DIVERSOS

A VOZ DA RESSURREIÇÃO

A LEI DA APRENDIZAGEM

A LEI DA PREPARAÇÃO

A LEI DA RETENÇÃO

A MISSA

DANDO ASSISTÊNCIA ÀS NECESSIDADES ESPIRITUAIS

DE OLHO NA VIDA

ESPERANÇA DO HOMEM: EVOLUÇÃO OU SALVAÇÃO

EVANGELHO, AS BOAS NOVAS DE DEUS

A AUTORIDADE DA TRADIÇÃO RELIGIOSA

FORMAS DE DIMINUIR O STRESS

JEOVÁ, É MINHA SALVAÇÃO

O CENTRO DA LEI

O GALILEU SEM IGUAL

O GRANDE PROBLEMA HUMANO

A LEI DA CAUSA E DO EFEITO

QUE ÓCULOS VOCÊ USA?

QUEM É DEUS PARA VOCÊ?I

QUEM É DEUS PARA VOCE?II

QUESTÕES DE VIDA I

DEUS É FIEL

QUESTÕES DE VIDA II

1-A VOZ DA RESSURREIÇÃO

Introdução:

Philip Yancey, em seu livro "Decepcionado com Deus" nos conta que, certa vez um amigo seu foi nadar ao crepúsculo num grande lago. Enquanto estava nadando tranqüilamente a uns 90 metros da margem, uma inesperada neblina noturna inundou o lago. De repente não enxergava nada: nenhum horizonte, nenhuma baliza, nenhum objeto, nenhuma luz à margem.
Como o nevoeiro dispersava toda a luz, nem mesmo conseguia identificar o lado onde o sol se punha.
Durante 30 minutos debateu-se na água, tomado de pânico. Começava a nadar numa direção, ficava inseguro, e virava 90 graus à direita. Ou à esquerda - não fazia qualquer diferença o lado para o qual ele virava.
Podia sentir o coração batendo descontroladamente.
Parava e flutuava, tentando conservar as energias, e se esforçava em respirar mais devagar.
Então, às cegas começava de novo. Finalmente ouviu uma voz chamando da margem.
Posicionou o corpo na direção dos sons e os seguiu até chegar em segurança.
Queridos familiares e amigos.
Estamos diante de um quadro difícil e doloroso, porém real e próximo a vida de todos nós.
Hoje a irmã Lídia está passando. Amanhã poderemos e certamente cada um de nós, passará por esta experiência.
Deixo a pergunta, hoje o que estamos fazendo com nossa vida?

Prova:

A semelhança do nadador de nossa história, nestes últimos meses vimos uma densa neblina noturna nos cercar.
A saúde da irmã Lídia veio se agravando. Conforme o nevoeiro cercava a família, ficava mais difícil identificar a margem segura. Não havia sol, não havia luz.
Tentava-se um tratamento, mas de nenhum resultado, a doença já havia dominado.
Nadava-se para um lado, e nada.

Nadava-se para o outro, nenhuma saída.
Nenhum horizonte,
Nenhuma baliza,
Nenhum objeto.

Em meio a tudo isto, certamente o coração da irmã Lídia batia mais rápido, mas corajosamente reagia, e esperava em Deus. A vontade de Deus.
Ontem perto das 15hs cheguei em seu apto... (descrever o quadro)
Gostaria de partilhar o que li 15 minutos antes de seu descanso.
João 11:01-05,11-14,21-25,26b -28, 32-39a, 41-44


HAVERÁ UM TEMPO

Haverá um tempo em que não se dirá adeus.
Haverá um tempo que nada ficará no passado esquecido, será um eterno presente.
Haverá um tempo que não existirá separações.
Haverá um tempo em que não choraremos nossos queridos.
Haverá um tempo em que as novas gerações aprenderão continuamente com as antigas.
Haverá um tempo em que todos viverão para sempre.
"Tragada foi a morte na vitória, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, pois já as primeiras coisas são passadas." I Cor. 15:54; Apoc. 21:04

Há tempo para Cristo em sua vida?



Pr. Wladimir G. Souza

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A LEI DA APRENDIZAGEM


Os professores se apartaram dos alunos e reinterpretaram o ensino como sendo aquilo que o professor diz, em lugar do que o aluno aprende.
Para eles ensinar é:
Ensinar os fatos.
Dar a matéria.
Completar o plano de aulas.
O que significa ensinar?
Em hebraico a raiz das palavras aprender e ensinar são a mesma palavra. Ensino e aprendizagem estão profundamente ligados.
Significa ocupar-se avidamente da aprendizagem dos alunos, persuadindo, levando-os a fazer, e a impaciente busca de uma ação.
Ensino é o que o professor faz do aluno.
Como avaliamos se somos ou não bons professores? Pela medida do que os alunos aprenderam.
A mentalidade correta requer que o professor reconcentre a atenção, deslocando-a do assunto para o aluno.
"O segredo do nosso sucesso como professor é... aceitar a responsabilidade pelo sucesso ou fracasso de cada aluno, e isso de forma bem pessoal. Os professores que assumem a responsabilidade pelo sucesso ou fracasso de cada um de seus alunos... têm alunos com maior índice de aproveitamento" Shirley M. Hufstedler, Ex-Ministro da Educação EUA.

LIBERDADE COM RESPONSABILIDADE

O parceiro da responsabilidade total é a prestação de contas. Quando alguém nos delega uma responsabilidade num projeto, seja ele qual for, geralmente precisamos prestar contas de nosso desempenho.
Veja Deus e o Juízo Final em relação a vida e o ministério. (II Cor.5:10; Tiago 3:1 e Hebreus 13: 17.)
Assim o que ocorre com o aluno no processo de aprendizagem é responsabilidade do professor.
Devemos ensinar para transformar vidas, e para melhor.

IMPACTO

Quando um aluno, ou mesmo nós quando o fomos, escolhemos um professor como o preferido o que mais nos chamou a atenção?
Aposto que sua escolha se deveu mais àquilo que você pensa a respeito dele do que a respeito da maneira como comunicava.

"Aquilo que fazemos fala mais alto do que aquilo que dizemos".
"Nossas ações falam mais alto que nossas palavras."

Reflita : Será possível um pastor viver escancaradamente em pecado, dividindo sua própria família e a de outra mulher, e ainda conseguir ser um ótimo pregador?
Sim, creio que é possível.
Alguns dos "maiores" professores e pregadores do mundo se posicionam flagrantemente contra Cristo.
Contudo o poder da oratória e da persuasão que possuem é notável. Suas palavras poderiam levar às lágrimas. Mas ser tocado emocionalmente não eqüivale, necessariamente, a ter a aprovação divina, nem a bênção dEle.

Os princípios de Deus para o ministério, sempre foram os mesmos: primeiro vem o caráter, depois a comunicação. O caráter sempre haverá de comandar o conteúdo. O professor ou pregador acabará por moldar o conteúdo de forma a encaixá-lo em seu estilo de vida.

SUCESSO NO ENSINAR

Ao falar em público muitos ficam nervosos.
O segredo é que estão muito preocupados consigo mesmos, em como conseguirão se sair, e o que os outros vão pensar a seu respeito. É por isso que está nervoso.
Se tirar os olhos de si mesmo, apenas por um momento, e colocá-los nas pessoas que estão diante de você, atenta a suprir as necessidades delas, e não às suas, irá sentir-se mais calmo. Somente ficaremos nervosos quando nos preocuparmos com nós mesmos, em lugar de pensar nos outros.
Outro fator é a perseverança.
A maioria das pessoas que se saem bem em seus respectivos campos o faz a partir de uma persistência de muitos anos, com poucos passos de cada vez.
Os melhores raramente, são gente com talento natural. Quase sempre são aqueles poucos que possuem uma verdadeira paixão por usar bem os talentos que Deus lhes deu, e por atingir o máximo de seu potencial.

OS MAXIMIZADORES DA APRENDIZAGEM

A) Amar profunda e continuamente seus alunos haverá de maximizar a marca que você imprimirá na vida deles.
Aparentemente, na maioria das escolas e igrejas, "amar os alunos" saiu de moda. A admoestação bíblica para amarmos foi, de alguma forma, tão diluída, que poucos de nós conseguimos compreender a verdadeira profundidade de nosso chamado.

"O amor cobre uma multidão de pecados."

Os três grandes "amores" de um professor:
1- O amor pelo conteúdo.
Ficam tão entusiasmados e motivados com a matéria, que perdem de vista a classe.

2- O amor pela comunicação.
Ficam tão ligados com a idéia de falarem a um auditório, que perdem de vista os ouvintes.

3- O amor pelo estilo de vida de professor.
Eles não visualizam o ensino como um chamado, mas sim como uma fonte de recursos. Ensinam simplesmente, e toleram os alunos para poderem estar livres para as férias.

B) Comunique o conteúdo, tendo em mente as necessidades e o interesse dos alunos, exatamente aquilo que eles precisam ouvir no momento.
Precisamos ter uma mão no pulso do ouvinte e outra na Bíblia. Se não o fizermos, nossas lições bíblicas serão tão irrelevantes quanto uma capa de chuva no deserto do Saara.

C) Altere seu estilo com regularidade, de acordo com cada situação.
O tédio não tem muito a ver com o que você diz, mas com a maneira como o faz.

D) Use seu talentos e dons; seja você mesmo.
Você já ouviu algum orador e desejou saber falar como ele? A maioria de nós já se
viu na situação de desejar poder ensinar ou pregar como outra pessoa, como se o poder do púlpito adviesse da imitação.
Acabamos por concluir, erroneamente, que se tivéssemos o dom daquela outra pessoa, nosso ensino seria mais poderoso. Isso é uma atitude perigosa e até antibíblica.
Temos a tendência, que parece universal, de invejar os dons de outros e desvalorizar os nossos.
Ao anelar os dons de outra pessoa, estamos levando em conta apenas o lado humano do ministério. Se queremos o melhor de Deus em nossa vida, precisamos reconhecer que o melhor dele para nós inclui tanto os nossos pontos fortes quanto os fracos.

E) Para ser um ótimo professor ou pregador, utilize bem seus pontos fortes, procurando fazer com que eles compensem os fracos.
Um dos segredos dos atletas campeões é que eles procuram tirar o máximo de seus
pontos fortes. Em contraste, aqueles que jamais atingem o máximo de seu potencial tem
uma perspectiva diferente. Em lugar de concentrarem em suas habilidades, buscam o fortalecimento de suas áreas fracas.
Muitas pessoas estão investindo uma vida inteira na tentativa de serem "completas" em todas as áreas, em lugar de serem excelentes nas áreas específicas de seus pontos fortes.

Uma coisa que todos grandes homens e mulheres têm em comum é a filosofia de concentrarem suas energias no objetivo de se sobressaírem em poucas áreas, mas todas muito bem escolhidas.
Não procure fazer tudo igualmente bem.
Faça menos coisas da melhor maneira possível. Ajuste o foco.
Melhore suas áreas fracas, até conseguir que não sejam irritantes.
É preciso ir melhorando as "notas vermelhas" pelo menos até que cheguem à média.
Use seus pontos fortes para compensar os fracos.

F) Conte com o Espírito Santo.
Há três níveis de ensino, e todos nós lecionamos num deles:
1- Nível egoísta. O professor faz aquilo que lhe vem a mente, não assume
a responsabilidade de levar os alunos a aprenderem, ele se contenta em cumprir o plano de aulas.

2- Nível de servo. O professor serve os alunos de todo coração, supre suas
necessidades e leva-os a aprender.

3- Nível do Espírito. O professor serve os alunos completamente, mas
também coopera com o Espírito no plano das aulas, na ministração delas
e no seu relacionamento com eles.

REFLITA : Você estaria disposto a assumir o compromisso de "levar seus alunos a aprender"? Está disposto a por-se de pé e a servir o Senhor através do poder do Espírito?
Se o fizer, jamais se contentará apenas em "cumprir a agenda de aulas."


Pr. Wladimir G. Souza

 

 

A LEI DA PREPARAÇÃO

O líder é responsável por definir as expectativas com clareza. Encontramos em Efésios 4:11,12 o objetivo da tarefa daquele que ensina:

"... Com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado."

A Bíblia revela que os que ensinam a Palavra sejam professores, pastores ou qualquer que se disponha a ensinar o Evangelho, foram chamados primordialmente para preparar e não simplesmente explicar.
Uma pessoa numa classe ou nos bancos de uma igreja pode até estar sendo informado, instruído e entretido, mas não preparado.
Em Efésios 4:11, preparar significa tornar alguém pronto para o serviço e ministério, é preparar para fazer alguma coisa, ir além do conhecimento e conteúdo, é aplicar na prática o conhecimento obtido.
Deus dá ênfase ao que os alunos fazem, e não ao que o professor faz, valoriza a obra do ministério e não no esboço do que é ensinado.
Ele está interessado em que os alunos estejam não só trabalhando, mas que atuem eficientemente.
Nossa tendência, como instrutores, é concentrar a atenção no que fazemos, sobretudo durante a aula. O Senhor nos impulsiona fortemente a olhar mais o que os alunos fazem, em especial entre as aulas.

 

Preparação é a base para o desenvolvimento do plano de Deus de "edificar a Sua Igreja" e "evangelizar o mundo".
Quando não se obtêm o resultado esperado na preparação, é possível estar concentrado nas coisas erradas.
"Fazer as coisas erradas de forma certa, e até mesmo com as motivações certas, ainda eqüivale a estar fazendo a coisa errada."
Deus quer motivação, obediência, e que alcancemos os objetivos de desempenho que Ele estabeleceu.
Veja as diretrizes:

O foco de atenção deve ser o que o membro fez, e não como o pregador falou.
O foco de atenção deve estar no ministério realizado fora da igreja.
A preocupação daquele que ensina não é cobrir o tema, mas ajudar a pessoa a realizar a "obra do ministério".
O foco de atenção deve ser o ministério do membro e não o daquele que ensina.
O foco de atenção deve ser naqueles que ministram fora da igreja e não no número daqueles que assistem a aula, ou ao culto.
O foco de atenção deve ser o prático e não o teórico, seria "o como funciona" e não o "soa bonito".
O foco de atenção não devia ser dar um "conteúdo para a igreja; mas para nossa atuação no mundo. Procuraríamos ver como se deve viver o cristianismo no emprego, na vizinhança, no clube, etc.

Preparar é responsabilidade daquele que prega, ensina, aconselha, etc. concentrando-se em "preparar outros para o serviço", enquanto nós tendemos a "falar para dar conhecimento."
Veja II Tim. 3: 16 e 17, ali descobrimos que a Bíblia foi dada ao povo de Deus para edificação, preparação, habilitação, visando a mudança de vida.
Em Efésios 4:11-16 encontramos de maneira semelhante as mesmas tradições.
Os ministérios foram dados a igreja por Deus... voltado primordialmente para o público cristão, com o propósito de edificação, preparação, habilitação resultando em mudança de vida.
Erram também aqueles que ensinam a Bíblia vendo-a como um livro a ser estudado visando ao conhecimento, em lugar de um livro a ser praticado.
É fascinante o que Jesus disse:
"Se Me amais guardareis os Meus mandamentos."
Porém muitos ensinam como se fosse:
"Se Me amais, conhecereis os Meus mandamentos."
Deus não está muito interessado em "resposta" de perguntas, mas sim em "atos de serviço." Ele busca frutos, e não fatos; quer discípulos, e não um banco de informações.
No entanto devemos reconhecer que o conteúdo é exatamente importante saber. Contudo muito mais essenciais são os atos de obediência.
O conteúdo é sempre servo da conduta. Sempre que entronizamos a informação às custas dos atos de serviço, é o rei errado que está no poder.
O processo de preparação, isto é, os estudos bíblicos, cultos, palestras, classes de escola sabatina, treinamento, são mais bem avaliados por aquilo que o cristão faz após ser ensinado.
Quando um time de futebol se reúne para receber instruções do técnico, ensaiar jogadas, fazer coletivos entre reservas e titulares, todo mundo sabe que é um treino e não um jogo, eles suam a camisa aprendendo e se entusiasmam. Mas aquilo não valia tanto. Era apenas um preparativo para o jogo de verdade.
Exatamente o oposto ocorre na igreja ou sala de estudos bíblicos.
Todo mundo vem para o treino, mas ninguém presta atenção no jogo de fato. O verdadeiro jogo acontece no mundo lá fora, e não dentro da igreja.
Não é estar presente na igreja que prova que o jogo está ganho, mas nos altos e baixos da vida.
O problema é que ficamos de olho nos "gols marcados" no treino, mas não nos do jogo de verdade.
Sejamos práticos e testemos a eficácia na preparação que devia ocorrer na igreja em um eficiente trabalho.
A) Discipulado - e Conservação de Membros.

Responda:

Que porcentagem dos membros de sua classe de escola sabatina, classe de estudos bíblicos ou membros em geral, está envolvida numa reunião regular e programada com outros membros, visando o crescimento espiritual e à prestação de contas, sem considerar atividades normais da igreja?
Quantos cursos de discipulado e conservação o pastor já deu para preparar os crentes para trabalharem pelos outros?
Que percentual dos membros está envolvido na ministração de um estudo bíblico ou na direção de um grupo de discipulado fora das atividades oficialmente patrocinadas pela igreja?
Que percentual de membros passou, nos últimos doze meses, por uma classe de treinamento, de duração mínima de seis horas, objetivando prepará-los para ensinarem com maior eficiência?
Que porcentagem dos estudos bíblicos liderados por membros conseguiu dar origem a outro grupo nos últimos doze meses?

B) Evangelismo

Que porcentagem dos membros testemunhou do evangelho para outra pessoa na semana que passou?
Que porcentagem deles ganhou uma pessoa para Cristo durante os últimos doze meses?
Que percentual dos membros que se uniram à igreja no ano passado está envolvido numa classe de treinamento evangelístico?
Que porcentagem dos novo convertidos veio através de ministério na vizinhança ou no local de trabalho, e não através de iniciativas gerais da igreja?

C) Vitalidade Espiritual

Que percentual dos membros mantém uma "hora tranqüila" regular ( pelo menos cinco vezes por semana)?
Que percentual deles realiza um culto doméstico regular (pelo menos três vezes por semana)?
Que percentual deles possui um ministério pessoal regular no qual serve ao Senhor pelo menos uma vez por semana?
Que percentual deles devolve o dízimo?
Que percentual deles daria nota 7 ou mais, à sua própria vida e crescimento cristão?

Se você como "treinador observasse os placares" corretos. Eles redirecionariam a sua atenção tirando-o daquilo que você faz (dirigir o treino) e passando-o para o que os jogadores fazem (jogar).
Quando um time começa a jogar mal além dos acertos com os jogadores, troca-se o treinador. Deus não quer trocá-lo mas aperfeiçoa-lo.
Um líder eficiente concentra deliberadamente seus recursos nas metas estratégicas
de sua organização. Um preparador eficiente dirige seus esforços para os candidatos mais fiéis, que demonstram ser mais promissores quanto a um ministério cristão significativo e longo.
Por que Cristo não investiu tempo equivalente na preparação de cada um dos discípulos? Por que passou certo tempo com os setenta, mais tempo com os doze e mais ainda com três? Ele sabia que precisava administrar seu tempo e energias para maximizar o crescimento do reino. Nós precisamos fazer o mesmo.
Quando você for determinar o círculo íntimo que haverá de preparar, selecione-os cuidadosamente.
Teste a determinação deles. Ao escolher aqueles a quem vai preparar, deve testar o nível de interesse e do desejo deles em relação a isso.
Jesus antes de escolher os doze passou a noite orando, pois sabia da importância de Sua decisão.
Eles foram provados: tiveram que deixar "as redes de pesca", e a sua "mesa de coleta de impostos".
Já o jovem rico foi reprovado, não deixou seu maior interesse pessoal.
Paulo diz a Timóteo:
"E as coisas que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar a outros". Tim. 2:2
Portanto, não concentre sua atenção - não invista seu tempo - nos infiéis.
Além de tolo, você está sendo desobediente. Selecione cuidadosamente os mais fiéis, e prepare-os ao máximo.
Atenção:
A preparação é uma das atividades mais difíceis que você fará em toda a vida.. Precisamos lembrar disso sempre que o fizermos.
É bem mais difícil do que você pensa. E, por ter expectativas nada realistas, a princípio sentirá muita frustração.
Durante uma viagem à Malásia, Truett Cathy, o fundador do Chick-Fil-A (filé de frango), reparou uma folhagem singular. O guia explicou que se tratava de tipo raro de bambu com um padrão de crescimento fantástico.
Planta-se a semente num monte de terra, rega-se e aduba-se. Nada acontece durante um ano inteiro. Torna a regar e adubar no segundo ano e nada acontece tampouco.
No terceiro ano de rega e adubagem, ainda nada acontece. Repete a operação mais um ano, o quarto, e ainda nada.
Por fim, completa-se o quinto ano de constante rega e adubagem, e ele brota.
Em noventa dias, ele cresce quase trinta metros!
Precisamos ter muito cuidado com a "instantaneatite" em nosso ministério de preparação. Às vezes o processo exige anos de constante rega e adubagem, para depois vermos o crescimento.
A preparação é um compromisso de longo prazo. Talvez aquele de quem você está querendo desistir só precise de mais um ano de rega.
Não desista!

O Objetivo de preparar é formar outros preparadores independentes.

Isto ocorre quando alguém se torna perito em algum serviço ministerial, que o esteja usando ativamente, levando outros semelhantes a crescerem em seu próprio ministério pessoal.
Deus não quer que apenas ensinemos, mas que nossos ouvintes ensinem a outros e assim por diante. Criaremos portanto, uma linhagem cristã.
Este processo pode ser interrompido se nós que ensinamos estejamos somente interessados em passar a matéria e não em preparar os alunos.
Devote-se à realização do chamado do Senhor: "Ele designou mestres com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado".
Conhecimento sem muito compromisso e prática, leva a mornidão espiritual. Devemos então mudar a ênfase, do conteúdo para a prática, do conhecimento em si para a formação do caráter e da conduta.

O Método e os Maximizadores da Aprendizagem

De alguma forma nós, da igreja, aceitamos a idéia de que o treinamento não é prioritário. Mas fora dos limites da igreja, lá no mundo, acontece exatamente o oposto. Sempre que virmos empresas que possuem um desempenho acima da média, veremos também que ali houve um treinamento acima da média, e quando encontramos o contrário, significa que seus funcionários receberam pouquíssimo ou nenhum treinamento.
Cristo dedicou o cerne de seu ministério preparando seus discípulos.
O treinamento multiplica grandemente os resultados a longo prazo. Podemos ver pela "parábola dos talentos", que o Senhor julga a todos com base naquilo que fizemos com o que Ele nos deu.

O Método

Instruir

Significa, transmitir os fatos básicos e a informação relativa a capacitação. O instrutor deve "educar" seus alunos e "prepará-los" com as verdades fundamentais necessárias sobre as quais essa capacitação se alicerça.
Ao final deste primeiro passo, seus alunos devem saber como funciona aquilo que você está lhes ensinando. Até essa altura, você deve permanecer no estágio da apresentação dos fatos.
Quanto mais forte o alicerce, maior o edifício que pode ser construído nele. Da mesma forma, quanto mais firmemente os alunos tiverem dominado as habilidades básicas, tanto melhor e mais rapidamente estarão aptos a aprender e a utilizar-se das habilidades mais avançadas.

Exemplificar:

Dê-lhes uma "revisão" de forma que as palavras do primeiro passo agora se tornem uma cena viva.
Você precisa conduzi-los do "eu entendo" para o "eu estou vendo".
Precisamos evitar pensar que o processo de preparação é simplesmente capacitar alguém para repetir uma informação memorizada. Saber algo em nossa mente não implica em saber fazê-lo na prática.
Na mente de muitos, preparar é igual a conhecer, e não a fazer, isto cria muitos teóricos, pessoas mornas que sabem muito e praticam quase nada ou nada.

Envolver:

Envolva os ouvintes na prática dessa habilidade.
Os passos são: "Eu entendo" = instrução, conteúdo.
"Eu estou vendo" = exemplos, imaginação.
"Eu estou fazendo" = praticar, ação.
Como professor, é sua responsabilidade praticar a competência com eles como se fora um técnico-jogador.
Este passo de envolver é o pivô do método da preparação. Ele determina, em grande escala, o grau de sucesso que os alunos acabarão tendo.
Aqui precisamos dar atenção especial ao progresso e à estabilidade emocional dos alunos. Se a experiência deles for desastrosa, cercada de constrangimento e decepções, pode estar certo que seu esforço de preparar não terá sido eficaz.
Transmita-lhes confiança, compreensão e ânimo.
Não se preocupe com o placar a essa altura do campeonato. Limite-se a incentivá-los.
Um aluno normal é cheio de insegurança e ansiedade.


Aperfeiçoar:

Desenvolva a habilidade que o aluno já adquiriu.
A repetição constante de uma idéia leva inevitavelmente a ação.
Este passo é: "Eu estou ficando melhor nisso."
O processo do aperfeiçoamento é interminável para todos os que almejam ser campeões.
As necessidades dos alunos variam de um para outro. Alguns precisam ser empurrados para fora do ninho, enquanto outros precisam ser mantidos nele até que desenvolvam mais algumas penas.
Muitos alunos não entenderão, por isso espere algum descontentamento momentâneo até que eles estejam prontos.
O alvo do quarto estágio é conduzir os alunos ao ponto em que tenham competência, de forma que sem nossa orientação ou até mesmo, sem nossa presença, eles possam realizar plenamente a habilidade em questão, com excelência.
Quando treinamos alguém, nós o treinamos para que atinja o nível de competência.
O desafio que Efésios 4:11-16 nos apresenta não é o de prepararmos os santos para "saberem" acerca da obra, mas, sim, de "fazerem" a obra.
Para avaliar o nosso processo de preparação, devemos verificar as realizações de nossos alunos, e não somente o conteúdo de seu conhecimento. A verdadeira questão é a utilização do conhecimento, e não a mera aquisição dele.
Quanto mais adiantado o aluno se tornar, mais devemos ajudá-lo a refinar sua técnica e aprimorar seu estilo pessoal.
Porém, o ritmo de informações novas e mais complexas deve acompanhar o amadurecimento suficiente para que o aluno saiba fazer uso delas.
Ao ministrar tome cuidado para não fornecer informações de forma que os alunos percam a oportunidade de descobrir as coisas por si próprios.
Porque ao apresentar o conteúdo em detalhes você diminui o potencial de produzir mudanças de vida, porque dá aos ouvintes as respostas antes mesmo de eles fazerem as perguntas.

Inspirar:

O passo final no ensino de uma habilidade é "inspirar" os alunos a continuarem, a ponto de por eles próprios desejarem sozinhos passá-la a outros.
Eles devem possuir a visão de passá-la adiante.
Eles compreendem que há poder muito maior no "reproduzir-se" do que no fazê-lo ele mesmo.
Lembre-se devemos cumprir II Tim. 2:2.

Observações Importantes:

Cuidado ao ser demasiadamente "fatual" a ponto de esquecer o "afetivo".
Cuidado para não "martelar" tanto a "cabeça", que chegue a "matar" o "coração".
Concentre-se na habilidade do aluno e não em seu estilo. Cada aluno tem história e percepção diferentes.
Se sugerirmos que nossa maneira de fazer as coisas é a mais certa, estaremos sendo arrogantes.
Deus se concentra nos resultados e não no estilo. Veja os escritores bíblicos e a diversidade no escrever. Cada um do seu jeito, mas todos inspirados.
Não permita que copiem seu estilo ou de qualquer outro, estimule o desenvolvimento próprio.

Aumente a motivação:

Os três principais elementos que os levarão à ação são os seguintes:
1 - O relacionamento com outra pessoa ou entidade. Ex. Objetivos, ideais, aspirações, amizade, lealdade, amor, compromisso.
2 - O receio de punição ou sofrimento. Ex. multas, notas vermelhas, advertências, perdição eterna.
3 - A esperança de recompensa, prazer ou benefício. Ex. notas boas, salário, férias, presentes, comissões, vida eterna.
Incentive os alunos com maior freqüência.
Não é incomum os alunos serem dominados por um enorme temor de fracassar e de passar vergonha.

Assim lembre-os:

Deus prometeu Sua presença, Sua assistência através do Espírito, você também estará por perto.
Conceda-lhes coragem, assegurando-lhes que serão bem sucedidos se derem o melhor de si.
Transmita coragem aos alunos, prometendo que irão sair-se bem na parte mais difícil da matéria.
O sucesso será obtido na medida em que praticarem sua habilidade.
Dê atenção a todos. Se nos limitarmos a mostrar apreço àqueles que conseguem altos níveis de realização, seremos como os fariseus que apenas saudavam os ricos e desvalorizavam a oferta da viúva.

Veja Mateus 25:14-30, mas atente:

Vs. 15 - Deus nos deu talentos diferentes.
Vs. 19 - Deus dá tempo para o desempenho e coloca nosso desempenho a prova.
Deus recompensa com base na capacidade, e não na quantidade.

Note os elogios:

Ao de cinco talentos - Vs. 21 "...muito bem, servo bom e fiel..."
Ao de dois talentos - Vs. 23 "....muito bem, servo bom e fiel..."

Já que Cristo pode dizer "muito bem" tanto àquele a quem confiou dois talentos, como ao que conseguiu cinco, nós precisamos elogiar o desempenho de cada um, sem fazer comparações com o desempenho dos demais.
Jamais subestime o impacto eterno de seu ensinamento. Jamais diga:
"Essa classe não irá fazer muita diferença."

Jamais pense:

"Eu já fiz a minha parte, agora vou descansar".

Em sua igreja ou classe da Escola Sabatina pode estar um novo professor, pastor, ancião, etc. Ele só está esperando sua ajuda.

Não esqueça jamais:

"O objetivo de ensinar é transformar vidas".

Pr. Wladimir G. Souza

 

 

A LEI DA RETENÇÃO

Esta lei concentra-se em passar ao ouvinte o máximo de informação no mínimo de tempo, com o mínimo de esforço do aluno, e com o máximo de retenção.

Quatro níveis de ensino em Deut. 6:4-19

1) Ensine - "Tu as inculcarás a teus filhos"
- Norteado pelo professor.

2) Fale - "...delas falarás..."
- Diálogo, norteado pelo aluno, durante a aula e fora dela.

3) Lembrete pessoal - "...também as atarás (o conteúdo) como sinal..."
- Sinais, figuras, gráficos, transmitem mensagens de conteúdo.

4) Reconhecimento público - "E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas"
-Propaganda Passiva.
Tanto o terceiro quanto o quarto métodos de ensino são não verbais, e este último ocorre na ausência e independentemente da presença física de um professor.

Deus ensina o tempo todo (veja o Salmo 19), através de todos os meios possíveis: diretos e indiretos. Essa transferência não se concretizarão através de boas intenções e melhores votos; deve se dar através de tudo que dizemos, fazemos e representamos.

RELEVÂNCIA

Se o professor, não souber destacar a relevância da matéria que está ministrando aos alunos, pode ficar certo de que eles ficarão apáticos e frustrados.
A relevância incrementa a motivação e a concentração.
O conteúdo só despertará a atenção da classe se contiver elementos de interesse generalizado e se possuir a capacidade de atender às necessidades deles.
À medida que você for demonstrando a necessidade que eles tem desse conteúdo e fizer com que se relacionem com a relevância da matéria, conseguirá o interesse e a concentração suscitada por uma aula variada e criativa.
O professor precisa assumir a responsabilidade de separar o importante daquilo que é de menor valor. Os verdadeiros mestres sabem o que deixar de fora. O máximo de atenção deve ser dedicado às coisas mais importantes, aquelas que dão a oportunidade de realmente conhecerem o assunto.

Memorização

O objetivo da revisão é pegar o essencial do que é importante e plantá-lo firmemente na memória de longo prazo dos alunos.
Faça revisões em momentos diversos, e de formas diferenciadas, até que todos saibam a matéria .

SAIBA PARA NÃO ESQUECER.

{A forma como um professor encara o ensino determina, de fato, a maneira como ele ensina.}

Há três coisas a lembrar quando ensinamos:
_Conheça bem a matéria que vai "rechear" a cabeça dos alunos.
_ Conheça aqueles que vai "rechear".
_ "Recheie-os" com elegância.

PREPARE-SE PARA O ATAQUE

Recolha o material a partir do qual selecionará os fatos que deseja ensinar, isso envolve pesquisa, um levantamento de forma a acumular o máximo de informação possível.
Este primeiro passo chama-se visão panorâmica.
A seguir, você organiza o assunto. Seu objetivo aí é classificar o conteúdo de forma a dividi-lo em unidades de pensamento. Divida para conquistar:
A - Dados que crê serem necessários.
B - Dados proveitosos, mas não obrigatórios.
C - Dados que ajudam, mas opcionais.
D - Dados pouco proveitosos.
E - Dados que não ajudam ou podem confundir.

O segundo passo é ficar com as opções, A, B e C.
Os Grandes professores são habilidosos em identificar o que devem excluir e o que devem apresentar, isto também com relação as opções A, B e C.

Como determinar? O que levar em consideração?

A - Auditório

A seleção é determinada pelo tipo de alunos.

B - Tempo

Qual o montante de tempo?
Vinte minutos?
Cinqüenta minutos?
Treze semanas?

C - Propósito

Que metas você está procurando atingir com os alunos? Qual grau eles precisam compreender o assunto? Superficial, médio ou detalhado?
O terceiro estágio é simplificar o assunto ao nível de compreensão dos alunos, e levá-los a compreender a matéria.
Profundidade não é sinônimo de complexidade; o sinônimo é simplicidade.
Assim caminhamos para a memorização, que conseguimos com a revisão, "solidificando" a matéria na mente dos alunos.
Repare o método de Jesus.
Veja quanto conteúdo novo Cristo ensinou nos evangelhos.
Você logo percebe que Ele revisou Seu conteúdo inicial reiteradamente, repetindo os mesmos conceitos de maneiras diferentes. Ele ensinava uma lição numa conversa direta e em seguida reforçava o conceito através de um milagre ou de uma parábola. Ele repetiu as mesmas idéias inúmeras vezes.
Para assegurar que eles compreendam bem o significado por trás dos fatos, a discussão do assunto em sala de aula e o trabalho escrito ajudam muito.
O verdadeiro e único objetivo válido da educação é que o aluno seja instruído e treinado a tal ponto que, como resultado da aprendizagem, ele mude e se comporte de forma diferente, e não somente acumule informação.

Potencialize a retenção

_ As figuras são incrivelmente eficazes como alavancas sensoriais.
_ Conte fatos com uma história. Veja na Bíblia quantas histórias. Elas ficam na mente
_ Sempre que um professor associa um fato ou conceito com um objeto concreto ou ação, aumenta muito a possibilidade de retenção. Deus utilizou objetos-símbolos, tais como o tabernáculo, a arca, a vara de Arão, a cruz como fixadores de conceitos na memória. Veja as festas judaicas e o próprio sábado.
-Use cenas dramáticas, pois são os elos de mais intensidade da memória.
Veja: - Jonas no ventre do grande peixe
- Pedro e o lençol.
- Daniel na cova dos leões.
- A ressurreição de Lázaro, etc...
Essas cenas são ferramentas eficazes para fixar na memória só alguns tipos de informação, funcionam melhor quando utilizadas para ensinar lições profundas que o auditório jamais esquecerá.
_ Outra ferramenta é a música, o mundo secular sabe o valor da música para incutir sua mensagem na memória de um ouvinte. É só ouvir o rádio ou assistir TV e você ouvirá inúmeros jingles.
Muitos hinos cristãos são verdadeiros sermões postos em música. A música foi criada por Deus, e seu objetivo não é apenas produzir louvor e adoração, mais também nos permitir gravar palavras, a vontade e os caminhos do Senhor.
Use gráficos e tabelas, pois facilitam a comunicação de relacionamentos, proporções e o fluxo ou direção. Eles transformam os fatos em representações visuais.

 

A MISSA

CULTO DE ADORAÇÃO OU NOVO SACRIFÍCIO?

É comum ouvirmos da parte de alguns católicos que a missa e o culto protestante são basicamente a mesma coisa, ou seja, uma reunião de adoração a Deus e leitura dos Evangelhos.
No entanto a missa tem um conteúdo diverso de uma mera reunião religiosa.
É designada de celebração eucarística (ação de graças).
"E pretendemos apresentá-lo sempre como a atualização da morte-ressurreição-glorificação de Jesus, até que Ele venha." Os sacramentos em sua vida - Padre José Bortolini - Ed. Paulinas, pág. 64
"Só assim: batizados, reunidos e unidos é que formamos Igreja. Só assim podemos celebrar a eucaristia, a Nova Aliança, selada no corpo e no sangue de Cristo." Idem, pág. 65
Cada missa relaciona intimamente com o ato de partir o pão e beber o vinho, conforme Jesus o fez na última páscoa. (Ver Lucas 22:14-20; Mat. 26:266 a 28)
"O pão e o vinho consagrados são o corpo e o sangue de Jesus, entregues por nós." Idem, pág. 68
"A eucaristia (missa) é também sacrifício.
É o gesto sagrado de Jesus que se entrega como vítima de salvação. Na celebração revivemos e atualizamos o gesto salvador de Jesus... Na celebração da Nova Aliança (missa), é Cristo quem se oferece ao Pai por nós, como sacrifício perfeito, totalmente agradável, "sacrifício de vida e santidade". Idem, pág. 75
O Padre José Bortolini a caminho de terminar as considerações sobre a eucaristia, leva o leitor as palavras de Jesus sobre o pão e o vinho e afirma:
"A nossa fé. Sem ela, ninguém entende a eucaristia. É por isso que o Padre diz após a consagração: "Eis o mistério da fé." Pág. 76
Com esta declaração, sobre a necessidade de fé, faz referência a idéia da transubstanciação. Isto é, o pão e o vinho ao serem erguidos pelo Padre na missa são transformados literalmente. O pão é realmente a carne, e o vinho é realmente o sangue.
Temos ali em pessoa, Jesus Cristo, que na missa é sacrificado, "atualizando" (pág. 64) o sacrifício de Cristo para aqueles que estão comungando.
Na transubstânciação, ensina o catolicismo Romano, a essência interior da matéria, no caso o pão e o vinho mudam, mas sua aparência exterior continua a mesma.
Esta idéia com relação a matéria surgiu no 3º século antes de Cristo na Grécia, nos ensinos de Aristóteles, e foi assimilado na transubstânciação pelo Catolicismo definitivamente no ano de 1215 A.D.
Vejamos, a idéia básica é alicerçada na declaração de Cristo, "isto é o meu corpo" e "isto é o meu sangue".

1º Como Jesus usou em outras circunstâncias recursos lingüisticos para expor suas idéias?
João 10:7 e 9 ________________________________________________________
João 8:12; 9:5 _______________________________________________________ João 15:01 __________________________________________________________
João 14:06 __________________________________________________________
João 06:35 __________________________________________________________
João 06:48 __________________________________________________________

2º Aponte o objetivo da Ceia do Senhor mencionados em Lucas 22:19 e I Cor. 1:23 a 26._______________________________________________________________
___________________________________________________________________

Note, "em memória de Mim". Vs. 24 e 25

A - O que é um memorial? _____________________________________________
___________________________________________________________________

"Em memória", entendemos uma recordação em face de tudo quanto Cristo foi e fez pela humanidade, sobretudo em sua expiação. "Fazei isto", não, "fazei este sacrifício", pelo contrário, é como se Jesus houvera dito: "Repeti este memorial, em lembrança de minha pessoa." Champlin
Veja também, "anunciais a morte do Senhor". Vs. 26

B - O que é um anúncio? ______________________________________________
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"Anunciais a morte", nesta ordem é levada a efeito para mostrar Cristo aos homens, para conservá-lo na lembrança dos crentes, e, sobretudo, para relembrar aquele item agora mencionado, ou seja, a morte de Cristo." Champlin
Poderíamos parar aqui, mas a afirmação: "A eucaristia (missa) é também sacrifício", do Padre José Bortolini, já citada no início do estudo precisa de atenção especial.


DANDO ASSISTÊNCIA ÀS NECESSIDADES ESPIRITUAIS

Um esforço limitado para melhorar a assistência espiritual dos indivíduos tem o potencial de elevar

Na celebração da missa Jesus é sacrificado novamente, atualizando, nas palavras do Padre a oferta de Jesus.

3º O que Jesus quis dizer em João 19:30? Leia Hebreus 10:10,12,14,18
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Logo dispensa-se, atualização ou novo sacrifício, o pão, ainda é pão e o vinho ainda é vinho, são emblemas, símbolos, um memorial, uma recordação, uma figura de linguagem usada por Jesus para um fato muito importante. Sua morte salvadora.

4º Em vista do que estudamos, que implicações tem a adoração do Santíssimo?
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expressivamente a atmosfera e o impacto total exercido pela instituição.

Assistência e Necessidades Espirituais:

Tem-se definido assistência como satisfazer abnegadamente as reais necessidades dos outros.
A assistência espiritual é, portanto, dar ou receber amor pessoal, confiança, perdão, sentido da vida, dentro do contexto dos princípios fundamentais da realidade. Tal assistência nasce de necessidades espirituais que são universais, ou seja, a necessidade de amar e ser amado, de sentir-se seguro, perdoado e útil.

A doença ou o sofrimento pode levar a pessoa a sentir-se:

a. sem propósito
b. sem amor
c. sem perdão

Analisando cada um:

A necessidade de significado e propósito:

Joyce Travelbee: "O propósito da enfermagem é ajudar o indivíduo e família
ou a comunidade a prevenir ou enfrentar a experiência da doença e sofrimento e, se necessário, a encontrar sentido nessas experiências.
Friedrich Nietzche: "Quem tem um 'porque' pelo qual viver pode enfrentar praticamente qualquer "como".
A diferença entre uma pessoa religiosa e outra aparentemente irreligiosa é que a pessoa religiosa experimenta a vida não apenas como um dever, mas como uma missão, cuja fonte é Deus.

Ex. Bíblico: Jó 7: 1-3, 6, 16 - Falta de sentido.
Jó 42: 1-6 - Jó encontra sentido e propósito.

Assim, não é apenas ter um 'porque', mas um 'alguém' - Deus.
Significado e propósito é igual a esperança.
É possível alguma esperança sem o reconhecimento de que Deus está no controle. Mas essa é uma esperança insegura - depende de outros, de nós mesmos, da mudança de circunstâncias.

Fé em Deus - não resulta necessariamente na mudança de circunstâncias, mas tem-se a certeza de que Deus está no controle.
Necessidade de amor e relacionamento:

Esta necessidade é constante a vida toda.
Na vida adulta, a perda de um relacionamento humano que se constituía numa fonte básica de amor e apoio pode contribuir para a depressão ou levar alguém à doença e à morte.
Toyotome afirma que a "segurança e a satisfação de ser amado por alguém é fundamental para uma vida feliz."
Três tipos de amor que podem determinar a felicidade ou infelicidade de alguém: O amor

a. "Se"
b. "Por causa de"
c. "A despeito de"

"Se" - Se você satisfizer minhas necessidades então amarei você.
Amor incondicional.
Motivação: interesse próprio
Muito comum.
Causa de divórcios e suicídios, se a pessoa não consegue corresponder às expectativas estabelecidas por outros.
O profissional de enfermagem encontra pessoas cuja experiência de amor tem sido do tipo "Se".
Ex.: O Sr. Jaime pode estar em terrível dor, mas teme que, se gritar, a enfermeira se aborrecerá e o rejeitará.

"Por causa de" - Eu o amo por causa do que você é.
Eu o amo por causa do que você tem.
Eu o amo por causa do que você faz.

A grande preocupação aqui não é conquistar o amor de alguém, mas manter esse amor.

"A despeito de" - vastamente diferente e superior.
Este é o tipo de amor que todos desejam desesperadamente.

O amor do tipo "A despeito de" é o que Deus dá à pessoa.
Isaías 49:14-16; Romanos 5:8; João 3:16

Indicações da necessidade desse amor:

auto conhecimento
depressão
insegurança
isolamento
desespero
temor
O profissional de enfermagem pode ser o canal de comunicação desse tipo de amor de Deus ao relembrar com o paciente o amor de Deus por ele no passado.
"O amor é uma realidade, não um sonho ou uma ilusão. Esta realidade é formada pelo conjunto das pessoas, onde a gente quer ou deve viver o amor. O enfermeiro deve amar seu próximo, e o próximo mais próximo é o paciente."


POR QUE AMAR-NOS UNS AOS OUTROS:

1. Amor é a evidência do discipulado - João 13:35
2. Amor é um débito que temos - Romanos 13:8
3. Amor é a graça em que devemos abundar - I Tess. 3:12
4. Amor é a prova de que somos ensinados por Deus - I Tess. 4:9
5. Amor é a marca de ser nascido de novo - I Pe. 1:22
6. Amor é o sinal de filiação - I João 3:11
7. Amor é o selo do colégio celestial - I João 4:7
8. Amor é a testemunha da presença de Deus na vida - I João 4:12
9. Amor é o cumprimento da obrigação que repousa sobre nós - I João 4:11


CRISTO É A RAZÃO PARA AMAR-NOS UNS AOS OUTROS:

1. Porque Ele ordenou fazer assim - João 13:34,35
2. Porque Ele Se deu por nós - I João 3:16
3. Porque Ele deu o exemplo - João 13:14,15
4. Porque Ele nos perdoou - Ef. 4:32; 5:1
5. Porque nEle nós somos um com o próximo - Mat. 23:8
6. Porque esta é a evidência de que O conhecemos - I João 4:7,8
7. Porque através dEle temos passado da morte para a vida - I João 3:14


Necessidade de Perdão:

Culpa é um sentimento comum a todos.
Falsa culpa - resulta de expectativas irrealistas.
Culpa real - pecados e erros, violação da consciência.
Confissão - alívio: Salmo 32:1,3-5
Aqui é um dos pontos onde a ação do Capelão pode ser indispensável.


Lidando com a culpa:

James Dobson resume sua apresentação sobre a culpa com as seguintes conclusões:

1. Deus não é o autor de todos os sentimentos de culpa.

1. A ausência de sentimentos de culpa não significa necessariamente que estejamos inocentes diante de Deus.
2. Portanto, a consciência não é inteiramente válida em sua representação da aprovação ou desaprovação divina.
3. No entanto, Rom. 9:1 ensina que a consciência é um instrumento do Espírito Santo e é freqüentemente iluminada por Ele.
4. A consciência é, então, um valioso legado ao cristão, em vez de um defeito a ser vencido. Devemos interpretar sua mensagem com maior sensibilidade.
5. Quando sentimentos de culpa são reflexos da desaprovação divina, eles podem se tornar válidos pelo teste do intelecto e da vontade.
6. A consciência é grandemente um legado de nossos pais, o que coloca uma tremenda responsabilidade sobre as mães e pais para lidar com esse mandato prudentemente.
7. Descartando os nosso sentimentos, o último teste de nossa aceitabilidade por Deus se encontra em Rom. 8:1: "Não há, portanto, condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito." Dobson, pp. 40/41


PASSOS NO PROCESSO DE ASSISTÊNCIA:


É importante reconhecer e respeitar as diferenças na expressão de fé entre as
pessoas. E mais importante: compreender quão semelhantes são as necessidades espirituais básicas de todas as pessoas.

Segundo Mary Lou Peck, "o primeiro passo no processo de apoio é claramente o de descobrir de onde vem o cliente, e as origens de sua fé. Para iniciar o conhecimento do cliente como um todo, a avaliação cultural inclui três partes:


1. Colher informação sobre o sistema de apoio do cliente, quais são as pessoas em quem o paciente tem confiança ou fé. Se neste grupo o paciente incluir sacerdotes ou líderes religiosos, já é uma pista importante para uma forte fé;

2. Uma análise dos padrões do cliente para solução de problemas sociais ou enfermidades físicas, pode dar informação adicional a respeito de remédios caseiros ou práticas culturais;


3. Finalmente, descobrir o que o paciente julga estar mal, ou qual a causa do mal-estar, e o que poderia afetar a cura. A partir daí, fazer o plano de
assistência.
Observação:

1º passo no processo de enfermagem. Alguns elementos que podem indicar a presença de alguma necessidade espiritual:

a) Atitudes e sentimentos - O paciente parece solitário, deprimido, irado, agitado e ansioso?
b) Comportamento - O paciente ora antes das refeições ou a períodos determinados? Lê literatura religiosa? Reclama freqüentemente? Necessita de excessivas doses de sedativo? Caminha pelos corredores à noite? Conta piadas inapropriadas?
c) Verbalização - Menciona Deus, oração, fé, igreja ou assuntos religiosos? Pede ele a visita de um religioso? Expressa temor da morte?
d) Relações interpessoais - Quem o visita? Qual a sua reação a visitas? Seu líder religioso o visita? Como o paciente se relaciona com outros pacientes? E com o pessoal de enfermagem? Está ele sempre solitário?
e) Ambiente - O paciente tem bíblia, livro de orações, literatura devocional, adornos religiosos ou rosário em seu quarto? Os cartões que recebe são religiosos? Sua igreja lhe envia flores e o boletim de culto?


O QUE SIGNIFICA TUDO ISSO?


Interpretação - Neste estágio o enfermeiro deve comunicar abertura e disposição para discutir assuntos espirituais, por mostrar-se interessado nos sentimentos e pensamentos do paciente.

Observações devem ser testadas:

a) Refletindo o estado do espírito do paciente:
Ex.: "O Sr. Parece estar triste hoje....?"
b) Verbalização de sentimentos desenvolve confiança e releva possíveis necessidades: propósito, amor, perdão.
c) Relações interpessoais observadas podem ser validadas. Observando o paciente após as visitas e ventilando o assunto com o paciente.
d) Relacionamento difícil com os enfermeiros: dificuldade de relacionamento com outros e com Deus.
e) Ambiente - fotos, literatura

Uso de perguntas em conversa informal ou incorporá-las formalmente no relatório da enfermagem:
1. Qual o propósito da minha vida?
2. Se você morresse hoje, que pessoa você gostaria que fosse comunicada em primeiro lugar? Quem seria a pessoa mais afetada por sua morte?
3. Se você cometesse um grave erro moral, como essa pessoa reagiria? Ela perdoaria você?
O apoio espiritual não pode ser posposto - O relato verídico de uma enfermeira faz refletir sobre esse assunto. Diz ela que certo paciente seu, ao sentir a morte iminente, pediu que ela rezasse por ele. Ela sentiu-se desconfortável e inapta para atender ao pedido, dizendo ao paciente que regressaria dentro de instantes. Por não saber rezar, resolveu procurar alguém para ajudá-la. Porém, ao se distanciar da enfermaria, sentiu um profundo senso de responsabilidade e compreendeu que a necessidade do paciente era improrrogável; voltou então imediatamente para o lado dele, encontrando-o já imóvel e sem vida. Daniel, Liliana. Atitudes Interpessoais em Enfermagem.

O mínimo de assistência espiritual - Calcula-se que a expectativa do paciente nos últimos momentos de vida não tenha sido de ouvir uma reza rebuscada e nem se teria esperado isso da enfermeira. Nos momentos finais, quem sabe, o anseio teria sido satisfeito apenas pelo ato de segurar a mão do paciente, pela presença serena da enfermeira, pela expressão de um olhar compassivo, ou mesmo uma palavra de fé e esperança. Daniel, Liliana. Op. Cit.

Cultivar a religiosidade

A capacidade de relacionar-se e de dar apoio espiritual dificilmente ocorre
espontaneamente. Precisa ser cultivada pela convivência gregária e pela prática da religiosidade. Idem.

O componente psicológico

O ponto de partida reside em desenvolver atitudes favoráveis de
relacionamento e em empregá-las. Isto porque quase todas as necessidades básicas podem ser atingidas através do componente psicológico, inclusive as espirituais.
Recorrer a medidas de assistência espiritual somente em caráter de emergência é um tanto difícil. O uso destas não é obra do acaso, depende de terem sido vivenciadas anteriormente. Idem.

Adquire-se sensibilidade

Com o preparo, adquire-se a sensibilidade para identificar os sinais de necessidade espiritual e reconhecer a disposição das pessoas para receberem ajuda.
O processo de ajuda espiritual deveria ocorrer naturalmente, sem forçar ninguém, seja no caso de uma criança, um jovem, um adulto ou um idoso. A livre decisão para receber ajuda espiritual precisa ser respeitada. Não se satisfaz essa necessidade sendo inconvenientes ou utilizando frases estereotipadas, mas, sim, tendo atitude compassiva e serena (exercendo bom senso e equilíbrio). Idem.
O sistema de valores e a crença religiosa devem ser avaliados para não ferir os princípios e sentimentos das pessoas.

Todo tato é indispensável.
Todo tato possível é essencial ao se lidar com os anseios das pessoas, estejam estas conscientes ou não da sua necessidade espiritual. Idem
Sugestões para desenvolver a habilidade na assistência espiritual:

1. Reavaliar a própria filosofia pessoal de vida, considerando a precedência atribuída à prática da religiosidade.
2. Possuir uma experiência pessoal de fé, meditação, oração e leitura das Sagradas Escrituras.
3. Ser eficiente no desempenho das técnicas de enfermagem.
4. Conhecer e respeitar as diferentes culturas e princípios religiosos.
5. Cumprir as tarefas com mente positiva.
6. Usar a personalidade como elemento terapêutico.
7. Ter empatia e sobriedade mesclada a um bom senso de humor.
8. Aceitar o que não pode ser mudado.
9. Desenvolver o gosto pelo belo, pela natureza, pela música e por atividades construtivas.
10. Utilizar o método científico para planejar a assistência de enfermagem. Idem.


Execução:

Ao executar assistência espiritual, 2 princípios básicos devem ser observados:

1. Cada indivíduo é único em suas características. O foco - relacionamento do paciente com Deus.

2. O relacionamento do enfermeiro com Deus.

O profissional de enfermagem que se sente apartado de Deus ou duvida
que Deus Se relacione pessoalmente com seres humanos terá dificuldades em assistir espiritualmente tem a responsabilidade de encaminhar o paciente a alguém que o faça.

Na execução - 4 recursos principais a serem usados pelo profissional de enfermagem:

1. O uso de si mesmo;

2. O uso da oração;

3. O uso das Escrituras e

4. O encaminhamento à Capelania.

Estes recursos serão analisados mais adiante.


RECURSOS NA ADMINISTRAÇÃO DA ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL

AO CLIENTE, PACIENTE E FAMILIARES


1. O uso do Eu ou de si mesmo


Significa relacionar-se com os pacientes como indivíduos, pessoa-pessoa
ao invés de pessoa-objeto.

Ser X fazer

Envolve a disposição de tornar-se vulnerável e dedicado a uma outra pessoa.
Encará-la como um ser humano como nós, em vez de aproximarmo-nos
dele(a) com a autoridade de um profissional.

Isto pode deixar-nos exaustos e por isso evitarmos o uso terapêutico de nós mesmos em autodefesa.

A observação de uma enfermeira:

"Quando o paciente mais necessita de nós, nós desaparecemos. Em geral não desaparecemos fisicamente, mas, por cortarmos a comunicação, já não estamos ali. Nós, na verdade, não ouvimos o que eles estão nos dizendo através do tocar constante da campainha, das palavras entrecruzadas, da insatisfação. Nós convencemos o médico a autorizar um sedativo ou uma dose maior de analgésicos - qualquer coisa que o mantenha quieto, evitando de irmos ao seu leito. Qualquer
coisa que nos impeça de perdermos nosso profissionalismo, pois se parássemos para ouvir, poderíamos descobrir que somos tão irremediavelmente humanos como eles.
Nós poderíamos até ter que admitir que temos medo, ou, pior ainda, nós poderíamos até chorar.
Este parece ser o cúmulo de irmos longe demais, de nos envolvermos demais.


O uso terapêutico do EU envolve os seguintes elementos:

A - Ouvir atentamente

B - Empatia

C - Vulnerabilidade

D - Humildade

E - Dedicação

A - OUVIR ATENTAMENTE

Uma arte - envolve ouvir e entender o que as pessoas estão dizendo e o que elas estão com medo de dizer.

Ouvir atentamente não significa ficar parado como uma estátua. Significa envolver todo o seu ser em atenção à outra pessoa; bloquear as distorções e o desejo de contar as suas próprias experiências para não sufocar os pensamentos dos outros. A forma de sentar, olhar e movimentar as mãos indicam se o ouvinte está ou não interessado. O bom ouvinte tem o poder de fazer a outra pessoa se sentir importante; qualquer pessoa sabe como é desconfortável falar com alguém que não responde, ou que responde só para se livrar do emissor. Prestar atenção à comunicação verbal e não-verbal é uma arte; procurar interpretar as frustrações simuladas por trás de críticas, ou mesmo de elogios, favorece muito a compreensão das necessidades das pessoas. É compensador em todos os sentidos dar valor à comunicação dos outros para captar a real mensagem.
A preocupação quanto à disponibilidade deveria ser não em relação à quantidade de tempo gasto para escutar, mas como se escuta. Mesmo um período
curto gasto atenciosamente em escutar pode ser mais proveitoso do que longos minutos sem se mostrar o devido interesse.

Algumas barreiras:

1. Atenção seletiva - ouvir só aquilo que nos parece confortável.
2. Significado das palavras - diferentes denominações, diferentes significados de palavras.
3. Preconceitos - na assistência espiritual, o mais grave: pensar que, quem quiser ter um relacionamento com Deus precisa crer o que nós cremos e comportar-se como nos comportamos.
4. Ansiedade - põe o foco no enfermeiro, em vez de no paciente. Ocorre com principiantes. É preciso estar à vontade.
5. Defesas Pessoais - quando alguém nos ofende ou ataca algo que apreciamos, levantamos barreiras de proteção.
Ex.: ira do paciente contra Deus - defender a Deus.
Paciente sedutor - afastar-se, em vez de estabelecer limites e ouvi-lo.
6. Propósitos - Ir em frente para cumprir a obrigação.
7. Valores - Ex.: aborto ou outros comportamentos morais antagônicos aos nossos.

O ouvir pode ser eficiente através da empatia.

B - EMPATIA

Habilidade de compreender o que a pessoa está sentindo comunicar
tal compreensão a ela de maneira tão objetiva que se possa ver o porquê de tais sentimentos e ajudá-la.

C - VULNERABILIDADE


Riscos: sofrer com o paciente, ser rejeitado, exaustivo, críticas de colegas.

Marcel: "A pessoa que está à minha disposição é aquela capaz de estar comigo com todo o seu "eu" quando estou em necessidade; enquanto que a pessoa que não está à minha disposição parece meramente oferecer-me um empréstimo temporário baseado em seus próprios recursos. Para um eu sou uma presença, para o outro eu sou um objeto.

Sharon Fish: Ser vulnerável nada mais é do que o reconhecimento de nossa própria humanidade. Como seres humanos, nós todos somos vulneráveis. Nós sofremos, nos intimidamos com a morte, experimentamos dor física e emocional, necessitamos de alguém que nos dê assistência assim como damos assistência ao paciente.

Funcionar como se não fôssemos vulneráveis é destrutivo das estruturas de nossa personalidade e inútil a nossos pacientes.


D - HUMILDADE

Protege-nos da tentação de nos sentirmos onipotentes e indispensáveis. Ajuda-nos a confiar a outros os nossos pacientes.

Senso de posse do paciente -não terapêutico, mas manipulativo. Reconhecer que Deus pode usar um outro profissional na vida do paciente como me usou a mim.

deixa o paciente ser ele mesmo.
leva-nos a atender a todos, independente de:
valores morais
nível sócio-econômico
condição física ou mental
deixa-nos ser nós mesmos, reais.


E - DEDICAÇÃO

Disposição de nossa parte de partilhar da solidão, sofrimento e tristeza
de nossos pacientes.

Ao satisfazermos as necessidades espirituais através do uso terapêutico do "eu", nós freqüentemente representamos a Deus para o paciente. A nossa dedicação ou falta de, pode determinar a percepção que o paciente terá do amor de Deus. Por isso o uso do "eu" é insuficiente, pois o nosso alvo é levá-lo a um relacionamento pessoal com Deus, não apenas conosco.
O USO DA ORAÇÃO

De acordo com os ensinamentos bíblicos, a oração é um elo que liga o homem a Deus, que revela a sua dependência de Deus.

"Oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo." - E. G. White

Expressão de nossos pedidos, sentimentos e pensamentos a Deus e a aceitação da vontade de Deus em nossa vida.
A oração é vital no relacionamento pessoal com Deus, contudo, no trato com as pessoas não se deve impor essa prática, mesmo que se julgue ser importante; a ideologia religiosa precisa ser respeitada.
Pela observação atenta, o profissional poderá imaginar quanto aos desejos dos seus pacientes e utilizar a oração no momento preciso, sem ser ofensivo ou inconveniente.
A doença pode criar uma barreira à oração pessoal porque a intensidade do problema diminui no paciente a percepção da presença de Deus.
Sentimento comum nos pacientes: solidão ou isolamento.
A presença de amigos e parentes nem sempre elimina tais sentimentos.
Saber que outros estão orando em seu favor é de grande utilidade ao paciente que sente-se isolado ou solitário.
O profissional de enfermagem deve orar pelos pacientes e com os pacientes. Vantagens de orar com o paciente:

1. A oração se torna uma das mais profundas formas de comunicação humana - "intimidade sem risco".
2. A oração atende profundamente a necessidade de significado e propósito.
3. A oração pode restaurar no paciente uma concepção sadia do amor e da presença de Deus.
4. Deus responde as orações. Mat. 7:7-11; 18:19-20

Quando orar com o Paciente:

Após identificarmos os sentimentos do paciente.
Ex.: dor, medo, ansiedade, tensão, desânimo, alegria. A oração prematura interrompe a comunicação com o paciente. Evitar fazer isto.

Não use a oração como forma de concluir uma conversa com o paciente. A oração desperta profundos sentimentos no paciente. Assim, a conversação após a oração pode ser mais significativa do que a conversação que antecede a oração.

Oração pode ser especialmente válida nas seguintes situações:
- pré-operatório
- antes de testes complicados
- logo após a admissão a um ambiente estranho
- na aplicação de aparelhos complicados
Pacientes que indicam grande interesse religioso em geral apreciam orações.

Uma chave para determinar a conveniência ou não de orar com paciente: "A necessidade de quem estou eu satisfazendo ao orar - minha ou do paciente?"
Oração com pacientes só deve ser feita quando se tem certeza de estar satisfazendo uma necessidade espiritual do paciente.

Como orar:

De acordo com os ensinos bíblicos, a oração é um elo que liga o homem
a Deus, que revela a sua dependência de Deus. No trato com as pessoas não se deve impor esta prática, mesmo que se julgue ser importante.

Para orar com o paciente, devemos considerar sua tradição e/ou ideologia religiosa e o tipo de oração mais relevante a ele:

A) Orações informais espontâneas
B) Orações formais
C) Orações escritas em livros de oração
D) "Pai Nosso"
E) "Rosário"- enfermeira da mesma fé.

Pela observação atenta, o profissional poderá imaginar quanto aos desejos
de seus pacientes e utilizar a oração no momento preciso, sem ser ofensivo ou inconveniente.
Ao orarmos com um paciente devemos expressar a Deus o que o paciente diria se pudesse. As orações mais benéficas são, em geral, declarações curtas e simples, falando a Deus sobre as esperanças, os temores e as necessidades do paciente, reconhecendo a habilidade de Deus para satisfazê-las.

Orações miraculosas e expectativas irreais:

Ex.: Paciente com a perna amputada - pede para que a enfermeira ore a Deus pedindo que sua perna cresça outra vez.
O que fazer?
1. Orar assim. Fuga da realidade. Desapontamento seguro.
2. Confrontá-lo com a realidade.
3. Dialogar sobre a experiência e ouvir, procurando descobrir seus reais sentimentos, temores e desejos.
Orar pedindo força, coragem e habilidade para usar a perna mecânica e
enfrentar o futuro com esperança e confiança.
Oração: relação Pai-Filho. Relacionamento total, não apenas pedindo favores.
Leitura complementar: Ciência do Bom Viver, pp. 225-233 - Cap. "Oração pelos doentes".

O USO DAS ESCRITURAS

A Bíblia Sagrada, para os cristãos, é a fonte de orientação, conforto e relacionamento com Deus.
Todo enfermeiro cristão deveria conhecer a Bíblia e saber como usá-la terapêuticamente.

Paul Tournier, médico suiço, sugere que os profissionais de saúde leiam a Bíblia com as seguintes perguntas:
1. O que a Bíblia tem a dizer sobre o paciente?
2. O que a Bíblia tem a dizer sobre a vida?
3. O que a Bíblia tem a dizer sobre a morte?
4. O que a Bíblia tem a dizer sobre a doença e o pecado?
5. O que a Bíblia tem a dizer a um paciente que esteja se preparando para cirurgia, morte, etc..?
6. O que a Bíblia tem a nos ensinar sobre:
significado e propósito;
amor e relacionamento;
perdão.

Quando usar as Escrituras

O primeiro princípio ao usar as Escrituras é o do momento apropriado:
"Como quem se despe num dia de frio, e como vinagre sobre feridas, assim é o que entoa canções junto ao coração aflito" (Prov. 25:20).
O uso das Escrituras prematuramente pode:
a) irritar o paciente;
b) inibir-lhe a expressão de suas necessidades reais;
c) comunicar ao paciente um Deus impessoal que tem respostas mágicas para tudo;
d) alienar o paciente e afastá-lo de Deus, especialmente pacientes que têm pouco conhecimento das Escrituras;
e) dar a idéia de que a Bíblia é um livro de normas e regulamentos, um livro de correção, ao invés de um livro de conforto.
A chave para determinar a conveniência ou não de ler a Bíblia com o
paciente é: A necessidades de quem estou eu satisfazendo?

Como usar as Escrituras:

Sobre a vida:
Gên. 2:7
Sal. 54:4; 36:9
Prov. 4:23; 10:16,27
Mt. 6:25
João 10:11; 11:25
Rom. 2:7
Sobre o amor de Deus:
I João 4:8 e 16; 4:7-11; 3:1
João 3:16
Jer. 31:3
Rom. 8:38 e 39, 35
Mt. 5:45
Apoc. 1:5 e 6


Sobre o perdão:

Isaías 1:18; 53: 5 e 6
I João 1:9
Hebr. 4:13
Ecl. 12:14
Núm. 5:6 e 7
Prov. 28:13
Miq. 7:18, 19
Mc. 11:26
Ef. 4:32


Para os enlutados ou que se aproximam da morte:

João 14:1-7; 11:21-25
Sal. 23
Rom. 8:28
Lc. 22:42
II Tim. 4:6-8
I Tess. 4:13-18
I Cor. 15:51-57
Isaías 64:07-09; 65:21-25
Apoc. 21:4,5


Pr. Wladimir G. Souza

 


DE OLHO NA VIDA

Há uma crise de confiança. O ser humano está envolvido pela desconfiança que o aguilhoa permanentemente, deixando-o desbaratado. Recentemente vivemos o clima eleitoral com um desfile interminável de promessas, que se cumpridas pelos candidatos eleitos fariam do nosso estado e do Brasil o Éden mais belo e formoso. Quantos de nós confiamos nesses discursos e propostas? Desconfiamos das pessoas que nos prestam serviço como o sapateiro, o relojoeiro, o porteiro do prédio, o encanador, o eletricista, o taxista, o mestre-de-obras e a lista poderia ocupar todo o espaço desta coluna, é ou não é verdade?

Há pessoas que olham para o lado e perguntam se podem confiar no colega de trabalho. Concorda? Pior ainda é a desconfiança dentro de casa. Há homens e mulheres que não põem a mão no fogo pelo cônjuge. O mesmo acontece na relação entre pais e filhos. E não se pode esquecer que no trabalho, patrões e empregados, chefes e subordinados estão de pé atrás. Estou exagerando? Será? A vida presente me diz que estou bem perto da verdade. Vivemos sob o império da desconfiança. Isso significa desconforto, instabilidade emocional, desacerto na vida, chatice.

E agora, o que fazer? Chega um momento que a alma grita, o ser todo brada: chega, não agüento mais! E o desespero aumenta porque não há resposta e não há solução. Você dorme desconfiado, acorda desconfiando e passa o dia assim: descrente.

As pessoas interessadas na vida não se conformam com essa situação. Lá dentro da alma alguma coisa mexe e remexe em busca de uma saída para a falta de confiança em tudo e em todos. Permita-me convidar você para algumas reflexões. O homem só encontra a sua razão de ser se satisfaz os propósitos da criação. E Deus, o Criador, através do profeta Isaías esclarece que fomos criados para Sua glória. Isto significa que a nossa vida em todas as suas dimensões física, mental, moral e espiritual cumpre o propósito da criação ao glorificar a Deus mediante a aceitação plena de Sua soberania, sujeitando-se, a criatura, à Sua vontade, pelo amor reverente, sem medo, numa demonstração de reconhecimento da beleza, santidade e perfeição do Seu caráter.

Se o propósito maior da criação não é satisfeito - a glorificação de Deus - o homem se acha num impasse. O próximo ato do drama é a implosão do ser. Esmiuça-se. A Bíblia diz que os tais são "como a palha que o vento dispersa" Salmo 1:4. Você está vendo essa terrível realidade? Estou falando de auto-suficiência. Afinal de contas vamos ser cidadãos do terceiro milênio com todo o garbo que essa expectativa oferece! Então, para que levar em conta a influência de Deus em nossa vida? Por que fazer-Lhe a vontade? Por que guardar Suas leis? Por que conhecer e viver os Seus propósitos? Não necessitamos viver atrelados a essas coisas.


"Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte"
Provérbios 14:12. Verdade cristalina! Aqui se encaixa o auto-suficiente que planeja sua vida sem Deus. Poderá, até, alcançar vitórias significativas nos estudos, na profissão, na busca do poder, no desejo da fama e chegar lá, na expressão de alguns. Um dia, ah, um dia o homem terá que encarar a realidade tal como é. O complexo emaranhado da vida leva esse homem a experimentar as coisas mais desagradáveis, abrindo um precipício aos seus pés. E lá vai ele despenhadeiro abaixo. E o bastar-se a si mesmo? Mordeu o pó. Acabou. Não sobrou nada.

Na conhecida parábola do filho pródigo Jesus mostrou o que acontece com a pessoa que se torna independente de Deus - perde o sentido real da vida. Não confia em mais nada, incluindo a frustração de pensar que jamais terá a oportunidade de ser restaurado por Deus e para Ele. Há mais pessoas nessa situação do que se imagina. Aí se instala a desconfiança em sua plenitude, mesmo porque ao lado dessa pessoa outras nas mesmas condições lhe fazem companhia na jornada da vida, tornando a desconfiança o troféu principal.

Na parábola narrada em Lucas 15:11 a 32 o jovem embolsou o dinheiro que lhe cabia na herança e saiu pela vida afora. Sua vontade obstinada passou a controlar a sua vida que se tornou sinistra. Esbanjou tudo. Viu-se abandonado. Não lhe parece um retrato fiel de muita gente que anda por aí sem rumo e vazio de significado na vida? No verso 17 lê-se: "Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome!" Viu-se sob a verdadeira luz. Sentiu a própria realidade e quão dura era. Desconfiara do amor do pai. O egoísmo e a ambição levaram a dar as costas à pessoa que mais o amava - seu pai. "Levantar-me-ei e irei ter com meu pai e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti". Decide voltar para casa e confessar sua culpa. De longe o pai reconheceu o filho. Recebe-o com beijos e muita festa. "Porque este meu filho estava morto e reviveu , estava perdido e foi achado". O jovem estava perdoado. Era o recomeço.

Percebeu algo importante? O pai dessa parábola é o próprio Deus. Sim, é isso mesmo. Deus é Pai. Ele nos quer de volta e não deseja separar-se jamais, sabe porquê? Por que nos ama muito. Que tal, isso não mexe com você? Creio que sim. Mexe e muito, afinal de contas você não é um pedaço de pau, você tem um coração que bate aí no peito, você sente as coisas, você sente a vida. Você pode sentir o amor de Deus agora mesmo. E esse amor opera maravilhas em nós. Alimenta-nos de fé, ânimo, esperança e confiança. Ajuda-nos a descobrir as coisas boas nas pessoas e levá-las a fazer de Cristo o primeiro e o último em suas vidas. O amor de Deus é uma luz que não deixa escurecer o relacionamento humano proporcionando muitas alegrias no dia-a-dia. "O Senhor é misericordioso e compassivo: longânimo e assaz benigno como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que O temem". "Porque a Mim se apegou com amor, Eu o livrarei; pô-lo-ei a salvo, porque conhece o Meu nome" Salmo 103:8,13;91:14.

Osmundo dos Santos Jr.
Pastor Capelão

DEPRESSÃO - É PECADO ?

Texto: II Cor. 4:8

Todos passamos periodicamente pela experiência do desânimo.

Em nossa vida cotidiana nem sempre as circunstâncias estão a nosso favor. Nem sempre as coisas acontecem como desejamos. Pelo contrário, há ocasiões em que tudo parece estar contra nós.

Diante desses pequenos ou grandes problemas como costumamos reagir?
Deixamos ser dominados pelas circunstâncias, ao ponto de nos sentirmos desanimados?

A pergunta tem sua importância, porque a vida realmente, será para nós de acordo com a posição que tomarmos: Escravos ou senhores das situações.

Até se poderia dizer que os homens estão divididos em duas grandes características. Os que são arrastados pela correnteza, e os que aprendem a nadar contra ela.

Com lamentável freqüência vemos pessoas que perdem a cabeça quando lhes fustiga algum vento contrário. Queixam-se de sua sorte e se deixam levar pelo desânimo por qualquer contrariedade.

Felizmente existe outra classe de pessoas que sabem levantar vôo mesmo na adversidade, ou exatamente por causa da adversidade, como acontece com aviões, que costumam voar sempre com vento contrário.

Assim aconteceu a Benjamin Disraeli, destacado homem público da Inglaterra no século passado.

Ao começar sua carreira política, quando chegou a ser membro do Parlamento, seu primeiro discurso foi um completo fracasso. Foi ridicularizado e caçoado pelo discurso.

Aquilo parecia ser um golpe fatal, uma circunstância suficientemente adversa para fazê-lo desistir. Mas ali mesmo no recinto parlamentar - levantou-se e disse a seus opositores: "Chegará o dia em que vocês me ouvirão!"


E esse dia realmente chegou: foi nomeado como primeiro ministro da Inglaterra. E mais ainda, Disraeli se tornou um amigo íntimo e conselheiro da Rainha Vitória.

Foi um dos homens mais notáveis de seus dias. Não se deixou desanimar pelas circunstâncias. Aproveitou-as como um estímulo, um desafio, um degrau para subir.

Querido irmão, como afetam sobre sua vida os contratempos? Você só avança quando o empurram por trás, ou é capaz de fazer frente à adversidade? O
cristão que deseja triunfar deve saber avançar em qualquer tempo, em qualquer lugar e sob qualquer circunstância.

Saberá levantar-se de suas derrotas, saberá rir da dor e conservar sempre viva a esperança quando tudo parece estar perdido.

A razão desse espírito valoroso é porque toma a Deus como seu aliado e sabe que Seu poderoso braço não o abandona em momento algum.

Se nós também aprendermos a confiar em Deus e a invocar Sua direção em nossa vida, seremos senhores e não escravos das circunstâncias.

Numa Universidade, certo psicólogo submeteu dezenas de estudantes à observação sistemática e chegou à conclusão de que o desânimo se repete em ciclos mais ou menos fixos para cada indivíduo.

Bem como a dor, o desânimo deve ser encarado como sintoma e não como causa de mau funcionamento orgânico. Essa depressão pode ser causada por esgotamento provocado por excessivo gasto de energias físicas ou nervosas.

Tudo o que afeta o corpo, afeta também a mente.

Outra causa operante de desânimo é a dúvida, a ausência de fé. Ora, a fé é como que o apoio do espírito em Deus. É isto o conteúdo da significativa frase de Agostinho em sua autobiografia: "O coração humano não encontra repouso enquanto não descansa em Deus."

Antes de falar sobre a depressão, quero fazer uma comparação entre o OTIMISTA e o PESSIMISTA:

O Otimista - Inventou o avião.
O Pessimista - Inventou o paraquedas, que cai geralmente na cerca ou no espinheiro.

O QUE VÊEM

PESSIMISTA OTIMISTA

Espinheiros - Rosas
A Caminhada - os Pássaros
A Lama - a Vegetação
O Sol - o Cereal que cresce
Regulamentos - Ordens
Deveres - Privilégios
Grosseria - Sinceridade
Disciplina - Preparação
Problemas - Solução
Lutas - Triunfos

A depressão tem envolvido milhões de seres humanos no mundo.

Segundo o Dr. Marcelo Hammerly, a depressão é a diminuição das faculdades intelectuais, acompanhada de tristeza e angústia, sem causa externa suficiente para justificá-la.

Da depressão leve pode a pessoa chegar ao estupor depressivo, e até ao suicídio.

a) Fisicamente, os sintomas são, a insônia, a apatia, a perda de apetite, o cansaço, e outras doenças corporais.
b) Emocionalmente, aparece a tristeza, o choro, a ansiedade, a irritação, a hostilidade, a desesperança, o medo, a preocupação, o sentimento de culpa, a insatisfação.

I - Pode um cristão piedoso, amigo da oração, leitor perseverante das
Escrituras, ser vítima da depressão? SIM ou NÃO

Sim, pode. É isto estranho, desconcertante, mas é possível.
Se uma pessoa nasceu do Espírito e certamente se ela foi cheia do Espírito, parece impossível que ela fique deprimida.

Com certeza, o fato de alguém estar sofrendo de depressão, pode ser também uma indicação de que alguma coisa está errada em sua vida. Talvez, ela esteja precisando acertar alguma coisa com Deus. Pode ser um sinal de que há pecado em sua vida.

II - É pecado ter depressão?

a) David A. Seamands, em seu livro "Cura para os traumas emocionais." afirma:

"O pecado pode levar uma pessoa à depressão, mas nem toda depressão provém de pecado. As raízes da depressão podem ser muito poderosas e bastante complicadas, e tão complexas quanto as mágoas da infância e cicatrizes emocionais que as pessoas levam para os anos de maturidade."

b) Matilde Nordtvedt, missionária no Japão, esposa de pastor, convertida a
Jesus aos cinco anos de idade, viveu algum tempo no túnel sombrio da depressão.

Usou os recursos da psicoterapia, da eletroterapia, dos antidepressivos,
Libertou-se dessa enfermidade com a ajuda da terapia espiritual.

Ela afirma: Desde que me libertei do meu túnel escuro, nunca mais voltei a ele, graças a Deus! Porém, tenho tido lutas com a depressão, lutas que
atacam a todos nós.

Ela apresenta em seu livro uma terapia divina, que é a memorização e a
recitação de textos da bíblia.

Exemplo:

"O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá toda as vossas
necessidades em glória, por Cristo Jesus." Filipenses 4:19.

"Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece." Filipenses 4:13

"Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra
nós. Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele
que nos amou." Romanos 8:31 e 37

Ninguém escapa à depressão, seja ela ocasional ou constante. Um ressentimento, uma ofensa, uma ingratidão, um fracasso na vida, tudo é brecha pela qual a depressão invade o nosso ser.


-5-
c) Não pense ser sinal de elevada espiritualidade, não sofrer de depressão.

- Um dos maiores cristãos, um atleta do espírito, o apóstolo Paulo,
dizia achar-se entre os coríntios "em fraqueza, temor e grande tremor." I Cor. 2:3

- Davi orou assim: "Dá ouvidos, Senhor, às minhas palavras e acode ao
ao meu gemido." Salmo 5:1

- Jó se expressou: "Ah! Quem me dera ser como fui nos meses passados,
como nos dias em que Deus me guardava!" Jó 29:2

Jonas, decepcionado, deprimido, dirigiu-se a Deus desta maneira: "Peço-Te, pois ó Senhor, tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver." Jonas 4:3

d) A história da tetraplégica Joni Eareckson, que pinta com a boca telas de
beleza e inspiração é um grande exemplo.

Ela fez a seguinte declaração: Nem sempre somos responsáveis pelas circunstâncias em que nos achamos. Entretanto, somos responsáveis pela maneira através da qual reagimos. Podemos nos entregar à depressão e ao desespero suicida. Ou, então podemos olhar para o Deus soberano que tem todas as coisas sob o Seu controle, que pode usar as experiências para o nosso bem, transformando-nos à imagem de Cristo.


CONCLUSÃO:

Para sermos bem sucedidos no trabalho, nas lides cotidianas e em qualquer outra atividade, precisamos de ânimo e coragem. Tentar fazê-lo sem o auxílio destes poderosos incentivos é o mesmo que procurar lançar ao espaço um foguete sem combustível.

Você pode vencer o desânimo e o pessimismo, cultivando em seu lugar o otimismo e o entusiasmo em tudo que fizer.

Façamos da vida uma sublime aventura.

"Não pare e não volte" era a inscrição que se lia numa ponte em determinada localidade. Assim, pois, confiemos nos recursos que há em nós mesmos, dados pelo Criador, e acima de tudo, confiemos nos recursos da Onipotência.

-6-

Quero deixar um último texto da Palavra de Deus.

"Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia." II Cor. 4:16

Que Deus nos dê esta vitória. Amém.

Pr. Wladimir G. Souza

ESPERANÇA DO HOMEM: EVOLUÇÃO OU SALVAÇÃO?

A - Como é definida a natureza do homem? Salmo 8:4
_______________________________________________________________

B - Qual a natureza Divina? I Tim. 1:17 e 6:16
________________________________________________________________

C - Quem somente tem direito a vida eterna? I João 5:12; João 10:22-28
________________________________________________________________

D - Mediante a aceitação de que, temos a vida eterna? II Tim. 1:10
________________________________________________________________

E - A partir de quando o homem desfruta a eternidade? Isaías 26:19; Lucas 20:36- 40
________________________________________________________________

F - O homem recebeu ou é uma alma vivente? Gên. 2:07
________________________________________________________________

G - O que torna o Senhor em Deus do Universo? Apoc. 4:11; Jó 38:04-10, 25-33
___________________________________________________________________

H - Como Criador do Universo, qual é a Sua característica exclusiva? Salmo 90:1,2
e4; Apoc. 01:08; João 01:01-04
________________________________________________________________

I - Sendo o homem de natureza mortal, uma alma vivente, o que ocorre quando a
morte chega? Ezeq. 18:20; Núm. 23:10; Jó 36:13 e 14

_________________________________________________________________

J - Complete:
I Timóteo 6:16 ____________________________________________________
Salmo 8:4 ________________________________________________________
I Cor. 15:53 ______________________________________________________
Rom. 6:23 _______________________________________________________
I João 5:12 _______________________________________________________
João 10:27 e 28 ___________________________________________________


L - Como Jesus e o apóstolo Paulo chamaram a morte? João 11:11-14; I Cor. 15:16-
20 ______________________________________________________________


M - Onde dormem os mortos? Daniel 12:02; Salmo 146:04
________________________________________________________________

N - Qual o estado do homem na morte? Ecles. 9:05-10; Salmo 115:17; Salmo 6:05
________________________________________________________________

O - Onde estão os mortos quando chegar a ressurreição? João 5:28 e 29
________________________________________________________________

1º A história entrará na Era de Aquário, o Iang, dominador, dará lugar ao princípio Yin, místico. Receberão mensagens do além, dos "mestres da hierarquia espiritual". O mundo irá melhorar. Contraste com a Bíblia.

Segundo a Palavra de Deus para onde caminha a humanidade? II Tim. 03:01-05
______________________________________________________________________________________________________________________________________

Qual é a esperança do que confia em Deus? I Pedro 01:03-05
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2º A "Nova Era" será um estado de harmonia universal, assegurado pelo controle sobre a matéria pelo espírito que nela habita. O super-humano, se junta a seus semelhantes para formar um sistema universal de unidade político-religiosa, para, finalmente, entrar na alma cósmica (Brama).
Compare com a Bíblia.

Que grande recompensa promete Deus aos que O amam? I Cor. 2:9 e 10.
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De quem é a iniciativa de criar um Novo Mundo para a humanidade? É fruto da evolução, autoconsciência humana, ou da intervenção de Deus? Isaías 35:01-10, Apoc. 21:01-08.
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É importante notar que esta evolução ao super-humano, a Nova Era, "não possui um caráter eterno ou definitivo,, este processo é cíclico.
Por necessidade do destino, ele volta a seu ponto de partida...a auto-dissolução, de sistemas espirituais se dá devido a impulsos, em última análise, ininteligíveis."
Concluímos, o que estas idéias espiritualistas oferecem, não levam a nada, pois o ciclo irá se repetir sempre.
O que Deus nos oferece segundo Jesus Cristo é um novo mundo onde habita a justiça.

3º "O processo evolutivo atingirá uma complexidade cada vez maior, incluindo tudo o que existe e mesmo a raça humana, através de um nível de consciência cada vez mais alto, até a sua deificação, ou seja, sua fusão com o Todo-Um (Deus). Este processo evolutivo inicia-se ...capta a consciência humana levando a consciência cósmica."

Segundo o que entendemos este "processo evolutivo" e leva o nível de consciência até a fusão com o Todo-Um. Isto é, "sereis como Deus".
Quem foi o idealizador desta idéia? João 8:44; Isaías 14:12-15; Ezeq. 28:14-17; Gên. 03:-02-05
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4º "Em sua missão de "transformação" mundial, a humanidade encontra ajuda por parte do mundo invisível, mediante a ação dos "mestres evoluídos"... Uma figura universal se fará presente. Será identificada com, Senhor Maitreia, Krishna, Mahd Ixitta, Messias e Jesus Cristo, de acordo com a região do mundo em que aparecer.
Ele, como mestre espiritual de toda a humanidade, solucionará todos os problemas políticos, sociais e econômicos, "Ele não virá para julgar, mas para ajudar a humanidade e inspirá-la."

Como a Bíblia descreve este grande engano de Satanás? Mateus 24:05,11,23-25; II Tess. 3:03,04,07-12
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Pr. Wladimir G. Souza

 

EVANGELHO, AS BOAS NOVAS DE DEUS

1º Qual foi a missão de Cristo na terra? Lucas 4:16-22; Mateus 4:23
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2º Como reagiam muitos de seus ouvintes? Mateus 13:54
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3º Qual era sua motivação? II Cor. 8:09
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4º Existe perigo em rejeitar a luz do Evangelho? Atos 17:30; João 9:41; 15:22; 3:19
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5º É possível haver evangelhos diferentes? Como o apóstolo Paulo considerava esta questão? Gálatas 01:06-12
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6º Como você considera a posição dos cristãos primitivos diante da doutrina por eles recebida? Atos 2:42; Romanos 16:17 e 18; I Tim. 01:03, I Tim. 6:03; Hebreus 13:9; II João 9 e 10.
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7º Vivemos numa época onde se enfatiza os pontos comuns deixando de lado as diferenças. Após estudar as seis questões anteriores o que você conclui. Podemos crer em qualquer coisa sobre Jesus? Podem os homens estudiosos de qualquer igreja mudar o conteúdo do evangelho.
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A AUTORIDADE DA TRADIÇÃO RELIGIOSA

1º O que é tradição?
"Ato de transmitir ou entregar.
Transmissão oral de lendas, fatos, etc... de idade
em idade, geração em geração". Dic. Aurélio.
"Tradição, vem do vocábulo hebraico que significa
receber. Por conseguinte, seriam os ensinos recebidos
pela comunidade religiosa, que supostamente teriam
sido recebidos das mãos de Deus." O Novo Testamento
Interpretado R.N. Champlin, Comentário Mateus. 15:2

Conclusão: A tradição por si só não é má, pois como vimos, consiste em transmitir e receber ensinos de geração em geração (I Cor. 11:2; II Tes. 2:15 e 3:06)

2º Porém existe na Bíblia uma tensão entre a tradição religiosa e os ensinos de Cristo.
Defina em que consistia o problema. Mateus 15:01-09; Marcos 07:01-13; Colos. 02:08.
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Como vimos o Evangelho sempre foi o ponto base de fé e prática na Igreja Cristã Primitiva. Seus ensinos foram "tradicionalmente" transmitidos de Jesus aos Apóstolos e destes à Igreja como um todo através da Bíblia Sagrada. Prezava-se a pureza doutrinária, e os ensinos e tradições que desmentiam e adulteravam os ensinos originais eram rejeitados.
No entanto este ideal perdeu-se através dos tempos.

3º De onde surgiriam falsos ensinos que tentariam subverter o Evangelho de Cristo?
II Tess. 02: 01-04; II Pedro 02:01 e 02
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A luz de tudo o que vimos, reflita sobre as declarações abaixo:
Pode-se mudar uma doutrina?
"Pode-se dar um novo enfoque e até deixar de pregar uma determinada doutrina, se se constata que realmente ela não é o que se imaginava ser..."
Padre Zezinho, SCJ
Nós, Os Católicos Romanos
Pág. 68 Editora Santuário

Que dia da semana manda a Bíblia santificar?
O Sábado. Eis as passagens bíblicas (Êxodo 20:08-11; 31:14 e 15; Deut.5:12-14)
Mas a Bíblia manda observar o domingo em vez do sábado?
Não.
Quem mudou o dia do Senhor, do sábado para o domingo?
A Igreja Católica.
Mas os protestantes observam o descanso no Domingo?
Então neste ponto seguem a tradição Católica.
Cônego Hugo Bressane de Araújo
Perguntas e Respostas págs. 22,23

"O Papa é de tão grande autoridade e poder que pode modificar, explicar ou interpretar mesmo as leis divinas.... O Papa pode modificar as leis divinas, visto seu poder não provir do homem mas de Deus, e age como substituto de Deus na terra, com o mais amplo poder de ligar e desligar o rebanho." Prompta Biblioteca, Roma, 1.900
"Esta tradição, oriunda dos Apóstolos, progride na igreja sob a assistência do Espírito Santo. Cresce, com efeito, a compreensão. É que a Igreja, no decorrer dos séculos, tende continuamente para a plenitude da verdade... O ensinamento dos Santos Padres testemunha a presença vivificante dessa tradição... Pela mesma tradição torna-se conhecida... As Próprias Sagradas Escrituras são nelas (na tradição) melhor compreendidas...Resulta, assim, que não é através da Escritura apenas que a igreja consegue sua certeza a respeito de tudo que foi revelado.

O ofício de interpretar autenticamente a Palavra de Deus escrita ou transmitido foi confiado unicamente ao Magistério da Igreja..."
Constituição Dogmática Dei Verbum Sobre Revelação Divina.
Concílio Vaticano II 18/11/1965

"Verdadeiramente, grande é a riqueza espiritual e pastoral do domingo, tal como a tradição no-la confiou." João Paulo II Carta Apostólica Dies Domini, Julho 1998.


Pr. Wladimir G. Souza

 

 

FORMAS DE DIMINUIR O STRESS


Caia fora de tudo 1 vez por dia com esposo(a).
1 vez por dia ter ombro amigo.
Maneje suas finanças de forma adequada e consistindo o controle.
Controle o tempo e faça diariamente sua lista de prioridades.
Ponha as coisas nos lugares destinados designando os objetos que julga que perdeu e esqueceu.
Esfrie depois fale.
Quando puder controlar o comportamento das pessoas.
Propicie a si mesmo, mini paradas e pequenos intervalos de desligamentos.
Reajuste suas metas em intervalos menores, até almoço, lanche e jantar.
Não falar em problemas - falar em metas.
Veja a si próprio com nitidez, avaliando-se sem exagerar.
Basta de fazer hipóteses.
Em vez de não agüento mais, usar: não gosto disso.
Atenha-se aos fatos.
Não atropelar com os acontecimentos.
Não generalize:
nunca faz o que quero.
sua mãe não reconhece o que faço.
faz tudo para me irritar.
Ninguém paga minhas contas.
todo mundo.
Sempre.
Estas palavras são fonte de stress.
Nunca se preocupe com as coisas pequenas. Todas as coisas são pequenas.
Faça do riso uma constante.
Os laços afetuosos da família ajudam a controlar o stress.
Dê prioridade a qualidade de sua vida.
Se tens um horário para iniciar o trabalho, imponha um horário para terminar.
Ao chegar em casa, divirta-se mudando de papo, interesse, etc.
Examine cuidadosamente o ambiente em que você vive. Se contém muito barulho, móveis desconfortáveis, pintura maltratada.
O cantinho relaxante seu onde o mundo fica à parte.
Se você e a esposa trabalham fora, ajude-a na divisão das tarefas, evitando o stress da 2ª jornada nos ombros de um!
Não tente ser perfeito. Use o tempo de modo a desempenhar-se bem, sem exagero. Nem sempre a casa mais bem arrumada, crianças mais educadas, vivem mais felizes.
Trate cada criança como indivíduo, respeitando-a em suas preferências. O respeito é sempre uma via de mão dupla.


Zele por sua privacidade.
Assuma por escrito certas tarefas com o auxílio das crianças.
Estabeleça regras simples e claras, com amor e simpatia.
Planejar saídas juntos, juntos renovam as forças e essas saídas serão proveitosas.
Pequenos presentes. Dê a si mesmo presentes.
Incentive sua família a manter-se unida e agir como um divertido time.
Caminhe para afastar o stress.
Impaciente? Respire fundo.
Manipule os seus braços, mãos e pernas em intervalos de uma hora e aprenderá a ter uma postura mais relaxada.
Crie espaços de relaxamento esticando-se, controlando novamente, alongando-se até sentir a tensão reduzir-se.
Pense em quantas oportunidades de deixar alguém feliz e aja.
Ore freqüentemente. Fale tudo que você tem: frustrações e gratidão.
Curiosidade - volte a ter a infantil vontade de perguntar, aprender e interessar-se por tudo e todos.


Pr. Wladimir G. Souza

 

JEOVÁ, É MINHA SALVAÇÃO

Isaías 12

Este capítulo é um salmo de ação de graças.

É uma continuação apropriada do capítulo anterior, na qual o Messias efetua a libertação dos justos, da mão dos seus opressores.

Assim como os israelitas cantaram o cântico de Moisés, como está registrado no capítulo 15 de Êxodo; quando foram libertos dos egípcios, da mesma maneira os justos entoarão outro cântico de libertação, quando Jeová tornar a estender a Sua mão.
"E há de ser que naquele dia o Senhor tornará a pôr a sua mão para adquirir outra vez o remanescente do seu povo, que for deixado, da Assíria, e do Egito, e de Patros, e da Etiópia, e de Elã, e de Sinar, e de Hamate, e das ilhas do mar."
Isaías 11:11

- No livro de Apocalipse, encontramos os redimidos de todas as idades cantando um
cântico triunfal depois de sua vitória final.
"E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro,
dizendo: Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus Todo-Poderoso!
Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos santos." Apoc. 15:3

Verso 2

Diz que o Deus é a minha Salvação.
Nos últimos dias, o remanescente fiel será salvo do poder do inimigo, através do
nome de Jeová.


Verso 3


Fonte de Salvação

Quando os israelitas atravessaram o deserto, Deus lhes proporcionou água que saiu
da rocha. Êxodo 17:6
"Nosso Redentor, porém, é uma fonte inesgotável.
Podemos beber, e beber mais, e sempre encontraremos novo abastecimento." Med.
Mat. 1998, 19 e D.T.N.,165

Verso 5

Coisas Magníficas
Os atos de misericórdia que Deus realiza em favor de seus filhos são incontáveis.

O Cântico dissipa o desânimo e o temor, afasta a tentação e fortalece a alma contra os
ardis de Satanás.

Verso 6

O Santo de Israel

Isaías não retrata aqui um Deus distante, mas um Deus que está no meio do Seu povo.
Isaías 57:15
Emanuel = Deus conosco.
Todos nós passamos por dificuldades e perigos. Eu já passei por esta experiência;
minha esposa também.
Milhões de pessoas vivem o pânico do temor.
Mediante este estado de coisas, muitos são os que temem viver. Outros temem
morrer.
Outros temem a solidão, o desemprego, a guerra, a recessão econômica, o fracasso
profissional, a enfermidade, os inimigos e o próprio medo.
Mas na Palavra de Deus encontramos preciosas promessas que nos libertam do temor.
O versículo predileto do evangelista Moody, era Isaías 12:2: "eu confiarei e não
temerei". Ao repetir o seu versículo preferido, acrescentava sempre: "Pode-se viajar
de primeira ou de segunda classe, para o Céu. A segunda classe, é: "No dia que eu
temer, hei de confiar em Ti." (Salmo 56:3) e a primeira classe, é: "Eu confiarei e não
temerei."
A confiança incondicional produz a paz interior que tanto desejamos.
Esforcemo-nos para, com a graça divina, viajarmos na primeira classe.

Por que devemos confiar n'Ele?

"O Senhor é cheio de compaixão par com os Seus filhos sofredores. Que pecados
serão grandes demais para que os perdoe? Ele é misericordioso, e como tal está
infinitamente mais pronto a perdoar do que condenar, e fá-lo com mais satisfação.
Ele é gracioso, não buscando em nós o mal; conhece a nossa estrutura; Ele se lembra
Que somos pó. Em Sua ilimitada compaixão e misericórdia, cura todos os deslizes,
amando-nos livremente quando éramos ainda pecadores, não retirando Sua luz, mas
fazendo-a brilhar sobre nós, por amor de Cristo." M.E., Vol. II, 231

"...Apenas alguns dias mais, para sermos como peregrinos e estrangeiros neste
mundo, buscando uma pátria melhor, a celestial. Nosso lar está no Céu. Portanto,
firmai vossa alma, confiantemente em Deus. Sobre Ele depositai todos os vossos
fardos." M.E., Vol. II, 232


Pr. Wladimir G. Souza

 

O CENTRO DA LEI

Quarta-feira
Pr. Wladimir G. Souza

"Lembra-te do dia de sábado, para o santificar". Êxo. 20:8


"No próprio centro do decálogo está o quarto mandamento, conforme foi a princípio proclamado: 'Lembra-te do dia do sábado para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou.' Êxodo20:8-11...
Cristo abrira a porta, ou o ministério, do lugar santíssimo; resplandecia a luz por aquela porta aberta do santuário celestial, e demonstrou-se estar o quarto mandamento incluído na lei que ali se acha encerrada; o que Deus estabeleceu ninguém pode derribar". - (O Grande Conflito, ps.434 e 435).

"Deus nos deu Seus mandamentos, não só para neles crermos, mas também para lhes obedecermos. O grande Jeová, depois de haver posto os fundamentos da Terra, de revestir todo o mundo com trajes de beleza, enchê-lo de coisas úteis ao homem - havendo criado todas as maravilhas de terra e mar - instituiu então o dia do Sábado e santificou-o. Deus abençoou e santificou o sétimo dia, porque nele repousou de toda a Sua maravilhosa obra da criação. O Sábado foi feito para o homem, e Deus deseja que ele nesse dia deixe o trabalho, como Ele próprio descansou, após os seis dias de trabalho da criação.
Os que reverenciam os mandamentos de Jeová hão de, depois que tenham recebido luz com referência ao quarto preceito do decálogo, obedecer-lhes sem questionar a viabilidade ou conveniência de semelhante obediência. Deus fez o homem à Sua própria imagem, e deu-lhe a seguir um exemplo da observância do sétimo dia, que Ele santificou e tornou santo. Era Seu desígnio que nesse dia o homem O adorasse, não se empenhando em ocupações seculares. Ninguém que desrespeite o quarto mandamento, depois de haver compreendido as reivindicações do sábado, pode ser tido como inocente à vista de Deus....
Mesmo no princípio do quarto preceito, disse Deus: 'Lembra-te', sabendo que o homem, na multidão de seus cuidados e perplexidades, seria tentado a escusar-se de satisfazer a todas as reivindicações da lei, ou, na pressão dos negócios seculares, se esqueceria de sua sagrada importância ....Mas Ele reclama um dia, que Ele pôs de parte e santificou. Ele o dá ao homem como um dia em que possa repousar do trabalho e dedicar-se à adoração e ao desenvolvimento de sua condição espiritual". - ( TS Vol. I, ps. 494-496).


Pr. Wladimir G. Souza

 

O GALILEU SEM IGUAL

Jesus de Nazaré foi a personalidade mais importante que surgiu no cenário da ação humana, representando Sua parte no palco da vida. Ninguém se Lhe compara na profundeza do caráter, na largueza de alma, na amplitude de interesses, ou na excelência da influência. Ele é a figura mais proeminente que já palmilhou as estradas poeirentas da vida, ou galgou as encostas escarpadas, íngremes da terra.
Jesus é a Grande Figura Central de todos os tempos. Ele divide a história em duas partes - A. C. (antes de Cristo) e A. D. (no ano do nosso Senhor).
É um desafio à nossa imaginação verificar que uma criança tenha nascido num lar tão humilde; que o lar se situasse num vilarejo obscuro; que o vilarejo se localizasse num país tão insignificante e pequeno - e contudo surgisse daquele lar humilde, daquele vilarejo obscuro, e daquela naçãozinha Alguém cujo impacto da personalidade dinâmica fosse modificar todo o curso da história, revolucionando a filosofia, derrubando governos, revitalizando a religião, e transformando os homens.
Nasceu Ele numa província dominada pelo Império Romano e pelo pulso de ferro do poder militar, e sujeita ao jugo de um escravo - e, todavia, Jesus não só se tornou o grande Emancipador, mas fez possível a liberdade para todos os homens e mulheres da ração de Adão.
Sua mãe era de origem humílima, e vivia na mais desprezada das cidades, Nazaré, de onde jamais viera coisa boa. Ele, porém, tornou-se a fonte de todo o bem.
Nasceu numa manjedoura emprestada, na pequena cidade de Belém. Seu pai era apenas um humilde carpinteiro, no entanto, instilou em seu Filho o gênio criador de construir, não uma casa material, mas uma nova mansão de seres humanos denominada Reino do Céu.
Jesus viveu apenas trinta e três brevíssimos anos. Nasceu Judeu - desprezado, submisso, ignóbil. Seu imperador era César, que governou um grande império terreno; mal, porém, sabia César que surgiria Alguém para fundar um Reino maior em território, mais amplo em escopo, mais excelente nos objetivos e, que haveria de perdurar quando os monumentos mais majestosos, e os mais suntuosos palácios de Roma já se tivessem desmoronado no pó e no esquecimento.
Alexandre, o Grande, que viveu três séculos e meio antes de Jesus, conquistou o mundo e criou um império colossal. Ele e Jesus tinham algumas coisas em comum. Ambos iniciaram suas carreiras muito jovens, e ambos as terminaram prematuramente, com a idade de trinta e três anos.
Alexandre nasceu em uma mansão - Jesus numa manjedoura.
Alexandre era filho de um rei - Jesus, filho de um carpinteiro.
Alexandre viveu e morreu para si mesmo; Jesus viveu e morreu para e pelos outros.

Alexandre morreu adorado como rei, num trono; Jesus morreu sendo motivo de zombaria como rei, numa cruz. A vida de Alexandre era vista como um grande êxito: a vida de Jesus parecia um sombrio fracasso. Alexandre derramou o sangue de milhões para seu próprio proveito; Jesus derramou o Seu próprio sangue para a salvação de milhões.
Alexandre procurou ganhar a sua própria vida, para perdê-la com a morte; Jesus deu a Sua vida para encontrá-la outra vez, após a morte.
Alexandre morreu na Babilônia, em esplendor; Jesus morreu no Calvário, em vergonha.
Alexandre conquistou todos os tronos; Jesus conquistou todos os túmulos.
Alexandre se fez Deus, mas morreu como homem: Jesus se fez homem, mas morreu como um Deus.
Alexandre escravizou todos os homens; Jesus tornou livres todos os homens.
Alexandre edificou seu trono com sangue e poder; Jesus derramou Seu sangue para construir um poderoso império sobre o amor.
Alexandre ganhou tudo que havia sobre a terra, mas perdeu o Céu; Jesus perdeu tudo o que tinha sobre a terra, mas ganhou o céu para todos.
Alexandre morreu para sempre; Jesus vive para sempre.
Alexandre viveu como milionário, mas morreu como pobre; Jesus viveu como indigente, porém, morrendo, adquiriu riqueza para milhões.
Alexandre fez história; Jesus transformou-a.
Estes dois homens representam dois modos de vida. Todos adotam um ou outro destes modos. Com Alexandre estão: Napoleão, Hitler, Mussolini, e todos quantos tenham como lema: "Ganhe tudo que puder". Com Jesus estão: São Paulo, John Wesley, William Wilberforce, Abraão Lincoln e outros cujo lema é: "Dê tudo o que puder". Os que dão e os que ganham representam as duas filosofias da vida.
Os que ganham estão em busca do "ouro". Os que dão estão em busca de "Deus". Jesus resumiu o princípio número um de orientação do caráter quando disse: "Aquele que achar a sua vida, perdê-la-á, mas aquele que perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á." (Luc. 9:24)
Busca egoisticamente o teu próprio prazer, proveito e bem, e serás cada vez mais mesquinho e pobre. Entrega-te, porém, a algo maior que tu mesmo e além de ti mesmo, e te encontrarás e te tornarás cada vez maior e mais rico.
Alexandre é uma figura esquecida e apagada. Conquistou todas as coisas, porém perdeu a alma. Jesus tudo perdeu, mas fundou um Reino eterno.
A pessoa de Jesus se destaca entre os homens, inigualada e insuperável. Ele é superior, supremo, principal, singular.
Sua personalidade é sem igual. Ele é diferente de todos os homens. Ele é teantrópico - homem-Deus. Por ser Deus, pode estender uma das mãos e apegar-se a Deus e estender a outra e tomar do pobre homem perdido, fazendo assim uma ponte de reconciliação, ligando Deus e o homem.


Jesus é sem igual entre os fundadores de religião. Suponhamos que tivesses o poder de subtrair o fundador de cada uma das principais religiões da religião que traz o seu nome. Retirar Confúcio, Buda e Maomé do confucionismo, do budismo e do maometismo. Se o fizesses, não terias modificado um único til destas religiões. Se, porém, subtraíres Cristo do cristianismo, nada te resta - o que Ele é, o cristianismo é; e o que o cristianismo é, Ele o é. Tal não se pode afirmar de nenhuma outra religião.
A ressurreição aponta para a singularidade de Cristo. Os fundadores de outras religiões jazem mortos em seus túmulos, mas o Fundador do cristianismo transcendeu todos os outros, saindo do Seu sepulcro em triunfo. Hoje Ele vive.
O caráter de Jesus é sem igual. Poderia pedir a tua opinião sobre o presidente Truman, sobre Winston Churchill, ou sobre quaisquer outro homem, e a resposta poderia revelar teu juízo, mas nunca o teu caráter. Quando, porém, pergunto: - "Que pensas de Cristo?", tua resposta indica o tipo de caráter que és. - Por que? Porque Jesus é o manancial da justiça, da bondade, da verdade. Portanto, quando pergunto: - "Qual a tua opinião sobre Cristo?", na verdade estou dizendo, "Qual a tua opinião sobre Cristo sobre a justiça, a bondade, e a verdade? Quando alguém se revela sobre isto, revela-se a si próprio.
A vida de Jesus é sem igual. É trivial disser, "Ele é o Ideal dos Ideais". Ele o é - porém, que significa isso?
Como exercício, escolhe os doze maiores homens da história. Ao lado de cada nome coloca a característica principal que o tenha tornado grande - doze homens, e doze traços característicos. Se pudesse reunir estes doze homens, numa única grande personalidade, qual os possuiria a todos? Jesus é quem seria tudo isso, e ainda mais.
Todo vulto da história e toda pessoa que conhecesse, por mais forte que seja, tem um ponto fraco - todos eles poderiam ser aperfeiçoados. Mas eis aqui um fato único, notável: desafio-te a acrescentar o que quer que seja para aperfeiçoar o caráter de Jesus. Não podes torná-lo mais justo, ou mais reto, ou mais honesto. Jesus se destaca no horizonte da experiência humana como o único Homem que não pode ser aperfeiçoado. Ele é o Ideal dos ideais.
Jesus era também igual em seu ser. Todos os homens são criados à imagem de Deus, racional, moral e espiritualmente, possuindo categorias inatas da mente, e normas da alma. Com o pecado e com o tempo, a imagem de Deus quase se desvaneceu - sem dúvida desfigurou-se. Mas existem indícios claros de nossa primitiva perfeição.
No mais íntimo de nossas naturezas constituintes estão normas de bondade, justiça, harmonia, beleza, honestidade e verdade. Se eu pudesse arrancar de meu ser interior o meu ideal de bondade, a minha norma de justiça, o meu ideal de

misericórdia - sim, todos os meus ideais e pudesse reuni-los numa grande personalidade sintética, que os possuísse a todos - Jesus igualaria e excederia a tudo
isto. Ele é a personificação de todos os meus ideais interiores. Ele é a "objetificação" de todas as normas subjetivas de minha alma.
Jesus é também sem igual por ter colocado à disposição de todos os homens o poder de serem vencedores, e não vítimas. Ele não apenas proclama uma filosofia ideal que compreende ideais altaneiros, mas nos dá diariamente poder para levarmos vidas cristãs.
Jesus é sem igual - Ele é a Personalidade milagre.
Não era general, e contudo tornou-Se o Conquistador do Mundo - não pela brutalidade da força militar, mas pela amplitude do seu poderoso amor.
Pouco viajou Ele, confinando Suas atividades à Palestina, país com apenas quarenta e cinco milhas de largura por cem de comprimento. Não dispunha dos meios modernos de propaganda intensiva. Em Seu tempo não havia estradas-de-ferro, nem transatlânticos, nem aviões, nem jornais, nem revistas, nem impressoras, nem rádios, nem sistema de televisão.
Jesus não possuía nome influente, nem riqueza, nem posição. Não teve preparo, nem educação, exceto a que adquiriu no regaço de Sua mãe ou na humilde aldeia onde viveu. Não possuía cursos regulares, nem diplomas, nem certificados. Viveu e exerceu Suas atividades entre o povo comum. Ao nascer, tomaram emprestada para Ele uma manjedoura, e quando morreu, foi colocado num túmulo emprestado. A herança que deixou foi uma única túnica sem costura.
Não era médico, mas curou os doentes, deu vista aos cegos, audição aos surdos, purificou os leprosos, e ressuscitou os mortos.
Não era advogado, mas conhecia a Lei, interpretava-a, e a aplicava às relações que deveriam imperar entre os homens. Ele próprio tornou-Se a fonte da retidão e da justiça, e Seus princípios se tornam cada vez mais enraizados nos corações e consciências dos homens.
Não foi escritor, não escreveu livros, nem compôs poemas; não compilou documentos, nem editou jornais, nem fez contribuições para periódicos. A única sentença que escreveu foi uma linha sobre a areia que desapareceu no mesmo dia. Dela não sobrou uma letra sequer. Jamais usou caneta-tinteiro ou máquina de escrever. Não temos uma linha, uma palavra ou sílaba de Sua mão. E contudo - têm-se escrito mais livros sobre Ele e Suas palavras do que sobre qualquer outro homem.
Ele influiu sobre maior número de vidas do que todos os escritores de todas as eras. A história de Sua vida foi traduzida em mais de mil e cem línguas, e foi lida por milhões sem conta, e todos os anos é o livro mais vendido.
Não era orador, e, contudo, ninguém jamais falou como este homem; Seus discursos se tornaram o tema de milhares de sermões. Suas palavras são simples e


claras. Usa muito poucos adjetivos, e mesmo assim Suas sentenças estão repletas de beleza, de significado e de graça.
Suas palavras são talhadas em mármore brilhante, cinzeladas em granito imperecível, trabalhadas em placas de bronze duradouro, escritas nos vitrais de inúmeras igrejas, moldadas em ricos mosaicos nas paredes dos templos, e incrustadas nas abóbadas e cúpulas de enormes catedrais.
Suas palavras são jóias literárias. Destaca-Se Ele como o Vidente incomparável de toda literatura. Shakespeare, Milton e Emerson curvam-se diante de Sua presença, reconhecendo nEle um superior. Jesus usou todos os gêneros literários com eficácia - a parábola e a metáfora, a alegoria e o epigrama, a analogia e o símbolo - sem diluir o pensamento, a idéia, e sem supraornamentar a verdade.
Não era poeta; não obstante, inspirou milhares de poetas nas Suas mais sublimes expressões.
Não foi músico; entretanto, inspirou Mozart, Schubert, Beethoven, Mendelssohn, Haydn, Handel, e outros sem conta. Não fora, Ele, e jamais teriam sido escritos os mais belos hinos cristãos. Ele inspirou Lowell Mason na composição de "Mais perto quero estar, meu Deus, de Ti"; Toplady em "Rocha dos Séculos"; Watts, em "Quando Contemplo a Cruz Maravilhosa"; Charles Wesley em "Jesus, que Ama Minha Alma", e milhares de outros.
Não era artista, nem escultor, nem pintor. Jamais empunhou um pincel, nem lidou com um cinzel. Desconhecia a paleta e a tela; contudo, foi a inspiração de Rafael, de Miguelângelo, de Hofmann, e de inúmeros outros.
Não era arquiteto, nem empreiteiro, nem construtor. Era apenas um carpinteiro galileu - fazia arados de madeira e jugos para bois; mas inspirou a arquitetura mais nobre, mais maravilhosa que jamais se conheceu. Ele próprio especializou-se na construção de caracteres - na criação de homens - obras-primas humanas. Tomou Pedro, e fez dele um santo. Tomou Saulo e fez dele Paulo.
Não era estadista. Jamais desempenhou nem aspirou a um cargo oficial. Não se imiscuiu na política; mas na verdade fundou um Reino. E em verdade apresentou uma constituição - o Sermão da Montanha. Seus princípios destronaram o erro. Ele foi um perturbador e um revolucionário. Combateu o mal, a opressão e a tirania. Seus princípios lançaram os alicerces dos negócios baseados na confiança como resultado da integridade.
Cada profissão produz mestres, exemplos, modelos, e ideais que representam o máximo no seu ramo peculiar de esforço humano. Na filosofia, há um Aristóteles, um Platão, ou um Kant; na música, há um Mendelssohn, um Bach, ou um Mozart; na literatura, há um Shakespeare, um Tennyson, ou um Emerson; na ciência militar, há um Alexandre, um Napoleão, ou um Eisenhower; na medicina, há um Hipócrates, um Osler, ou um Mayo; na religião, há um Lutero, ou um Wesley, ou

um Calvino; na política, há um Washington, um Lincoln, ou um Churchill. Grandes feitos revelam grandes personalidades que personificam grandes profissões.
Jesus Cristo é a mais alta Personalidade, incorporando os mais altos ideais de todas as profissões e vocações. Ele é o epítome do melhor, o ápice do mais alto, a sumidade do mais elevado, o superlativo do supremo.
Nele os homens de todas as profissões, de todas as vocações, de todas as raças, de todas as posições, de todas as classes vêem o melhor. Aí está porque Jesus apela a todos. Ele é o Caminho, a Verdade, e a Vida.
Nele o homem encontra a resposta para os seus problemas, a satisfação para os seus desejos, a fruição de suas lutas, o gozo de seus sonhos, o fim de suas aspirações, a satisfação de seus apetites, e a harmonia de sua alma.
Jesus representa a expressão mais alta de toda vocação.
Para o astrônomo - Ele é a Brilhante Estrêla da Manhã.
Para o artista - Ele é o Único Digno de Louvor.
Para o autor - Ele é o Caráter Ideal.
Para o padeiro - Ele é o Pão Vivo.
Para o banqueiro - Ele é o Tesouro Escondido.
Para o biologista - Ele é a fonte da Vida.
Para o botânico - Ele é a Rosa de Saron.
Para o construtor - Ele é a Fundação Segura.
Para o carpinteiro - Ele é a Porta de Entrada.
Para o doutor - Ele é o Grande Médico.
Para o educador - Ele é o Mestre Incomparável.
Para o engenheiro - Ele é o Novo e o Vivo Caminho.
Para o agricultor - Ele é o Semeador e Senhor da Colheita.
Para o florista - Ele é o Lírio do Vale.
Para o geólogo - Ele é a Rocha das Idades.
Para o horticultor - Ele é a Verdadeira Vinha.
Para o jurisconsulto - Ele é o Juiz Reto.
Para o jurado - Ele é a Fiel e Verdadeira Testemunha.
Para o joalheiro - Ele é a Pérola de Grande Preço.
Para o advogado - Ele é o Conselheiro e Advogado.
Para o músico - Ele é a Verdadeira Harmonia.
Para o escritor - Ele é as Boas Novas de Grande Gozo.
Para o filantropo - Ele é o Dom Incomparável.
Para o filósofo - Ele é a Sabedoria de Deus.
Para o pregador - Ele é a Sabedoria de Deus.
Para o pregador - Ele é a Palavra de Deus.
Para o escultor - Ele é a Pedra Viva.
Para o servo - Ele é o Bom Senhor.
Para o estadista - Ele é o Desejado de Todas as Nações.

Para o estudante - Ele é a Verdade Encarnada.
Para o teólogo - Ele é o Autor e Consumador de Nossa Fé.
Para o operário - Ele é o Doador de Descanso.
Para o viajante - Ele é o Caminho.
Para o pecador - Ele é o Salvador.
Para o cristão - Ele é o Confortador.
Ele é o Amigo dos Pobres, o Curador do Doente, o Mestre Perfeito, o Filósofo Incomparável, o Ideal dos Ideais, o Rei dos Reis.
Mas - além de tudo isto, o Glorioso Salvador, e o Magnificente Redentor.
Jesus é a única Pessoa que aparece no cenário da história, a qual não pode ser melhorada. Todo homem na história, não importa a sua capacidade, pode ser melhorado, seja um Alexandre, um Shakespeare, ou mesmo um Lincoln. Qualquer pessoa que tenhamos encontrado na nossa experiência, seja o mais admirável dos homens, u'a mãe, um mestre, um ministro, pode ser melhorado.
Mas aqui está um - Jesus de Nazaré - ao qual ninguém poderá adicionar qualquer coisa a Ele no sentido de melhorar a Sua vida, a Sua mente, a Sua Ética, a Sua filosofia. Confúcio, Sócrates, Shakespeare, ou Lincoln poderiam ser melhorados, não Jesus. Ele objetiva e personifica todas as normas e ideais do nosso ser mais íntimo. Ele é o ideal dos ideais. Nele não há mancha, ou falha, ou defeito, ou fraqueza.
Em Jesus Cristo temos um Ser a quem os nossos corações e nossas mentes e nossa vontade podem dizer: "Venha o teu reino. Seja feita a tua vontade".
Jesus veio primordialmente como Salvador. João Batista O apresentava ao exclamar: - Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". Ele era um Mestre sem igual. Era um filósofo profundo. Foi o maior dos homens. Foi o ideal perfeito. Mas, além e acima de tudo isto, Ele foi o Redentor. Veio para "salvar o Seu povo dos pecados deles" (Mateus 1:4) Veio para "buscar e salvar o que se havia perdido". (Lucas 19:10)
O evento mais significativo da história do homem deu-se ao cume de um monte, sendo desempenhado por uma única Figura solitária, cuja silhueta se destacava contra o céu enegrecido, ao ser Ele dependurado entre dois ladrões numa cruz toscamente talhada. Sozinho, travava Ele a maior batalha de todas as eras. Uma multidão sedenta de sangue clamara pelo Seu sangue na sala de julgamentos de Pilatos. Ecoava o seu clamor e repetia-se: - Seja crucificado...Caia sobre nós o Seus sangue, e sobre nossos filhos" (Mateus 27:22,25).
Pilatos evadiu-se à responsabilidade. Temia a população. Lavou as mãos, mas não ficou lavado de Sua culpa.
Tomaram Jesus e colocaram uma pesada cruz sobres Seus ombros, puseram uma cruel coroa de espinhos sobre Sua santa fronte, enquanto o sangue vertia dos poros, e descia pela Sua face sagrada. Com as pontas das lanças O agulhoaram,

fazendo-O subir até o cume do Gólgota. Enfraquecido e cansado, oprimido e torturado, como que se arrastou, penosamente, até o topo! Ali O colocaram sobre a cruz, transpassaram com cravos Suas mãos e pés, puseram-na de pé num buraco, e a fizeram penetrar nele, enquanto Jesus pendia de um lado para outro ali, em agonia excruciante e com dores insuportáveis. Ao pé da cruz uma multidão uivante vaiava e zombava, gritando: - "Salva-te a ti mesmo, se és Filho de Deus! E desça da cruz!...Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar-se!" (Mateus 27:40-42). Mas Jesus tinha coisa mais importante a fazer naquela hora, do que salvar-se. Ele estava nos salvando.
Que quadro! Tão terrível, e contudo tão sublime! Tão horrível, e contudo tão grandioso! Tão doloroso, e contudo tão fecundo! Finalmente, Jesus exclamou: - "Está consumado!"; e quando o fez , "Eis que o véu do santuário se rasgou em duas
partes, de alto a baixo" (Mateus 27:51) Estava completada a nossa salvação. O santo dos santos estava aberto de par em par para toda alma penitente. Iniciara-se uma nova era, um novo dia amanhecera. O homem estava reconciliado com Deus, e seus pecados estavam perdoados. O débito e o castigo do pecado tinham sido pagos na íntegra - sim, era o momento supremo, mais luminoso, de toda história humana.
As testemunhas num tribunal ou condenam ou absolvem um acusado. O seu testemunho perante o júri deve ser de primeira mão. Elas devem dizer o que sabem. Não podem ser de segunda mão ou por ouvir dizer. Devem apresentar evidência sobre quem que se baseia o julgamento.
Formemos, pois, um tribunal. A pessoa trazida à barra do tribunal é Jesus Cristo. As testemunhas são postas. Elas dirão o que sabem. Darão evidência. Darão testemunho do que elas têm experimentado pessoalmente com Jesus. Tu serás o juiz.
Todas as testemunhas que serão chamadas a depor serão pessoas de bom caráter, de inteligência normal, podendo ser aceitas em qualquer corte de justiça como jurados ou como testemunhas.
Pesa a evidência, quando o testemunho for dado, e forma um juízo concernente a Cristo.
Primeira testemunha: - Sr B. R. Duarte, que tem o senhor a dizer concernente a Jesus?
Seu depoimento:
Leva tu contigo o Nome.
De Jesus, o Salvador.
Este nome dá conforto.
Sempre, seja onde for.
Mas, Sr. Duarte, quando somos tentados, Ele ajuda?
Leva sempre o santo Nome
Para bem te defender.
Ele é arma ao teu alcance.
Quando o mal te aparecer. (Hinos e Cânticos, 98)


Segunda testemunha: - S. E. Mc. Nair, queira falar. Podemos confiar em Jesus, quando os amigos nos abandonam e os pecados sobrevêm?
Eis a resposta:
'Stás acaso sem amigos?
Dize-o a Deus em oração,
No Seu seio carinhoso
Paz terás teu coração.
Mas, Sr. Mc. Nair, em tempos de provação, quando somos tentados e sofremos duros trabalhos, podemos contar com Jesus?
'Stás enfermo, carregado
De cuidado e aflição?
A teu pai, refúgio eterno,
Podes ir em oração.
(Hinos e Cânticos, 359)

A terceira testemunha é Francisco C. Silva - Sr. Silva, Jesus nos dá esperança e conforto?
Sim. Em nada ponho a minha fé.
Senão na graça de Deus.
No tempo de trevas, quando a esperança se esvai e o mar da vida ruge, que fazer?
Seu juramento é mui leal.
Abriga-me no temporal;
Ao vir cercar-me a tentação,
É Cristo a minha salvação. (Cantor Cristão, 366)

A quarta testemunha é Charles Wesley: - Que tem o senhor a dizer de Cristo?
Oh, tivesse mil línguas p'ra cantar
Os louvores do grande Redentor!
Mas, mr. Wesley, quando estou preso pelo pecado e sinto que sou o maior dos pecadores, que pode Ele fazer?
Ele cancelou o poder do pecado;
Ele libertou o prisioneiro.
Seu sangue purifica o mais impuro;
Seu sangue foi derramado por mim.
Mas não há tempo para chamar todas as testemunhas. Estas bastam. Qual é o teu julgamento, agora, com respeito a Cristo? Se estes homens falam a verdade - e eles não estão mentindo - eles estão testemunhando a realidade - porque não tomas a Cristo por ti mesmo?

Ele está vivo. Ele está ao teu alcance. Ele pode falar à tua alma atribulada. Ele pode quebrar os laços do pecado em tua vida. Ele é o Salvador. Permite que Ele te salve. Esta é a mais gloriosa verdade já revelada em qualquer corte da terra. Jesus tem socorrido milhões. Ele pode socorrer-te.
A cruz de Cristo faz alguma coisa por ti. A cruz atrai atenção, convida à compreensão, seduz as emoções, e desafia a vontade. A melhor parte de cada um de nós é estimulada por Sua presença. A cruz exerce uma atração, um magnetismo - uma influência sobre nós. Algum espírito inexplicável toma conta de nossa alma. Ficamos transfixos em Sua presença. Somos confrontados com a pureza, a bondade e a verdade. A melhor parte de nós mesmos se abala. Nossa natureza mais elevada, melhor, quer tomar dela e aceitar o seu Cristo como Salvador.
O hino mais universalmente popular do século XX incorpora de modo pertinente esta verdades, nas palavras de George Bennard:
Rude cruz se erigiu, dela o dia fugiu,
Como emblema de afronta e dor;
Mas eu amo essa cruz, porque, nela, Jesus,
Deu a vida por mim, pecador.
Sim, eu sempre amarei essa cruz!
Seu triunfo meu gozo será,
Pois um dia, em lugar de uma cruz,
A coroa Jesus me dará!
(Hinos e Cânticos, 638)

Nós, desta geração, testemunhamos duas guerras mundiais, e enfrentamos a possibilidade de uma terceira. Jesus ainda se eleva sobre os destroços e as ruínas do tempo, e Sua figura se destaca contra o negro céu ameaçador, dizendo: "Ainda estou aqui, à vossa disposição. Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei...e achareis descanso para as vossas almas" (Mateus 11:28-29).
Ele é a personalidade milagre. Porque Ele o é, pode transformar-te, e a todos os que hão de vir, e assim transformar a sociedade.
Nossa necessidade é pessoal. Não precisamos de melhores negócios, mas de melhores negociantes; não de melhores transações bancárias, mas de melhores banqueiros; não de melhor agriculta, mas de melhores fazendeiros; não de melhores leis, nem de medicina melhor, nem de melhor jurisprudência, mas de melhores advogados, médicos e juizes.
Cristo é a resposta. Ele é a nossa única esperança. O anjo que anunciou Sua vinda a um grupo de pastores amedrontados, trouxe ao mundo o seu mais glorioso anúncio:
"Não temais: eis que vos trago boa nova de grande alegria...é que hoje vos nasceu o Salvador, que é Cristo o Senhor" (Lucas 2:10,11).

Nesta hora O adoramos.
Amada Personalidade.
Amante dos Pobres.
Médico dos Enfermos.
Mestre sem Par.
Filósofo Incomparável.
Ideal dos Ideais.
Mas, além de tudo isto, - glorioso Salvador.

Amém.

Pr. Wladimir G. Souza



O GRANDE PROBLEMA HUMANO

1º Qual é a responsabilidade do homem perante Deus? Rom. 14:10-12
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2º Em que condição nasce o homem? Salmo 58:3 e 51:01-05 ______________________________________________________________________________________________________________________________________

3º Devido esta condição, como é o coração humano? João 8:34; Efésios 2:03, 05; Romanos 3:10-19; Mateus 15:19-20 ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________


4º O que o pecado ocasiona entre nós e Deus? Isaías 59:01,02
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5º Qual a conseqüência direta da entrada do pecado em nosso mundo? Gênesis 02:15-16; 03:17-19; Romanos 3:23; 5:12
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6º Pode alguém sozinho mudar seu comportamento? Jeremias 13:23
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Observações importantes:

Diante de um quadro tão duro, a humanidade tem buscado soluções:
Tomada de consciência.
Despertar o positivo adormecido.
Resolver-nos a nós mesmos.
Acreditar na força interna, olhar para dentro de si mesmo.
Milhares buscam Deus dentro de si mesmos.
Um ser mesclado com a criatura, que por sua vez não é só uma criatura, mas um tipo de deus em potencial. A isto chamam de evolução, crescimento espiritual.
Porém estes, hoje estão atolados em suas frustrações ou, na melhor das hipóteses, estão no poço das incertezas.
Reconhecer o potencial próprio é Positivo.
No entanto, há um lado negativo.
É quando faz você acreditar que você basta por si mesmo. Que você é a parte que alimenta você.
O homem torna-se sua própria medida.
Querer ver este desenvolvimento, esta evolução, caminho do super-humano, traz aos olhos alguns ciscos e traves muito incômodas.
O homem tem evoluído, dizem, mas os fatos da história mostram algo que vale pensar.
A quem os Nazistas olharam quando idealizaram o III Reich? Não foram a si mesmos? Não queriam "evoluir" ao super-humano Ariano?
Apesar de êxitos, sucesso, cultura, o que muitos tem feito? Suicídio, adultério, etc.
Dizem a humanidade melhorou, veja a sociedade, as cidades, o conhecimento tecnológico.
Olhe você a sociedade. O que vê?
Sente-se seguro em sua cidade?
Nos países com tecnologia de ponta, E.U.A, Japão, Alemanha, etc. e conseqüente qualidade "evoluída" de vida, o que se vê?
Mudaram-se as armas, antes espadas e cavalos, hoje blindados, jatos "invisíveis projeto guerra nas estrelas. Mas o homem continua o mesmo. Evoluiu ou regrediu?
A família esta coesa?
As drogas estão sob controle?
A prostituição infantil via Internet não existe?
O crime organizado acabou?
As doenças estão sumindo?
Há um país, a Índia, que tem uma forte idéia de evolução arraigada na
sociedade, na vida e cotidiano das pessoas. O que vemos?
Um país miserável, faminto, e que "evoluiu" a ponto de construir a bomba atômica.

AGORA PENSE EM SUA VIDA PESSOAL.

Se a evolução está ao alcance de todos porque você se esforçou tanto e não conseguiu os resultados que queria?
Lembra-se quando entrou em contato com idéias otimistas, espiritualistas, reencarcionistas?
Você ficou interessado, se convenceu daquela "lógica" oriental, acreditou em tudo, afinal o mundo ocidental estava de olhos fechados, parecia que nossos problemas ali seriam resolvidos.
Porque não dar crédito a uma idéia tão clara, em um argumento tão irrefutável - você racionalizou.
Tudo depende de disciplina e concentração. Quem sabe meditação. Porém naquele momento que ninguém vê, quando você "baixou a guarda", ali estava você, o mesmo de sempre, talvez mais sofisticado, com mais cultura, agora com status respeitável, porém a mesma pessoa com suas limitações, frustrações e infelicidade.
Você pode racionalizar:
O erro não é do espiritualismo, hinduísmo, budismo ou a crença que defende. O erro estava em você.
Talvez fosse isto que você pensou.
Preciso da ferramenta certa. Talvez mais reflexão, mais meditação transcendental, mais incenso.
Lembra que você entrou por esse caminho?
Errei na "dose", fui demais isto ou aquilo, é o que outros poderiam dizer.
Talvez eu não tenha acreditado direito, foi pouco.
Enfim tudo parecia direito, tinha meus problemas, mas tinha minhas respostas.

"Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte." Prov. 14:12

Estaria tudo perdido?

Feliz o homem que reconhece, e muda. Ele encontrará o Caminho, a Verdade, e a Vida.
Não desanime!

"Quando eu olho para mim mesmo não vejo como posso me salvar. Quando olho para Cristo não vejo como posso me perder."

Olhe para Jesus.

7º Qual a reação de Deus quando nos voltamos a Ele reconhecendo nossas limitações? Miquéias 7:18,19; Lamentações 3:22 e 23; João 3:16 e 17.
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8º Como se manifestou o amor de Deus? I João 04:09 e 10, 16-17
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A LEI DA CAUSA E DO EFEITO

Leia novamente I João 04:17
O Dia do Juízo é também chamado de dia da retribuição.

9º O que o pecado faz com a verdade de Deus? Romanos 01:18-32
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10º Quando Deus determina o destino do pecador? Hebreus 9:27, Ezeq.18:20-28____________________________________________________________________________________________________________________________________

Veja o que o pecado ocasionou:

Deus, Vida Pecado Homem culpado morre
João 1:1-4 Separa o homem de Ezequiel 18:04
Deus
Isaías 59:1 e 2

Reflita:

As obras más são frutos, resultado ou conseqüência de se viver no pecado.

O ser humano não é pecador porque mata. Ele mata, porque é pecador. Se não fosse pecador, não mataria.

O problema do homem não é somente roubar, matar ou adulterar. Isso é o fruto do seu problema. Seu verdadeiro problema é ser um pecador ou seja, viver afastado de Deus.

Por mais vidas que a pessoa tivesse não resolveria o problema da natureza pecaminosa que temos desde que nascemos.

"Os discípulos, ouvindo isto, admiraram-se muito, dizendo: Quem poderá pois salvar-se? E Jesus, olhando para eles, disse-lhes: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível." Mateus 19:25,26

11º Como Deus resolveu estes impossibilidade humana? Mateus 01:21; Isaías 53
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Lembre-se quem perdoa sempre assume o prejuízo.
O homem estava, impossibilitado de conquistar a salvação. Logo Deus tomou a

iniciativa.
Ele assumiu o prejuízo do pecado, a morte.

12º Em Cristo o que obtemos diante de Deus? Romanos 5:01-11; Efésios 2:1-10
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Pr. Wladimir G. Souza
Instituições Médicas Adventistas. As instituições médicas adventistas constituem o único contato que muitas pessoas têm com a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Os hospitais adventistas devem ser mais do que meramente sistemas de atendimento médico. Têm eles a oportunidade única de dar um testemunho cristão 24 horas por dia junto às comunidades a que servem. Além disso, têm o privilégio de apresentar a mensagem do sábado pelo exemplo, cada semana.


Na cura dos enfermos e na libertação dos portadores de debilidades físicas, mesmo no sábado, Cristo deixou um exemplo que consideramos a base para o estabelecimento e funcionamento das instituições médicas adventistas. Portanto, uma instituição que ofereça atendimento médico ao público deve estar preparada para ministrar às necessidades dos enfermos e sofredores independentemente de horas ou dias.


Esse fato coloca uma grande responsabilidade sobre as instituições, no sentido de elaborarem e executarem regulamentos que reflitam o exemplo de Cristo e apliquem os princípios da observância do sábado encontrados nas Escrituras e ensinados pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Os administradores têm a responsabilidade especial de cuidar para que todos os departamentos mantenham o verdadeiro espírito da guarda do sábado, instituindo procedimentos apropriados e evitando a frouxidão na observância do sétimo dia.

Recomenda-se as seguintes aplicações dos princípios de observância do sábado:

1. Oferecer atendimento médico de emergência sempre que necessário, com boa disposição, ânimo e alto nível de profissionalismo. Entretanto, nem as instituições nem os médicos e dentistas adventistas devem oferecer os mesmos serviços de clínica ou consultório que oferecem nos outros dias da semana.
2. Suspender todas as atividades rotineiras que podem ser adiadas. Geralmente isso significa fechar completamente os departamentos e instalações que não tenham relação direta com o atendimento aos pacientes, e manter um número mínimo de pessoas qualificadas em outros departamentos para tratar das emergências.

3. Adiar serviços eletivos de diagnósticos e terapia. O médico de plantão deve decidir o que é necessário ou de natureza emergencial. Se ele abusar desse direito, os casos devem ser tratados pela administração do hospital. Os funcionários da instituição que não trabalhem na administração não devem envolver-se nas decisões, nem ser obrigados a enfrentar o(s) médico(s) de plantão. Podem-se evitar mal-entendidos deixando claro em estatutos para a equipe médica que somente serão realizados procedimentos cirúrgicos, terapêuticos ou de diagnóstico que não possam ser adiados devido à condição do paciente. Um atendimento claro com todos os que são designados para a equipe, no momento da admissão, fará muito para evitar mal-entendidos e abusos.

4. Fechar os escritórios administrativos para atendimento de rotina. Embora possa ser necessário admitir ou dar alta a pacientes no sábado, recomenda-se que seja evitada a apresentação de contas e o recebimento de dinheiro. Jamais deve a guarda do sábado ser motivo de irritação para aqueles que procuram servir e salvar, mas sim constituir o sinete dos "filhos da luz". (Efés. 5:8; AA 260)

5. Fazer do sábado um dia deleitoso para os pacientes, um dia em que a intensa atividade de rotina seja posta de lado e a equipe esteja livre para passar mais tempo com os pacientes, instruí-los, aconselhá-los e familiarizá-los com o maravilhoso amor de Deus. Essa atividade missionária será uma lembrança do testemunho cristão que jamais será esquecida. A guarda significativa do sábado será conseguida muito mais facilmente em uma instituição que empregue uma equipe predominantemente adventista. A apresentação do sábado sob um prisma favorável pode ser conseguida pelos obreiros encarregados do atendimento aos pacientes e, pode constituir uma influência convincente na vida dos que não pertencem à nossa fé.

6. O atendimento aos enfermos é uma atividade dos sete dias da semana. A doença não conhece calendário. Entretanto, ao escalar os funcionários, as instituições médicas devem tomar em consideração as crenças, observâncias e práticas sinceras dos empregados ou futuros empregados. A instituição deve dar margem razoável a essas crenças religiosas, a menos que se demonstre que essa acomodação dificultará o funcionamento da instituição.
Também se reconhece que a consciência das pessoas varia em relação com a conveniência do trabalho aos sábados. Nem a Igreja nem suas instituições podem atuar como consciência para seus empregados. Em vez disso, deve-se dar margem razoável para a consciência individual.

7. Resistir às pressões para afrouxar as normas adventistas. Algumas instituições têm sido pressionadas por comunidades, equipes médicas e/ou empregados (quando a maioria se compõe de não-adventistas) no sentido de abandonar ou enfraquecer os princípios quanto à guarda do sábado e suas práticas, de modo que o sábado seja tratado como qualquer outro dia. Em alguns casos, tem-se feito pressão para manter os serviços completos no sábado, reduzindo-os então no domingo. Essa atitude deve ser vigorosamente combatida. A aquiescência levaria a um sério reexame do relacionamento dessa instituição com a Igreja.

8. Instruir os empregados que não são adventistas, quanto aos princípios de guarda do sábado praticados pela instituição. Todos os não-adventistas, no momento da admissão em uma instituição médica adventista, devem tomar conhecimento dos princípios adventistas do sétimo dia, especialmente praxes institucionais relativas à observância do sábado. Embora os não-adventistas possam não crer como nós, eles devem saber desde o início como se espera que se encaixem no programa da instituição para ajudá-la a atingir seus objetivos.

9. Estimular uma atitude de contínuo testemunho cristão entre os empregados adventistas. O único contato que muitos funcionários não-adventistas poderão ter com os adventistas do sétimo dia, será na instituição que os emprega. Todos os relacionamentos devem ser cordiais, bondosos e representativos do amor exemplificado na vida e obra do Grande Médico. A compaixão para com os enfermos, a abnegada consideração para com os semelhantes, a solícita disposição para servir e uma irrestrita lealdade para com Deus e a Igreja podem bem constituir um cheiro de vida para a vida. A guarda do sábado é privilégio e honra, bem como dever. Jamais deve tornar-se pesada ou tediosa para os que a observamos ou para os que nos rodeiam.

O trabalho aos Sábados em Hospitais Não-Adventistas. Embora seja essencial, nas instituições médicas, que constantemente se realize um mínimo de trabalho para manter o bem-estar e conforto dos pacientes, os empregados adventistas em instituições não-adventistas onde as horas do sábado não trazem diminuição dos deveres rotineiros, encontram-se sob a obrigação de recordar os princípios que regem as atividades sabáticas. Para evitar situações em que os membros da Igreja enfrentem problemas com a guarda do sábado em instituições não-adventistas, recomenda-se que:

1. Quando os adventistas aceitam emprego num hospital não-adventista, tornem conhecidos seus princípios de guarda do sábado e solicitem um horário de trabalho que os isente dos deveres no dia de sábado.

2. Nos lugares onde os horários de trabalho ou outros fatores não permitam esse arranjo, os adventistas devem identificar claramente as tarefas, se houver alguma, que poderão realizar conscienciosamente no sábado, bem como sua freqüência.

3. Nos casos em que não for possível acomodar-se aos arranjos acima, os membros devem tornar supremas as exigências de lealdade a Deus e abster-se de tarefas rotineiras.

Hospital Adventista Silvestre
Capelania


Pr. Wladimir G. Souza

 

QUE ÓCULOS VOCÊ USA?

"A ciência, ética, filosofia, o conhecimento humano é apenas criação humana. E o processo de concepção da realidade, da vida e da moralidade é assunto arbitrário e de foro individual." Friedrich Nietzsche

Assim o homem descobridor da verdade (transcendente) foi substituído pelo homem criador de verdades (relativas e temporais).
As características dessa nova maneira de ver o mundo são percebidas na arte, no cinema, na filosofia, e, principalmente, no pensamento religioso.
O pós-mordenismo impõe o relativismo moral e doutrinário.
Se cada pessoa decide o que é bom, aceitável e ético para si mesma, não é possível ter um padrão de comportamento coerente para o ser humano.
Logo, moral, ética, origem, destino, bem e mal tem interpretação diferente e válida em cada comunidade.
Na verdade, para o indivíduo pós-moderno, a questão deixa de ser "É verdadeiro?" e passa a ser "É útil?"
Para David Lyon, filósofo canadense, o slogan de Nietzsche, "a morte de Deus", significa que não podemos mais ter certeza de nada. A moralidade é uma hipocrisia, e a verdade, uma ficção.
A perda de significado é sem precedentes; e a busca de distinção entre moral e imoral é útil, senão imprópria.
O impacto sobre a religião e a moralidade é tão devastado que alguns admitem que o pós-mordenismo não foi criado na cabeça de Nietzsche. Faz parte da luta entre o bem e o mal.
Com o crescimento do pós-mordenismo, desaparece a possibilidade de uma única verdade moral e religiosa válida para todos os tempos e lugares. Valores morais e crenças perdem todo sentido de universalidade e de permanência.
O que impera é a religião da independência. Explicando por que pessoas são indiferentes às normas das igrejas a que professam pertencer, Flávio Pierucci, umm sociólogo da USP, diz:
"A tendência que parece estar se espalhando, principalmente entre a classe média, é a de uma religião, "faça você mesmo", em que cada um é senhor absoluto de sua própria religião".
O humanismo chamou o homem para debaixo do guarda-chuva da ciência, que prometia assumir a responsabilidade pelo futuro e inaugurar o Céu na terra.


Como a ciência não pode viver à altura de suas promessas, o homem pós-moderno se rende ao vazio de um mundo sem Deus, sem esperança e sem verdade.
Neste estado de inquietação e a busca de significado no transitório e superficial e se não há Deus, nem Céu, nem verdade, a única coisa que faz sentido é o prazer temporal, o consumo, a sensação, a posse.
A sociedade de consumo é o quadro de uma raça órfã, na busca da satisfação pela satisfação, já que nada mais lhe restou. Fazendo com que muitos procurem preencher o tempo com muita atividade para que o vazio não apareça.
Em meio as idas e vindas do pensamento humano, o Cristianismo Bíblico, cavou trincheiras, hora avançando, hora recuando, porém mantendo posição de combate.
O cidadão pós-moderno acha-se um livre pensador, isento de parâmetros externos. No entanto está ele defendendo as conclusões de filósofos que as impuseram através do pensamento acadêmico das Universidades. Como se diz popularmente "fizeram sua cabeça".
No entanto, as idéias de Jesus Cristo, estão claramente definidas no pensamento do Cristão Bíblico. Este defende sua posição com um "Está Escrito" ou "Assim diz o Senhor", de forma transparente e concreta.
Não há como alguém dizer que é totalmente isento e independente em suas idéias. Todos nós sempre refletimos o pensamento corrente em nossa época e sociedade.
A questão então devia ser:
Os meus pressupostos são válidos?
Sou influenciado por quem?
Como estas idéias tem ajudado a sociedade?
Estas perguntas são feitas constantemente na mente do cristão, fazendo-o
não um com a massa, mas um contestador, não por amor em ser contra, mas por amor a verdade e a felicidade.
Chegamos ao ponto que trata sobre a verdade.
O que Jesus Cristo diz ser a verdade? João 14:06
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O saber pós-moderno não admite a idéia da verdade como absoluta.
Pois ao negarem esta, se acham prontos a dar vazão as idéias pessoais e satisfazer suas paixões, desejos e egoísmo.
Se o cidadão pós-moderno admitir uma verdade, como a que Jesus propõe, ele então tem que se submeter, aceitar, mudar, mas ele é muito orgulhoso para fazer isto.
O fato é que cada um de nós implícita ou explicitamente, vive por certos princípios com os quais nos comprometemos previamente e que acreditamos serem pontos inegociáveis da vida.

Por definição, a verdade sempre será exclusiva.
Jesus afirmou esta exclusividade.
A mesma pergunta, na mesma hora e com o mesmo sentido, não pode ter duas respostas absolutamente antagônicas.
Segue-se a lei da não contradição.
"Se uma afirmação é de natureza totalmente contraditória, não é verdadeira."
A verdade determina:
Ou isto/ ou aquilo
E nunca:
Tanto isto/como aquilo

Por vivermos numa sociedade pluralista onde há liberdade para idéias divergentes, muitos confundem isto com o pensamento de que tanto faz.
Ao atravessarmos a rua, olhamos para os dois lados, ou o ônibus ou eu, nunca os dois.


Cremos em Marxefreudedarwin.
Cremos que tudo está bem,
Desde que você não prejudique ninguém,
Quando você possa definir prejudicar,
E quanto você possa saber.

Cremos no sexo antes, durante
E depois do casamento.
Cremos na terapia do pecado.
Cremos que o adultério é uma brincadeira.
Cremos que a sodomia é correta.
Cremos que os tabus são tabus.
Cremos que tudo está ficando melhor.
Apesar da evidência contrária.
A evidência precisa ser investigada.
E não se pode provar nada com evidência.

Cremos que há algo nos horóscopos,
Nos OVNIs e nos colheres entortadas;
Jesus era um bom homem, como Buda,
Maomé e nós mesmos.
Ele foi um bom mestre de moral, embora achemos
Que o seu bom ensino moral era nocivo.

Cremos que todas as religiões são basicamente a mesma coisa
- pelo menos aquela sobre a qual lemos.
Todas elas crêem no amor e na bondade.
Só divergem nas questões da criação,
Do pecado, do céu, do inferno, de Deus e da salvação.

Cremos que após a morte vem o nada,
Porque, quando você pergunta aos mortos o que acontece,
Eles não dizem nada.
Se a morte não é o fim, se os mortos mentiram,
Então o céu o compulsório para todos,
Exceto, talvez,
Hitler, Stalin e Genghis Khan.

Cremos em Masters e Johnson.
O que se seleciona é a média.
O que é a média é normal.
O que é normal é bom.

Cremos no desarmamento total.
Cremos que há elos diretos entre a guerra e o derramamento de sangue.
Os americanos deveriam fundir as suas armas e transformá-las em tratores,
E certamente os russos os imitariam.

Cremos que o homem é essencialmente bom.
É somente o seu comportamento que o faz cair.
É culpa da sociedade.
A sociedade é o defeito das condições.
As condições são o defeito da sociedade.

Cremos que cada homem deve descobrir a verdade
Que é certa para ele.
Consequentemente, a realidade se adaptará.
O universo se reajustará.
A história mudará.
Cremos que não há verdade absoluta,
Exceto esta:
Não há verdade absoluta.

Cremos na rejeição dos credos,
E no florescer do pensamento individual.

E então o poeta acrescenta este pós-escrito chamado "Acaso":
Se o acaso
É o Pai de toda a carne,
A desgraça é o seu arco-íris no céu,
E quando você ouvir:

Estado de Emergência!
Atirador Mata Dez!
Tropas Avançam com Violência!
Brancos Vão à Pilhagem!
Bomba Explode Escola!

É apenas o ruído do homem
Adorando o seu criador.

Adaptado de Vanderlei Dorneles - "O Mundo Sem Juízo", S. T. 09/98 e Ravi Zacharias - "Pode o homem viver sem Deus?" Ed. Mundo Cristão.

Pr. Wladimir G. Souza

 

QUEM É DEUS PARA VOCÊ?

Iniciar um texto com uma pergunta como esta, é querer mexer em um dos assuntos da tríade da indiscutibilidade. Segundo os "sábios" populares, futebol, política e religião não se discutem.
Mas a prática mais uma vez desmente a teoria. No país do futebol quem é que não tem seu time preferido, onde os estádios atualmente voltam a se encher de torcedores e até torcedoras? Qual periódico não investe tempo em dar notícias sobre as partidas e a vida dos craques? Dizem até que o Brasil tem cento e vinte milhões de técnicos!
E quanto a política? A velha e boa articulação partidária, os escândalos envolvendo desde vereadores à presidentes da República. Subornos, desfalques, propinas, grampos telefônicos, são o prato do dia de todo telespectador Nacional.
Agora religião! Cada um tem a sua ou cria uma particular em casa mesmo.
Vivemos em meio a uma explosão de interesse religioso. Vejam as Universais congregações, as concentrações as aeróbicas do Senhor e os pastores que não são alemães, mas com nomes tais, jogam profissionalmente futebol, e nas horas vagas giram "eletrizados" em pregações pentecostais.
Três assuntos bem contados e recontados.
Agora voltando a pergunta inicial, devemos reconhecer o valor e a profundidade desta questão.
Pois a maneira como você encara o assunto determina seu estilo de vida, que é o modo como o mundo lhe parece e como você reage a ele.
Sua idéia a respeito de Deus lhe afeta mais do que imagina, pois tende a dar diretrizes sobre seus relacionamentos, seus hábitos pessoais, suas palavras, prioridades, lazer, leituras, conversas, suas roupas e sua saúde.
Todos temos um Deus que imaginamos que normalmente não corresponde a realidade, mas sim a nossos interesses, apetites e desejos.
Vivemos na época do sem compromisso e do descartável.
Vemos isto em nossa mais profunda necessidade.
O amor.
Queremos amor, mas sem compromisso.
Podemos "ficar", usar um do outro, em relacionamentos rápidos e superficiais. Por que amanhã é outro dia.
Assim se dá com Deus.
Muitos querem um Deus descartável. Use-O quando precisar, e jogue-O fora. Quando precisar chame-O de novo.
Esquecem ou não sabem, que o amor para com outro ou com Deus sempre exige compromisso.
No mesmo passo estão aqueles que imaginam a Deus como uma força imanente na natureza, um poder maior, uma energia, algo presente em tudo e todos.
Criador e criação, pensam estes, se misturam, se entrelaçam, são uma coisa só, logo um pensamento ecologicamente correto é ver tudo em Deus e Deus em tudo.
Esta idéia é atrativa a nossos dias, pois um Deus que não é uma pessoa e sim uma energia pura e impessoal, não tem vontade, mandamentos, opinião e planos para minha vida. Posso então concluir que não tenho compromissos a cumprir ou leis a guardar, somente aquilo que um possível desenvolvimento pessoal me dá.
Chegamos ao ponto de partida, o eu acho, eu penso, eu quero, pois se Deus está em tudo e todos, logo Ele está em mim. Alguns hindus chegam ao extremo de adorar o Eu Divino olhando a si mesmos por horas na frente de um espelho, ou em transe mediúnico buscam a verdade em algum grau de consciência que eles próprios acham desconhecer.
Esta é a divindade do homem, feita pelo homem e voltada para o próprio homem.
Como então chegar a um conhecimento adequado de Deus?
Tenho que buscar respostas fora de mim.
A consciência correta da Divindade não é algo que desenvolvemos, mas sim algo que recebemos através dos Profetas Bíblicos.
Você pode dizer, eis o homem criando uma religião. Mas é diferente de o homem descobrir a Deus, é Deus que Se auto-revela através da Inspiração. (II Pedro 1:21).
Os profetas bíblicos usaram grandemente a seguinte frase:
"A Palavra do Senhor veio a Mim dizendo...."
Um bom exemplo que encontramos na bíblia que nos pode auxiliar a compreender qual a relação entre Deus, a natureza e o homem é o Salmo 19.
Primeiro, o que torna o Senhor em Deus é que Ele tem a vida em Si mesmo.
Segundo, a essência de Seu caráter é o amor.
Sendo vida e amor, Ele reparte o que tem, isto é, cria tudo e todos.
Davi em seu salmo, ressalta que a natureza proclama o Deus Criador, através de sua beleza, delicadeza e complexidade. Ele não confunde Criador e Criação.
O próximo passo nesta revelação indica que Deus é um ser moral, e que transmite a seus filhos sua vontade para a alegria, iluminação e justiça entre os homens.
Neste ponto muitos recuam. É mais conveniente ter a Deus como energia cósmica, impessoal, uma força maior, que existe, mas oculta e satisfazer meus desejos, do que reconhece-Lo como ser moral e ter que me submeter a seus mandamentos.
Na terceira parte de seu salmo o profeta é confrontado com a imensidão do Deus Criador e Seu interesse pessoal por ele, e por cada ser humano que pisou neste mundo.
Diante da grandiosidade de Deus, ele nota que há algo errado em si mesmo.
Ele vê na pureza de Deus e de sua vontade, que seus erros ficam patentes, então ele exclama:
"Quem pode entender os seus erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos." Vs. 12.


No verso seguinte ele se confronta com orgulho, Davi reconhece, e busca liberdade, pois o orgulho cega. Seria Ele capaz de reconhecer toda sua incapacidade e render-se a Deus?
O Deus da imaginação do homem diz que ele tem o poder, tem o potencial, tem a mediunidade, basta crescer, desenvolver-se, evoluir.
Já o Deus que se revela, diz que você tem de render-se, reconhecer sua incapacidade, você precisa de um Salvador.
"Vinde a Mim vos que estais
cansados e sobrecarregados que
Eu vos aliviarei." Mateus 11:28

O primeiro grande princípio de saúde, é voltarmos a nossa origem, o Deus que é Pai, pois certamente qualquer visão fora de foco nos levará a uma queda, e quão grande será esta queda.


Pr. Wladimir Gonçalves de Souza
Capelão do Hospital Adventista Silvestre

 

QUEM É DEUS PARA VOCÊ? II

Muitas pessoas não gostam de falar de religião.
Dizem os sábios populares que futebol, política e religião não se discute.
Porém a prática desmente mais uma vez a teoria.
A televisão usa um bom tempo transmitido notícias sobre os jogos e a vida dos craques. Os estádios voltam a encher de torcedores e torcedoras.
Sobre política, quem não está cansado de ouvir sobre escândalos, desde vereadores à presidentes da República?
Agora quando o tema é religião, sobre Deus: as pessoas se escusam, dizendo que cada um tem a sua particular, ou mesmo que não freqüentem uma igreja, todos os caminhos levam a Deus. E ponto final no assunto.
A pergunta, "Quem é Deus para você?" é a mais importante já feita a uma pessoa.
E por contraditório que pareça, a menos respondida ou no máximo superficialmente pensada.
Quem é Deus para você? Tem um peso muito grande sobre a vida de cada pessoa.
A resposta com certeza influência toda a sua vida, mesmo que você nunca tenha pensado nisto.
Seus hábitos, suas palavras, sua roupa, suas leituras, seus amigos, seu lazer e tudo mais refletem o modo como você considera a Deus.
Vivemos na época do descartável.
Use e jogue fora.
Vivemos na época do ficar.
Use a outra pessoa e jogue fora.
Porém não se esqueça que você também é um objeto jogado fora.
Vivemos momentos em nossa vida, em que muitas pessoas tem a Deus como descartável, ou como gênio da lâmpada, faço alguns pedidos e acabou.
Estou aflito, busco a ajuda de Deus.
Passou a aflição, esqueço de Deus.
Estou doente ou precisando de dinheiro eu "fico" com Deus.
Satisfeita minha vontade, dou tchau a Deus.
Estou me dirigindo a alguém que tem agido assim?
Tem você respondido seriamente, "quem é Deus para você"?
Uma outra forma de considerar a Deus, é como uma energia cósmica, uma
força, um poder maior.
Esse deus, mistura-se com a natureza.
Ele está nas árvores, está nos rios, nos pássaros, nos animaizinhos, está em tudo e todos.

É cômodo pensar assim pois esse deus não é uma pessoa, não tem vontade, não tem mandamentos, não tem um plano pessoal para minha vida. Assim volto meus olhares para mim mesmo. E quando menos espero, noto que este tipo de deus está em mim.
Dizem eles:
"A nossa alma é uma fagulha da divindade, saímos de deus e voltamos a deus."
Todos segundo este pensamento são um tipo de deus em potencial. Devem então desenvolver sua mediúnidade, evoluir sua consciência, buscar o poder do pensamento positivo, liberar o deus escondido no íntimo.
É uma religião do homem. voltada para o homem, feita pelo homem.
Alguns hindus chegam ao extremo de ficar horas a frente de um espelho, adorando o eu divino.
Como poderemos responder a pergunta?
Quando tratamos de um assunto religioso, devemos buscar uma referência de autoridade, alguém maior que eu, maior que uma opinião pessoal, um fundamento sólido.
Sendo assim devemos recorrer a Bíblia Sagrada, aos profetas bíblicos.
Porém alguém pode dizer:
"Você está recorrendo a autoridade de outro homem!"
No entanto é preciso notar o seguinte:
A religião do homem é fruto de sua opinião, sua pesquisa pessoal, ao transe mediúnico, do olhar para dentro de si mesmo.
A religião bíblica é fruto da inspiração.
Veja II Pedro 1:21
"Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo."
Sonhos, visões, audições, impressões, foram os meios usados por Deus, para Se auto-revelar.

Vejam ainda II Pedro 1:16
"Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas, mas nós mesmos vimos a sua majestade."

Quem é Deus para você?
Se fizéssemos esta pergunta a ao Rei Davi como será que ele responderia?
Para saber consulte uma Bíblia, no Salmo 19.

- A natureza não é Deus, mas obra de Suas mãos.
Vs 01 ao 06 - A criação declara, proclama, a inteligência e poder do Deus
Criador.
- A criação e Deus não se misturam, não se confundem. Deus é
um ser distinto.

Vs. 07 ao 10 - O Deus que se auto revela, sendo uma pessoa, tem sabedoria,
justiça, luz para nossos olhos.
- Deus é uma pessoa, Ele se interessa por você como
um indivíduo.
Suas necessidades, suas alegrias e tristezas.
- Deus tem um plano para sua vida.
- Deus tem Sua vontade, Seus mandamentos, pois se Ele é amor e
o amor não é passivo, Ele se compromete mostrando o melhor
caminho, a melhor ética, como um bom Pai faz com Seu
precioso filho.

Neste salmo podemos notar uma progressão, um crescer na apresentação de Deus.
O profeta parte da revelação geral, a natureza. Nos leva para a revelação
especial, escrita, que são Seus estatutos, Sua lei, Seu testemunho, Seus preceitos, Seus juízos, enfim as Escrituras Sagradas.

E de repente ele vê a si mesmo diante do Pai.
Ele fica sem jeito.
Ele reconhece seus erros, seus pecados, seu orgulho.
Seria ele após tão grande revelação, humilde servo do Senhor?
Ele vê que precisa render-se a Deus, pois suas boas intenções não bastam.
O Deus que chamamos de Pai nosso é um fundamento seguro como a rocha, mas também é pessoal como um salva-vidas, um libertador.
Vs. 11 ao 14
O deus do homem exalta sua humanidade.
O deus do homem centraliza-se no "sereis como Deus"
O deus do homem é o olhar para dentro de si mesmo.
Já Deus verdadeiro é o Criador, o Todo-Poderoso.
Posso tudo em Deus que me fortalece.
Deus é uma pessoa, o meu Pai e vosso Pai, como disse Jesus.

Quem é Deus para você?

Pr. Wladimir Gonçalves de Souza
Capelão do Hospital Adventista Silvestre

Pr. Wladimir G. Souza

 

QUESTÕES DE VIDA I


1º Quais foram suas principais conquistas pessoais?
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2º Você consegue ver o sentido e o significado sobre o qual fundou sua vida inteira?
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3º Como você classificaria seu problema:
( ) Sou um desgosto ( ) Sou estúpido
( ) Sou feio ( ) Sou podre
( ) Sou um completo fracasso ( ) Tenho vergonha de meu passado.
( ) Sou um amargurado ( ) Não consigo fazer minhas tarefas
( ) Solidão diárias.
( ) Timidez ( ) Cansaço
( ) Desânimo, tristeza ( ) Tendências suicidas
( ) Sensibilidade excessiva, irritação ( ) Imobilidade
( ) Violência (física ou verbal) ( ) Inapetência (perda de peso)
( ) Insônia ( ) Dor-de-cabeça
( ) Gula (peso excessivo) ( ) Comportamento excêntrico
( ) Impotência ou frigidez ( ) Dificuldade com as pessoas
( ) Mentira ( ) Úlcera
( ) Colite ( ) Tensão muscular
( ) Não me entenda mal, meu ( ) _________________________
problema não é tão sério assim. _________________________

4º Você vê alguma possibilidade de que Deus tenha permitido sua presente situação
a fim de, finalmente, levá-lo à uma vida mais plena com Jesus Cristo?
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5º Quais situações você consegue se sair bem, mantendo o controle?
( ) Ao encontrar um amigo na rua. ( ) Ao lidar com um estranho.
( ) Em sala de aula. ( ) No trânsito.
( ) Quando seu superior no trabalho age de ( ) Lavando a louça.
maneira injusta. ( ) Com um colega de trabalho.
( ) Ao arrumar a casa. ( ) Quando um parente lhe de
( ) Atendendo um cliente. ofende.
( ) Fazendo compras. ( ) Pagando prestações.
( ) Na reunião de condomínio. ( ) Desempenhando suas
( ) Ao ler o jornal ou um livro. tarefas profissionais.
( ) ____________________
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6º Considere a possibilidade de Deus estar tentando mostrar-lhe algo, que em outra circunstância você não veria. Não descarte esta idéia.
Reflita _____________________________________________________________
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DEUS É FIEL

"Para toda provação proveu Deus auxílio... Não devemos permitir que o futuro, com seus difíceis problemas, sua não satisfatórias perspectivas, façam nosso coração desfalecer, tremer-nos os joelhos, pender-nos as mãos.
"... Se apodere da Minha força", diz o Poderoso, e, faça paz comigo; sim, que faça paz comigo". Isaías 24:5.
...Se, em nossa ignorância, damos passos em falso, nosso Salvador não nos abandona. Nunca precisamos sentir que nos achamos sós....Não há uma tristeza, uma ofensa, uma fraqueza humana para a qual não haja Ele provido remédio.
...Ninguém tem necessidade de se abandonar ao desânimo e desespero... Deus não nos manda vencer em nossas próprias forças. Pede-nos que nos acheguemos bem estreitamente a Ele. Sejam quais forem as dificuldades sob que labutemos, que nos façam vergar o corpo e a alma, Ele está à espera de nos libertar.
Aquele que tomou sobre si a humanidade, sabe compadecer-se dos sofrimentos dela. Cristo não só conhece cada alma, suas necessidades e provações particulares, mas também sabe todas as circunstâncias que atritam e desconcertam o espírito.
Sua mão se estende em piedosa ternura a todo Filho em sofrimento. Os que mais sofrem, mais simpatia e piedade dEle recebem. Comovo-se com o sentimento de nossa enfermidades, e deseja que lhe lancemos aos pés as perplexidades e aflições, deixando-as ali." Ellen G. White, C.B.V. 248,249.

7º Leia estas passagens na Bíblia e decida:
Salmo 42:11 _______________________________________________________
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Salmo 107:11-15 ___________________________________________________
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Observe atentamente as palavras de Jesus em Mateus 11:28-30, e responda:
A quem Jesus convida? _______________________________________________
O que Ele promete? __________________________________________________

Quais as duas coisas que precisamos fazer para encontrar descanso de nossos problemas? ______________________________________________________________________________________________________________________________________

No verso 30, Jesus nos diz que o Seu jugo é suave e o Seu fardo é leve.
O que Ele tem em mente é que todos nós estamos em uma de duas circunstâncias.
Isto é, ou somos dominados pelo jugo da opressão e da injustiça (Rom. 3:10-18), tão comum na vida do ser humano, e sofremos as conseqüências ou vamos a Deus com nossa vida e nos submetemos a Ele, aceitando Seu amor, simpatia e força, um jugo suave. (Rom. 8:31-39)
Não existe neutralidade. Precisamos então aceitar o convite de Amor de Jesus, e levar o fardo leve que Ele nos dá, isto é, uma vida verdadeiramente cristã.
Você pode estar sem esperanças, desconfiando de tudo e de todos. Você deseja resolver seus problemas, se não, não teria chegado a esta altura da leitura.
Pode temer um novo desapontamento, mas isto ocorreu antes porque você fundamentou erroneamente sua esperança.
Leve Jesus Cristo a sério, e no futuro vamos nos alegrar com a vitória.

 


QUESTÕES DE VIDA II


Programa de Ação Cristã:

Parabéns se você está continuando em nossa caminhada é porque tem aceitado a possibilidade que Jesus Cristo lhe oferece.
Tudo que falamos na fase I não é mera opinião, um devaneio, uma falsa esperança,
Todos nós precisamos encarar nossos problemas como projetos, desafios a serem vencidos.
Lembre-se: Nossos problemas são oportunidades nas mãos de Deus.
Nossas impossibilidades são possibilidades para Deus.
Você não passou além do ponto em que mudar seja possível, um adulto tem maturidade para vencer. Agora, um adulto com Deus lida com as possibilidades infinitas que a Bíblia nos apresenta.
Quero lhe indicar um pequeno programa de ação cristã. Precisamos sair para a prática.

TAREFAS DE VIDA

O Fator Oração:

Leia em sua bíblia uma parábola que Jesus contou, ela encontra-se em Lucas 18:1-8.
Atente bem, procure tirar princípios para sua vida. Escolha uma hora tranqüila e ore,
A oração como uma escritora cristã nos diz é "abrir o coração a Deus, como a um amigo."

Como orar?

Jesus nos ensinou a orar diretamente ao Pai, conversando com Ele, não uma mera reza decorada, onde normalmente a boca fala uma coisa e a mente pensa em outra.
Não aja conforme seus sentimentos.
Se não sentir vontade de orar diga isto a Deus. Se está desanimado, conte a Ele a causa do desânimo.
Não tem tempo, fale com ele no elevador, no automóvel, na rua ou onde você estiver.
Muitas vezes outros pensamentos "cortam" a oração, o que fazer? Inclua o pensamento intruso na oração, fale com Deus a respeito e depois volte aonde foi interrompido.
Somos regidos por hábitos, leva-se algum tempo para adquirirmos novos hábitos.
Para você pensar:
Muitos desistem da vida, pois estão sem rumo e sem Deus.
Outros desistem de Deus, querendo que Ele faça a sua vontade, na forma e na hora que desejam. Continuam perfurando até o meio-dia, mas então desistem porque foi preciso tempo demais e agora está ficando muito quente; no entanto, às 13h teriam atingido o petróleo.
Ou então continuam perfurando a areia até atingirem a rocha, mas, então param; é que a empreitada tornou-se por demais difícil. Um metro mais e teriam dado em cima de uma jazida.
Na sua e na minha vida precisamos de insistência, perseverança. Deus tem um plano, confie.

Preciso de algum lugar especial para buscar a Deus? Mateus 6:6-8
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Se Deus tem toda a sabedoria como devo me sentir quanto aos meus pedidos a Ele? I João 5:14 e 15
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Quando o peso de minha vida for grande o que deve fazer e pensar? Filipenses 4:6-9
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Deus pode me responder não, quando oro a Ele? Tiago 4:3 e 1:2-5
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Pessoas que continuamente tiveram suas esperanças despedaçadas, ficaram tão desconfiadas, que apesar de desejarem a esperança, a "empurram" por temerem dores e desapontamentos adicionais.
O que ocorre é que sua esperança foi erroneamente fundamentada. Dependiam de si mesmas e seus recursos, estavam sozinhas.
Agora com você estão dois fatores que certamente farão toda diferença.
Nós cristãos Adventistas lhe oferecemos nossas mãos, apoio e cuidado. Porém acima de tudo você tem um Pai que pode confiar, que lhe dará toda atenção e ajuda, pois Ele é fiel.
Leia I Coríntios 10:13
Entregue sua vida a Ele agora mesmo, se quiser "escreva uma carta" a Deus, conte-lhe suas tristezas, seus pesares, sua culpa e frustração.
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Leia João 14:6,13 e 14.

Pr. Wladimir G. Souza

REFLEXÕES:


"Quem não se encontra com Deus pela manhã, corre o risco de encontrar-se com o diabo o dia inteiro."

"Manter um serviço de culto exige dos pais muita sabedoria e determinação. Cada dia se torna mais difícil o culto doméstico, em face do tumulto da vida moderna. Sabemos que é estratégia do inimigo que as famílias percam as bênçãos desses momentos de edificação espiritual. Quando os filhos chegam à adolescência, o preço a pagar é maior da parte dos pais que devem ser inteligentes, criativos e flexíveis para superar as crises, aumentando a motivação e a inspiração nos assuntos espirituais."

"Papai, mamãe:
Apertem a minha mão com segurança, enquanto ela cabe em vossas mãos...
Envolvam-me com vossos braços, enquanto meu corpo frágil ainda pode ser envolvido por eles...
Ouçam-me com atenção, enquanto estou perto de vós e podeis ouvir-me...
Sorriam comigo, enquanto estamos juntos e o som de nossos risos se confundem...
Consolem-me quando eu chorar, enquanto podeis enxugar as minhas lágrimas...
Acompanham-me no meu dormir, enquanto sou pequeno e temo a noite...
Ensinem-me ou corrijam-me quando necessário, enquanto estou crescendo e aprendendo fácil...
Falem-me de Deus, enquanto estou convosco e posso ouvir-vos...
Enfim, papai, mamãe, encontrem-me no meu mundo de criança, enquanto vós podeis achar-me."
"Exerça compreensão. Devemos aceitar que, como nós, todas as pessoas têm falhas e partilham da mesma pressa e expectativa das coisas. O conselho bíblico é: "Mostrem o seu amor, suportando uns aos outros." Efésios 4:2.

"Retire-se do mundo todo dia para algum lugar privado, ainda que seja apenas o quarto. Permaneça no lugar secreto até que os ruídos circundantes comecem a esvair-se do seu coração, e a sensação da presença de Deus o envolva. Ouça a voz interior e aprenda a reconhecê-la. E ao sair desses momentos revigorantes, procure manter-se em ligação com Deus. Não tente mais competir com as outras pessoas. Entregue-se a Deus, siga-O, sem se preocupar com o que os outros pensam. Reduza seus interesses a uns poucos. Não procure saber coisas só por especulação. Evite a mente condensada - cheia de pedaços de coisas, fatos não relacionados entre si, histórias sem importância. Aprenda a orar interiormente, constantemente. Após algum tempo, você poderá fazer isso mesmo enquanto trabalha. Pratique a serenidade, a sinceridade, a humildade. Leia menos, mas leia mais daquilo que é importante."

"Aceite suas emoções. A aceitação é o ponto de partida para a mudança, porque, quando ela ocorre, começamos a vivenciar nossos sentimentos de modo diferente. A idéia de que todos somos emocionalmente parecidos é um mito. Você deve aceitar suas peculiaridades e dar graças por ser uma flor diferente no jardim de Deus."

"Se houver algo de mim a ser enterrado, que sejam minhas falhas, minhas fraquezas, e todo preconceito contra companheiros meus. Se por acaso você desejar lembrar-se de mim, faça-o através de um gesto ou de uma palavra delicada a alguém que esteja precisando de você. Se você fizer tudo o que pedi, viverei para sempre."

"No momento que somos colocados no colo de nossa mãe, ou sugamos o seu seio, reencontramos novamente a paz, a harmonia, o aconchego materno e nos acalmamos. Consequentemente, a criança aprende que pode depender da mãe para cuidar dela, restabelecendo, assim, a fé na vida, a fé de que o paraíso perdido pode ser encontrado.
O modo como a criança é criada tem profundas conseqüências na estruturação da sua personalidade. Portanto, os primeiros anos de vida são de fundamental importância na construção de sua identidade. Quando a criança nasce, não tem identidade psíquica definida, nem auto-imagem formada. Tudo passa de um prolongamento da mãe. Portanto, as primeiras imagens que a criança tem de si são aquelas que vê espelhadas no olhar ou toque de sua mãe. Se ela a olha ou a toca de uma maneira suave, carinhosa e amável, a criança sente-se amada e desejada. A família é o referencial mais forte e seguro que o indivíduo pode alcançar. Lá estão as diretrizes de todas as batalhas e desafios. De lá surgem as possibilidades e as impossibilidades. É ela que incute a religião, que mostra a face de Deus, que aponta para os costumes, as tradições, preservando e guardando a sua identidade e fazendo cada qual senhor do seu próprio destino, com os referenciais que fornece. A maturidade nunca será completa se não conseguirmos manter o equilíbrio entre perdas e ganhos. Por isso, não devemos ensinar os nossos filhos só a ganhar: essa não é uma atitude madura, pois a vida na Terra não se restringe somente a ganhos.
Devemos tomar todo o cuidado com o tipo de educação que damos aos nossos filhos. O verdadeiro ensino deve caminhar na direção da cruz de Cristo. É fácil estar em paz quando se está no "sempre alegre"; o difícil é ter a condição de fazer o contrário, ou seja, estar em paz mesmo quando estamos numa situação de perda. Se só nos preocupamos em querer que eles ganhem o primeiro lugar, ganhem a melhor nota, alcancem o melhor desempenho, tenham os melhores amigos, possuam o melhor emprego, ganhem mais dinheiro, fama e fortuna, corremos o risco de estar formando adultos imaturos, desequilibrados e frágeis, que ao menor sinal de perda se desestruturam, agindo maneira imatura. Devemos considerar a perda como um fator positivo, uma oportunidade única de crescer. Devemos ensinar os nossos filhos não só a conviver com os ganhos, mas também, e principalmente, conservar a dignidade quando vão à falência, quando vem o desemprego, quando se perde um cargo na igreja, quando vêm as frustrações. Um estado de imaturidade que se manifeste num dos pais tende a desagregar a estrutura familiar. Para essas crianças, o lar pode ser um campo de batalha, onde imperam gritos, contendas, irritabilidades e crises intermináveis. É muito freqüente observamos esses pais verdes de raiva,

lançando fogo pelos olhos, rangendo os dentes, resmungando, criticando, ameaçando e reclamando constantemente dos seus filhos. Podemos afirmar, sem medo de errar, que uma grande maioria dessas reclamações são infantis e destituídas de significado educacional. Por exemplo: um ovo derramado por ocasião do desjejum, pode transformar a manhã numa discussão generalizada. Para esses pais (imaturos) a hora de dormir pode virar uma guerra, as refeições podem terminar em lágrimas e com pratos cheios, cuja comida sequer foi tocada, e os passeios podem tornar-se em algo dramático, carregado de irritação e tensão, e pode ser "a morte" quando a criança não responde na segunda ou terceira vez em que é chamada por eles. Os pais cujas necessidades psicoemocionais básicas foram supridas, demonstram confiança, segurança e afetividade, pois já atingiram a maturidade do estado adulto, estando habilitados a desenvolver nos seus filhos uma condição de maturidade. Consequentemente, as condições psicoemocionais dos filhos são as melhores possíveis, pois não estão sujeitos às tempestades que os pais normalmente fazem a respeito de ninharias situacionais; não são vítimas de um amor ciumento, possessivo e superprotetor. Devemos ensinar a nossas crianças que essa existência implica em contínuas perdas, e que a renúncia e reparação são condições essenciais para a sanidade, porque permitem que o indivíduo se organize e construa sua vida. Nesse momento, o amor surge como uma resposta madura a essas perdas. Portanto, o amor passa a ser a única alternativa possível e verdadeira de reparação de perdas."