O que nós acreditamos acerca dos interessados,
membros e outros, fará uma diferença incrível naquilo que
eles aprenderão com nossos ensinos e sermões.
A minha expectativa quanto ao auditório ou interessado, influenciara
meu desempenho.
Ver - Hebreus 10:24,25; 3:12,13
"Para alimentar minha expectativa em ajudar alguém, preciso saber
o que se passa na vida do outro, caso contrário não posso "estimulá-lo",
pois não sei em que área ele precisa de ajuda. Preciso saber o
que está sentindo e o que está pensando. Preciso discernir se
está com um problema, para poder estimulá-lo para o amor e para
as boas obras.
Considerar significa "meditar, remover".
Devo me perguntar:
Estou meditando acerca das pessoas que estou levando a Cristo?
Quais são as necessidades de minhas ovelhas neste preciso momento?
Estou me comunicando com eles ou não?
A palavra exortar ou admoestar é uma palavra estimulante, e não
de teor crítico. Ela pressupõe um interesse mútuo, significa
"chegar junto para educar, amar, cuidar e ajudar."
A exortação, vai do positivo ao negativo. Ela é agradável
quando alguém é sensível às minhas necessidades,
se interessa por mim, percebe que estou fora dos trilhos e gentilmente me redireciona
de volta para eles.
Mas o que acontece se eu não, for tão maleável? Portanto
devemos começar a exortação devagar, dando incentivo, e
depois passar da afirmação positiva e leve para uma conversa franca
e à repreensão, e até mesmo a uma repreensão vigorosa.
Por vezes, precisamos fazer isso para conseguir que uma pessoa se sinta estimulada
a obedecer. (Ver Neemias 13:25)
Para ser um exortador precisa de compromisso com a missão do ministério,
salvar almas.
Minhas expectativas com relação as ovelhas, devem estar sob controle,
averiguando como elas estão e do que precisam, e aí exortá-los
ou repreendê-los para que se aproximem de Deus em total obediência.
O medo de ser legalista, nos impede de falar em obediência.
"A meta do Pastor é impelir e amoldar as expectativas rumo ao positivo,
que são o amor e as boas obras, assim como fazer cessar o negativo.
A meta da exortação é criar um "veículo"
que leve a expectativa do ouvinte rumo ao ideal, ao sonho, que pode ser realizado
em sua vida sob Cristo Jesus.
Todos temos expectativas, quer positivas quer negativas.
Devemos estar conscientes que expectativas existem em todos, o tempo todo.
As expectativas irreais são a causa de tantos desapontamentos
no casamento, na igreja, no trabalho e com os amigos.
Se a decepção continua e nem as expectativas, nem a realidade
mudam, chega-se ao estágio do desânimo. É mais profundo
que a decepção. É possível estar decepcionado, mas
não desanimado.
Se o desânimo continuar, mais cedo ou mais tarde, acabaremos atingindo
o estágio da desilusão.
Reconhecemos que a realidade é diferente daquele ideal, mas como não
abrimos mão daquelas expectativas irreais, a vida nos parece muito desagradável.
Se a realidade ou as expectativas não mudam, começamos a caminhar
sobre um terreno muito árido.
O último estágio é o desespero, uma falta absoluta de esperança.
Perdemos as esperanças de que a realidade um dia venha ao encontro de
nossa expectativas."
Precisamos baixar nossas expectativas?
Não. Precisamos adequa-las a um ambiente que por natureza é imperfeito
e pecaminoso.
"Decepção, desânimo, desilusão, desespero -
tudo isso se acha entrelaçado e alicerçado em nossas expectativas."
As expectativas precisam ser calibradas, pois elas haverão de controlar
nossas atitudes e ações com relação a algo ou alguém.
Como se processam nossas expectativas?
Reconhecimento de certas características externas que denominamos particularmente
de positivas ou negativas, podendo estar totalmente erradas.
Reputação. É comum ouvirmos opiniões alheias sobre
isto ou aquilo ou aquela pessoa e já formamos uma idéia própria
sem conhecermos de fato do que se trata.
Registros de experiências passadas, irreais, exageradas ou menosprezadas,
ou mesmo erradas.
Relacionamento com outros, nos permitem formar expectativas, que esperamos se
concretizarem, com o tempo, nosso relacionamento pode corrigir as expectativas
defeituosas.
"Se as expectativas forem irreais, isto é, elevadas demais, é
provável que a
pessoa não as realize e se sinta como um João-ninguém.
Da mesma forma, se elas forem muito baixas ou negativas, a pessoa pode se desinteressar
e se tornar uma daquelas que sempre realizam menos que podem."
Ver História pág. 80, Menosprezo aos Filhos.
"...Nossas palavras os dilaceram por dentro, dando-lhes um futuro de fracassos."
"Quais são suas expectativas - acerca de si mesmo, acerca de Deus,
de sua família e de seus alunos?"
Essência da Lei da Expectativa - "Espere o
melhor dos outros."
"Aquelas pessoas que nos amam o suficiente para ver o que há de
maravilhoso em nós - e que nos amam o suficiente para no-lo dizer - ajuda-nos
a ser como Deus espera que sejamos.
Suas palavras exercem uma poderosa influência nos outros."
1º - Examine, preste atenção às
pessoas, você não cria essas oportunidades, apenas faz uso delas
quando surgem, são momentos em que o outro faz algo bom, ou algo que
pode ser melhorado.
2º - Exponha o que a pessoa fez, deixe ela saber que você viu, lhe
dê uma "descrição" verbal do fato.
Faça uma pausa.
Deixe sua exclamação se aprofundar no coração do
outro. Ao final dessa segunda etapa, os dois devem estar com a atenção
completamente voltada para o fato, que constituirá o alicerce para sua
expectativa.
3º - Descreva sua emoção acerca daquilo que a pessoa fez,
use as palavras que o outro entenda conforme a idade.
Conquiste a atenção irrestrita exatamente pelas palavras que você
usar.
Faça uma pausa.
Deixe a mensagem "entranhar" na alma dele.
Mantenha o contato visual claro e firme.
Deixe que ele se agite um pouco, no bom sentido, "bebendo" toda sua
admiração.
4º - Diga a pessoa o que você espera dela no futuro.
É aqui que entra o poder das expectativas.
Cuidado com as impossibilidades, não minta.
Elas pegam o passado e o arremessam para o futuro. Descubra o sonho dela, suas
aspirações profundas.
Não seja muito específico, deixe os detalhes por conta do outro.
Fale de sua "expectativa", dizendo:
A - Creio que você está se tornando....
B - Vejo que esta sua capacidade o levará....
C - No futuro, você certamente....
D - Leve avante este talento, e você se tornará....
E - Deus mediante Sua graça fará você progredir....
F - O mundo, a igreja, precisa de pessoas que ...., e no futuro você será
uma.
delas.
G - Consigo ver você desenvolvendo....
H - Sinto que, com o tempo você será o tipo de pessoa que....
I - Eu não me surpreenderia se....
Esta expectativa leva-a a tirar a atenção do que fez, e aplicá-la
naquilo que
ela deseja se tornar.
Isso a conduz ao lugar onde os sonhos ganham forma.
Assim, estamos sendo visionários, conseguindo enxergar o que os outros
não vêem, falamos das maravilhas que só nós conseguimos
divisar.
"Quando você expõe algo, chama atenção para
o passado, pois o evento já aconteceu. Quando revela suas emoções
acerca da situação em si, está no presente.
Mas para moldar o futuro, precisa se deslocar para o pode se tornar, através
da maravilhosa e capacitadora graça de Deus."
Precisamos ver o que Deus pode fazer no futuro.
5º - Faça-se querido da pessoa através do toque apropriado.
Você está saindo da previsão rumo a afeição,
cimente esse momento com um toque humano.
1º - Faça uso consciente das oportunidades
(Ver excelente exemplo da pág. 92)
2º - Expresse as expectativas com criatividade.
A - Ore, apresente a Deus as suas expectativas acerca dos irmãos.
B - Diga indiretamente. Faça um elogio ao outro para alguém, na
presença deste.
C - Escreva. Expresse suas expectativas através de cartas, cartões,
bilhetes e remeta-os.
D - Utilize o telefone. Exponha sua satisfação por algo que o
outro
fez, sua gratidão e esperança. Ligue num horário incomum.
E - Envie algo incomum (pizza, flores, um tapete, etc...)
"Eu Toco o Futuro. Eu Ensino." Christa Mc Auliffe
Resumo do Cap. "A Lei da Expectativa"
"As Sete Leis do Aprendizado" Dr. Bruce Wilkinson
Ed. Betânia
Pr. Wladimir G. Souza
A - Expor a passagem, trate do conteúdo.
O tempo dedicado ao estágio da explicação é norteado
pela dificuldade do assunto e pela competência dos alunos.
B - Após expor, é preciso extrair a essência transformadora
de vida, e ajudá- los assimilá-la.
Princípio é a idéia central da passagem. O professor precisa
"expandir" esse princípio a partir de outros textos bíblicos
a ele relacionados, de forma que os ouvintes se convençam que ele é
bíblico.
Existem três períodos de tempo:
-Tempo original da passagem.
-Intemporalidade do tempo universal, onde reside o princípio.
-Tempo presente.
Precisamos saber fazer distinção entre a história e a essência,
entre a passagem e o princípio.
Domine o princípio:
1º Queira encontrar o filé da passagem.
2º Toda passagem contém pelo menos um princípio.
3º Leva tempo e esforço.
4º Bata firme nas portas do céus, busque percepção.
5º Pense sobre o tema.
6º Não procurar em comentários bíblicos, eles só
apresentam a maioria somente
os fatos.
7º "Curta" o desenvolvimento do princípio.
8º Reduza a mensagem a essência, seja o mais direto possível,
sem ser
autoritário.
Enfoque-o, mergulhe dentro dele. Disseque-o.
9º Conduza os ouvintes a aplicar o princípio por si mesmos.
C - Personalize
Redirecione a atenção da classe. Durante este estágio,
a aplicação é
amoldada ao aluno e toca na "emoção" dele.
Até aqui a mensagem foi bastante objetiva. Agora, ela precisa se tornar
subjetiva. Os ouvintes precisam caminhar da compreensão para a aplicação.
O 3º passo é o cerne e a essência da aplicação.
O ponto decisivo.
O ouvinte deve saber o que fazer e se sentir convicto suficiente para
fazê-lo.
O personalize ocorre quando o princípio, que é eterno e geral,
se torna específico e oportuno para o ouvinte.
Durante esta passagem ele precisa enxergar como ele tem de aplicar a passagem
da Bíblia em sua vida.
O esclarecimento tem lugar na mente e a convicção
no coração. Ele ocorre quando o pregador pinta o quadro, mostrando
como seria de fato o princípio, aplicado a vida e as circunstâncias
do aluno.
Quanto mais clara for nossa exposição do princípio à
imaginação do ouvinte, mais rápido e eficazmente o espírito
poderá penetrar no coração dele.
Seu papel é ajudar os alunos a se "enxergarem" operando o princípio,
como é uma transformação de vida na prática.
Quando você os ajuda a verem o princípio operando na vida deles,
você cria uma expectativa positiva, toca o sonho o ideal, os impulsiona
ao cumprimento.
A - Imagine o princípio em ação, operando realmente em
casa, no trabalho, no lazer.
B - Alargue a visão, o princípio se aplica a todos.
C - Fale do princípio como um impacto maravilhoso, assombroso e glorioso.
Prenda a atenção falando dos benefícios dados aos que o
abraçam. Assuste-os, apresentando as trágicas conseqüências
aos que o rejeitam.
D - Conte-lhes histórias emocionantes, leve-os para dentro da narrativa,
descreva o bem e o mal, respectivamente, aos que aplicam ou rejeitam o princípio.
Apodere-se da imaginação deles e "saiam da frente",
pois agora será a vez do Espírito tornar notória sua convincente
presença.
O Espírito da verdade se apresenta de forma marcante:
- Um silêncio profundo toma conta do auditório. Os rostos refletem
presença dele, que por sinais de convicção de pecados,
ou de profunda paz e comunhão.
- Diminua o controle, descanse.
Fale com mais calma e suavemente, com muitas pausas. Comunique
ao auditório uma sensação de calma.
Aproxime-se do auditório.
Esteja sensível ao Espírito Santo, e à atuação
dEle.
Após este momento, quando surge a convicção do pecado,
os ouvintes começarão novamente a se mexer, a tossir, a olhar
ao redor. A linguagem corporal deles se modificará.
Levante um pouco a voz, intensificando um poucos os gestos, acelerando o ritmo
da comunicação.
D - Persuasão
Agora o ponto forte é persuadir a agir, aplicar à sua vida. Exorte
de forma que o aluno assuma o compromisso de obedecer às Escrituras,
e não apenas sinta que deva fazê-lo.
Latim - per = meticulosamente
Suadere = aconselhar
Um ensino persuasivo é gerado por duas atividades do professor. A primeira
é o que você diz, a segunda é como você fala. A primeira
é a substância; a segunda é o seu estilo. A primeira é
o seu conteúdo, a segunda é a sua comunicação.
Fale através de frases curtas e incisivas.
Ensine de tal forma, que comecem a pensar, por si mesmos.
Apele ao que é mais profundo na pessoa. Apele
em favor daquilo que é bom e correto. Apele para a consciência
deles.
Provoque neles, através de seu tom de voz, o anseio de obedecer. Force-os
a agir, usando a intensidade de sua comunicação. Levante a voz.
Balance o dedo. Bata na mesa. "Derrube as mesas do templo". Chore
com os que sofrem. Oponha-se aos teimosos, repreenda os orgulhosos.
A sinceridade e a convicção com que o pregador comunica é
mais persuasiva que o que você diz. Portanto jamais entregue uma mensagem
de modo relaxado, sem vida, sem convicção.
Ensine visando a atingir mais que a cabeça vise o coração.
Sua meta não é dar uma ótima lição, mas uma
lição que transforma.
As 7 Leis do Aprendizado
Dr. Bruce Wilkinson
Ed. Betânia