35 - Qual é a posição da Bíblia com relação ao vinho? Jesus bebia vinho?


No Velho Testamento há duas palavras hebraicas geralmente empregadas para designar o vinho: YAYIN, que se refere a suco fermentado de uvas e TIROSH, que se refere a vinho doce, fresco, sem fermento, não alcoolizado. Por exemplo, no Salmo 104:15; Provérbios 20:1; Isaías 5:11 e Habacuque 2:5, se emprega a palavra YAYIN, vinho fermentado. Há um caso curioso em Isaías 25:6, sobre vinho clarificado, sem borras. Era um vinho que devia ser filtrado antes de ser usado.
A palavra TIROSH geralmente designa suco de uvas ou outras frutas, embora, algumas vezes e raramente, indica mosto, que é o suco em fase de fermentação. Assim em Gên. 27:37; Números 18:12. etc.
Outra bebida intoxicante mencionada no Velho Testamento é o SHEKAR, feito de grãos fermentados, mel ou tâmara. É geralmente traduzido por "bebida forte".
No Novo Testamento há três palavras gregas que são traduzidas por "vinho". A mais usada é OINOS; as duas outras palavras são empregadas apenas uma vez, fazendo alusão ao vinho fermentado (em Lucas 1:15 e Atos 2:13).
OINOS pode tanto se referir à bebida inebriante como ao suco de uvas ou xarope. Esse xarope era obtido pela fervura do suco até tornar-se como o mel, e então guardado em vasos para uso futuro. Numa região de clima quente, essa era a forma de conservar o derivado de uva para consumo posterior, sem que ocorresse a fermentação. Esse xarope diluído em água quente ou fria, era a bebida preferida nos tempos de Jesus.
Como a palavra grega não define se o vinho era fermentado ou não, com muito bom senso deve-se considerar o contexto em que a palavra se encontra. No casa do casamento em Caná da Galiléia, por exemplo, é inconcebível que Jesus, após o recebimento do Espírito Santo, haja em Seu primeiro milagre, produzido bebidas alcóolicas, pois elas são, segundo a Bíblia o maior oponente da vida do Espírito. Efésios 5:18 diz: "Não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito".
Tampouco, em hipótese alguma, Cristo, o Senhor da vida, produziria vinho fermentado ou o usaria na Ceia, pois a fermentação representa uma corrupção da bebida natural, e isso arruinaria o símbolo da Comunhão.

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36 - Um ouvinte pergunta quando é necessário empregar as palavras "amém" e "aleluia"?

Amém do hebraico "ãmën", mostrar-se firme, digno de confiança, durar, saber-se seguro, ter fé, e assim a palavra significa: "certo", "verdadeiro".
Palavra empregada cerca de 25 vezes no Antigo Testamento. Dizer "amém" confirma uma declaração feita por outra pessoa.
As doxologias no fim dos quatro primeiros livros dos Salmos 41:13, 14; 72:19; 89:52, 53; 106:48 terminam com Amém. Neemias 8:6 e I Cor. 16:36 mostram que é a expressão de resposta por parte do povo.
Através do "amém", aquilo que foi falado é afirmado como certo, positivo, válido e obrigatório.
A palavra "amém" é mencionada 8 vezes em Jr. 28:6. É interpretada como "assim seja", uma expressão de esperança e desejo, e já não uma confirmação daquilo que é.
Em fontes rab., "amém" se acha apenas como uma resposta confirmatória.
Qualquer pessoa que dissesse "amém" a uma oração ou doxologia tornava-a dele próprio. Qualquer pessoa que dissesse "amém" a uma adjuração, benção ou maldição tornava-a obrigatória para ela mesma.
"Amém" raras vezes se acha no fim de uma oração.
"Amém" se acha cerca de 126 vezes no Novo Testamento. "Amém" (em verdade, vos digo...).
Jesus empregava o Hebraico "amém" para confirmar as palavras que falava em aramaico. O modo incomum de Jesus se expressar foi preservado nos evangelhos mais antigos, por causa do desejo de conservar e transmitir fielmente as suas palavras.
Jesus, ao introduzir suas palavras com "amém", marcou-as como certas e dignas de confiança. Ficava ao lado delas e tornava-as obrigatórias para ele mesmo e seus ouvintes. São uma expressão da sua majestade e autoridade.
"Amém" aparece em outros escritos do Novo Testamento, no fim de orações e doxologias, reforçando e confirmando-as.
"Aleluia" se compõe de dois elementos: hãlal, que significa "louvar", forma abreviada do nome divino yâh e seu emprego combina as noções de admiração, elogio e regozijo.
Hal lû-éth-Javé sugere que desde os tempos antigos já se tornou uma exclamação do culto.

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37 - Qual era a medida da Arca de Noé? Como entender as outras medidas de comprimento, peso e valores da Bíblia?

Existem algumas variações entre os intérpretes destes padrões de medida, aqui apresentamos a que julgamos ser mais próxima do ideal, que consta na Bíblia de Thompsom, págs. 1386 e 1387.

PESOS E MOEDAS

Gera 1/20 do siclo 0,57 gramas de prata
Siclo a unidade básica 11,4 gramas de prata
Libra de prata 50 siclos 570 gramas de prata
Talento Cerca de 34 quilos de prata

MEDIDAS DE COMPRIMENTO

Palmo menor largura da mão 7,5 cm
Palmo do polegar ao mínimo 22,5 cm
Côvado do cotovelo a ponta dos dedos 45 cm
Cana Cerca de 3 metros

MEDIDAS DE CAPACIDADE
A - para secos

Efa unidade básica 37 litros
Gomer 1/10 de um efa 3,7 litros
Sea 1/3 de um efa 12,3 litros
Omer 10 efas 370 litros

B - para líquidos

Logue 1/12 do him 0,5 litro
Him 1/6 do bato 6,2 litros
Bato igual a efa 37 litros
Coro 10 batos 370 litros

PESOS E MOEDAS

Moeda (gr. lepton) 1/8 asarion
Centavo, Quadrante (gr. kodrantes) ¼ asarion
Ceitil, Asse (gr. asarion) 1/16 dinheiro
Dinheiro (ou denário), representava, em geral , o salário do
trabalhador por um dia de trabalho quase 4 gr. prata
Dracma aproximadamente igual ao dinheiro 3,6 gramas de prata
Siclo 4 dracmas 14,4 gramas prata
Libra de Prata 100 fracmas 360 gramas prata
Talento 6.000 dracmas 12,6 gramas prata
Arrátel, Libra 327,5 gramas prata

MEDIDAS DE COMPRIMENTO

Côvado 45 centímetros
Braça 4 côvados 1,80 metros
Estádio 400 côvados 180 metros
Milha 1.480 metros
Caminho de um sábado aproximadamente 1.080 metros

MEDIDAS DE CAPACIDADE

Alqueire (gr. modio) 8,75 litros
Medida (gr. sato) 13 litros
Medida, Barril (gr. bato) 37 litros
Alqueire (gr. koro) 370 litros
Almude (gr. metretes) 40 litros

Hora: Contava-se o dia desde o raiar até ao pôr-do-sol, e estava dividido em doze horas (Jo. 11:9). De igual modo, dividia-se a noite em doze horas, que se contavam desde o pôr-do-sol, até se nascer na manhã seguinte (At. 23:23). A duração das horas variava de acordo com as estações do ano.
Vigília: Cada uma das quatro partes em que se dividia a noite. Sua duração variava com as estações do ano.

Alguns exemplos de interpretação:

I - Arca de Noé - Gên. 6:15 e 16 = Comprimento 300 côvados = 135 metros
Largura 50 côvados = 22,50 metros
Altura 30 Côvados = 13,50 metros
Janela 1 Côvado = 45 centímetros.

II - Presente da Rainha de Saba a Salomão - I Reis 10:10
120 talentos de ouro = 4.080 quilos de ouro.

III - Primeiro milagre de Jesus, água em vinho - João 2:6
2 ou 3 metretes - 2,5 metretes X 40 lits = 100X6 = 600 litros de vinho.

IV - Quanto perfume Maria usou para ungir os pés de Jesus - João 12:3
1 libra de nardo puro = 327,5 gramas

V - Medida da Nova Jerusalém - Apocalipse 21:16
Doze mil estádios = 2.160 metros.

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38.A - Natal - Palavra originária do latim "natalis" que significa nascimento ou dia de aniversário, do nascimento. Para o mundo cristão, é o dia do nascimento de Cristo. É o feriado mais importante da cristandade. Nasceu Jesus dia 25 de dezembro?

Não existe nenhuma informação na Bíblia sobre a data do nascimento de Jesus. Mesmo em fontes históricas insuspeitas, não há elementos suficientes para que se possa fixar o dia e o mês do nascimento de Cristo.
JOHN DAVIS declarou que a data de 25 de dezembro para o nascimento de Cristo começou no Séc. IV, sem autoridade que a justificasse.
O MANUAL BÍBLICO DE HALLEY confirma o que John Davis afirmou, e diz ainda mais: 'No oriente, era o dia 06 de janeiro. O fato de se agasalharem os pastores com o seu rebanho ao ar livre da primavera ao outono, e não no inverno, sugere que Jesus não podia nascer nesta estação fria.
A ENCICLOPÉDIA BRITÂNICA se inviável a data de 25 de dezembro para o nascimento de Jesus, e também afirma: "As igrejas orientais fixaram-se no dia 6 de janeiro e acusaram os ocidentais por celebrarem o natal no dia 25 de dezembro, mas no fim do 4º século, o dia 25 de dezembro também foi adotado no Oriente."
Alguns estudiosos da Palestina são unânimes em afirmar que o nascimento de Cristo não podia ter sido em 25 de dezembro, pelo fato dos pastores estarem pernoitando no campo com seus rebanhos. Para eles, o nascimento de Cristo foi no mês de abril ou em outubro.
1ª Conclusão: Ainda que o dia exato seja por nós ignorado, a realidade do Seu nascimento é um fato histórico de profunda significação para nós. Não importa a data, importa apenas que Ele se fez carne e habitou entre nós.

38.B - Por quê, então, esta data foi escolhida para a comemoração do natal?

A ENCICLOPÉDIA BRITÂNICA, ao falar do nascimento de Jesus, declara: em 354, nas igrejas Ocidentais, incluindo a de Roma, celebrava-se o natal em 25 de dezembro, era uma data erroneamente dada como o solstício do inverno, em que os dias começam a aumentar, data da festa central do mitraísmo, o "natalis invieti solis" ou "aniversário do sol invencível".
Ao se afastar de Deus, o homem cria os seus próprios cultos, e destes, o que mais se destacou entre os pagãos, foi o culto ao deus do sol, por ser a fonte suprema de energia e o causador da fecundidade. Os nomes históricos revelam esta idolatria ao sol. Por exemplo: Faraó significa "Sol", Belsazar = Príncipe de Bel. Sol; Nabucodonosor = o sol protege minha coroa.
A história confirma que o imperador Constantino, o Ano 313 D.C. adotou o cristianismo como sua religião, esse fato levou os dirigentes da igreja a racionalizarem; tornou-se uma boa política que se transformasse as festas mais populares dos pagãos em festas cristãs.
Entre os romanos, o Carnaval era de 17 a 24 de dezembro, e o dia religioso para eles, era o culto ao deus Sol. Por isto, os cristãos da época associaram Cristo como o "Sol da Justiça", a "Luz do mundo", para que fosse lembrado o Seu nascimento no dia do culto pagão ao Deus Sol. Por tudo isso posto, foi escolhido a data de 25 de dezembro para o Natal.

38.C - Qual a origem da árvore de natal?


Sua origem é controvertida, mas os pesquisadores falam de Martinho Lutero, o reformador, como o seu introdutor. Em uma noite de Natal, caminhando por uma estrada de pinheiros, contemplou embevecido milhares de estrelas brilhando, por entre os galhos cobertos de neve. A sublimidade daquele quadro o levou a tomar um galho de pinheiro e levar para casa. Após enfeitá-lo com velas acesas, mostrou aos filhos, a fim de que também desfrutassem da sua beleza.
Para outros, este costume vem do século passado, teria originado-se nos países nórdicos, e daí se espalhando para o mundo.
A árvore, dizem significar a paz, a alegria e a esperança de uma vida melhor.

38.D - Como surgiu o Papai Noel?

NOEL quer dizer Natal, em francês.
Sem mencionar nomes ou datas, as fontes históricas nos dizem que nasceu como o "São Nicolar", que os holandeses levaram para a América do Norte. Este personagem fictício, viajava de trenó, entrava pela chaminés das lareiras e colocava presente nos sapatos das crianças. Essa ficção foi crescendo e adquirindo as características que hoje conhecemos.
Devemos nos acautelar para que elas não tomem o lugar principal, do "aniversariante". O Natal é de Jesus, e não do Papai Noel, lembremo-nos disso.

38.E - Por que Jesus não nasceu séculos antes de sua época, ou mesmo em nossos dias?

A Bíblia responde, em Gálatas 4:4 - "Vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou o Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei, para resgatar os que estavam sob a Lei, a fim de recebermos a adoção como filhos."
"Na plenitude dos tempos"- essa expressão quer dizer no tempo certo, no melhor momento.
O nascimento de Jesus foi predito já no Éden. Adão e Eva esperavam que o seu primogênito já fosse o Libertador. As mulheres do povo de deus, diz-nos o Antigo Testamento, se preparavam e pensavam: "Serei eu a privilegiada de dar à luz ao Messias?".
Séculos após os séculos se passaram, silenciaram-se as vozes dos profetas, mas como as estrelas tem o seu espaço num vasto circuito não sem orbita, os desígnios de Deus não conhecem adiantamento nem tardança, na plenitude dos tempos Deus enviou Seu Filho.
A Providência havia dirigido o movimento das nações e o impulso e influência humanas até que o mundo todo se achasse maduro para a vinda do Libertador;
- As nações estavam unidas som um mesmo governo: o Romano;
- Falava-se apenas uma língua, a qual era por toda parte reconhecida como a língua da literatura;
- De todas as terras os judeus e a dispersão reuniam-se em Jerusalém para as festas anuais, e ao voltarem para seus lugares de origem, podiam espalhar por todo o mundo a mensagem da vinda do Messias;
- O homem estava descrente em termos de religiosidade - ansiava por uma saída melhor;
- Os sistemas pagãos estavam perdendo a supremacia e domínio;
- Os homens haviam se cansado de aparências e de fábulas;
- As pessoas queriam luz, conhecimento do Deus vivo;
- Não apenas um povo clamava pela vinda do Libertador, e sim o grande coração da humanidade;
- Há séculos, as Escrituras haviam sido traduzidas para o grego;
- A degradação da humanidade através dos anos pedia a vinda de um Redentor;
- Era desígnio de Satanás impedir o homem de conhecer o grande amor de Deus e a Sua Vontade; deixá-lo longe dEle. Satã queria formar seu próprio reino. Imaginava, assim, esgotar a paciência de Deus, abalar de tal maneira seu amor pelo homem, a ponto que deixasse o mundo todo à jurisdição satânica;
- Deus havia se manifestado através da natureza, por homens consagrados, por patriarcas e profetas, e agora nada disso tinha mais qualquer influência.
- Todos os meios disponíveis para a depravação da alma humana haviam sido postos em operação;
- Agentes satânicos estavam incorporados aos homens;
- esta demonstrado perante o universo que o homem, separado de Deus, não consegue erguer-se.
Apesar da aparente condenação do mundo à morte, quando se fazia parecer iminente o triunfo de Satanás, Deus ao invés de destruir o mundo, mandou seu filho com a embaixada da graça Divina. Através do nascimento, vida, morte e ressurreição de Cristo, o homem recebeu uma chance de, seguindo o seu exemplo, vencer Satanás e tornar-se semelhante ao seu criador.
Para nós, cristãos, o Natal deve trazer à memória esse quadro maravilhoso do milagre dos milagres - a encarnação do Filho de Deus.
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho Unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça , mas tenha a vida eterna." I João 3:16.
Mais importante do que o dia ou o lugar em que Ele nasceu, é o fato de Ele ter feito isto para nos libertar do pecado, e mais importante ainda, é que ele não apenas venha a nascer em nossos corações, mas tenha espaço constante em nossa vida.
Li num adesivo no vidro de um carro nesta semana:
"Quem não dá tempo para Deus está perdendo o seu tempo."
Ouvinte, que Jesus seja não uma imagem num presépio ou um quadro de parede; que Ele seja o meu e o seu, o nosso amigo pessoal e redentor. Que assim possamos viver sempre por Ele, com Ele e para Ele! Amém.

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39 - Deus é Espírito ou Carne e Osso como Nós?

- S. João 4:24 - "Deus é espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade."
- Gen. 1:26 - "Façamos o homem à nossa imagem conforme a nossa semelhança."
- Felip. 2:6 - "Sendo em forma de Deus, aniquilou-Se a Si mesmo tomando a forma de servo, fazendo-Se semelhante aos homens."
- Lucas 1:35 - Disse o anjo a Maria:
"Descerá sobre ti o Espírito Santo, a virtude do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra, pelo que também o Santo que de ti há de nascer, será chamado filho de Deus."
- S. João 1:14 - "e o verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a Sua Glória, como a Glória do Unigênito Pai, cheio de graça e verdade."
- Hebreus 1:3 - "Cristo somente 'e a expressa imagem do Pai."
- S. João 17:5 - "E agora glorifica-me Tu, ó Pai, junto de Ti mesmo, com aquela glória tinha Contigo antes que o mundo existisse."
- I Cor. 15:40 - "Há corpos celestes e há corpos terrestres."
- I João 3:2 - "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que quando Ele manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque assim com É, O veremos."
- I Cor. 15:51-55 - Ante à última trombeta, todos seremos transformados, num abrir e fechar de olhos... Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e o que é mortal da imortalidade. Cumprir-se-á a Palavra: "...tragada foi a morte na Vitória..."

CONCLUSÃO

Fomos criados à imagem e semelhança de Deus. O termo "semelhança" subentende que somos parecidos, mas não iguais a Deus.
Ele é Espírito em Sua Essência, enquanto o homem, veio "do barro". E nisto, é que somos diferentes: Deus tem um corpo Celestial (I Cor. 15:40); o homem, tem um corpo mortal (I Cor.15:52).
Deus é "Espírito e Verdade". Entretanto, a sua Natureza é diferente da nossa.

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40 - O que a Bíblia diz sobre o divórcio? Quando pode haver uma separação e um novo casamento?

I - O QUE É?
Vejamos primeiramente o que significa a palavra divórcio: segundo o dicionário Aurélio, divórcio é a dissolução do vínculo matrimonial, separar-se judicialmente.

II - QUANDO SE DÁ O DIVÓRCIO?
a) Segundo as leis do País e
b) Segundo a Bíblia.
1º - Pelas leis do País o divórcio só ocorre após o casal procurar um advogado ou um juiz e solicitar uma separação judicial, e após um ano de prazo, tem direito a divorciar-se e estar livre para um novo casamento; ou ainda, após dois anos de separação de fato, pode solicitar o divórcio direto.
2º - Pela Bíblia é bem diferente. Veja estes textos Bíblicos:
"Eu detesto o divórcio, diz o Senhor Deus de Israel, e aquele que cobre de violência as suas vestes, diz o Senhor dos Exércitos. Portanto cuidai de vós mesmo, e não sejais desleais." Mat. 2:16
"Mas desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso, deixará o homem a seu Pai e a sua mãe e unir-se-á a sua mulher e serão uma só carne. Portanto, o que deus ajuntou não o separe o homem." Marcos 10: 6 a 9.
"Eu vos digo, porém que qualquer que repudiar a sua mulher, não sendo por causa da prostituição e casar com outra, comete adultério, e o que casar com a repudiada também comete adultério." Mateus 19:9
Em toda a Bíblia, a monogamia é o plano de Deus. O segundo casamento poder acontecer segundo a Bíblia em dois casos:
Primeiro caso: Um dos cônjuges adultera, e então a parte inocente tem direito a um novo casamento.
Segundo caso: Um dos cônjuges vêm a falecer, ai é óbvio como diz o sacerdote em toda cerimônia religiosa: "até que a morte os separe." Após a morte de um dos cônjuges, o outro fica livre e desimpedido para contrair um novo matrimônio.

III - POR QUÊ SE DIVORCIA TANTO HOJE?
Há pelo menos dez motivos, os mais comuns, apresentaremos aqui, para que você faça um estudo e verifique se o seu casamento não está em perigo, ou em estado de alerta.
a) Incompatibilidade de gênios. (não estou dizendo que este é um motivo justo, só estou apresentando alguns motivos pelos quais as pessoas se divorciam).
b) Infidelidade conjugal. Amantes, casos extraconjugais, etc.
c) Insatisfação matrimonial ou exageros. O que não está bom em casa, vou procurar fora....
d) Falta de tato nas palavras. Qualquer pequena diferença vira uma tremenda guerra...
e) Finanças: quem controla, quem gasta, quem ganha mais, dívidas...
f) Filhos: quem educa, como se educa, quem fica com eles e quem não fica...
g) Julgo desigual: religião, cultura, idade,... o que antes parecia não ter problemas, agora começa a complicar...
h) Televisão: Tira o tempo do diálogo, da "reunião" em família, "rouba" um cônjuge do outro. A TV, se mal usada, pode trazer sérios problemas para a família.
i) Acidentes. Ficar inválido por causa de um acidente, precisar de apoio constante e o cônjuge por não se adequar àquela situação deprimente procura um novo caso.
j) Interesse nos bens." Quero ficar com a herança dele..."

Como informação, aqui apresento os três regimes de bens no casamento, apenas um vislumbre geral, se você precisar de mais detalhes, procure um advogado:
a) Comunhão Universal ou total de bens: todos os bens se comunicam, tudo o que os dois tem, soma-se e divide-se por dois igualmente.
b) Comunhão Parcial de bens: é o mais usado. Os bens que ambos adquirirem juntos após o casamento serão divididos em 50% para cada um. Mas o que o marido, por exemplo, receber de herança é só dele, ou o que ela receber de herança é só dela.
c) Separação total de bens: é usado normalmente para casais quando os cônjuges tem mais de 6O anos. Ou seja, cada um tem o seu, e não se mistura nada com o outro, cada um com o seu, e só.

Infelizmente, alguns divórcios tem em vista este detalhe materialista, é uma dura realidade, mas é a verdade.
Muitos outros motivos poderiam ser aqui apresentados, pois quando se quer uma coisa, sempre se arruma um motivo, e se defende de tal maneira, que não aceita-se a hipótese de estar errado...

IV - COM EVITAR O DIVÓRCIO?
a - Procure detectar o que está separando você do seu cônjuge. Qual é o motivo da frieza no amor.
b - Ciente da razão do problema que está ocasionando uma separação, procure imaginar quais sãos as possíveis soluções de como resolver o problema.
c - Algumas dicas de como resolver alguns problemas conjugais e familiares:
1º - Um bom diálogo. Com um bom tempo, num local em que não haja interrupções, às vezes é necessário marcar hora, não se acanhe se isto for necessário.
2º - Participar de encontros ou cursos de casais. Patrocinados por igrejas ou outras entidades que visam o bem estar da família. Nestes encontros geralmente são apresentadas boas palestras por médicos, psicólogos ou conselheiros matrimoniais. São dadas dicas de como vencer os problemas do casal, também existem trabalhos em dupla, onde o casal conversa descobrindo juntos novas e boas perspectivas para a família. Um encontro de casais quando bem dirigido, é útil não somente para casais que estão em crise, mas também para renovar os votos do matrimônio que acredita estar bem.
3º - Ler livros da área. Diz o ditado: "O homem que mais lê, mais sabe, mais ouve, mais vê." Não estou ganhando nenhum "cachê" para recomendar estes livros que na minha avaliação são os melhores para qualquer casal:

FELIZES NO AMOR - Editora: Casa Publicadora Brasileira
O MITO DO CASAMENTO PERFEITO - Mundo Cristão
O MITO DA GRAMA MAIS VERDE
35 SUGESTÕES PARA MELHORAR SEU CASAMENTO.
4º - Não espere ser amado, ame primeiro. Amar é dar, e não receber. Cultive boas atenções, palavras bondosas, surpresas positivas, um elogio na hora certa, lembre-se das datas especiais, lembre-se que o casamento é como uma plantinha, ela vai crescer de acordo com seu cuidado e carinho, os resultados serão conseqüências do seu investimento.
5º - Procure um profissional para lhe ajudar. Um pastor, um psicólogo, estes profissionais tem um código de ética, quando você pode contar seus mais íntimos problemas e eles tem o sigilo profissional. Não conte seus problemas mais íntimos para outros que não pessoas experientes ou gabaritadas para lhe ajudar, pois isto revela problemas do casal que pode desvalorizar a individualidade do casal.
6º - A melhor de todas as opções: Aproxime-se mais de Deus. No livro de Salmos 127:1 está escrito." Se o Senhor não edificar a casa em vão trabalham os que a edificam." Não adianta ter uma residência com os melhores materiais de construção, ou os melhores móveis e eletrodomésticos, se Deus não edificar a família, isto não vai trazer a felicidade completa. Os problemas por pior que sejam, se todos os outros passos foram seguidos e não adiantou nada, esta é a melhor saída pois Filipenses 4:13 revela: "Tudo posso naquele que me fortalece."
Deus, somente Deus, pode unir mais a família, pois foi Ele quem criou o homem e a mulher, foi Ele que instituiu e realizou o primeiro casamento, e é Ele o maior interessado em que você seja feliz com o seu cônjuge, portanto, tenha comunhão com Deus na vida particular, no culto doméstico em família e em sua igreja/comunidade. Pois se Seus é por nós, que será contra nós?


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41 - O que a Bíblia diz sobre o sexo após o casamento? Existe algum limite? Pode haver algum tipo de pecado?

Vivemos numa época com marcas de profunda depravação e imoralidade. Os diversos meios de comunicação, oferecem à nossa sociedade, sugestões explícitas ou implícitas do sexo. Comerciais, programas diversos, especialmente humorísticos, filmes, revistas, piadas, etc, são métodos e maneiras que oferecem para a mente do ser humano, o apetite sexual, o adultério, sem preconceitos ou normas. Algumas literaturas inclusive, sob o disfarce de "orientação sexual", trazem orientações que às vezes entram em choque com os princípios da Palavra de Deus.
Será que a Bíblia oferece algum tipo de recomendação sobre o sexo para o cristão?
Vamos analisar, o que a Bíblia diz a respeito:
O homem e mulher foram criados por Deus. O casamento e o sexo também foram criados por Deus. O sexo não é pecado, pois deus nos criou assim como somos, homem e mulher. Gênesis 1:25 diz que Adão e Eva no jardim do Éden estavam nus, e não se envergonhavam. Portanto o sexo não é pecado, o que é pecado é a deturpação do sexo.

A CONDUTA SEXUAL DO CRISTÃO - ESTUDO BÍBLICO

I - O que diz a Bíblia sobre o matrimônio?
Hebreus 13:4: "Honrado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula..."

II - O que Deus diz sobre a fidelidade do casal?
Êxodo 20:14: "Não adulterarás." A infidelidade conjugal é pecado, pois transgride claramente um dos mandamentos de Deus.

III - Deve haver algum tipo de controle ou o sexo é totalmente livre?
Gálatas 5:19 diz que "os frutos da carne são prostituição, impureza, lascívia..." etc.
Sabemos que a Bíblia apresenta os frutos do Espírito e os frutos da carne. Portanto, desagrada a Deus, a prostituição e lascívia. O dicionário Aurélio declara que lascívia significa: luxúria, libidinagem, sensualidade. Lascivo significa desregrado. Ou seja, a pessoa que não tem regras em sua vida íntima, é lascivo, e desagrada a Deus.
I Pedro 3:7 diz: "Igualmente vós maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco..."
Portanto é fácil concluir, que o ato conjugal não deve ser lascivo, algo sem regras, e é fácil interpretar que o ato conjugal deve ser feito com entendimento.

IV - Existe alguma recomendação sobre a paixão desenfreada?
I Tessalonicenses 4:4 a 8 "que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não na paixão de concupiscência..."concupiscência significa apetite sexual excessivo.
A Bíblia dá a entender, que os excessos são condenados, pois o nosso corpo deve ser conservado em santificação e honra.

V - O que é o nosso corpo segundo a Bíblia?
I Coríntios 6:15 a 20: verso 19 "ou não sabeis que o nosso corpo é tempo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus e que não sois de vós mesmos?"...
Precisamos refletir se o ato conjugal está ou não honrando a Deus. Nosso corpo, é o templo do Espírito Santo, a morada de Deus. Cada órgão criado tem suas funções específicas, desvirtuá-los seria sair da forma original de como Deus nos criou.

VI - Que excessos perigosos podem ser acobertados pelo manto conjugal?
I Cor. 7:5 e 23: "Não vos priveis um ao outro..." o negar-se, "...não vos façais servos dos homens." e o escravizar-se.

VII - Como Deus considera as práticas sexuais anormais? Gen. 38:9 e 10 Más.(Ex.Omã)

VIII - Pode um homem ter mais que uma mulher, ou uma mulher ter mais que um homem?
Mateus 19:4 a 6 e 9 Jesus diz:"...e serão os dois uma só carne... portanto o que deus ajuntou não o separe o homem... e qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa da prostituição e casar com outra, comete adultério..." Êxodo 20:14 é claro também ao afirmar nos mandamentos de deus: "Não adulterarás".

IX - Que prejuízo sofre aquele que se entrega ao sensualismo?
Diz a palavra de Deus em Oséias 4:11: "A sensualidade, o vinho e mosto tiram o entendimento."
I Pedro 3:7 recomenda que os maridos coabitem com a esposa com entendimento, para que não sejam interrompidas as vossas orações.

X - O que a Bíblia diz sobre o homossexualismo e o lesbianismo?
Romanos 1:26 e 27, e Lev. 18:22, declaram que é abominação e torpeza ao Senhor.

XI - Pode um homossexual ou adúltera, serem perdoados e salvos?
S. João 8:11, Prov.28:13, I Cor. 6:10, Ezequ.33:14-16

XII - Que advertência fez Jesus sobre a cobiça sexual?
Mateus 5:28 "...qualquer que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério; é, portanto, pecado.

XIII - Qual a melhor maneira que a Bíblia aponta para evitar a sedução sexual?
Prov. 5:8 - "...afastar-se, 6:25 não cobice e nem te prendas com os teus olhos..."
I Cor. 5:9 "...não vos associeis... com os que se prostituem."
Filipenses 4:8 pensar em coisas sadias:" Quanto ao mais irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum valor, nisto pensai."

XIV - Qual será o destino dos que continuarem na prática do mal?
I Cor. 6:10 "Não erreis, nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas... herdarão o reino dos céus." Terão a perdição.

XV - Deus julgará uma pessoa também pela sua vida íntima sexual?
Eclesiastes 12:14: "Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau."
XVI - Como podemos obter a vitória em todos os sentidos em nossa vida?
S. João 15:5 disse Jesus: "Eu sou a videira, vós as varas: quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer."

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42 - Horóscopo e Astrologia

Em primeiro lugar, é preciso destacar que a astrologia não é uma crença moderna, como alguns pensam. Pelo contrário, é antiquíssima, e aprofunda suas raízes no atoleiro das superstições ancestrais do homem. Em realidade, o senso comum e a experiência a rechaçam.
Faz mais de cinco mil anos que Ninrode, o grande caçador do Antigo Testamento, o primeiro poderoso da Terra, quis dar expressão ao seu poder fazendo construir na terra de siner uma torre cuja ponta chegasse ao céu.
A torre de Babel é o mais velho monumento levantado pelo orgulho do homem. Ninrode, que significa "rebelde", tentou edificar uma torre tão alta que de cima pudesse perscrutar as estrelas do céu, para buscar no espaço sideral um deus novo um deus que se adaptara a seus próprios pensamentos e se ajusta à sua prepotência.
No fundo, a astrologia é um resultado da incredulidade do homem na revelação de Deus. O propósito de Ninrode, ao planejar a torre de Babel, estava baseado na incredulidade.
Deus havia prometido que não haveria outro dilúvio e pôs nas nuvens o arco de seu concerto. Mas Ninrode desprezava as promessas de Deus. Sua atitude era uma maneira de dizer." Deus nada tem a ver com o dilúvio: tudo foi resultado de causas materiais". Vamos - disse com arrogância - edifiquemos uma cidade e uma torres, e tornemos célebre o nosso nome... Se sobrevier outro dilúvio, subiremos à torre e escaparemos das águas!
Sua determinação representava um ataque direto à religião de Noé, que era a religião revelada do Deus verdadeiro.
Com sua vã interrogação das estrelas, Ninrode lançava as bases da astrologia na terra de Sinear. Ele era um homem poderoso, que na euforia de seu poder queria afrontar os propósitos divinos! Era o espírito do Anticristo que começava a manifestar-se no mundo!
Assim, como a "astromancia" chegou a ser na antigüidade a religião de Nínive e Babilônia, a astrologia veio a ser como uma espécie de religião para as multidões sem Deus da era presente.
Em tempos de decadência moral, quando não há paz no coração e predomina a incerteza; quando o horizonte está escuro e vive sem esperança, então o homem sente a tentação de ir em busca dos agoureiros do porvir, para que eles apresentem algo melhor que sua infortunada vida presente.
Deus dá ao ser humano o hoje. sim, o agora é nosso. mas o amanhã não nos pertence, porque o futuro forma parte da eternidade de Deus.
Jesus mandou que Seus seguidores não estivessem ansiosos pelo amanhã, dizendo-lhes: "Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber, nem pelo vosso corpo pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que as vestes? ... Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça..."(Mateus 6:25,33).
Um outro fator importante que gostaríamos de destacar é a relação entre a astrologia e o ocultismo. Por uma estranha afinidade, não são poucos os adeptos da astrologia que o são também do ocultismo, do embuste dos videntes, da ciência oculta, da projeção astral, das drogas, e de outras formas de bruxaria. São os que vivem rodeados de superstições como: derramar sal, quebrar um espelho, passar debaixo da escada, etc.

HORÓSCOPOS - O homem ou a mulher que para suas decisões depende do horóscopo está renunciando deliberadamente a seu alto privilégio de ser livre, criado à imagem de Deus. São as mesmas pessoas que quando escutam o evangelho dizem que não podem crer. Não podem crer na verdade do evangelho do Cristo, mas não tem dificuldade de crer nas fantasias do homem.
No entanto, não podemos desconhecer que há pessoas de boa fé que caem nas redes da astrologia, mesmo quando a boa fé não diminui a gravidade de seu erro nem evita suas faltas conseqüências.
O fato de a astrologia ser uma ciência de segunda categoria até que poderia ser desculpado, se ela nos desse boas dicas. Mas o tempo provou que ela não acerta mais do que em simples livro de conjecturas.
Um físico, por exemplo, checou a data de nascimento de milhares de cientistas políticos listados no "Quem é Quem americano". De acordo com a astrologia, as pessoas de determinados signos tendem a seguir a carreira política ou científica. O que ele descobriu, no entanto, é que os signos das pessoas observadas variavam tanto quanto o do público em geral. Mais um exemplo: um psicólogo da Universidade do Estado de Michigan obteve os dados sobre centenas de pessoas que tinham casado e divorciado, e descobriu que a taxa de separação entre os casais unidos sob signos "compatíveis" era equivalente à taxa verificada entre os de signos "incompatíveis".
Outro cientista, um estatístico francês, realizou um amplo estudo sobre a vida e o signo de 15 mil profissionais bem sucedidos. Conclusão: nenhum vínculo especial entre o sucesso profissional e as influências astrológicas.
As dicas e previsões dos horóscopos costumam ser tão genéricas que qualquer pessoa pode relacionar algum ponto delas com a sua vida.
Um bom exemplo disso é fornecido pelo estudo do estatístico francês que mencionamos. Através de um jornal, ele ofereceu horóscopos personalizados. Cerca de 150 pessoas responderam. Então ele enviou para cada uma delas exatamente a mesma informação, e perguntou quão bem a descrição batia com sua realidade. Surpresa: 94 por cento delas disseram que reconheciam a si próprias - 94 por cento das pessoas que tinham recebido o horóscopo de um grande assassino.
A astrologia tem vários problemas. Destacamos alguns: baseia-se em "má" astronomia. Nenhuma constelação está onde os astrólogos dizem estar, nem mesmo os signos do zodíaco; a astrologia nega que o Sol seja o centro do nosso sistema planetário. Embora os astrólogos relutem em admitir isso, todo o seu trabalho está baseado na idéias de que a Terra, não o Sol, é o centro ao redor do qual os outros planetas giram. Esta teoria era aceita até que Copérnico desbancou-a em 1540. A astrologia não acompanhou o novo ponto de vista. A astrologia também tem problemas com os gêmeos. Segundo as leis da astrologia, os gêmeos são influenciados pelos mesmos planetas e têm os mesmos traços hereditários. Logicamente, se duas crianças que nascem com minutos de diferença, sob o mesmo signo do zodíaco, seu futuro astrológico deveria ser muito parecido. Mas isso não acontece, e os astrólogos são incapazes de explicar as diferenças. Um outro sério problema é que a astrologia também rejeita a pessoa de deus. Será que os planetas possuem uma consciência? Por incrível que pareça, astrólogos modernos defendem a idéia de que o sistema solar tem uma espécie de consciência coletiva e vontade. Acreditam numa super consciência que atua sem Deus e além de Deus. É uma filosofia panteísta na qual poder de deus permeia cada coisa - um claro indício de que a astrologia vem do paganismo.
Diante disso, como é possível acreditar na astrologia? Não sei. Seu sucesso se deve talvez às promessas de sorte, dinheiro, trabalhos vantajosos, bons relacionamentos, compreensão do futuro, a felicidade. Tudo não passa, porém, de fraude. Afinal, ele não oferece nada disso. Por esta razão, a bíblia a condena fortemente. Diz Levítico 19:31 "Não vos voltareis para os necromantes, nem para os advinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles". O profeta Isaías, dirigindo-se à Babilônia exclama: "Levantem-se, pois, agora os que dissecam os céus e fitam os astros, os que cada luva nova predizem o que há de vir sobre ti". (Isaías 47:13).
De acordo com a Bíblia, as estrelas realmente falam. Mas sua mensagem não é a dos astrólogos. "Os céus declaram a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras de Suas mãos", diz o Salmo 19. Aí está então o que elas dizem.
A verdadeira mensagem das estrelas é que h[a um deus pessoal, amoroso e sábio, cheio de poder, que criou o Universo e cuida de tudo. O que as estrelas dizem, no fundo, [e que nas mãos desse Deus você estará bem.

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43 - Os dinossauros existiram? Se existiram, quando foi? Porque não existem mais?

Apalavra dinossauros vem de duas palavras gregas "denios" que significa terrível e "sauros" que significa lagarto, portanto, dinossauros seria terrível lagarto, animal terrível.
Sua existência não pode ser negada, pois os paleontólogos tem descoberto ossos e esqueletos de dinossauros em todas as partes do mundo, com exceção da Antártida.
Paleontólogos são especialistas em paleontologia, ciência que estuda animais e vegetais fósseis, ou melhor, cientista que estuda coisas que existiram há muito tempo. E fóssil é vestígio ou resto petrificado ou endurecido de animais ou vegetais que habitaram na terra, e que não perderam suas características essenciais.
O maior dinossauro foi encontrado no sítio arqueológico de Tendaguru na Tanzânia. Foi descoberto por expedições alemãs no período de 1909-11 e os osso foram reunidos no museu Humboldt de ciências naturais em Berlim, Alemanha. Media 22m e 2cm de comprimento total, altura da cabeça erguida 14 metros, sendo de peso provável entre 30 a 40 toneladas.
O mais pesado é provavelmente o titanossaurídeo, da Argentina e da Índia que pode pesar entre 40 a 80 toneladas.
O mais longo dinossauro conhecido a partir de um esqueleto completo, é o diaplocídeo, montado no museu Carnegie em Pitsburg, Pensilvânia Estados Unidos, a partir dos restos encontrados em Wyoming em 1899.
Aqui no Brasil, em Souza na Paraíba, também foram encontrados vestígios e indícios da existência de dinossauros.
Os dinossauros que os paleontólogos descobriam eram gigantescos. Um deles pesava 75 toneladas e se estivesse em pé, ele poderia olhar nas janelas do quarto andar de um prédio. Alguns tinham chifres no focinho. Outros tinham bicos como o de pato. Alguns tinham couraças de ossos nas costas ou colares de ossos ondulados. Alguns viviam em pântanos e rios. Outros viviam nas planícies.
Eles realmente existiram. As provas existem e são claras. Agora então vem a pergunta: Quando existiram? Por quê não existem mais?
Partamos do princípio de que somos criacionistas e não evolucionistas. Acreditamos num deus que criou todos os seres vivos deste planeta, não acreditamos na evolução das espécies, ou que o homem tenham vindo do macaco. Acreditamos que os dinossauros tenham existido antes do dilúvio. Em Gênesis 1:28 lemos o seguinte: "E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai, multiplicai-vos, e enchei a terra, e SUJEITAI-A; e DOMINAI sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre TODO O ANIMAL QUE SE MOVE SOBRE A TERRA." Note que Deus concedeu alguns poderes e privilégios aos nossos primeiros pais, quando disse:
"multiplicai-vos" referindo-se a reprodução da espécie humana.
"enchei a terra e sujeitai-a" ou seja domine toda a terra.
"dominais... os peixes, as aves e todo animal que se move sobre a terra" aqui está a chave para a nossa questão. Os animais gigantescos, os dinossauros, na criação não eram uma ameaça a espécie humana, pois o homem os dominava. O leão, o urso, os tigres, leopardos, animais que hoje achamos perigosos e os dinossauros, todos eram sujeitos ao homem. O homem dominava os animais, e os animais lhes eram sujeitos, e não ofereciam nenhum risco de vida para o homem. Deus não criou os animais para serem uma ameaça ao homem. Foi o pecado que quebrou esta harmonia, este domínio do homem sobre os animais. Note o que diz Gênesis 6:11 "A terra porém estava corrompida diante da face de Deus: e encheu-se à terra de violência." A paz e harmonia que havia no Éden foi substituída pela violência que diz a Bíblia, enchia a terra.
Outro texto chave para responder a questão de como desapareceram os dinossauros, está em Gênesis 6:7, note o que está escrito:
"E disse o Senhor: destruirei de sobre a face da terra, o homem que criei, desde o homem até o animal... porque me arrependo de os haver feito." Deus declarou aqui a destruição do homem e dos animais. Nos versos anteriores, precisamente no verso 4, diz a Bíblia que havia homens gigantes na terra e note amigo ouvinte, que Deus não pediu para selecionar homens gigantes para entrar na arca, para preservar a espécie, e nem animais gigantescos como os dinossauros, que com certeza, não caberiam na arca.
Por que Deus não salvou os dinossauros do dilúvio? Não é pelo simples fato de não caberem na arca, pois Deus poderia tê-los preservado por inúmeras maneiras. Como o homem pecou, toda a natureza foi afetada, os animais deixaram de ser sujeitos ao homem e então se tornaram uma ameaça para a espécie humana. Foi para proteger a espécie humana dos incontroláveis animais gigantescos, que deus permitiu que os dinossauros tivessem fim no dilúvio. Prova disto, que os ossos e fósseis são encontrados em escavações sob a terra, mostrando as evidências do dilúvio que cobriu todo o planeta.
Cientistas, obras literárias, filmes e museus apresentam outras teorias sobre o fim dos dinossauros.
Alguns cientistas dizem que os dinossauros se tornaram tão grandes que não puderam mais cuidar de si mesmo. Outros afirmam que os ovos de dinossauros, foram comidos por outros animais. Outros cientistas acham que eles morreram porque a Terra se tornou quente demais. Um imenso meteoro, uma estrela cadente, passou muita próxima a terra, ou explodiu num espaço sideral próximo... Outros ainda acham que os dinossauros perderam a existência numa epidemia. Enfim, para os que não acreditam na Bíblia e no dilúvio, a morte repentina dos dinossauros é um tremendo mistério.
Somos privilegiados pois acreditamos num Deus que se revela, pela Natureza, pelo seu Filho Jesus Cristo e pela Bíblia. Que nos orientam em tudo o que for necessário, de onde viemos, porque estamos aqui e para onde vamos. Graças a Deus pela Bíblia, as Santas Escrituras, que revelam o profundo e o escondido, aquilo que tantos cientistas buscam e não encontram, nós cristãos achamos muitas vezes, pela fé na Palavra de Deus. Respeitamos os cientistas que usam de dedicação e estudo para suas pesquisas e declarações. Mas de que adianta toda ciência do mundo sem acreditar em Deus? A Bíblia, e a Bíblia só, é a carta de Deus para o homem. Fazemos bem em estudá-la, compreendê-la e certamente, este hábito transformará a nossa vida, e nos fará não superiores aos outros, mas filhos e filhas de Deus, que conhecem os caminhos e seu fim, e nos constrangerá a amar mais o nosso Deus e ao nosso próximo.
Concluímos então com um resumo: Os dinossauros realmente existiram. Foram destruídos por ocasião do dilúvio. Deus permitiu que não existissem mais, pois eles se tornaram uma perigosa ameaça a espécie humana. Espécie humana esta, que ele ama tanto, que logo depois Ele enviou seu único filho para resgatar e salvar o homem que havia se perdido. Foi o amor de Deus por nós, mais uma vez, que trouxe a razão deste fato.

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44 - Cristo é Deus, ou não? Existe desde a eternidade? Maior, igual ou menor que Deus Pai?

Se há uma pergunta teológica que tem suscitada mais respostas que nenhuma outra, é a pergunta que Jesus dirigiu a Seus discípulos: "Quem diz o povo ser o Filho do homem? " Mateus 16:13.
Desde o começo do cristianismo, estas perguntas tem suscitado acaloradas polêmicas. E não foram poucos os concílios da Igreja que tiveram como tema importante de discussão e decisão a natureza da pessoa de Cristo. O Sínodo de Antioquia, em 268 DC; Calcedônia, 451 DC; Constantinopla, novamente em 680 DC. Cada um deles emitindo documentos com opiniões diferentes sobre o assunto.
Não vamos discutir essas resoluções de concílios. A base de nossa programa é a Bíblia e a Bíblia vai responder claramente este assunto.
Como cristãos cremos em Cristo como filho de Deus? Sim, há uma resposta segura para essa indagação: a fé é baseada na fonte de todas as fontes, a Palavra de Deus. Essa fonte não nos deixa em trevas com respeito à identidade de Cristo, ela O revela o Filho de Deus e também o filho do Homem.
Pode parecer irrazoável apresentar evidências adicionais àquelas apresentadas pela Bíblia. O testemunho de Seu Pai já seria perfeitamente suficiente para elucidar essa questão. Entretanto, consideremos dois pontos sobre a filiação de Cristo: Sua pré-existência e divindade.

PRÉ-EXISTÊNCIA

A pré-existência do Filho de Deus não pode ser questionado. A Palavra de Deus, que é o fundamento de nossa fé, não deixa aí qualquer margem para dúvidas. Ambos, Velho e Novo Testamento ensinam de modo definido e claro que Cristo era Um com o Pai antes de Sua encarnação. Observe, prezado ouvinte, a forma positiva como esta verdade é apresentada pela Palavra Inspirada. Moisés escrever: "De eternidade a eternidade Tu és Deus." Salmo 90:2.Cristo, na qualidade de Deus, apresentou-Se a Seu povo, através de Moisés, como "Eu Sou". "Disse Deus a Moisés: Eu Sou o que sou. disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: Eu Sou me enviou a vós outros." Êxodo 3:14.
Quando esteve na Terra, certa vez os judeus Lhe perguntaram: "És maior do que o nosso pai Abraão alegrou-se por ver o Meu dia, viu-o e regozijou-se." Estas palavras levaram os judeus a fazer uma nova pergunta: "Ainda não tens cinqüenta anos, e vista Abraão? " replicou-lhes Jesus: "Em verdade, em verdade Eu vos digo: Antes que Abraão existisse, EU SOU." João 8:53,56-58. Por meio dessa afirmação, Cristo não somente confirmou Sua pré-existência, mas também Sua divindade. Aqueles que O ouviram dizer "Antes que Abraão existisse Eu Sou", reconheceram as implicações dessa declaração e se dispuseram a apedrejá-Lo, castigo com que os judeus puniam a blasfêmia.
Através do profeta Isaías, o Senhor é descrito como o "Alto, o sublime, que habita a eternidade". Isaías 57:15. O profeta Miquéias, que profetizou o lugar do Seu nascimento, torna clara a pré-existência de Cristo através das Palavras: "Cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade". Miquéias 5:2. Salomão também proclama Sua pré-existência de forma explícita: "O Senhor me possuía no início de Suas obras, antes das obras mais antigas. Desde a eternidade fui estabelecida, desde o princípio, antes do começo da Terra." Prov. 8:22 e 23.[O testo se refere à sabedoria do Criador].
Após a leitura dessas declarações, apenas algumas dentre as muitas existentes no Velho Testamento, podemos compreender melhor o que Jesus quis dizer, quando ainda estava na Terra: "Eu Sou o Pão vivo que desceu do céu." João 6:51 "E agora, glorificai-Me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que Eu Tive junto de ti, antes que houvesse o mundo." João 17:5.
O apóstolo Paulo não deixa margem para qualquer dúvida sobre sua crença na pré-existência de Cristo. Ele o anunciava como eterno, onipotente. igual ao Pai, e Aquele, por meio do qual o mundo foi feito. Ouça: "Pois nEle foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a Terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dEle e para Ele. "Colossenses 1:16 e 17. Essas palavras não poderiam ter sido escritas se Cristo não houvesse existido antes de nascer como um bebê em Belém.
Que Cristo é e era "antes de todas as coisas" evidencia-se ainda mais através do seguinte comentário:
"O Senhor Jesus Cristo, o divino Filho de Deus, existiu desde a eternidade, como uma pessoa separada, ainda que Um com o Pai. Ele era a transcendente glória do Céu. Era o comandante das hostes celestes, e a reverente adoração dos anjos era por Ele recebida como um direito Seu. E isso não era qualquer usurpação do louvor a Deus...
"Há luz e glória na verdade de que Cristo era Um com o Pai antes que os fundamentos do mundo fossem estabelecidos. É uma luz brilhando em lugar escuro, tornando-a resplendente com a glória divina. Esta verdade, infinitamente misteriosa em si mesma, esclarece outras misteriosas e diferentemente inexplicáveis verdades, enquanto é abrigada em luz inacessível e incompreensível." - E. G. White, Review and Herald, 5 de abril de 1906.
Considerando esse ponto, podemos estar seguros de que Jesus é o Filho de Deus, em razão de Sua pré-existência.

DIVINDADE

Não seguimos "fábulas ardilosamente imaginadas" quando cremos na divindade de Cristo. Através da Bíblia Ele é apresentado com o "Eterno Deus, o Criador da Terra", como Aquele que "entendeu os Céus como cortina". Por certo ninguém pode ser tão tolo em crer que um mero ser humano poderia criar os céus e a Terra do nada, sem qualquer matéria pré-existente, ou crer que tudo isso "simplesmente apareceu do acaso". Foi o divino Filho de Deus, Aquele que Se tornou Emanuel, Deus conosco, quem "falou, e tudo se fez; Ele ordenou e tudo passou a existir". Salmo 33:9.
A divindade de Jesus foi novamente anunciada por Seu Pai: "mas, acerca do Filho: o Teu trono ó Deus, é para todo o sempre, e: Centro da eqüidade é o centro do Seu reino". Hebreus 1:8. Somos impressionados pela Bíblia, com a íntima relação entre Cristo, o Filho, e Deus, o Pai. Sua obra conjunta na criação do homem é expressa claramente em Gênesis 1:26: "Façamos o homem a NOSSA imagem, conforme a NOSSA semelhança." As palavras FAÇAMOS e NOSSA, sugerem a coexistência e a cooperação entre o Pai e o Filho ao criarem o homem à imagem divina. Já o primeiro capítulo da Bíblia revela a divindade do Filho - Jesus. A singularidade do Filho e Sua igualdade com o Pai são provas definitivas de Sua divindade. Quando esteve na Terra, Ela afirmou: "Eu e o Pai somos Um." Em Sua oração sacerdotal disse: "Pai Santo, guarda-os em Teu nome, que Me deste, para que eles sejam um, assim como Nós." João 10:30; 17:11.
A respeito de Sua igualdade com o Pai e a revelação de Seu caráter, enquanto esteve neste mundo, lemos:
"Cristo veio ao mundo para revelar o caráter do Pai e redimir a raça caída. O Redentor do mundo era igual a Deus. Sua autoridade era a própria autoridade de Deus. Ele mesmo declarou que Sua existência eternamente ligada à existência do Pai. A autoridade com que falava, os milagres realizados, eram parte de Si mesmo, pois Ele mesmo afirmou que Ele e o Pai são um..."
"Como legislador, Jesus exercia a autoridade de Deus; Seus mandamentos e decisões eram sustentados pela soberania do trono eterno. A glória do Pai era revelada pelo Filho; Cristo tornou manifesto o caráter do Pai. Ele estava tão perfeitamente ligado com Deus, tão completamente envolvido por Sua luz, que aquele que visse o Filho, estaria vendo o Pai. Sua voz era a voz de Deus." - Ellen G. White, Review and Herald, 7 de janeiro de 1890.
Cristo admitiu Sua própria divindade, aceitando o título "Filho de Deus", e confirmou o testemunho de outros indicando-O como o "Filho de Deus". Esse título, mais do que os outros, personifica Seu relacionamento ímpar com o Pai.
Como resumo das evidências de Sua divindade, podemos enunciar as seguintes:
I - Sua pré-existência;
II - Sua proclamação como o Filho de Deus;
III - Sua ressurreição;
IV - Seu poder para perdoar pecados;
V - Sua promessa em relação à vida eterna;
VI - Sua proclamação como o Salvador do mundo;
VII - Sua unidade como Pai.
Essas evidências da divindade de Cristo nos levam a crer como o apóstolo Paulo: "Nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade." Colossenses 2:9.
Também é importante ressaltar aqui neste programa que as Sagradas Escrituras são igualmente claras ao apresentar Cristo como o Filho do homem. Também é bom lembrar que "a doutrina da encarnação de Cristo na raça humana é um mistério, "o mistério que tem sido oculto através dos séculos e das gerações". É o grande e profundo mistério da bondade". Ellen G. White, Review and Herald, 5 de abril de 1906.
Jesus reconheceu ser Filho do homem quando perguntou certa vez: "Quem diz o povo ser o Filho do homem?" Mateus 16:13. Ele é a Criancinha de Belém, o humilde Galileu, o Carpinteiro, a Semente da mulher. Sim, Ele é o Verbo que "Se fez carne e habitou entre nós". João 1:14. Paulo referiu-se a Ele como o Filho do homem em sua epístola aos Filipenses 2:6 e 7: "Pois ele, substituindo em forma de Deus não julgou como usurpação ser igual a Deus: antes a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-Se em semelhança de homens: e reconhecido e figura humana."
A humanidade de Cristo se torna mais real para nós quando sabemos que Ele era submisso a Seus pais. Ele cresceu fisicamente até Se tornar adulto. Ele lutou pelo pão de cada dia. Alegrou-Se e também chorou. Embora Sua natureza fosse superior à natureza humana, como o unigênito Filho de Deus, e superior em Seu trabalho de revelar o Pai, podemos verdadeiramente afirmar, sem reservas, que Ele assumiu todas as condições da natureza humana, tomando sobre Si as limitações necessárias para Se tornar como nós - um Homem entre os homens.
Humano, ao mesmo tempo divino. Mesmo sendo o "Pão da vida", Ele sentiu fome; como a "Água da Vida", Ele disse. "Tenho sede". Ele viveu sobrecarregado, de fadigas e preocupações, porém, prometeu: "Eu vos darei descanso." Ele chorou, mas "lhes enxugará dos olhos toda a lágrima". Ele morreu, mas Se tornou o único em quem podemos ter a vida eterna.
A razão por que Ele tomou sobre a Si a natureza é apresentada no seguinte texto: "Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, deles também Ele, igualmente, participou, para que, por Sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo... Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-Se das nossas fraquezas, antes foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado." Hebreus 2:14; 4:15.
Quando pensamos em Jesus, Aquele que desde a eternidade partilhou da glória do Seu Pai celeste, e que por milagre veio a Terra para Se tornar um Homem entre os homens, para levar sobre Si nossas dores, palavras são insuficientes para tentar expressar nossa admiração por Ele. Podemos apenas dizer, como João: "Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, ao ponto de sermos chamados filhos de deus." I João 3:1.

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45 - Qual é a origem e significado da Páscoa? Como surgiu a idéia do coelho e ovos de chocolate? E por que na sexta-feira dizem que não se deve comer carne mas sim peixe?

A páscoa pode cair em qualquer domingo entre 22 de março e 25 de abril. Tem sido modernamente celebrada com ovos e coelhos de chocolate com muita alegria. O moderno ovo de páscoa apareceu por volta de 1828, quando a indústria de chocolate começou a desenvolver-se. Ovos gigantescos, super decorados, era a moda das décadas de 1920 e 1930. Porém, o maior ovo e o mais pesado que a história regista, ficou pronto no dia 9 de abril de 1992. É da Cidade de Vitória na Austrália. Tinha 7 metros e dez centímetros de altura e pesava 4 toneladas e 760 quilos. Mas o que é que tem a ver ovos e coelhos com a morte e ressurreição de Cristo?
A origem dos ovos e coelhos é antiga e cheia de lendas. Segundo alguns autores, os anglo-saxões teriam sido os primeiros a usar o coelho como símbolo da Páscoa. Outras fontes porém, o relacionam ao culto da fertilidade celebrado pelos babilônicos e depois transportado para o Egito. A partir do século VIII, foi introduzido nas festividades da páscoa um deus teuto-saxão, isto é, originário dos germanos e ingleses. Era um deus para representar a fertilidade e a luz. À figura do coelho juntou-se o ovo que é símbolo da própria vida. Embora aparentemente morto, o ovo contém uma vida que surge repentinamente; e este é o sentido para a Páscoa, após a morte, vem a ressurreição e a vida. A Igreja no século XVIII, adotou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo. Assim foi santificado um uso originalmente pagão, e pilhas de ovos coloridos começaram a ser benzidos antes de sua distribuição aos fiéis.
Em 1215 na Alsácia, França, surgiu a lenda de que um dos coelhinhos da floresta foi o animal escolhido para levar um ninho cheio de ovos ao principezinho que esta doente. E ainda hoje se tem o hábito de presentear os amigos com ovos, na Páscoa. Não mais ovos de galinha, mas de chocolate. A idéia principal ressurreição, renovação da vida foi perdida de vista, mas os chocolates não, ele continuam sendo supostamente trazidos por um coelhinho...
O Peixe, foi símbolo adotado pelos primeiros cristãos. Em grego, a palavra peixe era um símbolo da confissão da fé, e significava: "Jesus Cristo, filho de Deus e Salvador." O costume de comer peixe na sexta-feira santa, está associado ao fato de Jesus ter repartido este alimento entre o povo faminto. Assim a tradição de não se comer carne com sangue derramado por Cristo em nosso favor.
Mas vejamos agora, qual é a verdadeira origem da Páscoa?
Não tem nada a ver com ovos nem coelhos. Sua origem remonta os tempos do Velho Testamento, por ocasião do êxodo do povo de Israel da terra do Egito. A Bíblia relata o acontecimento no capítulo 12 do livro do Êxodo. Faraó, o rei do Egito, não queria deixar o povo de Israel sair, então muitas pragas vieram sobre ele e seu povo. A décima praga porém, foi fatal : a matança dos primogênitos - o filho mais velho seria morto. Segundo as instruções Divinas, cada família hebréia, no dia 14 de Nisã, deveria sacrificar um cordeiro e espargir o seu sangue nos umbrais das portas de sua casa. Este era o sinal, para que o mensageiro de Deus, não atingisse esta casa com a décima praga. A carne do cordeiro, deveria ser comida juntamente com pão não fermentado e ervas amargas, preparando o povo para a saída do Egito. Segundo a narrativa Bíblica, à meia-noite todos os primogênitos egípcios, inclusive o primogênito do Faraó foram mortos. Então Faraó, permitiu que o povo de Israel fosse embora, com medo de que todos os egípcios fossem mortos.
Em comemoração a este livramento extraordinário, cada família hebréia deveria observar anualmente a festa da Páscoa, palavra hebraica que significa "passagem" "passar por cima". Esta festa, deveria lembrar não só a libertação da escravidão egípcia, mas também a libertação da escravidão do pecado, pois o sangue do cordeiro, apontava para o sacrifício de Cristo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo.
A chamada páscoa cristã, foi estabelecida no Concílio de Nicéia, no ano de 325 de nossa era. Ao adotar a Páscoa como uma de suas festas, a Igreja Católica, inspirou-se primeiramente em motivos judaicos: a passagem pelo mar Vermelho, a viagem pelo deserto rumo a terra prometida, retirando a peregrinação ao Céu, o maná que exemplifica a Eucaristia, e muitos outros ritos, que aos poucos vão desaparecendo.
A maior parte das igreja evangélicas porém, comemora a morte e a ressurreição de Cristo através da Cerimônia da Santa Ceia. Na antiga Páscoa judaica, as famílias removiam de suas casas, todo o fermento e todo o pecado, antes da festa dos pães asmos. Da mesma forma, devem os cristãos confessar os seus pecados e deles arrepender-se, tirando o orgulho, a vaidade, inveja, rivalidades, ressentimentos, com a cerimônia do lava-pés, assim como Jesus fez com os discípulos. Jesus instituiu uma cerimônia memorial, a ceia, em substituição à comemoração festiva da páscoa. I Coríntios 11:24 a 26 relata o seguinte:
Jesus tomou o pão, "e tendo dado graças o partiu e disse: Isto é o meu corpo que á dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no Meu sangue, fazei isto todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do senhor, até que ele venha."
Vários símbolos nesta ceia merecem nossa atenção. O ato de partir o pão, indicava os sofrimentos pelos quais Cristo havia de passar em nosso favor. Alguns pensam, que a expressão "isso é o meu corpo" signifique o pão e o vinho se transformassem realmente no corpo e no sangue de Cristo. Lembremo-nos portanto, que muitas vezes Cristo se referiu a si próprio dizendo "Eu Sou a porta" (João 10:7), "Eu sou o caminho" (João 14:6) e outros exemplos mais que a Bíblia apresenta. Isto esclarece, que o pão e o vinho não fermentado, são símbolos e representam o sacrifício de Cristo. Ao cristão participar da cerimônia da ceia, ele está proclamando ao mundo sua fé no sacrifício expiatório de Cristo e em sua segunda vinda. Jesus declarou: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino de Meu Pai." ( Mateus 26:29)
Portanto, a cerimônia da Santa-Ceia, que Jesus instituiu, que veio a substituir a cerimônia da Páscoa, traz muitos significados:
1 - O Lava-Pés, significa a humilhação de Cristo. Mostra a necessidade de purificar a nossa vida. Não é a purificação dos pés, mas de todo o ser, todo o nosso coração. Reconciliação com deus, com o nosso próximo e conosco mesmo - união - não somos mais do que ninguém. O maior é aquele que serve...
2 - A Ceia significa a libertação do Pecado através do sacrifício de Cristo. Significa também estar em comunhão com ele. E sobretudo, é um antegozo dos salvos, pois Jesus disse: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino do meu Pai. (Mateus 26:29)
Concluo, advertindo a cada cristão, que tome cuidado com os costumes pagãos que tentam sempre driblar os princípios bíblicos. Não é de hoje, que se nota como os princípios bíblicos são alterados por costumes e filosofias humanas. Adoração a ídolos, a mudança do sábado para o domingo, o coelho e o chocolate, são apenas alguns exemplos das astúcias do inimigo. A Bíblia, e a Bíblia somente, deve ser única regra de nossa fé, para nos orientar, esclarecer e mostrar qual o caminho certo que nos leva a Deus e que nos apresenta os fundamentos de nossa esperança maior que é viver com Cristo e os remidos, num novo céu e numa nova terra. Devemos tomar cuidado com as crendices, tradições, fábulas, e mudanças humanas disfarçadas. Minha sugestão é examinar com oração, cuidado e com tempo as Sagradas Escrituras, para saber o que hoje é crendice ou tradição, estando atento, para saber o que realmente deus espera de cada um de nós.
Jesus foi claro "Fazei isto em memória de mim." Ele exemplificou tudo o que deve ser feito. E se queremos ser salvos, precisamos seguir o que Jesus ensina e não outras tradições ou ensinamentos. Mateus 15:9 adverte: "Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens."

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46 - A oração deve ser feita a quem? Em nome de quem? Em nome de Jesus Cristo, do Pai ou do Espírito Santo?

A oração é uma reverente conversa com Deus. Podemos falar com Deus, contado-lhe nossas alegrias e tristezas como falamos a um amigo. Certamente você já ouviu, leu ou sentiu pessoalmente de como Deus responde às orações fervorosas. Experiências marcantes e milagrosas são fatos reais de pessoas que tiveram suas preces atendidas.
Mas qual é a maneira correta de orarmos? Como começar, como terminar? Existe alguma coisa que possa impedir que a oração seja atendida por Deus?

I - A Bíblia nos dá algumas orientações de como fazermos uma oração:
a) A Oração deve ser feita com fé: Mateus 21:22 está escrito: "Tudo quando pedirdes em oração, crendo, recebereis." Lembre-se do cego Bartimeu, que o evangelho de Marcos cap. 10:46 relata que o cego Bartimeu foi curado, pois Jesus disse: "A tua fé te salvou."
Note, a primeira característica importante da oração não tem que ver com termos ou palavras corretas, mas sim com uma fé sincera e crédula.
b) Oração deve estar de acordo com a vontade de Deus: I S. João 5:14: "E esta é a confiança que temos para com Ele, que se pedirmos alguma coisa segundo a Sua vontade, Ele nos ouve." Ilustramos isto com um pedido de uma criança aos seus pais. A criança quer comer doce o tempo todo, mas não é saudável para ela, por isto seus pais não atendem a seu pedido. E é aqui que temos de entender porque algumas de nossas orações não são atendidas.
Nem sempre entendemos qual é a vontade de Deus, por isto o verso de Romanos 8:28 "Pois todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. Se amarmos a Deus, certamente nossa confiança Nele será tal, que iremos aceitar a vontade de Deus.
c) Pedir com perseverança. São Lucas 18:1 "o dever de orar sempre e nunca esmorecer." O mesmo exemplo que citamos a pouco do cego Bartimeu, diz o relato Bíblico que clamou e pediram que se calasse, mas ele perseverantemente clamava mais alto: "Filho de Davi, tem misericórdia de mim." e então Jesus parou, ouviu seu pedido, e o curou imediatamente. Resultado de sua fé e perseverança em buscar a Jesus. Não devemos desanimar.
d) Devemos nos dirigir a Deus o Pai, no início da oração. A oração modelo, o Pai Nosso registrado em Mateus 6:9 a 13 já um exemplo clássico, ela inicia o Pai Nosso..."
Nossa oração deve ser dirigida a Deus o Pai, e ao final, pedirmos em Nome de Jesus.
e) Em nome de Jesus. S. João 14:13 está escrito: "E tudo quando pedirdes em Meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no filho. Pelo sacrifício de Cristo na cruz, é que somos aceitos perante Deus o Pai.

II - O que devemos pedir?
a) Perdão de nossos pecados. Mateus 6:12 "Perdoai as nossas dívidas."
b) Livrar-nos de pecar. "E não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal." Mat. 6:13
c) Para termos mais fé. Lucas 17:5 os apóstolos pediram "aumenta-nos a fé."
d) Sabedoria para entendermos a Palavra. "Se porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente... e ser-lhe-á concedida." Tiago 1:5
e) Pelo próximo. Tiago 5:16 "e orai uns pelos outros para serdes curados." Tiago 5:16.
Como a oração é uma conversa com Deus, não há nenhum problema demasiado grande para ele. Pois Ele sustém o mundo e rege o Universo. ele sabe tudo o que se passa conosco, pois a bíblia diz em Mateus 10:30 que Deus sabe quantos cabelos temos em nossa cabeça.
f) Devemos agradecer. Efésios 5:20 diz: "Dando sempre graças por tudo a nosso deus e Pai, em nome do Senhor Jesus Cristo."

III - Exemplos de oração:
Jesus se levantava de madrugada para orar. S. Marcos 1:35
Daniel orava três vezes ao dia. Daniel 6:10 (veja também Salmos 55:17)
Jesus orou para abençoar antes de uma refeição. A multiplicação dos pães e peixes. Mateus 7. Ana orou para ter um filho, etc, e quantas orações a bíblia registra que são exemplos para nós. Orar em secreto, sem pronunciar as palavras, orar só em pensamento, é uma boa maneira de confidenciarmos os nosso mais íntimos segredos, pois ninguém consegue ler perfeitamente nossos pensamentos, nem os anjos, nem Satanás, deus, somente deus, é quem lê os nossos pensamentos.

VI - O que pode impedir uma oração de ser atendida:
a) Ter um pecado conhecido. Salmos 66:18 relata: "Se eu atender à iniquidade no meu coração; O Senhor não me ouvirá."
b) Descrença na palavra de deus. Tiago 1:6 a 7 "Peça-a porém com fé, nada ouvindo, porque quem duvida é semelhante à vaga do mar, que o vento leva e agita. Não cuide esses homem que alcançará do senhor alguma coisa."
c) Amor aos deleites e prazeres. Tiago 4:13 "Pedisse não recebeis porque pedis erradamente, a fim de o desprenderdes em vosso deleites." I Timóteo 5:6 também relata que quem vive só para os deleites, acha-se espiritualmente morto.
d) O espírito de não perdoar. A oração do Pai Nosso já esclarece: "E perdoa as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores." Mat. 6:12, Mac.11:26
e) O desprezo com a Palavra de Deus. Provérbios 28:9 "Quem desvia o seu ouvido para não ouvir a lei, até a sua oração é coisa abominável."
f) O orgulho no coração. Jó 35:12 e 13 relata "Ali clamam (mas não há quem responda) por causa da sabedoria dos maus." O orgulho é um dos mais difíceis de curar. Lembre-se da oração do fariseu e do publicano. Lucas 18:10 em diante, demonstra bem este fato.
g) A indiferença na oração. O Capítulo 11 de Lucas, conta de um homem que necessitava de pão, e na hora avançada da noite, ficou batendo à porta do amigo que estava na cama, até que o homem atendeu e lhe serviu o pão. Também a ilustração da viúva que importunava ao Juiz para conseguir o que queria. Lucas 18. É preciso ter fé e perseverança ao orar.

V - PENSAMENTOS - A ORAÇÃO
a) A oração não faz deus baixar até nós, mas eleva-nos a Ele. EGW
b) Quando fiquei de joelhos, senti minha estatura diminuir e minha espiritualidade aumentar. EGW
c) Martinho Lutero escreveu: Estou agora de tal modo ocupado, que se não passasse diariamente duas ou três horas em oração, não darei conta do meu trabalho.
d) Stanley Jones escreveu "já descobri que sou melhor ou pior se oro mais ou menos. quando oro, sou igual a uma lâmpada colocada no lugar adequado: fico pleno de luz e de poder.
e) Walter B. Knight: "Nem sempre as orações mudam o curso das coisas, mas elas sempre nos transformam."
f) Paul H. Holderaft: "Ore como se tudo dependesse de Deus, trabalhe como se tudo dependesse de você." & "Não ore por chuvas, se você vai reclamar da lama."
g) George Macgregor: "Prefiro preparar dez homens para orar, que cem deles para pregar."
h) John A. Kells: "Somente quando nos ajoelhamos diante de Deus é que nos tornamos aptos para pôr-nos de pé diante dos homens".
i) Augustus Toplady: "Um cristão de joelhos vê mais que um filósofo na ponta dos pés."
j) George Müller disse: "A parte mais importante da oração são os quinze minutos que se seguem ao 'amém".
k) Leornard Ravenhill: "Nenhum homem é maior que a sua vida de oração."
l) Orai sem cessar I Tess. 5;17

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47 - O carnaval é um curioso fenômeno sócio-cultural, de extensão universal, que deriva da mais remota antigüidade e que a cada ano se repete com renovado entusiasmo.


A origem do nome é incerta. Para alguns, vem do italiano carne vale, ou seja, só a carne tem importância, frase "destinada a indicar a excessiva sensualidade permitida nos dias carnavalescos, antes dos dias da penitência" da Semana Santa.
O que não admite dúvidas é a origem greco-latina do carnaval. Surgiu das práticas religiosas em honra ao deus Dionísio, ou Baco (deus do vinho) para os romanos, e também em honra ao deus Saturno (as saturnais). Nessas festas celebravam o Ano Novo - para que fosse um bom ano - ou a entrada da primavera, como símbolo do renascimento da Natureza. Nessa época eram feitas procissões acompanhadas de barcos com rodas - antecedentes dos carros alegóricos - sobre os quais alguns mascarados executavam "danças promíscuas e canções satíricas e obscenas". Daí vem a outra etimologia: currus navalis, ou carro naval. Tais festividades pagãs (bacanais, saturnais e lupercais) se estenderam consideravelmente durante o império romano e se caracterizaram pelos excessos, em completo descalabro moral e sarcasmo. Apesar disso, foram consagradas entre os festejos religiosos católicos pelo Papa Gregório Magno, no século sexto.
Além desses elementos orásticos, místicos e burlescos, o carnaval contém um apelativo componente necrológico. As máscaras são derivadas do culto aos mortos. Nas saturnais romanas era eleita uma pessoa como rainha da festa, e sobre ela eram colocadas vestes reais e ganhavam poderes governamentais fictícios por um mês. Quando terminava a festa, as pessoas deviam acertar sua vida diante do altar do deus Saturno. Em alguns países, os carnavais terminam com o enterro de um boneco de trapos que fora imolado personificando a festa, ou como a simulação da morte de um rei ou de uma divindade. Esse espírito fúnebre e de caráter fortemente hostil parece reviver cada ano ao serem somadas as sombrias cifras de acidentes, embriaguez e atos violentos contabilizados pela polícia.
Desde a adaptação cristã das saturnais romanas realizadas pelo Papa Gregório Magno as festas da carne estão ligadas à quaresma. A Igreja Católica celebrava essa missa antes da Quaresma, onde se proibia carne. Daí o consumo exagerado de carne em banquetes pomposos. Seu uso imoderado foi substituído mais tarde pela sensualidade e erotismo. Portanto, outro sentido aplicado à palavra "carne". É interessante assinalar que quando os colonizadores introduziram o carnaval no Brasil, há mais de 300 anos, ele era chamado de "entrudo" (introdução). Pode-se perceber como o carnaval tem como um de seus objetivos principais preparar defensivamente, através de uma mania coletiva, o período depressivo da quaresma. É como se fosse mais difícil suportar quarenta dias de comemoração da Paixão de Cristo, sem que haja uma louca festa inaugural.
Joãozinho Trinta, um carnavalesco campeão que já levou o luxo e o lixo para a avenida, diz que: "o carnaval era uma brincadeira, virou coisa séria, e o que era coisa séria, virou brincadeira".
A máscara, a fantasia e a ilusão não vão resolver os problemas individuais ou coletivos. Não farão (como querem) esquecer tudo. Entre "lucros" e prejuízos, carnaval, no Brasil, é mais do que uma ressaca, é uma grande mentira. Se o turismo, por exemplo, precisa do carnaval, que alto preço se paga, outros investimentos são adiados e se perdem.
As imagens transmitidas ao vivo pela TV mostram uma programação pornô, fantasiada de festa. Os defensores da folia dirão que isso é falso moralismo e que se a câmera (mais do que indiscreta) choca, é só levantar da poltrona e desligar o aparelho. Vão dizer ainda que cenas como a do arrastão ou da miséria é que são imperdoáveis.
Quem quiser defender vai encontrar argumento. Há quem prefira mentir e enganar a si mesmo, ser levado pela onda dos liberais. E o carnaval é um "ótimo" pretexto para a libertinagem. Os indiferentes, alienados, não ficam de fora. O animalesco é mais freqüente nos bailes fechados, em quatro paredes. Perto desses bailes, a brincadeira de rua passou a ser a coisa mais inocente do mundo.
Inocente? Poderíamos falar de estatísticas, então. Violência, abuso, morte e medo. Os apelos dos meios de comunicação não bastam. Falta a responsabilidade que não é própria dos foliões. Muitos querem o extremo, o absurdo. E, nos últimos anos, a farra ganhou uma nova ameaça, mascarada no vale-tudo do carnaval - a AIDS, que faz a vez do anjo exterminador.
Na última sexta-feira, no Espaço do Ouvinte, mencionamos que a grande maioria dos que pelam o carnaval está mesmo é em busca de alegria e prazer. Até ai, tudo bem. Não há nenhum mal na busca do prazer. Pelo contrário, prazer é bom até demais. O problema está em três aspectos: primeiro, o endeusamento e o culto do prazer. No momento em que o prazer se torna uma finalidade suprema, os valores são invertidos, e coisas mais importantes são sacrificadas em nome do prazer. Saúde, segurança, pessoas e dinheiro são muitas vezes desperdiçados no culto do prazer. O segundo problema é o risco ao qual você se expõe na busca desse prazer. Enfiar-se no meio de bêbados e drogados de atitudes e reações imprevisíveis é um risco que muita gente corre sem perceber. Em terceiro lugar, está o excesso de prazer, que tende a anestesiar os sentidos e tornar a pessoa menos disposta para enfrentar as coisas sérias da vida. A renomada escritora Ellen G. White diz que o divertimento em excesso "absorve as energias que são necessárias para o trabalho útil, e desta maneira revela-se um estorvo ao verdadeiro êxito da vida."
Deus não desaprova o prazer como um mal em si mesmo. Reprova, isto sim, o prazer que, por ser inadequado ou inoportunamente gozado, gere a infelicidade. Indicar quais prazeres são lícitos ou não, e no caso dos lícitos, indicar como, quando e onde usufruí-los, é função das leis de Deus. Respeitá-las não abre caminho para todos os prazeres, mas nos livra de muitos males. Como diz o salmista: "Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores nem se assenta na roda dos encarnecedores. Antes o seu prazer está na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite. Ele é como a árvore plantada junto a correntes de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido" Salmo 1:1-3. "Não fosse a Tua Lei ter sido o meu prazer, há muito já teria eu perecido na minha angústia" Salmo 119:92.
Nem todos os prazeres são facultados aos que pretendem ser genuínos cristãos. Sua vida é, em certo sentido, uma vida de renúncias. "Entretanto, a que renunciamos nós ainda que renunciemos a tudo?" - A um coração poluído pelo pecado, para que Jesus o purifique, lavando-o em Seu próprio sangue, e o salve por seu inefável amor. E ainda os homens acham difícil renunciar a tudo! Envergonho-me de ouvir, acanho-me de escrever (falar)! Deus não exige que renunciemos a coisa alguma cuja conservação nos seja de proveito. Em tudo o que faz, tem em vista o bem-estar de seus filhos... Nenhum gozo legítimo pode ser encontrado no caminho proibido por Aquele que sabe o que é melhor e vela pelo bem de Suas criaturas. A vereda do pecado é de miséria e destruição. (Ellen G. White, Caminho Para Cristo, pág, 40).
Sensatas são as palavras da Bíblia: "Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias de tua mocidade; ainda pelos caminhos que satisfazem o teu coração e agradam aos teus olhos, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá conta" Eclesiastes 11:9.
Contemplando os últimos dias da história desse mundo, os profetas bíblicos, por revelação de Deus, descreveram as condições prevalecentes: "Sabe, porém isto: Nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis; pois os homens serão ... mais amigos dos prazeres que amigos de Deus" II Tim. 3:1-4. A respeito dos filhos de Deus, porém, se diz: "Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus é a fé em Jesus" Apoc. 14:12.
Como sempre, nas ruas e nos salões, as pessoas estarão cantando: "Em fevereiro tem carnaval. Quanto riso, ó quanta alegria". "Para tudo acabar na quarta-feira". Enquanto isso, há um outro cântigo para ser entoado, como gratidão a Deus: "O Seu favor dura a vida inteira" Salmo 30:5.
Qual deles você irá cantar? A escolha é sua. Pense bem e escolha o melhor. Escolha a alegria e gozo que duram para sempre. Escolha Jesus.

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48 - O que quer dizer: a) Basã, b) Gerizim, c) Seol, d) Sinagoga, e) Circincisão? E como morreram os discípulos?

I - Vamos explicar o que significam estas palavras:
a) Basã: é o nome de uma região que ficava ao leste do Jordão. Atualmente é chamada de Nuqra. Fazia para das terras que Davi e Salomão dominavam. I Reis 4:13
b) Gerizim: é uma montanha que fica a 3 km a noroeste de Siquém. Tem sido chamado de monte da Bênção, porque ali Moisés fez um pronunciamento das Bênçãos de Deus para o povo de Israel. O monte Gerizim, ficava próximo ao monte Ebal, que permitia uma acústica ideal para Moisés falar a todo o povo. Enquanto o monte Gerizim era sinônimo de bênçãos para o povo, o monte Ebal representava o local de onde seriam pronunciadas as maldições para o povo errante.
c) Seol: a derivação desta palavra hebraica, é incerta. Duas teorias tem sido colocadas: primeiro, seol significaria interrogar, perguntar; e segundo, seol significaria o oco ou lugar mais profundo. No Velho Testamento, Seol significa "lugar dos mortos." A palavra Seol, aparece em outros textos Bíblicos com outros sentidos, mas primariamente, significa lugar dos mortos.
d) Sinagoga: era um santuário em miniatura, para substituir o Templo. Era uma igreja. Não havia altar; e a oração e a leitura do torah, tomavam o lugar do sacrifício. Interessante, é que a sinagoga tinha também uma função social, pois era um ponto de reunião onde o povo podia congregar-se sempre que fosse necessário aconselhar-se sobre negócios da comunidade. A importância da sinagoga e sua função, é enfatizada no Livro de Atos. Jesus tinha o hábito de ir a sinagoga aos sábados, segundo relata o evangelho de Lucas 4:16. O Novo Dicionário da Bíblia, faz uma referência que em Jerusalém devia haver 394 sinagogas quanto Tito a destruiu no ano 70 de nossa era. Hoje, a Igreja, o Templo de culto, adoração e louvou, têm a mesma função que a Sinagoga, pois é a casa de Deus, é o local onde cultuamos com outros, ao nosso Criador e Salvador. Alguns acham que não é necessário ir a Igreja, mas Jesus deu o exemplo, e Ele ia a Igreja, (Sinagoga) não esporadicamente, mas sim, por hábito, ou seja, fazia parte de sua vida, dedicar tempo no Templo. Pode um cristão permanecer fiel sem ir a Igreja? Para responder esta pergunta, lembro-me de duas ilustrações: Uma brasa longe do fogo, o que acontece? ... apaga, mas junto das outras, ela se aquece e permanece acesa enquanto durar. Um cristão, junto de outros fiéis, certamente vai ampliar sua fé, pois sentirá o testemunho e o fervor de outros, que lhe serão um incentivo e vice-versa. Outra ilustração que recordo neste momento, é a de um graveto sozinho, ou vários gravetos agrupados. Um só é fácil ser quebrado, mas quando vários gravetos se unem, o esforço para quebrá-los deve ser maior, ficando até inquebrável. A união faz a força, estar congregando na igreja, com demais irmãos, é estar mais protegido e mais fortalecido. Por isto disse o Salmista: Alegrei-me quando me disseram, vamos a Casa do Senhor." Salmos 122:1
e) Circuncisão: No capítulo dezessete de Gênesis, a circuncisão aparece primeiramente como algo espiritual, um sinal nacional da nação Israelita. Também era com um ato de consagração do homem a Deus. Vários textos Bíblicos apresentam reprovações aos homens incircuncisos, principalmente no Velho Testamento, pois no Novo Testamento, nem a circuncisão nem a incricucisão tem poder, mas sim a fé em Cristo, sendo que foi abolida esta necessidade da circuncisão, que era um ritual do Velho Testamento. Você pode conferir nas passagens seguintes: Gálatas 3:28 e 29, col.3:11, Rom 3:11, Efés. 2:8, Hebreus 8:6-13, etc. Mas afinal o que é a circuncisão? O Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, assim define: Circuncisão, ato ou operação que consiste em cortar e retirar um excesso de prepúcio; postectomia.

II - Como morreram, ou qual foi o fim dos discípulos? (Curios. e Testes Bib., 29 e 30, CPB)
PEDRO: morreu crucificado com 75 anos de idade, no ano 67 de nossa era. A tradição conta que ele pediu que o crucificassem de cabeça para baixo, porque se considerava indigno de morrer como seu Mestre.
TIAGO: filho de Zebedeu, foi o primeiro dos apóstolos a morrer por sua fé. foi decapitado à espada por ordem do rei Herodes Agripa I, por volta do ano 44 de nossa era.
JOÃO, irmão de Tiago, ambos considerados "filhos do trovão", e depois de andar com Jesus, ficou conhecido como o "discípulo amado", foi desterrado, pelo imperador Domiciano, para a Ilha de Patmos a fim de trabalhar nas minas. Morreu aos cem anos de idade, sendo o único dos apóstolos que teve morte natural. Segundo a tradição, ele foi lançado pelos inimigos num tacho de azeite fervendo, de onde saiu ileso.
ANDRÉ, irmão de Pedro, foi crucificado em Ática, na Ásia menor. Até exalar o último suspiro, continuou admoestando seus algozes.
TIAGO, filho de Alfeu, foi lançado do pináculo do templo de Jerusalém, e a seguir apedrejado até morrer.
MATEUS, o ex-coletor de impostos, pregou por quinze anos na Palestina, indo então para a Etiópia, onde foi morto à espada.
BARTOLOMEU pregou na Arábia, estendendo sua pregação até a Índia. Alguns afirmam que ele foi amarrado num saco e lançado ao mar, enquanto outros asseguram que ele foi esfolado vivo.
SIMÃO, o cananeu, também chamado Zelote, morreu na Pérsia. Por ordem do imperador Trajano foi martirizado até expirar.
FELIPE morreu na Ásia menor, enforcado num pilar do templo em Hierápolis.
TOMÉ, o incrédulo, veio a ser um dos maiores pregadores do cristianismo. Viajou muitíssimo, pregando nas regiões de Parta, Média, Pérsia, chegando até a Índia, onde morreu atravessado por uma lança, na cidade de Coromandel.
JUDAS Tadeu, irmão de Tiago, morreu cravado de flechas.
JUDAS Iscariotes, enforcou-se e serviu de alimento para os cães, após trair a Jesus com um beijo.
MATIAS, o substituto de Judas, foi o primeiro a ser apedrejado e em seguida, decapitado.

Outros seguidores e como foi o seu final:
ESTEVÃO morreu apedrejado.
MARCOS foi arrastado pela ruas de Alexandria, no Egito, até morrer.
BARNABÉ, também foi apedrejado. Conta-se que os judeus de Salamina zombavam dele enquanto sucumbia.
PAULO, o grande apóstolo dos gentios, foi decapitado em Roma, por ordem do tirano Nero. Talvez você esteja indagando: fizeram tanto por Cristo e receberam este tipo de recompensa? Respondo: Não, pois a morte não foi o fim da vida deles. A Bíblia esclarece que a morte é um sono, e não o final de tudo, pois Jesus irá ressuscitar a todos, e então sim, cada um terá a sua recompensa. E certamente, estes apóstolo de Jesus Cristo, juntamente com os salvos na Nova terra, irão se regozijar tanto com as maravilhas da Nova Jerusalém, que olharão para o passado, e ainda dirão: "Fizemos tão pouco para recebermos tanto."

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49 - ET's: Quem são? Existem? Se comunicam conosco?

I - BÍBLIA : A ÚNICA FONTE FIDEDIGNA
A Bíblia, para a nossa salvação, não é uma enciclopédia científica sobre o universos ou sobre as criações de Deus, mas sim uma carta telegráfica de Deus para o homem. Tudo o que precisamos para a nossa salvação, ela nos oferece com fartura. A Bíblia fala, por exemplo, sobre um grande conflito cósmico entre Deus e Satanás. Satanás e seus anjos caídos estão trabalhando por todos os meios para embotar a mente do homem e distraí-lo, tirando sua atenção da salvação e o levando à destruição.

II - O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE OUTROS MUNDOS
Alguns versos bíblicos nos dão a entender a existência de outros mundos:
a) I Cor. 4:9 - "...pois fomos feitos espetáculo ao mundo, tanto a anjos quanto a homens..."
b) Jó 1:6 - "E vindo um dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles."

III - PORQUE NÃO SE COMUNICAM CONOSCO
Embora este não seja um assunto no qual a Palavra de Deus se empenha em esclarecer por não ser ponto necessário à nossa salvação, a Bíblia nos dá a entender alguns tópicos a este respeito:
- Os seres dos outros mundos não têm a missão divina de comunicarem-se conosco, pois de acordo com as Sagradas Escrituras, os anjos é quem são os espíritos ministradores;
- O nosso mundo é um planeta contaminado pelo pecado, e desde a entrada em nossa atmosfera, tais seres já estariam sofrendo as conseqüências do contato com a nossa poluição.


IV - ANJOS DE DEUS
De acordo com a Bíblia, os anjos de Deus têm alguns parâmetros definidos para formas de contato com os humanos. São os "espíritos ministradores", de acordo com Hebreus 1:14.
Há, na Bíblia, citações de algumas vezes em que os anjos de Deus interferiram na história Terrestre. O anjo Gabriel, por exemplo, apareceu para Daniel (Daniel 9:21), para Maria, anunciando o nascimento Jesus (Lucas 1:26 e 27), confortou Jesus no Getsêmani (Lucas 22:43), e também apareceu aos discípulos na ascensão de Cristo (Atos 1:10 e 11).
Entretanto, nunca coube a um anjo a missão de fazer aparições misteriosas como shows de luzes, ou manobras de discos voadores.

V - BRINQUEDOS DE UM ANJO CAÍDO
Por várias vezes, encontramos na Bíblia relatos de aparições de Satanás e seus anjos se fazendo passar por outras formas de vida ou por anjos de luz. Vejamos o que realmente está relatado na palavra de Deus sobre este assunto:
- S. Mateus 24:24 - "Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam os próprios escolhidos."
- Apocalipse 13:13 - "E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à Terra, à vista dos homens."
- Apocalipse 13:14 - "... E engana os que habitam sobre a Terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse."
Ainda em Apocalipse (12:4), é dito que "a terça parte dos anjos caíram, e que estão aqui na Terra, com seu chefe e dragão que é Satanás". Estes mesmos anjos são também denominados de "espíritos de demônios".
O próprio Satanás, mestre da enganação e da mentira, apareceu para Saul, como Salomão após morto, numa sessão espírita e transformou-se em anjo de luz em outra ocasião (II Cor. 11:14.)
Estes atos do Inimigo não são inconseqüentes. No caso de Saul, ele pagou com a morte a reprovação de Deus seu envolvimento com tais feitos de pagania - cometeu suicídio (Ver I Samuel 28).

VI - CONCLUSÃO

ET's, OVNI's, UFO's... sob uma ótica cristã, todas estas aparições tendem a ser uma manifestação espiritualista do inimigo Satanás, que com seus prodígios tenta desviar a atenção e o pensamento humano.
Se Satanás é ou não o originador de tais fenômenos, o fato é que ele está explorando ao máximo esta situação.
Devemos lembrar também que há alguns anos, se dizia que haviam habitantes na lua, marcianos, etc, e depois constatou-se que não há seres nestes planetas. Não se escreveu nem se falou mais nestes assuntos... tudo não passou de uma onda de comentários ilusórios.
O conflito entre Cristo e Satanás não é folclore, é real. Os demônios são reais e traiçoeiros. Você pode traçar alguns paralelos entre as manifestações do espiritismo e os "fenômenos" dos OVNI's.
Não devemos e nem podemos negar a existência do "mundo invisível", pois há uma lauta pela conquista da mente ou do coração humano. Para a vida, ou para a morte...


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50 - O QUE QUER DIZER A PALAVRA "ANTI-CRISTO", QUEM É O ANTI-CRISTO?

A palavra Anti-Cristo vem do grego, anti quer dizer: contra, em lugar de. Portanto pode significar:
a) Alguém que se opõe a Cristo.
b) Alguém que pretende tomar o lugar de Cristo.
c) ou alguém que reuna as duas características.
O apóstolo João é o único a usar esta palavra no Novo Testamento. Aparece em I João 2:18, 4:13 e II João 7. Mas em nenhum dos textos está definido claramente quem é o anti-cristo, não dá para entender se é uma pessoa, várias pessoas ou uma organização.
A história registra algumas teorias fracassadas. Na idade média surgiu um sistema que desejava ser cristão, e foi chamado de Anti-Cristo, mas terminou sem nenhum seguidor. Outra teoria, é de Francisco Ribera que acredita que o Anti-Cristo seria um Judeu que num futuro distante reinaria em Jerusalém. Outra teoria sobre o anti-cristo, foi quando Luiz de Alcazar, um imperador pagão romano, recebeu este título. Embora alguns aceitem a segunda teoria, acredito que a Bíblia fornece características mais importantes sobre o verdadeiro anti-cristo.
O maior inimigo de Cristo, que sempre se opõe a Ele, é Satanás, ele é o anti-cristo por completo. Utilizando seus anjos caídos e vários instrumentos humanos.
Muito tempo antes do mundo ser criado, Satanás já enfrentou a Jesus. Confira em Isaías 14:12 a 14, Ezequiel 28:12-13. E desde então não cessou sua oposição a Cristo. ( veja ainda II Tess. 2:8-9)
No verso de I João 2:8, descobrimos algumas características que os anti-cristos surgirão na última hora, e que negam ao Pai e ao filho. Negar ao Pai e ao Filho, pode ser mais do que desobedecê-lo. Pode ser anular a sua pessoa, sua existência, tomar o seu lugar. Usar atributos que eram característicos, receber suas honras e suas glórias que são devidas somente a Deus. É exatamente o significado do anti-cristo, tomar o lugar de Deus.
Paulo também fornece algumas características preciosas. Ele não usa a palavra anti-cristo, mas os termos "homem de pecado, filho da perdição, o iníquo"; confira em II Tessalonicensses 2:3 a 8.
Veja as características deste texto, (II Tess. 2:3a 8) o Anti-Cristo:
a) se opõe a tudo que é de Deus
b) se assenta no Templo de Deus, no lugar de Deus
c) querendo parecer ser Deus
d) é a representação mais eficaz de satanás
e) tem poder para operar sinais e prodígios da mentira
f) tem injustiças, um enganador
g) não recebeu o amor da verdade.
Chamo sua atenção para a parte do verso que diz que é a "eficácia de Satanás".
O profeta Daniel do VT também apresenta características de oponentes de Deus. Ele profetiza em Daniel 7:8, 19 a 26 sobre um poder blasfemador, confira em sua Bíblia.
Parece que Daniel, Paulo e João estão falando de um mesmo anti-cristo, alguém que se opõe a Cristo, está ocupando o lugar de Deus.
Mais um detalhe, II Tess. 2:6 diz que o anti-cristo no "devido tempo se manifestará", isto nos dá a entender que ele está se preparando, e logo se manifestará desmascarando o seu plano cuidadosamente preparado para tentar o domínio mundial e revelar sua natureza .
Os textos revelam que ele, o anti-cristo,aparecerá nos últimos dias, e então desempenhará um papel mais direto, mais claro, e culminará o seu engano falsificando a vinda de Cristo.
Conclue-se portanto, que o Anti-Cristo é:
Satanás no primeiro plano, e também como Paulo fala em II Tessal. como já referendamos, alguém que será a "eficácia de Satanás" que será o representante número um do inimigo. Evidentemente este aparecerá não como um inimigo, mas como um "anjo de luz" que receberá glórias e honras que são devidas somente a Deus, desrespeitará a lei de Deus e Sua Palavra, perdoando pecados ou usando outros atributos que são exclusivos de Deus.
Este é o anti-cristo.

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51 - O que quer dizer as palavras Anátema e Maranata?

A septuaginta, traduz a palavra anátema por maldição, algo que envolva destruição total. Paulo uma vez deu a entender que Jesus foi chamado de anátema pelos que não estavam com o Espírito de Deus. ( I Cor. 12:3).

A palavra Maranata não é uma palavra gregra nem hebraica, pois vem do aramaico. Não têm uma tradução direta, própria. Provavelmente pode ser traduzida "Maran thâ" = Nosso Senhor vem. Aparece uma única vez na Bíblia num verso que também aparece a palavra Anátema, o texto está assim de I Cor. 16:22: " Se alguém que não ama ao Senhor seja anátema. Maranatha!"
Poderia ser assim traduzido: Se alguém não ama ao Senhor, seja amaldiçoado. O senhor vem. O porque Paulo usa esta única vez esta palavra no final desta carta, pode ser entendido como uma expressão comum de cumprimento entre um certo grupo de cristãos da época.
A palavra Maranata é um termo especial para nós cristãos que podemos usá-la tranqüilamente ainda hoje. Nossa maior esperança é a segunda vinda de Jesus, e o significado de Maranata = O Senhor vem, é uma realidade para os dias de hoje. Portanto amigo leitor, podemos pronunciar com alegria:
MARANATA. O SENHOR VEM! * *

Respostas de perguntas feitas por ouvintes da Rádio Novo Tempo FM. Compilação do Pr. Irineo E. Koch Colaboração: Amiltom de Menezes