Pronto. Acabei tudo com ela. Basta.
Não foi uma noite, mas dez anos, de luta, frustração, aferroado
de ira vivida dia a dia.
Agora iria por um ponto final com sua esposa.
Tudo tinha começado tão diferente. A ternura do namoro, aqueles
primeiros gestos, o entusiasmo quando nasceu o primeiro filho e depois os outros.
Então aconteceu a noite em que ela não quis falar, erguendo-se
qualquer coisa cinzenta entre eles, algo impenetrável, uma distância
intransponível.
O silêncio entre eles vagarosamente se estendeu meses afora.
Quando estavam juntos em casa, suas vidas estavam ainda vazias, marcadas pelas
irritações, desprezo, e falta de perdão.
Todos nós enfrentamos situações
em que somos ofendidos.
Ficamos revoltados, amargurados e finalmente guardamos rancor, inimizade e desprezo
para com quem nos ofendeu.
Será esta a única forma de reagirmos frente a estes problemas?
Todos nós temos uma convicção intima
de que a pessoa que se comportou mal tem de pagar por seus erros.
Ela tem de ser punida, olho por olho, dente por dente.
Mas na maioria das vezes o acerto de contas fica além das possibilidades.
Assim surge a vingança.,
Se você não pode obter pagamento exato ou restituição
de que o logrou, de quem lhe ofendeu, ao menos pode vingar-se.
Pague-lhe na mesma moeda.
Sirva-o com o mesmo molho.
Vingue-se dele.
Quando você se vinga, pagando na mesma moeda, você
torna-se igual a quem lhe ofendeu.
Você desce ao nível dele e mesmo abaixo.
Há um ditado que diz:
"Ultrajando teu inimigo, tu te colocas abaixo dele; vingando uma injustiça,
estas no mesmo nível com ele; perdoando, estás acima dele."
A vingança não só o rebaixa ao nível do seu inimigo,
pior que isso, ele retorna sobre você.
A vingança é a arma mais inútil do mundo. Ela destrói
o vingador e ao mesmo tempo consolida ainda mais o inimigo no seu erro.
Ela inicia, uma excursão sem fim;
RANCOR, REPRESÁLIAS, IMPIEDOSAS DESFORRAS.
Bom se eu não me vingar, poderei odiar, até aparecerem
cascos, chifres, cauda e tudo o mais.
O ódio no íntimo do ser humano pode ocasionar resultados tremendos:
Transformará uma senhora agradável, em uma mulher, desconfiada
e crítica.
Um homem afável, amigável, em senhor cínico e cáustico.
A ira incubada levará um homem a perder amigos.
um comerciante a perder fregueses.
um médico pacientes,
um advogado, clientes.
Além disto o ódio ocasiona:
pressão alta,
má digestão,
úlceras estomacais,
e até um esgotamento nervoso.
É um suicídio lento.
Se você quer continuar a odiar, continue, queime-se lentamente.
Outra opção para que se sente ofendido,
é o desprezo.
Dizem eles:
"Vou ignorá-lo, viverei e deixarei viver, esqueça a amizade,
de hoje em diante tudo vai ser diferente."
Se cumprimentar-me, serei frio.
Se conversar, falarei somente o essencial.
VINGANÇA, ÓDIO, DESPREZO, tem separado as pessoas.
Precisamos enfrentar o caso honestamente, você não
pode permitir-se a luxúria dúbia de um coração que
não perdoa.
Pois cada um de nós precisa de perdão constantemente.
Perdão de nossos companheiros e muito mais seriamente, o de Deus.
Aquele que não perdoa, queima a ponte por onde ele mesmo terá
de atravessar para ser perdoado.
A pessoa que recusa a perdoar aos seus irmãos coloca-se à parte
do perdão de outros.
Um coração que não perdoa é imperdoável.
É interessante notar que na Bíblia, Jesus Cristo entrelaça
o perdão com o ser perdoado.
Ler Mateus 6:14,15.
Com relação ao amor, a Bíblia coloca de forma semelhante,
o amor para com Deus implica em amor para com o próximo.
"Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é
amor." I João 4:8
Ler Mateus 18:23-25
dinheiro ou denário = 4 gr. de prata
dinheiro talvez de um empréstimo
um talento = 6.000 denários, dez mil talentos = 60 milhões de
denários
1 denário salário de um dia de trabalho.
Era muito dinheiro.
Compare: Impostos anuais pagos pela Judéia, Iduméia e Samaria
chegavam a apenas 600 talentos e os da Galiléia e Peréia chegavam
a apenas 200 talentos.
Uma dívida impossível de ser paga.
Talvez seu débito fora aumentado pelo processo de muitos anos. Gastara
esse dinheiro com o decorrer do tempo.
Este homem, talvez um sátrapa, um ministro real, ignorava suas responsabilidades
e abusara de sua posição e autoridade por longos anos.
Um débito impossível de ser pago.
Irmãos e amigos, tem vocês guardado rancor contra alguém, seja ele, seu esposo ou esposa, irmão ou irmã, algum membro da igreja, seu chefe ou patrão. Ore por ele, quanto maior a ofensa, mais ore por ele, confesse sua incapacidade de perdoar, e sua vontade de pagar na mesma moeda. Busque a Deus de todo o vosso coração, pois Ele é fiel e justo para lhe dar o escape desta situação difícil. Amém.
Maria conheceu um rapaz, e como é natural acontecer
ela se apaixonou por ele.
Seus modos com ela eram de interesse e disposição em agradá-la.
Saíram juntos, tudo era novidade e alegria.
Até que quando voltaram para casa, já com o carro parado em frente
de casa, a conversa tornou-se sem silêncio.
Primeiro um beijo, sentindo o avanço de suas intimidades, Maria tentou
pará-lo, mas ele ficou violento, forço-a, abandonou-a e sumiu
da cidade.
Ela ficou com sentimento de culpa, deprimida, violada e grávida.
Seus pais encontraram o rapaz em outra cidade e o trouxeram, ele parecia arrependido,
a ponto de pedir perdão, mas ao ficarem sozinho, enfureceu-se novamente,
desta vez surrou-a bastante antes de se dominado.
Quando somos ofendidos, muitas vezes dizemos que não foi nada, que as palavras não doeram, que as atitudes não feriram. Mas no íntimo ficamos a remoer o acontecido.
O perdão é raro, ele não vira os olhos
para outros lados, quando se pratica um mal.
O perdão nunca olha o pecado só por cima ou por alto.
Ele não torna o mal sem importância, não finge que o pecado
não é um mal.
Perdoar não é ser educado e nem é só esquecer.
Muitos dizem que para se perdoar deve-se esquecer e perdoar.
Mas nós não esquecemos, quanto mais procuramos esquecer, tanto
melhor para a memória.
É como a pessoa que está com insônia, quanto mais procura
dormir, mais acordado fica.
Esquecer é o resultado do perdão completo
nunca o meio de alcançá-lo. É o último degrau, e
não o primeiro.
Perdoar é muito difícil.
Quando somos atingidos pela traição de uma confiança ou
pela quebra de uma amizade, queremos ater-nos ao ressentimento, defendemo-nos
até a última palavra para colocar a culpa no devido lugar.
Mas o perdão rejeita ao ego que exige "seus direitos". Repudia
a vingança aberta. Renega até os corteses e pequenos esquemas
de que fazemos uso freqüente a fim de passar o outro "para trás".
Ao invés disso, ele prefere prejudicar-se, sofrer, e aqui nos defrontamos
com uma das mais duras escolhas voluntárias que possa fazer o homem -
aceitar o sofrimento sem merecer.
O perdão é difícil porque é
caro.
O homem que perdoa paga um preço tremendo: o preço do mal que
perdoou.
Se o estado perdoa um criminoso, a sociedade sofre a carga da ação
criminosa.
Se quebro objetos de grande valor que você guardava zelosamente e você
me perdoa, você sofre a perda e eu fico livre.
Suponha que eu arruine sua reputação. Para me perdoar, você
deve aceitar livremente as conseqüências de meu pecado e deixar-me
livre.
O perdão custa caro porque é substitutivo.
Ninguém realmente perdoa a outro, a menos que suporte as conseqüências
da ofensa sobre si mesmo.
Essa substituição teve sua expressão máxima em Jesus
Cristo.
Jesus Cristo tomou o nosso lugar, suportando sua própria indignação,
sua repulsa pelo nosso pecado. Esse é o preço do perdão.
Deus não podia ignorar nosso pecado e não dar-lhe importância.
Essa seria nossa atitude humana de "não foi nada".
Não foi nada? Não feriu?
Sim, o pecado fere.
Deus tomou tão a sério o insulto total
de nosso pecado que percorreu todo o caminho do Calvário para morrer.
A cruz mostra que o perdão foi e é substitutivo.
Quando Deus perdoa, Ele toma sobre Si os nossos erros, Ele assume o "prejuízo",
uma dívida devida a nossa recusa em viver conforme Sua vontade, uma rebelião
contra Seu amor.
Somente Deus poderia pagá-la, porém ela não é de
Deus.
O homem é o devedor sem possibilidade de pagar.
Ler Romanos 5:01,06-11
Assim como Deus nos perdoa, assumindo nossos erros, nós
também devemos perdoar uns aos outros (Col.3:13).
Oremos a oração do PAI NOSSO.
Milhares de casos como este podemos ouvir.
Nos voltamos com ódio e desprezo para um indivíduo com este.
Como podemos curar esta ferida?
Há perdão para coisa deste vulto?
Como você perdoa? Quando custo é alto, a dor insuportável
e sua ira ainda arde?
Por onde devemos começar?
Comece procurando compreender o outro.
Não diga que ele não merece sua compreensão.
Há sempre um motivo atrás de cada ato.
Por trás de um homem grosseiro e rude, pode estar uma criança
incapaz de amadurecer.
Se é exigente, possessivo ou explorador dos outros, pode tratar-se de
um menino perdido, em busca desesperada de afeto e aceitação.
Quem pode saber?
Pode ser vítima de uma criação incorreta, sem estrutura,
sem uma família para lhe servir de referência e base para dirigir
a sua própria.
A verdade sobre a compreensão é só a metade.
Qualquer compreensão humana de outro ser humano está corrompida
pelo nosso próprio mal. Nenhum de nós tem bondade suficiente par
que se lhe confie o conhecimento completo de outra pessoa.
O objetivo da compreensão é unicamente ajudar-nos a ver a diferença
entre o que o pecador fez e o que ele é.
Sim ele fez o mal, mas ele é mais do que aquele simples delito.
NÃO PROCURE COMPREENDER A OUTRA PESSOA.
PROCURE ANTES SER COMPREENSIVO.
Porque se nos preocuparmos muito em decifrar a outra pessoa, fatalmente nos
acharemos superiores a ela, e faremos um inevitável julgamento, prejulgamos
suas atitudes, ações e os colocamos confinados como um tipo de
pessoa X.
Ao invés disso, seja só compreensivo.
É isso que apreciamos nos outros e que os outros apreciam em nós.
Cada pessoa de suas relações merece a dádiva de ser compreendida
por você.
Mostre-lhe interesse. Ouça-a. Aceite-a. Vá além das suas
reações acerca do que ela faz ou como age, e comece a ser responsiva
ao que ela é, quer ser ou pode vir a ser.
Isso não significa concordar com tudo que diz ou faz.
Compreender não significa, necessariamente, concordar.
Vou esclarecer.
Em lugar de concordar, procure ver as coisas do ponto de vista do outro, antes
de concluir se são ou não válidas. Empatia.
Isso pode levá-lo a sentir o mesmo, respondendo às reações
emocionais do outro, quer lhe pareçam ou não razoáveis.
Você aceita a pessoa como ela é, sem concordar com aquilo que ela
faz. Quando a pessoa se sente aceita, ela tem um infinito caminho de mudança
e aperfeiçoamento.
Mas quando ela não é reconhecida, ela fecha-se a qualquer contato
e acabam-se as chances de mudança.
Nenhum homem é tão vil que não seja
objeto do amor de Deus.
Nenhum homem por mau que seja, está excluído do perdão
de Deus, a menos que se exclua pela sua própria falta de arrependimento.
Nenhum homem pode ser considerado sem valor, já que Cristo, o próprio
Deus, morreu por ele.
Nenhum homem é indigno de amor. Se Deus o ama, então pode fazê-lo
através de mim.
Certa mulher descobriu essa verdade a duras penas.
Seu marido é um animal, bruto, sujo, bêbado e violento.
Como ela podia continuar amando-o e perdoando?
Isso aconteceu uma noite, já tarde, ela disse.
Ele voltou para casa bêbado, blasfemando e maltratando.
Foi aí que enfrentei o seu olhar vidrado. Ele ergueu a mão para
me bater de novo. Senti interiormente um flama de ódio e repulsa.
Então, de repente me lembrei:
Seria uma palavra amável durante nosso noivado, a ternura de nossos votos
matrimoniais, sua oração fervente quando nosso filho nasceu?
Não sei, mas naquele instante compreendi que o homem que conhecera e
amara era o verdadeiro, não aquele a minha frente.
Agora, não posso olhar para ele sem ver a prisão vazia e desesperadora
em que ele se encontra.
Meu amor e perdão é seu único vínculo com Deus.
Como poderia rompê-lo?
"AMAR O INIMIGO NÃO SIGNIFICA AMAR O LODAÇAL EM QUE A PÉROLA
ESTA, MAS AMAR A PÉROLA QUE ESTÁ NO LODO."
Quando aprendermos a olhar em torno de nós com os olhos
amorosos de Cristo, nenhum homem é indigno de amor, nenhum homem está
além do perdão.
Colos. 3:12-17
Você não consegue?
Gálatas 5:22
De certo que vou perdoar a esse homem, quando eu estiver
bem e preparada.
Se ao menos o senhor entendesse a miséria que ele me causou, havia de
compreender por que não vou rebaixar-me quando ele me disse pela primeira
vez "Desculpe-me", prosseguiu.
É claro que vou perdoar-lhe, mas não antes que ele pague um pouco
pela sujeira em que nos meteu.
O homem olhou para a esposa, mas havia um clima denso de hostilidade.
Passaram-se anos e aos poucos, amargamente ele pagou, tornou a pagar e mais
uma vez pagou tudo que havia feito.
Afinal, certa noite, quando ela mesma estava muito perturbada, sozinha e em
amargura, ofereceu-lhe seu perdão.
Tarde demais.
VOCÊ PODE FICAR COM SEU PERDÃO, ELE DISSE, NÃO PRECISO MAIS
DELE. JÁ PAGUEI TODA A EMBRULHADA E QUE ME METI.
QUEM PRECISA DE PERDÃO, SE JÁ PAGOU?
Quando eu devo perdoar?
Quanto tempo devo esperar para perdoar?
Devo responder a altura?
O perdão é gratuito, motivado pelo amor
ou não vale nada.
Não é um recibo de quitação total. É perdão
imerecido.
Quando se adia até à coleta da última gota de ira, juntada
ao mais amargo interesse, É PURA VINGANÇA.
Se você deixa de dar o perdão até que o ofensor o mereça,
nada feito. Isso não é perdão.
Perdoe imediatamente.
Perdoe quando sentir a primeira magoa.
O tempo passa rápido, não o desperdice com sofrimento fútil,
custa menos perdoar do que guardar mágoa.
O alto preço com a ira, resmungos, cara feira
de poucos amigos, o silêncio, são cobrados com juros em um relacionamento
fracionado, machucado.
Perdoe antes que seja dominado pela amargura.
A amargura nos engessa, nossos sentimentos e reações se solidificam,
e, como cimento, misturam-se e se fixam firmemente.
A amargura paralisa.
Um profissional acusado falsamente, perde sua fé na justiça e
autoridade.
Uma moça traída por uma amiga, fica desconfiada e irritadiça.
Uma mulher maltratada pelo marido, torna-se infeliz e doentia.
A amargura paralisa.
Então, por que aceitar sentimentos amargos?
Por que alimentar emoções acres e aos poucos permitir que elas
devastem nossas atitudes, motivações e mesmo nossa vida toda?
"Usaram e abusaram de mim" Reação:
Vou amargurar minha ira, já que não temos possibilidade de descarregar
essas hostilidades sobre quem nos ofendeu".
Por isso nos vingamos em nós mesmos.
"Todo mundo é contra mim e ninguém
se importa".
Reação: Surge um ódio que cresce até atingir plenamente
o complexo de mártir, com muita dó de si mesmo e tudo mais.
"Eu estou sendo neglicenciada, esquecida e ignorada".
Reação: A dona de casa arde de raiva porque fica trancada casa
adentro do dia inteiro, com uns pequerruchos chorões, trabalhos sem fim,
e um marido que passa fora num mundo fascinante.".
Vivemos num mundo infestado por essas muitas e outras
tensões de ódio e , a menos que resistamos bravamente, seremos
também contaminados. SEMPRE E SEMPRE.
A amargura corta o nervo de nossas emoções, nosso amor se transforma
em ódio, que se degenera em apatia, indiferença e fria neutralidade,
elas acabam mortas, como que paralisadas.
Quando finalmente ela afeta a mente e a razão,
nossas atitudes se tornam cínicas, descaridosas, críticas e cáusticas.
Fomos um dia felizes por acreditar nos outros, agora, não acreditamos
em ninguém.
Ficamos tão amargurados que achamos que Deus está nos testando
ou que o Diabo é a causa de nossos problemas.
COMO SER LIBERTO DA AMARGURA???
Volte seus olhos para cima.
Deixe de pensar em si mesmo.
Não tolere pensamentos de autopiedade. Não permita que essas cogitações
raivosas, autodefensivas, o dominem.
É uma roda viva de sentimentos que giram sempre no mesmo sentido em torno
de nós mesmos.
É como uma criança que aprende a andar de bicicleta, que sabe
rodar, mas não parar, vamos pedalando sempre a frente, com medo de descer
dela, ainda que desejando desesperadamente que alguém segure o guidão,
que rompa o círculo e nos liberte.
Só podemos ser libertos se perdoarmos, aí encontra-se o fim da
órbita interminável.
PENSAR QUE NÃO PRECISAMOS PERDOAR ATÉ QUE NOS PEÇAM
É UM MITO A SER ERRADICADO.
Perdoe de imediato, depois perdoe continuamente.
Viva seu perdão como um modo de vida. Constante e consistentemente.
Viver o perdão é oferecer aceitação cordial aos
outros. Não há perdão sem que aceite o outro tal como ele
é.
Perdoe esquecendo.
Alguns dizem; posso perdoar, mas não esquecer.
Sejamos claros: o perdão que esquece não é o caso de amnésia
sagrada que anula o passado. Não; é a experiência de cura
que drena o veneno da ferida.
Você pode recordar-se do ferimento, mas nunca reavivá-lo.
Nada de reconsiderar, de remover resíduos dele, nada de assentar-se em
velhos túmulos onde jazem as ofensas do passado.
O passado é passado, nada pode mudá-lo, porém seu significado
pode ter mudado, isto é PERDÃO.
O PERDÃO RESTAURA O PRESENTE, CURA PARA O FUTURO
E LIBERTAR-NOS DO PASSADO.
Efésios 4:25-32 e 5:01-02
Unicamente a bondade imediata do perdão que Deus nos mostrou em Jesus
Cristo pode suavizar nossa amargura e sarar o coração pela ternura.
Perdoe imediatamente. Não porque é mais satisfatório para
seu próprio ego e sanidade, mas pela ração mais forte,
é o CAMINHO DE CRISTO.
O CAMINHO DE CRISTO FOI O DE OFERECER PERDÃO MESMO ANTES DE SER PEDIDO,
ENQUANTO SEUS INIMIGOS ENTERRAVAM PREGOS NAS SUAS MÃOS, VEZES SEGUIDAS?
A CADA GOLPE ELE PROVAVELMENTE ORAVA:
PAI, PERDOA-LHES.
Um vagabundo a pedir esmola, numa aldeia inglesa velha
e pitoresca, parou junto a uma taverna que tinha o clássico nome de hospedaria
de São Jorge e o Dragão.
Por favor, senhora, pode arranjar-me um pouco de comida?
Ele pediu a uma mulher que o atendeu a porta.
Um pouco de comida? Para um vagabundo qualquer, um mendigo? Não. Disse
ela.
Por que não trabalha para viver, como um homem honesto?
O vagabundo vai-se embora, mas no meio do caminho ele olha para a taverna e
lê novamente São Jorge e o Dragão, após voltou e
tornou a bater.
Você novamente, o que quer? Disse a raivosa mulher.
Por favor, senhora - foi a resposta -, se São Jorge também está
aí, poso desta vez falar com ele?
A gente tem freqüentemente de pedir pela segunda vez para
atravessar o dragão interior das pessoas, não é verdade?
Porque há um pouco de São Jorge e mesmo mais do que um pouco de
dragão em todos nós.
Muitas pessoas quando perdem as estribeiras,
imediatamente justificam-se, dizendo-se de pavio curto, de família de
gênio forte.
Outras dizem-se sinceras, aquilo que elas sentem põem para fora, não
importando-se se vão ou não ferir os outros.
Elas confundem sinceridade com hostilidade e falta de educação.
Em certos dias nós encontramos uma fila inteira de dragões a nossa
frente, em outros somos um deles.
Todos nós temos variação de sentimentos, mas o problema
toma vulto quando a frustração de nossos pequeninos problemas
diários se transforma em irritação; quando o desespero
por causa de circunstâncias desfavoráveis nos leva à
depressão e quando a agitação
com tudo que vai mal com você se transforma em raiva.
Aí o dragão mostra os dentes. Contar a história do lobo.
PORQUE FICAMOS COM RAIVA??
O QUE PODEMOS FAZER COM ELA?
QUAL A SUA CAUSA?
Se nós pudéssemos colocar um termômetro em nossas emoções,
verificaríamos toda uma escala de temperaturas raivosas.
40º explosão, irracional, violência, morte
39º atitudes temperamentais, ninguém interfere
38º hostilidade, antagonismo, rancores
37º costumeiras irritações, impaciência.
Várias causas podem elevar o mercúrio do
termômetro:
Ciúme, inveja, quando um tipo que não lhe agrada consegue fazer
algo que chama a atenção de todos e você não se sente
capaz.
9 em 10 - ressentimento, quando você dá um fora e o outro não
deixa escapar, você fica com seu amor-próprio ferido.
Insulto, quando alguém o critica ou não bota fé em sua
capacidade de realizar algo, ou de seu jeito de fazer as coisas.
Etc., etc., etc.,
Em todas as situações, a causa primordial é a mesma.
A raiva brota de alguma frustração do ego, quando o amor e respeito
próprios de um homem ficam tolhidos.
Há iras que não são pecaminosas, quando estão relacionadas
com injustiças, mesmo assim temos que vigiar para que os resultados não
sejam pecaminosos.
A raiva é um mal desnecessário, que fere os outros. É um
desejo violento de ferir os outros.
Já a ira diante de injustiças, pode levar um homem a libertar-se
da escravidão e a tentar novos objetivos e transformar-se noutro.
A ira pode desafiar injustiças ou corrigir males que oprimem.
Pode investir com vigor contra o mal.
A ira sem rédeas é aterradora, transforma-se em raiva destruidora.
Mas a indignação diante de injustiças pode levar a mudanças.
Quando os homens não sentem profunda e ardentemente o que é reto
e justo, quando "tudo vale", quando tudo se tolera, tudo está
perdido.
Você pode manejar a ira ou deixar que ela o faça
com você.
Cristo sentiu-se indignado muitas vezes:
Marcos 3: 4 e 5
A Sua indignação foi sobre princípios do bem e do mal;
não sobre pessoas e personalidades.
O causar mal a outros, o abusar de fracos e indefesos, acendiam-lhe a indignação.
Efésios 4:26,27
Quando estamos irados estamos vulneráveis ao mal, pois se descontrolada,
poderemos agir pecaminosamente.
Quanto mais alta a ira, menor nosso senso, nossa razão, chegando a se
transformar em ressentimento, e em breve em amargura, irritabilidade, ódio,
maldade e centenas de outros males.
Minha ira é certa ou errada?
Essa é uma questão que você deve propor-se todas as vezes
que suas emoções começam a perder as rédeas. E se
elas ameaçam a explodir, CUIDADO!
As explosões são sempre más.
Elas podem ter duas motivações:
1) Muitas pessoas querem fazer as coisas andarem do seu jeito.
2) Ou extravasar frustrações, quando percebe sua própria
incompetência ou inferioridade.
Explosões de raiva são pura e simplesmente imaturidade.
A questão deve ser:
" PORQUE ESTOU ZANGADO?"
São razões válidas?
Examine-se a si mesmo acuradamente à luz do diagnóstico da Bíblia.
Tiago 4:1,2,3,11 e 12
A pessoa enraivecida tem uma das poucas oportunidades de ver-se cruamente, sem
retoques.
A raiva pode ser indício de culpa.
A raiva é muito comum entre os que tem uma consciência má
ou culpa reprimida.
Um ladrão zanga-se muito mais quando acusado de roubo do que um homem
honesto.
Quando sentir a raiva subir, fique de prontidão.
PERGUNTE POR QUE? POR QUE?
Uma resposta honesta pode ser como um jato de água fria.
Se a raiva lhe dá um toque de prazer, é um aviso de que essa raiva
é extremamente nociva.
Avalie devidamente a raiva que lhe dá prazer.
Trata-se de ciúme, inveja ou ódio que se apresentam como parceiros,
sempre que você humilha a pessoa provocadora.
É seu orgulho ou auto estima que se deliciam com
a satisfação de sujar quem o desmascarou?
Se não pode achar a resposta, se seus sentimentos íntimos são
inexplicáveis
Ou se está sempre irritado, com visão negativa, crítico
e hostil, então, a todo custo, peça auxílio.
Conversar com alguém de experiência, como o pastor, ou um profissional
cristão, um ancião consagrado.
MATEUS 11:28 E 29
Ir a Jesus, é muito mais que falar, é agir, é
confessar e abandonar pecados pois do contrário mesmo nossas orações
são um cansaço a Deus.
Isaías 1:15-18
SERMÃO SEIS
O julgamento está por terminar.
Após dias de trabalhos, finalmente a defesa vai ser ouvida. Dia após
dia as testemunhas juntaram evidências.
Culpado.
Culpado.
Afinal, veio a defesa. Mas espere.
Onde está o júri?
E o juiz?
A defesa se pronuncia, mas não há ninguém par ouvir.
Ninguém, exceto você.
E você o acusado. É o seu julgamento.
Está no tribunal da vida, sem defesa.
Ninguém para ouvir o seu lado do caso, ninguém se importa com
isso.
Que tal de isso sucedesse com você?
Ninguém gosta de ser julgado e condenado.
Mas é verdade também que cada vez que fornecemos uma informação
maldosa, que fazemos um juízo preconceito, estamos julgando e condenando,
e não dando chance alguma de defesa.
Preconceito é prejulgamento, é pesar outro
indivíduo ou os pontos de vista dele, com a pressão do seu polegar
sobre a balança.
Quando um homem fala de seus preconceitos, diz:
"EU SINTO".
Quando fala de suas opiniões, diz:
"EU ACHO".
Quando fala de suas convicções, diz:
"EU SEI".
Você pode desafiar as convicções
dele pela lógica, ou mudar suas opiniões mediante argumentação.
Mas com relação aos preconceitos, eles não podem ser expressos
facilmente com palavras.
São reações não verbais, automáticas, que
uma pessoa raramente admite.
De onde vieram esses nossos preconceitos???
Nós apanhamos o preconceito como uma doença. É uma moléstia
do caráter transmitida tão fácil e acidentalmente como
qualquer uma de ordem física.
Vocês e eu estamos contaminados. Todos temos preconceitos.
E, o que é pior, somos transmissores.
Nossos filhos apanham de nós quando "pegam no ar" os significando
ocultos de nossas palavras descuidadas.
Qualquer escorregadela da língua, por inocente que pareça ser,
pode criar atitudes nocivas ou deixar um resíduo de preconceito.
A acumulação começou quando tínhamos dois anos,
aumentou nos primeiros anos escolares, e agora quem sabe o que jaz oculto nas
profundezas de sua mente?
Podemos não ser responsáveis pelos preconceitos que contraímos
através da vida, mas porque ainda os continuamos a utilizar?
Só existiu um homem isento de preconceitos, Jesus Cristo.
No entanto alguns de seus seguidores agem de maneira muito estranha.
Alguns tornam-se fanáticos, intolerantes, e outros mais compreensivos,
atenciosos e abertos à aceitação.
Será que os que se convertem se apegam naquilo que possa erroneamente
sustentar seus preconceitos?
Jesus nasceu na mais rígida cultura étnica de todos os tempos
nasceu numa nação ferozmente nacionalista, foi criado na Galiléia,
a região mais intolerante daquela nação; nasceu numa família
de orgulhosa linhagem espiritual; nasceu num tempo em que o fanatismo revolucionário
inflamava os corações de ódio aos opressores romanos; nasceu
num país que praticava a segregação racial rigorosa entre
judeus e samaritanos.
Cristo não era preconceituoso.
Mateus 5:43-48
João 4:9
Jesus Cristo morreu vítima dos mais ferozes preconceitos.
Foi sentenciado num julgamento sem defesa, condenado por causa dos preconceitos
de seus acusadores.
Os que se alinham com Jesus devem quebrar os preconceitos.
Que significa isso?
Fazer amigos, não limite suas amizades, temos que ir de encontro as pessoas
e amá-las como Jesus o fez.
Se você diz amar o seu próximo, viva o que diz. Como o fez Jesus.
Sem julgar antecipadamente seu próximo, segundo seus preconceitos.
Mateus 7:01 a 05
Quantas pessoas tendem a falar dos outros.
Certo marido disse a mulher:
Maria você ouviu a última sobre a fulana?
Se ouvi? --- ela replicou ---, fui eu quem começei.
Criticamos porque a crítica faz algo por nós.
Algo que não queremos dizer e enfrentar, mas que nos faz sentir bem no
momento.
Estas críticas deviam revelar algo sobre nós mesmos.
O ouvinte é tão culpado quanto o que fala.
Nenhum homem de bem dá seu apoio quando uma pessoa ausente e provavelmente
inocente está sendo aviltada.
É da responsabilidade humana protestar se um ser humano é depreciado.
Porque não dizer cortesmente:
"Prefiro não ouvir críticas sobre alguém que não
está presente para se defender."
Ou perguntar:
"Porque acha que me interessa essa estória sobre ele?"
Se você sabe algo que vai ferir ou manchar a vida de outra pessoa, enterre
o caso. Esqueça-o. Encerre-o imediatamente.
I Pedro 4:8
William Barclay sugere três razões para que homem algum julgue
a outros:
1. Nunca conhecemos todos os fatos ou a pessoa no seu todo.
Não podemos compreender suas circunstâncias ou tentações.
2. É quase impossível ser estritamente imparcial num julgamento.
3. Nenhum homem é suficientemente bom para julgar o outro.
Nosso próprios defeitos e incapacidade de resolvê-los automaticamente
nos desqualificam como críticos honestos.
Tudo isto é verdade, mas existem ocasiões que precisamos tomar
posição frente alguns fatos.
Devemos então:
Criticar positivamente, com espírito de amor.
Criticar com intuito de ajudar, erguer e salvar.
Precisamos admitir que também cometemos idênticos erros, assim
devendo tratar severamente aos outros como trataríamos a nós mesmos.
Precisamos todos aprender a tratar os outros para que possamos ser felizes.