Respostas de perguntas feitas por ouvintes da Rádio Novo Tempo FM. Compilação do Pr. Irineo E. Koch Colaboração: Amiltom de Menezes

1 - Freqüentemente nossos ouvintes perguntam qual a razão de, como cristãos, especialmente como adventistas do sétimo dia, contarmos a duração dos dias de forma diferente. Por que o sábado é contado a partir do pôr do sol de sexta-feira, e não a partir da meia-noite? Por que o ano de 1995 vai começar no pôr do sol do sábado, às 20:29 - segundo a meteorologia e não à meia-noite? E o calendário nunca foi mudado? Poderia o sábado original ser na verdade uma segunda-feira ou estar em outro dia da semana?

Não é difícil de entender. O CONSULTORIA BÍBLICA de hoje vai procurar responder estas e outras questões.
"O tempo que a Terra gasta em seu movimento de oeste para leste, descrevendo uma elipse alongada em torno do sol, forma o ano. O espaço de tempo necessário para uma evolução completa da lua em volta da Terra forma o mês. O período que a Terra leva para completar o movimento de rotação ao redor de seu próprio eixo, forma o dia. Com efeito, o ano, o mês e o dia estão associados, como unidade de tempo, aos fenômenos astronômicos. A semana, entretanto, constitui um ciclo independente, de origem divina, sem qualquer relação com as lunações ou movimento de translação e rotação da Terra"(RA, 09-78, pág. 8 CPB).
Quando Deus criou o mundo, o fez em seis dias, descansando no sétimo. Gênesis capítulo 1 e 2:1-3. É interessante observar que após cada dia, o escritor bíblico registra: "houve tarde e manhã, o primeiro dia" (verso 5); "houve tarde e manhã, o segundo dia" (verso 8); "houve tarde e manhã, o terceiro dia" (verso 13); "houve tarde e manhã, o quarto dia" (verso 19); "houve tarde e manhã, o quinto dia" (verso 23); "houve tarde e manhã, o sexto dia" (verso 31). Você percebeu? ... TARDE e MANHÃ. Primeiro TARDE (a parte escura do dia), depois MANHÃ (a parte clara). Assim começou o mundo e assim eram contados os dias.
O Dicionário da Bíblia, de John D. Davis, esclarece que "Dia era o intervalo de tempo, compreendendo o período entre dois nascimentos sucessivos do sol. O dia na Bíblia era de uma tarde até a outra. De um pôr do sol a outro (Lev. 23:32; Êxodo 12:18). Este modo de medir o tempo baseava-se no costume de calcular os meses pelo aparecimento da lua nova. A designação exata do dia civil compreendia a tarde e a manhã, ou noite e dia (Daniel 8:14; II Cor. 11:25). Posto que a tarde servia de entrada para um novo dia, também fazia parte do dia natural, que restritamente falando, o completava. A tarde que dava início ao dia quinze de Nisã é designada pela expressão "desde o dia quatorze do primeiro mês à tarde, comereis pães asmos, até a tarde do dia vinte" Êxodo 12:18; compare com II Crônicas 35:1 e Levítico 23:32. Os dias da semana não tinham nome; eram designados por números, com exceção do sétimo dia que tinha o nome de sábado."
O dicionário prossegue afirmando também que dia era o "nome dado ao espaço de tempo entre a luz e as trevas, Gênesis 1:5, 8:22. Depois do exílio, tornou-se comum contar os dias pelas horas; o dia entre o nascer do sol e o seu ocaso, dividia-se em doze horas, Mateus 20:1-12; João 11:9. A sexta hora correspondia ao meio-dia, João 4:6; Atos 10:9. A nona hora, três da tarde, era a hora de oração, Atos 3:1."
Ainda segundo o mesmo dicionário bíblico, NOITE era o período das trevas (Gênesis 1:5) dividido em três vigílias: do pôr do sol à meia-noite, da meia-noite ao cantar do galo e do cantar do galo ao amanhecer (Lamentações 2:19; Juízes 7:19; Êxodo 14:24). A divisão grega e romana repartia a noite em quatro vigílias, sistema este em vigor no tempo de Cristo (Lucas 12:38; Marcos 6:48). O período da noite constava de 12 horas, desde o entardecer até o romper da aurora (Atos 23:23).
A recomendação bíblica de Levítico 23:32 é "de uma tarde a outra celebrareis o sábado." Ou seja, do pôr do sol de sexta-feira, ao pôr do sol de sábado. Assim, pelo método bíblico e divino de conta r os dias, estes não começam a meia-noite, e sim, de pôr do sol a pôr do sol. Tarde e manhã. Parte escura e parte clara. Por exemplo: segunda-feira à noite, pelo método humano de contar os dias é, biblicamente falando, terça-feira, parte escura do dia. E, assim sucessivamente.
Assim sendo, o ano novo não começa à meia-noite, e sim ao pôr do sol. O dia 31 de dezembro acaba ao pôr do sol. (Nesse ano, às 20:29 min.). A partir de 20:30, começamos 1995. Esta, repito, é a forma bíblica de contar os dias. Tarde e manhã. De pôr do sol a pôr do sol.
Um outro fato interessante que vale a pena ser ressaltado aqui é de que os calendários têm mudado, mas a semana jamais foi alterada desde o começo do mundo. Apesar de mudanças de um calendário para outro, a semana permanece em seqüência ininterrupta desde o começo, quando Deus trouxe à existência Sua Criação.
O Calendário Gregoriano, agora em uso em todo o mundo, é preciso e exato com relação à ordem dos dias da semana. Alguns imaginam que ocorreram mudanças do calendário entre o tempo de Cristo e o nosso. Houve apenas uma: a mudança do Calendário Juliano para o Gregoriano. Essa mudança não exerceu nenhuma influência sobre os dias da semana desde os tempos de Cristo: tão pouco houve qualquer mudança antes disso, tanto quanto os registros o demonstrem. Os dias do mês foram deslocados, ao ser adotado o Calendário Gregoriano; os dias da semana, porém, não. Continuaram imutáveis desde o começo e são agora os mesmos de toda a história passada.
O calendário que foi na Palestina e em todas as províncias do Império Romano dos dias de Cristo era conhecido como o Calendário Juliano. Entrou ele em uso por autorização e no tempo de Júlio César, e é chamado pelo seu nome. Foi promulgado no ano 708 da cidade de Roma, cerca de 46 A.C.
Júlio César gostava de estar em evidência. Arrogou a si muitas prerrogativas. Chamou o sétimo mês pelo seu próprio nome, e por isso é ele conhecido como julho, derivado de Júlio. Conta-se que ao escolher um mês para chamá-lo pelo seu próprio nome, escolheu cuidadosamente o que tivesse trinta e um dias, pois considerava o seu nome digno de um dos mais longos meses do ano. O mês seguinte contava, naquele tempo, apenas trinta dias. César Augusto, o sucessor de Júlio, não se considerava de forma alguma inferior em importância ao seu sucessor e, quando chamou de Agosto o oitavo mês, acrescentou-lhe mais um dia, tirando-o de fevereiro, de maneira que agosto tem tantos dias quanto julho.
O Calendário Juliano foi usado durante 15 séculos depois de Cristo, praticamente em todo o mundo civilizado. Não era, entretanto, um calendário exato. Supunha o ano como tendo 365 dias e um quarto, quando este tem doze minutos e uns poucos segundos menos que isso. Não parece isso ser uma grande diferença, mas com o correr dos anos aumentou. Como resultado, durante o Calendário Juliano um pouco de tempo foi sendo perdido cada ano, isto é, ele não se baseava exatamente nos movimentos dos corpos celestes, e o resultado foi que, de ano para ano o equinócio vernal, que no tempo de Júlio César ocorreu por volta de 25 de março, retrocedeu gradualmente para o dia primeiro de março. Aproximadamente no começo do século dezesseis depois de Cristo, ocorreu por volta de 11 de março.
Foi somente no décimo terceiro século que os astrônomos começaram a escrever a respeito da inexatidão do Calendário Juliano. Alguns países da Europa desejavam tomar uma decisão no sentido de uma reforma no calendário. Mas nada foi feito durante muito tempo, porque havia necessidade de liderança e acordo, a fim de empreender a revisão do calendário, a qual o tornaria uniforme em todos os países. Por fim, foi atraída a simpatia e interesse do próprio papado. Nos dias do papa Gregório XII o calendário foi mudado, tendo sido feita uma correção de dez dias, a fim de que o dia 21 de março coincidisse com o equinócio vernal, onde ficara no tempo do Concílio de Nicéia, em 321, quando a questão da celebração da Páscoa foi solucionada por aquele concílio da igreja. (Ver Catholic Encyclopaedia, vol. III, págs. 168 e 169, art. "O Calendário Reformado"). Publicou ele uma bula, datada de 1 de março de 1582, anulando dez dias, de maneira que, o dia que deveria ser contado como 5 de outubro de 1582, foi considerado como 15 de outubro. O novo calendário recebeu o nome do papa em cujo pontificado foi instituído, o papa Gregório. É ele, por conseguinte, conhecido como o Calendário Gregoriano.
E o Calendário Gregoriano é o mesmo que usamos em nossos lares, em nossas agendas, de acordo com o qual quase todo o mundo se orienta na contagem do tempo. Como já dissemos, foi introduzido por proclamação do papa de Roma em 1582 A. D. A alteração que o fez entrar em vigor, uma alteração de dez dias entre ele e o Calendário Juliano, foi afetuada na sexta-feira, 5 de outubro de 1582. De maneira que os dez dias que foram alterados, o foram apenas para que esse dia, que no Calendário Juliano era considerado 5 de outubro, fosse chamado 15 de outubro. Isso é tudo o que foi feito. E isto fez o ano do calendário coincidir com o equinócio vernal. Note bem: o dia ainda era sexta-feira, mas em vez de ser sexta-feira dia 5, era sexta-feira dia 15. Não houve nenhuma alteração no mês. Este continuou sendo outubro. Nenhuma alteração houve na semana. O mesmo quanto ao dia da semana. Continuou ele sendo sexta-feira. A diferença estava no dia do mês. Este era o dia 15 em lugar de ser 5. E isto é tudo.
O dia seguinte foi sábado, exatamente como seria se o calendário não houvesse sido mudado. Com a diferença que era dia dezesseis, quando deveria ser seis de outubro.
Cremos que a Bíblia é a verdade. E ela menciona que no sábado, final da semana - semana que vem de forma sistemática, sem alterações. desde a criação - Deus convida o ser humano para receber as bênçãos desse dia que Ele separou no Éden. Esse sétimo dia idêntico ao da criação pode ser encontrado, caso alguém deseje encontrá-lo. E ele pode ser identificado mesmo que alguém o queira fazê-lo desaparecer. Não há meio algum pelo qual possa ele ser perdido de vista. Quando o sol se põe na sexta-feira à noite, o mesmo sétimo dia da criação tem início. É o mesmo sétimo dia que o mandamento de Deus nos ordena guardar. Em qualquer lugar do mundo. Este mandamento declara: "O sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus: não farás nenhuma obra." Por conseguinte, quando o Sol se põe ma sexta-feira à noite, estamos em tempo sagrado.

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2.A - Porquê Deus perdoa e não nos livra das conseqüências do pecado? Davi, por exemplo, pecou, se arrependeu, chorou, se humilhou, e mesmo assim Deus não poupou de castigá-lo tirando a vida de seu filho que teve com Bbabteseba. Se Deus não tira as conseqüências, para que serve o perdão então?

Premissa: O pecado entrou no mundo pela escolha de nossos primeiros pais, segundo relata Gênesis 3:14 e atingiu toda a raça humana, Romanos 5:12 diz "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram."
Logo, concluímos que todos pecaram. As conseqüências do pecado, do erro são para todos. Gênesis 3 diz que a mulher recebeu o castigo que o parto seria com dor, e Adão teria o seu sustento com cansaço e suor. Portanto, toda a raça humana recebe as conseqüências do pecado.

2.B - Recebemos as conseqüências do pecado, porquê?

Gálatas 6:7 diz "Não vos enganeis, de Deus não se zomba, pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará." Colhemos aquilo que nós mesmos plantamos. Deus não interfere nos resultados de nossa própria escolha. Ele nos dá o livre arbítrio. Se uma pessoa fuma muitos cigarros durante sua vida, e tiver câncer do pulmão, não foi Deus quem colocou o câncer na pessoa, mas sim ela mesma que escolheu o vício sabendo de suas conseqüências.

2.C - Porque existem leis, que precisam se seguidas? Porque temos que pagar pelos nossos erros?

Já imaginou o que seria um trânsito numa grande cidade sem sinaleiras e placas? O que seria do Universo, se não houvesse sincronia dos planetas, estrelas e cometas? As leis não tiram nossa liberdade, antes o contrário, elas mostram o caminho para vivermos bem, sem afetar os outros, respeitando uns aos outros para todos vivermos bem. Logo, as leis de Deus, não devem ser um fardo, mas uma satisfação, pois elas nos fazem livres e felizes.

2.D - O que Deus faz, para que eu não peque e não tenha castigo?


O amor de Deus se revela, segundo a Bíblia em I Cor. 10:13 "Não vos sobreveio tentação que não fosse humana, mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá o livramento, de sorte que a possais suportar." É uma ótima notícia, sabermos que nenhuma tentação vem até nós, sem que possamos vencê-la ou que Deus nos dê a saída. Ou seja, não somos provados além de nossa capacidade, logo se pecamos e erramos, pagamos o preço porque merecemos.
Além de não sermos tentados além do que poderíamos, Deus ainda promete auxílio para o cristão. "Eis que estou convosco todos os dias até a consumação do séculos." Mateus 28:20 e ainda Isaías 40:10 e 13 "Não temas porque Eu sou teu Deus, Eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel. Porque Eu...te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas que Eu te ajudo."
Deus é amor, não permitindo que seja tentado além das suas forças, e ainda promete estar contigo e te fortalecer em tua caminhada.

2.E - O castigo do pecado, é uma manifestação do poder de Deus?


Sem dúvida, Apocalipse 3:19 diz: "Eu repreendo e castigo a todos quantos amo, se pois zeloso e arrepende-te." Um pai ou uma mãe, por amar seu filho, nunca irá discipliná-lo? Sem dúvida que sim. Quando gostamos sinceramente de alguém, somos tão interessados no sucesso dos outros, que não temos receio de falar com muito tato, o que está prejudicando e como poderia ser melhor. A correção e a disciplina é uma prova que se está interessado na pessoa, no seu bem, no seu melhor.

2.F - O que aprendemos com as conseqüências do pecado e os castigos de Deus?

I - É uma conseqüência do pecado que está no mundo, é uma conseqüência de nossa própria escolha.
II - Quando somos castigados pelos nossos pecados, é uma prova que Deus nos ama, pois a Bíblia diz que Deus castiga quem Ele ama.
III - Quando pagamos por nossos erros, é uma demonstração de Deus a nós, que aquele tipo de atitude ou estilo de vida, não compensa, precisamos nos arrepender e mudar de vida.
IV - Nem sempre as disciplinas de Deus são castigos por nossas atitudes, podem ser também provocações como foi com Jó. Para provar a nossa fé.
V - O ouro precisa ser purificado em altas temperaturas no fogo, depois é burilado, trabalhado para dar o seu brilho e beleza sem igual. Assim é com o cristão, ao ser ele provado, com algumas provocações, sofrer algumas conseqüências de decisões erradas, ele é burilado para como diz os provérbios. "é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito."
Um exemplo: Davi que cometeu o adultério com Bateseba, mandou matar o seu marido, teve consciência que errou, chorou, se humilhou, se arrependeu profundamente, mas Deus não impediu que tivesse o castigo de seu erro, tirando a vida de seu filho. Deus também perdoou a Jacó, quando traiu seu irmão para ganhar as bênçãos do pai, mas ele ficou quase vinte anos trabalhando para voltar a rever o irmão. O "bom ladrão" na cruz, Jesus disse que ele estaria salvo, no entanto, não impediu que ele morresse por seus pecados, sua recompensa vem depois.

CONCLUSÃO:

Deus não é excessivamente justo e nem condescendente com o ser humano. Com equilíbrio e sabedoria, Deus age com justiça e misericórdia na medida certa, diferente de como o ser humano age. Embora vivamos num mundo de pecado, hoje ele pode pelo Seu poder, nos livrar do poder do pecado, e na sua segunda vinda, Ele poderá nos livrar da presença do pecado.
Sofremos as conseqüências dos nossos erros, para a nossa própria correção, porque é a conseqüência do pecado, que Deus permite porque nos ama, para que possamos aprender a andarmos na luz, e sabermos que a verdadeira felicidade está em seguirmos seus caminhos e suas leis escritas em Sua palavra.
É melhor pagar o preço de nossos pecados aqui, e termos o perdão de Deus agora, para no dia do Juízo, nossos pecados estarem perdoados pelo sangue de Cristo, que nos salva e nos purifica. Após termos o perdão de Deus, nossos pecados diz Miquéias 7:19 são lançados no fundo do mar, simbolizando claramente que Deus os esquece e não é mais imputado para o dia do juízo.


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3 - Como podiam os filhos de Adão e Eva se casar, irmão com irmã? Até quando Deus permitiu que houvesse casamento entre parentes?


Primeiramente tenhamos em mente que Adão e Eva tiveram vários filhos e filhas. Gênesis 5:4. E então vamos definir o que é incesto: segundo o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, incesto é a união sexual ilícita entre parentes consangüíneos, afins ou adotivos.
I - Então porque Deus permitiu que os filhos de Adão e Eva se casassem e tivessem filhos? Ora, o motivo é obvio, não havia outra maneira, eram os únicos habitantes deste planeta, Deus permitiu que assim fosse feito para expandir a raça humana por toda a terra.
Há um outro detalhe interessante, que o médico Dr. Elias Morsh nos colocou, o casal Adão e Eva, com a sua origem perfeita, possuíam seus gens e cromossomos saudáveis, o que permitia que sua descendência tivesse filhos sem problemas. Porém, com o passar do tempo, o pecado trouxe a poluição, radioatividade, doenças, etc, que afetaram a espécie humana, degenerando não somente o exterior mas também ocasionando implicações cautelosas nas combinações genéticas, que se forem ignoradas descuidadosamente, podem ocasionar sérios problemas aos descendentes. Portanto, dois motivos são claros do porque os filhos de Adão e Eva podiam casar-se entre eles e ter filhos:

1 - Tinham a aprovação de Deus;

2 - Tinham as leis da saúde a seu favor, pois eram oriundos de Pais perfeitos.

II - No entanto, com a degeneração da raça humana, e a presença do pecado, problemas e distorções foram surgindo. Logo no capítulo 6 de Gênesis, bem no início ainda, já vieram os problemas dos antediluvianos, que como é dito no Novo Testamento, casavam e davam-se em casamentos. Sugere este texto, que estava havendo uma distorção do plano de Deus entre os antediluvianos. Distorção moral esta, comprovada também em Sodoma, onde conhecemos a história dos anjos que foram pedir para Ló sair da cidade, e os habitantes queriam "abusar" deles. Gênesis capítulo 18.

III - Um fato claro: a Bíblia revela que é o caso das filhas de Ló, que embebedaram seu pai, para que se conservasse a descendência da família. Está relatado isto em Gênesis 19:31 a 38. O fato de elas precisarem embebedar o pai, mostra que tal atitude não era aceita pelos padrões da época. Ou seja, era permitido a união entre irmãos, mas não de filhos com os pais. Tão lógico que a atitude delas estava errada, que os seus filhos Bem-Ami e Moabe, foram as pessoas que deram origem aos amonitas e moabitas, que analisando a sua história, estes povos foram empecilhos e serviram de incômodo, por muitas vezes, ao povo de Deus, o povo de Israel.

IV - Talvez o ouvinte já tenha feito a seguinte pergunta:
Até quando Deus tolerou que houvesse casamento entre parentes?
A resposta é encontrada na Bíblia, no livro de Levíticos capítulo 18, algumas Bíblias trazem até o substituto de "Casamentos Ilícitos." Foi quando Deus deu a Moisés uma série de leis: a lei moral, lei da saúde, leis éticas, etc. para que o povo de Israel fosse diferente, não por

ser diferente, mas por se destacar com princípios elevados de saúde e de vida. É interessante notar que, neste capítulo, onde Moisés registra as orientações de Deus sobre os casamentos ilícitos, o capítulo 18 de Levíticos começa assim:
"Fala aos filhos de Israel e dize-lhes, Eu Sou o Senhor vosso Deus, não fareis segundo as obras da terra do Egito em que habitastes, nem fareis segundo as obras da terra de Canaã para qual eu vos levo, nem andareis segundo o seu estatuto. Os meus preceitos observareis, e os meus estatutos guardareis, para andares neles. Eu Sou o Senhor. Guardareis pois os meus estatutos e as minhas ordenanças, pelas quais o homem observando-as, viverá. Eu sou o Senhor. Nenhum se chegará aquela que lhe é próxima por sangue, para descobrir a sua nudez..." Aí o texto continua descrevendo, "Não descobrirás a nudez de teus pais, irmãos, tios, noras, etc..."
Ou seja, no tempo de Moisés, quando já haviam diversos povos e nações na terra, não se fazia necessário que irmão casasse com irmã, pois haviam outras opções entre as muitas famílias que existiam no mundo, por isto, Deus colocou uma proibição de união sexual entre parentes da mesma família.
Aqui está, portanto, a linha demarcatória clara, de quando Deus proibiu tal união entre parentes.
V - Um exemplo que isto vigorou de maneira enfática, é o caso de incesto entre os filhos de Davi, Amom e Tamar, registrado em II Samuel 13:1-13, onde o irmão fingiu estar doente e pediu para a irmã atendê-lo, quando então cometeu o incesto. O sentimento de tristeza veio para Davi e sua família, até que depois de dois anos, os servos por ordem de Absalão, assassinaram a Amom, por ter forçado a sua irmã. Um clima tenso e pesado se gerou naquele contexto familiar, por um princípio divino que não foi seguido, e que pela desobediência gerou outros problemas: como o monicídio que o texto revela. Ficou claro que, já neste contexto, o incesto não era algo aprovado por Deus.
VI - Estudos e pesquisas vem sendo feitos na atualidade para se verificar os riscos do incesto. As pesquisas e os seus resultados, estão deixando os médicos cada vez mais conscientes de que o casamento feito entre parentes, quanto mais próximo for o parente, maior é o risco de aparecerem inúmeras doenças e problemas. Um filho traz uma carga genética da mãe e do pai, e a vantagem de serem de outras famílias, é que tem outro contexto, outra disposição genética e de cromossomos que, se um é recessivo, o outro é dominante e pode evitar que doenças surjam pela superioridade do outro. Pode ser meio complicado explicar, pois não sou um médico, mas o fato é: a medicina contemporânea confirma o princípio Bíblico que casamento entre parentes não é saudável para os filhos.

CONCLUSÃO:

1 - O princípio do casamento não foi alterado. O homem de vê abandonar seu pai e mãe, deixar sua casa e unir-se a sua mulher;
2 - Deus criou uma Eva para um Adão. A monogamia sempre foi plano de Deus;
3 - A união de irmão com irmã teve seu momento; mas, logo que a Terra teve diversas famílias e povos, perdeu-se a aprovação Divina para tal comportamento;
4 - E assim como os filhos de Adão e Eva vieram de um casal perfeito, com boa saúde, que dava condições de os seus descendentes terem filhos, devemos lembrar que hoje, nós não temos as mesmas condições de Adão e Eva, pois a degeneração da espécie humana é crescente, antes os antediluvianos viviam em média 900 anos e hoje a expectativa não chega a 10% disto. A medicina comprova este fato.
Talvez o amigo, ou a amiga ouvinte, já tenha tido conhecimento de pessoas que nasceram resultantes de incesto, e tiveram ou tem problemas, o que confirma a veracidade Bíblica e as ordens de saúde.
Portanto, amigo ouvinte da Novo Tempo, temos dois motivos que são mais que suficientes para não aprovarmos o casamento entre parentes próximos:
Primeiro, o princípio divino expresso na Bíblia em Levíticos capítulo 18, que o texto apresenta claramente: "não deve ser descoberta a nudez de irmãos, pais, tios, noras, etc." Só este motivo já seria suficiente, pois é Deus pela Santa Bíblia quem está nos orientando.
Segundo, a confirmação científica, nos comprovando que esta união ilícita, ou seja, o incesto, pode causar até má formação genética. Mais uma vez está provado que vale a pena seguir as orientações de Deus prescritas na Santa Bíblia.

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4.A - Qual era a altura do homem antes e depois do pecado?


Começaremos por Adão, sua altura não é mencionada de maneira precisa na Bíblia. Mas os Teólogos e Estudiosos Bíblicos, concordam em afirmar que Adão, foi criado à imagem e semelhança de Deus, na sua mais perfeita forma, beleza e simetria. A escritora Ellen G. White, escreveu no seu livro História da Redenção, página 21, que Adão possuía mais que o dobro do tamanho dos homens que vivem hoje. Calcula-se então que Adão tinha sua altura provável entre 4 e 5 metros.
A estatura nobre e simetria que Adão possuía, veio a decrescer, devido ao pecado. Ao ser expulso do Éden, o casal perdeu o acesso à árvore da vida, e com a entrada do pecado no mundo, veio a poluição, os venenos, etc, que somados às tendências pecaminosas como: a falta de domínio próprio, intemperança, etc, trazem a decrepitude do ser humano, através de todas as épocas. Um exemplo clássico é do homem que a Bíblia registra com a maior idade, ele foi o oitavo patriarca, registrado em Gênesis capítulo 5, que viveu 969 anos, e hoje dificilmente se chega a 10% desta longevidade privilegiada... a média de vida mundial atualmente, é de 64 anos, cerca de 6,5% de um dos descendentes de Adão. Isto mostra claramente a decrepitude da raça humana por causa do pecado.

4.B - Porque Golias era bem maior do que os homens de sua época, se já havia pecado no mundo?


O gigante Golias, a Bíblia dá sua altura exata: I Samuel 17:4 "... a altura de seis côvados e um palmo."
O côvado vem do hebraico "ammâ", era a distância que ia do cotovelo à ponta do dedo. O povo hebraico considerava esta medida em 44,5 cm., e o côvado egípcio, 44,7 cm. Mas para saber a medida exata, basta ser comparada com a extensão atribuída ao túnel de Siloé, de 1.200 côvados, que são equivalentes a extensão de 533,10 metros. O que daria ao côvado o comprimento de 44,4 cm. Logo, a altura de Golias, que se destacava dos homens de sua época, era entre 2,70 a 3,10 m.
Porque Golias depois do pecado, teve uma altura privilegiada em relação aos homens de sua época?
A Bíblia descreve a existência de vários povos "gigantes." Os Enaquins, são um exemplo, aqueles que os doze espias viram em Canaã, que os fez sentirem-se como gafanhotos. Números 13:28. Também os emins Deut. 2:10, e refains Deut. 2:21, etc.
Havia até uma provérbio da época relatado em Deut. 9:2 "Quem poderá resistir aos filhos de Enaque?"
Os homens altos, não são apenas dos tempos Bíblicos. O Guiness, livro dos recordes, do ano corrente (1994) registra que o homem mais alto do mundo com evidências irrefutáveis, foi o norte-americano Robert P. Wadlow, que nasceu no dia 22 de fevereiro de 1918, que tinha a altura de 2,72 m. de altura.
E não é tão raro, depararmos com pessoas altas ao nos locomovermos de um lugar para outro, ou até observando alguns jogadores de basquete. Não podemos negar, que existiram pessoas altas após o pecado, e que ainda hoje, se notam algumas reminiscências.
A resposta do porque disto, é mais pela medicina do que pela teologia. Segundo informações do Dr. Gerson Trevilato, o que aconteceu com Golias, os enaquins, e o que pode ocorrer hoje também, considerando os fatores de decrepitude, chama-se "Conincidência Genética" que seria a combinação dos melhores genes para a estatura, ou também pode ser "Mutações da Genética" que são conseqüências de algum efeito, tipo radioatividade, etc.
Um exemplo, que presenciei aqui na Rádio Novo Tempo, vai nos ajudar a compreender: O Pr. João Nelsom Bilha, que apresenta o programa Conhecer Jesus é tudo, domingo às 20 Hs, tem uma filha bonita, de olhos azuis. Interessante notar que o Pr. João Nelsom, não tem olhos azuis, nem a esposa, e tão pouco os avós da criança; somente a bisavó é que tem olhos azuis. Logo conclui-se que a combinação genética para a cor dos olhos, deu certo de ser azul, pois havia antecedentes na família com características desta cor de olhos. Concluímos que os pais podem ter olhos castanhos e no entanto, dependendo de sua carga genética, podem ter filhos com olhos azuis.
No caso de Golias e os demais homens altos, concluímos que eles foram privilegiados em sua altura, por causa de sua combinação genética, que trazia da descendência de Adão os genes de uma estatura nobre. Somam-se a isto, os itens que contribuem também para a boa formação do indivíduo: a nutrição, que é fundamental nos primeiros anos de vida e adolescência; o estilo de vida, etc.
Concluímos então, que Adão, o primeiro homem, o Pai da raça humana, foi o homem mais perfeito, e que todos os seus descendentes, de todas as épocas, trazem as mais diferentes combinações genéticas, e com o pecado, a diferença gritante de algumas características físicas daquele homem perfeito. E concluímos também, que algumas vezes, se manifesta no homem pecador, características da altura de Adão, pelas chances da combinação da genética, pelas mutações da genética ou pela nutrição. Como cristãos, acreditamos que ao sermos arrebatados por Cristo aos céus, seremos transformados, e de acordo com o tempo que Deus designar, voltaremos todos a ter a estatura de Adão e Eva no novo céu e na nova terra, vivendo para sempre um Novo Tempo!

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5 - Êxodo 20:4 diz "não farás para ti imagem de escultura nem semelhança do que há nos Céus e na Terra."


O segundo mandamento proíbe a adoração das imagens.
Se assim não fosse, deveríamos abster-nos de toda e qualquer fotografia, mesmo quadros de paisagens, etc., e até de roupas com qualquer desenho ou estampado, pois o mandamento se refere a qualquer semelhança do que há em cima do Céu, ou embaixo na Terra, ou nas águas debaixo da Terra.
Não deveríamos então tirar retrato para o preparo de carteiras de identidade e outros documentos, nem aceitar fotografias de nossos amigos. Nem poderíamos usar dinheiro, pois nas notas e moedas aparecem efígies e estampas.
Cuidemos para fugir aos extremos.
O segundo mandamento proíbe o culto das imagens; mas Deus mesmo empregou figuras e símbolos para apresentar aos seus profetas as lições que ele queria que fossem dadas ao povo, e que poderiam ser melhor entendidas assim do que se fossem dadas de outra maneira. Apelava para o entendimento através do sentido da visão.
A história profética foi apresentada a Daniel e a João por meio de símbolos que deviam ser claramente representados para que todo aquele que o lê-se, pudesse entender.
Os israelitas, por ordem de Deus, bordaram figuras de anjos no véu do santuário e sobre o propiciatório havia dois querubins de ouro. Também por ordem de Deus, Moisés fez uma serpente de metal, quando da praga das serpentes ardentes. mais tarde essa serpente se tornou objeto de idolatria, e o Rei Ezequias mandou destruí-la.
Podemos concluir então, que é aceitável o uso de ilustrações em histórias infantis desde que não sejam usadas como objeto de adoração ou idolatria.

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6 - Esta seja talvez, uma das passagens bíblicas mais difíceis de se explicar. Oferecer a filha virgem em sacrifício a Deus, como diz o texto que Jefté o fez, seria dar espaços a muitas dúvidas na mente de um cristão. Jefté realmente sacrificou sua filha a Deus ou não?


Existem duas correntes de interpretação sobre Juízes capítulo 11:

I - Jefté não matou em sacrifício sua filha, porque:
a - este ato estaria indo contra todos os princípios bíblicos. "Não matarás" e Deuterônomio 12:31 diz: "Não farás assim para com o Senhor teu Deus; porque tudo o que é abominável ao Senhor, e que ele detesta, fizeram elas para com os seus deuses; pois até seus filhos e suas filhas queimam no fogo aos seus deuses";
b - de acordo com os originais em hebraico, poderia ser traduzido assim o verso 31 de Juízes 11: "será do Senhor, e lhe oferecerei um holocausto";
c - Jefté não sacrificaria sua filha, pois sabia que Deus não aceitava isto, se tivesse feito tal ato, seu nome não poderia ter aparecido em Hebreus capítulo onze;
d - se Jefté tivesse realmente sacrificado sua filha, teríamos de encontrar na Bíblia alguma reprovação de Deus a Jefté;
e - entende-se então que a filha de Jefté foi dedicada ao Senhor, devotada a perpétua virgindade, como se pode inferir das declarações bíblicas: "chorou por sua virgindade" "ela jamais foi possuída por varão." Ela lamentou não por morrer virgem, mas por passar o resto de sua vida, sem poder conhecer um varão, pois naquela época, a virgindade por toda a vida e a falta de filhos era considerada como desgraças máximas.
Logo, concluímos que a filha de Jefté foi dedicada a Deus, ficando virgem por toda a sua vida, não podendo se casar, nem ter filhos.

II - Jefté realmente sacrificou sua filha, porque:
a - era comum as moabitas e ao povo pagão daquela época sacrificar filhos aos deuses;
b - Jefté fez este voto sem a aprovação do Senhor, foi num momento de crise, pressão emocional, fraqueza e desespero, que levou a tomar atitude muito precipitada;
c - Abraão também ia fazer isto com seu filho Isaque, ficando fácil entender que Jefté também cumpriu a promessa de sacrifício de sua filha;
d - o Rei Moabe, Mesa, sacrificou seu filho primogênito, conforme relatado em II Reis 3:27, era algo relativamente comum para a época;
e - o fato de Jefté ter feito este voto de sacrificar algo, e ter oferecido a sua filha, está relatado na Bíblia não como um exemplo a ser seguido, mas sim como um fato ocorrido, que não nos leva a concluir que isto é algo a ser praticado pelos cristãos que seguem a Deus. Outros fatos negativos a Bíblia menciona, que não significa que pelo simples fato de estar na Bíblia é algo que deva ser praticado. Exemplo: o apedrejamento de Estevão, isto não significa que devemos apedrejar os cristãos, tem que se olhar o contexto. E o contexto da Bíblia é claro em afirmar que "Não matarás" é um mandamento escrito pelo dedo de Deus, que deve ser sempre respeitado.
Concluímos portanto, nesta segundo hipótese, que Jefté realmente ofereceu sua filha em sacrifício a Deus, e que isto não significa que tenha agido certo, mas sim a Bíblia registrou este detalhe de fraqueza de sua vida, assim como registrou a fraqueza de outros personagens como no caso de Abraão que certa feita, mentiu dizendo que sua esposa era sua irmã.

CONCLUSÃO FINAL

Se Jefté ofereceu sua filha em sacrifício em sistema de celibato ou realmente a matou, não podemos com certeza caracterizar, mas uma coisa podemos ter total certeza: que o ato de oferecer filhos ou filhas em sacrifício a Deus, tirando a vida deles, é totalmente condenado pela Bíblia, e jamais será isto ingrediente para a salvação de qualquer pessoa. Leia Lev. 18:21. Deuf. 12:31, etc.

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7 - Como se harmoniza I Samuel 15:11 2 35, com I Samuel 15:29? Não foi o Senhor que escolheu Saul para príncipe de Israel, conforme I Samuel 10:1 e Samuel 15:17?


Evidentemente a dificuldade está na expressão "Deus arrependeu-Se." Poder-se-iam ainda aduzir muitas outras passagens, como Êxodo 32:14; Juízes 2:18; II Samuel 24:16; Jeremias 26:19; Jonas 3:10; Gênesis 6:6, etc. Parece haver contradição entre essas passagens e I Samuel 15:29; Números 23:19; Ezequiel 24:14.
Algumas dessas passagens dizem que "Deus Se arrependeu" de determinado ato, ao passo que as outras afirmam que Deus "não Se arrepende."
Não esqueçamos que a Bíblia se acha escrita em linguagem popular, usando expressões do povo, para ser mais facilmente compreendida. Demais, temos que estar lembrados de que as palavras têm vários sentidos. Nem sempre "arrepender-se" tem o sentido de "experimentar pesar por sua própria falta." Significa muitas vezes ter pena, sentir, entristecer-se, lastimar-se, ter saudades de. "Arrependimento" pode significar sentimento. dor. (Veja um bom dicionário).
Vejamos o que diz o Seventh-day Adventist Bible Commentary, sobre Gênesis 6:6 ("então arrependeu-Se o Senhor de haver feito o homem"): "O próprio versículo explica, logo adiante, a força de expressão "arrependeu-Se": "pesou-Lhe em Seu coração." Isto mostra que o arrependimento de Deus não implica em falta de previsão de Sua parte, ou qualquer variação em Sua natureza ou propósito. Neste sentido Deus nunca Se arrepende de coisa alguma (I Samuel 15:29). O "arrependimento" de Deus é uma expressão que se refere à dor que sofre o amor divino, ocasionada pela pecaminosidade do homem. Apresenta a verdade de que Deus, em coerência com Sua imutabilidade, assume atitude mudada em relação ao homem também mudado. A menção da tristeza divina à vista do estado depravado do homem é comovedor indício de que Deus não aborrece o homem. O pecado dos homens enche o coração divino de profundo pesar e compaixão. Agita todo o ilimitado oceano de simpatia divina para com o pecador. Entretanto, leva-o também à retribuição judicial (ver Jeremias 18:6-10; Patriarcas e Profetas, p. 700)." - Obra citada, vol. 1, p. 251.
Comentário sobre Êxodo 32:14: "As palavras "o Senhor arrependeu-Se" são fraca tentativa de exprimir em linguagem humana a vontade divina. Falando em rigor, Deus não pode mudar Seu propósito, pois conhece o fim desde o princípio (II Samuel 15:29; Isaías 46:9 e 10; 55:11). Entretanto, quando pecadores abandonam seu pecado e se volvem para Ele, quando Seus filhos suplicam misericórdia e perdão, então Ele "Se arrepende." Muda da ira para a misericórdia, do juízo para o gracioso perdão (Salmo 106:44 e 45; Jeremias 18:5-10; 26:3; Joel 2:12-14; Jonas 3:9 e 10; 4:2)." - Idem, p. 666.

Arrependimento: 1. Ato ou efeito de arrepender-se. 2. Compunção, contrição. 3. Insatisfação causada por violação de lei ou de conduta moral, e quer resultar na livre aceitação do castigo e na disposição de evitar futuras violações.
Compunção: 1. Pesar de haver cometido pecado ou ação má.

Novo Dicionário Aurélio.

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8 - O livro Bíblico de Cantares, foi escrito para revelar o amor de um homem por uma mulher ou para demonstrar o amor de Cristo pelo Seu povo? Como extrair mensagens espirituais deste livro, com o conteúdo tão estranho comparando com o resto da Bíblia?

Inicialmente vamos conhecer um pouco mais sobre o livro de Cantares ou Cântico dos Cânticos. Este é um dos livros mais mal entendido da Bíblia. Muitos cristãos negam o seu lugar na Bíblia. Nem a palavra Deus aparece neste livro.
O autor é apresentado no primeiro versículo, Salomão.
Em síntese, podemos dizer que o livro descreve o amor e o casamento entre Salomão e uma camponesa, a Sulamita. Foi escrito provavelmente quando ainda era jovem, numa época saudável de sua vida, quando não tinha outras mulheres. Depois desta época áurea, a Bíblia menciona em I Reis 11:3 que Salomão teve 700 esposas e 300 concubinas. Interessante, que a Bíblia relata claramente, que quando Salomão teve muitas mulheres seu coração foi pervertido. Confirme depois, lendo I Reis 11:3 a 5.
A Sulamita, que registra Cantares 6:13, era de Suném, povo do território de Issacar, a 11 Km a oeste de Megido. Sunem, vale lembrar, foi onde o profeta Eliseu ressuscitou ao filho de uma sunamita. Atualmente esta cidade é chamada de Solem.
Porque o livro de Cantares está escrito desta forma? Como entendê-lo?

I - É uma poesia e não uma prosa. Salomão escreveu mais de 1005 cânticos, conforme registra I Reis 4:32. Sendo uma poesia, sua leitura tem que ser entendida com tal.
II - É um poema escrito no estilo oriental, que difere de nosso estilo ocidental. Os orientais se comprazem em figuras de retórica, que nós não apreciamos muito. Para os orientais, esta forma de poema, é perfeitamente normal, e mais ainda para aquela época, que era normal a literatura poética nesta forma.
III - Tratando-se de uma parábola, temos que nos ater mais a interpretação do que a inspiração. Por exemplo, na parábola das dez virgens, onde 5 preparadas e 5 não, não quer dizer que a metade do mundo vai se salvar e outra metade não, ou seja, não são os detalhes das palavras em si, mas a lição principal do texto. O mesmo princípio de interpretação deve ser aplicado no livro de Cantares. Não os detalhes das palavras, mas o objetivo delas, a mensagem que o livro como um todo propõe. É uma forma poética, parábola, e não doutrinas ou profecias a cada verso.
IV - Muitas interpretações são apresentadas para diversos textos do livro de Cantares, mas vale advertir que muitas são forçadas, e não tem o aval do "Assim diz o Senhor."
V - Comentaristas da Bíblia, concordam em afirmar que o livro de Cantares, que Salomão revela o amor pela Sulamita, é uma ilustração do amor de Cristo pela Sua Igreja. isto vem de acordo com uma interpretação contextual da Bíblia.

No Velho Testamento, Israel é chamado esposa de Deus, confirma-se em Jeremias 3:1, Ezequiel 16 e 23.
E também no Novo Testamento, a Igreja é chamada "noiva" de Cristo. Confirma-se em Mateus 9:15, João 3:29, II Cor. 11:2, Efésios 5:23, Apocalipse 21:2, e outras passagens mais.
Portanto, podemos notar que o livro de Cantares, tem o objetivo de mostrar o amor conjugal, a ternura e o devotamento do casal. Visto que o casamento é uma ordenação divina, e que da família unida depende também a felicidade do homem, é apropriado a Bíblia ter um espaço para retratar a união que Deus planejou.
E como vimos também, de maneira figurada, ilustrar o amor de Jesus por sua Igreja. Johanes G. Vos, mestre em Teologia, que apresenta um estudo do livro na Bíblia da editora Vida, afirma que "Cantares de Salomão, lembram-nos que o que sustenta todo o amor humano puro é o maior e mais profundo dos amores - o amor de Deus, que sacrificou o Seu Filho para redimir pecadores, e do amor do Filho de Deus que sofreu e morreu por sua Esposa, a Igreja. Cantares de Salomão não é alegoria nem tipo, mas uma parábola do amor divino que constitui o pano de fundo e a fonte de todo o verdadeiro amor humano. Outras aplicações são feitas com referência a Páscoa pelos judeus. Mas ir além destas interpretações, seria abrir precedentes para heresias.
Terminando, diria que a Bíblia não é um livro como qualquer outro, que devemos ler de maneira corrida ou superficialmente. Toda Escritura é Inspirada por Deus, e se queremos entendê-la e decifrá-la, conseguiremos se o estudarmos sob a orientação do Espírito Santo de Deus. O mesmo Espírito que inspirou os escritores da Bíblia, está a nossa disposição para entendê-la hoje, e extrair riquezas espirituais através do estudo e da comunhão.
Nada na Bíblia está por acaso, tudo tem um objetivo. Devemos antes ler, rogar a Deus em oração, sabedoria para compreender as verdades preciosas que ela contém, e estudá-la com atenção, para descobrirmos as riquezas deste Livro Sagrado.

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9 - "Que espírito era aquele "enviado do Senhor" para ser espírito mentiroso na boca do profeta de acordo com I Reis 22:19-28? Como entender I Samuel 18:10 que fala de um espírito maligno da parte de Deus?"

Inegavelmente nos encontramos diante de declarações que causam dificuldades aos leitores da Palavra de Deus.
Para boa compreensão destas passagens é necessário ter em mente os seguintes fatos:
I - Tanto anjos bons quanto maus estão sujeitos ao poder de Deus. O próprio poder de que Satanás dispõe lhe é permitido por Deus.
II - Veracidade destaca-se como atributo divino (Núm. 23:19), enquanto Satanás é o originador da mentira (João 8:44).
III - É difícil, por vezes, transmitir em português o que os escritores bíblicos expressaram em hebraico e grego, por serem línguas com peculiaridades distintas.
Partindo do princípio que a divindade não está imbuída de nenhum espírito maléfico, a lógica determina que nenhum ente espiritual malfazejo integra a Essência Divina, logo nenhuma personalidade angelical maligna pode emanar de "elohim", precisamente o termo hebraico ocorrente em I Samuel 18:10.
O que se deve ter em conta nesta investigação teológica é que a expressão, em português, "da parte de" não aparece no original hebraico. O famoso interlinear de Green traz, cautelosamente, a proposição inglesa "from" entre parênteses, querendo com isso denotar que não pertence ao Texto Massorético.
A melhor explicação para I Samuel 18:10 é a que fornece o teólogo A. Neves de Mesquita em sua obra "Estudo nos Livros de Samuel", quando comenta I Samuel 16:14-23. Ele diz: "Deus manda tanto nos espíritos bons como nos maus. Nada escapa do governo divino, e os demônios são usados para perseguir os que estão desviados. O mundo invisível é muito misterioso para nós que só entendemos as coisas de acordo com a vista. Pode-se entender pelo texto que Deus tanto mandou um espírito mau para Saul, como o permitiu. Tanto vale uma coisa com outra", diz o teólogo. E ele continua: "Em Jó 1:7, Deus dialoga com Satanás a respeito das atividades deste na Terra. Parece estranho, mas não é. Deus tem sob Seu domínio anjos e demônios, como tem homens, e usa-os no Seu governo providencial, do modo que quer", finaliza A. Neves de Mesquita.
Há uma particularidade no sistema verbal hebraico que deve ser lembrada. O chamado "hifil" é causativo, mas também é permissivo. É tarefa árdua distinguir nos escritores do Antigo Testamento o que é executado por Deus e por Ele permitido. Essa informação lança luz sobre o endurecimento do coração de Faraó.
O espírito maligno [da parte de] Deus significa por Deus.
Um outro abalizado comentário bíblico afirma: "Na linguagem bíblica, muitos atos são atribuídos a Deus, não com a odéia de que Deus os executa, mas de que em Sua onipotência e onisciência, não os impede." (Com. Adventista, vol. 4, pág. 647).
A expressão, "o Senhor pôs o espírito mentiroso na boca de todos os profetas", de I Reis 22:23, é uma adaptação antropomórfica, que traz indestrinsável incógnita. O tal espírito pertencia às hostes do Bem ou do Mal?
Na exegese precedente (I Sam. 18:10) "um espírito mau" pode ser entendido: um anjo bom autorizado ou ordenado à prática de um ato mau. O anjo que sai para ferir mortalmente os primogênitos dos egípcios pertencia às potestades benéficas, comissionado a ceifar vidas humanas, para o cumprimento da justiça de Deus, foi em certo sentido um "anjo mau" da parte de Deus. Preliminar e sumariamente, é útil salientar que Deus não necessita de anjos maus para executar seus juízos, para infringir punição aos iníquos. Assim como Satanás se transforma em anjo de luz para o exercício de ações criminosas, e seus ministros se transfiguram em agentes justiceiros, para a consecução de resultados nefastos e nefandos, que embargo se impõe no fato de conjeturarmos e em tese sustentarmos que as falanges celestiais divinas sejam figuradamente denominadas maléficas, se por determinação de Jeová desempenham em dado momento uma missão catastrófica como a morte fulminante dos 185 mil inimigos de Israel acarretada por um só anjo, da parte de Deus (II Reis 19:35).
É útil também mencionarmos aqui o comentário de Adão Clark sobre I Reis 22:23 - "Ele permitiu ou tolerou que um espírito mentiroso influenciasse Seus profetas. É indispensável novamente lembrar ao ouvinte que as Escrituras reiteradamente representam a Deus como o autor daquilo que Ele, no desenrolar de Sua providência, apenas permite ou tolera que ocorra. Nada pode ser feito no Céu, na Terra ou no Inferno, que não seja por Sua atividade imediata ou por Sua permissão."
Resumo: Muitas vezes anjos bons são solicitados a fazer o mal para a obtenção do bem. Similarmente anjos maus operam o bem para a aquisição do mal, em inumeráveis circunstâncias.

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10 - O que quer dizer o texto de Salmos 4:4 "Irai-vos e não pequeis..." também Efésios 4:26 "Irai-vos e não pequeis..." Até onde posso sentir ira sem pecar?


Primeiramente vamos definir o que é Ira: o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa define ira como sendo cólera, raiva, indignação, desejo de vingança.
A palavra ira na Bíblia tem interpretações tão amplas que o Dicionário Teológico do Novo Testamento de Kittel, que é considerado um dos melhores do mundo, dedica 62 páginas ao estudo da palavra ira.
Alguns textos da Bíblia são claros em seus textos para reprimir o sentimento de ira:
- Prov. 15:18 "O homem iracundo suscita contendas, mas o longânimo apazigua a luta."
- Prov. 18:19 "Homem de grande ira tem de sofrer o dano."
- Mat. 5:22 "Quem se irar contra o seu irmão estará sujeito a julgamento."
- Efésios 4:31 "Longe de vós toda a amargura, e cólera e ira..."
E outros: Gál. 5:20. Ecl. 7:9, Jó 5:2, Sal. 37:8, Prov. 14:17...
Como entender este aparente paradoxo, alguns versos bíblicos reprovam o sentimento de ira, e já outros versos declaram Irai-vos mas não pequeis?
A explicação do texto "Irai-vos mas não pequeis" é a seguinte: Segundo o Teólogo Pedro Apolinário, que tem o Doutorado em Línguas Bíblicas, a interpretação deste verso é a santa ira, ou seja, o ódio bem fundado. Odiar a injustiça, o erro e o pecado, discernir o bem do mal e o certo do errado. É a santa ira, o próprio Jesus nos deu o exemplo, como se vê na sua maneira de falar sobre os fariseus e no seu comportamento no templo conforme relatado em Marcos 3:5 e Mateus 21:12.
Sentir tristeza e dor, pelo mal estar, aparentemente, vencendo o bem, é uma santa ira.
Há mais uma colocação que nos ajuda a reforçar esta interpretação. Elena Ouro Branco escreveu o seguinte a respeito desta santa ira, no livro "O Desejado de Todas as Nações", pág. 292: "Há uma indignação justificável, mesmo nos seguidores de Cristo. Quando vêem que Deus é desonrado, e Seu serviço exposto ao descrédito; quando vêem o inocente opresso, uma justa indignação agita a alma. Tal ira nascida da sensibilidade moral, não é pecado."
Devemos entender que por possuirmos sentimentos, é óbvio sentirmos algum tipo de reação ao vermos Deus ou a Bíblia serem ridicularizados ou desprezados. É a ira santa.
Quer dizer então que se sentirmos ira por vermos o mal sobrepor-se ao bem, podemos reagir com cólera e vingança? Existe algum limite para esta ira santa?
Observe, amigo ouvinte, que os versos bíblicos trazem um complemento: Salmos 4:4 Irai-vos e não pequeis, falai com o vosso coração, sobre a vossa calma, calai-vos." Note, o verso diz inicialmente para se irar, mas não há margem para reações que venham ofender a quem quer que seja. O texto diz falar com quem? Extravasar para quem? "Falai com o vosso coração", nos diz o texto, e termina dizendo: "calai-vos", reforçando ainda mais, que devemos nos manter calmos para impedir atos de ira.
Em Efésios 4:26 "Irai-vos e não pequeis, não se ponha o sol sobre a vossa ira." Também nos transmite a idéia que o sentimento de ira santa, como já apresentamos, não deve ser conservando em nossa mente. "não se ponha o sol sobre a vossa ira." ou seja, não ficar guardando rancores.
Podemos interpretar da seguinte maneira: que sentir tristeza ou indignação por vermos injustiças não é pecado. O que é pecado é extravasarmos esta ira, afetando outras pessoas, ou conservarmos este sentimento no coração.
Devemos salientar aqui, que a justiça e o juízo pertencem a Deus. É Deus e somente Deus, que vai retribuir a cada um, segundo a sua obra. Cabe a Deus o castigo e não a qualquer outro cristão. Portanto, ao termos o sentimento de ira, devemos nos acalmar sabendo que o mundo de pecado, terá um dia o seu castigo, e que Deus agirá com uma justiça precisa e certa, para todos de todas as épocas.
Ciente disto ou não, muitas pessoas sofrem pelo sentimento de ira. O filósofo Irwin Edman declarou "Consumimos na raiva a energia que poderia ser utilizada para melhorar as circunstâncias que provocam nossa cólera." O sentimento de ira, cólera, vingança, traz conseqüências desagradáveis: o sol brilha mas não para nós, escutamos a música mas não ouvimos com o coração, algemados por este sentimento, não conseguimos nas alegrar nem com a felicidade alheia. A ira influencia a nossa vida, que parece envenenar o nosso sangue. O Psicólogo Dr. José Carlos Ebling, afirma que as pessoas ressentidas, sofrem de dor de cabeça, má digestão, insônia e fadiga. As pesquisas revelam que estas pessoas são hospitalizadas com mais freqüência do que as pessoas que tem uma melhor disposição de espírito. Como o ódio e o rancor destroem, o amor e a compaixão fortalecem. Diz H. E. Fosdick "A boa vontade, mesmo para com os ingratos e inimigos, constitui elemento indispensável de saúde emocional."
Quando você por acaso, sentir o rancor chegar ao seu coração, siga estes conselhos:
I - Investigue a origem do ressentimento. lembre-se que você também não é perfeito, e deve entender as falhas dos outros.
II - Após identificar a causa do ressentimento, esqueça-o. Perdoe.
III - Livre-se do que possa lhe causar ressentimentos. Tenha sonhos e lute por eles com entusiasmo.
IV - A melhor maneira de esquecermos de nós mesmos, é ajudando aos outros. O Dr. Pitirim Sorokim, fez estudos exaustivos nesta área, e concluiu que tratar aos outros com boa vontade e sincera cortesia, provoca de 65 a 90% dos casos, uma reação igualmente amistosa.
V - Quando você sentir a chegada do sentimento de ira, proponha-se a ir a sós e orar com Deus. Comentando sobre a atitude de Cristo, Pedro escreveu: "quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças; mas entregava-se Aquele que julga retamente." I Pedro 2:23. Conte para Deus. Entregue os seus problemas para Ele. Confie Nele. Deixe que Ele resolva na hora oportuna as injustiças. Siga o exemplo Dele, e sua vida será uma bênção como foi a vida Dele.

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11 - Criança, Velho e Maldição na Nova Terra? Qual o significado de Isaías 65:20?

Deve-se ter em mente que boa parte das profecias do Velho Testamento é de duplo cumprimento: um local e outro futuro. Um refere-se ao Israel literal, outro ao Israel espiritual.
Isaías descreve, nos versículos 17 a 25, novos céus e nova terra que Deus Se proporia instaurar de Israel atendesse às mensagens dos profetas e cumprisse o propósito divino, após o livramento do cativeiro. Isto, no entanto, não aconteceu. Ao contrário, Israel falhou.
Em Israel não se cumpriram as condições da nova terra. Temos, então, de buscar a aplicação secundária. É fácil concluir que esses versículos apontam para novos céus e a Terra Restaurada a serem estabelecidos no fim do milênio.
Citemos Isaías 65:20, como está na Edição Revista e Atualizada no Brasil: "Não haverá mais nela [na Nova Terra] criança para viver poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias; porque morrer aos cem anos é morrer ainda jovem, e quem pecar só aos cem anos será amaldiçoado."
Interpretando a passagem primeiramente em relação a Israel literal, nota-se pelas expressões "não haverá criança para viver poucos dias", que Deus prometia acabar com a mortalidade infantil. Não haveria mortes prematuras. Os anciãos não morreriam antes de haver vivido todo o período designado por Deus.
Da mesma forma, os jovens não morreriam antes de ter vivido o tempo determinado pelo Senhor - um período fixado em cem anos. Tal seria a situação de Israel, caso obedecesse à vontade divina.
Em vista do fracasso de Israel, e como Deus está agora realizando os Seus propósitos por meio da igreja cristã, essa passagem do livro do profeta Isaías não se cumprirá com aqueles pormenores. O Novo Testamento esclarece bem este ponto.
Nos céus e na Nova Terra a serem instaurados no fim do milênio, não haverá morte de modo algum, como se lê em Apocalipse 21:1-4. Tampouco maldição alguma. Em nenhuma idade. O sentido foi ampliado para o infinito.
Conforme as Escrituras, O Evangelho do Reino será proclamado a todo o mundo, Jesus virá, destruirá os ímpios, mas levará os santos para o céu. Mil anos mais tarde, Ele voltará, ressuscitará os ímpios, executará o castigo final, RECRIARÁ A TERRA e a entregará aos santos glorificados, para tornar-se a habitação deles por toda a eternidade.
Desta maneira, quando uma passagem da Bíblia é comparada com outras passagens correlatas, e os planos e propósitos de Deus são interpretados primeiramente com referência a Israel literal, e depois com referência à igreja cristã (Israel espiritual), verifica-se que existe perfeita harmonia entre os diversos textos que descrevem acontecimentos futuros e assuntos paralelos.
Esquematizando, para melhor ilustrar, temos o seguinte quadro comparativo:

PROMESSAS PARA ISRAEL
Isaías 65:20

I - Novos céus e nova terra (melhores condições climáticas e ecológicas);
II - Generoso limite para a vida humana:
a - Não morreriam criancinhas. Jovens e anciãos completariam seus dias limitados a 100 anos;
b - Para o pecador, a maldição o atingiria aos 100 anos. Quando morresse, estaria selada sua punição.
NOTA - Israel falhou, e as promessas não foram concretizadas.

PROMESSAS PARA OS CRISTÃOS
Apoc. 21:4; 22:3

I - Novos céus e Nova Terra (condições paradisíacas);
II - Nenhum limite para a vida:
a - Não existirá marte para ninguém (crianças ou velhos);
b - Não haverá mais qualquer maldição.
NOTA - Os fiéis não falharão, e habitarão na Nova Terra.


O Milênio

O milênio é o período final da grande demanda de tempo, divino - um grande sábado de repouso para a Terra e para o povo de Deus.
Vem em seguida à terminação da era evangélica, e precede o estabelecimento do eterno reino de Deus na Terra.
Compreende o que na Escritura é freqüentemente chamado "o dia do Senhor".
É assinalado e, cada extremidade por uma ressurreição.
Seu começo é assinalado pelo derramamento das sete últimas pragas, a segunda vinda de Cristo, a ressurreição dos mortos, a prisão de Satanás, e a transladação dos santos para o Céu; e sua terminação, pela descida da Nova Jerusalém, com Cristo e os santos, do Céu, a ressurreição dos ímpios mortos, a soltura de Satanás, e a destruição final dos ímpios.
Durante os mil anos a Terra jaz desolada; Satanás e seus anjos aqui permanecem; e os santos, com Cristo, empenham-se no julgamento dos ímpios, que é preparatório da retribuição final.
Os ímpios mortos são então ressuscitados; Satanás é solto por um pouco tempo, e juntamente com a hoste de ímpios cercam o arraial dos santos e a santa cidade, quando então desce fogo do céu, vindo de Deus, e os devora a todos. A Terra é purificada pelo mesmo fogo que destrói os ímpios, e torna-se a morada eterna dos santos.
A terminação do milênio assinalará o início da nova ordem na Terra.

A - Que texto apresenta positivamente o milênio?
"E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar ... e viveram com Cristo durante mil anos." Apoc. 20:4.

B - A quem julgarão os santos, no dizer de São Paulo?
"Ousa algum de vós, tendo algum negócio contra outro, ir a juízo perante os injustos, e não perante os santos? Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? ... Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos?" I Cor. 6:1-3.
Destas passagens da Escritura depreende-se claramente que os santos de todos os tempos cooperarão com Cristo na obra do "juízo" durante o milênio.

C - Sobre que profecia baseou São Paulo sua declaração?
"Eu olhava, e eis que esta ponta fazia guerra contra os santos, e os vencia. Até que veio o ancião de dias, e foi dado o juízo aos santos do Altíssimo." Dan. 7:21 e 22.

D - Quantas ressurreições haverá?
"Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a Sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação." São João 5:28 e 29.

E - Que classe somente participa da primeira ressurreição?
"Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte." Apoc. 20:6.

F - Quando Cristo vier, que fará Ele com os santos?
"Virei outra vez e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também." São João 14:3.
Noutras palavras, Cristo os levará para o Céu, para ali viverem e reinarem com Ele durante mil anos.

G - Onde, em visão, viu João os santos?
"Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestidos brancos e com palmas nas suas mãos." Apoc. 7:9.
Este texto mostra claramente que os justos são todos levados para o Céu logo após a primeira ressurreição. Isto está de acordo com as palavras de Cristo, em São João 14:1-3, onde diz: "Vou preparar-vos lugar. E, se Eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também." Pedro quis acompanhar a Jesus àquelas menções, mas Jesus lhe respondeu: "Para onde Eu vou não podes agora seguir-Me, mas depois Me seguirás." São João 13:36. isto esclarece que quando Cristo voltar à Terra para receber o Seu povo, Ele os levará para a casa de Seu Pai, no Céu.

H - Que acontecerá aos ímpios vivos quando Cristo vier?
"E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem. Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos. Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló; ... no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do Céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do homem Se há de manifestar." São Luc. 17:26-30.

I - Que diz a esse respeito o apóstolo São Paulo?
"Pois que, quando disserem: Há paz e segurança; então lhes sobrevirá repentina destruição, ... e de modo nenhum escaparão." I Tess. 5:3.
Quando Cristo vier, os justos serão libertados e levados para o Céu, e todos os ímpios vivos serão subitamente destruídos, como o foram por ocasião do dilúvio. Para mais prova, ver II Tess. 1:7-9; Apoc. 6:14-17; 19:11-21; Jer. 25:30-33. Não haverá ressurreição geral dos ímpios senão ao fim do milênio. Isso deixará a Terra desolada e sem um habitante humano durante esse período.

J - Que descrição faz o profeta Jeremias da Terra durante esse tempo?
"Observei a Terra, e eis que estava assolada e vazia; e os céus, e não tinham a sua luz. Observei os montes, e eis que estavam tremendo; e todos os outeiros estremeciam. Observei e vi que homem nenhum havia e que todas as aves do céu tinham fugido. Vi também que a terra fértil era um deserto, e que todas as suas cidades estavam derribadas diante do Senhor, diante do furor da Sua ira." Jer. 4:23-26.
Por ocasião da vinda de Cristo, a Terra estará reduzida a um estado caótico - a um montão de ruínas. O céu terá desaparecido como um rolo que é enrolado; as montanhas estarão removidas de seus lugares; e a Terra ficará em estado de escuridão, terror, desolação e deserto. Ver Isa. 24:1 e 2; Apoc. 6: 14-17.

K - Que diz Isaías acontecerá aos ímpios nessa ocasião?
"E será que naquele dia o Senhor visitará os exércitos do alto na altura, e os reis da Terra sobre a Terra. E serão amontoados como presos numa masmorra, e serão encerrados num cárcere; e serão visitados depois de muitos dias." Isa. 24:21 e 22.

L - Por quanto tempo ficará Satanás preso na Terra?
"E vi descer do Céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, e Satanás, e amarrou-o por mil anos, e lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem." Apoc. 20:1-3.
O termo abismo, Gên. 1:1, aqui empregado, aplica-se à Terra em seu estado desolado, deserto, caótico, escuro e desabitado. Neste estado permanecerá ela durante mil anos. Esta será a tenebrosa prisão de Satanás durante esse período. Aqui, por entre as ossadas dos ímpios mortos, e que sofreram a morte por ocasião da segunda vinda de Cristo; as cidades destruídas, e os destroços e ruínas de toda pompa e poder deste mundo, Satanás terá oportunidade de refletir nos resultados de sua rebelião contra Deus. Mas a profecia de Isaías diz: "Serão visitados depois de muitos dias."

M - Os juntos mortos serão ressuscitados por ocasião da segunda de Cristo. Quando serão ressuscitados os outros mortos - os ímpios?
"Os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram." Apoc. 20:5.
Deduz-se daí que o começo e o fim do milênio são marcados por duas ressurreições.
O termo milênio, que significa mil anos, compreende o tempo em que Satanás estará acorrentado e os homens ímpios e anjos maus deverão ser julgados. Este período é limitado por dois acontecimentos diferentes. Seu começo é marcado pela terminação da graça, o derramamento das sete últimas pragas, a segunda vinda de Cristo, e a ressurreição dos justos mortos. Termina com a ressurreição dos ímpios e sua final destruição no lago de fogo.

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12 - Como podia a luz ter sido produzida no PRIMEIRO DIA, e o Sol, base do dia, só foi criado no quarto dia?

Há duas explicações para o fato. A palavra hebraica original para designar "luz" nesse texto é "or" e significa não apenas luz, mas também fogo. Por exemplo, em Isaías 31:9, "o Senhor cujo fogo (or) está em Sião ..." Lemos também em Ezequiel 5:2 "A terça parte queimarás no fogo (or) ..." A mesma palavra é traduzida por "sol" em Jó 31:26. E também o verbo aquecer empregado em Isaías 44:16 deriva de "or" (esh), e dá a idéia de que Deus difundiu matéria calorórica, ou calor latente em todas as partes da Natureza, mesmo que não houvesse vegetação ou vida animal. É o que a ciência denomina de "luz cósmica". Comentando este assunto, conclui Adão Clarke: "Que existe luz latente, que é provavelmente o mesmo que calor latente, pode-se demonstrar facilmente: tome dois pedaços de cristal de rocha, ágate, cornélio, pusiflex, e esfregue-os vivamente no escuro, e a luz latente ou matéria calorórica será imediatamente produzida, tornando-se visível. A luz ou calor desprendido dessa maneira não é produzida da mesma forma poderosa como o calor ou fogo que se obtém golpeando o sílex com aço, ou o que é produzido por fricção elétrica".
A "luz" que se fez ao mundo divino era, provavelmente, a "luz cósmica" que permeava a Natureza em fase de criação. O Nosso Comentário, em inglês, assim considera a questão:
"Haja luz. Sem luz não podia haver vida; e quando o Criador começou a obra de trazer à ordem o caos e introduzir várias formas de plantas e de vida animal sobre a Terra, era essencial que houvesse luz. A luz é a forma visível de energia, que pela sua ação sobre as plantas, transforma elementos inorgânicos e forma alimentos tanto para o homem como para os animais e controla muitos outros processos necessários à vida".
"A luz sempre foi um símbolo da presença divina. "Deus é Luz"" (I S. João 1:5).
Portanto a luz criada no primeiro dia seria então a luz cósmica, portanto o Sol só surgiu no quarto dia.
"O texto hebraico em Gên. 1:3 diz: Ye hi or (haja luz). A palavra "or" não se refere aos corpos celestes mas ao fenômeno físico chamado luz, e a fonte desta luz não nos é revelado aqui. Daí porque é lógico supor que todo o nosso sistema solar fosse formado já no primeiro dia. Nessa ocasião, o Sol achava-se presente, mas sua luz aparecia em forma difusa através das pesadas nuvens que, sem dúvida envolviam a Terra (...) Os últimos três dias da semana da criação são claramente controlados pelo Sol, cujo disco apareceu visivelmente no quarto dia, e os dias são descritos nos mesmos termos usados para limitar os primeiros três. Isto constitui forte argumento de que os seis primeiros dias foram iguais em extensão e em natureza, ou sejam, dias normais de vinte e quatro horas". No mesmo livro pág. 211, lemos: "Durante os três primeiros dias a luz estivera sobre a Terra, mas apenas de modo débil, difuso, filtrando-se através do teto de nuvens pesadas e contínuas".

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13 - Diz-se haver Jesus morrido na sexta-feira. Então como explicar que Jesus disse que "passaria três dias e três noites no seio da terra, tal como Jonas"?

Jesus referiu-se claramente em diversos momentos ao mesmo período - o intervalo entre sua morte e ressurreição - como "em três dias", "ao terceiro dia". Quando cita Jonas (cap. 1:17), em Mateus 12:40, emprega a frase "três dias e três noites". A menos que se queira acusar a Jesus de contradizer-se, deve-se aceitar que as diversas frases referem-se a um mesmo período. Ainda os sacerdotes e fariseus que disseram que Jesus havia predito Sua ressurreição "depois de três dias", pediram a Pilatos que se guardasse a tumba "até o terceiro dia" (não até depois do terceiro dia). Evidentemente entenderam que as duas frases significavam a mesma coisa.
A pergunta (quanto ao tempo que Jesus permaneceu na sepultura) surgiu de uma incompreensão moderna do chamado "cômputo inclusivo", método comum na Antigüidade, segundo o qual se contava tanto o dia (ou ano ou mês) no qual começava um período, quanto o dia em que terminava, não importando quanto pequena fosse a fração desse dia (ou ano ou mês) inicial ou final.
O exemplo clássico desse método de computar é o período que começa no quarto ano de Ezequias e o sétimo ano de Oséias, e que termina no sexto ano de Ezequias e o nono ano de Oséias. Hoje diríamos que se tratava de um período de dois anos, pois restam 4 de 6 no reinado de Ezequias, ou 7 de nove no reinado de Oséias. mas a Bíblia descreve a terminação desse período dizendo "ao cabo de três anos" (II Reis 18:9-10). É evidente que se contava o ano 4º, 5º e 6º (do reinado de Ezequias),ou seja, 3 anos, segundo o CÔMPUTO INCLUSIVO.
A Bíblia dá vários períodos de "três dias" que concluíram DURANTE o terceiro dia, e NÃO DEPOIS do terceiro dia, e que portanto não eram períodos de três dias completos de 24 horas (Gênesis 42:17-29; conferir I Reis 12:5, 12 com II Crônicas 10:5 e 12).
Há exemplos deste "cômpulo inclusivo", não só entre os judeus, mas também entre outros povos da Antigüidade. Esse sistema era comum no Egito, Grécia e Roma, e ainda é usado hoje no Extremo Oriente. Em alguns países do Oriente se computa a idade dando à pessoa um ano mais do que se dá no Ocidente. Assim um coreano que diz ter 25 anos tem somente 24 segundo a contagem ocidental. Segundo o cômputo chinês, um menino que nasce na última parte do ano tem dois anos no ano seguinte, pois está vivendo o segundo ano de sua vida, conforme o calendário; e no começo do ano seguinte completará três anos de vida mesmo que só um desses anos seja um ano completado.
Como o costume de empregar o cômputo inclusivo está bem comprovado por seu uso entre os hebreus, em outras nações antigas no Oriente até nos tempos modernos, parece pouco razoável entender as palavras de Jesus quanto ao período de três dias segundo o uso de nosso método matemático moderno ocidental. Os ouvintes de Jesus contaram os "três dias", segundo o seu costume, em forma sucessiva:
I - O dia da crucificação;
II - O dia depois desse acontecimento;
III - O "terceiro dia" depois do dito acontecimento (segundo o cômputo moderno seria apenas o segundo dia).
Podemos ainda perguntar em que dia se cumpriu essa profecia de Jesus acerca dos "três dias". A resposta é: que se cumpriu no "primeiro dia da semana" (Marcos 16:9; Mateus 28:1). Nas últimas horas desse "mesmo dia" (Lucas 24:1 e 13), dois discípulos se encontraram com Jesus no caminho de Emaús, e ao falar da crucificação de seu Mestre e do seu profundo desapontamento, afirmaram: "É já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam" (Lucas 24:21). Quando Jesus apareceu aos doze no cenáculo, disse-lhes: "Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia" (Lucas 24:26). O mesmo disse Paulo, mais tarde: "Ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (I Cor. 15:4). É evidente que o domingo corresponde ao "terceiro dia".
Se o domingo é o "terceiro dia", qual foi então o dia da crucificação? Evidentemente a sexta-feira anterior, o dia da preparação. Isso concorda exatamente com a afirmação de Lucas de que as mulheres saíram sem terminar o processo do embalsamento no dia da preparação porque se aproximava o sábado, "e no sábado descansaram, segundo o mandamento", antes de regressarem à tumba "no primeiro dia da semana" (Lucas 23:54 a 24:1). Não esperaram vários dias, como imaginam os que afirmam que Jesus morreu na quarta-feira e consideram que o sábado aqui mencionado era mais um dia de festa ou de repouso cerimonial. E tem mais um detalhe, a frase: "grande o dia daquele sábado" tem feito muitos pensarem que naquele ano o dia de festa coincidiu com o sábado semanal (veja João 19:31).
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14 - Quando o Diabo levou a Jesus a cidade santa, ao pináculo do templo, que lugar era este, que podia ver todo o mundo? Como ele levou a Jesus, onde estavam os anjos?

Estudar as tentações de Jesus, no que foi tentado, como foi tentado e como ele venceu é um maravilhoso tema, do qual aprendemos muitos segredos preciosos para vencer o inimigo.
A Bíblia registra as tentações que Jesus enfrentou e venceu, nos evangelhos de Mateus 4:1-11, Marcos 1:12 e 13 e Lucas 4:1-13.
Quando Jesus foi levado ao deserto para ser tentado, foi levado pelo Espírito de Deus. Não convidou a tentação, Ele foi ao deserto para estar sozinho, a fim de considerar sua missão e obra. Por jejum e oração se devia fortalecer para a sangrenta vereda que lhe cumpria trilhar. Mas Satanás sabia que Jesus fora ao deserto, e julgou ser essa a melhor ocasião para se aproximar e tentá-lo, pois presumia-se que estaria fraco sendo um alvo mais fácil para ceder a tentação. Foi a vontade de Deus que aconteceu este episódio, não para ver se Jesus cairia em tentação ou não, mas para demonstrar sua vitória sobre o tentador.
As três tentações tiveram apelos, ao aspecto físico, mental e espiritual, confira:

Vamos analisar a primeira tentação: Mat. 4:3 e 4

"Se tu és o filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. Respondeu Jesus: Não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus."
Quando o inimigo disse "Se tu és ..." Já se pode perceber que era o tentador.
A tentação de transformar as pedras em pães, era um apelo físico, ao apetite, como foi com Adão e Eva, de comer do fruto proibido. Satanás lançou esta tentação não pelo fato do apetite alimentar somente, mas sim esperando, que Jesus usasse uma única vez sua divindade em favor de si próprio.
Se o Filho de Deus cedesse a esta tentação, o inimigo teria um poderoso argumento para desanimar os homens, ele poderia dizer, veja como Jesus venceu as dificuldades, ele era Deus, qualquer dificuldade ele fazia um milagre para ele e pronto. Ele era Deus e fazia o que quisesse, você homem ou mulher não é Deus, por isto não consegue ser um cristão correto.
Mas Jesus, que era Deus revestido de Homem, venceu a tentação como homem. Ele disse "Está Escrito ..." Era um profundo conhecedor das Sagradas Escrituras, o que o habilitou, a como homem, vencer a tentação. Segredo para vencer este tipo de tentação: Negar-se a si mesmo e confiar em Jesus.

A segunda tentação: Mat. 4:5-7

Então o diabo o levou a cidade santa e o colocou sobre o pináculo do templo e lhe disse: "Se tu és o filho de Deus, lança-te daqui para baixo. Pois está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito e eles te tomarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra. Respondeu Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus."
Quando o texto diz " o levou a cidade santa", entende-se que ele foi levado a cidade de Jerusalém, e o pináculo do templo, entende-se que era uma das alas mais altas do templo de Herodes. Deus permitiu que ele fosse levado, para que em tudo fosse tentado.
Esta segunda tentação vem apelar ao aspecto mental, a vontade de conseguir, a presunção. Impressionar as multidões com a queda e o livramento divino, era a intenção do tentador. Mostrar quantos poderes Jesus como Deus, tinha a sua disposição. Mais uma vez ele é tentado a usar o poder divino a seu próprio favor. Deus evitaria qualquer desastre. Um homem por exemplo, poderia colocar a mão no fogo e queixar-se que Deus não evitou que o fogo o queimasse. A fé reivindica as promessas de Deus, já presunção as reconhece mas tende a usá-las como pretexto para a transgressão. Adão e Eva, também passaram por isto, pois o fruto era agradável aos olhos, induzindo a presunção, liberdade de uma eterna restrição. Segredo para vencer este tipo de tentação: Vigiar com muita atenção os sentidos que levam as coisas ao nosso cérebro: aquilo que vemos, ouvimos, comemos, etc.
A terceira tentação do deserto, que não foi a última, pois Jesus teve muitas outras tentações em seu ministério entre os homens, o próprio Getsêmani foi uma dura provação para Cristo, vencer pelo sofrimento e pela cruz ..., mas a terceira tentação do deserto, apelou ao aspecto espiritual, de adoração. Cap. 4:8-10
"Levou-o novamente o diabo a um monte muito alto, e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e seu esplendor. E lhe disse: Tudo isto te darei se prostado, me adorares. Então Jesus lhe disse: Vai-te Satanás! Pois está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás."
O fato de Satanás levá-lo para este lugar alto, mostra que foi permitido que Jesus fosse tentado em tudo, com está escrito em Hebreus 2:17 e 18 "Convinha que em todas as cousas se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso ... Pois aquilo que Ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados."
Não significa que os anjos ou Deus o abandonaram por completo, mas sim, que foi permitido que como homem, Jesus fosse tentado em tudo.
O inimigo mudou Jesus de lugar, mostrou todos os reinos deste mundo e seu esplendor, numa visão especial, para que num curto espaço de tempo, ele fosse alvo dos mais sutis e completos ataques do inimigo, por isto pode se dizer que em tudo foi tentado, mas sem pecado. Que lugar alto era este, ninguém pode precisar, mas o fato é que, Ele pôde ter uma visão de todos os reinos do mundo.
Não era nenhum dos outros anjos caídos que tentava a Jesus, era o próprio Satanás. Aqui nesta terceira tentação ele se revela por completo.
Nesta tentação, Satanás queria mostrar que por este modo, "se prostado me adorares." Jesus poderia evitar a cruz, e conquistar então o reino do mundo de outra forma, que agradaria mais aos judeus.
A essência desta terceira tentação, era o aumento da estima própria e prestígio, sujeição da alma por amor as vantagens do mundo. Lembre-se, que no Éden a tentação do casal, diz que o fruto era desejável para dar entendimento. A satisfação material, obter as coisas deixando de lado a Deus, este é o cerne desta terceira tentação. O segredo para vencer este tipo de tentação, é buscar primeiramente o Reino de Deus e sua justiça.
Resumindo, a primeira tentação teve que ver com o apetite, a segunda com a presunção e a terceira com o amor ao mundo.
Nunca um homem terá tão fortes tentações como teve Jesus. Pois ele foi em tudo tentado. E a maneira de vencê-las ficou para seguirmos o exemplo: Cristo resistiu usando as Escrituras. Não usou nenhum poder divino, ou outros argumentos divinos, Ele apenas usou as Escrituras. Se as Escrituras forem bem estudadas e seguidas, o cristão terá o que precisa para vencer as tentações do inimigo. Após vencer as tentações, diz a Bíblia, que o inimigo se retirou, e então os anjos de Deus vieram e o serviram.

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15 - Ao compararmos Mateus 5:19 "Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será declarado o menor no reino dos céus..." com o texto de Mateus 11:11 "Em verdade vos digo, que entre os filhos de mulheres, não surgiu outro maior que João Batista. No entanto, o menor no reino dos céus é maior do que ele." Como entender estes versos? O que significa ser o menor no reino dos céus?

Vamos começar pela segunda parte com João Batista. O que significa o texto de que "Não surgiu outro maior do que João Batista ... e o menor no reino dos céus é maior do que ele." de Mateus 11:11. Logicamente, não tem nada a ver com a estatura.
O que significa que não surgiu outro maior do que João Batista?
Entre os profetas e mensageiros do Velho Testamento, ninguém teve o privilégio que teve João Batista, que foi o fato de ser o profeta que precedeu a chegada de Jesus. Todos os outros profetas do V.T. anunciaram a vinda do Messias, mas nem um deles conseguiu ver o cumprimento de sua predição, nem a sua geração. Imagine o que significa pregar a vida inteira um acontecimento, e morrer sem vê-lo acontecer de fato? Pois foi mais ou menos isto que aconteceu com os outros profetas, e João Batista teve o privilégio de presenciar o Messias, o Cristo em seu Batismo, cumprindo assim as profecias de todos os profetas que anunciavam a chegada do Messias.

O profeta Isaías, no cap. 40 verso 3, relata: "Voz do que clama no deserto, preparai o caminho do Senhor." e João Batista cumpriu a risca sua missão de preparar para a chegada de Jesus, quando ele mesmo disse: "Arrependei-vos porque é chegado o reino dos céus, porque este é o anunciado pelo próprio profeta Isaías", que disse: "Voz do que clama no deserto, preparai o caminho do Senhor e endireitai as veredas."

Após o profeta Malaquias, o último do V.T., houve um silêncio profético de 400 anos. E João Batista, então entra em cena preparando as pessoas para a chegada de Jesus.
Isto mostra o privilégio que João Batista teve, de pregar o maior acontecimento da história e ver o seu cumprimento, ou seja, a chegada do tão esperado Messias.
Até aquele momento, João Batista fora o homem mais privilegiado entre todos os profetas. Por esta razão, não apareceu alguém maior que João Batista.
Agora vamos tentar entender a outra parte do verso que diz "... o menor no reino dos céus é maior do que ele."

Note, que Jesus dizia: "É chegado a vós, o reino de Deus." De certa forma, onde Jesus estava, já era o reino dos céus, ou o reino de Deus. Confira nas passagens de Lucas 10:9, Mateus 12:28, a presença de Jesus, era o já a chegada do reino de Deus. Imagine amigo ouvinte, Jesus andar por cima das águas ... acalmar uma tempestade ... curar leprosos ... ressuscitar mortos ... alimentar mais de 5 mil pessoas com apenas 5 pães e dois peixes ... tudo isto, mostrava a presença viva do reino dos céus. Então fica fácil entendermos quando Jesus falou "... o menor no reino dos céus é maior do que ele." porque João Batista não teve a oportunidade de ver e presenciar o ministério das curas e milagres que Jesus operou. Enquanto João Batista estava preso, os seus discípulos viram e contaram para ele que Jesus curava os enfermos, e fazia outros milagres. Imagine amigo ouvinte, o que João Batista não daria para naquele momento em que estava preso, ser o mais humilde mendigo, só para ver Jesus realizando estes sinais? Pregou durante toda a sua vida a vinda do Messias, a chegada do reino dos céus, e presenciar somente o batismo de Jesus, sem ver este fantástico ministério, a chegada do reino dos céus para as pessoas de sua época? Portanto, João Batista foi o menor de todos, pois ele quem mais pregou, mais anunciou, mais esperou, mais preparou, e não presenciou os milagres e o ministério de Jesus.
Foi o maior de todos, por ser o mensageiro que presenciou a chegada do Messias, mas foi o menor de todos, porque preso e logo decapitado, não pôde presenciar o ministério de Jesus, a chegada do Reino de Deus. Não tem nada haver com uma distinção no novo céu e na nova terra, de João Batista ser menor ou maior que outros no céu. Imagine, João Batista, que preparou a vinda de Jesus, anunciou, pregou, batizou a Jesus, foi um mártir, e ele ser o menor nos céus, seria possível aceitar isto?
Esclarecida a parte de João Batista, vamos agora para Mateus 5:19 que diz: "Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será declarado o menor no reino dos céus, aquele porem que os cumprir e ensinar, será chamado grande no reino dos céus."
Mais uma vez, um texto que parece mostrar que no céu haverá pelo menos duas classes de pessoas, os menores que não cumpriram todos os mandamentos e ainda ensinaram a outros, e os maiores que cumpriram as leis de Deus. Esta interpretação não é correta por um motivo muito simples, o texto diz "será chamado o menor ou grande" e isto não quer dizer que ele estará no céu entre os grandes ou entre os menores. Seria como chamarmos os mendigos de simples e os ricos de abastados, isto quer dizer que estamos classificando dois tipos de pessoas diferentes, mas não estamos afirmando que as duas classes sociais estão morando na mesma casa. Assim como, não podemos conceber a idéia de que o chamado menor estará no céu com o chamado maior.
Para ser mais claro, vamos ao original grego. O texto "será o menor no reino dos céus" a palavra "menor" no texto, vem do grego "elásswn" (elásson) que significa o menor em qualidade, o mais baixo grau, o mínimo. Esta mesma palavra aparece em Hebreus 7:7, com este mesmo sentido. Insto indica dentro do contexto, que "qualquer que violar um destes pequenos mandamentos, e assim ensinar aos homens, será avaliado, ou tido como o menor dentre os homens, será julgado por Deus, como o inferior de todos; e aquele que cumprir e ensinar, será avaliado, anotado como grande na avaliação de Deus.
Ora de o menor de todos significa o inferior, é fácil deduzir que este não estará no reino eterno de Deus, mesmo porque a Bíblia é clara em demonstrar isto, confira: I João 2:6 está escrito: "Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou." E agora veja S. João 15:10 onde Jesus declara: "se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço em seu amor."
Mateus 7:21 "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus." Note, nem todo o que diz, mas o que faz. Faz o que? A vontade de Deus, e qual é a vontade de Deus, será que Deus deseja que vivíamos deliberadamente conforme o nosso gosto, a nossa vontade, fazer o que quiser?
São João 14:15 Jesus diz: "Se me amais, guardareis os meus mandamentos." Neste momento da resposta, lembro de uma ilustração importante. O coqueiro produz o fruto não para ser coqueiro, mas porque é um coqueiro. O cristão deve seguir os mandamentos de Deus não para ser salvo, mas porque já é salvo.
A ouvinte ainda pergunta: Tem alguém que consegue guardar todos os mandamentos? O que adianta então? Responderei com uma ilustração.
Um filho de 17 anos, pede o carro emprestado de seu pai que é delegado. Sem carta, ele ouve a recomendação "não passe dos 80, siga as leis de trânsito ..." O jovem não tá nem aí com as regras, ultrapassa a velocidade, bate o carro, é multado, o carro é apreendido ... e pensa que nunca mais o pai vai emprestar o carro. Mas depois de o pai pagar todas as suas dívidas, consertar o carro, ele ainda permite que seu filho ande com o veículo novamente. Será que o filho, movido pelo amor do seu pai, vai querer ultrapassar a velocidade e viver desrespeitando as leis novamente? É certo que não. Ele seguramente será mais cuidadoso. Poderá não ser perfeito, mas ele cuidará o máximo para conduzir-se sempre dentro das leis. E se errar novamente, ele não errará com a intenção proposital de errar, mas ele rapidamente confessará o seu erro, pedirá desculpas, fará todo o possível, para nunca mais errar no mesmo lugar e da mesma forma, porque ele ama ao Seu Pai, que é amoroso e bom para ele.
Amigo ouvinte, muitos outros textos existem para clarear e confirmar o Amor de Cristo por nós, que nos constrange a seguí-lo, e cientes disto observamos os seus mandamentos como prova de amor, e não como requisito para ir para o céu, não temos espaço para declinarmos tudo sobre a importância dos mandamentos de Deus porque não foi esta a pergunta. mas tenha certeza, de que o texto da pergunta de Mateus 5:19 é certo e claro, que quem violar um dos mandamentos e ainda ensinar aos homens, será avaliado como mais inferior de todos os seres humanos, e quem os cumprir, isto é seguir, e ainda ensinar aos outros, será tido como grande homem aos olhos de Deus.

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16 - Qual é o pecado contra o Espírito Santo que a Bíblia diz ser o pecado imperdoável? "Portanto Eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada aos homens." S. Mat. 12:31

Como instrução, vamos recapitular rapidamente o que é o Espírito Santo e o que faz: É a terceira pessoa da Trindade: Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Mat. 28:19, Mt. 3:16 Jesus disse aos seus discípulos, quando voltava para os céus: que enviaria o Consolador, o Espírito Santo; conforme S. João 14:16.

Qual é a missão ou função do Espírito Santo?

Podemos afirmar que são duas as funções básicas do Espírito Santo:
A - A primeira é convencer o pecador de seus pecados e da sua triste condição. São João 16:8 relata: "E quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo."
O Espírito Santo de Deus, está atuando entre os pecadores, ladrões, prostitutas, assassinos, mentirosos, orgulhosos, no sentido de que em algum momento, eles reconheçam sua situação deplorável. Este momento pode ser ao ouvir uma música, ou uma mensagem, ou ao presenciar alguma cena, enfim, Deus têm mais de mil maneiras para alcançar o homem pecador para salvá-lo. Esta é a primeira função do Espírito Santo, convencer o homem de seus pecados, de sua triste situação e da necessidade de um Salvador.

B - A segunda função do Espírito Santo é capacitar o crente a seguir os passos de Jesus. Após estar convencido do pecado, o homem tem vontade de viver uma vida mais santa, e sozinho não consegue, então o Espírito Santo capacita o homem a ter uma vida mais digna e mais santa. Ele concede dons diversos, conforme I Cor. capítulo 12, e as conseqüências de sua presença em nossa vida traz os frutos do Espírito, que é a paz, o amor, a fé, a mansidão, a temperança, etc. conforme escrito em Gálatas 5:22 e 23. E São João 14:26 relata: "Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em Meu nome, Esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto dito." e o cap. 16:33 relata: "... ele vos guiará em toda a verdade ... e vos anunciará o que há de vir."
Eu pergunto a você leitor (ouvinte): Você não gostaria de ter paz, amor, ser mais manso, saber mais sobre as coisas que acontecem e o que ainda está para acontecer? Gostaria você de ter mais força para vencer alguns maus hábitos que há tempo não consegue deixá-los? Pois bem, tudo isto, o Espírito Santo pode fazer por você. Assim, a Bíblia, a palavra de Deus descreve, e eu creio piamente que o Espírito Santo faz isto, e muito mais ...
Teria você coragem de rejeitar tamanho benefício, que está, gratuitamente, ao seu dispor? Muitos outros benefícios o Espírito Santo concede ao ser humano, mas não é esta a resposta que o ouvinte quer saber, mas sim, qual é o pecado imperdoável contra o Espírito Santo.

O que é pecado?

A Bíblia diz que pecado é o ato de transgredir a Lei; conforme escrito em I João 3:4. E qual seria então o pecado imperdoável?
Primeiro veremos o que não é o pecado imperdoável:
A - Homicídio ou adultério é pecado, mas não é o pecado imperdoável; um exemplo é Davi, que cometeu estes pecados, mas confessou e foi perdoado.
B - Mentir é pecado, mas também não é pecado imperdoável. Pedro, por exemplo, mentiu respondendo que não era seguidor de Jesus por 3 vezes; no entanto, após o seu erro, bem como Davi, houve profundo arrependimento, e teve o perdão.
O pecado imperdoável contra o Espírito Santo, é rejeitar aceitá-lo, ou seja, não ouvir sua voz falando em nosso pensamento, eliminar todas as maneiras dEle nos alcançar, impedir que ele atue em nossa mente, e ainda zombar dele. Exemplos:
I - Os egípcios e o faraó endureceram seus corações, não queriam dar ouvidos a Moisés que era o porta-voz de Deus. I Sam. 6:6.
II - "Jerusalém ... quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos." Mat. 23:37
Primeiro se rejeita à atuação do Espírito Santo, depois se zomba dEle. II Crônicas 36:16 relata: "Porém zombaram dos mensageiros de Deus ... até que não houve mais remédio."
Oséias 4:17 "Efraim está entregue aos ídolos, deixai-o."
Lucas 16:31 "Se não ouviram a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite." (Saul, Isamuel 28:15; Judas S. João 13:30, etc). O coração fica endurecido, impossível de ser alcançado, não porque Deus não quer, mas porque o indivíduo não permite, e então uma triste conseqüência: o pecador fica além da voz de Deus, terminantemente perdido. Insensível, com mente cauterizada poderíamos dizer, pois não há mais nada que o faça reconhecer sua situação caótica.
Vale salientar, que a rejeição ao Espírito Santo, não se dá necessariamente de uma vez só, ela pode ser: paulatina, lenta. Hoje eu sei que estou muito errado mas ainda faço: amanhã sinto que estou errado mas faço; e depois de rejeitar por várias vezes uma mudança para não cometer este pecado, acabo ma acostumando; e aquilo torna-se um hábito, que nem sinto mais que estou errado. Aí está o perigo: quando não sentir mais a atuação do Espírito Santo corrigindo seus erros, quando não sentir mais vontade de mudar, quando achar que não tem mais nada para melhorar em sua vida, quando não sentir mais desejo de aperfeiçoar se caráter, e ninguém e nada te convencer ... aí está a prova do pecado imperdoável contra o Espírito Santo; pois Ele, já havia lhe despertado tantas vezes, mostrado sua situação claramente, e você ainda persistiu no erro ... então você está condenado, por rejeitar a atuação do Espírito Santo em sua vida.
Conclui-se que, enquanto você sentir o desejo de se reconciliar com Deus, você ainda têm a atuação do Espírito Santo em sua vida.
Portanto, o pecado Imperdoável, é aquele que é cometido contra o Espírito Santo, rejeitando sua atuação fazendo pouco caso dEle.
Lembro-me de uma palestra que ouvi certa vez em minha igreja, quando o pregador disse quais são as principais tentações de Satanás: - Só uma vez, não têm problema; ninguém está vendo; - É a última vez e a última tentação: - Agora já é tarde, você está muito longe para voltar! Portanto, amigo ouvinte (leitor), não permita um só momento, vacilar ou se entregar ao pecado. Deus é forte, Poderoso, tem miríades e milhares de anjos a nossa disposição, o Espírito Santo está procurando pessoas para serem usadas por Ele. Se hoje, ouvirdes a Sua voz, não endureçais os vossos corações; ouça a sua voz, siga o caminho que Ele lhe mostra e certamente, os bons frutos do Espírito lhe acompanharão; dons extraordinários Ele lhe dará, e certamente, vai lhe mostrar o caminho correto para trilhar rumo ao céu.

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17 - Alimentos limpos e imundos: em Levíticos capítulo 11, está uma lista de alimentos cárneos proibidos, mas no novo testamento, vários textos parecem mostrar que Deus purificou todos os alimentos. Como harmonizar esta aparente contradição? É válido ou não as recomendações de Levíticos 11?

Muitas pessoas fazem estas perguntas, porque no Livro de Levíticos capítulo onze, está registrado uma lista de animais que são impuros e abomináveis, entre eles o porco, peixe sem escamas e sem barbatanas, etc. E então se pergunta, será que não posso comer carne de porco e estas outras mencionadas em Levíticos capítulo onze? Será que esta lei ainda está em vigor? Dois ouvintes querem tentar mostrar que esta lei não está em vigor baseados em alguns textos do Novo Testamento, vamos analisar juntos.

Mateus 15:11

"Não é o que entra pela boca que contamina o homem, mas o que sai da boca, isso é o que contamina."

Marcos 7:19

"Porque não lhe entra no coração, mas no ventre, e é lançado fora? Assim declarou puros todos os alimentos."


EXPLICAÇÃO:

Jesus não está falando em comer certos tipos de alimentos ou não, não são leis de saúde. Mas sim repreendendo aos judeus pelos rituais que faziam antes de comer. O contexto mostra bem isto. Os discípulos eram repreendidos por não lavarem as mãos conforme as tradições e rituais judaicos, que exigiam que se molhasse uma palma da mão, e a água escorresse para a outra palma da mão, e então para os dedos, e isto diversas vezes, e os judeus então diziam que quem não seguisse estes rituais, estavam comendo alimentos imundos. Jesus então disse que o que contamina o homem não é o que está comendo, mas o que está no coração. Não são os alimentos, mas as tradições ritualísticas. O ato de lavar as mãos para os judeus, não era um ato de higiene como para nós hoje, era antes, um ritual externo de purificação, ignorando o interior que abrigava os verdadeiros sentimentos humanos. Por isto Jesus disse estas frases que no seu contexto, não se trata sobre as carnes limpas ou imundas, mas sobre os rituais judaicos que se fazia para não tornar o alimento imundo, e não se preocupavam com o interior que era muito mais importante. Mateus 15:20 encerra o texto de maneira bem clara: "São estas coisas que contaminam o homem, mas o comer sem lavar as mãos, isso não contamina." Deus declarou puro todos os "alimentos" e não os animais imundos.

I Timóteo 4:4

"Pois todas as coisas criadas por Deus são boas, e nada deve ser rejeitado se é recebido com ações de graça."

EXPLICAÇÃO:
Paulo neste contexto, advertiu sobre as doutrinas demoníacas. Doutrinas que proibiam ao casamento e comer alimentos bons que Deus criou. Aquilo que Deus determina que é para o nosso bem, não pode ser condenado por outras doutrinas pagãs. Portanto, neste contexto, todas as coisas boas que Deus criou, como o casamento e os alimentos saudáveis não devem ser proibidos aos cristãos sinceros.
Pensar que nada deve ser rejeitado no sentido amplo, seria abrir um precedente que tudo pode servir como alimento, como o Rato, Corvo, o Sapo, etc., o que seria um absurdo e não estaria em harmonia com os ensinamentos bíblicos.
Tudo o que Deus nos oferece dentro dos padrões que a Bíblia estabelece, é bom e deve ser recebido com ações de graça, mas o que não está de acordo com os padrões da Bíblia, isto deve ser rejeitado.

Romanos 14:14

"Eu sei, e estou certo no senhor Jesus, que nada é de si mesmo imundo a não ser para aquele que assim o considera; para esse é imundo."

EXPLICAÇÃO:

O contexto aqui se refere as carnes sacrificadas aos ídolos e que eram vendidas, e então o cristão perguntava: é ilícito ou não comer as carnes que foram sacrificadas aos ídolos?
Pedro responde em Romanos mesmo, 14:3 diz quem come não julgue a quem não come, referindo-se aos fracos na fé, a fim de ter paciência e tolerá-los. Este verso não está se referindo a liberação das carnes imundas, mas das carnes sancionadas pelo contexto bíblico, que no referido texto, eram vendidas depois de terem sido sacrificadas aos ídolos.
Pedro deixava de acordo com a consciência de cada um, quem achava que comer as carnes que eram sacrificadas aos ídolos não tinha problema, tudo bem, mas quem achava que não era correto, não deveria criticar quem fizesse diferente. Deve-se salientar que as carnes aqui referidas, não eram carnes imundas, mas sim, carnes que eram lícitas, mas oferecidas aos ídolos e depois vendidas. Verifique Romanos 14:3,23.

Atos 10:12-15

"No qual havia de todos os quadrúpedes e répteis da terra e aves do céu. E uma voz lhe disse: Levanta-te Pedro, mata e come. Mas Pedro respondeu: De modo nenhum Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda. Pela segunda vez lhe falou a voz: Não chames tu comum ao que Deus purificou. Sucedeu isto por três vezes; e logo foi isto recolhido aos céus."

EXPLICAÇÃO:

O contexto apresenta ser esta uma visão simbólica para representar que todas as nações e raças são iguais perante Deus, e que os preconceitos entre judeus e gentios deveriam ser derrubados. Pedro ficou perplexo com aquela visão, e enquanto pensava, foi procurado por alguns homens enviados por Cornélio, que no decorrer da história do capítulo 10 de Atos verso 28 traz a razão da visão: "Vós bem sabeis, (disse Pedro) que não é lícito a um judeu ajuntar-se ou chegar-se a estrangeiros, mas Deus mostrou-me que a nenhum homem devo chamar comum ou imundo." Note que o próprio Pedro, diz o que queria dizer a visão, ele mesmo dá sua interpretação que não se refere a uma sanção divina para comer alimentos imundos, mas sim, que todos os povos, nações e pessoas, são iguais diante de Deus indistintamente de suas raças. Vale salientar também que no texto referido, Pedro diz que nunca comeu alimentos imundos, note que ele conviveu com Jesus por mais de três anos e meio, e um discípulo faz o que seu líder faz também, concluindo que as regras de alimentos imundos estavam vigentes e claras para Pedro.
Pedro andou com Jesus, viu sua morte, sentiu as repercussões de Sua ressurreição, encontrou com Jesus após a ressurreição, quando Jesus disse: Ide por todo o mundo, fazei discípulos de todas as nações ... e ainda Pedro não entendia que deveria pregar aos gentios e estrangeiros, foi para tal, que Deus lhe deu uma visão chocante, a fim de entender que todas as pessoas, de todas as nações, são dignas de serem salvos por Cristo. O próprio Cornélio recebeu um representante celestial para orientar seu encontro com Pedro, o que como estrangeiro lhe parecia impossível no contexto de sua época. Deus atuou de maneira sobrenatural e de maneiras diferentes com ambos, para que os preconceitos raciais da época fossem derrubados e a pregação do evangelho não se restringisse ao povo judeu. Este é o sentido da visão de Pedro, fugir disto, será ir contra os princípios lógicos de interpretação Bíblica.

Hebreus 7:12

"Pois mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também a mudança da lei."

EXPLICAÇÃO:

O ouvinte que faz a pergunta, propõe aparentemente que Levíticos capítulo onze, seja uma lei cerimonial, abolida com a morte de Cristo na Cruz. Vejamos como entender o texto:
Este texto está falando da mudança da lei do sacerdócio e das leis cerimoniais, e não de mudar a lei moral e as leis de saúde.
As leis do sacerdócio dizia que somente poderia ser Sacerdote, homens da tribo de Leví, se fosse de outra tribo, tinha que mudar a lei e o sacerdócio. Jesus era da tribo de Judá, e não de Leví, logo as leis do sacerdócio e cerimonias foram mudadas, mas não fala que as leis de alimentação deveriam ser mudadas também.
Havia dois tipos de impurezas à luz do Velho Testamento: à nata e a adquirida. Impureza nata eram os animais imundos, que em sua essência não são puros. Já a impureza adquirida, era quando uma pessoa por exemplo, tocasse num cadáver, e ficava imundo até a tarde, ou uma mulher menstruada, etc. Tendo esta compreensão, fica fácil de entender que os rituais de purificação eram feitos pelas impurezas adquiridas e não natas. Não se fazia sacrifícios por alguém que comesse alimentos imundos, mas sim por alguém que tivesse contato com algum outro tipo de impureza registrada no Velho Testamento. O sacrifício de Jesus na cruz, aboliu exatamente estes ritos cerimoniais, mas não aboliu ou purificou os animais imundos para a nossa alimentação.
Vale salientar ainda, que o Livro de Levíticos está cheio de leis cerimoniais, e separar o capítulo onze, como sendo uma das partes ainda vigentes, pode parecer de difícil aceitação. É preciso notar também, que quando foi escrito, não havia separação, pois Jesus não tinha morrido ainda e tudo era igual, todas as leis eram vigentes. O estilo de literatura hebraica, como foi escrito o Velho Testamento, não segue as separações de textos por tópicos ou por títulos, mas sim por palavras comuns em diversos tópicos, por isto, que os animais puros e imundos aparecem num contexto do livro sobre as coisas que eram sagradas ou puras.

A DIETA ORIGINAL:

A dieta original de Deus para o homem, não incluía alimentos cárneos porque não era seu plano que fosse tirada a vida dos animais e porque uma dieta vegetariana balanceada é a melhor para a saúde. Um fato a respeito do qual a ciência oferece hoje as maiores evidências. Foi somente depois do dilúvio, que Deus permitiu o uso de alimentos cárneos. Uma vez que estava destruída toda a vegetação, Deus autorizou a Noé e sua família a utilizarem alimentos cárneos, mas que não usassem o sangue, e é importante notarmos, que Deus já havia pedido para Noé, sete pares de animais limpos contra apenas um animal imundo, já prevendo esta necessidade para o alimento e para os sacrifícios. Isto significa, que Noé tinha conhecimento dos animais limpos e imundos antes mesmo das leis cerimoniais ou ritualísticas, mostrando que esta orientação traz uma permanente obrigação do cuidado ao alimentar-se.

PROBLEMAS POSSÍVEIS DO CONSUMO DA CARNE SUÍNA:

I - "O porco é hospedeiro intermediário para vários organismos parasíticos, alguns dos quais podem resultar na infestação por solitárias. Uma destas solitárias, a Taenia solium, cresce até atingir cerca de 2,5m de comprimento, e é achada na carne de porco mal cozida ... Uma complicação desagradável desta condição ocorre quando nódulos se formam no cérebro e produzem crises que se assemelham à epilepsia.
II - Outro agente de infecção, a Tichinella spirillis, é uma pequeno organismo que ocorre em carne ou salsichas de porco, cruas ou mal cozidas. A doença que resulta é a triquinose, e é marcada inicialmente pela febre, por distúrbios gastro intestinais e um mal estar geral ... Se a enfermidade avançar para a etapa encapsulada, inchações pequenas, com formato de nós, formam-se nos músculos e provocam mal estar considerável.
III - Ainda outra doença que é resultado de comer carne de porco, ou seus produtos, impropriamente preparada, foi descoberta em anos recentes. É a chamada toxoplasmose, e se assemelha à pneumonia, sendo o resultado da infecção por um organismo vigoroso que se acha em forma de cisto e resiste o congelamento, a ação dos sucos gástricos, e a gama normal das temperaturas de cozimento.
IV - À parte da possibilidade de receber uma intoxicação por causa de comer carne de porco, não é incomum certas pessoas terem reações alérgicas depois de ingerir carne de porco ou sub produtos.
V - Imaginar que os métodos modernos de cozinhar eliminaram o risco de tais infecções, e modo total, é enganar-se. O fato é que não há nenhuma temperatura segura em que a carne de porco possa ser cozinhada para garantir que os organismos sejam mortos, e mesmo se o cozimento prolongado fosse empreendido, geralmente tornaria a carne dura e sem sabor.
VI - Nem sequer podem os métodos ocidentais de abater porcos garantir que a carcaça seja segura para o consumo humano, visto que o organismo da toxoplasmose, por exemplo, sobrevive sem dificuldades aos procedimentos higiênicos preceituados pelas várias leis sobre produtos alimentícios."
FONTE: Roland K. HARRISON, Levítico-introdução e comentário, pág. 114, 115 (Mundo Cristão)= o autor Ph.D.,D.D., é Professor do Velho Testamento, do Wycliffe College, da Universidade de Toronto no Canadá.
VII - "Estudos revelam que em adição à razoável quantidade de colesterol encontrada tanto no porco quanto nos mariscos, ambos os alimentos contém certo número de toxinas e contaminantes que se acham associadas ao envenenamento humano." Nisto Cremos, pág. 376, CPB.

AMIGO OUVINTE:

Reflita:

A - Se Noé levou 7 pares de animais limpos e 1 imundo, se ele comesse o único porco, o que aconteceria? Por que razão Deus pediu esta quantidade tão desproporcional de animais?
B - A Ciência comprova que os animais que a Bíblia classifica como imundos, são lixeiros da natureza, o porco, o rato, o corvo, os peixes lisos sem escamas e sem barbatanas, será que Deus deseja que nosso organismo seja um depósito de lixo?
C - Sabia que o rato tem 140 tipos de doenças, entre elas a Leptospirose e a peste Bubônica? Será que o Novo Testamento estaria liberando este animal imundo para nossa alimentação?
D - Sabia você que o povo judeu, que se abstém destes alimentos imundos, é um povo reconhecido pelas autoridades mundiais de saúde, como um povo de muita vitalidade, que já por séculos esbanja saúde, e já ofereceu grandes gênios à sociedade, tais como o grande cientista Einstein?