) por Edom. O sentido é que a destruição do país seria completa e completa seria a sua desolação, por um determinado espaço de tempo;
C - O ímpio sofrerá a pena do "fogo eterno". Mateus 25:41. Sadoma e Gomorra também sofreram a ação do "fogo eterno" e foram até postos por exemplo dos que terão de sofrer a mesma pena (Judas 7). Foram, porém, totalmente destruídas, reduzidas a cinzas (II Pedro 2:6). Não estão queimando até hoje;
D - Jesus falou do fogo ao qual será lançado o ímpio, como "fogo que nunca se apaga" Marcos 9:47 e 48. Jerusalém foi queimada com "fogo que nunca se apaga" (Jeremias 17:27.) Mas Jerusalém não continua queimando. O sentido de "fogo que nunca se acaba" é: fogo que não se pode extinguir, que executa plenamente a sua obra destruidora. consumada a destruição, ele cessa de arder.
A Bíblia diz que o "salário do pecado é a morte. Não um tormento sem fim. O castigo dos ímpios é chamado A SEGUNDA MORTE. Apoc. 20:14. Os ímpios sofrerão no lago de fogo, depois dos mil anos, tanto quanto mais graves tenham sido os seus pecados. MAS NÃO SOFRERÃO PARA TODA A ETERNIDADE. Eles serão reduzidos a cinzas. Malaquias 4:1-3 diz: "Pois eis que vem o dia, e arde como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem perversidade, serão como o restolho; o dia que bem os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo. Mas para vós outros que temeis o Meu nome nascerá o sol da justiça, trazemos salvação nas suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria. Pisareis, os perversos porque SE FARÃO CINZAS debaixo das plantas de vossos pés naquele dia que prepararei, diz o Senhor dos Exércitos." Sim, os ímpios queimarão. Virarão cinzas. Deixarão de existir.
O castigo dos ímpios é chamado nas Escrituras "obra estranha" a Deus. Isaías 28:21. Infligir sofrimento, destruir, não é segundo os sentimentos de Deus, porque não tem "prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu mau caminho e viva". Ezequiel 33:11. Em tocantes palavras Ele pede: "Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que haveis de morrer, ó casa de Israel?"
Que admirável revelação de Deus! "Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento" II Pedro 3:9.
Todo o interesse do Céu está concentrado em salvar pecadores. Para salvar - e não para destruir - Deus deu o melhor que teve, o Seu divino Filho, o Senhor Jesus Cristo. Para salvar Deus faz pregar o evangelho, faz anunciar aos homens - a todos os homens - que em Cristo há remissão dos pecados, e há vida eterna. Para salvar Deus estende o tempo de graça - Ele espera, dá nova oportunidade, até que o coração do homem chegue ao arrependimento.
Os ímpios, lançados no lago do fogo serão os que tiverem rejeitado a salvação e preferiram seguir o Mal. A sua destruição será um ato de misericórdia da parte de Deus, para os justos viverem em paz e segurança.
E um outro detalhe importante: o fogo que destruirá Satanás e os ímpios, purificará a Terra das conseqüências do pecado. Diz II Pedro 3:10 e 13. "... e a Terra, e as obras que nela há, se queimarão ... Mas nós, segundo a Sua promessa, aguardamos novos céus e nova Terra, em que habita a justiça".
Então Deus vestirá o nosso planeta de edênica beleza (Is. 35:1 e 2) e estabelecerá nele o Seu Reino. O plano original de que este mundo fosse habitado por uma raça perfeita (Isaías 45:18), será por fim executado.
Diz a Bíblia: "O efeito da justiça será paz, e o fruto da justiça repouso e segurança para sempre. O Meu povo habitará em moradas de paz, em moradas bem seguras, e em lugares quietos e tranqüilos." Isaías 32:17 e 18. "Não se levantará por duas vezes a angústia." Naum 1:9.
Livres do pecado e suas conseqüências, a doença, a morte; livres dos sofrimento que elas acarretam e sem nenhum adversário para os tentar ao esquecimento do seu Criador, os salvos se deleitarão no amor e dádivas de Deus através da eternidade.

(aldm-ECV-12)


32 - São Tiago 5:14 fala sobre a Unção. Deverão receber a Unção somente os doentes?

No livro A Ciência do Bom Viver há um capítulo inteiro sobre o assunto, e é leitura muito linda, que recomendamos; ali encontramos trechos interessantes que guiam os anciões, ministros e outros que participam na oração aos doentes, e também há orientação segura e divina para o próprio enfermo.
O orar pelos doentes é um assunto tão importante que não deve ser feito descuidadamente. Eu creio que devemos levar cada caso ao Senhor, e revelar a Deus todas as nossas fraquezas e especificar todas as nossas perplexidades. Quando em tristeza, quando incertos com referência ao caminho a tomar, dois ou três que estão acostumados a orar deviam se unir e pedir ao Senhor que sua luz brilhe sobre eles, e que conceda sua graça especial; e ele atenderá suas petições, responderá a suas orações ... Eu entendo que o texto em Tiago deve ser aplicado quando uma pessoa está doente, de cama, e chama os anciões da igreja, e eles, seguindo a orientação de Tiago, ungem o doente com óleo no nome do Senhor e oram sobre ele a oração da fé ... Não é nosso dever chamar os anciãos da igreja por qualquer pequena enfermidades que temos, por que assim sobrecarregaríamos os anciões ...; mas o Senhor nos dá o privilégio de buscá-lo individualmente em oração fervorosa, descansando nele o peso de nossa alma ... Oh! Quão gratos devíamos ser pelo fato de que Jesus está desejoso e é capaz de levar todas as nossas enfermidades e fortalecer-nos, e curar todos os nossos males se isto for para o nosso bem e para sua glória! Alguns morreram nos dias de Cristo e dos apóstolos por que o Senhor sabia exatamente o que seria melhor para eles.
O doente ao ser ungido deve saber o que está pedindo, deve ter confessado os seus pecados, deve estar disposto a seguir a reforma pró-saúde, etc., se Deus o curar. Vemos assim que o doente pode estar consciente.
Entendo que a unção deve ser feita quando os recurso humanos tenham chegado ao seu limite, mas esta pode ser uma opinião minha, particular.

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33.A - A Nova Terra será o Jardim do Éden restaurado ou uma cidade?

Introdução:

É preciso lembrar que um dos princípios de interpretação da Bíblia é não especular o que não está revelado. Vez por outra, surgem perguntas ou dúvidas que não são fundamentais ou vitais para a nossa salvação e não devem nos causar desânimo ou falta de fé, pois tudo o que precisamos saber para obter o perdão e a salvação pela fé em Jesus e sua graça, está amplamente escrito por toda a Bíblia nas suas diferentes formas e maneiras.
Portanto, saibamos os limites do que a Bíblia diz, pois são suficientes para nos orientar o caminho para a Salvação, e aquilo que não estiver escrito claramente na Bíblia, é melhor guardar silêncio. Esperar para ver é uma atitude prudente, sábia e coerente para qualquer cristão.
A Nova Terra: uma cidade ou um jardim?
Diversas passagens bíblicas, são claras em apresentar a Nova Terra como sendo uma cidade. Veja algumas delas:
A - Apoc. 21:2: "E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo";
B - Referindo-se a Abraão, em Hebreus 11:10 está escrito: "Porque esperava a cidade que tem fundamentos, do qual o artífice e construtor é Deus."
C - Apoc. 21:16: "E a cidade estava situada em quadrado ... e mediu a cidade com a cana até doze mil estádios."
D - O Profeta Isaías no capítulo 60 de seu Livro, no final do verso 14 diz: "... e chamar-te-ão a cidade do Senhor, a Sião do santo de Israel."
E outras passagens que poderiam ser somadas a estas para mostrar que a Nova Jerusalém será de fato uma cidade.
Segue agora a pergunta: Não será então a Nova Terra o Jardim do Éden restaurado?
Veja o que a Bíblia responde:
Apoc. 22:1 e 2: "E mostrou-me o rio puro de água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. No meio de sua praça, e de uma e outra banda do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para cura das nações."
A Bíblia é clara em apresentar que na Nova Jerusalém, haverá um rio, uma praça, uma árvore ... O que nos faz imaginar que as belezas do Jardim do Éden, poderão fazer parte da cidade de Jerusalém.
O escritor do Livro de Apocalipse, o apóstolo João, revela a medida da cidade, conforme Apocalipse 21:16: "... e mediu a cidade com a cana até doze mil estáfios."
Decifrar a medida exata do que significa doze mil estádios, é um tanto desafiador, pois existem várias hipóteses de medidas em metros, porém há uma medida que alguns comentaristas e teólogos consideram ser aproximada que 12 mil estádios: seriam mais ou menos como o tamanho do Estado de São Paulo. Pergunto então: Não caberia nesta cidade o Jardim do Éden? Esforcemo-nos e oremos para estar lá para vermos.

33.B - Porque vamos precisar de abrigo na céu?

Vamos ter casa no céu para nos abrigarmos de quê?
O Livro de Apocalipse, que nos oferece muitos dados sobre o fim dos tempos e da Nova Terra, diz que na Nova Jerusalém "não entrará coisa alguma impura, nem o que pratica abominação ou mentira". conforme Apoc. 22:27, o que permite entendermos que no céu não haverá ladrões, bandidos, etc.
Está escrito também que "a cidade não necessita nem de Sol nem da Lua, para que resplandeçam, porque a Glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua Lâmpada." Porque então casas? Isaías 65:21 diz: "E edificarão casa e as habitarão, plantarão vinhas e comerão o seu fruto." Para responder esta pergunta, vamos olhar para o início de nossa história.
Quando Deus criou Adão e Eva, lhes deu também um Lar: o jardim do Éden. Toda a terra era bela, tudo o que Deus havia feito era muito bom. Mas Adão e Eva tinham o seu cantinho, o seu Lar. Deus criou para eles um jardim, o Jardim do Éden, toda a terra e os animais estavam sob seu domínio, mas o Jardim do Éden era o lar deles.
A privacidade, o senso de ter o seu espaço próprio, o seu lugar, parece-nos que sempre foi o plano de Deus. Note: Jesus, certa ocasião, mostrou a falta deste espaço particular, como diz o Evangelho de Mateus 8:20 "As raposas tem covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça."
Fiquemos portanto, com o que a Bíblia diz: "E edificarão casa e as habitarão" o restante são inquietudes; vamos nos empenhar em estarmos lá para ver não adianta conjectuar o que Deus não revelou.

33.C - Como será o relacionamento de marido, esposa e filhos no céu?

O Evangelho de Mateus no capítulo 22 a 33, relata-nos quando os saduceus em certa ocasião, interrogaram Jesus propondo-lhe uma questão de uma mulher que teve 7 maridos, e após a ressurreição de todos, com quem a mulher ficaria? Jesus então respondeu: "Errais não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus; pois na ressurreição nem se casam nem se dão em casamento; mas serão como os anjos no céu."
E a Bíblia confirma isto, quando diz que nosso corpo será transformado num piscar de olhos, e o que é corruptível se revestirá da incorruptibilidade, e que isto que é mortal, se revista da imortalidade, conforme está escrito em I Cor. 15:52 e 53.
Os salvos serão transformados, e serão como os anjos, onde não haverá casamentos nem procriação. Portanto, estaremos numa esfera mais elevada, pois o homem foi criado segundo a Bíblia um pouco inferior aos anjos, conforme Hebreus 2:7, que diz: "Fizeste-o um pouco menor do que os anjos, de honra e glória os coroaste ..."
O idioma que vamos falar no céu, será a língua dos anjos. Em I Cor. 13:1, o apóstolo Paulo menciona que os anjos tem a sua linguagem peculiar.

CONCLUSÃO:

Amigo ouvinte, encerro esta Consultoria Bíblica com o texto de I Cor. 2:9: "Mas como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviam, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que O amam."
Ou seja, o que conseguirmos imaginar, assim não será o Céu; pois, o que Deus está nos preparando, não há como descrever com palavras. Está além de nossa compreensão. Fiquemos, portanto, com os dados que a Bíblia nos oferece, alegremo-nos com a certeza de que Deus está preparando um lugar para aqueles que o amam.
Vamos pois, amar a Jesus, seguí-lo de todo o coração, lembrando que amar não significa apenas dizer "Eu o amo", mas seguir os seus mandamentos, pois Ele disse, conforme o Evangelista João, no capítulo 14:15, as seguintes palavras: "Se me amais guardareis os meus mandamentos."
Amigo ouvinte, vamos seguir os passos de Jesus, Ele nos deu o exemplo, e a recompensa será muito além de nossas expectativas. Lembre-mo-nos que vale a pena seguir a Cristo. Temos um Céu a ganhar; e um inferno a evitar. Gostaria você de sempre seguir a Jesus?

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34 - Qual a origem da raça negra? Deus teria criado o homem de qual cor?

A discussão da origem da raça negra, corre por séculos com muitas teorias ou hipóteses diferentes. E não se encontra com facilidade material para pesquisa, que tenha profundidade e coerência, sem tomar partido racista. Vamos apresentar aqui, o que encontramos e que julgamos ter muita coerência e precisão.
Antes de responder Biblicamente como surgiu, vamos conhecer algumas poucas das muitas teorias que correm por aí, que são erradas, sobre a origem da raça negra, e também o nosso parecer:

1ª Teoria - A raça negra se originou num local que possuía um clima especial ou alimentação diferente. ERRADO. Esta é uma tese evolucionista, que não tem fundamento bíblico, e nem científico, pois hoje notamos que pessoas de cor branca ou negra, vivem perfeitamente em lugares quentes ou frios, sem mudar a cor fundamental de sua pele. Nem os japoneses que formam suas colônias no Brasil, deixam de ter suas características de sua raça. Perde-se as características quando se cruzam as raças, mas não quando se muda de um lugar frio para um lugar quente, ou vice-versa. Nem a alimentação tem a ver com esta variação da cor da pele. Pode haver doenças causadas pela deficiência alimentar, pode haver manchas, e levar até a morte, mas não alterar a cor fundamental da pele, passando ainda isto para outras gerações.
Portanto, a raça negra, não tem origem por causas climáticas ou de nutrição.

2ª Teoria - A raça negra surgiu com Caim, como um sinal de Deus. ERRADO. Não têm nenhuma confirmação bíblica. O sinal que Deus deu para Caim, também para Jonas, que após passar pelo ventre da Baleia, pregou em Nínive e as pessoas notavam um sinal que ele possuía, ou qualquer outra aplicação que caracterize castigo ou sinal especial, é mera especulação, e não tem nenhum fundamento Bíblico. Não é nestes contextos que encontramos alguma prova.

3ª Teoria - A raça negra surgiu após a torre de Babel, quando todos se espalharam, cada um para um canto, e formaram cada povo do mesmo idioma, seu clã, e assim formaram suas características. ERRADO. A torre de Babel é a origem dos idiomas e línguas diferentes, mas não tem nada haver com a cor da pele. Se formaram povos e sociedades diferentes caracterizados pelo idioma de cada um, mas como já vimos na primeira hipótese, o clima ou o ambiente, não tem nada haver com a cor da pele.

Assim poderíamos enumerar outras tantas teorias e hipóteses que correm por aí, mas vamos agora tentar achar na Bíblia a origem das raças diferentes. Estas colocações que faço a seguir, são fundamentadas em uma tese de Mestrado, de um amigo, o Pr. Natanael Morais, que abordou exatamente este tema da origem das raças, que se formou com a nota máxima, e agora está concluindo o Doutorado. Vejamos então:
Em Gênesis capítulo 10, encontramos os descendentes de Noé, que iniciaram o povoamento da Terra. Sem, Cão e Jafé. Há consenso entre os eruditos, que estes três deram origens aos seguintes povos:
Sem - Origem aos Árabes e Israelitas - Morenos;
Cão - Que logo depois gerou a Cuse ou Cuxe, deu origem a raças coloridas, amarelas e escuras, os povos da África, Egito, Etiópia. Um texto Bíblico que os eruditos afirmam concordar com esta idéia está em Jeremias 13:23, onde diz "Pode o etíope mudar a sua pele?,..."
Jafé - Origem aos brancos, Europeus.
Em Gênesis 10:6, lemos que os filhos de Cão são Cuse, Mizraim, Pute e Canaã.
De Cuse vem a cor negra, de Mizraim os egípcios, de Pute os líbios. A esposa de Moisés, Zípora, era cusita. No verso 17 de Gênesis, capítulo 10, um dos descendentes de Cão, é o sineu, que os eruditos em consenso, propõem ser a origem dos chineses. Documentos arqueológicos encontrados no Egito, confirmam estas origens, apresentando os jafeitas que tinham a pele de cor branca, cabelos lisos, e olhos azuis.
Relembrando rapidamente, de Sem vieram os morenos, de Cuse o Cuxe vieram os de cor negra, e de Jafé vieram os mais claros.
A explicação para a origem desta variedade de cores, que ainda ao cruzar as raças formam outras tantas cores e tipos diferentes, é a carga genética. Deus não criou tudo uniforme. As montanhas não deixam que o visual seja tudo plano. A variedade de cores das plantas fazem a beleza dos jardins, a própria cor verde das plantas, quantos tons e variedades trazem uma beleza sem igual. Assim também com a raça humana, Adão e Eva, criados por Deus, do barro, tinham uma cor rosada, rubra, pois vieram da argila, mas Deus carregou sua carga genética, para que ao se proliferarem gerações, variedades fossem surgindo para haver mais beleza e não uma uniformidade única.
Concluímos assim, que a variedade de cor da pele, de raças, é também plano de Deus. Não tenho nenhum privilégios ou castigos, mas todas tem origem no próprio plano de Deus, na carga genética do homem, que ao longo dos séculos, tem dado um colorido diferente e agradável a população humana. Somos todos irmãos, filhos de Adão e Eva, e todos criados a Imagem de Deus, com um colorido de variedade especial.

Respostas de perguntas feitas por ouvintes da Rádio Novo Tempo FM. Compilação do Pr. Irineo E. Koch Colaboração: Amiltom de Menezes