1 - Freqüentemente nossos ouvintes perguntam qual a razão
de, como cristãos, especialmente como adventistas do sétimo
dia, contarmos a duração dos dias de forma diferente.
Por que o sábado é contado a partir do pôr do sol
de sexta-feira, e não a partir da meia-noite? Por que o ano de
1995 vai começar no pôr
do sol do sábado, às 20:29 - segundo a meteorologia e
não à meia-noite? E o calendário nunca foi mudado?
Poderia o sábado original ser na verdade uma segunda-feira ou
estar em outro dia da semana?
Não é
difícil de entender. O CONSULTORIA BÍBLICA de hoje vai
procurar responder estas e outras questões.
"O tempo que a Terra gasta em seu movimento de oeste para leste,
descrevendo uma elipse alongada em torno do sol, forma o ano. O espaço
de tempo necessário para uma evolução completa
da lua em volta da Terra forma o mês. O período que a Terra
leva para completar o movimento de rotação ao redor de
seu próprio eixo, forma o dia. Com efeito, o ano, o mês
e o dia estão associados, como unidade de tempo, aos fenômenos
astronômicos. A semana, entretanto, constitui um ciclo independente,
de origem divina, sem qualquer relação com as lunações
ou movimento de translação e rotação da
Terra"(RA, 09-78, pág. 8 CPB).
Quando Deus criou o mundo, o fez em seis dias, descansando no sétimo.
Gênesis capítulo 1 e 2:1-3. É interessante observar
que após cada dia, o escritor bíblico registra: "houve
tarde e manhã, o primeiro dia" (verso 5); "houve tarde
e manhã, o segundo dia" (verso 8); "houve tarde e manhã,
o terceiro dia" (verso 13); "houve tarde e manhã, o
quarto dia" (verso 19); "houve tarde e manhã, o quinto
dia" (verso 23); "houve tarde e manhã, o sexto dia"
(verso 31). Você percebeu? ... TARDE e MANHÃ. Primeiro
TARDE (a parte escura do dia), depois MANHÃ (a parte clara).
Assim começou o mundo e assim eram contados os dias.
O Dicionário da Bíblia, de John D. Davis, esclarece que
"Dia era o intervalo de tempo, compreendendo o período entre
dois nascimentos sucessivos do sol. O dia na Bíblia era de uma
tarde até a outra. De um pôr do sol a outro (Lev. 23:32;
Êxodo 12:18). Este modo de medir o tempo baseava-se no costume
de calcular os meses pelo aparecimento da lua nova. A designação
exata do dia civil compreendia a tarde e a manhã, ou noite e
dia (Daniel 8:14; II Cor. 11:25). Posto que a tarde servia de entrada
para um novo dia, também fazia parte do dia natural, que restritamente
falando, o completava. A tarde que dava início ao dia quinze
de Nisã é designada pela expressão "desde
o dia quatorze do primeiro mês à tarde, comereis pães
asmos, até a tarde do dia vinte" Êxodo 12:18; compare
com II Crônicas 35:1 e Levítico 23:32. Os dias da semana
não tinham nome; eram designados por números, com exceção
do sétimo dia que tinha o nome de sábado."
O dicionário prossegue afirmando também que dia era o
"nome dado ao espaço de tempo entre a luz e as trevas, Gênesis
1:5, 8:22. Depois do exílio, tornou-se comum contar os dias pelas
horas; o dia entre o nascer do sol e o seu ocaso, dividia-se em doze
horas, Mateus 20:1-12; João 11:9. A sexta hora correspondia ao
meio-dia, João 4:6; Atos 10:9. A nona hora, três da tarde,
era a hora de oração, Atos 3:1."
Ainda segundo o mesmo dicionário bíblico, NOITE era o
período das trevas (Gênesis 1:5) dividido em três
vigílias: do pôr do sol à meia-noite, da meia-noite
ao cantar do galo e do cantar do galo ao amanhecer (Lamentações
2:19; Juízes 7:19; Êxodo 14:24). A divisão grega
e romana repartia a noite em quatro vigílias, sistema este em
vigor no tempo de Cristo (Lucas 12:38; Marcos 6:48). O período
da noite constava de 12 horas, desde o entardecer até o romper
da aurora (Atos 23:23).
A recomendação bíblica de Levítico 23:32
é "de uma tarde a outra celebrareis o sábado."
Ou seja, do pôr do sol de sexta-feira, ao pôr do sol de
sábado. Assim, pelo método bíblico e divino de
conta r os dias, estes não começam a meia-noite, e sim,
de pôr do sol a pôr do sol. Tarde e manhã. Parte
escura e parte clara. Por exemplo: segunda-feira à noite, pelo
método humano de contar os dias é, biblicamente falando,
terça-feira, parte escura do dia. E, assim sucessivamente.
Assim sendo, o ano novo não começa à meia-noite,
e sim ao pôr do sol. O dia 31 de dezembro acaba ao pôr do
sol. (Nesse ano, às 20:29 min.). A partir de 20:30, começamos
1995. Esta, repito, é a forma bíblica de contar os dias.
Tarde e manhã. De pôr do sol a pôr do sol.
Um outro fato interessante que vale a pena ser ressaltado aqui é
de que os calendários têm mudado, mas a semana jamais foi
alterada desde o começo do mundo. Apesar de mudanças de
um calendário para outro, a semana permanece em seqüência
ininterrupta desde o começo, quando Deus trouxe à existência
Sua Criação.
O Calendário Gregoriano, agora em uso em todo o mundo, é
preciso e exato com relação à ordem dos dias da
semana. Alguns imaginam que ocorreram mudanças do calendário
entre o tempo de Cristo e o nosso. Houve apenas uma: a mudança
do Calendário Juliano para o Gregoriano. Essa mudança
não exerceu nenhuma influência sobre os dias da semana
desde os tempos de Cristo: tão pouco houve qualquer mudança
antes disso, tanto quanto os registros o demonstrem. Os dias do mês
foram deslocados, ao ser adotado o Calendário Gregoriano; os
dias da semana, porém, não. Continuaram imutáveis
desde o começo e são agora os mesmos de toda a história
passada.
O calendário que foi na Palestina e em todas as províncias
do Império Romano dos dias de Cristo era conhecido como o Calendário
Juliano. Entrou ele em uso por autorização e no tempo
de Júlio César, e é chamado pelo seu nome. Foi
promulgado no ano 708 da cidade de Roma, cerca de 46 A.C.
Júlio César gostava de estar em evidência. Arrogou
a si muitas prerrogativas. Chamou o sétimo mês pelo seu
próprio nome, e por isso é ele conhecido como julho, derivado
de Júlio. Conta-se que ao escolher um mês para chamá-lo
pelo seu próprio nome, escolheu cuidadosamente o que tivesse
trinta e um dias, pois considerava o seu nome digno de um dos mais longos
meses do ano. O mês seguinte contava, naquele tempo, apenas trinta
dias. César Augusto, o sucessor de Júlio, não se
considerava de forma alguma inferior em importância ao seu sucessor
e, quando chamou de Agosto o oitavo mês, acrescentou-lhe mais
um dia, tirando-o de fevereiro, de maneira que agosto tem tantos dias
quanto julho.
O Calendário Juliano foi usado durante 15 séculos depois
de Cristo, praticamente em todo o mundo civilizado. Não era,
entretanto, um calendário exato. Supunha o ano como tendo 365
dias e um quarto, quando este tem doze minutos e uns poucos segundos
menos que isso. Não parece isso ser uma grande diferença,
mas com o correr dos anos aumentou. Como resultado, durante o Calendário
Juliano um pouco de tempo foi sendo perdido cada ano, isto é,
ele não se baseava exatamente nos movimentos dos corpos celestes,
e o resultado foi que, de ano para ano o equinócio vernal, que
no tempo de Júlio César ocorreu por volta de 25 de março,
retrocedeu gradualmente para o dia primeiro de março. Aproximadamente
no começo do século dezesseis depois de Cristo, ocorreu
por volta de 11 de março.
Foi somente no décimo terceiro século que os astrônomos
começaram a escrever a respeito da inexatidão do Calendário
Juliano. Alguns países da Europa desejavam tomar uma decisão
no sentido de uma reforma no calendário. Mas nada foi feito durante
muito tempo, porque havia necessidade de liderança e acordo,
a fim de empreender a revisão do calendário, a qual o
tornaria uniforme em todos os países. Por fim, foi atraída
a simpatia e interesse do próprio papado. Nos dias do papa Gregório
XII o calendário foi mudado, tendo sido feita uma correção
de dez dias, a fim de que o dia 21 de março coincidisse com o
equinócio vernal, onde ficara no tempo do Concílio de
Nicéia, em 321, quando a questão da celebração
da Páscoa foi solucionada por aquele concílio da igreja.
(Ver Catholic Encyclopaedia, vol. III, págs. 168 e 169, art.
"O Calendário Reformado"). Publicou ele uma bula, datada
de 1 de março de 1582, anulando dez dias, de maneira que, o dia
que deveria ser contado como 5 de outubro de 1582, foi considerado como
15 de outubro. O novo calendário recebeu o nome do papa em cujo
pontificado foi instituído, o papa Gregório. É
ele, por conseguinte, conhecido como o Calendário Gregoriano.
E o Calendário Gregoriano é o mesmo que usamos em nossos
lares, em nossas agendas, de acordo com o qual quase todo o mundo se
orienta na contagem do tempo. Como já dissemos, foi introduzido
por proclamação do papa de Roma em 1582 A. D. A alteração
que o fez entrar em vigor, uma alteração de dez dias entre
ele e o Calendário Juliano, foi afetuada na sexta-feira, 5 de
outubro de 1582. De maneira que os dez dias que foram alterados, o foram
apenas para que esse dia, que no Calendário Juliano era considerado
5 de outubro, fosse chamado 15 de outubro. Isso é tudo o que
foi feito. E isto fez o ano do calendário coincidir com o equinócio
vernal. Note bem: o dia ainda era sexta-feira, mas em vez de ser sexta-feira
dia 5, era sexta-feira dia 15. Não houve nenhuma alteração
no mês. Este continuou sendo outubro. Nenhuma alteração
houve na semana. O mesmo quanto ao dia da semana. Continuou ele sendo
sexta-feira. A diferença estava no dia do mês. Este era
o dia 15 em lugar de ser 5. E isto é tudo.
O dia seguinte foi sábado, exatamente como seria se o calendário
não houvesse sido mudado. Com a diferença que era dia
dezesseis, quando deveria ser seis de outubro.
Cremos que a Bíblia é a verdade. E ela menciona que no
sábado, final da semana - semana que vem de forma sistemática,
sem alterações. desde a criação - Deus convida
o ser humano para receber as bênçãos desse dia que
Ele separou no Éden. Esse sétimo dia idêntico ao
da criação pode ser encontrado, caso alguém deseje
encontrá-lo. E ele pode ser identificado mesmo que alguém
o queira fazê-lo desaparecer. Não há meio algum
pelo qual possa ele ser perdido de vista. Quando o sol se põe
na sexta-feira à noite, o mesmo sétimo dia da criação
tem início. É o mesmo sétimo dia que o mandamento
de Deus nos ordena guardar. Em qualquer lugar do mundo. Este mandamento
declara: "O sétimo dia é o sábado do Senhor
teu Deus: não farás nenhuma obra." Por conseguinte,
quando o Sol se põe ma sexta-feira à noite, estamos em
tempo sagrado.
* *
2.A
- Porquê Deus perdoa e não nos livra das conseqüências
do pecado? Davi, por exemplo, pecou, se arrependeu, chorou, se humilhou,
e mesmo assim Deus não poupou de castigá-lo tirando a
vida de seu filho que teve com Bbabteseba. Se Deus não tira as
conseqüências, para que serve o perdão então?
Premissa: O pecado
entrou no mundo pela escolha de nossos primeiros pais, segundo relata
Gênesis 3:14 e atingiu toda a raça humana, Romanos 5:12
diz "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado
no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou
a todos os homens, porquanto todos pecaram."
Logo, concluímos que todos pecaram. As conseqüências
do pecado, do erro são para todos. Gênesis 3 diz que a
mulher recebeu o castigo que o parto seria com dor, e Adão teria
o seu sustento com cansaço e suor. Portanto, toda a raça
humana recebe as conseqüências do pecado.
2.B
- Recebemos as conseqüências do pecado, porquê?
Gálatas 6:7
diz "Não vos enganeis, de Deus não se zomba, pois
aquilo que o homem semear, isso também ceifará."
Colhemos aquilo que nós mesmos plantamos. Deus não interfere
nos resultados de nossa própria escolha. Ele nos dá o
livre arbítrio. Se uma pessoa fuma muitos cigarros durante sua
vida, e tiver câncer do pulmão, não foi Deus quem
colocou o câncer na pessoa, mas sim ela mesma que escolheu o vício
sabendo de suas conseqüências.
2.C
- Porque existem leis, que precisam se seguidas? Porque temos que pagar
pelos nossos erros?
Já imaginou
o que seria um trânsito numa grande cidade sem sinaleiras e placas?
O que seria do Universo, se não houvesse sincronia dos planetas,
estrelas e cometas? As leis não tiram nossa liberdade, antes
o contrário, elas mostram o caminho para vivermos bem, sem afetar
os outros, respeitando uns aos outros para todos vivermos bem. Logo,
as leis de Deus, não devem ser um fardo, mas uma satisfação,
pois elas nos fazem livres e felizes.
2.D
- O que Deus faz, para que eu não peque e não tenha castigo?
O amor de Deus se revela, segundo a Bíblia em I Cor. 10:13 "Não
vos sobreveio tentação que não fosse humana, mas
Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados
além das vossas forças; pelo contrário, juntamente
com a tentação, vos proverá o livramento, de sorte
que a possais suportar." É uma ótima notícia,
sabermos que nenhuma tentação vem até nós,
sem que possamos vencê-la ou que Deus nos dê a saída.
Ou seja, não somos provados além de nossa capacidade,
logo se pecamos e erramos, pagamos o preço porque merecemos.
Além de não sermos tentados além do que poderíamos,
Deus ainda promete auxílio para o cristão. "Eis que
estou convosco todos os dias até a consumação do
séculos." Mateus 28:20 e ainda Isaías 40:10 e 13
"Não temas porque Eu sou teu Deus, Eu te fortaleço,
e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel. Porque Eu...te tomo
pela tua mão direita e te digo: Não temas que Eu te ajudo."
Deus é amor, não permitindo que seja tentado além
das suas forças, e ainda promete estar contigo e te fortalecer
em tua caminhada.
2.E
- O castigo do pecado, é uma manifestação do poder
de Deus?
Sem dúvida, Apocalipse 3:19 diz: "Eu repreendo e castigo
a todos quantos amo, se pois zeloso e arrepende-te." Um pai ou
uma mãe, por amar seu filho, nunca irá discipliná-lo?
Sem dúvida que sim. Quando gostamos sinceramente de alguém,
somos tão interessados no sucesso dos outros, que não
temos receio de falar com muito tato, o que está prejudicando
e como poderia ser melhor. A correção e a disciplina é
uma prova que se está interessado na pessoa, no seu bem, no seu
melhor.
2.F
- O que aprendemos com as conseqüências do pecado e os castigos
de Deus?
I - É uma
conseqüência do pecado que está no mundo, é
uma conseqüência de nossa própria escolha.
II - Quando somos castigados pelos nossos pecados, é uma prova
que Deus nos ama, pois a Bíblia diz que Deus castiga quem Ele
ama.
III - Quando pagamos por nossos erros, é uma demonstração
de Deus a nós, que aquele tipo de atitude ou estilo de vida,
não compensa, precisamos nos arrepender e mudar de vida.
IV - Nem sempre as disciplinas de Deus são castigos por nossas
atitudes, podem ser também provocações como foi
com Jó. Para provar a nossa fé.
V - O ouro precisa ser purificado em altas temperaturas no fogo, depois
é burilado, trabalhado para dar o seu brilho e beleza sem igual.
Assim é com o cristão, ao ser ele provado, com algumas
provocações, sofrer algumas conseqüências de
decisões erradas, ele é burilado para como diz os provérbios.
"é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até
ser dia perfeito."
Um exemplo: Davi que cometeu o adultério com Bateseba, mandou
matar o seu marido, teve consciência que errou, chorou, se humilhou,
se arrependeu profundamente, mas Deus não impediu que tivesse
o castigo de seu erro, tirando a vida de seu filho. Deus também
perdoou a Jacó, quando traiu seu irmão para ganhar as
bênçãos do pai, mas ele ficou quase vinte anos trabalhando
para voltar a rever o irmão. O "bom ladrão"
na cruz, Jesus disse que ele estaria salvo, no entanto, não impediu
que ele morresse por seus pecados, sua recompensa vem depois.
CONCLUSÃO:
Deus não
é excessivamente justo e nem condescendente com o ser humano.
Com equilíbrio e sabedoria, Deus age com justiça e misericórdia
na medida certa, diferente de como o ser humano age. Embora vivamos
num mundo de pecado, hoje ele pode pelo Seu poder, nos livrar do poder
do pecado, e na sua segunda vinda, Ele poderá nos livrar da presença
do pecado.
Sofremos as conseqüências dos nossos erros, para a nossa
própria correção, porque é a conseqüência
do pecado, que Deus permite porque nos ama, para que possamos aprender
a andarmos na luz, e sabermos que a verdadeira felicidade está
em seguirmos seus caminhos e suas leis escritas em Sua palavra.
É melhor pagar o preço de nossos pecados aqui, e termos
o perdão de Deus agora, para no dia do Juízo, nossos pecados
estarem perdoados pelo sangue de Cristo, que nos salva e nos purifica.
Após termos o perdão de Deus, nossos pecados diz Miquéias
7:19 são lançados no fundo do mar, simbolizando claramente
que Deus os esquece e não é mais imputado para o dia do
juízo.
*
3 - Como podiam os filhos de Adão e Eva se casar,
irmão com irmã? Até quando Deus permitiu que houvesse
casamento entre parentes?
Primeiramente tenhamos em mente que Adão e Eva tiveram vários
filhos e filhas. Gênesis 5:4. E então vamos definir o que
é incesto: segundo o Novo Dicionário Aurélio da
Língua Portuguesa, incesto é a união sexual ilícita
entre parentes consangüíneos, afins ou adotivos.
I - Então porque Deus permitiu que os filhos de Adão e
Eva se casassem e tivessem filhos? Ora, o motivo é obvio, não
havia outra maneira, eram os únicos habitantes deste planeta,
Deus permitiu que assim fosse feito para expandir a raça humana
por toda a terra.
Há um outro detalhe interessante, que o médico Dr. Elias
Morsh nos colocou, o casal Adão e Eva, com a sua origem perfeita,
possuíam seus gens e cromossomos saudáveis, o que permitia
que sua descendência tivesse filhos sem problemas. Porém,
com o passar do tempo, o pecado trouxe a poluição, radioatividade,
doenças, etc, que afetaram a espécie humana, degenerando
não somente o exterior mas também ocasionando implicações
cautelosas nas combinações genéticas, que se forem
ignoradas descuidadosamente, podem ocasionar sérios problemas
aos descendentes. Portanto, dois motivos são claros do porque
os filhos de Adão e Eva podiam casar-se entre eles e ter filhos:
1 - Tinham a aprovação
de Deus;
2 - Tinham as leis
da saúde a seu favor, pois eram oriundos de Pais perfeitos.
II - No entanto,
com a degeneração da raça humana, e a presença
do pecado, problemas e distorções foram surgindo. Logo
no capítulo 6 de Gênesis, bem no início ainda, já
vieram os problemas dos antediluvianos, que como é dito no Novo
Testamento, casavam e davam-se em casamentos. Sugere este texto, que
estava havendo uma distorção do plano de Deus entre os
antediluvianos. Distorção moral esta, comprovada também
em Sodoma, onde conhecemos a história dos anjos que foram pedir
para Ló sair da cidade, e os habitantes queriam "abusar"
deles. Gênesis capítulo 18.
III - Um fato claro:
a Bíblia revela que é o caso das filhas de Ló,
que embebedaram seu pai, para que se conservasse a descendência
da família. Está relatado isto em Gênesis 19:31
a 38. O fato de elas precisarem embebedar o pai, mostra que tal atitude
não era aceita pelos padrões da época. Ou seja,
era permitido a união entre irmãos, mas não de
filhos com os pais. Tão lógico que a atitude delas estava
errada, que os seus filhos Bem-Ami e Moabe, foram as pessoas que deram
origem aos amonitas e moabitas, que analisando a sua história,
estes povos foram empecilhos e serviram de incômodo, por muitas
vezes, ao povo de Deus, o povo de Israel.
IV - Talvez o ouvinte
já tenha feito a seguinte pergunta:
Até quando Deus tolerou que houvesse casamento entre parentes?
A resposta é encontrada na Bíblia, no livro de Levíticos
capítulo 18, algumas Bíblias trazem até o substituto
de "Casamentos Ilícitos." Foi quando Deus deu a Moisés
uma série de leis: a lei moral, lei da saúde, leis éticas,
etc. para que o povo de Israel fosse diferente, não por
ser diferente, mas
por se destacar com princípios elevados de saúde e de
vida. É interessante notar que, neste capítulo, onde Moisés
registra as orientações de Deus sobre os casamentos ilícitos,
o capítulo 18 de Levíticos começa assim:
"Fala aos filhos de Israel e dize-lhes, Eu Sou o Senhor vosso Deus,
não fareis segundo as obras da terra do Egito em que habitastes,
nem fareis segundo as obras da terra de Canaã para qual eu vos
levo, nem andareis segundo o seu estatuto. Os meus preceitos observareis,
e os meus estatutos guardareis, para andares neles. Eu Sou o Senhor.
Guardareis pois os meus estatutos e as minhas ordenanças, pelas
quais o homem observando-as, viverá. Eu sou o Senhor. Nenhum
se chegará aquela que lhe é próxima por sangue,
para descobrir a sua nudez..." Aí o texto continua descrevendo,
"Não descobrirás a nudez de teus pais, irmãos,
tios, noras, etc..."
Ou seja, no tempo de Moisés, quando já haviam diversos
povos e nações na terra, não se fazia necessário
que irmão casasse com irmã, pois haviam outras opções
entre as muitas famílias que existiam no mundo, por isto, Deus
colocou uma proibição de união sexual entre parentes
da mesma família.
Aqui está, portanto, a linha demarcatória clara, de quando
Deus proibiu tal união entre parentes.
V - Um exemplo que isto vigorou de maneira enfática, é
o caso de incesto entre os filhos de Davi, Amom e Tamar, registrado
em II Samuel 13:1-13, onde o irmão fingiu estar doente e pediu
para a irmã atendê-lo, quando então cometeu o incesto.
O sentimento de tristeza veio para Davi e sua família, até
que depois de dois anos, os servos por ordem de Absalão, assassinaram
a Amom, por ter forçado a sua irmã. Um clima tenso e pesado
se gerou naquele contexto familiar, por um princípio divino que
não foi seguido, e que pela desobediência gerou outros
problemas: como o monicídio que o texto revela. Ficou claro que,
já neste contexto, o incesto não era algo aprovado por
Deus.
VI - Estudos e pesquisas vem sendo feitos na atualidade para se verificar
os riscos do incesto. As pesquisas e os seus resultados, estão
deixando os médicos cada vez mais conscientes de que o casamento
feito entre parentes, quanto mais próximo for o parente, maior
é o risco de aparecerem inúmeras doenças e problemas.
Um filho traz uma carga genética da mãe e do pai, e a
vantagem de serem de outras famílias, é que tem outro
contexto, outra disposição genética e de cromossomos
que, se um é recessivo, o outro é dominante e pode evitar
que doenças surjam pela superioridade do outro. Pode ser meio
complicado explicar, pois não sou um médico, mas o fato
é: a medicina contemporânea confirma o princípio
Bíblico que casamento entre parentes não é saudável
para os filhos.
CONCLUSÃO:
1 - O princípio
do casamento não foi alterado. O homem de vê abandonar
seu pai e mãe, deixar sua casa e unir-se a sua mulher;
2 - Deus criou uma Eva para um Adão. A monogamia sempre foi plano
de Deus;
3 - A união de irmão com irmã teve seu momento;
mas, logo que a Terra teve diversas famílias e povos, perdeu-se
a aprovação Divina para tal comportamento;
4 - E assim como os filhos de Adão e Eva vieram de um casal perfeito,
com boa saúde, que dava condições de os seus descendentes
terem filhos, devemos lembrar que hoje, nós não temos
as mesmas condições de Adão e Eva, pois a degeneração
da espécie humana é crescente, antes os antediluvianos
viviam em média 900 anos e hoje a expectativa não chega
a 10% disto. A medicina comprova este fato.
Talvez o amigo, ou a amiga ouvinte, já tenha tido conhecimento
de pessoas que nasceram resultantes de incesto, e tiveram ou tem problemas,
o que confirma a veracidade Bíblica e as ordens de saúde.
Portanto, amigo ouvinte da Novo Tempo, temos dois motivos que são
mais que suficientes para não aprovarmos o casamento entre parentes
próximos:
Primeiro, o princípio divino expresso na Bíblia em Levíticos
capítulo 18, que o texto apresenta claramente: "não
deve ser descoberta a nudez de irmãos, pais, tios, noras, etc."
Só este motivo já seria suficiente, pois é Deus
pela Santa Bíblia quem está nos orientando.
Segundo, a confirmação científica, nos comprovando
que esta união ilícita, ou seja, o incesto, pode causar
até má formação genética. Mais uma
vez está provado que vale a pena seguir as orientações
de Deus prescritas na Santa Bíblia.
*
4.A - Qual era a altura do homem antes e depois do pecado?
Começaremos por Adão, sua altura não é mencionada
de maneira precisa na Bíblia. Mas os Teólogos e Estudiosos
Bíblicos, concordam em afirmar que Adão, foi criado à
imagem e semelhança de Deus, na sua mais perfeita forma, beleza
e simetria. A escritora Ellen G. White, escreveu no seu livro História
da Redenção, página 21, que Adão possuía
mais que o dobro do tamanho dos homens que vivem hoje. Calcula-se então
que Adão tinha sua altura provável entre 4 e 5 metros.
A estatura nobre e simetria que Adão possuía, veio a decrescer,
devido ao pecado. Ao ser expulso do Éden, o casal perdeu o acesso
à árvore da vida, e com a entrada do pecado no mundo,
veio a poluição, os venenos, etc, que somados às
tendências pecaminosas como: a falta de domínio próprio,
intemperança, etc, trazem a decrepitude do ser humano, através
de todas as épocas. Um exemplo clássico é do homem
que a Bíblia registra com a maior idade, ele foi o oitavo patriarca,
registrado em Gênesis capítulo 5, que viveu 969 anos, e
hoje dificilmente se chega a 10% desta longevidade privilegiada... a
média de vida mundial atualmente, é de 64 anos, cerca
de 6,5% de um dos descendentes de Adão. Isto mostra claramente
a decrepitude da raça humana por causa do pecado.
4.B
- Porque Golias era bem maior do que os homens de sua época,
se já havia pecado no mundo?
O gigante Golias, a Bíblia dá sua altura exata: I Samuel
17:4 "... a altura de seis côvados e um palmo."
O côvado vem do hebraico "ammâ", era a distância
que ia do cotovelo à ponta do dedo. O povo hebraico considerava
esta medida em 44,5 cm., e o côvado egípcio, 44,7 cm. Mas
para saber a medida exata, basta ser comparada com a extensão
atribuída ao túnel de Siloé, de 1.200 côvados,
que são equivalentes a extensão de 533,10 metros. O que
daria ao côvado o comprimento de 44,4 cm. Logo, a altura de Golias,
que se destacava dos homens de sua época, era entre 2,70 a 3,10
m.
Porque Golias depois do pecado, teve uma altura privilegiada em relação
aos homens de sua época?
A Bíblia descreve a existência de vários povos "gigantes."
Os Enaquins, são um exemplo, aqueles que os doze espias viram
em Canaã, que os fez sentirem-se como gafanhotos. Números
13:28. Também os emins Deut. 2:10, e refains Deut. 2:21, etc.
Havia até uma provérbio da época relatado em Deut.
9:2 "Quem poderá resistir aos filhos de Enaque?"
Os homens altos, não são apenas dos tempos Bíblicos.
O Guiness, livro dos recordes, do ano corrente (1994) registra que o
homem mais alto do mundo com evidências irrefutáveis, foi
o norte-americano Robert P. Wadlow, que nasceu no dia 22 de fevereiro
de 1918, que tinha a altura de 2,72 m. de altura.
E não é tão raro, depararmos com pessoas altas
ao nos locomovermos de um lugar para outro, ou até observando
alguns jogadores de basquete. Não podemos negar, que existiram
pessoas altas após o pecado, e que ainda hoje, se notam algumas
reminiscências.
A resposta do porque disto, é mais pela medicina do que pela
teologia. Segundo informações do Dr. Gerson Trevilato,
o que aconteceu com Golias, os enaquins, e o que pode ocorrer hoje também,
considerando os fatores de decrepitude, chama-se "Conincidência
Genética" que seria a combinação dos melhores
genes para a estatura, ou também pode ser "Mutações
da Genética" que são conseqüências de
algum efeito, tipo radioatividade, etc.
Um exemplo, que presenciei aqui na Rádio Novo Tempo, vai nos
ajudar a compreender: O Pr. João Nelsom Bilha, que apresenta
o programa Conhecer Jesus é tudo, domingo às 20 Hs, tem
uma filha bonita, de olhos azuis. Interessante notar que o Pr. João
Nelsom, não tem olhos azuis, nem a esposa, e tão pouco
os avós da criança; somente a bisavó é que
tem olhos azuis. Logo conclui-se que a combinação genética
para a cor dos olhos, deu certo de ser azul, pois havia antecedentes
na família com características desta cor de olhos. Concluímos
que os pais podem ter olhos castanhos e no entanto, dependendo de sua
carga genética, podem ter filhos com olhos azuis.
No caso de Golias e os demais homens altos, concluímos que eles
foram privilegiados em sua altura, por causa de sua combinação
genética, que trazia da descendência de Adão os
genes de uma estatura nobre. Somam-se a isto, os itens que contribuem
também para a boa formação do indivíduo:
a nutrição, que é fundamental nos primeiros anos
de vida e adolescência; o estilo de vida, etc.
Concluímos então, que Adão, o primeiro homem, o
Pai da raça humana, foi o homem mais perfeito, e que todos os
seus descendentes, de todas as épocas, trazem as mais diferentes
combinações genéticas, e com o pecado, a diferença
gritante de algumas características físicas daquele homem
perfeito. E concluímos também, que algumas vezes, se manifesta
no homem pecador, características da altura de Adão, pelas
chances da combinação da genética, pelas mutações
da genética ou pela nutrição. Como cristãos,
acreditamos que ao sermos arrebatados por Cristo aos céus, seremos
transformados, e de acordo com o tempo que Deus designar, voltaremos
todos a ter a estatura de Adão e Eva no novo céu e na
nova terra, vivendo para sempre um Novo Tempo!
*
5 - Êxodo 20:4 diz "não farás para ti imagem
de escultura nem semelhança do que há nos Céus
e na Terra."
O segundo mandamento proíbe a adoração das imagens.
Se assim não fosse, deveríamos abster-nos de toda e qualquer
fotografia, mesmo quadros de paisagens, etc., e até de roupas
com qualquer desenho ou estampado, pois o mandamento se refere a qualquer
semelhança do que há em cima do Céu, ou embaixo
na Terra, ou nas águas debaixo da Terra.
Não deveríamos então tirar retrato para o preparo
de carteiras de identidade e outros documentos, nem aceitar fotografias
de nossos amigos. Nem poderíamos usar dinheiro, pois nas notas
e moedas aparecem efígies e estampas.
Cuidemos para fugir aos extremos.
O segundo mandamento proíbe o culto das imagens; mas Deus mesmo
empregou figuras e símbolos para apresentar aos seus profetas
as lições que ele queria que fossem dadas ao povo, e que
poderiam ser melhor entendidas assim do que se fossem dadas de outra
maneira. Apelava para o entendimento através do sentido da visão.
A história profética foi apresentada a Daniel e a João
por meio de símbolos que deviam ser claramente representados
para que todo aquele que o lê-se, pudesse entender.
Os israelitas, por ordem de Deus, bordaram figuras de anjos no véu
do santuário e sobre o propiciatório havia dois querubins
de ouro. Também por ordem de Deus, Moisés fez uma serpente
de metal, quando da praga das serpentes ardentes. mais tarde essa serpente
se tornou objeto de idolatria, e o Rei Ezequias mandou destruí-la.
Podemos concluir então, que é aceitável o uso de
ilustrações em histórias infantis desde que não
sejam usadas como objeto de adoração ou idolatria.
*
6 - Esta seja talvez, uma das passagens bíblicas
mais difíceis de se explicar. Oferecer a filha virgem em sacrifício
a Deus, como diz o texto que Jefté o fez, seria dar espaços
a muitas dúvidas na mente de um cristão. Jefté
realmente sacrificou sua filha a Deus ou não?
Existem duas correntes de interpretação sobre Juízes
capítulo 11:
I - Jefté
não matou em sacrifício sua filha, porque:
a - este ato estaria indo contra todos os princípios bíblicos.
"Não matarás" e Deuterônomio 12:31 diz:
"Não farás assim para com o Senhor teu Deus; porque
tudo o que é abominável ao Senhor, e que ele detesta,
fizeram elas para com os seus deuses; pois até seus filhos e
suas filhas queimam no fogo aos seus deuses";
b - de acordo com os originais em hebraico, poderia ser traduzido assim
o verso 31 de Juízes 11: "será do Senhor, e lhe oferecerei
um holocausto";
c - Jefté não sacrificaria sua filha, pois sabia que Deus
não aceitava isto, se tivesse feito tal ato, seu nome não
poderia ter aparecido em Hebreus capítulo onze;
d - se Jefté tivesse realmente sacrificado sua filha, teríamos
de encontrar na Bíblia alguma reprovação de Deus
a Jefté;
e - entende-se então que a filha de Jefté foi dedicada
ao Senhor, devotada a perpétua virgindade, como se pode inferir
das declarações bíblicas: "chorou por sua
virgindade" "ela jamais foi possuída por varão."
Ela lamentou não por morrer virgem, mas por passar o resto de
sua vida, sem poder conhecer um varão, pois naquela época,
a virgindade por toda a vida e a falta de filhos era considerada como
desgraças máximas.
Logo, concluímos que a filha de Jefté foi dedicada a Deus,
ficando virgem por toda a sua vida, não podendo se casar, nem
ter filhos.
II - Jefté
realmente sacrificou sua filha, porque:
a - era comum as moabitas e ao povo pagão daquela época
sacrificar filhos aos deuses;
b - Jefté fez este voto sem a aprovação do Senhor,
foi num momento de crise, pressão emocional, fraqueza e desespero,
que levou a tomar atitude muito precipitada;
c - Abraão também ia fazer isto com seu filho Isaque,
ficando fácil entender que Jefté também cumpriu
a promessa de sacrifício de sua filha;
d - o Rei Moabe, Mesa, sacrificou seu filho primogênito, conforme
relatado em II Reis 3:27, era algo relativamente comum para a época;
e - o fato de Jefté ter feito este voto de sacrificar algo, e
ter oferecido a sua filha, está relatado na Bíblia não
como um exemplo a ser seguido, mas sim como um fato ocorrido, que não
nos leva a concluir que isto é algo a ser praticado pelos cristãos
que seguem a Deus. Outros fatos negativos a Bíblia menciona,
que não significa que pelo simples fato de estar na Bíblia
é algo que deva ser praticado. Exemplo: o apedrejamento de Estevão,
isto não significa que devemos apedrejar os cristãos,
tem que se olhar o contexto. E o contexto da Bíblia é
claro em afirmar que "Não matarás" é
um mandamento escrito pelo dedo de Deus, que deve ser sempre respeitado.
Concluímos portanto, nesta segundo hipótese, que Jefté
realmente ofereceu sua filha em sacrifício a Deus, e que isto
não significa que tenha agido certo, mas sim a Bíblia
registrou este detalhe de fraqueza de sua vida, assim como registrou
a fraqueza de outros personagens como no caso de Abraão que certa
feita, mentiu dizendo que sua esposa era sua irmã.
CONCLUSÃO
FINAL
Se Jefté
ofereceu sua filha em sacrifício em sistema de celibato ou realmente
a matou, não podemos com certeza caracterizar, mas uma coisa
podemos ter total certeza: que o ato de oferecer filhos ou filhas em
sacrifício a Deus, tirando a vida deles, é totalmente
condenado pela Bíblia, e jamais será isto ingrediente
para a salvação de qualquer pessoa. Leia Lev. 18:21. Deuf.
12:31, etc.
*
7 - Como se harmoniza I Samuel 15:11 2 35, com I Samuel
15:29? Não foi o Senhor que escolheu Saul para príncipe
de Israel, conforme I Samuel 10:1 e Samuel 15:17?
Evidentemente a dificuldade está na expressão "Deus
arrependeu-Se." Poder-se-iam ainda aduzir muitas outras passagens,
como Êxodo 32:14; Juízes 2:18; II Samuel 24:16; Jeremias
26:19; Jonas 3:10; Gênesis 6:6, etc. Parece haver contradição
entre essas passagens e I Samuel 15:29; Números 23:19; Ezequiel
24:14.
Algumas dessas passagens dizem que "Deus Se arrependeu" de
determinado ato, ao passo que as outras afirmam que Deus "não
Se arrepende."
Não esqueçamos que a Bíblia se acha escrita em
linguagem popular, usando expressões do povo, para ser mais facilmente
compreendida. Demais, temos que estar lembrados de que as palavras têm
vários sentidos. Nem sempre "arrepender-se" tem o sentido
de "experimentar pesar por sua própria falta." Significa
muitas vezes ter pena, sentir, entristecer-se, lastimar-se, ter saudades
de. "Arrependimento" pode significar sentimento. dor. (Veja
um bom dicionário).
Vejamos o que diz o Seventh-day Adventist Bible Commentary, sobre Gênesis
6:6 ("então arrependeu-Se o Senhor de haver feito o homem"):
"O próprio versículo explica, logo adiante, a força
de expressão "arrependeu-Se": "pesou-Lhe em Seu
coração." Isto mostra que o arrependimento de Deus
não implica em falta de previsão de Sua parte, ou qualquer
variação em Sua natureza ou propósito. Neste sentido
Deus nunca Se arrepende de coisa alguma (I Samuel 15:29). O "arrependimento"
de Deus é uma expressão que se refere à dor que
sofre o amor divino, ocasionada pela pecaminosidade do homem. Apresenta
a verdade de que Deus, em coerência com Sua imutabilidade, assume
atitude mudada em relação ao homem também mudado.
A menção da tristeza divina à vista do estado depravado
do homem é comovedor indício de que Deus não aborrece
o homem. O pecado dos homens enche o coração divino de
profundo pesar e compaixão. Agita todo o ilimitado oceano de
simpatia divina para com o pecador. Entretanto, leva-o também
à retribuição judicial (ver Jeremias 18:6-10; Patriarcas
e Profetas, p. 700)." - Obra citada, vol. 1, p. 251.
Comentário sobre Êxodo 32:14: "As palavras "o
Senhor arrependeu-Se" são fraca tentativa de exprimir em
linguagem humana a vontade divina. Falando em rigor, Deus não
pode mudar Seu propósito, pois conhece o fim desde o princípio
(II Samuel 15:29; Isaías 46:9 e 10; 55:11). Entretanto, quando
pecadores abandonam seu pecado e se volvem para Ele, quando Seus filhos
suplicam misericórdia e perdão, então Ele "Se
arrepende." Muda da ira para a misericórdia, do juízo
para o gracioso perdão (Salmo 106:44 e 45; Jeremias 18:5-10;
26:3; Joel 2:12-14; Jonas 3:9 e 10; 4:2)." - Idem, p. 666.
Arrependimento:
1. Ato ou efeito de arrepender-se. 2. Compunção, contrição.
3. Insatisfação causada por violação de
lei ou de conduta moral, e quer resultar na livre aceitação
do castigo e na disposição de evitar futuras violações.
Compunção: 1. Pesar de haver cometido pecado ou ação
má.
Novo Dicionário
Aurélio.
*
8 - O livro Bíblico de Cantares, foi escrito
para revelar o amor de um homem por uma mulher ou para demonstrar o
amor de Cristo pelo Seu povo? Como extrair mensagens espirituais deste
livro, com o conteúdo tão estranho comparando com o resto
da Bíblia?
Inicialmente vamos
conhecer um pouco mais sobre o livro de Cantares ou Cântico dos
Cânticos. Este é um dos livros mais mal entendido da Bíblia.
Muitos cristãos negam o seu lugar na Bíblia. Nem a palavra
Deus aparece neste livro.
O autor é apresentado no primeiro versículo, Salomão.
Em síntese, podemos dizer que o livro descreve o amor e o casamento
entre Salomão e uma camponesa, a Sulamita. Foi escrito provavelmente
quando ainda era jovem, numa época saudável de sua vida,
quando não tinha outras mulheres. Depois desta época áurea,
a Bíblia menciona em I Reis 11:3 que Salomão teve 700
esposas e 300 concubinas. Interessante, que a Bíblia relata claramente,
que quando Salomão teve muitas mulheres seu coração
foi pervertido. Confirme depois, lendo I Reis 11:3 a 5.
A Sulamita, que registra Cantares 6:13, era de Suném, povo do
território de Issacar, a 11 Km a oeste de Megido. Sunem, vale
lembrar, foi onde o profeta Eliseu ressuscitou ao filho de uma sunamita.
Atualmente esta cidade é chamada de Solem.
Porque o livro de Cantares está escrito desta forma? Como entendê-lo?
I - É uma
poesia e não uma prosa. Salomão escreveu mais de 1005
cânticos, conforme registra I Reis 4:32. Sendo uma poesia, sua
leitura tem que ser entendida com tal.
II - É um poema escrito no estilo oriental, que difere de nosso
estilo ocidental. Os orientais se comprazem em figuras de retórica,
que nós não apreciamos muito. Para os orientais, esta
forma de poema, é perfeitamente normal, e mais ainda para aquela
época, que era normal a literatura poética nesta forma.
III - Tratando-se de uma parábola, temos que nos ater mais a
interpretação do que a inspiração. Por exemplo,
na parábola das dez virgens, onde 5 preparadas e 5 não,
não quer dizer que a metade do mundo vai se salvar e outra metade
não, ou seja, não são os detalhes das palavras
em si, mas a lição principal do texto. O mesmo princípio
de interpretação deve ser aplicado no livro de Cantares.
Não os detalhes das palavras, mas o objetivo delas, a mensagem
que o livro como um todo propõe. É uma forma poética,
parábola, e não doutrinas ou profecias a cada verso.
IV - Muitas interpretações são apresentadas para
diversos textos do livro de Cantares, mas vale advertir que muitas são
forçadas, e não tem o aval do "Assim diz o Senhor."
V - Comentaristas da Bíblia, concordam em afirmar que o livro
de Cantares, que Salomão revela o amor pela Sulamita, é
uma ilustração do amor de Cristo pela Sua Igreja. isto
vem de acordo com uma interpretação contextual da Bíblia.
No Velho Testamento,
Israel é chamado esposa de Deus, confirma-se em Jeremias 3:1,
Ezequiel 16 e 23.
E também no Novo Testamento, a Igreja é chamada "noiva"
de Cristo. Confirma-se em Mateus 9:15, João 3:29, II Cor. 11:2,
Efésios 5:23, Apocalipse 21:2, e outras passagens mais.
Portanto, podemos notar que o livro de Cantares, tem o objetivo de mostrar
o amor conjugal, a ternura e o devotamento do casal. Visto que o casamento
é uma ordenação divina, e que da família
unida depende também a felicidade do homem, é apropriado
a Bíblia ter um espaço para retratar a união que
Deus planejou.
E como vimos também, de maneira figurada, ilustrar o amor de
Jesus por sua Igreja. Johanes G. Vos, mestre em Teologia, que apresenta
um estudo do livro na Bíblia da editora Vida, afirma que "Cantares
de Salomão, lembram-nos que o que sustenta todo o amor humano
puro é o maior e mais profundo dos amores - o amor de Deus, que
sacrificou o Seu Filho para redimir pecadores, e do amor do Filho de
Deus que sofreu e morreu por sua Esposa, a Igreja. Cantares de Salomão
não é alegoria nem tipo, mas uma parábola do amor
divino que constitui o pano de fundo e a fonte de todo o verdadeiro
amor humano. Outras aplicações são feitas com referência
a Páscoa pelos judeus. Mas ir além destas interpretações,
seria abrir precedentes para heresias.
Terminando, diria que a Bíblia não é um livro como
qualquer outro, que devemos ler de maneira corrida ou superficialmente.
Toda Escritura é Inspirada por Deus, e se queremos entendê-la
e decifrá-la, conseguiremos se o estudarmos sob a orientação
do Espírito Santo de Deus. O mesmo Espírito que inspirou
os escritores da Bíblia, está a nossa disposição
para entendê-la hoje, e extrair riquezas espirituais através
do estudo e da comunhão.
Nada na Bíblia está por acaso, tudo tem um objetivo. Devemos
antes ler, rogar a Deus em oração, sabedoria para compreender
as verdades preciosas que ela contém, e estudá-la com
atenção, para descobrirmos as riquezas deste Livro Sagrado.
*
9 - "Que espírito era aquele "enviado
do Senhor" para ser espírito mentiroso na boca do profeta
de acordo com I Reis 22:19-28? Como entender I Samuel 18:10 que fala
de um espírito maligno da parte de Deus?"
Inegavelmente nos
encontramos diante de declarações que causam dificuldades
aos leitores da Palavra de Deus.
Para boa compreensão destas passagens é necessário
ter em mente os seguintes fatos:
I - Tanto anjos bons quanto maus estão sujeitos ao poder de Deus.
O próprio poder de que Satanás dispõe lhe é
permitido por Deus.
II - Veracidade destaca-se como atributo divino (Núm. 23:19),
enquanto Satanás é o originador da mentira (João
8:44).
III - É difícil, por vezes, transmitir em português
o que os escritores bíblicos expressaram em hebraico e grego,
por serem línguas com peculiaridades distintas.
Partindo do princípio que a divindade não está
imbuída de nenhum espírito maléfico, a lógica
determina que nenhum ente espiritual malfazejo integra a Essência
Divina, logo nenhuma personalidade angelical maligna pode emanar de
"elohim", precisamente o termo hebraico ocorrente em I Samuel
18:10.
O que se deve ter em conta nesta investigação teológica
é que a expressão, em português, "da parte
de" não aparece no original hebraico. O famoso interlinear
de Green traz, cautelosamente, a proposição inglesa "from"
entre parênteses, querendo com isso denotar que não pertence
ao Texto Massorético.
A melhor explicação para I Samuel 18:10 é a que
fornece o teólogo A. Neves de Mesquita em sua obra "Estudo
nos Livros de Samuel", quando comenta I Samuel 16:14-23. Ele diz:
"Deus manda tanto nos espíritos bons como nos maus. Nada
escapa do governo divino, e os demônios são usados para
perseguir os que estão desviados. O mundo invisível é
muito misterioso para nós que só entendemos as coisas
de acordo com a vista. Pode-se entender pelo texto que Deus tanto mandou
um espírito mau para Saul, como o permitiu. Tanto vale uma coisa
com outra", diz o teólogo. E ele continua: "Em Jó
1:7, Deus dialoga com Satanás a respeito das atividades deste
na Terra. Parece estranho, mas não é. Deus tem sob Seu
domínio anjos e demônios, como tem homens, e usa-os no
Seu governo providencial, do modo que quer", finaliza A. Neves
de Mesquita.
Há uma particularidade no sistema verbal hebraico que deve ser
lembrada. O chamado "hifil" é causativo, mas também
é permissivo. É tarefa árdua distinguir nos escritores
do Antigo Testamento o que é executado por Deus e por Ele permitido.
Essa informação lança luz sobre o endurecimento
do coração de Faraó.
O espírito maligno [da parte de] Deus significa por Deus.
Um outro abalizado comentário bíblico afirma: "Na
linguagem bíblica, muitos atos são atribuídos a
Deus, não com a odéia de que Deus os executa, mas de que
em Sua onipotência e onisciência, não os impede."
(Com. Adventista, vol. 4, pág. 647).
A expressão, "o Senhor pôs o espírito mentiroso
na boca de todos os profetas", de I Reis 22:23, é uma adaptação
antropomórfica, que traz indestrinsável incógnita.
O tal espírito pertencia às hostes do Bem ou do Mal?
Na exegese precedente (I Sam. 18:10) "um espírito mau"
pode ser entendido: um anjo bom autorizado ou ordenado à prática
de um ato mau. O anjo que sai para ferir mortalmente os primogênitos
dos egípcios pertencia às potestades benéficas,
comissionado a ceifar vidas humanas, para o cumprimento da justiça
de Deus, foi em certo sentido um "anjo mau" da parte de Deus.
Preliminar e sumariamente, é útil salientar que Deus não
necessita de anjos maus para executar seus juízos, para infringir
punição aos iníquos. Assim como Satanás
se transforma em anjo de luz para o exercício de ações
criminosas, e seus ministros se transfiguram em agentes justiceiros,
para a consecução de resultados nefastos e nefandos, que
embargo se impõe no fato de conjeturarmos e em tese sustentarmos
que as falanges celestiais divinas sejam figuradamente denominadas maléficas,
se por determinação de Jeová desempenham em dado
momento uma missão catastrófica como a morte fulminante
dos 185 mil inimigos de Israel acarretada por um só anjo, da
parte de Deus (II Reis 19:35).
É útil também mencionarmos aqui o comentário
de Adão Clark sobre I Reis 22:23 - "Ele permitiu ou tolerou
que um espírito mentiroso influenciasse Seus profetas. É
indispensável novamente lembrar ao ouvinte que as Escrituras
reiteradamente representam a Deus como o autor daquilo que Ele, no desenrolar
de Sua providência, apenas permite ou tolera que ocorra. Nada
pode ser feito no Céu, na Terra ou no Inferno, que não
seja por Sua atividade imediata ou por Sua permissão."
Resumo: Muitas vezes anjos bons são solicitados a fazer o mal
para a obtenção do bem. Similarmente anjos maus operam
o bem para a aquisição do mal, em inumeráveis circunstâncias.
* *
10 - O que quer dizer o texto de Salmos 4:4 "Irai-vos
e não pequeis..." também Efésios 4:26 "Irai-vos
e não pequeis..." Até onde posso sentir ira sem pecar?
Primeiramente vamos definir o que é Ira: o Dicionário
Aurélio da Língua Portuguesa define ira como sendo cólera,
raiva, indignação, desejo de vingança.
A palavra ira na Bíblia tem interpretações tão
amplas que o Dicionário Teológico do Novo Testamento de
Kittel, que é considerado um dos melhores do mundo, dedica 62
páginas ao estudo da palavra ira.
Alguns textos da Bíblia são claros em seus textos para
reprimir o sentimento de ira:
- Prov. 15:18 "O homem iracundo suscita contendas, mas o longânimo
apazigua a luta."
- Prov. 18:19 "Homem de grande ira tem de sofrer o dano."
- Mat. 5:22 "Quem se irar contra o seu irmão estará
sujeito a julgamento."
- Efésios 4:31 "Longe de vós toda a amargura, e cólera
e ira..."
E outros: Gál. 5:20. Ecl. 7:9, Jó 5:2, Sal. 37:8, Prov.
14:17...
Como entender este aparente paradoxo, alguns versos bíblicos
reprovam o sentimento de ira, e já outros versos declaram Irai-vos
mas não pequeis?
A explicação do texto "Irai-vos mas não pequeis"
é a seguinte: Segundo o Teólogo Pedro Apolinário,
que tem o Doutorado em Línguas Bíblicas, a interpretação
deste verso é a santa ira, ou seja, o ódio bem fundado.
Odiar a injustiça, o erro e o pecado, discernir o bem do mal
e o certo do errado. É a santa ira, o próprio Jesus nos
deu o exemplo, como se vê na sua maneira de falar sobre os fariseus
e no seu comportamento no templo conforme relatado em Marcos 3:5 e Mateus
21:12.
Sentir tristeza e dor, pelo mal estar, aparentemente, vencendo o bem,
é uma santa ira.
Há mais uma colocação que nos ajuda a reforçar
esta interpretação. Elena Ouro Branco escreveu o seguinte
a respeito desta santa ira, no livro "O Desejado de Todas as Nações",
pág. 292: "Há uma indignação justificável,
mesmo nos seguidores de Cristo. Quando vêem que Deus é
desonrado, e Seu serviço exposto ao descrédito; quando
vêem o inocente opresso, uma justa indignação agita
a alma. Tal ira nascida da sensibilidade moral, não é
pecado."
Devemos entender que por possuirmos sentimentos, é óbvio
sentirmos algum tipo de reação ao vermos Deus ou a Bíblia
serem ridicularizados ou desprezados. É a ira santa.
Quer dizer então que se sentirmos ira por vermos o mal sobrepor-se
ao bem, podemos reagir com cólera e vingança? Existe algum
limite para esta ira santa?
Observe, amigo ouvinte, que os versos bíblicos trazem um complemento:
Salmos 4:4 Irai-vos e não pequeis, falai com o vosso coração,
sobre a vossa calma, calai-vos." Note, o verso diz inicialmente
para se irar, mas não há margem para reações
que venham ofender a quem quer que seja. O texto diz falar com quem?
Extravasar para quem? "Falai com o vosso coração",
nos diz o texto, e termina dizendo: "calai-vos", reforçando
ainda mais, que devemos nos manter calmos para impedir atos de ira.
Em Efésios 4:26 "Irai-vos e não pequeis, não
se ponha o sol sobre a vossa ira." Também nos transmite
a idéia que o sentimento de ira santa, como já apresentamos,
não deve ser conservando em nossa mente. "não se
ponha o sol sobre a vossa ira." ou seja, não ficar guardando
rancores.
Podemos interpretar da seguinte maneira: que sentir tristeza ou indignação
por vermos injustiças não é pecado. O que é
pecado é extravasarmos esta ira, afetando outras pessoas, ou
conservarmos este sentimento no coração.
Devemos salientar aqui, que a justiça e o juízo pertencem
a Deus. É Deus e somente Deus, que vai retribuir a cada um, segundo
a sua obra. Cabe a Deus o castigo e não a qualquer outro cristão.
Portanto, ao termos o sentimento de ira, devemos nos acalmar sabendo
que o mundo de pecado, terá um dia o seu castigo, e que Deus
agirá com uma justiça precisa e certa, para todos de todas
as épocas.
Ciente disto ou não, muitas pessoas sofrem pelo sentimento de
ira. O filósofo Irwin Edman declarou "Consumimos na raiva
a energia que poderia ser utilizada para melhorar as circunstâncias
que provocam nossa cólera." O sentimento de ira, cólera,
vingança, traz conseqüências desagradáveis:
o sol brilha mas não para nós, escutamos a música
mas não ouvimos com o coração, algemados por este
sentimento, não conseguimos nas alegrar nem com a felicidade
alheia. A ira influencia a nossa vida, que parece envenenar o nosso
sangue. O Psicólogo Dr. José Carlos Ebling, afirma que
as pessoas ressentidas, sofrem de dor de cabeça, má digestão,
insônia e fadiga. As pesquisas revelam que estas pessoas são
hospitalizadas com mais freqüência do que as pessoas que
tem uma melhor disposição de espírito. Como o ódio
e o rancor destroem, o amor e a compaixão fortalecem. Diz H.
E. Fosdick "A boa vontade, mesmo para com os ingratos e inimigos,
constitui elemento indispensável de saúde emocional."
Quando você por acaso, sentir o rancor chegar ao seu coração,
siga estes conselhos:
I - Investigue a origem do ressentimento. lembre-se que você também
não é perfeito, e deve entender as falhas dos outros.
II - Após identificar a causa do ressentimento, esqueça-o.
Perdoe.
III - Livre-se do que possa lhe causar ressentimentos. Tenha sonhos
e lute por eles com entusiasmo.
IV - A melhor maneira de esquecermos de nós mesmos, é
ajudando aos outros. O Dr. Pitirim Sorokim, fez estudos exaustivos nesta
área, e concluiu que tratar aos outros com boa vontade e sincera
cortesia, provoca de 65 a 90% dos casos, uma reação igualmente
amistosa.
V - Quando você sentir a chegada do sentimento de ira, proponha-se
a ir a sós e orar com Deus. Comentando sobre a atitude de Cristo,
Pedro escreveu: "quando ultrajado, não revidava com ultraje;
quando maltratado, não fazia ameaças; mas entregava-se
Aquele que julga retamente." I Pedro 2:23. Conte para Deus. Entregue
os seus problemas para Ele. Confie Nele. Deixe que Ele resolva na hora
oportuna as injustiças. Siga o exemplo Dele, e sua vida será
uma bênção como foi a vida Dele.
*
11 - Criança, Velho e Maldição
na Nova Terra? Qual o significado de Isaías 65:20?
Deve-se ter em mente
que boa parte das profecias do Velho Testamento é de duplo cumprimento:
um local e outro futuro. Um refere-se ao Israel literal, outro ao Israel
espiritual.
Isaías descreve, nos versículos 17 a 25, novos céus
e nova terra que Deus Se proporia instaurar de Israel atendesse às
mensagens dos profetas e cumprisse o propósito divino, após
o livramento do cativeiro. Isto, no entanto, não aconteceu. Ao
contrário, Israel falhou.
Em Israel não se cumpriram as condições da nova
terra. Temos, então, de buscar a aplicação secundária.
É fácil concluir que esses versículos apontam para
novos céus e a Terra Restaurada a serem estabelecidos no fim
do milênio.
Citemos Isaías 65:20, como está na Edição
Revista e Atualizada no Brasil: "Não haverá mais
nela [na Nova Terra] criança para viver poucos dias, nem velho
que não cumpra os seus dias; porque morrer aos cem anos é
morrer ainda jovem, e quem pecar só aos cem anos será
amaldiçoado."
Interpretando a passagem primeiramente em relação a Israel
literal, nota-se pelas expressões "não haverá
criança para viver poucos dias", que Deus prometia acabar
com a mortalidade infantil. Não haveria mortes prematuras. Os
anciãos não morreriam antes de haver vivido todo o período
designado por Deus.
Da mesma forma, os jovens não morreriam antes de ter vivido o
tempo determinado pelo Senhor - um período fixado em cem anos.
Tal seria a situação de Israel, caso obedecesse à
vontade divina.
Em vista do fracasso de Israel, e como Deus está agora realizando
os Seus propósitos por meio da igreja cristã, essa passagem
do livro do profeta Isaías não se cumprirá com
aqueles pormenores. O Novo Testamento esclarece bem este ponto.
Nos céus e na Nova Terra a serem instaurados no fim do milênio,
não haverá morte de modo algum, como se lê em Apocalipse
21:1-4. Tampouco maldição alguma. Em nenhuma idade. O
sentido foi ampliado para o infinito.
Conforme as Escrituras, O Evangelho do Reino será proclamado
a todo o mundo, Jesus virá, destruirá os ímpios,
mas levará os santos para o céu. Mil anos mais tarde,
Ele voltará, ressuscitará os ímpios, executará
o castigo final, RECRIARÁ A TERRA e a entregará aos santos
glorificados, para tornar-se a habitação deles por toda
a eternidade.
Desta maneira, quando uma passagem da Bíblia é comparada
com outras passagens correlatas, e os planos e propósitos de
Deus são interpretados primeiramente com referência a Israel
literal, e depois com referência à igreja cristã
(Israel espiritual), verifica-se que existe perfeita harmonia entre
os diversos textos que descrevem acontecimentos futuros e assuntos paralelos.
Esquematizando, para melhor ilustrar, temos o seguinte quadro comparativo:
PROMESSAS PARA ISRAEL
Isaías 65:20
I - Novos céus
e nova terra (melhores condições climáticas e ecológicas);
II - Generoso limite para a vida humana:
a - Não morreriam criancinhas. Jovens e anciãos completariam
seus dias limitados a 100 anos;
b - Para o pecador, a maldição o atingiria aos 100 anos.
Quando morresse, estaria selada sua punição.
NOTA - Israel falhou, e as promessas não foram concretizadas.
PROMESSAS PARA OS
CRISTÃOS
Apoc. 21:4; 22:3
I - Novos céus
e Nova Terra (condições paradisíacas);
II - Nenhum limite para a vida:
a - Não existirá marte para ninguém (crianças
ou velhos);
b - Não haverá mais qualquer maldição.
NOTA - Os fiéis não falharão, e habitarão
na Nova Terra.
O Milênio
O milênio
é o período final da grande demanda de tempo, divino -
um grande sábado de repouso para a Terra e para o povo de Deus.
Vem em seguida à terminação da era evangélica,
e precede o estabelecimento do eterno reino de Deus na Terra.
Compreende o que na Escritura é freqüentemente chamado "o
dia do Senhor".
É assinalado e, cada extremidade por uma ressurreição.
Seu começo é assinalado pelo derramamento das sete últimas
pragas, a segunda vinda de Cristo, a ressurreição dos
mortos, a prisão de Satanás, e a transladação
dos santos para o Céu; e sua terminação, pela descida
da Nova Jerusalém, com Cristo e os santos, do Céu, a ressurreição
dos ímpios mortos, a soltura de Satanás, e a destruição
final dos ímpios.
Durante os mil anos a Terra jaz desolada; Satanás e seus anjos
aqui permanecem; e os santos, com Cristo, empenham-se no julgamento
dos ímpios, que é preparatório da retribuição
final.
Os ímpios mortos são então ressuscitados; Satanás
é solto por um pouco tempo, e juntamente com a hoste de ímpios
cercam o arraial dos santos e a santa cidade, quando então desce
fogo do céu, vindo de Deus, e os devora a todos. A Terra é
purificada pelo mesmo fogo que destrói os ímpios, e torna-se
a morada eterna dos santos.
A terminação do milênio assinalará o início
da nova ordem na Terra.
A - Que texto apresenta
positivamente o milênio?
"E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder
de julgar ... e viveram com Cristo durante mil anos." Apoc. 20:4.
B - A quem julgarão
os santos, no dizer de São Paulo?
"Ousa algum de vós, tendo algum negócio contra outro,
ir a juízo perante os injustos, e não perante os santos?
Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo?
... Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos?"
I Cor. 6:1-3.
Destas passagens da Escritura depreende-se claramente que os santos
de todos os tempos cooperarão com Cristo na obra do "juízo"
durante o milênio.
C - Sobre que profecia
baseou São Paulo sua declaração?
"Eu olhava, e eis que esta ponta fazia guerra contra os santos,
e os vencia. Até que veio o ancião de dias, e foi dado
o juízo aos santos do Altíssimo." Dan. 7:21 e 22.
D - Quantas ressurreições
haverá?
"Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos
os que estão nos sepulcros ouvirão a Sua voz. E os que
fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida;
e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação."
São João 5:28 e 29.
E - Que classe somente
participa da primeira ressurreição?
"Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição;
sobre estes não tem poder a segunda morte." Apoc. 20:6.
F - Quando Cristo
vier, que fará Ele com os santos?
"Virei outra vez e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu
estiver estejais vós também." São João
14:3.
Noutras palavras, Cristo os levará para o Céu, para ali
viverem e reinarem com Ele durante mil anos.
G - Onde, em visão,
viu João os santos?
"Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a
qual ninguém podia contar, de todas as nações,
e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e
perante o Cordeiro, trajando vestidos brancos e com palmas nas suas
mãos." Apoc. 7:9.
Este texto mostra claramente que os justos são todos levados
para o Céu logo após a primeira ressurreição.
Isto está de acordo com as palavras de Cristo, em São
João 14:1-3, onde diz: "Vou preparar-vos lugar. E, se Eu
for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo,
para que onde Eu estiver estejais vós também." Pedro
quis acompanhar a Jesus àquelas menções, mas Jesus
lhe respondeu: "Para onde Eu vou não podes agora seguir-Me,
mas depois Me seguirás." São João 13:36. isto
esclarece que quando Cristo voltar à Terra para receber o Seu
povo, Ele os levará para a casa de Seu Pai, no Céu.
H - Que acontecerá
aos ímpios vivos quando Cristo vier?
"E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também
nos dias do Filho do homem. Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento,
até o dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio,
e os consumiu a todos. Como também da mesma maneira aconteceu
nos dias de Ló; ... no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu
do Céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos. Assim será
no dia em que o Filho do homem Se há de manifestar." São
Luc. 17:26-30.
I - Que diz a esse
respeito o apóstolo São Paulo?
"Pois que, quando disserem: Há paz e segurança; então
lhes sobrevirá repentina destruição, ... e de modo
nenhum escaparão." I Tess. 5:3.
Quando Cristo vier, os justos serão libertados e levados para
o Céu, e todos os ímpios vivos serão subitamente
destruídos, como o foram por ocasião do dilúvio.
Para mais prova, ver II Tess. 1:7-9; Apoc. 6:14-17; 19:11-21; Jer. 25:30-33.
Não haverá ressurreição geral dos ímpios
senão ao fim do milênio. Isso deixará a Terra desolada
e sem um habitante humano durante esse período.
J - Que descrição
faz o profeta Jeremias da Terra durante esse tempo?
"Observei a Terra, e eis que estava assolada e vazia; e os céus,
e não tinham a sua luz. Observei os montes, e eis que estavam
tremendo; e todos os outeiros estremeciam. Observei e vi que homem nenhum
havia e que todas as aves do céu tinham fugido. Vi também
que a terra fértil era um deserto, e que todas as suas cidades
estavam derribadas diante do Senhor, diante do furor da Sua ira."
Jer. 4:23-26.
Por ocasião da vinda de Cristo, a Terra estará reduzida
a um estado caótico - a um montão de ruínas. O
céu terá desaparecido como um rolo que é enrolado;
as montanhas estarão removidas de seus lugares; e a Terra ficará
em estado de escuridão, terror, desolação e deserto.
Ver Isa. 24:1 e 2; Apoc. 6: 14-17.
K - Que diz Isaías
acontecerá aos ímpios nessa ocasião?
"E será que naquele dia o Senhor visitará os exércitos
do alto na altura, e os reis da Terra sobre a Terra. E serão
amontoados como presos numa masmorra, e serão encerrados num
cárcere; e serão visitados depois de muitos dias."
Isa. 24:21 e 22.
L - Por quanto tempo
ficará Satanás preso na Terra?
"E vi descer do Céu um anjo, que tinha a chave do abismo,
e uma grande cadeia na mão. Ele prendeu o dragão, a antiga
serpente, que é o diabo, e Satanás, e amarrou-o por mil
anos, e lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo
sobre ele, para que mais não engane as nações,
até que os mil anos se acabem." Apoc. 20:1-3.
O termo abismo, Gên. 1:1, aqui empregado, aplica-se à Terra
em seu estado desolado, deserto, caótico, escuro e desabitado.
Neste estado permanecerá ela durante mil anos. Esta será
a tenebrosa prisão de Satanás durante esse período.
Aqui, por entre as ossadas dos ímpios mortos, e que sofreram
a morte por ocasião da segunda vinda de Cristo; as cidades destruídas,
e os destroços e ruínas de toda pompa e poder deste mundo,
Satanás terá oportunidade de refletir nos resultados de
sua rebelião contra Deus. Mas a profecia de Isaías diz:
"Serão visitados depois de muitos dias."
M - Os juntos mortos
serão ressuscitados por ocasião da segunda de Cristo.
Quando serão ressuscitados os outros mortos - os ímpios?
"Os outros mortos não reviveram, até que os mil anos
se acabaram." Apoc. 20:5.
Deduz-se daí que o começo e o fim do milênio são
marcados por duas ressurreições.
O termo milênio, que significa mil anos, compreende o tempo em
que Satanás estará acorrentado e os homens ímpios
e anjos maus deverão ser julgados. Este período é
limitado por dois acontecimentos diferentes. Seu começo é
marcado pela terminação da graça, o derramamento
das sete últimas pragas, a segunda vinda de Cristo, e a ressurreição
dos justos mortos. Termina com a ressurreição dos ímpios
e sua final destruição no lago de fogo.
*
12 - Como podia a luz ter sido produzida no PRIMEIRO
DIA, e o Sol, base do dia, só foi criado no quarto dia?
Há duas explicações
para o fato. A palavra hebraica original para designar "luz"
nesse texto é "or" e significa não apenas luz,
mas também fogo. Por exemplo, em Isaías 31:9, "o
Senhor cujo fogo (or) está em Sião ..." Lemos também
em Ezequiel 5:2 "A terça parte queimarás no fogo
(or) ..." A mesma palavra é traduzida por "sol"
em Jó 31:26. E também o verbo aquecer empregado em Isaías
44:16 deriva de "or" (esh), e dá a idéia de
que Deus difundiu matéria calorórica, ou calor latente
em todas as partes da Natureza, mesmo que não houvesse vegetação
ou vida animal. É o que a ciência denomina de "luz
cósmica". Comentando este assunto, conclui Adão Clarke:
"Que existe luz latente, que é provavelmente o mesmo que
calor latente, pode-se demonstrar facilmente: tome dois pedaços
de cristal de rocha, ágate, cornélio, pusiflex, e esfregue-os
vivamente no escuro, e a luz latente ou matéria calorórica
será imediatamente produzida, tornando-se visível. A luz
ou calor desprendido dessa maneira não é produzida da
mesma forma poderosa como o calor ou fogo que se obtém golpeando
o sílex com aço, ou o que é produzido por fricção
elétrica".
A "luz" que se fez ao mundo divino era, provavelmente, a "luz
cósmica" que permeava a Natureza em fase de criação.
O Nosso Comentário, em inglês, assim considera a questão:
"Haja luz. Sem luz não podia haver vida; e quando o Criador
começou a obra de trazer à ordem o caos e introduzir várias
formas de plantas e de vida animal sobre a Terra, era essencial que
houvesse luz. A luz é a forma visível de energia, que
pela sua ação sobre as plantas, transforma elementos inorgânicos
e forma alimentos tanto para o homem como para os animais e controla
muitos outros processos necessários à vida".
"A luz sempre foi um símbolo da presença divina.
"Deus é Luz"" (I S. João 1:5).
Portanto a luz criada no primeiro dia seria então a luz cósmica,
portanto o Sol só surgiu no quarto dia.
"O texto hebraico em Gên. 1:3 diz: Ye hi or (haja luz). A
palavra "or" não se refere aos corpos celestes mas
ao fenômeno físico chamado luz, e a fonte desta luz não
nos é revelado aqui. Daí porque é lógico
supor que todo o nosso sistema solar fosse formado já no primeiro
dia. Nessa ocasião, o Sol achava-se presente, mas sua luz aparecia
em forma difusa através das pesadas nuvens que, sem dúvida
envolviam a Terra (...) Os últimos três dias da semana
da criação são claramente controlados pelo Sol,
cujo disco apareceu visivelmente no quarto dia, e os dias são
descritos nos mesmos termos usados para limitar os primeiros três.
Isto constitui forte argumento de que os seis primeiros dias foram iguais
em extensão e em natureza, ou sejam, dias normais de vinte e
quatro horas". No mesmo livro pág. 211, lemos: "Durante
os três primeiros dias a luz estivera sobre a Terra, mas apenas
de modo débil, difuso, filtrando-se através do teto de
nuvens pesadas e contínuas".
*
13 - Diz-se haver Jesus morrido na sexta-feira. Então
como explicar que Jesus disse que "passaria três dias e três
noites no seio da terra, tal como Jonas"?
Jesus referiu-se claramente
em diversos momentos ao mesmo período - o intervalo entre sua morte
e ressurreição - como "em três dias", "ao
terceiro dia". Quando cita Jonas (cap. 1:17), em Mateus 12:40, emprega
a frase "três dias e três noites". A menos que se
queira acusar a Jesus de contradizer-se, deve-se aceitar que as diversas
frases referem-se a um mesmo período. Ainda os sacerdotes e fariseus
que disseram que Jesus havia predito Sua ressurreição "depois
de três dias", pediram a Pilatos que se guardasse a tumba "até
o terceiro dia" (não até depois do terceiro dia). Evidentemente
entenderam que as duas frases significavam a mesma coisa.
A pergunta (quanto ao tempo que Jesus permaneceu na sepultura) surgiu
de uma incompreensão moderna do chamado "cômputo inclusivo",
método comum na Antigüidade, segundo o qual se contava tanto
o dia (ou ano ou mês) no qual começava um período,
quanto o dia em que terminava, não importando quanto pequena fosse
a fração desse dia (ou ano ou mês) inicial ou final.
O exemplo clássico desse método de computar é o período
que começa no quarto ano de Ezequias e o sétimo ano de Oséias,
e que termina no sexto ano de Ezequias e o nono ano de Oséias.
Hoje diríamos que se tratava de um período de dois anos,
pois restam 4 de 6 no reinado de Ezequias, ou 7 de nove no reinado de
Oséias. mas a Bíblia descreve a terminação
desse período dizendo "ao cabo de três anos" (II
Reis 18:9-10). É evidente que se contava o ano 4º, 5º
e 6º (do reinado de Ezequias),ou seja, 3 anos, segundo o CÔMPUTO
INCLUSIVO.
A Bíblia dá vários períodos de "três
dias" que concluíram DURANTE o terceiro dia, e NÃO
DEPOIS do terceiro dia, e que portanto não eram períodos
de três dias completos de 24 horas (Gênesis 42:17-29; conferir
I Reis 12:5, 12 com II Crônicas 10:5 e 12).
Há exemplos deste "cômpulo inclusivo", não
só entre os judeus, mas também entre outros povos da Antigüidade.
Esse sistema era comum no Egito, Grécia e Roma, e ainda é
usado hoje no Extremo Oriente. Em alguns países do Oriente se computa
a idade dando à pessoa um ano mais do que se dá no Ocidente.
Assim um coreano que diz ter 25 anos tem somente 24 segundo a contagem
ocidental. Segundo o cômputo chinês, um menino que nasce na
última parte do ano tem dois anos no ano seguinte, pois está
vivendo o segundo ano de sua vida, conforme o calendário; e no
começo do ano seguinte completará três anos de vida
mesmo que só um desses anos seja um ano completado.
Como o costume de empregar o cômputo inclusivo está bem comprovado
por seu uso entre os hebreus, em outras nações antigas no
Oriente até nos tempos modernos, parece pouco razoável entender
as palavras de Jesus quanto ao período de três dias segundo
o uso de nosso método matemático moderno ocidental. Os ouvintes
de Jesus contaram os "três dias", segundo o seu costume,
em forma sucessiva:
I - O dia da crucificação;
II - O dia depois desse acontecimento;
III - O "terceiro dia" depois do dito acontecimento (segundo
o cômputo moderno seria apenas o segundo dia).
Podemos ainda perguntar em que dia se cumpriu essa profecia de Jesus acerca
dos "três dias". A resposta é: que se cumpriu no
"primeiro dia da semana" (Marcos 16:9; Mateus 28:1). Nas últimas
horas desse "mesmo dia" (Lucas 24:1 e 13), dois discípulos
se encontraram com Jesus no caminho de Emaús, e ao falar da crucificação
de seu Mestre e do seu profundo desapontamento, afirmaram: "É
já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam" (Lucas
24:21). Quando Jesus apareceu aos doze no cenáculo, disse-lhes:
"Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar
dentre os mortos no terceiro dia" (Lucas 24:26). O mesmo disse Paulo,
mais tarde: "Ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras"
(I Cor. 15:4). É evidente que o domingo corresponde ao "terceiro
dia".
Se o domingo é o "terceiro dia", qual foi então
o dia da crucificação? Evidentemente a sexta-feira anterior,
o dia da preparação. Isso concorda exatamente com a afirmação
de Lucas de que as mulheres saíram sem terminar o processo do embalsamento
no dia da preparação porque se aproximava o sábado,
"e no sábado descansaram, segundo o mandamento", antes
de regressarem à tumba "no primeiro dia da semana" (Lucas
23:54 a 24:1). Não esperaram vários dias, como imaginam
os que afirmam que Jesus morreu na quarta-feira e consideram que o sábado
aqui mencionado era mais um dia de festa ou de repouso cerimonial. E tem
mais um detalhe, a frase: "grande o dia daquele sábado"
tem feito muitos pensarem que naquele ano o dia de festa coincidiu com
o sábado semanal (veja João 19:31).
* *
14 - Quando o Diabo levou a Jesus a cidade santa, ao
pináculo do templo, que lugar era este, que podia ver todo o mundo?
Como ele levou a Jesus, onde estavam os anjos?
Estudar as tentações
de Jesus, no que foi tentado, como foi tentado e como ele venceu é
um maravilhoso tema, do qual aprendemos muitos segredos preciosos para
vencer o inimigo.
A Bíblia registra as tentações que Jesus enfrentou
e venceu, nos evangelhos de Mateus 4:1-11, Marcos 1:12 e 13 e Lucas
4:1-13.
Quando Jesus foi levado ao deserto para ser tentado, foi levado pelo
Espírito de Deus. Não convidou a tentação,
Ele foi ao deserto para estar sozinho, a fim de considerar sua missão
e obra. Por jejum e oração se devia fortalecer para a
sangrenta vereda que lhe cumpria trilhar. Mas Satanás sabia que
Jesus fora ao deserto, e julgou ser essa a melhor ocasião para
se aproximar e tentá-lo, pois presumia-se que estaria fraco sendo
um alvo mais fácil para ceder a tentação. Foi a
vontade de Deus que aconteceu este episódio, não para
ver se Jesus cairia em tentação ou não, mas para
demonstrar sua vitória sobre o tentador.
As três tentações tiveram apelos, ao aspecto físico,
mental e espiritual, confira:
Vamos analisar a
primeira tentação: Mat. 4:3 e 4
"Se tu és
o filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães.
Respondeu Jesus: Não só de pão viverá o
homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus."
Quando o inimigo disse "Se tu és ..." Já se
pode perceber que era o tentador.
A tentação de transformar as pedras em pães, era
um apelo físico, ao apetite, como foi com Adão e Eva,
de comer do fruto proibido. Satanás lançou esta tentação
não pelo fato do apetite alimentar somente, mas sim esperando,
que Jesus usasse uma única vez sua divindade em favor de si próprio.
Se o Filho de Deus cedesse a esta tentação, o inimigo
teria um poderoso argumento para desanimar os homens, ele poderia dizer,
veja como Jesus venceu as dificuldades, ele era Deus, qualquer dificuldade
ele fazia um milagre para ele e pronto. Ele era Deus e fazia o que quisesse,
você homem ou mulher não é Deus, por isto não
consegue ser um cristão correto.
Mas Jesus, que era Deus revestido de Homem, venceu a tentação
como homem. Ele disse "Está Escrito ..." Era um profundo
conhecedor das Sagradas Escrituras, o que o habilitou, a como homem,
vencer a tentação. Segredo para vencer este tipo de tentação:
Negar-se a si mesmo e confiar em Jesus.
A segunda tentação:
Mat. 4:5-7
Então o diabo
o levou a cidade santa e o colocou sobre o pináculo do templo
e lhe disse: "Se tu és o filho de Deus, lança-te
daqui para baixo. Pois está escrito: Aos seus anjos dará
ordens a teu respeito e eles te tomarão nas mãos, para
que não tropeces em alguma pedra. Respondeu Jesus: Também
está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus."
Quando o texto diz " o levou a cidade santa", entende-se que
ele foi levado a cidade de Jerusalém, e o pináculo do
templo, entende-se que era uma das alas mais altas do templo de Herodes.
Deus permitiu que ele fosse levado, para que em tudo fosse tentado.
Esta segunda tentação vem apelar ao aspecto mental, a
vontade de conseguir, a presunção. Impressionar as multidões
com a queda e o livramento divino, era a intenção do tentador.
Mostrar quantos poderes Jesus como Deus, tinha a sua disposição.
Mais uma vez ele é tentado a usar o poder divino a seu próprio
favor. Deus evitaria qualquer desastre. Um homem por exemplo, poderia
colocar a mão no fogo e queixar-se que Deus não evitou
que o fogo o queimasse. A fé reivindica as promessas de Deus,
já presunção as reconhece mas tende a usá-las
como pretexto para a transgressão. Adão e Eva, também
passaram por isto, pois o fruto era agradável aos olhos, induzindo
a presunção, liberdade de uma eterna restrição.
Segredo para vencer este tipo de tentação: Vigiar com
muita atenção os sentidos que levam as coisas ao nosso
cérebro: aquilo que vemos, ouvimos, comemos, etc.
A terceira tentação do deserto, que não foi a última,
pois Jesus teve muitas outras tentações em seu ministério
entre os homens, o próprio Getsêmani foi uma dura provação
para Cristo, vencer pelo sofrimento e pela cruz ..., mas a terceira
tentação do deserto, apelou ao aspecto espiritual, de
adoração. Cap. 4:8-10
"Levou-o novamente o diabo a um monte muito alto, e mostrou-lhe
todos os reinos do mundo e seu esplendor. E lhe disse: Tudo isto te
darei se prostado, me adorares. Então Jesus lhe disse: Vai-te
Satanás! Pois está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás,
e só a ele servirás."
O fato de Satanás levá-lo para este lugar alto, mostra
que foi permitido que Jesus fosse tentado em tudo, com está escrito
em Hebreus 2:17 e 18 "Convinha que em todas as cousas se tornasse
semelhante aos irmãos, para ser misericordioso ... Pois aquilo
que Ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer
os que são tentados."
Não significa que os anjos ou Deus o abandonaram por completo,
mas sim, que foi permitido que como homem, Jesus fosse tentado em tudo.
O inimigo mudou Jesus de lugar, mostrou todos os reinos deste mundo
e seu esplendor, numa visão especial, para que num curto espaço
de tempo, ele fosse alvo dos mais sutis e completos ataques do inimigo,
por isto pode se dizer que em tudo foi tentado, mas sem pecado. Que
lugar alto era este, ninguém pode precisar, mas o fato é
que, Ele pôde ter uma visão de todos os reinos do mundo.
Não era nenhum dos outros anjos caídos que tentava a Jesus,
era o próprio Satanás. Aqui nesta terceira tentação
ele se revela por completo.
Nesta tentação, Satanás queria mostrar que por
este modo, "se prostado me adorares." Jesus poderia evitar
a cruz, e conquistar então o reino do mundo de outra forma, que
agradaria mais aos judeus.
A essência desta terceira tentação, era o aumento
da estima própria e prestígio, sujeição
da alma por amor as vantagens do mundo. Lembre-se, que no Éden
a tentação do casal, diz que o fruto era desejável
para dar entendimento. A satisfação material, obter as
coisas deixando de lado a Deus, este é o cerne desta terceira
tentação. O segredo para vencer este tipo de tentação,
é buscar primeiramente o Reino de Deus e sua justiça.
Resumindo, a primeira tentação teve que ver com o apetite,
a segunda com a presunção e a terceira com o amor ao mundo.
Nunca um homem terá tão fortes tentações
como teve Jesus. Pois ele foi em tudo tentado. E a maneira de vencê-las
ficou para seguirmos o exemplo: Cristo resistiu usando as Escrituras.
Não usou nenhum poder divino, ou outros argumentos divinos, Ele
apenas usou as Escrituras. Se as Escrituras forem bem estudadas e seguidas,
o cristão terá o que precisa para vencer as tentações
do inimigo. Após vencer as tentações, diz a Bíblia,
que o inimigo se retirou, e então os anjos de Deus vieram e o
serviram.
*
15
- Ao compararmos Mateus 5:19 "Aquele que violar um destes mandamentos,
por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será declarado
o menor no reino dos céus..." com o texto de Mateus 11:11
"Em verdade vos digo, que entre os filhos de mulheres, não
surgiu outro maior que João Batista. No entanto, o menor no reino
dos céus é maior do que ele." Como entender estes
versos? O que significa ser o menor no reino dos céus?
Vamos começar
pela segunda parte com João Batista. O que significa o texto
de que "Não surgiu outro maior do que João Batista
... e o menor no reino dos céus é maior do que ele."
de Mateus 11:11. Logicamente, não tem nada a ver com a estatura.
O que significa que não surgiu outro maior do que João
Batista?
Entre os profetas e mensageiros do Velho Testamento, ninguém
teve o privilégio que teve João Batista, que foi o fato
de ser o profeta que precedeu a chegada de Jesus. Todos os outros profetas
do V.T. anunciaram a vinda do Messias, mas nem um deles conseguiu ver
o cumprimento de sua predição, nem a sua geração.
Imagine o que significa pregar a vida inteira um acontecimento, e morrer
sem vê-lo acontecer de fato? Pois foi mais ou menos isto que aconteceu
com os outros profetas, e João Batista teve o privilégio
de presenciar o Messias, o Cristo em seu Batismo, cumprindo assim as
profecias de todos os profetas que anunciavam a chegada do Messias.
O profeta Isaías,
no cap. 40 verso 3, relata: "Voz do que clama no deserto, preparai
o caminho do Senhor." e João Batista cumpriu a risca sua
missão de preparar para a chegada de Jesus, quando ele mesmo
disse: "Arrependei-vos porque é chegado o reino dos céus,
porque este é o anunciado pelo próprio profeta Isaías",
que disse: "Voz do que clama no deserto, preparai o caminho do
Senhor e endireitai as veredas."
Após o profeta
Malaquias, o último do V.T., houve um silêncio profético
de 400 anos. E João Batista, então entra em cena preparando
as pessoas para a chegada de Jesus.
Isto mostra o privilégio que João Batista teve, de pregar
o maior acontecimento da história e ver o seu cumprimento, ou
seja, a chegada do tão esperado Messias.
Até aquele momento, João Batista fora o homem mais privilegiado
entre todos os profetas. Por esta razão, não apareceu
alguém maior que João Batista.
Agora vamos tentar entender a outra parte do verso que diz "...
o menor no reino dos céus é maior do que ele."
Note, que Jesus
dizia: "É chegado a vós, o reino de Deus." De
certa forma, onde Jesus estava, já era o reino dos céus,
ou o reino de Deus. Confira nas passagens de Lucas 10:9, Mateus 12:28,
a presença de Jesus, era o já a chegada do reino de Deus.
Imagine amigo ouvinte, Jesus andar por cima das águas ... acalmar
uma tempestade ... curar leprosos ... ressuscitar mortos ... alimentar
mais de 5 mil pessoas com apenas 5 pães e dois peixes ... tudo
isto, mostrava a presença viva do reino dos céus. Então
fica fácil entendermos quando Jesus falou "... o menor no
reino dos céus é maior do que ele." porque João
Batista não teve a oportunidade de ver e presenciar o ministério
das curas e milagres que Jesus operou. Enquanto João Batista
estava preso, os seus discípulos viram e contaram para ele que
Jesus curava os enfermos, e fazia outros milagres. Imagine amigo ouvinte,
o que João Batista não daria para naquele momento em que
estava preso, ser o mais humilde mendigo, só para ver Jesus realizando
estes sinais? Pregou durante toda a sua vida a vinda do Messias, a chegada
do reino dos céus, e presenciar somente o batismo de Jesus, sem
ver este fantástico ministério, a chegada do reino dos
céus para as pessoas de sua época? Portanto, João
Batista foi o menor de todos, pois ele quem mais pregou, mais anunciou,
mais esperou, mais preparou, e não presenciou os milagres e o
ministério de Jesus.
Foi o maior de todos, por ser o mensageiro que presenciou a chegada
do Messias, mas foi o menor de todos, porque preso e logo decapitado,
não pôde presenciar o ministério de Jesus, a chegada
do Reino de Deus. Não tem nada haver com uma distinção
no novo céu e na nova terra, de João Batista ser menor
ou maior que outros no céu. Imagine, João Batista, que
preparou a vinda de Jesus, anunciou, pregou, batizou a Jesus, foi um
mártir, e ele ser o menor nos céus, seria possível
aceitar isto?
Esclarecida a parte de João Batista, vamos agora para Mateus
5:19 que diz: "Aquele que violar um destes mandamentos, por menor
que seja, e assim ensinar aos homens, será declarado o menor
no reino dos céus, aquele porem que os cumprir e ensinar, será
chamado grande no reino dos céus."
Mais uma vez, um texto que parece mostrar que no céu haverá
pelo menos duas classes de pessoas, os menores que não cumpriram
todos os mandamentos e ainda ensinaram a outros, e os maiores que cumpriram
as leis de Deus. Esta interpretação não é
correta por um motivo muito simples, o texto diz "será chamado
o menor ou grande" e isto não quer dizer que ele estará
no céu entre os grandes ou entre os menores. Seria como chamarmos
os mendigos de simples e os ricos de abastados, isto quer dizer que
estamos classificando dois tipos de pessoas diferentes, mas não
estamos afirmando que as duas classes sociais estão morando na
mesma casa. Assim como, não podemos conceber a idéia de
que o chamado menor estará no céu com o chamado maior.
Para ser mais claro, vamos ao original grego. O texto "será
o menor no reino dos céus" a palavra "menor" no
texto, vem do grego "elásswn" (elásson) que
significa o menor em qualidade, o mais baixo grau, o mínimo.
Esta mesma palavra aparece em Hebreus 7:7, com este mesmo sentido. Insto
indica dentro do contexto, que "qualquer que violar um destes pequenos
mandamentos, e assim ensinar aos homens, será avaliado, ou tido
como o menor dentre os homens, será julgado por Deus, como o
inferior de todos; e aquele que cumprir e ensinar, será avaliado,
anotado como grande na avaliação de Deus.
Ora de o menor de todos significa o inferior, é fácil
deduzir que este não estará no reino eterno de Deus, mesmo
porque a Bíblia é clara em demonstrar isto, confira: I
João 2:6 está escrito: "Aquele que diz que está
nele, também deve andar como ele andou." E agora veja S.
João 15:10 onde Jesus declara: "se guardardes os meus mandamentos,
permanecereis no meu amor, do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos
de meu Pai, e permaneço em seu amor."
Mateus 7:21 "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor entrará
no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que
está nos céus." Note, nem todo o que diz, mas o que
faz. Faz o que? A vontade de Deus, e qual é a vontade de Deus,
será que Deus deseja que vivíamos deliberadamente conforme
o nosso gosto, a nossa vontade, fazer o que quiser?
São João 14:15 Jesus diz: "Se me amais, guardareis
os meus mandamentos." Neste momento da resposta, lembro de uma
ilustração importante. O coqueiro produz o fruto não
para ser coqueiro, mas porque é um coqueiro. O cristão
deve seguir os mandamentos de Deus não para ser salvo, mas porque
já é salvo.
A ouvinte ainda pergunta: Tem alguém que consegue guardar todos
os mandamentos? O que adianta então? Responderei com uma ilustração.
Um filho de 17 anos, pede o carro emprestado de seu pai que é
delegado. Sem carta, ele ouve a recomendação "não
passe dos 80, siga as leis de trânsito ..." O jovem não
tá nem aí com as regras, ultrapassa a velocidade, bate
o carro, é multado, o carro é apreendido ... e pensa que
nunca mais o pai vai emprestar o carro. Mas depois de o pai pagar todas
as suas dívidas, consertar o carro, ele ainda permite que seu
filho ande com o veículo novamente. Será que o filho,
movido pelo amor do seu pai, vai querer ultrapassar a velocidade e viver
desrespeitando as leis novamente? É certo que não. Ele
seguramente será mais cuidadoso. Poderá não ser
perfeito, mas ele cuidará o máximo para conduzir-se sempre
dentro das leis. E se errar novamente, ele não errará
com a intenção proposital de errar, mas ele rapidamente
confessará o seu erro, pedirá desculpas, fará todo
o possível, para nunca mais errar no mesmo lugar e da mesma forma,
porque ele ama ao Seu Pai, que é amoroso e bom para ele.
Amigo ouvinte, muitos outros textos existem para clarear e confirmar
o Amor de Cristo por nós, que nos constrange a seguí-lo,
e cientes disto observamos os seus mandamentos como prova de amor, e
não como requisito para ir para o céu, não temos
espaço para declinarmos tudo sobre a importância dos mandamentos
de Deus porque não foi esta a pergunta. mas tenha certeza, de
que o texto da pergunta de Mateus 5:19 é certo e claro, que quem
violar um dos mandamentos e ainda ensinar aos homens, será avaliado
como mais inferior de todos os seres humanos, e quem os cumprir, isto
é seguir, e ainda ensinar aos outros, será tido como grande
homem aos olhos de Deus.
*
16 - Qual é o pecado contra o Espírito
Santo que a Bíblia diz ser o pecado imperdoável? "Portanto
Eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos
homens; mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não
será perdoada aos homens." S. Mat. 12:31
Como instrução,
vamos recapitular rapidamente o que é o Espírito Santo
e o que faz: É a terceira pessoa da Trindade: Deus Pai, Filho
e Espírito Santo. Mat. 28:19, Mt. 3:16 Jesus disse aos seus discípulos,
quando voltava para os céus: que enviaria o Consolador, o Espírito
Santo; conforme S. João 14:16.
Qual é a
missão ou função do Espírito Santo?
Podemos afirmar
que são duas as funções básicas do Espírito
Santo:
A - A primeira é convencer o pecador de seus pecados e da sua
triste condição. São João 16:8 relata: "E
quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça
e do juízo."
O Espírito Santo de Deus, está atuando entre os pecadores,
ladrões, prostitutas, assassinos, mentirosos, orgulhosos, no
sentido de que em algum momento, eles reconheçam sua situação
deplorável. Este momento pode ser ao ouvir uma música,
ou uma mensagem, ou ao presenciar alguma cena, enfim, Deus têm
mais de mil maneiras para alcançar o homem pecador para salvá-lo.
Esta é a primeira função do Espírito Santo,
convencer o homem de seus pecados, de sua triste situação
e da necessidade de um Salvador.
B - A segunda função
do Espírito Santo é capacitar o crente a seguir os passos
de Jesus. Após estar convencido do pecado, o homem tem vontade
de viver uma vida mais santa, e sozinho não consegue, então
o Espírito Santo capacita o homem a ter uma vida mais digna e
mais santa. Ele concede dons diversos, conforme I Cor. capítulo
12, e as conseqüências de sua presença em nossa vida
traz os frutos do Espírito, que é a paz, o amor, a fé,
a mansidão, a temperança, etc. conforme escrito em Gálatas
5:22 e 23. E São João 14:26 relata: "Mas aquele Consolador,
o Espírito Santo, que o Pai enviará em Meu nome, Esse
vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo
quanto dito." e o cap. 16:33 relata: "... ele vos guiará
em toda a verdade ... e vos anunciará o que há de vir."
Eu pergunto a você leitor (ouvinte): Você não gostaria
de ter paz, amor, ser mais manso, saber mais sobre as coisas que acontecem
e o que ainda está para acontecer? Gostaria você de ter
mais força para vencer alguns maus hábitos que há
tempo não consegue deixá-los? Pois bem, tudo isto, o Espírito
Santo pode fazer por você. Assim, a Bíblia, a palavra de
Deus descreve, e eu creio piamente que o Espírito Santo faz isto,
e muito mais ...
Teria você coragem de rejeitar tamanho benefício, que está,
gratuitamente, ao seu dispor? Muitos outros benefícios o Espírito
Santo concede ao ser humano, mas não é esta a resposta
que o ouvinte quer saber, mas sim, qual é o pecado imperdoável
contra o Espírito Santo.
O que é pecado?
A Bíblia
diz que pecado é o ato de transgredir a Lei; conforme escrito
em I João 3:4. E qual seria então o pecado imperdoável?
Primeiro veremos o que não é o pecado imperdoável:
A - Homicídio ou adultério é pecado, mas não
é o pecado imperdoável; um exemplo é Davi, que
cometeu estes pecados, mas confessou e foi perdoado.
B - Mentir é pecado, mas também não é pecado
imperdoável. Pedro, por exemplo, mentiu respondendo que não
era seguidor de Jesus por 3 vezes; no entanto, após o seu erro,
bem como Davi, houve profundo arrependimento, e teve o perdão.
O pecado imperdoável contra o Espírito Santo, é
rejeitar aceitá-lo, ou seja, não ouvir sua voz falando
em nosso pensamento, eliminar todas as maneiras dEle nos alcançar,
impedir que ele atue em nossa mente, e ainda zombar dele. Exemplos:
I - Os egípcios e o faraó endureceram seus corações,
não queriam dar ouvidos a Moisés que era o porta-voz de
Deus. I Sam. 6:6.
II - "Jerusalém ... quantas vezes quis eu ajuntar os teus
filhos." Mat. 23:37
Primeiro se rejeita à atuação do Espírito
Santo, depois se zomba dEle. II Crônicas 36:16 relata: "Porém
zombaram dos mensageiros de Deus ... até que não houve
mais remédio."
Oséias 4:17 "Efraim está entregue aos ídolos,
deixai-o."
Lucas 16:31 "Se não ouviram a Moisés e aos profetas,
tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite."
(Saul, Isamuel 28:15; Judas S. João 13:30, etc). O coração
fica endurecido, impossível de ser alcançado, não
porque Deus não quer, mas porque o indivíduo não
permite, e então uma triste conseqüência: o pecador
fica além da voz de Deus, terminantemente perdido. Insensível,
com mente cauterizada poderíamos dizer, pois não há
mais nada que o faça reconhecer sua situação caótica.
Vale salientar, que a rejeição ao Espírito Santo,
não se dá necessariamente de uma vez só, ela pode
ser: paulatina, lenta. Hoje eu sei que estou muito errado mas ainda
faço: amanhã sinto que estou errado mas faço; e
depois de rejeitar por várias vezes uma mudança para não
cometer este pecado, acabo ma acostumando; e aquilo torna-se um hábito,
que nem sinto mais que estou errado. Aí está o perigo:
quando não sentir mais a atuação do Espírito
Santo corrigindo seus erros, quando não sentir mais vontade de
mudar, quando achar que não tem mais nada para melhorar em sua
vida, quando não sentir mais desejo de aperfeiçoar se
caráter, e ninguém e nada te convencer ... aí está
a prova do pecado imperdoável contra o Espírito Santo;
pois Ele, já havia lhe despertado tantas vezes, mostrado sua
situação claramente, e você ainda persistiu no erro
... então você está condenado, por rejeitar a atuação
do Espírito Santo em sua vida.
Conclui-se que, enquanto você sentir o desejo de se reconciliar
com Deus, você ainda têm a atuação do Espírito
Santo em sua vida.
Portanto, o pecado Imperdoável, é aquele que é
cometido contra o Espírito Santo, rejeitando sua atuação
fazendo pouco caso dEle.
Lembro-me de uma palestra que ouvi certa vez em minha igreja, quando
o pregador disse quais são as principais tentações
de Satanás: - Só uma vez, não têm problema;
ninguém está vendo; - É a última vez e a
última tentação: - Agora já é tarde,
você está muito longe para voltar! Portanto, amigo ouvinte
(leitor), não permita um só momento, vacilar ou se entregar
ao pecado. Deus é forte, Poderoso, tem miríades e milhares
de anjos a nossa disposição, o Espírito Santo está
procurando pessoas para serem usadas por Ele. Se hoje, ouvirdes a Sua
voz, não endureçais os vossos corações;
ouça a sua voz, siga o caminho que Ele lhe mostra e certamente,
os bons frutos do Espírito lhe acompanharão; dons extraordinários
Ele lhe dará, e certamente, vai lhe mostrar o caminho correto
para trilhar rumo ao céu.
*
17 - Alimentos limpos e imundos: em Levíticos
capítulo 11, está uma lista de alimentos cárneos
proibidos, mas no novo testamento, vários textos parecem mostrar
que Deus purificou todos os alimentos. Como harmonizar esta aparente
contradição? É válido ou não as recomendações
de Levíticos 11?
Muitas pessoas fazem
estas perguntas, porque no Livro de Levíticos capítulo
onze, está registrado uma lista de animais que são impuros
e abomináveis, entre eles o porco, peixe sem escamas e sem barbatanas,
etc. E então se pergunta, será que não posso comer
carne de porco e estas outras mencionadas em Levíticos capítulo
onze? Será que esta lei ainda está em vigor? Dois ouvintes
querem tentar mostrar que esta lei não está em vigor baseados
em alguns textos do Novo Testamento, vamos analisar juntos.
Mateus 15:11
"Não
é o que entra pela boca que contamina o homem, mas o que sai
da boca, isso é o que contamina."
Marcos 7:19
"Porque não
lhe entra no coração, mas no ventre, e é lançado
fora? Assim declarou puros todos os alimentos."
EXPLICAÇÃO:
Jesus não
está falando em comer certos tipos de alimentos ou não,
não são leis de saúde. Mas sim repreendendo aos
judeus pelos rituais que faziam antes de comer. O contexto mostra bem
isto. Os discípulos eram repreendidos por não lavarem
as mãos conforme as tradições e rituais judaicos,
que exigiam que se molhasse uma palma da mão, e a água
escorresse para a outra palma da mão, e então para os
dedos, e isto diversas vezes, e os judeus então diziam que quem
não seguisse estes rituais, estavam comendo alimentos imundos.
Jesus então disse que o que contamina o homem não é
o que está comendo, mas o que está no coração.
Não são os alimentos, mas as tradições ritualísticas.
O ato de lavar as mãos para os judeus, não era um ato
de higiene como para nós hoje, era antes, um ritual externo de
purificação, ignorando o interior que abrigava os verdadeiros
sentimentos humanos. Por isto Jesus disse estas frases que no seu contexto,
não se trata sobre as carnes limpas ou imundas, mas sobre os
rituais judaicos que se fazia para não tornar o alimento imundo,
e não se preocupavam com o interior que era muito mais importante.
Mateus 15:20 encerra o texto de maneira bem clara: "São
estas coisas que contaminam o homem, mas o comer sem lavar as mãos,
isso não contamina." Deus declarou puro todos os "alimentos"
e não os animais imundos.
I Timóteo
4:4
"Pois todas
as coisas criadas por Deus são boas, e nada deve ser rejeitado
se é recebido com ações de graça."
EXPLICAÇÃO:
Paulo neste contexto, advertiu sobre as doutrinas demoníacas.
Doutrinas que proibiam ao casamento e comer alimentos bons que Deus
criou. Aquilo que Deus determina que é para o nosso bem, não
pode ser condenado por outras doutrinas pagãs. Portanto, neste
contexto, todas as coisas boas que Deus criou, como o casamento e os
alimentos saudáveis não devem ser proibidos aos cristãos
sinceros.
Pensar que nada deve ser rejeitado no sentido amplo, seria abrir um
precedente que tudo pode servir como alimento, como o Rato, Corvo, o
Sapo, etc., o que seria um absurdo e não estaria em harmonia
com os ensinamentos bíblicos.
Tudo o que Deus nos oferece dentro dos padrões que a Bíblia
estabelece, é bom e deve ser recebido com ações
de graça, mas o que não está de acordo com os padrões
da Bíblia, isto deve ser rejeitado.
Romanos 14:14
"Eu sei, e
estou certo no senhor Jesus, que nada é de si mesmo imundo a
não ser para aquele que assim o considera; para esse é
imundo."
EXPLICAÇÃO:
O contexto aqui
se refere as carnes sacrificadas aos ídolos e que eram vendidas,
e então o cristão perguntava: é ilícito
ou não comer as carnes que foram sacrificadas aos ídolos?
Pedro responde em Romanos mesmo, 14:3 diz quem come não julgue
a quem não come, referindo-se aos fracos na fé, a fim
de ter paciência e tolerá-los. Este verso não está
se referindo a liberação das carnes imundas, mas das carnes
sancionadas pelo contexto bíblico, que no referido texto, eram
vendidas depois de terem sido sacrificadas aos ídolos.
Pedro deixava de acordo com a consciência de cada um, quem achava
que comer as carnes que eram sacrificadas aos ídolos não
tinha problema, tudo bem, mas quem achava que não era correto,
não deveria criticar quem fizesse diferente. Deve-se salientar
que as carnes aqui referidas, não eram carnes imundas, mas sim,
carnes que eram lícitas, mas oferecidas aos ídolos e depois
vendidas. Verifique Romanos 14:3,23.
Atos 10:12-15
"No qual havia
de todos os quadrúpedes e répteis da terra e aves do céu.
E uma voz lhe disse: Levanta-te Pedro, mata e come. Mas Pedro respondeu:
De modo nenhum Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda.
Pela segunda vez lhe falou a voz: Não chames tu comum ao que
Deus purificou. Sucedeu isto por três vezes; e logo foi isto recolhido
aos céus."
EXPLICAÇÃO:
O contexto apresenta
ser esta uma visão simbólica para representar que todas
as nações e raças são iguais perante Deus,
e que os preconceitos entre judeus e gentios deveriam ser derrubados.
Pedro ficou perplexo com aquela visão, e enquanto pensava, foi
procurado por alguns homens enviados por Cornélio, que no decorrer
da história do capítulo 10 de Atos verso 28 traz a razão
da visão: "Vós bem sabeis, (disse Pedro) que não
é lícito a um judeu ajuntar-se ou chegar-se a estrangeiros,
mas Deus mostrou-me que a nenhum homem devo chamar comum ou imundo."
Note que o próprio Pedro, diz o que queria dizer a visão,
ele mesmo dá sua interpretação que não se
refere a uma sanção divina para comer alimentos imundos,
mas sim, que todos os povos, nações e pessoas, são
iguais diante de Deus indistintamente de suas raças. Vale salientar
também que no texto referido, Pedro diz que nunca comeu alimentos
imundos, note que ele conviveu com Jesus por mais de três anos
e meio, e um discípulo faz o que seu líder faz também,
concluindo que as regras de alimentos imundos estavam vigentes e claras
para Pedro.
Pedro andou com Jesus, viu sua morte, sentiu as repercussões
de Sua ressurreição, encontrou com Jesus após a
ressurreição, quando Jesus disse: Ide por todo o mundo,
fazei discípulos de todas as nações ... e ainda
Pedro não entendia que deveria pregar aos gentios e estrangeiros,
foi para tal, que Deus lhe deu uma visão chocante, a fim de entender
que todas as pessoas, de todas as nações, são dignas
de serem salvos por Cristo. O próprio Cornélio recebeu
um representante celestial para orientar seu encontro com Pedro, o que
como estrangeiro lhe parecia impossível no contexto de sua época.
Deus atuou de maneira sobrenatural e de maneiras diferentes com ambos,
para que os preconceitos raciais da época fossem derrubados e
a pregação do evangelho não se restringisse ao
povo judeu. Este é o sentido da visão de Pedro, fugir
disto, será ir contra os princípios lógicos de
interpretação Bíblica.
Hebreus 7:12
"Pois mudando-se
o sacerdócio, necessariamente se faz também a mudança
da lei."
EXPLICAÇÃO:
O ouvinte que faz
a pergunta, propõe aparentemente que Levíticos capítulo
onze, seja uma lei cerimonial, abolida com a morte de Cristo na Cruz.
Vejamos como entender o texto:
Este texto está falando da mudança da lei do sacerdócio
e das leis cerimoniais, e não de mudar a lei moral e as leis
de saúde.
As leis do sacerdócio dizia que somente poderia ser Sacerdote,
homens da tribo de Leví, se fosse de outra tribo, tinha que mudar
a lei e o sacerdócio. Jesus era da tribo de Judá, e não
de Leví, logo as leis do sacerdócio e cerimonias foram
mudadas, mas não fala que as leis de alimentação
deveriam ser mudadas também.
Havia dois tipos de impurezas à luz do Velho Testamento: à
nata e a adquirida. Impureza nata eram os animais imundos, que em sua
essência não são puros. Já a impureza adquirida,
era quando uma pessoa por exemplo, tocasse num cadáver, e ficava
imundo até a tarde, ou uma mulher menstruada, etc. Tendo esta
compreensão, fica fácil de entender que os rituais de
purificação eram feitos pelas impurezas adquiridas e não
natas. Não se fazia sacrifícios por alguém que
comesse alimentos imundos, mas sim por alguém que tivesse contato
com algum outro tipo de impureza registrada no Velho Testamento. O sacrifício
de Jesus na cruz, aboliu exatamente estes ritos cerimoniais, mas não
aboliu ou purificou os animais imundos para a nossa alimentação.
Vale salientar ainda, que o Livro de Levíticos está cheio
de leis cerimoniais, e separar o capítulo onze, como sendo uma
das partes ainda vigentes, pode parecer de difícil aceitação.
É preciso notar também, que quando foi escrito, não
havia separação, pois Jesus não tinha morrido ainda
e tudo era igual, todas as leis eram vigentes. O estilo de literatura
hebraica, como foi escrito o Velho Testamento, não segue as separações
de textos por tópicos ou por títulos, mas sim por palavras
comuns em diversos tópicos, por isto, que os animais puros e
imundos aparecem num contexto do livro sobre as coisas que eram sagradas
ou puras.
A DIETA ORIGINAL:
A dieta original
de Deus para o homem, não incluía alimentos cárneos
porque não era seu plano que fosse tirada a vida dos animais
e porque uma dieta vegetariana balanceada é a melhor para a saúde.
Um fato a respeito do qual a ciência oferece hoje as maiores evidências.
Foi somente depois do dilúvio, que Deus permitiu o uso de alimentos
cárneos. Uma vez que estava destruída toda a vegetação,
Deus autorizou a Noé e sua família a utilizarem alimentos
cárneos, mas que não usassem o sangue, e é importante
notarmos, que Deus já havia pedido para Noé, sete pares
de animais limpos contra apenas um animal imundo, já prevendo
esta necessidade para o alimento e para os sacrifícios. Isto
significa, que Noé tinha conhecimento dos animais limpos e imundos
antes mesmo das leis cerimoniais ou ritualísticas, mostrando
que esta orientação traz uma permanente obrigação
do cuidado ao alimentar-se.
PROBLEMAS POSSÍVEIS
DO CONSUMO DA CARNE SUÍNA:
I - "O porco
é hospedeiro intermediário para vários organismos
parasíticos, alguns dos quais podem resultar na infestação
por solitárias. Uma destas solitárias, a Taenia solium,
cresce até atingir cerca de 2,5m de comprimento, e é achada
na carne de porco mal cozida ... Uma complicação desagradável
desta condição ocorre quando nódulos se formam
no cérebro e produzem crises que se assemelham à epilepsia.
II - Outro agente de infecção, a Tichinella spirillis,
é uma pequeno organismo que ocorre em carne ou salsichas de porco,
cruas ou mal cozidas. A doença que resulta é a triquinose,
e é marcada inicialmente pela febre, por distúrbios gastro
intestinais e um mal estar geral ... Se a enfermidade avançar
para a etapa encapsulada, inchações pequenas, com formato
de nós, formam-se nos músculos e provocam mal estar considerável.
III - Ainda outra doença que é resultado de comer carne
de porco, ou seus produtos, impropriamente preparada, foi descoberta
em anos recentes. É a chamada toxoplasmose, e se assemelha à
pneumonia, sendo o resultado da infecção por um organismo
vigoroso que se acha em forma de cisto e resiste o congelamento, a ação
dos sucos gástricos, e a gama normal das temperaturas de cozimento.
IV - À parte da possibilidade de receber uma intoxicação
por causa de comer carne de porco, não é incomum certas
pessoas terem reações alérgicas depois de ingerir
carne de porco ou sub produtos.
V - Imaginar que os métodos modernos de cozinhar eliminaram o
risco de tais infecções, e modo total, é enganar-se.
O fato é que não há nenhuma temperatura segura
em que a carne de porco possa ser cozinhada para garantir que os organismos
sejam mortos, e mesmo se o cozimento prolongado fosse empreendido, geralmente
tornaria a carne dura e sem sabor.
VI - Nem sequer podem os métodos ocidentais de abater porcos
garantir que a carcaça seja segura para o consumo humano, visto
que o organismo da toxoplasmose, por exemplo, sobrevive sem dificuldades
aos procedimentos higiênicos preceituados pelas várias
leis sobre produtos alimentícios."
FONTE: Roland K. HARRISON, Levítico-introdução
e comentário, pág. 114, 115 (Mundo Cristão)= o
autor Ph.D.,D.D., é Professor do Velho Testamento, do Wycliffe
College, da Universidade de Toronto no Canadá.
VII - "Estudos revelam que em adição à razoável
quantidade de colesterol encontrada tanto no porco quanto nos mariscos,
ambos os alimentos contém certo número de toxinas e contaminantes
que se acham associadas ao envenenamento humano." Nisto Cremos,
pág. 376, CPB.
AMIGO OUVINTE:
Reflita:
A - Se Noé
levou 7 pares de animais limpos e 1 imundo, se ele comesse o único
porco, o que aconteceria? Por que razão Deus pediu esta quantidade
tão desproporcional de animais?
B - A Ciência comprova que os animais que a Bíblia classifica
como imundos, são lixeiros da natureza, o porco, o rato, o corvo,
os peixes lisos sem escamas e sem barbatanas, será que Deus deseja
que nosso organismo seja um depósito de lixo?
C - Sabia que o rato tem 140 tipos de doenças, entre elas a Leptospirose
e a peste Bubônica? Será que o Novo Testamento estaria
liberando este animal imundo para nossa alimentação?
D - Sabia você que o povo judeu, que se abstém destes alimentos
imundos, é um povo reconhecido pelas autoridades mundiais de
saúde, como um povo de muita vitalidade, que já por séculos
esbanja saúde, e já ofereceu grandes gênios à
sociedade, tais como o grande cientista Einstein?
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